domingo, 14 de março de 2010

Preparativos para a II Conferência Nacional de Cultura Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais, está organizando as Pré-Conferências Setoriais de Cultura, que acontecerão de 07 a 09 de Março.

Preparativos para a II Conferência Nacional de Cultura Ministério da Cultura – Por Marcos Agostinho

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais, está organizando as Pré-Conferências Setoriais de Cultura, que acontecerão de 07 a 09 de Março. Esses espaços de discussão, reflexão e mobilização antecipam as plenárias setoriais e fazem parte do processo de preparação e definição dos representantes que participarão, de 10 a 14 de março, da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), em Brasília.

 A realização das pré-conferências – que obedecerão três fases de:

realização: mobilização; assembleias setoriais ou seleção de critérios; e plenária presencial ou virtual – será de responsabilidade das secretarias e órgãos vinculados ao MinC e abrangerão as seguintes áreas técnico-artísticas e de patrimônio: dança, circo, teatro, música, artes visuais, livro e leitura, culturas afro-brasileiras, culturas dos povos indígenas, culturas populares, audiovisual, arte digital, arquivos, museus, patrimônio material, patrimônio imaterial, arquitetura, moda, design e artesanato.

Os segmentos que já possuem assento no plenário do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) – dança, circo, teatro, música, artes visuais, livro/leitura/literatura, museus, culturas dos povos indígenas

-  deverão realizar obrigatoriamente plenárias presencias, oportunidade em que vão eleger os novos conselheiros do CNPC. Os demais segmentos indicarão listas tríplices para escolha de representantes.

Para se candidatar a delegado das Pré-Conferências Setoriais os interessados devem acessar a página do CNPC e preencher o formulário online. As inscrições vão até 31 de janeiro.

Objetivos das Pré-Conferências

    * Promover o debate e a reflexão valorizando a complexidade e a diversificação de atividades em cada um dos campos setoriais;

    * Debater e encaminhar propostas para as políticas públicas de cultura e as políticas setoriais específica para cada um dos segmentos envolvidos no processo, de forma a contribuir com a formulação dos Planos Nacionais Setoriais;

    * Eleger os 200 delegados setoriais para a plenária geral da II CNC;

    * Instalar os colégios eleitorais setoriais, responsáveis pela eleição dos membros dos Colegiados Setoriais e pela elaboração de listas tríplices com indicação de nomes que comporão a representação setorial do Plenário do CNPC;

    * Eleger os membros dos Colegiados Setoriais constituídos no âmbito do CNPC para o exercício do mandato referente ao biênio 2010/2011.

 Como participar:

    * Orientações Gerais;

    * Orientações aos Candidatos;

    * Orientações sobre as Assembleias.

Saiba mais no blog da II Conferência Nacional de Cultura.

Informações: (61) 2024-2624; conferencia.nacional@cultura.gov.br; ou flavia.lacerda@cultura.gov.br.

 http://www.cultura.gov.br/site/2010/01/19/preparativos-para-a-2%C2%AA-cnc/


I Festival Nacional das Rádios Públicas – Arpub

Rádios públicas revelam talentos - A mineira Fernanda Takai lembrou que também já participou de muitos festivais.
arpub
Festival de Música da ARPUB -
Music News – 30/1/2010 – Por Tatiane Freitas – Viva Comunicação Interativa

Rádios públicas revelam talentos – A mineira Fernanda Takai lembrou que também já participou de muitos festivais. 

Diante de uma platéia empolgada de mais de mil pessoas, o vice-presidente da Arpub, Mário Sartorello, divulgou, ontem(29), os vencedores I Festival Nacional das Rádios Públicas – Arpub, que teve cerimônia de premiação no Pelourinho, em Salvador, com shows de Fernanda Takai e Armandinho.  

A grande revelação da noite foi a cantora sergipana Patrícia Polayne, que conquistou, com sua canção “Arrastada”, dois prêmios, nas categorias Melhor Música com Letra (R$15 mil) e Melhor Arranjo (R$ 10 mil). “Vivo da música, para a música e pela música. A vida toda eu só vivi disso. E a prova de que nunca estive errada é esse prêmio. Sou mulher, compositora, do menor estado do Brasil. Sou pequena, mas a gente pode ser muito grande quando quer e acredita”, disse a artista, emocionada, ao receber o prêmio das mãos de Orlando Guilhon, presidente da Arpub. 

Natal também brilhou. Foi de lá que veio o tecladista, arranjador e diretor musical Eduardo Tauffic para receber o prêmio de Melhor Instrumentista (R$ 10 mil) com “Ingênuo Mestre”, apelido dele e título da música vencedora. “Parabenizo a Arpub pela iniciativa de popularizar a música, minha e de todos que estão aqui, pelo Brasil”, disse. A alegria de sair vencedor do Festival também arrancou lágrimas de emoção do clarinetista e trombonista Hugo San, que venceu na categoria Melhor Música Instrumental (R$ 15 mil), com a música “Sinfonia Primeira de Pagode”. E o Rio de Janeiro ganhou mais uma estrela com a vitória de Guima Moreno, que conquistou o prêmio de Melhor Intérprete (R$ 10 mil). “O Festival é uma grande iniciativa. Tem importância para quem aparece na periferia da mídia, traz visibilidade”, avaliou o carioca. 

SHOWS – Responsável pelo primeiro show da noite, Armandinho também parabenizou a iniciativa. da Arpub. “É um prazer estar aqui tocando nesse prêmio que homenageia a música brasileira e revela novos talentos. Esses artistas têm muito o que mostrar” Fernanda Takai, enquanto apresentava seu concorrido show Luz Negra, deu um incentivo a todos os finalistas. “Eu participei de vários festivais. No primeiro, fiquei em último, depois em segundo, depois em terceiro. Continuem sempre em frente que dá certo”. A iniciativa do Festival da Arpub também valeu destaque na fala da cantora: “A rádio é o meio mais importante para nós, é o grande veículo de comunicação da música”. 

Orlando Guilhon, presidente da Arpub, concorda. “A rádio não morreu com a televisão, só se renovou. As rádios públicas oferecem aquilo que não se encontra em emissoras comerciais e a tendência deste festival, que teve 10 estados participantes, é crescer ainda mais”. 

Festival – Ao todo, cerca de 400 cantores e compositores brasileiros de diferentes gerações e estilos tiveram suas músicas veiculadas, nos últimos oito meses, em emissoras públicas do país, durante as etapas seletivas estaduais do I Festival Nacional das Rádios Públicas. A iniciativa é representativa do momento atual das rádios públicas, que buscam cada vez mais se conectar com as produções artísticas locais, fortalecendo os cenários culturais. 

O resultado final do Festival foi decidido por um júri formado por Benjamim Taubkin, (músico, pesquisador e coordenador do Mercado Cultural da Bahia) Kiko Ferreira, (diretor da rádio Guarani FM de MG) e Edson Natale (coordenador da área de música do Instituto Itaú Cultural). O povo também pode votar na sua música preferida pelo site www.arpub.org.br. O voto popular valeu um ponto no cômputo final da votação.


Cultura terá maior orçamento da história; R$ 2,2 bilhões

O Ministério da Cultura (MinC) terá pouco mais de R$ 2,2 bilhões para utilizar em 2010. É o maior orçamento da história do ministério. O montante consta na peça orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional e representa mais que o dobro do que foi aplicado efetivamente pelo órgão no ano passado. Em relação ao montante previsto no projeto também aprovado pelo Congresso para 2009, o valor é 64% maior (veja a tabela). Os dados não incluem as aplicações da Lei Rouanet.

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Cultura terá maior orçamento da história; R$ 2,2 bilhões

Fonte: Milton Júnior – Do Contas Abertas

 

O Ministério da Cultura (MinC) terá pouco mais de R$ 2,2 bilhões para utilizar em 2010. É o maior orçamento da história do ministério. O montante consta na peça orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional e representa mais que o dobro do que foi aplicado efetivamente pelo órgão no ano passado. Em relação ao montante previsto no projeto também aprovado pelo Congresso para 2009, o valor é 64% maior (veja a tabela). Os dados não incluem as aplicações da Lei Rouanet.

De acordo com assessores do ministro da Cultura, Juca Ferreira (foto), o aumento da verba da pasta é resultado da necessidade de atingir recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) de destinar, no mínimo, 1% do orçamento do país à cultura. “Este orçamento corresponderá, estimativamente, a cerca de 0,7% das receitas totais de impostos da União neste ano. Em 2003, quando o governo Lula assumiu, a Cultura recebia exíguo 0,2% dessa receita. Constitui-se, assim, em um ensaio que se aproxima do patamar mínimo para a cultura”, diz a assessoria.

Além disso, informa o ministério, o salto orçamentário decorre da efetivação, em 2010, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), criado em 2009, e que implanta a gestão em rede dos museus sob responsabilidade federal. Outro ponto que, segundo a assessoria, justifica o aumento dos recursos é o reforço de orçamento em unidades e programas cujos recursos têm sido “flagrantemente desproporcionais” à sua importância para a cultura e as artes brasileiras.

O principal programa tocado pelo MinC é o “Engenho das Artes”. Em 2010, cerca de R$ 612,2 milhões serão destinados ao programa, cuja finalidade é implantar e modernizar espaços culturais em todo o país, capacitar artistas, técnicos e produtores de arte, fomentar projetos, estudos e pesquisas em cultura, etc. No ano passado, dos R$ 273,8 milhões previstos para o programa, metade foi efetivamente desembolsada, incluindo os “restos a pagar”: empenhos não pagos até o fim do exercício e rolados para o ano seguinte. Se considerados os empenhos (reservas em orçamento), 73% da dotação autorizada foi comprometida.

A assessoria do MinC destaca dados do IBGE, que apontam falta de cinema, teatro ou qualquer tipo de espaço multicultural em 90% dos municípios brasileiros. Sobre a execução do programa “Engenho das Artes”, a assessoria afirma que, em 2009, do orçamento autorizado – R$ 273,8 milhões – foram liberados efetivamente R$ 210,6 milhões. “O ‘orçado’, obviamente, representa uma figura financeira idealizada, enquanto o ‘liberado’ retrata o efetivamente disponibilizado para gastos. Destes, R$ 208,8 milhões foram empenhados, o que corresponde a 99%”, assegura a assessoria, em contestação às informações oficiais registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), apresentadas pela reportagem (veja a tabela).

Outro programa que deve ter grande parte dos recursos do ministério é o “Brasil, Som e Imagem”. O programa deverá receber R$ 204,3 milhões para aplicar em ações de modernização de centros técnicos, instalação de escritórios regionais da Agência Nacional do Cinema (Ancine), capacitação de artistas, técnicos e produtores na área de audiovisual, fomento à distribuição e comercialização de obras cinematográficas no país e no exterior, entre outras. No ano passado, o programa aplicou 94% dos  R$ 218,9 milhões autorizados no orçamento.

http://www.musicnews.art.br/Segment.aspx?Segment_Name=Mercado


Music News Entrevista – Juliana Protásio Por Ad Luna

Juliana Protásio fala do Programa Cultura e Pensamento do Minc, que acaba de lançar a edição 2009-2010.

Music News Entrevista – Juliana do Cultura e Pensamento


Entrevista – Ministro Juca Ferreira na Feira Música Brasil

Music News – Por AD Luna

Music News Entrevista – Ministro da Cultura Juca Ferreira


Um feliz final de ano para o Mercado Musical Brasileiro

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Nova Lei Rouanet – Ministro apresentou projeto ao Congresso nesta quarta-feira
Music News – 17/12/2009 – Por Site da Câmara

Nesta quarta-feira, dia 16 de dezembro, às 10h30, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados o projeto de lei que visa substituir a Lei Rouanet (nº 8.313, de dezembro de 1991) por uma lei mais abrangente e dinâmica: a nova lei de fomento e incentivo à cultura e à arte. Os objetivos gerais da Nova Lei Rouanet são ampliar os recursos e fazer com que tenham melhor aplicação, financiando todas as dimensões da cultura em todo o território nacional. A mudança se baseia em debates e estudos que o MinC vem promovendo desde 2003, e, particularmente, nos 45 dias de consulta pública e nos debates realizados em 19 capitais este ano para a reforma da lei. “A diversidade cultural do Brasil precisa hoje de mais recursos, distribuídos em todas as áreas e segmentos, em todas as regiões onde se manifestam uma enorme riqueza de expressões e uma justa demanda de acesso à cultura”, diz um dos trechos do documento que apresenta os motivos e os objetivos do projeto de lei. A lei renova o Fundo Nacional de Cultura, criando formas mais modernas de financiamento a projetos culturais e estabelecendo uma gestão feita em parceria com a sociedade e o setor cultural, garantindo que os recursos cheguem diretamente aos projetos, sem intermediários e sem burocracia desnecessária.
 
Aprovado projeto que reduz alíquota de imposto de renda cobrado de classe artística
Music News – 17/12/2009 – Por Agência Senado

Com 51 votos favoráveis, o Plenário acaba de aprovar o chamado “Simples da Cultura”. O projeto de lei complementar, originário da Câmara, do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), baixa as alíquotas de imposto cobradas dos produtores e intérpretes musicais, de artes cênicas, visuais, cinematográficas, audiovisuais e literárias, de 18% para até 6%. Com a medida, o setor cultural será incluído no chamado sistema Simples Nacional de tributação. A matéria obteve relatório favorável da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e já conta, segundo informou o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR) com o apoio do Executivo. Jucá explicou que a iniciativa, por ser de ordem tributária, precisa tornar-se lei ainda neste ano para poder ter efeito já em 2010. Por isso, disse Jucá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar a matéria ainda neste ano. (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) 98503

 
Vale Cultura – Projeto vale para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos e benefício será de R$ 50
Agência Estado – 17/12/2009 – Por Carol Pires – Agência Estado

BRASÍLIA – O projeto que cria o Vale Cultura foi aprovado ontem pelo Senado. De autoria do ministério da Cultura o Vale-Cultura é um benefício no valor de R$ 50 semelhante ao Vale Refeição, mas para ser gasto com livros, ingressos de shows, cinema e teatro, por exemplo. Terão direito ao benefício trabalhadores com carteira assinada que ganham até cinco salários mínimos. No Senado, foram incluídas no projeto entre as possibilidade de utilização do vale, a compra de revistas culturais e jornais diários, mesmo após críticas de alguns parlamentares de que esta emenda possibilitaria o trabalhador comprar a revista Playboy e gibis com o dinheiro do benefício. Como sofreu alterações, o texto voltará para análise da Câmara dos Deputados. Estima-se que a iniciativa injetará R$ 7,2 bilhões por ano no mercado cultural do País. De acordo com o relator do projeto na CCJ, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o projeto “fortalecerá as cadeias produtivas da economia da cultura; as manifestações de diversidade cultural brasileira; a profissionalização; o fortalecimento técnico dos trabalhadores e empresas do setor; a geração de renda, trabalho e emprego num dos setores mais dinâmicos e criativos da economia”. Durante as discussões do projeto nas comissões temáticas a oposição criticou o fato de o governo ter dado caráter de urgência ao projeto. Segundo os senadores oposicionistas o Vale-Cultura seria usado eleitoralmente pelo governo pois o projeto entraria em vigor antes final do ano, antes, portanto, da estreia nacional da cinebiografia do presidente da República, “Lula, o Filho do Brasil”, marcada para 1º de janeiro de 2010. “A urgência é porque vai ser lançado o filme do Lula. O governo vai gastar de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para o povo assistir o filme do Lula”, criticou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Nos debates, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, irritou-se com a oposição e a imprensa por causa da notícia sobre a publicação de um folder pelo ministério vista como propaganda política de alguns parlamentares. “Eu sou assim. Meu pinto, meu estômago, meu coração e meu cérebro são uma linha só. Não sou um cara fragmentado. Fui desrespeitado: pela imprensa, que reverberou sem investigar; e por dois ou três parlamentares”, disse, rejeitando o caráter partidário da publicação. Pelo projeto, as empresas poderão deduzir até 1% do Imposto de Renda se aderirem ao programa até o exercício de 2014, ano calendário de 2013. O Vale-Cultura deverá ser concedido por meio de cartão magnético, intransferível. O trabalhador contribuirá com 10% do valor do benefício. O benefício não poderá, de acordo com a proposta, “ser contabilizado como remuneração, além de não constituir base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e não se configura como rendimento tributável”.

