Passado Recente

novembro 23rd, 2017

 


Ontem, 15 de novembro de 17, um passado bem recente, foi feriado. Comemorou-se a Proclamação da República.
Brasilía transferiu-se para Itu. Ali o temeroso Temer disse que o Brasil, nós brasileiros temos tendências autoritaristas. Só porque ele quer.
Ontem acordei cantando ao violão “AFOXÉ É”, “MÃO DA LIMPEZA” e “AXÉ BABÁ”, todas do Gilberto Gil. Só hoje, qui 16, soube que, ontem mesmo, foi o dia nacional da Umbanda, religião genuinamente brazuca. Coincidência? É certo que não.
Tudo o que faço e fiz, é e foi, e para sempre será com um imenso amor embutido. Em todas as minhas relações, acho que desde a barriga da minha mãe, eu amei, muito mais do que podia e pensava.
Hoje eu ainda penso, sou um pensador. Minha dor é perceber que apesar de tudo, tudo, tudo, vivemos como a vida moderna, digital, século XXI, nos demanda a viver: com algum medo ou receio. Medo de morrer, por exemplo. Sem antes ter executado projeto planejado, pensado em termos de obter o famigerado sucesso. Medo de viver até.
Compreenda. Entendo. Tudo certo?
Não quero ser m bandido, nem herói, ou marginal como disse Oiticica, ou Clark, ou Gullar, ou Pape. Todos neo concretos.
Sou bem mais Augusto, ou Décio, Haroldo. Concreto. I love Sampa, morro de amores. Musical Vivo!!!

Jorge Luis Aparecido Matheus

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ZUMBI MOVIMENTO VIVO

novembro 2nd, 2017
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Hoje é o dia dos mortos. Hoje, medito: “Bendito aquele que vem e vai em nome do Senhor”.
Já é costume, entre nós, colocar Zumbi como sendo um morto-vivo.
É bom lembrar que acabamos de entrar no mês da consciência negra, no mês em que se comemora a memória e morte-vida de Zumbi dos Palmares.
Hoje, 2 de novembro, também é o dia de Zumbi, sim?
O mês de novembro é o mês de Zumbi aqui no Brasil. Os negros, em constante movimento, determinaram que assim fosse.
Falei e está falado, tem que ser assim.
Zumbi já começa a ser comemorado como um líder e corajoso combatente que foi. Lutou até morrer, pela plena liberdade do seu amado povo.
Valeu Zumbi! Você está mais vivo do que nunca. Há quem diga que você já morreu, está morto e não tem mais nada a ver com a vida. Eu digo que você está vivo em mim. Vivo! Para que nunca mais se perca a vontade de viver. Vivo para melhorar a minha vida, e a daqueles seres que sei que amo e amarei para todo o sempre.
Quando alguém me diz: — Você está parecendo um Zumbi. Digo: — Sim! Sou o próprio, nunca tive medo do capitão do mato. Hoje também não tenho medo da polícia. Não tenho medo de morrer, mas da morte, sim!
A morte é uma cilada. Pode vir na calada da noite, ou na boca do dia.
A morte existe, e a vida é eterna na alma e na mente de quem quer compreender o que seja a liberdade, o livre arbítrio.
Eu quero paz e amor, amor é bom e vem, vai e virá.
Uma coisa é certa. Não estou morto. Sinto-me contente com os sambas que sei, que faço, e os que ainda aprenderei para cantar ao meu povo amado. Salve!
Não choro mais o leite derramado. Nem o da Mãe Preta que alimentou tatantas outras bocas não pretas. Não importa a cor, aqui-agora, de ninguém, nem mesmo o gênero, ou classe de quem quer que seja.
Chô – Chuá, cada macaco no seu galho. Sinto falta do Tim, do meu pai, do meu filho, do Melodia. Não sei o que será de mim sem Cassiano, Chico, Caetano, ou Gil.
Viva Vinícius Cantuária, que anda percorrendo o mundo todo, cantando o nosso grande e eterno Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.

