Avanço tecnológico e suas consequências

Vivemos em uma era histórica marcada pelo avanço tecnológico e consequentemente gerando o consumismo exacerbado, e pela consequente degradação ambiental. O surgimento de novos dispositivos eletrônicos de forma constante incentiva o consumo desenfreado, o que é proporcionado pela chamada “obsolescência programada”, que consiste na redução da durabilidade dos produtos em curto período de tempo para que sejam substituídos, fomentando o lucro das empresas.

Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) colocou o Brasil no topo do ranking de produção per capita de lixo eletrônico oriundo de computadores dentre os onze países emergentes e em desenvolvimento. Esse índice revela a necessidade de que o país busque alternativas sustentáveis para a destinação de resíduos, o que impõe uma mudança comportamental da sociedade, conforme alerta Spínola (2001, p. 210):

O modelo de progresso difundido atualmente, que estimula um consumo exagerado e que mercantiliza os recursos naturais é insustentável e precisa ser revisto. Esse modelo de desenvolvimento excessivamente consumista é altamente impactante tanto do ponto de vista social como ambiental. É por isso que a grande questão que se coloca hoje em dia é a busca de um novo modelo de desenvolvimento e de consumo que não cause tantos impactos no meio ambiente, que seja ecologicamente sustentável e que promova uma melhor distribuição da riqueza no mundo. Para adotar a ética da vida sustentável, os consumidores deverão reexaminar seus valores e alterar seu comportamento. A sociedade deverá estimular os valores que apoiem esta ética e desencorajar aqueles incompatíveis com um modo de vida sustentável. (SPÍNOLA, 2001, p. 210)

De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), só em 2012, dos 64 milhões de toneladas de resíduos produzidos pela população, 24 milhões (37,5%) foram enviados para destinos inadequados. A fim de enfrentar as consequências sociais, econômicas e ambientais do manejo de resíduos sólidos sem prévio e adequado planejamento técnico, a Lei nº 12.305/10 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) (ECO, 2014).

 

Vivian Pereira

Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM

Faculdade Pan Amazônica

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