Governo limita cachê com dinheiro público a artista
Music News – 17/12/2009 – Por Lúcio Lambranho

Ministério do Turismo limita a R$ 80 mil valor máximo a ser pago por apresentação a cantores em festas regionais e eventos turísticos. Mudança foi feita para coibir fraudes e desvio de recursos públicos. Por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério do Turismo (MTur) alterou a portaria que regulamenta os critérios de aplicação de emendas parlamentares em festas regionais e eventos turísticos para tentar coibir fraudes e desvios de recursos públicos. Entre as mudanças feitas pelo ministério, está a definição de um teto de R$ 80 mil para o pagamento de cachê para artistas que se apresentam em festas tradicionais custeadas com dinheiro público. Bandas regionais de forró receberam este ano até R$ 150 mil de convênios de prefeituras com o governo federal para uma única apresentação, durante as festas juninas e julinas no Nordeste. O valor dos cachês de um mesmo artista ou banda variava de uma cidade para outra inclusive em eventos que aconteciam no mesmo dia. As novas regras são uma tentativa da pasta de aumentar a fiscalização sobre a liberação dos R$ 432,66 milhões previstos no orçamento deste ano para a promoção de festas juninas, carnavais, feiras, exposições e festivais. Outra alteração na portaria é o fim da obrigatoriedade da aplicação de até 25% do valor repassado pelo MTur em divulgação fora dos municípios onde as festas acontecem. A mudança feita pelo ministério não mexe num ponto sensível para os parlamentares, sobretudo em ano eleitoral, como 2010. A pasta manteve o artigo da portaria anterior que dá ao secretário-executivo do Turismo a prerrogativa de ampliar os valores aplicados em cada evento, limitados a R$ 1,2 milhão no caso de emendas individuais de deputados e senadores. São João Esse limite foi extrapolado este ano, por exemplo, em Campina Grande (PB), que recebeu R$ 1,34 milhão do ministério para promover seu São João, anunciado pela prefeitura como o maior do mundo. Desse montante, R$ 1,04 milhão saíram de uma única emenda parlamentar assinada pelo agora ex-deputado Walter Britto Neto (PRB-PB), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária. O caso foi revelado em julho pelo Congresso em Foco. “Os festejos de São João de Campina Grande e de Patos são eventos tradicionais, de grande porte, representam manifestações da cultura brasileira e se desenvolvem durante boa parte do mês de junho, com grande número de atrações e forte impacto nas economias locais. Também possuem repercussão pública nacional e até internacional” , disse o MTur, ao justificar a liberação da emenda. Divulgação No caso de irregularidades na divulgação dos eventos, o site mostrou (leia mais) que no município de Santa Luzia (PB) dois dos três orçamentos feitos pela prefeitura para a divulgação do evento não tinham sequer a identificação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) das supostas empresas: a Ótima Idéia e a Resultado Comunicação. Apontada como vencedora da disputa por apresentar o menor preço, a Miranda Comunicação negou ter sido contratada pela prefeitura e veiculado os anúncios na mídia, ao contrário do que informa o município ao MTur. Executado pelo ministério, o convênio firmado com o município contraria a Lei de Licitações na aplicação dos R$ 700 mil que bancarão os cinco dias de festejos do São João na cidade de 14 mil habitantes. Os parlamentares destinaram no orçamento deste ano quase o dobro dos R$ 221,59 milhões reservados para festas populares no ano passado. Só nos seis primeiros meses deste ano, o governo federal comprometeu- se a liberar R$ 191,88 milhões para essa finalidade. Desse montante, R$ 73,85 milhões já tinha sido pagos em julho deste ano. Dos 191 milhões, 46% estão garantidos para o Nordeste. Em seguida, vem a região Sudeste, com 22% do dinheiro. O Ministério Público Federal (MPF) investiga os contratos assinados pela prefeitura com as empresas que organizaram as festas juninas em 2007 e 2008. A ação do MPF decorre de uma representação feita pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) por suspeita de fraude nas licitações.

  
Ministro da Cultura anuncia criação de fundo para a música
O Estado de S. Paulo – 16/12/2009 – Por Lauro Lisboa Garcia

RECIFE – Em visita à Feira Música Brasil, no Recife, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou na noite desta sexta-feira, 11, a criação do Fundo Setorial de Música, o principal item de uma série de incentivos para o setor, em janeiro de 2010, atendendo a uma antiga reivindicação de músicos, compositores e produtores. A notícia da venda de música livre de tributação foi recebida com entusiasmo na feira. Outros sete fundo setoriais estão previstos para 2010, nas áreas de artes visuais, patrimônio e memória, artes cênicas, literatura, entre outros. A medida também prevê a integração do atual Fundo do Audiovisual ao Fundo Nacional de Cultura (FNC). Os investimentos na área de música deverão cobrir toda a cadeia produtiva, desde financiamentos de festivais até downloads remunerados de fonogramas. A verba sairá dos R$ 820 milhões do FNC. O ministro também anunciou a criação de memoriais em homenagem a dois grandes compositores brasileiros, o pernambucano Luiz Gonzaga e o baiano Dorival Caymmi, em seus Estados natais. Segundo comunicado distribuído à imprensa durante a entrevista coletiva, “a iniciativa antecipa os avanços propostos na reforma da Lei Rouanet”. Bem-humorado, o ministro não resistiu a fazer o trocadilho, dizendo que essa notícia era “música para os ouvidos”. A área da música tem de passar por várias revisões, como por exemplo, a questão dos direitos autorais, que tem uma “legislação caduca”. “A indústria da música precisa evoluir, porque ela tem potencial. Hoje representa 5% do PIB e 6% do emprego da mão de obra formal”, afirmou o ministro. Ferreira lembrou que quando entrou no governo há sete anos, como secretário executivo do Minc, a verba da pasta era 0,2% e hoje é 0,6% do orçamento da União. “Mas não dá para comemorar. A gente quer 2 %”, disse. Depois da coletiva o ministro visitou a área de negócios da feira, posou para fotos e continuou concedendo entrevistas individuais, em meio a uma confusa mistura de sons de vários estandes, como o da Warner Music e da TV Brasil. Ferreira ainda passou rapidamente pela área VIP dos palcos do Marco Zero e viu um pedaço do show da cantora Fabiana Cozza. No meio do trajeto comentou: “O fundo é estratégico, não dá para a música ficar dependendo do departamento de marketing de empresas. O dinheiro é público, então por que a gente não disponibiliza diretamente para os produtores, para os projetos? É isso que a gente quer” afirmou o ministro. “A fórmula é universal. Estive agora em Portugal, e o fundo das artes de lá funciona muito bem, como principal instrumento de financiamento, e é o que a gente quer fazer aqui. O nosso Fundo Nacional de Cultura atual não tem dinheiro, é burocrático. Essa mudança vai permitir que a gente tenha um fundo que vai fazer desde parceria, financiamento com retorno para reinvestir no fundo, financiamento a fundo perdido. Ou seja, a gente está criando de fato uma estrutura moderna.” Ferreira disse também que as reformas entram em funcionamento em 2010, “independentemente de aprovação de mudanças na Lei Rouanet”. “As declarações do ministro repercutem num momento importante para a música do País”, disse Carlos “KK” Mamoni, um dos diretores executivos da Feira Música Brasil.


MUSIC NEWS – FEIRA MÚSICA BRASIL

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Saiu a lista dos selecionados para a Feira Música Brasil 2009

Music News – 29/10/2009 – Por James Lima

Os selecionados a se apresentar na Feira, entre os dias 9 e 13 de dezembro, no Recife, receberão passagem, estadia e cachê de R$ 4 mil, além da chance de dividir o palco com nomes importantes da música brasileira. 

Para definir os 24 artistas, foi formado um júri com profissionais experientes e respeitados da música brasileira e internacional.  Do Brasil, fazem parte Lu Araújo, produtora e idealizadora do Festival MIMO (Mostra Internacional de Música em Olinda, um dos principais festivais de música instrumental e erudita do país); Pena Schmidt, superintendente e curador do Auditório Ibirapuera; José Teles, jornalista musical de Recife; o percussionista Naná Vasconcelos; e Carlos Eduardo Miranda, produtor musical. 

Do exterior vieram o produtor e compositor vencedor de dois prêmios Grammy Russ Titelman, que já trabalhou para Eric Clapton, Steve Winwood, George Harrison, Bee Gees, Brian Wilson (Beach Boys), Allman Brothers, James Taylor, entre outros; e o inglês Richard Ogden, ex-empresário de Paul McCartney, ex-presidente da Sony Music Europa, que atualmente dirige sua própria agência de empresariamento artístico, a Richard Ogden Management (ROM).

A Feira Música Brasil 2009 é patrocinada pela Petrobras e organizada pela Funarte/MinC, Secretaria de Políticas Culturais/MinC, Secretaria de Cultura da Cidade de Recife, FUNDARPE/PE,  em parceria com um conselho formado pelas entidades: Associação Brasileira dos Empresários Artísticos (Abeart), Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), Associação Brasileira dos Produtores de Disco (ABPD), Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN), Associação Brasileira dos Editores de Música (ABEM), Associação Brasileira de Editoras Reunidas (ABER), Associação Brasileira das Rádios Públicas do Brasil (Arpub) e o Fórum Nacional da Música (FNM).

Parabéns aos Selecionados!

NOME DO ARTISTA/GRUPO MUSICAL
Nome do proponente (pessoa jurídica) 

1-A TROMBONADA

Pontes Produções Artístico-Culturais Ltda

2-ANDRÉ ABUJAMRA

Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento Ltda

3-AURINHA DO COCO

Associação Cultural e Musical Os Maias

4- BANDA NAUREA

A.S Serviços de Informatica e Prod Artisticas Ltda

5- CIDADÃO INSTIGADO

Ictus Produções Artísticas, Culturais e Eventos Ltda

6- DANIEL MIGLIAVACCA

Gramophone Produtora Cultural Ltda – EPP

7- DJ DOLORES

Astronave Iniciativas Culturais Ltda

8- FABIANA COZZA

Fubá – Agência das Artes

9- FINO COLETIVO

Plenart Produções Artísticas Ltda – ME

10- JOSILDO SÁ

Samba de Latada Produções Culturais

11- JUPITER MAÇÃ

Barravento Produções Artísticas e Musicais Ltda

12- KASSIN

UH Tererê Diversão e Arte Ltda

13- MACACO BONG

Asprogic

14- MARINA DE LA RIVA

Mousike Entretenimento Ltda

15-MILOCOVIK

Metro Seis Cenografia Ltda – ME

16- MUNDO LIVRE S/A

Astronave Iniciativas Culturais Ltda

17- MURILO DA RÓS

Murillo Da Rós Produções

18-NINA BECKER 

UH Tererê Diversão e Arte Ltda

19-ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA

Amorim, Oliveira e Aurelino Produtora Artística e Cultural Ltda – ME

20-PAULA MORELENBAUM

Mirante Produções Artísticas

21- SAMBA DE RAINHA

Samba de Rainha Produções Artísticas Ltda

22- SÍLVIA MACHETE

Bambolê Productions Arte e Show Ltda

23-WILSON DAS NEVES 

UH Tererê Diversão e Arte Ltda

24- ZABÉ DA LOCA

Crioula Carioca Projetos Culturais e Fonográficos Ltda

Apoio institucional:

Music Newswww.musicnews.art.br


Music News Brasil – 27/10/2009

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MERCADO

Europa firma acordo para facilitar distribuição de música digital
IDG NOW! – 27/10/2009 – Por Paul Meller

Amazon.com, Apple, Nokia e gravadoras EMI e Universal Music seguirão regras gerais que devem melhorar oferta de música online em 27 países. A Comissão Europeia assinou um acordo com a indústria da música digital para melhorar o acesso online a músicas nos 27 países da União Europeia, anunciou o órgão regulador nesta terça-feira (20/10). Revendedores como Amazon.com, Apple, Nokia, detentores de direitos autorais, grupos de consumidores e gravadoras como EMI e Universal Music Group fazem parte do acordo. O documento determina princípios gerais que servirão como base para a distribuição de música online no futuro e promete “melhorar as oportunidades em música digital para os consumidores europeus”, afirmava o comunicado. “Os europeus querem e merecem melhores ofertas de música digital”, disse a presidente da comissão de competição Neelie Kroes. “Esta é a primeira vez que os participantes do mercado de distribuição de música aceitam adotar uma mesma direção”, disse ela. A Apple está otimista de que no próximo ano ela será capaz de tornar o iTunes disponível em países onde a loja de música online ainda não funciona. Já a EMI espera assinar acordos de licença não-exclusiva com dois dos mais obstinadas associações de colecionadores de música da Europa: SACEM, da França, e SGAE, da Espanha. O maior obstáculo para criar um espaço comum de vendas de música tem sido a relutância de sociedades de colecionadores de descartarem sua abordagem tradicional no mercado europeu, que envolve a manutenção do monopólio sobre os direitos de músicas de sua coleção em seus territórios. A capacidade da internet em expandir as fronteiras torna difícil para as lojas online restringir vendas a consumidores em um país determinado.
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Google e Facebook venderão músicas
IDG NOW! – 27/10/2009 – Por Owen Fletcher 

Novos serviços de vendas utilizarão recursos de sites musicais como Lala.com e iLike.com. A rede social Facebook anunciou na última quarta-feira (21/10) que planeja comercializar músicas e outros produtos virtuais em seu próprio site. Usuários dos Estados Unidos poderão pagar 10 centavos de dólar para enviar músicas aos amigos, que só podem ser acessadas online, e 90 centavos de dólar para uma versão que pode ser baixada. O serviço, em parceria com o site de transmissões de músicas Lala.com, estará disponível até o final da semana. Além das músicas, o Facebook pretende adicionar também ícones de esporte e novos presentes virtuais, segundo um post no blog da empresa. O Google também entrará no negócio com um sistema que permitirá aos usuários ouvir amostras e comprar músicas diretamente da página de resultados de buscas. Este serviço será anunciado na próxima semana e pretende manter a empresa firme contra o Bing, que já obteve 9,4% das buscas nos EUA desde seu lançamento neste ano, segundo a companhias de análises da internet. Os usuários poderão usar os serviços do Lala e do iLike.com, que pertence ao MySpace, segundo informações do jornal The Wall Street Journal. Um link do Lala permitirá aos usuários ouvir uma música completa uma vez sem custos, e depois terão de pagar um dólar para baixar uma cópia. A empresa já possui um serviço de busca de músicas com propagandas, apenas na China, que oferece amostras e cópias gratuitas de músicas. Um executivo do Google afirmou neste ano que o objetivo é aplicar esse modelo em outros países. A rivalidade com o Bing, da Microsoft, é visível: ambos os serviços anunciaram acordos de busca com o microblog Twitter também na quarta-feira (21/10). O Google anunciou que lançaria um serviço de buscas para o Twitter, horas após um anúncio similar da Microsoft para o Bing.
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Sony espera sucesso de bilheteria com filme de Michael Jackson
Reuters – 27/10/2009 – Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) – Com estreia marcada para 28 de outubro, o filme de Michael Jackson “This Is It” promete um bom desempenho na bilheteria para o estúdio Columbia Pictures, da Sony. Uma estimativa prevê arrecadação mundial superior a 600 milhões de dólares num período limitado de duas semanas em cartaz. Os milhares de fãs de Jackson estão ansiosos pela última chance de ver seu ídolo cantando e dançando na tela, e os criadores do filme prometem uma imagem dele mais parecida com a do popstar que reinava nas paradas nos anos 1980 e menos como o frágil alvo dos paparazzi em que parecia ter se convertido nos últimos anos. Analistas dizem que a natureza singular de “This Is It” – em parte documentário e em parte filme de concerto estrelado por um nome mítico que já morreu – dificulta as previsões de seu sucesso nas bilheterias, porque existem poucos trabalhos com os quais traçar comparações. Com base nos 60 milhões de dólares que a Columbia pagou pelo filme, somados aos custos de marketing e incluídos na conta os valores que o estúdio ganhará pela distribuição, fontes bem informadas prevêem que o filme só precisa arrecadar um pouco mais de 100 milhões de dólares em todo o mundo para resultar em lucros para o estúdio. Alguns especialistas acham que “This Is It”, que estreia na quarta-feira em mais de 3.400 cinemas nos EUA e Canadá, pode render 40 milhões de dólares nesses dois mercados nos primeiros cinco dias, mas essa é a estimativa mais conservadora. Um executivo de estúdio rival que pediu anonimato disse que, nas duas semanas previstas para ficar em cartaz, o filme pode render 660 milhões de dólares em todo o mundo – 260 milhões na América do Norte e 400 milhões no restante do mundo.

LANÇAMENTO DE DVD

A Columbia já disse que, se a demanda por ingressos for grande, o filme poderá ser exibido por mais tempo que as duas semanas previstas. O estúdio planeja lançar “This Is It” em DVD já no início de 2010.
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Rádio interativa começa a funcionar com transmissão na web e em FM
IDG NOW! – 27/10/2009 – Por Redação

emissora Jelli.net permite ao público controlar que músicas são veiculadas por meio de um sistema de votações ao vivo no site. A rádio online interativa Jelli entrou em sua versão beta na última segunda-feira (19/10), após cerca de sete meses em fase de testes internos. O sistema da página permite ao ouvinte ter total controle ao vivo sobre a programação e as músicas que tocam na rádio. O programa é transmitido ao vivo enquanto os internautas podem votar no que gostam ou não. Se uma música recebe muitas votações negativas, ela é tirada do ar imediatamente e a lista segue. É possível também votar nas próximas músicas, além de interagir com os outros usuários. O serviço surgiu em março, com transmissões feitas unicamente pela internet, 24 horas por dia. A partir de junho, a Jelli passou a transmitir um programa semanal de duas horas na rádio Live 105 KITS, de São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos. No caso da transmissão do programa na rádio FM, a lista de músicas é trocada dez minutos antes de entrar no ar, para uma mais comum ao formato com versões editadas ou censuradas. O destaque da novidade são os recursos de interação social. “O aspecto social da rádio é tão importante quanto as músicas que tocam nela”, afirmou um usuário do serviço, conhecido pelo apelido HanSolo. No site, é possível conversar com os outros visitantes, procurar por usuários, enviar mensagens particulares, entre outros. A Jelli está negociando com empresas de mídia para ampliar o serviço ao território nacional e internacional. Um negócio já foi fechado com a empresa de transmissões Austereo para que o programa vá ao ar na Austrália. Em todos os casos, o controle da programação ainda fica a critério dos internautas do mundo inteiro que acessam o site.
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Banda britânica Oasis fica fora de premiação da revista Q
Reuters – 27/10/2009 – Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) – Os roqueiros britânicos do Muse superaram nesta segunda-feira a recém dissolvida banda Oasis na categoria Melhor Artista do Mundo na Atualidade na premiação da revista Q. O compositor e guitarrista Noel Gallagher anunciou há dois meses que estava deixando o Oasis, mas a banda de Manchester ainda assim foi indicada ao prêmio junto ao Muse, Coldplay, Kings of Leon e Arctic Monkeys. O Oasis também perdeu na categoria de Melhor Artista ao Vivo, prêmio que foi para o Arctic Monkeys. A White Lies recebeu prêmio de Melhor Banda Revelação e o Mr. Hudson o de Melhor Artista Revelação. Lady Gaga levou o prêmio de Melhor Vídeo com “Just Dance” e Lily Allen conquistou o de Melhor Canção com “The Fear”. “(A revista) Q continua orgulhosa do feito de que seus prêmios, que celebram as conquistas e a excelência musical durante os últimos 12 anos, são decididos pelos seguidores da música do país, que votaram novamente aos milhares”, disse o editor-chefe da publicação britânica, Paul Rees.
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Nokia Camp 09!
Music News – 27/10/2009 – Por Cesar Manzione

Neste sábado, dia 24, tivemos a edição 2009 do Nokia Camp. No evento, vários blogueiros, administradores de fóruns e moderadores de comunidades tiveram um espaço para trocas de experiências e para conhecerem mais do mundo Nokia. A primeira parte do evento foi restrita a 50 pessoas. Nela tivemos a apresentação do que seria o Nokia Camp 09, bem como uma palestra do Pekka Somerto, VP de Marketing da Nokia Global. Na palestra ele mostrou algumas tendências da Nokia para o futuro, bem como ações da empresa ainda em fase de desenvolvimento. Após a palestra, o público pode direcionar várias perguntas ao palestrante, enriquecendo a discussão. Após a sessão de perguntas, os presentes foram encaminhados para um brunch oferecido pela Nokia. Logo em seguida teve início a segunda parte do evento. O ambiente não poderia ser “online”: a todo momento os convidados com seus celulares estavam twittando, mandando fotos, blogando: aproveitando toda a infra-estrutura que contava com vários hotspots de rede sem fio. Nesta segunda parte do evento, outros blogueiros, administradores, moderadores, e pessoas que trabalhavam em parceria com a Nokia também tiveram a oportunidade de participar do Nokia Camp 09. Enquanto alguns debates rolavam, os painéis temáticos se desenvolviam. Vários painéis sobre Messaging, Música, Aplicativos, Mapas e Vídeo/Fotos foram ocorrendo ao longo do dia, atraindo o interesse de inúmeras pessoas. Neste meio tempo também era possível realizar um passeio a bordo de um carro da Navteq. Nele um profissional da empresa mostrava qual era o equipamento utilizado e como funcionava o trabalho do mapeamento, mostrando todo o sistema e no que eles prestam atenção na hora de mapear uma rua. O passeio podia também ser visto pelos que estavam no prédio ainda, já que nos carros havia um N97 conectado, fazendo streaming de tudo o que estava ocorrendo. Após os painéis tivemos a presença do comediante Danilo Gentili, que conversou com o público, tirando várias dúvidas e comentando um pouco sua experiência no Njornadas. No início da noite tivemos um pocket show que marcou o início da integração, onde os convidados ficaram mais livres para trocar suas experiências, fazer novos contatos e papear um pouco sobre o evento. Certamente o evento foi um sucesso! Que venha o Nokia Camp 2010!
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Gil planeja gravar CD junino no início de 2010
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Gilberto Gil vai armar seu arraiá novamente. Oito anos depois de lançar São João Vivo (2001), registro ao vivo de show editado nos formatos de CD e DVD, o cantor planeja entrar em estúdio no início de 2010 para gravar disco de repertório junino. A ideia é misturar clássicos das festas de São João com músicas inéditas das lavras do próprio Gil e de outros autores. Se Gil concretizar seu plano, o álbum vai sair a tempo de pegar as festas juninas de 2010.
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Noel sai solo e Liam forma nova banda em 2010
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Parece que já não há a mínima chance de os irmãos Liam (foto à esquerda) e Noel Gallagher se reconciliarem para ressuscitar o Oasis, grupo de BritPop dissolvido em agosto de 2009 com a saída de Noel. Dias depois de Noel ter comunicado que vai sair em carreira solo, Liam Gallagher anuncia que vai formar outra banda em 2010. “Não quero fazer nada solo. Quero estar numa banda. E será certamente uma banda de rock’n'roll…”, disse Liam esta semana à imprensa inglesa.
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LANÇAMENTOS

Sem clichês, ‘Mi Plan’ repõe Nelly no bom trilho
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

De origem luso-canadense, Nelly Furtado apaga com seu quarto álbum, Mi Plan, a má impressão global deixada pelo anterior, Loose (2006), que vulgarizou o som da cantora ao recorrer a Timbaland para seguir a fórmula que mistura pop, r & b e rap. Talvez por isso mesmo, Loose estourou no mundo todo e deu cacife a Nelly para voltar ao mercado com inusitado disco em espanhol (a versão em inglês vai ser lançada em 2010). Embora não reedite a original textura dos dois primeiros álbuns da artista, Whoa, Nelly! (2000) e Folklore (2003), Mi Plan é bom CD pop que recusa os clichês da música latina, ainda que enfileire participações de nomes consagrados no gênero, casos de Juan Luis Guerra (na balada Como Lluvia) e Julieta Venegas (Bajo Otra Luz, faixa que flerta com rap assim que entra em cena La Mala Rodriguez). O fato é que há vigor no inédito repertório autoral. Manos al Aire – o primeiro single – mirou as paradas com precisão porque é mesmo uma boa música. Assim como a melodiosa balada Sueños, ternamente entoada em dueto por Nelly com Alejandro Fernandez. Até o operístico tenor Josh Groban dá o ar da graça em Mi Plan na calma faixa Silencio. Mais caliente, Fuerte é faixa que logo se impõe no disco por conta da voz calorosa da cantora espanhola Concha Buika. Enfim, se o plano de Nelly Furtado é ampliar seus domínios mercadológicos com este seu primeiro álbum em espanhol, Mi Plan indica que ela vai ser bem-sucedida.

Resenha de CD
Título: Mi Plan
Artista: Nelly Furtado
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2
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Roqueiro, disco de Marya a distancia dos palcos
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Boa cantora aplaudida há anos pelas fiéis plateias de musicais cariocas, fazendo parte no momento do elenco do hilário Oui…Oui… A França É Aqui, Marya Bravo estreia, enfim, em disco sem ceder à tentação de gravar standards norte-americanos ou sucessos de MPB. Bravamente batalhado pela cantora há quase uma década, Água Demais por ti é um álbum interessante que transita pelo universo do rock indie. Escorada na produção de Carlos Trilha e nos arranjos de Nobru Pederneiras, cuja guitarra pontua as onze faixas do CD, Marya constrói sonoridade toda própria que envolve seis músicas autorais (com destaque para Se Deixe e para Nós) e temas de lavras alheias. Imitação da Vida, joia do compositor baiano Batatinha (1924 – 1997), é uma música que ganha outro sentido e outra pulsação na voz de Marya. Pra Você Gostar de mim, de Vital Farias, também se ajusta bem ao tom roqueiro do disco. Já Fala (Luhli e João Ricardo) soa quase como xerox do registro original do trio Secos & Molhados, talvez porque o grupo que projetou Ney Matogrosso já tivesse atitude próxima do rock. Entre faixas autorais de ambiência progressiva (Vazio) e raiva quase punk (Cólera), o disco rebobina pérola do rock indie, Relacionamento Saudável, hit do grupo carioca Rockz. No todo, Água Demais por Ti é CD de peso (até literal em músicas como Clássica). Brava, Marya imprime sua identidade no primeiro disco – sem procurar realçar suas qualidade vocais – e, assim, começa a esboçar personalidade musical diversa da construída nos palcos, ainda que haja certa teatralidade em suas certeiras interpretações.

Resenha de CD
Título: Água Demais por Ti
Artista: Marya Bravo
Gravadora: Sesc Rio Som
Cotação: * * * 1/2
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Moska voa pop – e despojado – em ‘Zoombido 2′
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Já chegou às lojas, nos formatos de CD e DVD, o segundo bom volume de Zoombido, a coleção da gravadora Biscoito Fino que edita registros do programa criado e apresentado por Moska no Canal Brasil. O volume II reúne os programas que juntaram Moska a Nando Reis, Frejat, Leoni, Zélia Duncan, Toni Garrido, George Israel e André Abujamra. São sete colegas do universo pop que trocam ideias e fazem duetos com o anfitrião. Em clima despojado, com arranjos acústicos calcados nos violões, Moska canta O Segundo Sol (com Nando), O Poeta Está Vivo (com Frejat), Carne e Osso (com Zélia, parceira de Moska na música de 2005 propagada dois anos mais tarde na abertura da novela Sete Pecados), 50 Receitas (com Leoni), A Sombra da Maldade (hit do grupo Cidade Negra revivido com Toni Garrido com direito a saudações mútuas no fim), Boca (com Israel) e O Mundo (com Abujamra). São duetos íntimos e pessoais. O charme das gravações reside mais na arte do encontro. Nenhum convidado dá a impressão de estar batendo ponto no programa. Ao contrário, todos parecem à vontade ao compartilhar pequenos segredos da criação. Enfim, Zoombido 2 tem os seus méritos. E, para quem não quiser saber de papo, o CD pode ser mais indicado por reunir dois dos três números musicais de cada convidado, incluindo todos os sete duetos. São 21 registros simples e bonitos.

Resenha de CD / DVD
Título: Zoombido – A Série de Paulinho Moska (Volume II)
Artista: Moska, Leoni, Nando Reis, Frejat,Zélia Duncan, André Abujamra e George Israel
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
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Correnteza leva novas músicas de Edu Krieger
Ziriguidum – 27/10/2009 – Por Beto Feitosa

Correnteza, segundo e aguardado CD de Edu Krieger mantém o quilate do anterior dando um (largo) passo à frente. Não chega a ser surpresa para quem acompanha a carreira do compositor, festejado e gravado por artistas como Maria Rita e Roberta Sá. Três anos depois do disco de estreia o novo trabalho, no mercado pela Biscoito Fino, traz rica coleção de doze composições. Espécie de ícone de uma nova geração de grandes compositores e músicos, Krieger desponta como nome mais conhecido de uma turma que tem fôlego para revelar grandes talentos. Não será espanto se dessa geração surgirem os novos grandes nomes da música brasileira. Primando pela qualidade de seus trabalhos, são artistas com caldo suficiente para durar mais do que os quinze minutos de praxe do mercado. Esse novo trabalho traz parcerias de Edu com outros nomes dessa turma, como Marcelo Caldi em Serpentina e Raphael Gemal em Feira livre. Com o grande violonista Zé Paulo Becker, do excelente Trio Madeira Brasil, traz Sobre as mãos que soma a luxuosa participação do piano de João Donato. Edu Krieger traz composições inspiradas como Feira livre, Galileu, Ela entrava, Desestigma e Quando ela ri. Retoma o namoro virtual com Graziela, sucesso da década de 90 do grupo de forró Paratodos, formado por ele. Dialoga com a gaita de Rildo Hora em A mais bonita de Copacabana, que conta a história de uma moça que “promete o mundo quando pede a grana / Mas depois, sacana, não está nem aí”. Apesar de ter seu nome geralmente ligado ao samba, a música de Edu Krieger não se limita em rótulos. No novo CD o compositor navega por bolero e ritmos nordestinos. Na faixa-título, que abre o disco, a guitarra de Fabiano Krieger dialoga com o cavaquinho de Alessandro Cardozo. Já em Quando ela ri a programação de ritmos de Lucas Marcier casa com o violão de oito cordas do compositor. Krieger termina o disco brincando com o carnavalesco samba (anti-) exaltação em Serpentina: “Adão e Eva, cansados de uma vida vã / Queimaram erva e comeram bolo de maçã”. Edu Krieger se firma como um dos maiores compositores em atividade no país compondo uma obra que é fonte rica para intérpretes antenados com a boa música produzida no país. Seu nome não é mais novidade, mas merece ser sempre mais ouvido e comentado. Correnteza leva esse recado.

