Comunidade | Participamos do Urban Thinkers Campus!

palestra LuanNo painel sobre Tecnologias Abertas e Juventude, do evento Urban Thinkers Campus Recife (que ocorreu de 24 a 27/11), contei um pouco das experiências que temos tido nesta ocupação LabCEU e na anterior, a “Criando Personagens com Softwares e Hardwares Livres“, que ocorreu no primeiro semestre de 2015.

marthaParticiparam da mesa também o jornalista Thiago Carrapatoso (SP), um dos fundadores da Casa da Cultura Digital e do Movimento BaixoCentro, ambos em São Paulo, e Martha Njeri Chelimo, membro da Global Innovation Gathering e fundadora da The Dev School – uma escola de codificação em Nairobi (Quênia).

O Urban Thinkers Campus é uma iniciativa da campanha urbana mundial da ONU-Habitat, concebida como um espaço crítico e aberto para a troca entre pessoas que acreditam que a urbanização é uma oportunidade para uma transformação positiva, bem como para o desenvolvimento sustentável. Ainda, é um fórum destinado a simular soluções para o futuro urbano e construir um consenso entre os parceiros envolvidos com os desafios da urbanização.Labceus equipe

Comunidade | Entrevista com o Luan!

O Luan é participante da ocupação LabCEU “Criando Jogos Livres em (com) Comunidade (s)!“. Nesta entrevista, ele nos conta um pouco de sua experiência construindo um jogo inteiro com software livre e como diversas iniciativas de colaboração dentro da comunidade do programa Blender 3D foram fundamentais nesse processo. Também diz como percebe o mercado de jogos digitais e as políticas públicas de sua cidade voltadas para criação e empreendedorismo, além de comentar como está se articulando com parceiros e com ações de financiamento coletivo (crowdfunding).

Como o video é um pouco longo, abaixo disponibilizamos uma decupagem simples:

– 01:10 – Sobre usar Software Livre para fazer Jogo (ele já havia usado engines proprietárias antes, mas nunca software livre)
– 03:08 – Sobre o Jogo e Mercado de jogos
– 04:50 – Comunidades de Compartilhamento
– 05:45 – Parcerias e… Hobby ou Profissão?!
– 07:10 – Crowdfunding
– 09:36 – Políticas Públicas para Criação em Sertãozinho
– 10:06 – Agradecimento ao LabCEU
– 10:58 – Exemplos de Elementos Construídos pro Jogo (rascunhos, menus, cenários, ferramentas, objetos)

Desenvolvimento | Publicamos no Blend Swap!

blend_post_certoNosso jogo, o “Ghost Robot (GAME)” já foi publicado, em formato de edição (.blend) na comunidade virtual Blend Swap. Ou seja, foi compartilhado com o mundo todo, através do perfil “labceujogos”.

20151112_165301_contEle foi analisado pelos mediadores. Assim, recebemos avisos sobre vários bugs que precisam ser resolvidos antes do projeto ficar disponível para qualquer pessoa baixar. Hoje, faremos upload de uma nova versão, onde consertamos alguns erros, além de termos incluído efeitos sonoros, animações das plataformas e de uma mola que empurra o personagem, além de um inimigo, completamente novo!

20151113_165859_post20_11Atualizamos o HUD, apresentando corações que indicam as vidas; para isso tivemos que inserir novos blocos de lógica, para contar vidas, pontos, etc. Em uma das fases de Puzzle, incluímos um martelo que interage com o personagem. Além disso, também criamos tipos de livros diversos para serem coletados, e que dão bônus diferentes da pontuação convencional.

TelaMuito mais precisa ser criado. Nas últimas semanas, várias contribuições novas surgiram no Lab, todo mundo criando junto, uma agitação danada! Debatemos sobre que novos desafios e personagens podemos inserir dentro da saga do Robot e algumas caracteristicas mais profundas de sua estória. O arquivo da nova versão está aqui. Para experimentar, pegamos alguns elementos de outras produções, como uma das músicas da trilha do jogo Mário Bros, que toca ao fundo, em várias fases. Já quando o personagem toca o livro vermelho, por exemplo, ouvimos um “plim plim plim”, que foi cantado por um de nós e gravado com um celular. Quando o personagem não se apóia na plataforma e cai, ouvimos um “uéuéuéééééu, de novo!” – também dito e gravado por nós -, e a fase reinicia.20151113_163018_contTodos esses percursos de criação ultrapassarão o período desta ocupação, que está chegando ao fim. Mas nosso intenso e contínuo exercício de superar esses desafios de expressão, coletivamente, foi inesquecível.