JORGE DERSU LUIS APARECIDO MATHEUS

O SAMBA DA MINHA TERRA

outubro 31st, 2017

O SAMBA DA MINHA TERRA

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Vou botar novamente o meu samba na rua. Já lancei-o no teatro, agora vou botá-lo de novo na rua. Meu som, minha música, o samba da minha terra. Vou mostrar ao mundo que ele tem o seu valor, que é a cultura de todo um povo.
Eu sambo mesmo. E não é de agora que venho sambando, passo à passo, no compasso, no ritmo 2/4.
É muito interessante pensar que o samba não necessita da harmonia para acontecer em todo o seu esplendor. A não ser que seja considerada a hipótese dela já vir moldada na própria melodia, somada à letra, à poesia cantado do nosso samba.
Tanto que foi com o batuque, acho que primeiramente com as palmas das mãos, e depois com os instrumentos de percussão, couros, metais, pedras, madeiras, com o próprio corpo, que ele nasceu na Bahia.
Quantos sambas não vieram a ser compostos com as caixinhas de fósforos? Na mesa do bar, na latinha de graxa, no chapéu de palhinha, no prato com o garfo, ou apenas no assovio.
Há uma enormidade de formas para se fazer, para se dançar, para se cantar o samba da minha terra, nossa terra brasileira de Tupã, dos Orixás que vieram da mãe África tempos depois, e de todos os povos oriundos dos quatro cantos do planeta azul.
Daí chegam para animar o baile, a festa, os cavaquinhos, os violões, as flautas, e até os pianos. Todos eles, assim como nós, brasileiros ou não, entramos no samba nosso de cada dia.
Aí, sim! Sambamos todos, em paz e harmonia.
Deixa falar, foi a nossa primeira Escola de Samba, que no meu entender tem que ter as suas atividades programadas para todo o ano, não apenas em fevereiro ou março. Uma Escola de Samba é um Ponto de Cultura, uma Casa de Cultura, um Centro de Aprendizagem e Formação por excelência.
Estive hoje presente na audiência pública para definição do orçamento para a cultura na cidade de São Paulo no ano de 2018, na Câmara Municipal. Também presentes, naturalmente,
secretários e outras autoridades, inclusive e principalmente, o secretário de Cultura. Mais de 50 inscritos para as falas em 3 minutos. Nem a metade pôde falar e a audiência terá uma nova data e um novo horário, um novo local, maior, pois muita gente ficou de fora, para a conclusão dos trabalhos.
Falou-se um tanto e muito em Hip-Hop, Reggae, e ninguém sequer tocou no nosso amado e querido Samba.
Quero armar!

JORGE LUIS APARECIDO MATHEUS

MINHA FILHA E O ZÉ DO OFICINA

outubro 30th, 2017

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A imagem da Mariana, minha filha mais nova, tocando o seu Xêquerê, e a fala do Zé Celso, recém-sexagenário em 1997, assim bem como eu hoje em 2017, na entrevista à Nelson de Sá para o MAIS da Folha de São Paulo.

 

 

SÃO PAULO sempre foi uma feitoria internacional. A classe dominante de São Paulo, inclusive a sua esquerda, ainda não descobriu o Brasil. Tem uma cultura de feitoria.
Eu acho que não tem democracia nenhuma. Foi uma democracia que mandou Sócrates tomar cicuta. Eu estou convidado a tomar cicuta, só que não vou, porque eu acredito que o Brasil vai… Aquele lugar da rua Jaceguai, o Oficina, é um foco de esmagamento da secretaria de Cultura, do Ministério Público. Não é desinteresse, é rejeição explícita. Realmente o Glauber Rocha tem razão. Eles odeiam. Por exemplo, o negro não é só um ex-escravo que vai entrar no mercado de trabalho. É gerador de uma cultura nova, que está no candomblé, na música. E o Brasil é diferente.
Oswald de Andrade tinha esse modo de ser paulista. O que ele estabelece aqui, o modernismo e as consequências dele, é tão fértil quanto o candomblé na Bahia. Aliás, a Bahia, quando encontrou Oswald, deu na explosão do tropicalismo. O modernismo, a antropofagia, o teatro do Oswald são uma riqueza que São Paulo ignora e que São Paulo tem.
O Oswald foi um dos homens mais ricos de São Paulo e teve uma experiência imensa da burguesia. Em o “Rei da Vela”, ele flagra o Brasil. E eu sinto hoje que ele varou a guerra, o muro de Berlim, a queda do comunismo. Aliás, o comunismo dele já era o dos profetas, o dos índios.
No Oficina, hoje, existe uma leitura do Brasil: é teatro, mas também uma leitura original, ligada ao que chamam de homoerotismo; e o Brasil pode dar uma réplica à ordem americana, ele não está condenado a ser um sub-EUA, a chave está na cultura.

JOSÉ CELSO MARTINEZ

O BRASIL ESTÁ MUDANDO

maio 25th, 2017

O Temer vai cair. Políticos estão sendo encarcerados, antes os de esquerda, e agora os de centro e os da direita também. Desde o princípio , com o impedimento da Dilma, o governo do Temer e dos seus aliados, muitos deles envolvidos com a operação Lava Jato, é ilegítimo. O perigoso é que ao sentir-se  só e abandonado, o Temer vai buscar apoio com os militares. Percebo que até mesmo pessoas de esquerda andam comentando, talvez por uma certa desesperança, sobre o apoio dos generais ao Brasil. Acho muito estranha essa conversa e não vejo outra saída senão querer que as eleições diretas ocorram logo. Eu quero votar. Como tudo muda, o Brasil está mudando. Ainda não sei se para pior, ou para melhor. Melhor seria se fôssemos às urnas, muito em breve. Eleições diretas já! Fora Temer, muda Brasil.

A INTERNET NA VIDA DA GENTE

maio 6th, 2015

“Atualmente, a informática tornou-se item de qualificação profissional, e por mais que uma gama da população tenha conseguido o acesso a esse tipo de tecnologia básica, o desequilíbrio social ainda é muito grande, e a tecnologia de ponta está sempre nas mãos de uma minoria altamente qualificada, que possue seus próprios computadores domésticos, também chamados de computadores pessoais (PCs). A máquina acaba de certa forma, tornando-se mais um item de diferenciação entre classes.” (http://www.ccuec.unicamp.br/revista/infotec/artigos/andre2.html)

Ainda é pouco, falta muito para que todos e todas estejam conectados à rede mundial de computadores.

Hoje em dia, quase tudo é produzido na internet, em se tratando de serviços on-line, ou seja, realizado na nuvem, no ciberespaço.

Daí vir à tona o conceito de Computação em Nuvem, uma forma de ir armazenando dados e todo tipo de arquivo digital, em grandes e portentosos, potentes servidores, dispensando-se até mesmo o uso intenso do hardware, a parte mais dura e material, em átomos, para fazer-se o uso do software, espiritual, em bits e bytes, como repositório máximo e seguro de todo trabalho feito na internet, de onde quer que se esteja no planeta terra.

JORGE DERSU
qua 6 mai 15
São Paulo

NÓS NÃO VAMOS PROVAR ÁGUA

fevereiro 5th, 2015

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Ao longo da última década , dá-se o ressurgimento de grupos, companhias, trupes e coletivos de teatro, que culminaram, em São Paulo, em mobilizações como “Arte contra a barbárie”, movimento que qualificou a produção em grupo, rompendo com uma situação vigente que favorecia montagens ao invés da pesquisa continuada. Hoje, no entanto, vivemos uma situação quase contrária, de tal forma que a organização em grupo é a situação vigente.
No entanto, gostaria de pensar sobre o lugar do ator envolvido em processo colaborativo, hoje. Há aproximadamente dez anos a expressão processo colaborativo passou a circular nas discussões sobre a criação artística. Ela vinha acompanhada de outra expressão que aquecia ainda mais as discussões: ator-criador. Assim como a primeira buscava uma distinção, ainda que histórica, da criação coletiva, a expressão ator-criador procurava sobrepor qualidades e afastar-se da ideia de um ator-intérprete ou ainda de um ator-produtor. Parecia que ser ator não bastava. Sua autonomia, sua interferência na dramaturgia e na encenação queria ser creditada, pois sua participação ia além da construção da personagem. Sem dúvida há muitas mudanças na maneira como o ator participa da construção da obra e é inegável a ampliação de sua função.
Participar de um coletivo de teatro exige afinidade com a vida em grupo, com o fazer constante dentro de uma pesquisa continuada, que vai além da criação e produção de um espetáculo. Exige envolvimento com outras ações como, por exemplo, a própria manutenção da pesquisa e do grupo, e a troca com a comunidade em torno.
Pertencer a um grupo também tem a ver com as pessoas que nele participam: as relações de afeto, de provocações e a forma como essas articulações contribuem para geração de pensamento, cena, espetáculo. Há ainda um posicionamento político, ideológico e ético que se revela nessa filiação e que dá sentido ao fazer teatral: “Faço porque acredito”. Pertencer a um grupo requer uma estrutura de trabalho que garanta tanto um suporte financeiro regular quanto metodológico, um sistema de trabalho que seja apropriado por todos os participantes e que seja forjado ao longo dos trabalhos. Requer um ator que consegue ao mesmo tempo trilhar o caminho e prever os passos.

MIRIAM RINALDI, em A[L]BERTO Primavera 2011

EMPRESA QUÂNTICA

janeiro 9th, 2015

Participantes não são observadores separados daquilo que observam. Seu pensamento afeta a situação à qual se referem.
GEORGE SOROS

Uma noção de Física Quântica: o ato de se medir algo altera aquilo que está sendo medido.

Está na hora de as pessoas que se interessam por performance empresarial ouvirem o que a ciência tem a dizer.
CLEMENTE NOBREGA

Entender o processo em que estamos é o melhor que podemos buscar. Entender o que está delineando os contornos da paisagem do futuro vai nos ajudar a viver melhor o presente na empresa e no cotidiano.

FÍSICA QUÂNTICA

Houve uma mudança radical na física, no início do século XX, a partir do momento que foi possível olhar para dentro da matéria, vasculhar seu interior e contemplar sua intimidade. O que apareceu foi um mundo estranho e intrigante. Um mundo que não se deixa capturar pelas noções que nos ajudam a funcionar no dia-a-dia, que nem podia ser descrito por nosso vocabulário corriqueiro. O mundo “ali dentro” não era como o mundo “aqui fora”. Foi preciso inventar outra linguagem e alterar todo o quadro mental vigente para dar conta daquela realidade nova.

A Física Quântica foi essa linguagem. Construída por meio do talento de um punhado de cientistas, acabou consolidando-se como a maneira certa para se lidar com aquele universo perturbador do interior da matéria.

Temos de colocar em marcha em nossas empresas e em nossas vidas algo que nos possibilite lidar criativamente com o caos e com a incerteza do mundo.
CLEMENTE NOBREGA

PRÁ JÁ JÃO

janeiro 9th, 2015

A pressa faz parte da vida moderna. Quem vive em São Paulo, no centro ou no subúrbio, sabe do que falo.
PRÁ JÁ JÃO vem dessa necessidade diária pela sobrevivência e ao mesmo tempo contempla o desejo de uma mudança urgente na vida, para bem melhor do que está.

Um canto falado, dado ao rap e o hip hop brazuca, anima-me a felicitar a grande família que devemos ser, forte e próspera, na luta pela paz e o amor, sempre.

Assistindo a um concerto do Emicida, percebi que ele traz essa ideia de família e de um coletivo, bem apropriadamente próxima do que eu posso pensar e sentir na busca da excelência no trato com a arte e o entretenimento puro. É preciso ser mais alegre e solidário, quem propõe-se ao desbravamento do mundo com a música, preocupando-se em ir desenvolvendo uma estrutura que sustente por um longo período de tempo a cultura e a educação de uma juventude e de um povo tão bom quanto o brasileiro.

Com PRÁ JÁ JÃO presto minha humilde homenagem ao Movimento Hip Hop e desejo vida longa ao Rei.

GOOGLE VEM DE GOOGOL

janeiro 7th, 2015

O nome Google foi escolhido devido a expressão googol, que representa o número 1 seguido de 100 zeros, para demonstrar assim a imensidão da Web.

A expressão googol surgiu de um fato um tanto curioso. O matemático Edward Kasner questionou o seu sobrinho de 8 anos sobre a forma como ele descreveria um número grande – um número realmente grande: o maior número que ele imaginasse. O pequeno Milton Sirotta emitiu um som de resposta que Kasner traduziu por “googol”. Mais tarde, Kasner definiu um número ainda maior: o googolplex.

Segundo o documentário do Biography Channel sobre os criadores do Google, quando o primeiro investidor da empresa passou um cheque de 100 mil dólares perguntou a que ordem o devia passar. Brin e Page disseram que estavam a pensar dar o nome de “Googol” à empresa, mas o empresário, possivelmente por ignorância, escreveu “Google”, obrigando, assim, a que a empresa tivesse este nome.

Veja os derivados do nome googol:
Googolplex: é o nome do conjunto de construções de trabalho e moradia do Google, em Mountain View (Googleplex) – Califórnia. Este termo também vem da matemática e é algo como , que seria 10 elevado a (10 elevado a 100) ou 10 elevado a googol.
Googolduplex: como quando alguém se refere a um dos complexos de moradia do Google; Este termo, voltando à matemática, se refere a , ou 10 elevado a (10 elevado a (10 elevado 100)), ou mesmo 10 elevado a googolplex.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Google