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‘Akokan’ evoca o espiritual afro-jazz de Fonseca
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Projetado em escala mundial ao substituir o pianista Rubén Gonzalez (1919 – 2003) em alguns shows do coletivo de Cuba Buena Vista Social Club, Roberto Fonseca logo se impôs como um virtuose do piano. Mais jazzístico do que percussivo, o toque de seu piano transita pelo afro-cuban-jazz com grandes doses de lirismo e espiritualidade, como se detecta em La Flor que No Cuidé e Como en las Películas, dois dos 13 temas do quinto álbum de Fonseca, Akokan, recém-lançado no Brasil pela gravadora Biscoito Fino. Não por acaso, o título do disco significa ‘coração’ na língua yorubá. Akokan solidifica o estilo do pianista, propagado com força em seu álbum anterior, Zamazu (2007), no qual Fonseca flertava com a música brasileira. Como Zamazu, Akokan abre com cântico religioso ouvido na voz da cantora Mercedes Cortes Alfaro, Fragmento de Misa, saudação do artista à sua mãe. A louvação ao amor materno abre e encerra o álbum na faixa Cuando una Madre Llama a su Hijo, tema-vinheta solado pela voz do pianista. Aliás, embora essencialmente instrumental, Akokan agrega vozes como as do violonista Raul Midón – que entoa em inglês sua canção Everyone Deserves a Second Chance – e da cabo-verdiana Mayra Andrade, intérprete e parceira de Fonseca em Siete Potencias (Bu Kantu), tema que saúda os mortos e os santos protetores, evocando a espiritualidade ancestral que envolve com leveza o belo Akokan.

Resenha de CD
Título: Akokan
Artista: Roberto Fonseca
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
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Francis Hime comemora 70 anos com álbum duplo
Ziriguidum – 27/10/2009 – Por Beto Feitosa

Maestro de grandes clássicos populares, Francis Hime comemora seus 70 anos com dois trabalhos, editados em um luxuoso box duplo pela Biscoito Fino. O primeiro CD, O tempo das palavras… junta repertório inédito ao lado de parceiros novos e habituais. Já em …imagem quem brilha é o pianista, interpretando músicas que compôs para trilha sonora de filmes brasileiros. O primeiro disco traz parcerias de Hime com Joyce Moreno, Geraldo Carneiro, Olivia Hime, Edu Lobo e Paulinho Pinheiro . Além dos companheiros de velha data, Hime ainda estréia dobradinha com Moska em Há controvérsias, conversa entre caros amigos. As 12 faixas apresentam ao mundo repertório basicamente inédito, exceção feita a O sim pelo não, de Francis e Edu Lobo, já gravada por Olivia Hime e presente no CD-tributo que Hime ganhou da cantora Clara Redig. Da dupla que forma com Joyce Moreno vem duas das melhores novidades da nova safra. O sedutor samba Adrenalina abre o disco com sabor de seus melhores sucessos. Mais na frente os dois voltam a se encontrar em Rádio cabeça, com climas nordestinos e letra que celebra uma programação bem íntima e particular de cada um. “A rádio na cabeça toca sem querer / A música que mora dentro de você”, diz a música pede uma segunda versão no balanço de Joyce. Com o poeta Geraldo Carneiro, seu parceiro mais constante, traz nada menos que seis novidades, metade do disco. Destaque especial para Existe um céu, bossa jazz com cheiro de clássico. Comemorando a data redonda, o próprio compositor dá voz à sua obra cheia de novidades. Francis canta de forma agradável, com voz de compositor a exemplo do parceiro Chico Buarque – presente apenas em leituras instrumentais do segundo disco. Mas Francis ainda convida a voz precisa de Monica Salmaso para dividir Maré, que destaca a harpa cheia de climas mágicos de Cristina Braga. O segundo volume traz o luxo de um concerto do maestro revisitando o compositor. É o primeiro trabalho de piano solo estrelado por Francis, que aproveitou para fazer um balanço de suas composições para o cinema brasileiro. Pilotando um nobre Steinway de cauda disponível no estúdio da gravadora, no Rio, Francis se deliciou e estudou nota a nota, readaptando os arranjos para a leitura solo. Passam pelas teclas de Hime cenas de filmes como Dona Flor e seus dois maridos, A estrela sobe e A noiva da cidade. Juntos, os dois discos fazem o retrato de um artista que tem transito livre na música, seja em sambas ou em sinfonias. Francis Hime comemora 70 anos em plena atividade relendo o passado e criando o presente. Autor de inúmeros clássicos, prefere o caminho de continuar construindo a obra ao invés de seguir as releituras – comum a seus contemporâneos. Assim Francis escreve novas imagens e cenas para sua imensa e rica obra. O tempo das palavras é hoje.
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André Caccia Bava estréia em grande CD
Ziriguidum – 27/10/2009 – Por Beto Feitosa

Cantor e compositor paulistano André Caccia Bava lança seu primeiro CD, Ventobom, caprichada produção independente com conteúdo totalmente autoral. O trabalho reúne onze músicas inéditas e revela um grande artista, com talento e bom gosto. A produção aponta tendência forte para o samba, mas ainda abre espaço para outras viagens. André fez carreira como músico. Sua guitarra já se fez presente em praias distintas, desde uma turnê com a dupla Sandy & Jr até com a sábia Elza Soares. Hoje em dia está na estrada com altos decibéis nos rocks de Lobão enquanto começa a divulgação de seu primeiro trabalho. Mas quem tentar encontrar referências a partir desse currículo vai se surpreender. O trabalho autoral de André Caccia Bava segue a linha de um samba cool, com influências variadas e mente aberta. O samba carioca celebra Edu Krieger, grande compositor já consagrado que está começando o trabalho de seu segundo CD. Em São Paulo aparecem nomes de grande peso como André e Diogo Poças, os dois em seus primeiros trabalhos. A dupla de encontra em Vizinha de frente, samba-bossa que revela influências de Chico Buarque. Clássico instantâneo que também faz parte do repertório do parceiro. André também assina autoria com Lupa Mabuze no irresistível Samba torto que abre o disco. Ainda encontra Silvio Caccia Bava em Sem tempero não dá que fecha o disco com brisas nordestinas. Mas a maior parte traz apenas assinatura de André, sozinho em seis das onze faixas. O álbum é especialmente sedutor em sua primeira metade, onde estão os sambas. “Aonde o samba vai eu vou / Pra ter samba tem que ter amor”, grifa na letra de A voz do morro, que ainda deixa claro suas influências. “Eu bato continência pra Nelson Sargento / Sou do batalhão dos Originais do Samba”, declara na música que serve como cartão de visitas. Quem mergulhar no disco vai se encantar com sambas como Céu inteiro, parceria com Fábio Góes e Alexandre Grooves. A bossa jazz Temporal cai como luva e cresce em sua voz segura. Mesmo quando ousa fugir do samba tradicional o resultado é bom, como no rock funkeado Intocáveis, que destaca a cítara de Tuco Marcondes. O arrasta-pé dá o clima na festiva Santo Antônio, quadrilha moderna composta com Renato Yedid e Fefê Gurman. Na sequência engata ritmos latinos em Tá querendo e põe o pé no reggae jamaicano em Um. Ventobom é dessas surpresas que arrebatam logo na primeira audição. O disco revela um artista de personalidade e grande talento. A obra de André é fonte fértil para cantores em busca de repertório, mas também mostra que o artista tem força para seguir carreira solo.
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Baby Woodrose
Rock Press – 27/10/2009 – Por Redação Rock Press
Lorenzo Woodrose está de volta com os dois pés fincados em suas raízes nesse novo disco do gigante rítmico, Baby Woodrose. Gravado quase que totalmente por Lorenzo – que comanda a maioria dos instrumentos -, o som se revela mais cru do que nos últimos trabalhos da banda, porém ainda é notável os traços de serviços bem prestados ao Setting Son, e principalmente à máquina ácida, Dragontears, caso das maravilhosas e flutuantes, Countdown to Breakdown e The Secret of Twisted Flower. O disco começa com o petardo “Fortune Teller”, cheia de fuzz e bem próximo dos primeiros registros do Baby Woodrose, com um riff de abertura familiar ao já mencionado Setting Son – principalmente pelos coros em falsete -, e pegada psych-garage, coisa fina. Seguem as deliciosas viagens sonoras com “Take It”, “Open Up Your Heart” e “Laughing Stock”. “Emily” conta a história de uma garota que não pertence a ninguém – solitária e livre -, bastante inspirada nas composições do Love de Arthur Lee, com belas harmonias vocais, guitarra acústica e a gaita bem colocada executada por Henrik Hall, ex- Love Shop. O disco todo é um agradável passeio por melodias lisérgicas e garageiras, sem se perder em extravagâncias de arranjos e músicas intermináveis. Quando se trata de Lorenzo Woodrose, não podemos esperar nada menos que uma excelente trilha sonora, seja para noites estreladas ou dias cinzentos. Rusty James

CD -Baby Woodrose (Bad Afro) – myspace.com/babywoodrose    
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Alberto Rosenblit vê Rio de cartão postal
Ziriguidum – 27/10/2009 – Por Beto Feitosa

Consagrado como produtor musical de novelas e séries televisivas, o compositor Alberto Rosenblit enaltece paisagens e cenas cariocas em seu segundo CD solo. O álbum De bem com a vida, lançado pela gravadora paulistana Dabliú, tem time de grandes estrelas e ares de superprodução. Junto ao álbum, a luxuosa embalagem encarta um CD com o making of das gravações. Em um tempo que a cidade respira esperança no meio da guerra urbana, Alberto Rosenblit destaca cartões postais cariocas. O álbum tem esse clima bossa-sal-sol-sul com imagens utópicas de um Rio romântico e sonhador, em ritmo lento para curtir a vida. “Pra que sonhar se o paraíso é aqui?”, questiona em Dia a dia que ganhou belíssima letra de Paulinho Tapajós cantada por Mônica Vasconcelos. Além dela o disco conta com nobres vozes como as de Leila Pinheiro, Joyce, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Zé Renato, Zélia Duncan, Celso Fonseca, Claudio Nucci, Lenine e até o samba do grupo Arranco de Varsóvia. O elenco é acompanhado por um time de músicos de primeira linha, incluindo verdadeiras orquestras de cordas, luxo necessário mas raro hoje em dia. É um trabalho de quilate. Muito bem cuidado com melodias que não seguem caminhos engarrafados e nem fluxos naturais, mas passeiam por montanhas e pelo litoral com liberdade criativa e vento batendo no rosto. O maestro Rosenblit segue a cartilha sofisticada da bossa com sambas que têm bem mais de uma notinha. Litoral, boemia e cultura estão nesse retrato. “É o pôr do sol / Mostrando Deus / Fazendo arte”. O poeta vê beleza em meio ao caos urbano e a violência que toma conta da cidade e acompanha sua bela orla aos noticiários. O Rio de Rosenblit continua lindo celebrando o amor, o sorriso e a flor. Quem ouve o disco cria uma cidade feliz, paraíso turístico de imagens belas e felizes. Isso é bossa nova, isso é muito natural.
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Crescidos, ‘boys’ do Backstreet não aparecem…
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

“Nós somos isto”, avisam os Backstreet Boys no título de seu sétimo álbum de estúdio, This Is Us, lançado no Brasil neste intenso mês de outubro de 2009. Por “isto” entenda-se um pop trivial, embalado para as pistas e formatado por time de produtores que inclui RedOne, T-Pain e SoulShock. A faixa-título – uma balada com toques de r & b – traduz bem o tom banal do repertório. Produto norte-americano da era das boybands, o grupo tenta em vão se impor na cena pop contemporânea, mas não será um punhado de produtores-grifes que vai dar credibilidade ao quarteto. Seu fraco álbum anterior, Unbreakable (2007), naufragou nas paradas norte-americanas. Não será surpresa se This Is Us seguir o mesmo caminho. É fato que Straight Through my Heart é pop redondo. E que uma ou outra faixa dançante, caso de Bye Bye Love, tem pegada. Mas, no geral, o álbum patina na mesmice que vem dando o tom da música norte-americana nos últimos anos. PDA, por exemplo, poderia figurar num disco de Britney Spears com sua batida sintetizada. Os boys cresceram, mas ainda não conseguiram aparecer e marcar posição nessa fase adulta. This Is Us não altera o panorama ruim.

Resenha de CD
Título: This Is Us
Artista: Backstreet Boys
Gravadora: Sony Music
Cotação: * *
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Loba Shakira uiva sem força no banal ‘She Wolf’
Blog Notas Musicais – 27/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Shakira encarna a loba em seu terceiro álbum em inglês, mas uiva sem força em She Wolf, com já sinalizara a faixa-título, eleita o fraco primeiro single. A própria Skakira assina a produção do disco, mas divide a função com a dupla The Neptunes em seis das nove inéditas gravadas em inglês (a rigor, o CD totaliza 12 faixas, pois repete três músicas em espanhol feitas para Loba, a versão castelhana do álbum). Entre sons sintetizados, a estrela colombiana faz a habitual conexão com um rapper – no caso, Wyclef Jean, convidado de Spy – e flerta com o universo dance em Men in This Town, electro-pop que tem algo dos anos 80. Entre as faixas produzidas pelos Neptunes, Good Stuff e Why Wait incorporam um ou outro toque árabe, com destaque para a primeira. Já Gypsy remete à música indiana com alguma elegância. Ao fim da nona música inédita, Mon Amour, em que a cantora roga em inglês pragas para a viagem a Paris feita por seu ex-amor com a nova namorada dele. A propósito, as letras de She Wolf soam tão banais quanto a maioria das músicas. Loba Shakira parece perdida na selva do mercado fonográfico dos EUA.

