Microdicionário de Cultura de Rede, Digital e Colaborativa (peças para um)

Ação cidadã em rede – espaço da construção da cultura p2p, a cultura de rede, dos que colaboram, produzem e compartilham.
Autonomia – possibilidade de autonomia de uma sociedade nova, orientada pelos interesses do comum em vez dos do mercado ou de estados ortopédicos.
Cidadania digital – acesso e uso autônomo das possibilidades expressão (upload) e fruição (download) simbólicas via internet. Participação na cultura contemporânea.
Comunicação do comum – antônimo de comunicação de mercado.
Conexões Globais – lugar de visibilidade das sinapses das ações em rede.
Cultura digital – uso não passivo/consumista/funcional dos meios digitais, mas autônomo, criativo, estético, ético e político.
Democracia real – cultura digital, colaborativa, serve para aprofundar e dar mais consistência à democracia institucionalizada, representativa.
Diagonalismo – encontro dos pontos positivos entre as estruturas verticais com as horizontais.
Digitalógico – Digital e analógico (movimentos, ações, presencialidades, para além da falsa dicotomia entre eles).
Diversidade cultural – a cultura digital destampa a diversidade cultural homogeneizada pelos meios de reprodução dos interesses de lucro e sua visão de mundo. Em construção permanente – a cultura digital não “é”, mas sim um ir-sendo (dá-lhe Ortega y Gasset). E neste ir-sendo, também vai fazendo o futuro como projeto, a partir do uso não heterônomo e consumista dos produtos da tecnologia.
Era do E – era das conjunções, das convergências, das superações dos binarismos 1 ou 2 e das dicotomias digital x analógico, real x virtual.
Estado|mercado|comum – diferenciação das três instâncias da vida pública contemporânea (Michel Bawens), sendo que esta última emerge com força com o uso da internet. Hoje se pode falar em estado|mercado|comum, cada um deles com seus valores, sua cultura, suas formas de legitimação da arte, sua comunicação, seus interesses. Quanto mais o comum se aproximar do Estado, mais possibildiades de seus valores (colaboração/desconcentração/distribuição/diversidade/copyleft/sustentabilidade) ganharem espaço, diminuindo a influência histórica do mercado (e seus valores, como apropriação/acúmulo/copyrights/lucro) sobre ele.
Estado-rede – colaborativo, que diminua a distância entre os governos e a sociedade. Nem ortopédico (achatador das subjetividades), nem ausente (ao Deus dará do mercado e suas mil mãos invisíveis).
Prossumidores – em vez de passivos consumidores (a massa), ativos cidadãos em rede (o comum), programadores de seu próprio projeto vital.
Reencantamento para a política – a cultura colaborativa é o antídoto para a ideia pessimista dos conservadores de que o homem é o lobo do homem. Reorientação da política para a utopia como lugar a ser construído, em vez de desde já inexistente, segundo a pobre lógica dos realistas.
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