Viva o LabCEU Sertãozinho o/

Comunidade | Texturas da Pixar em Creative Commons 4.0

20151029_181222_textura_todosAqui, a Pixar disponibiliza, nos fóruns da comunidade RenderMan, uma coleção de texturas usadas em suas produções. No total a coleção agrega 128 diferentes texturas que podem ser usadas em qualquer projeto, inclusive com fins comerciais pois a sua licença de uso é a Creative Commons 4.0 de atribuição.

20151030_145256_texturaOutros links sobre bibliotecas de texturas:

20151029_141955_texturaFonte: Repositórios indicados no Blog do Allan Brito.

 

Comunidade | Jogo Independente + Crowdfunding

Como temos conversado sobre financiamento coletivo (crowdfunding) no LabCEU, apresento aqui a referência de um jogo independente brasileiro que arrecadou R$ 258.587,00, através de 6112 apoiadores, em setembro de 2014!

É o “A Lenda do Herói – O Jogo“, criação dos Castro Brothers, cuja campanha foi divulgada pela plataforma Catarse. Ele é inspirado numa série de animações homônima e na insistência do público em ver a série virar jogo.

A trilha sonora do jogo é cantada, mudando de acordo com o que acontece com o personagem. E é narrada, como por exemplo, no jogo “The Stanley Parable“, que o Otávio (11 anos) nos mostrou um dia desses no LabCEU. Os autores pretendem publicar uma página do jogo no Steam Greenlight, que é uma plataforma no Steam para desenvolvedores terem um acesso mais democrático ao processo de publicação dos seus jogos. A ideia é que, após enviado esboços ou vídeos do jogo, a comunidade vota nos que tem interesse em jogar e, se o projeto conseguir votos o bastante, vira realidade.

No vídeo de pré-venda, é possível conferir um pouco da proposta para a trilha sonora, que se relaciona com a narrativa incluindo um pouco de humor:

Comunidade | “Ocupar” é Inspirar a Experimentação do Outro…

20151017_101453_post_26_10Minha atuação como bolsista de ocupação do LabCEUs me faz ressignificar e/ou fortalecer o que sinto sobre o que é amor: uma disposição em acompanhar a experimentação do outro. Uma cartografia. Não estou ali para ensinar técnicas ou conteúdos, mas para criar pontes entre culturas, modos de existência, experiências, desejos, enunciações… entre os medos mais profundos de cada um. E me refazer toda enquanto isso acontece. Provocar um contágio. E abrir a percepção pros caminhos dessa proliferação. Dar visibilidade aos encontros que essas redes vão traçando, conectando recombinações, vivas que são. É isso, estou ali para dar barracos, promover uns escarcéus! Para sinalizar desafios de desenvolvimento que são divertidos simplesmente porque são reais, porque surgem entre afetos, entre amigos, entre amados. Entre gente que é atravessada por investigações semelhantes, que estão “quebrando a cabeça” também. Porque não somos obrigados a resolver nada, na real, mas o convite tem seu caráter irresistível. Talvez pela alegria envolvida em conseguir, pela generosidade de fazer o personagem de um colega voar ao se livrar, literalmente, de um bug. Compartilhamos as risadas, as tensões, os conflitos, as piadas. Uma galera que grita, se joga no chão, dança, se abraça e tira com a cara do outro enquanto faz jogo digital. Já pensou?

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Neste ambiente, presenciei a entrada de um participante novo, que tinham acabado de chegar (já estávamos no terceiro mês de ocupação), que supostamente “não sabia nada”, intensamente dedicado em aprender com os colegas, tratando-os como “grandes mestres”, numa humildade cativante. E que, no fim da mesma tarde, já liderava um projeto – orientando uma equipe de mais 5 pessoas -, agregando parceiros para realizar algo mirabolante e ousado, que ele havia acabado de inventar.