Resenha de CD
Título: She Wolf
Artista: Shakira
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * 1/2
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FESTIVAIS E FEIRAS

Festival MADA termina com show histórico do Nação Zumbi
Music News – 27/10/2009 – Por Michelle Ferret – Tribuna do Norte

Histórica. A palavra traduz a segunda e última noite do Festival MADA. O Nação Zumbi, com seus tambores tocando forte no espírito da música brasileira, fez um show inesquecível com direito ao passeio por faixa a faixa do disco “Da Lama aos Caos”, lançado em 1994 tendo à frente o imortal Chico Science. Disco considerado um dos melhores e mais revolucionários da música brasileira. Logo depois do rock de Pitty, o público já lotava a arena do Imirá, quando o som da percussão e a voz grave de Jorge du Peixe anunciaram com “Monologo ao Pé do Ouvido” que “organizar o passado é uma evolução musical…”. De tremer o chão e fazer girar até quem nunca tinha escutado uma canção sequer do Nação. O convidado da vez foi o cantor e compositor Otto, quem participou da primeira formação do Nação, ainda na década de 90 como percussionista. No palco, ele dançou, fez vocal e ainda tocou percussão e gritava a todo o tempo o nome de Chico Science, parecendo evocá-lo. Para quem viveu e respirou a presença de Chico Science nos palcos, o show do MADA trouxe a sensação de vê-lo em cena de novo, quando suas canções e genialidade permanecem vivas em cada um dos integrantes do Nação. “Maracatu de Tiro Certeiro”, “Risoflora”, “Samba Makossa”, “A Praieira”, “A Cidade”, “Antene-se”, “Lixo do Mangue” e ainda “Maracatu Atômico”, explicam um pouco a citação de compositores brasileiros como Lirinha (Cordel do Fogo Encantado) quando falam que o Nação Zumbi é a melhor banda do Brasil. Além do tremor de terra do Nação Zumbi, importantes bandas do cenário da música independente como Copacabana Club (PR) – com sua identidade inglesa à flor da pele –, Sonic Junior (AL) e seus múltiplos sons e Ana Cañas com sua irreverência, leveza, boas letras, com direito a homenagem a Led Zeppelin e ainda acompanhada de Fernando Nunes (um dos maiores baixistas do Brasil), marcaram a segunda noite do Festival. Ganeshas (RJ) e Nublado (PB) também fizeram sons honestos e com direito a boas letras. A décima primeira edição do MADA ficará na memória de quem esteve no Imirá e dos que ouvirão por muito tempo o comentário sobre o show que fez tremer as estruturas. A estrutura dita aqui, não só física, mas o som mangue beat que mexe com a memória e traz a reflexão de que o Nação Zumbi conseguiu modificar a história da música brasileira, quando diluiu a bateria, transformando o som em mil possibilidades, indo além na poesia, no som e no que virá pelas próximas gerações.
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Jambolada 2009
Music News – 27/10/2009 – Por Redação

O maior festival musical de Minas Gerais, maior também realizado fora das capitais – Jambolada – celebrou sua quinta edição com um leque enorme de atividades. Entre os dias 21 e 25 de outubro, além de shows e dos debates sobre música, tecnologia e softwares livres, Uberlândia sediou atrações nas áreas de cinema, literatura, fotografia e integrou a sociedade através da universidade, projeto sociais e conscientização ambiental.

O Jambolada 2009 é idealizado pelo Coletivo GOMA. O Goma bolou para a edição 2009 um esquema em colaboração com nove coletivos mineiros, ligados à produção cultural, que ajudaram a formatar a programação musical do festival. A iniciativa acabou fazendo um mapeamento do fomento musical do Estado: artistas oriundos de várias cidades mineiras se apresentarão ao lado de nomes nacionais como Cérebro Eletrônico, Pato FU, Sepultura e Canastra.

O Jambolada 2009 teve ainda a parceiria e apoio de outro grande projeto musical mineiro, o Conexão Vivo, que tem patrocínio da empresa de telefonia Vivo, e é idealizado pela produtora Cria Cultura de Belo Horizonte, entre outras grandes parceirias, como Sebrae – MG e vários coletivos do estado.
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 TECNOLOGIA

MySpace revela novas ferramentas musicais para frear própria queda
IDG NOW! – 27/10/2009 – Por Sharon Gaudin

Executivo Owen Van Natta revela MySpace Music Video, com catálogo de videoclipes, e ferramenta para que artistas analisem quem ouve suas músicas. Como parte da sua tentativa de se reinventar, o MySpace revelou novos produtos envolvendo música nesta quinta-feira (22/10), incluindo uma coleção de vídeos musicais, durante o evento Web 2.0 Summit, que acontece em São Francisco. O principal executivo do MySpace, Owen Van Natta, anunciou o MySpace Music Video, que exibirá videoclipes das gravadoras com as quais a rede social já tem acordo para reproduzir músicas. Para facilitar a navegação no catálogo, o MySpace também revelou uma nova busca para vídeos, que permitirá que usuários procurem por clipes, músicas ou artistas. Entre as novidades, o MySpace também vai lançar o Artist Dashboard, onde bandas e artistas com perfis no MySpace podem verificar quais usuários ouvem às suas músicas e como se dá a interação com o público. “Achamos que o MySpace tem a oportunidade de ser a próxima geração de distribuição de conteúdo digital”, afirmou Van Natta, que deixou o rival Facebook para assumir o comando do MySpace. “O MySpace tem uma posição única para ser o lugar onde a socialização do conteúdo ocorre”. O MySpace vem caindo em popularidade enquanto o rival Facebook assumiu a liderança entre as redes sociais globais. Em dezembro, o Facebook teve quase o dobro de visitantes globais do MySpace, após ultrapassá-lo em junho de 2008. Já em fevereiro de 2009, o Facebook ultrapassou o MySpace no mercado norte-americano, único setor onde a rede social comprada pelo conglomerado News Corp. mantinha sua dominação. Antes da apresentação de Van Natta, o moderador perguntou à audiência qual a rede social que cada um deles usava. Um número pequeno de mãos se levantou quando o MySpace foi citado, enquanto um número muito grande de braços subiu assim que o Facebook foi lembrado. Entre risadas do público, Van Natta agradeceu irônico: “obrigado por me esclarecerem isto”. Fontes do jornal The Wall Street Journal afirmam que o Facebook lançará um serviço de venda de músicas nas próximas semanas, o que faz com que o serviço criado por Mark Zuckerberg se aventure em um setor tradicionalmente ocupado pelo MySpace. Junto ao anúncio do MySpace, o Web 2.0 Summit foi responsável ainda pela revelação de que tanto a Microsoft como o Google fecharam acordos com o Twitter para que as mensagens curtas do serviço de microblog sejam integradas aos resultados de busca do Bing e do Google, respectivamente.

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Ainda em fase de testes, serviço de busca do Google em rede social está no ar
IDG NOW! – 27/10/2009 – Por Redação

Criada com o objetivo de captar resultados direcionados das pesquisas, ferramenta só pode ser utilizada por pessoas que possuem conta no portal. O Google anunciou hoje o lançamento do seu buscador de mídia social, o Google Social Search. A nova ferramenta é baseada no conteúdo relevante do círculo de amigos do usuário, ou seja, somente os resultados dessas pessoas são exibidos. O perfil do usuário é empregado no sistema de busca. Para isso, o Google se utiliza dos perfis nas redes sociais, os contatos do Gmail, no Google Chat e feeds no Google Reader. Lançado ainda como experiência, o Google Social Search solicita ao usuário dar um retorno sobre a ferramenta. Criado com o intuito de captar resultados específicos na busca do internauta, o Google Social Search só pode ser utilizado por pessoas que possuem conta no portal. Para saber mais sobre como Social Search trabalha, acesse o blog oficial do Google.
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SHOWS

Placebo oferecem EP para “aguçar apetite” para a nova digressão europeia
Music News – 27/10/2009 – Por Miguel Caetano – Remixture – PT

Tal como em inúmeras outras áreas do marketing digital, os Nine Inch Nails de Trent Reznor foram os primeiros a atreverem-se a disponibilizar de borla um EP que servia de “cartão de apresentação” para uma das suas digressões e que incluía temas de todos as bandas responsáveis por tocar na primeira parte dos concertos.
Mais recentemente, os ColdPlay decidiram imitar Reznor e companhia ao oferecerem o download gratuito de LeftRightLeftRightLeft, um álbum de versões ao vivo dos seus melhores temas. O resultado deve ter sido o desejado: um número muito maior de pessoas do que o habitual ficou sabendo da sua tourné nos Estados Unidos.

Mas não se tratam de casos atualizados, longe disso. Os Placebo são outra banda que aprendeu a usar o grátis para vender mais bilhetes para os seus concertos. Para promover a sua digressão por terras europeias que começa hoje, dia 27 de Outubro, em Paris, a banda de Brian Molko resolveu oferecer um EP a partir do seu site.
Este Tour Bundle é composto por cinco músicas, uma das quais dos próprios Placebo – uma versão de “Breathe Underwater” gravada ao vivo na edição deste ano do festival Pukkelpop As restantes quatro pertencem a cada uma das bandas que irá tocar nas primeiras-partes dos concertos dos Placebo. O pacote inclui ainda um booklet em formato PDF com uma apresentação dos cinco grupos.
Para efectuar o download, os fãs apenas necessitam de indicar um nome e endereço de email. Tendo em conta o concerto de 10 de Julho durante o festival Alive no Passeio Marítimo de Algés, é pouco provável que os Placebo venham a passar tão cedo por terras portuguesas. Por isso, esta é a melhor forma dos fãs irem matando as saudades enquanto não for marcada uma nova data por terras portuguesas. A lista completa de temas é a seguinte:
1.PLACEBO – ‘Breathe Underwater’ (Live At Pukkelpop Festival 2009)
2.EXPATRIATE – ‘Get Out, Give In’
3.SILVERSUN PICKUPS – ‘Panic Switch (Recorded live for KCRW’s “Morning Becomes Eclectic”)
4.THE HORRORS – ‘Sea Within A Sea’
5.UNITED – ‘For What I Feel’ (Live At Debaser)

(foto de Mick 0 segundo licença CC-BY-NC 2.0)

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Eric Clapton cancela show em NY; Springsteen é dúvida
Reuters – 27/10/2009 – Por Christian Wiessner

NOVA YORK (Reuters) – Eric Clapton cancelou sua apresentação esta semana no Rock and Roll Hall em Nova York para remover cálculos biliares, afirmaram organizadores do evento na segunda-feira. Enquanto isso, a participação de Bruce Springsteen está em dúvida depois que o roqueiro cancelou repentinamente uma apresentação em Kansas City na segunda-feira devido à morte de um primo que trabalhava na administração de sua carreira. Clapton, de 64 anos, “ficará algum tempo se recuperando em casa no Reino Unido e sente muito por desapontar os fãs e o Rock and Roll Hall of Fame”, afirmou um comunicado, acrescentando que o itinerário de sua turnê não será afetado. O guitarrista se apresentaria na sexta-feira no Madison Square Garden, na segunda das duas noites de comemoração do 25o aniversário do hall. Outros artistas na lista incluem U2, Aretha Franklin, Metallica, Ozzy Osbourne e Annie Lennox. O espetáculo não tem relação com a apresentação anual do Hall da Fama, que acontece m Nova York no mês que vem. Springsteen, de 60 anos, tem participação agendada para quinta-feira. Mas cancelou o show de segunda-feira devido à morte de Lenny Sullivan, de 36 anos, que trabalhava com a E Street Band há 10 anos, de acordo com o site do roqueiro. O site de celebridades TMZ disse que Sullivan foi encontrado morto em seu quarto de hotel, mas que a morte não tinha nada de suspeita. Outros artistas que devem se apresentar na quinta-feira são Simon e Garfunkel, Stevie Wonder, Sting e B.B. King.
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NAÇÃO ZUMBI no Circo Voador – Show dos 15 anos do disco “DA LAMA AO CAOS”
Music News – 27/10/2009 – Por Bebel Prates

No próximo dia 06 de novembro (sexta), a Nação Zumbi faz um show histórico, no Circo Voador, para comemorar os 15 anos do lançamento do disco “DA LAMA AO CAOS”, com a participação especial de Fred Zero Quatro. O disco de estreia de Chico Science & Nação Zumbi foi um marco não só pela sua genialidade, mas também por ter sido o primeiro lançado por uma banda da cena mangue de Pernambuco. A partir dele, os mangueboys retiraram dali o sumo da diversidade e criaram uma cena tão rica quanto os manguezais. As canções serão apresentadas na ordem do disco: “Monólogo ao pé do ouvido” (Chico Science), “Banditismo por uma questão de classe” (Chico Science), “Rios, pontes & overdrives” (Chico Science/Fred Zero Quatro), “A cidade” (Chico Science), “A praieira” (Chico Science), “Samba Makossa” (Chico Science), “Da lama ao caos” (Chico Science), “Maracatu de tiro certeiro” (Chico Science/Jorge du Peixe), “Salustiano song” (Lucio Maia/Chico Science), “Antene-se” (Chico Science), “Risoflora” (Chico Science), “Lixo do mangue” (Lucio Maia), “Computadores fazem arte” (Fred 04) e “Côco dub/Afrociberdelia” (Chico Science)”.

www.nacaozumbi.com.br
www.myspace.com/nacaozumbi 

Nação Zumbi Show em comemoração dos 15 anos do disco “Da lama ao caos”
Participação especial: Fred Zero Quatro Data: dia 06/11 (sexta-feira)
Local: Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n – Centro – tel: 2533-0354)
Horário: a partir das 22h Preços: R$ 40,00 (antecipado) e R$ 50,00 (no dia do show).
Meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos. Vendas pela internet: www.ingresso.com.br.  
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Nando Reis em Show Exclusivo no Casa Grande Hotel
Music News – 27/10/2009 – Por Fernanda Monrroy

Dentro da programação especial do feriado de 2 de Novembro, o Casa Grande Hotel Resort & Spa traz para a praia da Enseada no Guarujá, show com Nando Reis. No domingo, dia 1º,o cantor realiza uma única e imperdível apresentação no Espaço de Eventos do Casa Grande Hotel. Com abertura do DJ Boturãoàs 22h e show do Nando Reis às 23h30. Hóspedes do hotel que optaram pelo pacote do feriado terão acesso gratuito ao show. Nando Reis ficou conhecido como um dos maiores compositores de sua geração, deixou a banda Titãs após a gravação do CD “A melhor banda de todos os tempos da última semana”. Compôs sucessos como “Diariamente”, “All Star”, “O Segundo Sol” e “Relicário”, gravados por Cássia Eller. “É uma partida de futebol”, interpretada na voz do vocalista Samuel Rosa do Skank, também completa a série de sucessos de Nando Reis entre tantas outras músicas que marcaram as últimas décadas.

SERVIÇO

Dia: Domingo, 1 de Novembro Horário: 22h Local: Espaço de Exposições do Casa Grande Hotel Resort & Spa Avenida Miguel Stéfano, 1.001 – Enseada – Guarujá (SP) www.casagrandehotel.com.br.

Preços: Pista 1º Lote R$ 60,00 inteira R$ 30,00 com 1 KG de alimento ou carteira de estudante paga meia Área Vip 1º Lote (espaço reservado com mesas e cadeiras enfrente ao palco) R$ 100,00 inteira R$ 50,00 com 1 KG de alimento ou carteira de estudante paga meia Camarote P/ 10 pessoas R$ 1.500,00 – Menores de 18 anos somente acompanhado dos pais. Reservas e informações: (13) 3389.4000 ou 0800 11 65 62.

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EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS

Os melhores Triggers do Mundo!
Music News – 27/10/2009 – Por Redação Pride Music

Reconhecida mundialmente por suas baterias eletrônicas desde meados dos anos 80, a fabricante de baterias eletrônicas e acústicas DDrum acabou de se juntar à família Pride Music. Com mais de 20 anos de história e produtos de primeira linha como a linha DIATON SERIES fabricada toda em acrílico na Alemanha, a linha DOMINION SERIES produzidas em Maple ou Ash e composição de casco exclusiva que garante alto volume e sonoridade quente, a conhecida linha DIOS DERIES customizadas nos EUA e os famosos “mais precisos” triggers do mundo, a DDrum traz produtos de primeiríssima linha para o mercado brasileiro. Um desses produtos é o maior responsável pela história de sucesso da marca: o trigger! Esses pequenos triggers que são encaixados nos tambores e servem para uso com bateria eletrônica, ou como disparadores, têm precisão sem igual e são muito fáceis de usar. Conheça um pouco dos dois modelos disponíveis: RSKIT: Kit de trigger Red Shot c/ conexão P10 p/ ser usado na caixa, tom, surdo e bumbo (contém 4 Triggers RS p/ cx e tambores e 1 Trigger RS p/ bumbo). Esse é o kit que está acima, à esquerda, na foto. TKIT: Kit de trigger Pro Kit c/ conexão XLR p/ ser usado na caixa, tom, surdo e bumbo (contém 3 Triggers TK Pro p/ tambores, 1 Trigger TK Pro p/ caixa e 1 Trigger TK Pro – Pro Kick – p/ bumbo). Esse é o kit que está à direita na foto. Entre o time de endorsers que usam triggers DDrum, temos nomes como Tim Alexander – Primus, Rick Allen – Def Leppard, Antton – Venom, Kenny Aronoff – Studio Legend, Martin Atkins – Pigface, Frank Beard – ZZ Top, Charlie Benante – Anthrax, Graham Broad – Roger Waters, Brendan Buckley – Shakira, Dave Buckner – Papa Roach, Dennis Chambers – Artista Artista Independentee, Scott Columbus – Manowar, Daniel Erlandsson – Arch Enemy, Josh Freese – nine inch nails, Mel Gaynor – Simple Minds (UK), Michael “Cat” Grigsby – DaiTrib,e Casey Grillo – Kamelot, Gerald Heyward – Blackstreet / Janet Jackson, Joey Jordison – Slipknot, Abe Laboriel Jr. – Paul McCartney / Sting, Tommy Lee – Motley Crue, Dani Loble – Helloween, Mike Mangini – Artista Independente, Brian Frasier Moore – Madonna, Morgan Rose – Sevendust, Rich Redmond – Jason Aldean, Eric Singer – KISS / Alice Cooper, Tyler Stewart – Barenaked Ladies, Steve Sydelnik – Artista Independente, John Tempesta – The Cult, Scott Travis – Judas Priest, Butch Vig – Garbage, Al Webster – Jeff Healey, Mike Wengren – Disturbed.

Prefira sempre produtos originais e importados legalmente, pois eles são a garantia de sua satisfação.

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Music News Brasil 13/10/2009

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MERCADO

Apple cobra 10 mil dólares pela concepção de um iTunes LP

Music News – 13/10/2009 – Por Miguel Caetano – Remixture – PT

Há pouco mais de um mês, Steve Jobs aproveitou o evento especial da Apple dedicado à música para lançar o iTunes LP, um novo formato de álbum digital com um preço mais caro do que os 9,99 euros habituais justificado pela marca da maçã com o facto de integrar letras, notas, vídeos, visualizações e fotos. A avaliar pela ausência de suporte a qualquer dispositivo móvel, eu percebi logo que aquilo iria um flop. E o que é facto é que o número de discos disponíveis neste formato na loja do iTunes não vai ainda além dos 12.Não demorou muito tempo após o lançamento, para ficarmos a saber pela mão do programador Jay Robinson que o iTunes LP consiste basicamente numa pasta comprimida disfarçada por um formato proprietário .itlp. Vista as coisas, no iTunes LP não há nada de mágico senão código HTML, CSS, JavaScript e imagens no formato PNG. Tudo completamente normalíssimo, portanto. O que não é de todo normal é que a Apple esteja a cobrar aos artistas e editoras interessadas dez mil dólares em custos de produção pela criação de cada iTunes LP. Isso foi o que Brian McKinney da editora independente Chocolate Lab Records disse ao Gizmodo. Ao tentar obter informação sobre quanto custaria criar um iTunes LP, McKinney ficou a saber da parte de um representante do ITunes que os LPs não estão a ser fornecidos às etiquetas independentes e que para além do mais de momento apenas se encontram à venda 12 álbuns nesse formato. Se este preço de 10 mil dólares se mantiver, nenhuma indie se atreverá a encomendar um iTunes LP. Aliás, talvez seja precisamente por isso mesmo que se encontrem à venda tão poucos iTunes LPs. Em comparação, a App Store da mesma Apple abriu com 500 aplicações para o iPhone e menos de uma semana depois já tinha quase mil.

Seja como for e tal como sempre acontece com a Apple sempre que a marca da maçã tenta gerar artificialmente de uma forma ou de outra um ecossistema de escassez existe alguém que aproveita a oportunidade para lançar a sua própria oferta sem erguer qualquer tipo de barreiras de entrada. Foi assim com as lojas de aplicações criadas para contornar o pesado sistema de autorização da Apple de aplicações para o iPhone, foi assim agora com o iTunes LP.

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Pirataria dá mais dinheiro a ganhar aos detentores de direitos do que downloads legais

Music News – 13/10/2009 – Por Miguel Caetano – Remixture – PT

Eu sempre desconfiei que as editoras discográficas e os outros detentores de direitos viam na pirataria uma máquina de fazer dinheiro sem muito esforço através da extorsão de indemnizações aos partilhadores. Não sabia era até que ponto é que este “negócio” é mais lucrativo do que o dos downloads legais.

A minha curiosidade foi satisfeita graças a uma apresentação recente da DigiRights Solutions em que esta empresa alemã especializada no combate à pirataria revela que as indústrias de entretenimento podem ganhar até 150 vez mais com os downloads não autorizados do que com as músicas comercializadas em lojas online como a do iTunes ou a da Amazon.

Os métodos de detecção utilizados pela DigiRights são bastante semelhantes aos empregues por outras organizações de anti-pirataria como a DigiProtect ou a LogiStep: depois de obterem os endereços dos alegados infractores, os anti-piratas enviam a cada um uma carta ameaçando-os com um processo judicial caso não pagarem a indemnização e os juros exigidos equivalentes a um valor de várias centenas de euros por cada infracção.

No caso da DigiRights, normalmente os seus funcionários enviam emails aos internautas acusados de descarregarem ficheiros protegidos por direitos de autor de modo a que estes paguem 450 euros por ficheiro. Desse montante, 80 por cento vai para o seu próprio bolso. A companhia explica que esta comissão elevadíssima destina-se a pagar várias despesas técnicas, administrativas e jurídicas. Tendo em conta que o restante vai para os detentores de direitos, estes acabam por receber 90 euros por cada indenização.

Apesar deste desequílibrio, a DigiRights argumenta que o negócio até acaba por ser bastante lucrativo para os detentores de direito. E o que é facto é que esses 90 euros são um valor bastante superior aos 60 cêntimos que os detentores de direitos recebem por cada download legal vendido a 99 cêntimos no iTunes. Contas feitas, a venda legal de música acaba por ser 150 vezes menos rentável que a pirataria.

É claro que nem todos os partilhadores intimados acabam por pagar mas mesmo assim a DigiRights assegura que os que pagam representam 25 por cento do total de notificados. Dito de outra forma, uma média de um em cada quatro opta por pagar sem sequer protestar – nada mau!

Partindo do princípio de que em cada mês a DigiRights consegue identificar e notificar cinco mil internautas – de acordo com os seus próprios dados -, e que 25 por cento pagam 450 euros, sendo que 90 vão para os titulares de direitos, estes últimos necessitariam de vender cerca de 150 mil músicas para atingirem o mesmo nível de rentabilidade. Ora, na Alemanha 150 mil corresponde precisamente ao número de vendas que um álbum necessita para chegar a disco de ouro.

Morre Leon Barg – Fundador da gravadora Revivendo

Blog Acordes – 13/10/2009 – Por Toninho Spessoto

A memória musical brasileira está mais pobre. Morreu nesta segunda-feira em Curitiba o empresário, produtor e colecionador pernambucano Leon Barg, criador da Revivendo Músicas, gravadora especializada na recuperação da memória da música brasileira. Ele vinha enfrentando problemas de saúde há alguns anos. A Revivendo nasceu há 22 anos na capital paranaense e desde então vem colocando no mercado compilações de nomes da música brasileira notadamente das décadas de 20 a 50. Já foram lançados cerca de 400 títulos entre LPs e CDs. Entre os muitos intérpretes focalizados pelos belos discos da Revivendo estão Chiquinha Gonzaga, Carmem Miranda, Francisco Alves, Orlando Silva, Gastão Formenti e centenas de outros. A gravadora tem também um selo de música internacional, o Again, que já recuperou gravações de, entre outros, Bing Crosby, José Mojica e Francisco Canaro. As coletâneas vêm sempre com encartes ricos em informações sobre os artistas e fonogramas. O trabalho de Leon Barg será sempre lembrado pela riqueza e importância. A família deverá seguir em frente com a empresa.

LANÇAMENTOS 

Novo single de Michael Jackson chega às rádios e Internet

Reuters – 13/10/2009 – Por Mike Collett-White LONDRES (Reuters)

O novo single de Michael Jackson “This Is It” foi lançado nesta segunda-feira nas rádios e na Internet, cerca de quatro meses depois da morte do “rei do pop” devido a uma overdose de medicamentos, aos 50 anos. A faixa, que conta com vocais dos irmãos de Jackson, abre com uma leve introdução sentimental e os versos: “This is it, here I stand/I’m the light of the world, I feel grand” (É isso, aqui estou/Sou a luz do mundo, me sinto majestoso). A música poderá ser adquirida como parte do álbum duplo “This Is It”, que deve chegar às lojas em 26 de outubro e 27 de outubro na América do Norte, para coincidir com o lançamento do filme de Jackson, com o mesmo nome, em 28 de outubro. Uma pequena coleção de clipes do filme está disponível em sites, mostrando Michael e seus bailarinos ensaiando para o retorno aos palcos na O2 Arena de Londres, que o astro preparava antes de morrer. A Sony Music afirma que o primeiro disco do álbum trará alguns dos maiores sucessos de Jackson mais duas versões do novo single. O segundo disco incluirá versões não lançadas de algumas faixas clássicas do artista e um poema recitado pelo próprio Jackson chamado “Planet Earth”. 

Air viaja no tempo da delicadeza no belo Love 2

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Quinto álbum de estúdio do Air, mas já o sétimo título da coerente obra fonográfica do duo francês se também forem levados em conta o inicial EP Premiers Symptomes e a trilha sonora do filme As Virgens Suicidas, Love 2 viaja no tempo da delicadeza em torno dos diversos estágios do amor. É, no todo, disco mais inspirado do que o anterior Pocket Symphony (2007), em que o Air transitou por sonoridades orientais sem de fato impressionar. Love 2 é o primeiro álbum gravado pelos franceses Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel em seu recém-inaugurado estúdio Atlas. O próprio duo assina – sozinho – a produção dos 12 temas. Be a Bee é a faixa instrumental de tom viajante que melhor traduz o espírito de Love 2, álbum que não perde a ternura mesmo quando soa épico. Por isso mesmo, é pena que a pop Sing Sang Sung tenha sido escolhida o segundo single do álbum, sucedendo Do the Joy, tema que combina guitarras, sintetizadores e distorções com maestria. African Velvet, Love e Tropical Disease (esta um pouco longa demais) seriam faixas mais adequadas para apresentar Love 2 ao público. Mesmo sem alterar a receita de seu som eletrônico, que se situa em algum ponto entre o rock progressivo e a atmosfera lounge da cena atual, o Air ainda consegue soar bem interessante.

Resenha de CD

Título: Love 2

Artista: Air

Gravadora: EMI

Music Cotação: * * * *

Álbum mostra Baden Powell ao vivo em 1966

Ziriguidum – 13/10/2009 – Por Beto Feitosa

Aos poucos a discografia de Baden Powell vai sendo relançada. O mais novo título resgatado é Baden Powell ao vivo no Teatro Santa Rosa, editado originalmente pela Elenco em 1966 e agora, 43 anos depois, incluído no catálogo da Biscoito Fino. O disco registra uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro. Baden e o trio liderado por Oscar Castro Neves ficaram em cartaz no antigo Teatro Santa Rosa por cinco meses. O álbum resume em trinta minutos e dez músicas o espetáculo e traz de volta o impacto do violão do músico, compositor de inúmeros clássicos. Além de Baden ao violão e Oscar ao piano, o show conta Carlinhos no contrabaixo e Victor Manga na bateria. Baden surpreende em uma aceleradíssima leitura para O astronauta, assim como Berimbau e Consolação em momentos que mostram o músico perfeito que foi Baden, misturando virtuose, inteligência e emoção. O violão de Baden exala sentimento e perfeição em Valsa de Eurídice, das raras composições solo do parceiro Vinicius de Moraes. A voz pequena de Baden pode ser ouvida no número final, Tempo feliz, que abre espaço para participação de um coro, infelizmente não identificado nos créditos do encarte. O repertório é formado basicamente por suas parcerias com Vinicius, dupla que na época criou a rica coleção de afro-sambas, marco na carreira dos dois artistas. Antes raro item de colecionador, o álbum ganha edição em CD com capa e encartes originais, incluindo rubrica de Aloysio de Oliveira. Na contracapa o produtor celebra: “É bem possível que você tenha vontade de, ouvindo este disco em casa, também juntar-se ao público e aplaudir com toda força um dos maiores violonistas do mundo”. Mais de 40 anos depois continua verdadeiro o elogio.

A cavalaria de Manu Maltez

Gafieiras – 13/10/2009 – Por Ricardo Tacioli

O homem é uma máquina. Paulistano de 32 anos que, na década de 1980, caçava sapos num terreno baldio próximo à Avenida Sumaré, em São Paulo, Manu Maltez é tudo o que a imprensa e os lojistas menos querem encontrar pela frente. Simplesmente porque é difícil rotulá-lo. Contrabaixista de formação sólida e skatista apaixonado, Maltez é compositor (de música e de letra) e um artista plástico que cada vez mais ganha os livros, os muros, as paredes e as galerias. Também é um dos organizadores – ao lado de Yvo Ursini e Fábio Barros – do Mó!, uma mostra de arte independente e contemporânea que desde 2006 pontua São Paulo.

Mas difícil é classificar a música que faz, e isso não é demérito nenhum. Muito pelo contrário. Não tem “uhu, ahá”, “aê, aê”, refrão ou uma melodia assobiável logo após a primeira audição. Cheia de camadas, a música de Maltez surgiu em disco em 2006 com o álbum As neves do Kilimanjaro, quando dividiu a instrumentação com o Cardume, grupo que fundou em 2001. Três anos depois, novo retrato, Esse cavalo morto no jardim, que chega ao público neste domingo (11), na 10ª edição do Mó, no Auditório Ibirapuera. “O melhor jeito de ouvir esse disco é sem maiores apresentações, instruções, indicações”, avisa o músico em entrevista ao Gafieiras. No Mó!, Maltez e seu Grupo Cardume dividem a maternidade com o amigo Fabio Barros, que lança Enquanto eu caminhava, e também o palco com o Projeto B e o Axial.

Mas falava do cavalo morto de Maltez. Nesse segundo disco, o multi-artista assina todas as 11 músicas – da criação aos arranjos -, exceto em “Cachalote”, que dividiu a letra com o escritor e jornalista Pedro Biondi. No departamento sonoro, Esse cavalo… é um álbum acústico, com sopros, jazz, Tom Jobim, Marcelino Freire, Miró da Muribeca, vanguarda paulistana, negritude, imagens, Michael Jackson e São Paulo. Tem o Cardume com Thaís Nicodemo (piano), Amilcar Rodrigues (trompete) e Leonardo Muniz (saxofone e clarinete). E reforço de Maurício Caetano (bateria) e Yvo Ursini (guitarra), ambos do Projeto B. Já o outro departamento, o visual, está representado pelo disco em digipack, com capa, contracapa e encarte tatuados de seus desenhos.

Mais seguro de suas opções estéticas que o inaugural, o contundente Esse cavalo morto no jardim também marca a estreia do selo Mó!. Infelizmente, e por enquanto, a única forma de adquirir o CD é por meio do blog do autor. Para ouvir quatro faixas, basta acessar o MySpace do Cardume. Abaixo, o áudio de “Mané Jackson”, a entrevista realizada com Manu Maltez por e-mail e um faixa-a-faixa.

Island acredita em terceiro CD de Amy em 2010

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Depois de supostos desajustes, parece que Amy Winehouse e a diretoria de sua gravadora, Island Records, já começam a se entender. De acordo com declarações recentes do vice-presidente da empresa, Darcus Beese, já há algumas demos gravadas e aprovadas que vão originar o terceiro álbum da artista britânica. A audição e a aprovação das músicas registradas nessas versões demo estão fazendo a Island acreditar que Winehouse vai gravar e lançar em 2010 seu tão esperado próximo disco. O primeiro desde Back to Black (2007), grande álbum que a consagrou em escala mundial.

Solto na rede, ‘Pum!’ destaca Pato Fu e Jimmy

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Por conta do Dia das Crianças, a Deckdisc soltou o CD Pum! na rede. Trata-se de coletânea que apresenta nove gravações inéditas, feitas – com suposta inspiração no universo infantil – pelo elenco pop da companhia. Editado apenas de forma digital, o CD pode ser comprado em lojas virtuais ou ouvido no site oficial da gravadora. O destaque é uma música inédita do Pato Fu – Barata! – gravada pelo grupo em tom lúdico e latino para o projeto. Já a banda Vivendo do Ócio revive com peso asséptico O Carimbador Maluco, o tema defendido por Raul Seixas (1945 – 1989) no especial Plunct Plact Zoom, exibido pela Rede Globo em 1983. O mesmo faz o Strike com a marchinha Mamãe Eu Quero. Ambos até tentam, mas não soam espirituosos como Jimmy, o vocalista do Matanza. Ele apresenta em Pum! sua primeira gravação solo, Pense Nisso Quando me Soltar, tema que faz graça com o título da coletânea e ainda dá recado sobre a necessidade de uma boa alimentação. Fora do tom lúdico do projeto, Pitty canta a balada Just Now, versão em inglês de Só Agora, música do álbum Chiaroscuro. Também fora de sintonia estão a cantora Roberta Campos (Até o Fim) e os grupos Catch Side (Sou Como Sou) e Cachorro Grande (É Impossível sem Você, Amor). Na derradeira das nove faixas, Os Pedrero trazem o hardcore O Motoqueiro Doido para o universo infantil, retomando o espírito do projeto, tão bem entendido por Pato Fu e por Jimmy.

Resenha de CD – Título: Pum! – Artista: Vários – Gravadora: Deckdisc

Cotação: * * 1/2

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A volta do Faith No More

Mondo Pop – 13/10/2009 – Por Fabian Chacur

Em novembro, o Faith No More será um dos destaques do festival Maquinaria, em São Paulo. A banda, que estava há onze anos longe do cenário roqueiro, voltou com força total, e deixa expectativa de mais um ótimo desempenho aqui no Brasil, onde já se apresentaram três vezes, sendo a primeira, durante o Rock In Rio II, inesquecível. Como forma de comemorar esse retorno, a Warner colocou no mercado a coletânea The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection, que apesar do título bem-humorado típico da banda, é de fato muito boa, e equivale a um ótimo resumo do trabalho dos caras. O CD um inclui 18 faixas extraídas dos cinco álbuns que a banda americana lançou entre 1987 e 1998. A original mistura de heavy metal, rap, progressivo, pop e o que mais pintasse do grupo continua soando potente e instigante. Mike Patton, cuja entrada na banda significou seu crescimento em termos artísticos e comerciais, tem uma voz forte e versátil, capaz de ser atrativa tanto em rockões como From Out Of Nowhere como em um certeiro cover de Easy, sucesso dos Commodores nos anos 70. Aliás, a capacidade do Faith No More em não criar barreiras para si próprio explica o porque a banda fez tantas coisas bacanas nesses onze anos cobertos por esta compilação. The Real Thing, From Out Of Nowhere, o megahit Epic, We Care a Lot, Kindergarten, Be Agressive, Midlife Crisis, é muita música legal. O segundo CD inclui dez músicas extraídas de lados B de singles, das quais as mais legais são a vigorosa Hippie Jam Song e a releitura ao vivo de This Guy’s In Love With You, de Burt Bacharach e hit na voz de Herb Alpert.

Perfil de uma Estrela

Blog Acordes – 13/10/2009 – Por Toninho Spessoto

Marina Elali é um exemplo perfeito de trajetória bem planejada. Ela sempre quis ser cantora profissional, reconhecida por seu talento, e se preparou para tanto. Teve educação musical sólida – estudou na Berklee, a melhor escola de música do mundo, situada em Boston – e jamais deixa de se aprimorar. Mais uma prova disso está no seu primeiro DVD (e terceiro CD), Longe Ou Perto, gravado em shows no Estádio Machadão, Natal, e no Teatro Rival Petrobrás, Rio de Janeiro, com direção musical e arranjos de Lincoln Olivetti e direção geral de Roberto Carminati. As canções dos dois espetáculos vêm mescladas no DVD. Da apresentação em Natal entraram as mais dançantes. O material romântico ficou para o show do Rio, mais intimista. Em ambos os casos Marina Elali dá um banho de capacidade vocal e carisma. Intérprete afinadíssima e de sensibilidade, emociona em canções como Atrás da Porta (Chico Buarque/Francis Hime), Você (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) e Lovin’ You (Minnie Ripperton/Robert Rudolph), sendo que nesta não só alcança o agudo de Minnie Ripperton no registro original como o aprimora, aplicando novos matizes. Ela empolga também em números dançantes como Mulheres Gostam (Manuca Almeida/Alexandre Leão), a versão remix de One Last Cry (Brian McKnight/Melanie Barnes/Michael Barnes) e À Francesa (Claudio Zoli/Antonio Cícero). Um dos momentos de maior emoção é Eu Vou Seguir (versão de Marina e Dudu Falcão para Reach, de Diane Warren e Gloria Estefan). Marina Elali recebe como convidados especiais Dominguinhos (acordeom em All She Wants, versão dela e Katnleen Furjanic Rey para O Xote das Meninas, de ZéDantas (avô da cantora) e Luiz Gonzaga) e o cubano Jon Secada (em Lost Inside Your Heart, dele, gravada em estúdio). Como extras os clipes de Eu Vou Seguir (feito em São Paulo), Estoy Enamorado (salsa de Yegor Gomez, Thiago Amorim e Jeová de Carvalho, que Marina canta com a banda Capim Cubano, com imagens registradas em Florianópolis) e a versão remix de All She Wants. Há também dois documentários: Marina Elali, sobre a trajetória da cantora, e Um Dia e Meio com Marina Elali, que mostra os preparativos e a rotina antes de um show. Marina Elali é uma artista completa. Grande trabalho.

Site: www.marinaelali.com  

 MARINA ELALI – Longe Ou Perto – Edição Especial c/ DVD e CD MEM/Som Livre.

Disco nacional de ‘Viver a Vida’ já está no forno

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Com a autorização de Roberto Carlos para a inclusão no CD da gravação da música inédita A Mulher que Eu Amo, feita pelo cantor em seu próprio estúdio, a Som Livre já dá os retoques finais no disco que reúne a trilha sonora nacional da novela Viver a Vida. Nas lojas até o fim deste mês de outubro de 2009, o CD tem 18 faixas. Eis, na ordem do disco, as músicas da variada trilha sonora:

1. A Mulher que Eu Amo – Roberto Carlos

2. Até o Fim – Maria Bethânia

3. Mar e Sol – Gal Costa

4. Sei Lá, a Vida Tem Sempre Razão – Tom Jobim, Miúcha e Chico Buarque

5. Shimbalaiê – Maria Gadú

6. Esconderijo – Ana Cañas

7. Migalhas – Simone

8. Gostava Tanto de Você – Tânia Mara

9. Deve Ser – Jorge Vercillo

10. Gospel – Raul Seixas

11. Caminhos Cruzados – Milton Nascimento & Jobim Trio

12. Sucedeu Assim – Tom Jobim

13. Vem pra Cá – Papas da Língua

14. Partido Alto – Cássia Eller

15. Pra Ser Amor – Ricky Vallen

16. Faça um Pedido – Dalto

17. Chica Chica Boom Chic – Bebel Gilberto

18. Baby de Babylon – Lulu Santos

Fame versão 2009 toma de goleada do original

Mondo Pop – 13/10/2009 – Por Fabian Chacur

O estouro do filme Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado à Noite, 1977) e de sua explosiva trilha sonora levou os executivos de gravadoras e empresas cinematográficas a investirem forte em musicais a partir daí. Todos queriam o seu Fever. Fame (Fama, 1980), dirigido por Alan Parker (o mesmo de The Wall e The Commitments-Loucos Pela Fama), foi uma dessas tentativas, e uma das melhores. Se não chegou aos pés da magia de Travolta e os Bee Gees, ao menos apresentou uma história convincente (da passagem de uma turma por todo o curso de uma escola superior de música) e uma trilha agradável. Desce a cortina. Quase trinta anos se passam. Agora, os estúdios novamente investem em musicais impulsionados pelo sucesso de High School Musical, filme que pegou a garotada em cheio e revitalizou o gênero, embora obviamente sem a qualidade de Fever. Na busca de novas fórmulas de sucesso, surgiu a idéia de um remake de Fame, que acaba de chegar às telas. Com ele uma nova trilha sonora, com o título Fame Original Motion Picture Soundtrack e lançado pela Universal. Da versão original, só sobraram duas músicas, a faixa título e Out Here On My Own. Enquanto em 1980 a cantora Irene Cara, bem na cola de Donna Summer (a maior estrela da época), até esboçou uma subida ao estrelato que não se confirmaria nos anos seguintes, agora a bola da vez é a jovem Naturi Naughton. E consegue ser pior do que Cara. Fame, a música, ganhou fraco arranjo electro e não agrada, enquanto a balada Out Here On My Own ficou inferior até mesmo à versão da então criança Nikka Costa. E a voz de Naturi é igual à de centenas de cantoras de r&b americanas. O resto da trilha sonora se divide em dois blocos. Um traz composições inéditas de vários autores, especialmente Raney Shockne, conhecido por escrever trilhas para a televisão, e Damon Elliott, filho de Dionne Warwick e com trabalhos assinados para Beyoncé Knowles e outras do mesmo naipe. Eles tentaram investir na sonoridade do rhythm and blues e do electro moderno, com um resultado não muito emocionante. A rigor, salvo a sacudida Big Things, que leva a assinatura de Elliot. A outra parte traz releituras de clássicos da música pop americana, como I Put a Spell On You, gravada com sucesso por Screamin’ Jay Hawkins e Creedence Clearwater Revival, e os standards Someone To Watch Over Me e You Took Advantage On Me. As regravações também não acertam o alvo. Pode ser que, vistas no filme, as músicas soem melhores, mas as do Fame original independiam disso. Especialmente a balada Is That Okay That Call You Mine?, interpretada pelo então moleque Paul McCrane, hoje mais conhecido por sua atuação no seriado televisivo I.R. . Aliás, a cena dele cantando essa música no Fama original é uma das mais sentimentais e solitárias da história do cinema. Arrepiante!

Kit de DVD e CD reaviva auge do Duran em Rio

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Grande álbum de 1982 que projetou o tecnopop new romantic do Duran Duran, Rio permanece como marco áureo da trajetória da banda. É este auge que é revivido com o registro ao vivo de um concerto feito pelo grupo naquele ano, no Hammersmith Odeon, em Londres. Ora lançado no Brasil pela EMI Music em edição dupla que agrega CD e DVD, Hammersmith ‘82! – Live rebobina dez números do show. Com exceção da introdução do show, o CD toca as mesmas dez músicas exibidas no DVD. Mas o DVD apresenta também seis clipes filmados a partir do repertório de Rio. Típicos dos anos 80, os vídeos de My Own Way, Hungry Like the Wolf, Save a Prayer, Lonely in your Nightmare, Rio e The Chauffeur mostram como o tecnopop do Duran Duran também se beneficiou da criação da MTV – e do consequente nascimento da era do videoclipe – com estética visual própria que também pode ser conferida nas duas apresentações do grupo no programa de TV Top of the Tops que são exibidas nos extras do DVD. Tiragem do kit é de 1,5 mil cópias.

Teresa e Semente gravam segundo DVD no Rio

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Teresa Cristina e o Grupo Semente vão gravar seu segundo DVD em show agendado para 27 de outubro de 2009, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ). Sucessor do álbum de estúdio Delicada (2007), o registro ao vivo vai ser o quinto título da discografia da cantora com o grupo. O primeiro DVD, O Mundo É meu Lugar, foi gravado no Rio em 2005 e editado pela Deckdisc.

Novo CD de Rufus Wainwright

Blog Acordes – 13/10/2009 – Por Toninho Spessoto

O norte-americano Rufus Wainwright tem ótimo gosto musical e presença cênica impactante. Neste DVD, gravado ao vivo em Milwaukee. Wisconsin, em agosto de 2007, o cantor e compositor interpreta temas de todos os seus discos. São canções que vão do pop a música com influências de vaudeville, passando por um tributo a Judy Garland. Entre os temas Release the Stars, Rules and Regulations, The Art Teacher, Between My Legs, A Foggy Day e Get Happy. Como extra, imagens de bastidores.

 RUFUS WAINWRIGHT – Milwaukee At Last!!! – Decca/Universal

174 minutos, áudio em Dolby Digital 5.1 e 2.0. – Região 0.

Site: www.rufuswainwright.com.

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Bia conta belas histórias de Braguinha em DVD

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Cantora e compositora – que faz trabalho educativo voltado para as crianças, Bia Bedran é uma exímia contadora de histórias. No DVD Histórias de um João de Barro, editado pela Rob Digital, Bedran celebra a parcela infantil da obra de Braguinha (1907 – 2006), o versátil compositor que também foi conhecido como João de Barro. O DVD exibe o belo espetáculo gravado ao vivo no Teatro Villa-Lobos, no Rio de Janeiro (RJ). No DVD, a artista conta sete histórias extraídas da coleção Disquinho, criada por Braguinha na década de 40, ao assumir a direção artística da extinta gravadora Continental. Com direção musical de Ricardo Medeiros, Bia conta histórias como Festa no Céu e O Gato de Botas, entoando também as canções compostas por Braguinha para suas adaptações desses contos infantis. A novidade é que, no meio das histórias, são inseridos sucessos do compositor fora do universo infantil. Entre eles, Carinhoso, As Pastorinhas, Balancê e Laura. Um merecido tributo a Braguinha!!!

FESTIVAIS E FEIRAS 

 O mundo é na Paraiba

Music News – 13/10/2009 – Por Bruno Nogueira – Pop up! 

