Archive for the ‘Budismo’ Category

"Budismo e Marxismo" – elos de ligação entre diferentes (parte I – a fala de sua Santidade)

quarta-feira, fevereiro 27th, 2008

“Meu apelo por uma revolução espiritual não é um apelo por uma revolução religiosa. Considero que a espiritualidade esteja relacionada com aquelas qualidades do espírito humano – tais como amor e compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia – que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros. É por isso que às vezes digo que talvez se possa dispensar a religião. O que não se pode dispensar são essas qualidades espirituais básicas.” – Tenzin Gyatso.

Sua Santidade o XIV Dalai Lama – Tenzin Gyatso, em inúmeras atividades públicas declarou-se meio Marxista, além de recuperar algumas questões importantes do Marxismo, ponderou sobre os regimes “socialistas” da URSS, China e Vietnã – vide a Caros Amigos de Janeiro/2008.

Frente essa posição, inúmeros conservadores da direita anti-marxista criticaram a fala de Gyatso por solidarizar-se com a tese Marxista das relações sociais nas sociedades capitalistas, de outro lado e de forma mais feroz ainda, sua santidade recebeu a crítica geralmente mais desrespeitosa ainda dos setores ditos mais radicais da esquerda marxista, que não aceitam o aqueles acreditam ser um “religioso” dizendo-se marxista.

A posição de Gyatso e a dupla cumplicidade de críticas que a ele foram desferidas, me provocou a levantar relações e percepções sobre o ser meio-marxista de sua santidade, de perceber quais elos de ligação existem entre esses “ismo”, ainda que Budismo e marxismo estejam em mandalas de sabedoria muitos distintas.

Acima uma citação de sua Santidade acerca da religião e abaixo sobre o Marxismo.

De todas as teorias econômicas modernas, o sistema econômico do Marxismo é fundado em princípios morais, enquanto o capitalismo só está relacionado a ganho e rentabilidade. O Marxismo está preocupado com a distribuição de riqueza em uma base igual e na utilização eqüitativa dos meios de produção. Também está relacionado ao destino das classes de trabalhadores – quer dizer, a maioria— como também ao destino dos que são desprivilegiados e em necessidade, e o Marxismo se preocupa com as vítimas da exploração imposta pela minoria. Essas são as razões das atrações do sistema para mim, e parece justo.

Quanto ao fracasso dos regimes Marxistas, em primeiro lugar eu não considero a ex-URSS, ou China, ou o mesmo o Vietnã, verdadeiros regimes Marxistas, porque eles se preocuparam mais com seus estreitos interesses nacionais do que com os Trabalhadores Internacionais; é por isso que havia conflitos, por exemplo, entre a China e a URSS, ou entre a China e Vietnã.

Eu penso que a falha principal dos regimes Marxistas é que eles colocaram muita ênfase na necessidade para destruir a classe governante, na luta de classe, e isto encoraja o ódio e negligencia a compaixão. Embora o objetivo deles poderia servir à causa da maioria, quando eles tentam implementar tudo, a energia deles é inclinada à atividades destrutivas. Uma vez que a revolução terminou e a classe governante é destruída, não sobra muito para oferecer às pessoas; neste momento, o país inteiro fica empobrecido e infelizmente é quase como se o objetivo inicial fosse ficar pobre. Eu penso que isto existe devido à falta de solidariedade humana e compaixão. A desvantagem principal de tal regime é a insistência colocada no ódio em detrimento da compaixão.

O fracasso do regime da ex-União soviética se deve para mim, não o fracasso de Marxismo mas o fracasso do totalitarismo. Por isto eu ainda penso em mim como meio-marxista, meio-budista.

Na revista ÉPOCA/2003

ÉPOCA – A questão entre China e Tibete não remete ao conflito entre Israel e Palestina?
Dalai Lama – É realmente uma complicação. Em Lhasa, capital do Tibete, os chineses já se estabeleceram. Teremos de discutir isso, até porque há situações diferentes. Há, por exemplo, os chineses interessados no budismo tibetano. A mulher de um importante ministro chinês é budista. Dizem que ele a leva de carro para rezar no templo. Imagine um comunista ateu levando a mulher para rezar! Realmente, os chineses estão tendo um trabalho duro para erradicar o budismo (risos). Mas eu acredito no socialismo.

ÉPOCA – No socialismo chinês?
Dalai Lama – De certa maneira, sou mais socialista que certos líderes chineses. Porque eles não se importam com os trabalhadores.

"Relíquias do Buda e Outros Grandes Mestres do Budismo" – Felicidade para nós Budistas

terça-feira, fevereiro 19th, 2008

Entre os dias 23 a 27 de Fevereiro de 2008 no Caminho do Meio – Viamão/Porto Alegre – RS, através do Projeto Maitréia – Bênçãos dos Budas – Estará aberto para visitação pública a exposição “Relíquias do Buda e Outros Grandes Mestres do Budismo” – Uma coleção com mais de mil relíquias sagradas do Buda Sakiamuni e de outros grandes mestres budistas está sendo exposta por todo o mundo. Estas relíquias serão guardadas de forma definitiva em um relicário no coração da magnífica estátua do Buda Maitréia, que está sendo construída em Kushinagar, na Índia, e que deverá ser finalizada em 2010.

Durante a exposição acontecerá o econtro “Budismo no Mundo Contemporâneo” – O encontro reunirá mestres budistas de diferentes tradições na sede do Instituto Caminho do Meio em Viamão.

