O SAMBA DA MINHA TERRA

O SAMBA DA MINHA TERRA

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Vou botar novamente o meu samba na rua. Já lancei-o no teatro, agora vou botá-lo de novo na rua. Meu som, minha música, o samba da minha terra. Vou mostrar ao mundo que ele tem o seu valor, que é a cultura de todo um povo.
Eu sambo mesmo. E não é de agora que venho sambando, passo à passo, no compasso, no ritmo 2/4.
É muito interessante pensar que o samba não necessita da harmonia para acontecer em todo o seu esplendor. A não ser que seja considerada a hipótese dela já vir moldada na própria melodia, somada à letra, à poesia cantado do nosso samba.
Tanto que foi com o batuque, acho que primeiramente com as palmas das mãos, e depois com os instrumentos de percussão, couros, metais, pedras, madeiras, com o próprio corpo, que ele nasceu na Bahia.
Quantos sambas não vieram a ser compostos com as caixinhas de fósforos? Na mesa do bar, na latinha de graxa, no chapéu de palhinha, no prato com o garfo, ou apenas no assovio.
Há uma enormidade de formas para se fazer, para se dançar, para se cantar o samba da minha terra, nossa terra brasileira de Tupã, dos Orixás que vieram da mãe África tempos depois, e de todos os povos oriundos dos quatro cantos do planeta azul.
Daí chegam para animar o baile, a festa, os cavaquinhos, os violões, as flautas, e até os pianos. Todos eles, assim como nós, brasileiros ou não, entramos no samba nosso de cada dia.
Aí, sim! Sambamos todos, em paz e harmonia.
Deixa falar, foi a nossa primeira Escola de Samba, que no meu entender tem que ter as suas atividades programadas para todo o ano, não apenas em fevereiro ou março. Uma Escola de Samba é um Ponto de Cultura, uma Casa de Cultura, um Centro de Aprendizagem e Formação por excelência.
Estive hoje presente na audiência pública para definição do orçamento para a cultura na cidade de São Paulo no ano de 2018, na Câmara Municipal. Também presentes, naturalmente,
secretários e outras autoridades, inclusive e principalmente, o secretário de Cultura. Mais de 50 inscritos para as falas em 3 minutos. Nem a metade pôde falar e a audiência terá uma nova data e um novo horário, um novo local, maior, pois muita gente ficou de fora, para a conclusão dos trabalhos.
Falou-se um tanto e muito em Hip-Hop, Reggae, e ninguém sequer tocou no nosso amado e querido Samba.
Quero armar!

JORGE LUIS APARECIDO MATHEUS

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