João Pessoa (PB) – É bastante comum aos festivais – sejam independentes ou de grandes corporações – concentraem o evento em torno dos próprios artistas. O que significa um público que vai para assistir aos shows e sem muitas opções além disso. Em sua quinta edição, o Festival Mundo, que encerrou no último fim de semana na Paraiba, conseguiu re-pensar seu modelo e dobrar a frequência em relação aos anos anteriores concentrando o formato não nas bandas, mas no próprio público. Essa era a primeira impressão ao caminhar pelo espaçoso centro cultural da Usina Energisa, no centro da cidade. Existia muitas opções de circulação e socialização que não envolviam assistir aos shows. A música se transformou no fio condutor para as pessoas se encontrarem e se conhecerem, sem a obrigação dos fãs de algum gênero terem que assistir obrigados a outras atrações. Uma opção acertada, considerando que o festival reuniu samba rock, hip hop, heavy metal, música regional e jazz durante as duas noites que aconteceu. Entre as atrações, o Festival Mundo conseguiu apresentar novos nomes locais que já tem uma apresentação coerente o suficiente para levar a música da cidade para novos destinos. Cerva Grátis e Nublado chamam atenção em melodias simples e presença espirituosa de palco. A mais nova de todas, Blue Sheep, conquistou pela curiosidade de ver três garotas na faixa dos 18 anos fazendo rock que puxava referências de Jimmy Hendrix a Juliette and the Licks. Viraram a revelação do festival. A segunda noite teve um encontro incendiário dos dois nomes mais promissores atualmente no rock independente. Black Drawing Chalks (GO) e Amp (PE), decidiram juntar o peso das guitarras em uma apresentação conjunta, com tanta energia que a técnica de som não se sentiu segura em continuar o show após a quinta música. Problema que o festival contornou oferecendo um segundo show das duas, horas mais tarde, no Espaço Mundo, que eles mantem no centro cultural da cidade. Boa parte do público seguiu para lá, sem se preocupar que o sol anunciava a chegada da segunda-feira. Apesar da diversidade na programação, foi possível ver que as bandas que carregam uma brasilidade no som ainda são as que conquistam melhor o público. O local Chico Côrrea, junto com Guizado (SP) e o Mundo Livre S/A (PE), fizeram os melhores shows do evento. A primeira é quase uma versão eletrônica para o que se escuta na música do Cabruêra, que tem ex-integrantes em sua formação. Já o Guizado, projeto jazzistico de Guilherme Mendonça, despertou mais curiosidade que dança entre o público. O Mundo Livre S/A quase não deixou perceber o desfalque de um tecladista a menos no palco. Fizeram um show que mostra que o fervor político que marcava as apresentações de Fred 04 estão dando cada vez mais lugar as melodias dançantes. O repertório foi todo com base na coletânea “Combat Samba”, então foi do início ao fim, uma apresentação só dos principais sucessos dos representantes do manguebeat. Nas inéditas, que segundo a banda estarão em um disco a ser lançado em breve sob produção do Dudu Marote, a amor imperava.

 Cobertura feita para o jornal A Tarde, de Salvador.

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6º PMW Rock Festival e o cenário do rock alternativo

Music News – 13/10/2009 – Por Abrafin

O “6º PMW Rock Festival” já está dobrando a esquina! Faltam 36 dias. Foram dois meses de um trabalho intenso para decidir a programação do evento e finalmente já está fechada a grade de bandas que se apresentarão no festival. Serão 26 bandas esquentando o palco durante os dias 13,14 e 15 de novembro. Veja mais aqui. No total, já aconteceram cinco edições do PMW Rock Festival, e de lá pra cá muita coisa mudou, e pra melhor. É fato que o cenário do rock em uma região do norte totalmente mediada por outros ritmos como forró, sertanejo e brega, não tinha uma cultura forte enraizada no rock, mas isso era antes. A realidade que nos cerca hoje é bem diferente, e essa mudança só aconteceu por meio da iniciativa de pessoas que acreditaram no que faziam e apesar das dificuldades não deixaram de concretizar suas idéias. Há cinco anos, quando o evento PMW ainda era uma tentativa de realizar um festival de rock, tudo era diferente, da estrutura ao público. Mas, a cada festival realizado, as coisas foram se modificando, as estruturas melhorando, o público crescendo, o número de bandas se multiplicando e uma cadeia produtiva foi se formando.

Atualmente, pode-se afirmar que o Tocantins tem rock nas veias, e junto com ele bons festivais, prova disso é que estamos aí, indo para nossa sexta edição com a apresentação de 26 bandas, destas, 11 nacionais e 15 tocantinenses. Fazer parte da cadeia de rock alternativo do Tocantins é motivo de orgulho para todos que se envolvem nesse cenário, a cada festival, a cada banda, a cada estúdio ou estabelecimento alternativo que se abre, a cada edição do PMW Rock Festival, entendemos que a nossa trajetória não foi em vão. O PMW sempre trabalhou com esse intuito, ver o rock crescer e se desenvolver no Estado.

Colocar o Tocantins no mapa e legitimar uma cultura alternativa sempre foi o empenho do nosso trabalho, pois o festival PMW é muito mais do que um acontecimento cultural de três dias, é uma iniciativa que mobiliza, movimenta e divulga o nome do Estado no cenário alternativo nacional.

3 nomes novos no XV Goiânia Noise Festival em Parceria com Edital Fora do Eixo

Music News – 13/10/2009 – Por Abrafin

Neste ano, o Circuito Fora do Eixo, numa iniciativa inédita no seguimento, lançou um edital para circulação de bandas em parceria com os festivais filiados a ABRAFIN. E o XV Goiânia Noise Festival não poderia ficar de fora, e selecionou 3 bandas que mostram a abrangencia e as força do circuito.

Neste ano, o Circuito Fora do Eixo, numa iniciativa inédita no seguimento, lançou um edital para circulação de bandas em parceria com os festivais filiados a ABRAFIN. E o XV Goiânia Noise Festival não poderia ficar de fora, e selecionou 3 bandas que mostram a abrangencia e as força do circuito.Então vamos lá, mais 3 bandas confirmadas para XV Goiânia Noise Festival / Brasil Central Music Conference, escute e se prepare para os shows:

Rinoceronte (Santa Maria – RS) – http://www.myspace.com/rinoceronterock

70’s rock, Wolfmother, Black Keys, Rose Hill Drive, são as referencias da mais nova foçar rockeira do interior do Rio Grande do Sul.

Mini-box Lunar (Macapá – AP) – http://www.myspace.com/miniboxlunar

Psicodelia Brasileira, sons do Norte do Brasil, Jupiter Maçã, Pinduca, Rita Lee, na primeira participação de uma banda do Amapá no Goiânia Noise Festival. A banda é tida pela mídia especializada como uma das grandes apostas do “pop” (bem entre aspas nacional).

Devotos (Recife – PE) – http://www.myspace.com/oficialdevotos

Lendária banda de Recife – PE. 20 anos de estrada, tour Européia na confirmada para o início em 2010. Cannibal, Neilton e Celo Brown seguem firmes rodando quase todos os festivais independentes do país. Punk Rock, Hard Core lá no alto Zé do Pinho, é do caralho!

TECNOLOGIA 

Serviços do Google correspondem a 30% do tempo gasto por brasileiros na web

IDG NOW! – 13/10/2009 – Por Redação

Busca, mapas, Orkut e YouTube levam índice de uso do Google a quase 30% no Brasil e na Índia – 3 vezes mais que a média mundial, diz comScore. A preferência dos brasileiros por serviços de busca, vídeos, mapas e rede social do Google faz com que 29,8% do tempo de navegação dos internautas no Brasil seja gasto em sites do buscador, segundo dados da consultoria comScore divulgados nesta segunda-feira (14/7). O Brasil é o líder entre os países que mais usam serviços do Google, representando mais de três vezes a média mundial de 9,4% de participação do buscador, afirma a consultoria. A preferência brasileira pelo buscador criado por Larry Page e Sergey Brin é detectada também na Índia, cuja fatia de navegação destinada ao Google é de 28,9%. O terceiro posto é ocupado pela Irlanda, com pouco mais da metade (15,9%) do tempo gasto no Google pelos internautas do Brasil e da Índia. Os números são consequência do sucesso que serviços do Google experimentam em quase todas as categorias em que atuam nos dois países e refletem uma coincidência entre a popularização de banda larga nos países e a ascensão do Google. Segundo o diretor da comScore América Latina, Alex Banks, o desenvolvimento da infra-estrutura para acesso e investimento online tanto no Brasil como na Índia aconteceu simultaneamente ao Google ganhando relevância no mercado de buscas. Posteriormente, a dominação das buscas, segundo Banks, foi replicada em outros serviços.

YouTube alcança marca de 1 bilhão de vídeos reproduzidos por dia

IDG NOW! – 13/10/2009 – Por Redação

O YouTube alcançou a marca de 1 bilhão de visualizações por dia, segundo nota divulgada no blog do serviço de vídeos online do Google. Para comemorar o feito, os criadores modificaram o logotipo do site, adicionando um “1 billion views per day!” (1 bilhão de visualizações por dia, em inglês).

Há três anos o Google comprou o YouTube por 1,65 bilhão de dólares.

Na última terça-feira (6/10), o presidente da empresa de buscas, Eric Schmidt, admitiu que pagou 1 bilhão a mais do que o site de vídeos valia na época.

SHOWS 

Sem Ben Jor, o roteiro de ‘Vagarosa’ evoca Ray

Blog Notas Musicais – 13/10/2009 – Por Mauro Ferreira

Ao fim da boa estreia carioca do show de lançamento do segundo álbum de Céu, Vagarosa, houve quem gritasse na pista do Circo Voador para que a cantora fizesse no bis a releitura psicodélica de Rosa Menina Rosa, tema de Jorge Ben Jor, lançado em 1963 pelo compositor no seu primeiro LP, Samba Esquema Novo. Mas os pedidos foram em vão. Na ausência do guitarrista Fernando Catatau, convidado que não chegou a tempo por estar tocando em show de Otto, a cantora – em foto de Mauro Ferreira – preferiu reviver no bis duas músicas de seu primeiro álbum (Céu, 2005). O belo samba Bobagem e Ave Cruz finalizaram o show iniciado já na madrugada deste sábado, 10 de outubro de 2009. Não teve o samba de Ben Jor. Em contrapartida, Céu evocou a figura de Ray Charles (1930 – 2004) ao trazer para o universo do reggae um tema, Its Take Two to Tango, gravado por Ray em 1961 em dueto com a cantora de jazz Betty Carter (1929 – 1998). Parceria de Al Hoffman com Dick Manning, Its Take Two to Tango é de 1952, tendo sido gravada neste ano por Louis Armstrong (1901 – 1971).

Verônica Sabino lança DVD com show no Rio

Ziriguidum – 13/10/2009 – Por Beto Feitosa

Verônica Sabino faz show no Teatro Rival BR nessa terça-feira, 13 de outubro, a partir das 19h30. A apresentação ganha participações especiais do cantor e compositor Leoni e do grupo vocal BR6, com quem Verônica estreou parceria há pouco tempo. No show Verônica apresenta o repertório de seu primeiro DVD, Que nega é essa, relembrando alguns de seus sucessos como Tudo que se quer, Lágrimas e chuva e Todo sentimento. Também apresenta composições próprias e releituras para músicas de Jorge Benjor, Chiquinha Gonzaga, Vitor Ramil e Cartola. O Teatro Rival Petrobras fica na Rua Álvaro Alvim, 33/37, na Cinelândia (centro do Rio). Informações pelo telefone (21) 2240.4469.

Visite o perfil de Verônica Sabino em MPB.com: www.mpb.com/veronicasabino

Visite o site de Verônica Sabino: www.veronicasabino.com.br

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EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS 

Florence vai trazer Gemini

Music News – 13/10/2009 – Por Música e Mercado

Para os fãs da marca Gemini, aí vai uma boa notícia: a Florence Music passou a distribuir a marca em todo o território brasileiro. A marca aposta em tecnologia avançada e preço justo para superar a crise e combater a pirataria. Segundo a Gerente de Marketing da Florence Music, Renata Gomes, a distribuidora está satisfeita por ter sido escolhida por uma marca tão importante como a Gemini. “Estamos muito honrados por termos sido escolhidos como novos distribuidores no Brasil e, sobretudo, por atingir um novo público”. De acordo com Renata, a vinda da Gemini para seu portifólio não poderia acontecer em melhor hora. “Ela chega, justamente, em um importante momento da história da Florence e do mercado, sobretudo, pela energia e dinamismo que a marca inspira”, diz. Distribuidora de diversas marcas, a Florence Music ainda não dispunha de uma marca especializada em equipamentos de DJs. “A marca chega para agregar ainda mais valor ao mix de produtos da Florence, e é, sem dúvida, o diferencial ideal para oferecer ainda mais oportunidades para nossos clientes e parceiros”, completa Renata.

Pearl 100% Brasil

Music News – 13/10/2009 – Por Música e Mercado

Marca japonesa muda estratégia e abre escritório próprio no País Foram meses de especulação sobre a saída da Pearl da Pride Music, uma das mais conceituadas importadoras do Brasil e detentora de marcas de grande calibre para o mercado nacional. A notícia, entretanto, é oficial: a Pearl abre escritório em joint venture com Saad Romano, proprietário da GR Music/Turbo Percussion. No segundo semestre de 2008, a Pearl demitiu Eduardo Martinez, responsável pelas operações latino-americanas da Pearl. Para esta função, Tak Isomi, vice-presidente da empresa, chamou o brasileiro Alessandro Bisetto. Com ampla experiência no mercado de baterias, Bisetto foi, entre outros, o responsável pela expansão da Pearl no Brasil nos anos 90, quando atuava na Brazil Percussion, importadora da marca naquele momento. De fato, o mercado era diferente e a oferta dos produtos asiáticos no País era menor. Entretanto, havia outros competidores páreos para a Pearl. A marca brilhava e era o sonho de consumo de nove entre dez bateristas. Mesmo sendo reconhecida internacionalmente, o intenso trabalho realizado na ocasião foi destaque e até se produziu um comercial de televisão estrelado por Igor Cavallera para ser transmitido pela MTV. Na brasileira RMV, Bisetto foi encarregado da exportação e, junto com a diretoria e o baterista Mauricio Leite, pelo desenvolvimento de novos produtos. De volta a 2009, a questão a se considerar é que se a Pearl trocou seu gerente latino-americano não foi para manter o mesmo volume de vendas que vinha sendo praticado. Obviamente, o recado foi entendido e os pedidos subiram em toda a América Latina. Mas não era só isso: a empresa também buscava uma nova postura para a imagem da marca. Depois de sete anos investindo no mercado europeu, passou a priorizar o continente sul-americano. Um mundo competitivo pede uma estratégia que os americanos chamam de mind share (meio de medição informal baseado em conversas, menções ou referências sobre um produto) e aumento de brand-awareness (reconhecimento da marca), e Bisetto tinha dados e conhecimento por ter participado diretamente das ações da Pearl antes.

Gibraltar se reposiciona no Brasil

Music News – 13/10/2009 – Por Música e Mercado

Ao longo de mais de uma década atuando como importadora de acessórios, a Musical Express conseguiu ganhar mercado por meio de uma estratégia que é o foco de todas as importadoras: trabalhar uma marca com exclusividade. Ter esse privilégio não é tarefa fácil. Além de precisar enfrentar as concorrentes, também habituadas a negociar representações, e ávidas para ganhá-las, o plano de negócios apresentado à filial precisa ser impecável e ter o diferencial que o destaque frente a todos os outros. Foi seguindo essa linha que, nos últimos anos, a Musical Express garantiu a distribuição exclusiva das marcas D´Addario Strings, Planet Waves, Evans, Rico, D’Addario Bowed e HQ Percursion, uma gama de marcas expressivas que fabricam milhares de acessórios para instrumentos. A novidade é que a Musical emplacou mais uma: desde 1º de agosto representa a Gibraltar no Brasil, uma das principais empresas do mundo em ferragens para baterias. O interesse na marca era antigo, como explica o diretor da Musical Express, Antonio Tonelli: “Trata-se da empresa com o melhor mix de produtos para percussão, desde um simples parafuso até os melhores racks para bateristas exigentes. A Gibraltar não só tem o melhor mix como também é reconhecida internacionalmente pela alta qualidade de seus produtos”.