Entrada Franca: Todas as doações serão revertidas para o Projeto Maitréia, na Índia

Mensagem: Recuperando a autonomia perdida

quarta-feira, dezembro 5th, 2007

“…nossas identidades são flutuantes, não têm sabedoria, e nós não temos uma gestão própria sobre elas. Portanto, as relações são problemáticas, não só conosco mas com os outros também. Então, quando nós nos juntamos somos como duas bóias no mar revolto, no início estão próximas mas, ao final de um certo tempo, cada uma pode estar em um oceano distinto. Os ventos e as ondas vão nos arrastando, não temos propriamente capacidade de gerir, de determinar a direção. No Budismo, nosso objetivo é recuperar esta direção.” [Lama Samten]

Mensagem: "sair do Samsara"

quinta-feira, novembro 22nd, 2007

O monge perguntou ao Mestre:
“Como posso sair do Samsara (a Roda de renascimentos e mortes)?”
O Mestre respondeu:
“Quem te colocou nele?”

Fonte: e-grupo Bodisatva

16/11/07 – Mensagem do dia – "Qual a base da idéia de que alguém está em situação de risco?"

sexta-feira, novembro 16th, 2007

Por: Regina Migliori

Prefácio do livro “Mandala do Lótus” do Lama Samten.

A poucos dias conheci um grupo de jovens extremamente talentosos, exímios grafiteiros, convidados para participar de atividades de um evento com foco em comunicação (…) Os grafiteiros realizam um trabalho muito bonito, competente, sensível e inspirado – esta foi a percepção de todos. Porém, isso não impediu que fossem apresentados como integrantes de um projeto destinado a jovens em situação de risco, que já haviam se envolvido com tráfico de drogas, violência, etc, e que a partir das ações do projeto haviam se tornado artistas profissionais.

Provavelmente a situação tenha sido essa mesmo, e o projeto tem muitos méritos (…) Mas talvez essa na seja a melhor forma de se referir àqueles jovens, até porque situação de risco não é uma exclusividade deles. Estar em situação de risco não define uma categoria de seres humanos. É uma circunstância humana.

Todos nós vivemos sob permanente situação de risco, isso é a vida.

“Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring” – “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” e “ Turtles can fly” – “Tartarugas não podem voar”, foram os filmes do fim de semana que eu não poderia deixar de indicar.

domingo, novembro 4th, 2007

Entre outras coisas, nesse fim de semana assisti dois filmes – “Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring” e “ Turtles can fly”. O primeiro: “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” do diretor sul-coreano Kim Ki-Duk, é fantástico, um filme de takes longos, uma fotografia excepcional. Um filme com pouquíssimos diálogos, tendo nos olhares, gestos e situações, a residência do necessário para que você extraia a mensagem. O filme conta a história de um velho monge budista e seu aluno, conforme as estações do ano passam, a vida prossegue seu ritmo natural chocando-se com as tradições e ensinamentos, de uma forma ou outra, toda a natureza demonstrará-se em sua potência e beleza, bem como, a superação da roda da vida – samsara em direção a Mandala do Prajnaparamita.

O segundo filme:

“Tartarugas não podem voar” – “Lakposhtha hâm parvaz mikonand” (2005) do diretor iraniano Bahman Ghobadi teve um plus a mais, eu vi ele junto com minha companheira – sempre é melhor sem dúvida :) . O filme é mais que um filme, é uma história de vidas, uma película complexa de muitas realidades e superações super-humanas. Em um campo de refugiados no Kurdistão, centenas de curdos esperam o provavel inicio da guerra (invasão Americana). Sr. Satélite é o nome de um jovem instalador de antenas, desarmador de minas que com muita esperteza e argumentos organiza o trabalho das crianças, esse assume para si a responsabilidade sobre elas e seu trabalho sendo assim obedecido e respeitado por elas e por todos refugiados. Um outro jovem do campo desarma minas para venda por conta própria, questão essa que causa atrito com Sr. Satélite, esse atrito só será superado pelo fato desse segundo jovem ter premonições em sonhos. Junta-se a isso o fato desse ter uma irmã (jovem também) por qual Satélite apaixona-se, essa por sua vez vive conflitos com a criança cega que ela e seu irmão cuidam, esses conflitos a levarão para decisões extremas. Um filme muito forte e complexo, inúmeros temas, propostas e situações circulam por ele, mas uma mostra-se claramente a nosso olhos, nenhuma guerra deveria ser tolerada como nós estamos sendo capazes de tolerar.

O mantra Namah Shivaaya através do americano Krishna Das

terça-feira, outubro 9th, 2007

A poucos dias conheci o Mantra Om Namah Shivaaya e igualmente o Krishna Das, através de minha namorada tive acesso ao CD Pilgrin Heart (imagem). Após alguns dias sem postar nada por causa das correrias do dia-a-dia, retorno com um post-download, já que estou agora escutando o CD do Krishna Das, divido com vocês a música Namah Shivaaya – Eu saúdo ao deus Shiva. O Mantra de Shiva evoca o amor divino, concentre-se, limpe os pensamentos e Om Namah Shivaaya, bom download –

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Om Namah Shivaaya
Shivaaya namaha,
Shivaaya namah om
Shivaaya namaha, namaha Shivaaya
Shambhu Shankara namah Shivaaya,
Girijaa Shankara namah Shivaaya
Arunaachala Shiva namah Shivaaya