Desenvolvimento | Máquinas Desejantes e a Escola

Cada dia tá mais CAÓTICO:
É muita experimentação, muita referência nova vinda de quem joga muito, assiste muito, brinca muito e inventa numa velocidade absurda. Gente falando alto, cantando e se debatendo no chão enquanto dança a música que quer na cutscene do jogo que está criando. E as recombinações que irrompem só do ato de me contar uma descoberta surgida na semana – antes do nosso encontro -, já faíscam novas ideias.

Esses meninos me ensinam o tempo todo.

Queria eu poder captar tudo, responder imediatamente e conseguir acompanhar seus fluxos de pensamento, tão intensos, tão desinibidos e, principalmente, tão ousados (com uma brilhante pitada de humor), diante de quaisquer modelos pré-concebidos sobre como se desenvolve, seja na arte, na ciência ou na filosofia.

Aí rolou o seguinte:

– Então, para resolver isso, a gente pode fazer assim ou talvez usar esse atalho…
– Puts, Fessôra! Porque você não contou isso antes? Com esse atalho aí eu podia ter feito a câmera acompanhar o personagem muito mais facilmente… eu tive que inventar toda uma gambiarra.
– É verdade, teria lhe poupado bastante…
– Se você tivesse dito, eu já tinha avançado muito no projeto.
– É que calhou deu dizer hoje… Acho que o dia de dizer era hoje.
– Hahaha. E TEM DIA pra se dizer as coisas, é? Té parece que isso aqui é uma ESCOLA. – Com o sorriso maroto mais irônico do mundo.

Morri de rir. Acho que essa máquina desejante (Deleuze e Guatarri, O Anti-Édipo) sacou o espírito de um laboratório.

20150910_142557_LAB_cont20150910_142144_LAB_post_cont 20150910_142538_LAB_post_cont

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*