Archive for the ‘Economia Solidária’ Category

Dicionário Internacional da Outra Economia foi lançado em Porto Alegre

sábado, março 28th, 2009

“A construção desta obra está sintonizada com os ideais e as realizações objetivas da outra economia, aquela que se apresenta como alternativa material e humana superior à economia capitalista. Designadas por termos tais como economia solidária, economia do trabalho, novo cooperativismo, empresas autogestionárias e outros, essas formas correspondem a realizações inovadoras, associadas a novos valores e princípios que se opõem às práticas excludentes, social e ambientalmente predatórias.” (Antonio David Cattani).

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Autogestão e a produção de produtos imateriais – o caso Blender e Big Buck Bunny.

sábado, agosto 2nd, 2008

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A poucos post`s abaixo, AQUI, falei da Produção de Produtos Imateriais, e citei para falar depois, do Blender e Big Buck Bunny. Vamos lá então. Em breve comento a relação entre ambos os post`s.

Blender: Também conhecido como blender3D, é um programa de computador de código aberto, desenvolvido pela Blender Foundation, para modelagem, animação, texturização, composição, renderização, edição de vídeo e criação de aplicações interativas em 3D. Está disponível sobre uma licença BL / GNU General Public License.

Big Buck Bunny: Filme de animação, dos mesmos(as) autores(as) da animação “Elephant’s Dream”, a Blender Foundation.

A animação – Big Buck Bunny, foi recentemente motivo de comentários de John Maddog Hall – Fundador da Open Source International, uma das principais referências do cenário do Software Livre mundial, disse ele: “o BBB (Big Buck Bunny) foi criado com o Software Livre chamado Blender. Alguns até sabem que não apenas o filme inteiro está sob a licença Creative Commons, como também que todas as partes intermediárias também se encontram sob a Creative Commons e disponíveis para download. A Blender Foundation incentiva todos a alterarem o filme, criarem finais diferentes, personagens diferentes ou continuações para o filme”.

Creative Commons: Creative Commons (tradução literal:criação comum também conhecido pela sigla CC) pode denominar tanto um conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação (copyleft). As licenças Creative Commons foram idealizadas para permitir a padronização de declarações de vontade no tocante ao licenciamento e distribuição de conteúdos culturais em geral (textos, músicas, imagens, filmes e outros), de modo a facilitar seu compartilhamento e recombinação, sob a égide de uma filosofia copyleft. As licenças criadas pela organização permitem que detentores de copyright (isto é, autores de conteúdos ou detentores de direitos sobre estes) possam abdicar em favor do público de alguns dos seus direitos inerentes às suas criações, ainda que retenham outros desses direitos. Isso pode ser operacionalizado por meio de um sortimento de módulos standard de licenças, que resultam em licenças prontas para serem agregadas aos conteúdos que se deseje licenciar.

Autogestão e produção de produtos imateriais.

sexta-feira, agosto 1st, 2008

Na produção dos produtos chamados “imateriais” (conhecimento, música, vídeos, códigos, etc.), reside um mercado que movimenta muita riqueza, e de forma proporcional e inversa, produz com relativo baixo custo, salvo algumas especificidades que são inflacionadas propositalmente – como o Cinema. Em geral, na produção do produto imaterial, o custo maior encontra-se numa primeira peça, a matriz – a música é um bom exemplo, após a produção da matriz, o custo da produção da segunda cópia em diante, é o da replicação em CD da cópia primeira – da matriz. Vale citar ainda, quando imaginamos que, se avançarmos na comercialização das músicas pela web, algo hoje já muito comum na Europa, mas também em crescimento no Brasil, a segunda fase da replicação do CD citado, ficará quase obsoleta.

Por serem resultado de um trabalho muito especializado, e de muita demanda, os produtos imateriais concentram muita riqueza agregada, que na maioria das vezes contrastam com a possibilidade de serem fabricados com baixo investimento. Um bom código hoje, ou seja, um bom software como o milionário ORKUT, foi fabricado por um sujeito (por curiosidade com esse mesmo nome: Orkut Buyukkokten – foto) , com um computador pessoal, nos horários de intervalo de seu trabalho na empresa Google.

Cabe-se citar ainda, que com o advento da internet, e seu aumento constante de cobertura, bem como, o recente start da TV digital e uma crescente popularização das licenças autorais permissivas, apresenta-se um futuro ainda de muito aquecimento para esse setor, em grande parte novo e com forte tendência a inovação.

Em suma, o mercado da produção imaterial, é altamente rentável, inovador e propulsor em conjunto com a internet, de todo um novo ciclo de negócios, cito aqui o vídeo EPIC AQUI como uma ilustração disso, ainda que, acabem fim ao cabo, sendo quase na totalidade apropriados pelo centenário modelo capitalista, reproduzindo assim a velha fórmula da exploração e acumulo de riqueza.

Frente as especificidades citadas acima, poderíamos dizer que a produção imaterial, poderá ser um ramo de produção bem sensível a outras formas de organizar o seu trabalho produtivo, de forma diferente da forma capitalista? Como se comportaria, comporta e apresenta-se a autogestão na proposição e produção de produtos imateriais como vídeos, música, códigos, textos, livros, animações, por exemplo?

Acredito, ainda que de forma muito empírica, que a autogestão tem capacidade de adequar-se bem a esse processo, melhor ainda do que foi a forma do trabalho simples e individual e o modelo tradicional capitalista nesse setor, para isso, precisará ela, identificar com clareza os limites que estão colocados – materiais, técnicos e culturais, massificando algumas práticas que hoje são ainda muito marginais, como o Blender e o exemplo do Big Buck Bunny, de forma que ampliem o acesso a produção e uso desses produtos de forma massiva e autogestionária. Mas isso é uma conversa para mais adiante, em alguns próximos posts.

FEICOOP – 15ª Feira Estadual do Cooperativismo e a 4ª Feira da Economia Solidária em Santa Maria.

sábado, julho 12th, 2008

Expositores e visitantes que já estão na cidade estavam no no Centro de Referência Dom Ivo Lorscheiter para organizar os estandes - Charles Guerra

Começou oficialmente hoje a 15ª Feira Estadual do Cooperativismo e a 4ª Feira da Economia Solidária em Santa Maria, a feira é uma iniciativa do Projeto Esperança Cooesperança, serão três dias de intensa movimentação dos grupos e cooperativas da economia solidária, entidades de apoio e ógões governamentais que apoiam o tema da Economia Solidária na américa latina. Eu cheguei hoje tarde a feira, cheguei durante a abertura, amanhã coloco mais informações.

VI Encontro Internacional de Economia Solidária (NESOL-USP).

quarta-feira, julho 9th, 2008

Nos próximos dias 25, 26 e 27 de julho, em São Paulo, na USP, acontece o VI Encontro Internacional de Economia Solidária. Eu e mais dois camaradas (Analine Specht e Everton Rodrigues), os três da ABESOL (Associação Brasileira de Economia Solidária) escrevemos o artigo “Sustentabilidade e envolvimento Econômico: tic’s, Software Livre e Economia Solidária – Uma Construção em Rede” o qual foi aprovado para o encontro. O artigo fala sobre esses dois movimentos sociais, experiências concretas que existem e se articulam na sociedade, suas origens, interfaces e necessidades. Dando tudo certo, por esses dias estaremos por lá. Mais informações AQUI.

Economia Solidária: Atualizado os dados do mapeamento até 2007 (SIES).

domingo, julho 6th, 2008

O MTE/SENAES divulgaram o Novo Atlas da Economia Solidária no Brasil. São informações sobre 21.859 empreendimentos econômicos solidários em municípios, estados e territórios de cidadania. É possível obter informações sobre empreendimentos, ano de criação, atividades econômicas, comercialização. O novo Atlas da Economia Solidária no Brasil já está disponível para consulta no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Lançado nesta semana, o documento apresenta informações atualizadas pelo mapeamento realizado até 2007. Acesse o Atlas AQUI.

Post antigo: Texto sobre trabalho e consumo.

domingo, julho 6th, 2008

Em 21 de julho de 2007, quase um ano atrás, escrevi com base na lógica de minhas percepções diárias, rápidas linhas sobre o tema do trabalho e do consumo. Hoje, quase um ano depois, percebi que esse post do blog tinha tido mais de 900 acessos. Por respeito a essas e futuras visitas ao post, resolvi melhorar a escrita desse pequeno texto livre e de base lógica. Reforço: é um texto curto, introdutório, não linear e nem científico, baseado apenas em minhas percepções. Íntegra dele AQUI.