Bem vindo ao Cultura Digital.
Este é o meu primeiro post. Comecei a blogar!
Desde o início de nossa civilização o homem teve que criar e encontrar soluções para sobreviver. E ele foi utilizando a natureza, observando ao seu redor, criando instrumentos, transmitindo sua cultura e aprendendo com os demais.
O homem garantiu a sua sobrevivência na Terra, dominou-a e construiu sua cultura através da sua ação. Dessa forma, conseguiu encontrar soluções às suas necessidades e fragilidades, pois não éramos nem os mais rápidos, nem os mais fortes, nem os mais capazes. Outro fato da imperfeição humana é que nascemos indefesos. Contudo essa fraqueza se transforma em força. Nós somos os únicos animais que precisam de aproximadamente uns dez anos de assistência para termos condições de sobreviver e, além das características hereditárias e instintivas, recebemos o saber cultural dos adultos. Aprendemos com todos e com tudo, a todo o momento na família, escola, entre amigos, grupos diversos, meios de comunicação, internet…
As tecnologias são instrumentos, meios, fundamentais para a mudança na educação. São muitas as informações, avanços, novidades, tecnologias, visões, e por isso mesmo, as pessoas precisam ser competentes, éticas, confiáveis, criativas, inovadoras, qualificadas para conviver numa sociedade cada vez mais exigente e tecnológica.
E chegamos a este mundo da modernidade científica e tecnológica, criado pelo homem. Resta saber agora, o que fazer com tudo isso? Se o homem utilizar essa modernidade para o próprio homem, egoisticamente, sem ter uma visão ampla do mundo em que vive, do ecossistema como um todo, de conviver com os demais, vai sucumbir. Lembra lá do início da civilização que por causa de nossas fragilidades e dos problemas surgidos na natureza, tivemos que encontrar soluções e agir, nos agrupar, transmitir cultura aos demais… E o ciclo continua.
É necessário haver esta integração do humano com o tecnológico, com a natureza, com o homem, com os animais, assim como aconteceu lá nos primórdios da nossa existência, quando o homem já com a sua postura ereta, mãos e braços livres e cérebro volumoso, criou um instrumento fascinante para sobreviver, que foi o arco e a flecha. O arco permanece com o atirador. A flecha pode ser substituída. A tecnologia já estava lá, de forma criativa.
Este mundo da modernidade científica e tecnológica pode contribuir para o desenvolvimento da democracia, da moralidade, das relações entre as pessoas e da civilização, desde que una as pessoas em projetos de cidadania participativa, possibilite a autoria na produção cultural, em todas as suas dimensões, numa educação inovadora humanista, visando o bem da humanidade, respeitando o ambiente e todos os seres que habitam nosso planeta e valorize o conviver.
“(…) Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.”
Carlos Drummond de Andrade