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Só sei que é meu...

Qual o teu estilo de design?

ponto de virada

Hoje minha prima me perguntou,  qual o estilo desta ilustração.   Uma arte incrível que estampa a capa do “Ponto de Virada” Podcast da Família B9 que fala de carreira.

Ela sempre faz esse tipo de pergunta e, por se tratar de design, não existe uma resposta tão simples de se dar, A questão real aqui é: Quais referências foram usadas?

Dentro do design eu aprendi, desde o começo, que referência é tudo e que toda criação tem seu estilo de execução e as referências do autor, além das referencias que foram pautadas para o trabalho.

Há  trabalhos em que o artista/designer é contratado pelo trabalho autoral que executa, basicamente o que produz pra si.

Esse estilo é carregado de um referencial próprio de memória emocional, artística e técnica.   E diz respeito basicamente  à estética do trabalho.  Os traços, as cores, as formas,  a técnica aplicada (arte digital ou analógica).

O que vem a seguir são as limitações do trabalho, que envolvem até onde o artista pode ir para desenvolver a peç a, e é aí que  encontramos a intersecção entre o  artista e o que ele precisa produzir , o que ele pensa como ilustração e o que o cliente precisa.

 

Com base nisso  podemos assumir que as referências pessoas são praticamente inconscientes, baseadas em gosto pessoal, lembranças, experiências,  e isso envolve anos e anos admirando, estudando, entendendo, absorvendo  outros trabalhos, consumindo  visualidades de todos os tipos e é isso que forma o  vocabulário visual  que vai ser transposto para suas criações. Então, voltamos a à pergunta inicial: qual o teu estilo de design? A resposta é, meu estilo são vários e isso depende de tudo que envolveu a produção de cada trabalho.

Painel Semantico - Referências

 

Então,  como resposta para  a minha  prima, Ariela (kkkkkk):

Mana, essa ilustração tem muitas referências. Pra conseguir achar outras parecidas temos vários caminhos e várias  palavras-chaves e pra isso é bom conhecer um pouco dessas estéticas.

Por podem cronológica, eu cito referências modernas desse tipo de  imagem: o Cubismo e o Dadaísmo são ótimas referências dessa visualidade mais abstrata e simplificada, além da atmosfera lúdica.
A partir daí podemos vir caminhando para o nosso tempo através de vários estilos, modernos e pós-modernos, como, Art Deco, Pop Art, New Wave, Punk, além do Vapor Wave, Este último originado na década de 2010, está sendo, cada vez mais incorporado na visualidade contemporânea e na realidade simplificada de hoje. Sem esquecer, claro! Que se trata de desenho e não tem como não ver o estilo de Cartoon nessa ilustra.
Em resumo, se fosse possível usar apenas uma definição para a ilustração eu diria que a peça inteira pode ser classificada como Design Pós-Moderno o que já soa meio repetitivo pra quem me conhece. kkkkkkk
Na galeria abaixo tu podes ver vários exemplos dos estilos que eu falei e também dois exemplos de grandes marcas utilizando conceitos pós-modernos, Simplesmente Coca-Cola e Globo.
É isto!

Por fim,  acho que a conclusão é não se definir, explorar e conhecer muito de tudo que permeia nossas criações, ir a fundo no passado e também no futuro.   Criativos não podem se dar ao luxo de não consumir produções de todos os tipos, nesse caso, as visuais, mas visual vai muito além do que enxergamos com nossos  olhos e a partir daí teremos como nos guiar dentro do que queremos desenvolver.

 

 

James Silva, sempre pós-moderno e cambiante. 30 de setembro de 2019.

Elena, um reencontro…

ELENA_Cartaz_1920x2880O filme Elena (2012) de Petra Costa é a realização cinematográfica do reencontro com a história e a vida da irmã Elena. Numa série de recortes e imagens de arquivo pessoal Petra consegue remontar e recriar a passagem de sua irmã por sua vida e como suas influencias à fizeram tornar-se quem é e em como isso a direcionou em sua vida.

O longa de 2012 é envolvente e cativante, ainda mais por se tratar de uma história de vida de alguém que nem conhecemos, mas que nos conectamos imediatamente pela forma como Petra nos apresenta. Uma história  sobre o que fica, sobre o que se foi, sobre a depressão e a pressão que ela impõe, sobre ansiedade e sobre superação.

Neste reencontro, Petra retorna à sua infância, a vida que antecedeu o suicídio de sua irmã Elena e a vida que se sucedeu após a tragédia. É quase uma carta para Elena, uma forma de dizer tudo que aconteceu depois de sua morte e como ela e a mãe tiveram que lidar com o que fica de uma perda dessa magnitude. É também um reencontro consigo mesma e uma nova oportunidade de lidar de uma nova forma, de uma forma adulta, canalizando através da arte os sentimentos sobre a sua própria história de vida, refletindo e re-significando  a morte, e também a vida.

P.S.: A companhia da mãe de Petra e de Elena, durante todo o filme, nos dá uma amplitude ainda maior de todo esse aprendizado, pois nos apresenta três histórias de vida em torno deste acontecimento. Três mulheres, três histórias tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo, se repetindo de formas diferentes.

James Silva, 20 de setembro de 2019.

Marca Cambiante!! Você conhece e não sabia.

Há registros do desenvolvimento de marcas cambiantes desde os anos 70, a marca da Mtv (Music Television), criada na época se utilizando desse conceito, serve de marco para o princípio da difusão desta vertente do design. Atualmente temos o exemplo da Cidade do Porto, em Portugal, que teve toda sua identidade visual redesenhada e desenvolvida dentro dos conceitos de marca cambiante baseada completamente na cultura e símbolos locais.

Conheça um pouco mais sobre:

Apenas um Designer Gráfico!

Este deveria ser o meu portfólio, mas quem disse que eu vou postar apenas os meus trabalhos? Eu pretendo postar bem mais do que minhas realizações. Todo o tipo de material que eu achar pertinente com a minha forma de pensar design deverá virar conteúdo, e ser compartilhado neste espaço.

Se você gostou, seja bem-vindo.

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