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Sei que no coração de cada participante já há mais coragem em explorar territórios, em transformar realidades, em experimentar processos inusitados. E com muito humor. Isso me emociona profundamente, pois sempre que chego no CEU de Sertãozinho e cruzo o olhar com qualquer um deles, sei que isso existe. Sei que compartilho da responsabilidade por essa alquimia.

20151017_103901_post_26_10Ocupar” não é só dar curso, oficina ou capacitação. É como cultivar uma horta. E, por incrível que pareça, é jogar lenha na fogueira também, questionando. É inspirar a experimentação, seja do que for. Assim, estou ocupando por alguns meses, viajando vários quilômetros toda semana, mas minha ação é passageira. O propósito disso é provocar os participantes a pisar em qualquer território com postura e respeito de ocupador também. E, no caso do CEU de Sertãozinho, a transformarem aquele espaço, continuamente, por vários anos.

É propor desafios de expressão e de percepção que os instiguem a enxergar cada vez mais potencialidades nesse “mangue de desenvolvimento” e em si mesmos. Para que esse ninho (o LabCEU) – que criamos juntos e que sempre tem novos membros e parceiros – seja cuidado, e continue cheio de vida e de morte.

Caso contrário, para os desavisados, são só cabos e placas.

É que os computadores não passam de uma desculpa, um pretexto de encontro. Minha ocupação não é sobre capacitar tecnicamente em computação gráfica (embora os participantes tenham experimentado inúmeros processos, sabendo atalhos e tudo… que muitos profissionais nem conhecem), é sobre ter coragem. De se expor e de mobilizar pessoas para resolver um desafio coletivamente. De reconhecer o outro como um possível parceiro comunitário e de respeitar suas ideias. De discursar (com muita eloquência, inclusive) sobre erros, tentativas, indagações e piadas que surgem enquanto cada um se entrega a um desafio. Para mim, essas atitudes são fundamentais para qualquer articulação comunitária.

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Assim, sinto que o programa LabCEUs está contribuindo para com demandas sociais que poucas iniciativas conseguem dar conta, ou mesmo, chegar perto, sensibilizar.

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Desenvolvimento| Personagem do Jogo do Guilherme…

Através do projeto do Guilherme, que por enquanto se chama “Jogo do Coelho”, estamos aprendendo pra caramba. Em breve, ele fará um post completo sobre o jogo, apresentando elementos do GDD (Game Design Document), como a sinopse, gameplay, as regras, mecânicas envolvidas nos personagens… além de alguns arquivos envolvidos no projeto e outras coisinhas.

TexturaComo membro da comunidade virtual Blend Swap, o Guilherme fez download do projeto “Low Poly Bunny Rabbit (Rigged)”, primeira experiência do autor bertling ao tentar fazer uma modelagem 3D articulada com um esqueleto para animação e com  uma textura que a envolva completamente (rigging e skinning). O arquivo .blend foi disponibilizado sob a atribuição CC-BY, da licença Creative Commons, e está sendo usado na elaboração do personagem principal do “Jogo do Coelho”.

BlocosAqui, disponiblizamos o modelo do personagem adaptado para o jogo. Ele está com uma arma que atira quando apertamos a tecla “Q” do teclado. Assim, foi preciso atribuir parentesco aos objetos (Ctrol+P, opção “Bone”) e blocos de lógica na arma e na bala (que está em outra camada). A arma, criada por Smilex, também é compartilhada na Blend Swap.

Neste arquivo .blend, as texturas do coelho e da arma já estão embutidas (packed), por isso ele está bem grande. Assim, é possível levá-lo para qualquer lugar sem se preocupar sobre perder as texturas. O botão para acionar essa opção está indicado em amarelo, na primeira imagem acima. Estamos tentando fazer um dos personagens do Open movie Big Buck Bunny ser o vilão deste jogo 😉

openmovieAlguns tutoriais envolvidos neste estudo estão aqui: