Archive for the ‘Internet’ Category

Liberdade na internet? Debate simples ou complexo?

domingo, outubro 25th, 2009

Por Everton Rodrigues e Lucio Uberdan – Publicado no Trezentos.

A Internet tem sido objeto de reflexões e debates diários, envolvendo cada vez mais pessoas, movimentos, entidades, organizações, governos e corporações. Entre tantas questões abordadas, a “liberdade na internet” tem sido o tema central e polêmico, afinal, quais seriam os direitos e deveres que um(a) “internauta” tem e ou deveria ter? A percepção e indução da existência de um “outro cidadão”, virtual, sem limites e livre que precisa ser “controlado ou não” por um estatuto novo seria de fato a centralidade das preocupações geradoras de toda a celeuma instalada?

Introdução

No mundo inteiro a restrição ou não dos “internautas” está intimamente ligado ao acesso a produtos/serviços digitais, em especial vídeos, fotos, músicas, códigos, textos/opiniões, etc. Estes produtos e serviços podem ser animados pelas empresas tradicionais do setor que alegam prejuízos pela “pirataria” na rede, ou por novas empresas/redes autônomas animadas na própria rede, que rompe com parte da cadeia produtiva vigente. Sabe-se que com a existência da internet; com o desenvolvimento de equipamentos digitais wi-fi e o crescente acesso à banda larga que garante a circulação digital destes, propriciou-se a abertura de um interregno1 em algumas cadeias produtivas como exemplo a da arte e da comunicação. Esta situação instalada nos leva a seguinte reflexão: Que novo modelo de comunicação e arte se constroe? Qual o impacto que será provocado com as alterações propriciadas pelo fluxo de circulação desses produtos na internet?

Cada percepção, tese e sujeito envolvido no debate tem seus próprios objetivos, uns alinhados à ideais coletivos que visam soltar as correntes e cadeados da rede no que tange seu uso e circulação de bens, outros identificados com propostas corporativas e proprietárias que precisam adequar seus modelos de negócios para continuar a obter lucros, acumular riqueza, e manter a tensão capital x trabalho. Inicialmente para compensação das mudanças da cadeia produtiva, e na sequência para ampliação da margem de lucros com novos produtos e serviços e jornadas de trabalho.

Ainda que sejam diferentes composições socio-políticas em debate, ambas tendem a concordar sobre questões estruturais, citamos em especial quatro destas: 1) Ambas tem posições extremamente “positivas” e não contestatórias da tecnologia, uma visão conhecida como prometéica que acredita que toda a tecnologia introduzida é benéfica a experiência humana; 2) A incapacidade de envolverem outros atores e setores como o de energia, ambiente e finanças ao debate, isolando-se sempre na temática da comunicação, arte e estado; 3) Um profundo idealismo do sujeito político digital, uma crença em um nick-ativismo polítizado e construtor de uma sociedade em rede, onde o modelo de negócios do Software Livre seria o exemplo econômico de sociedade a ser seguido na produção em todas as áreas da sociedade; 4) Uma profunda idolatria e fetichismo aos artefatos tecnológicos como telefones e notebooks, bem como de redes sociais como o Orkut, Facebook e Twitter. Ambas questões deixamos aqui apenas para percepção, não pretendemos desenvolver as mesmas nesse artigo. (mais…)

Lançamento pelo Twitter do livro "Para entender a internet".

domingo, março 15th, 2009

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“um livro 100% Web, integralmente disponibilizado em PDF e também por um site para leitores debaterem e conversarem entre si e com os autores sobre assuntos de interesse comum. O livro é uma coletânea e se chama Para entender a internet – Noções, práticas e desafios da comunicação em rede. Participam 38 autores, (…) Por exemplo, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons.

Leia mais em:Nesta terça (dia 17), 18h, lançamento pelo Twitter do livro “Para entender a internet” – ajude a divulgar

Ta na mão, vai lá, baixe e parabeniza a turma pela iniciativa comentando no post ok.

Baixe o livro AQUI, visite o blogue Para Entender a Internet.

Google – “sempre aceitou dinheiro e ordens da inteligência norte-americana – CIA”.

quinta-feira, setembro 11th, 2008

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Da Agência de notícias CHASQUE: A empresa de internet Google colabourou com a Agência de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA. A declaração é de um ex-agente da CIA, ROBERT DAVID STEELE. Segundo STEELE, a Google “sempre aceitou dinheiro e ordens da inteligência norte-americana”. O espião disse ainda que quando a empresa se recusou publicamente a fornecer dados ao Departamento de Defesa norte-americano, estava apenas “fazendo jogo de cena”.

Se alguém tiver mais notícias sobre isso mande, admito ter ficado curioso sobre qual a ajuda fornecida pela Google. Seriam dados dos servidores da Google de onde?

Twitter e novas possibilidades de interação.

domingo, agosto 24th, 2008

twitter2.jpg

Depois de despontar em coberturas “jornalísticas”, como no caso da Cobertura das Olimpíadas na China, o Twitter enquanto rede social, segue propondo novas possibilidades de interação, temos até dia 30 de setembro, o concurso de Microcontos no Twitter, o Twitter 140 Letras. Confiram AQUI e AQUI. Participem.

Google Maps estréia na campanha política do Rio de Janeiro.

quarta-feira, agosto 6th, 2008

Mesmo com todas as restrições da campanha política na internet, impostas pela justiça eleitoral nessas eleições, permanece a tendência ainda em cidades médias e grandes, que o espaço virtual seja muito usado, inclusive, em determinados locais e temas, com peso considerável na balança.

O Rio de Janeiro é um exemplo disso, se a web for bem aproveitada, em temas polêmicos como a segurança, a internet promete sem dúvida alguma causar bastante gitaria, mesmo com toda a mordaça imposta pela justiça.

No dia de hoje, 06 de agosto, o candidato a Prefeito do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira/PV, vinculou em seu Site, o mapa do Tráfico e das Milícias no Rio de Janeiro, os mapas foram apresentados usando o Google Maps (imagem das milícias acima, cada cor é um tipo de milícia). Abaixo da imagem, no site AQUI, você é direcionado para a página do Google Maps, podendo assim editar o mapa.

A assessoria do candidato ainda informa: “Por ser um trabalho difícil, contamos com qualquer informação adicional que o internauta possa nos fornecer”. Será que a colaboratividade vai funcionar?

Eddie Vedder – Society, a música do fim-de-semana.

domingo, agosto 3rd, 2008

http://blog.beliefnet.com/moviemom/IntoTheWildPoster.jpg

Nesse fim-de-semana escutei muitas vezes a música Society – clique AQUI para baixar no meu MediaFire. Inclusive durante essa semana que passou, em um determinado dia, falei para a Cíntia que tinha gostado muito dessa música, e nesse fim-de-semana me convenci de vez disso. Sabe aquele misto de Country, blues, meio Bob Dylan, revisado, empoeirado e atualizado e com a voz do Eddie Vedder, ex-Pearl Jam? Imaginou (Corrigido pela Cí nos comentários, Eddie Vedder ainda é do Pearl Jam).

Para ser mais sincero ainda, gostei de todo o cd Into The Wild (2007) do Eddie Vedder, talvez ele seja o cd da fim-de-semana que vem que por sinal. Into The Wild, é uma trilha sonora, do filme Into The Wild.

Sobre o filme, já to com ele aqui em casa, esperando Cí voltar essa semana para vermos, o filme é dirigido por Sean Penn, e conta a história de um garoto bem sucedido profissionalmente, que larga tudo para morar na floresta – baseado no romance de Jon Krakauer. mas bem que poderia ser baseado, em uma adaptação livre de Walden nos Bosques do Henry Thoreau.

O filme “O Apaixonado Thomas” – (Thomas est Amoureux). Uma ótima película da temática da cibercultura.

domingo, junho 22nd, 2008

O filme “O Apaixonado Thomas” (Thomas est Amoureux) é uma ótima película da temática da cibercultura. Thomas Thomas, um rapaz de 33 anos, em um futuro não muito distante, cheio de cores e símbolos, onde todos so serviços podem serem feitos a distância, do psicologo ao conserto do aspirados de pó, sofre de uma doença chamada Agorafobia que o faz viver há oito anos sem sair de casa. Thomas Thomas, vive financeiramente de uma apólice de seguro, devido sua saúde e uma “certa resistência” pessoal, não tem “contato físico” com outras pessoas e comunica-se com o mundo exterior apenas por um vídeo-fone. O filme vai trazer a discussão da sociabilidade de forma completa, em especial a mediada por computadores e a internet de nosso presente atual, ainda que de forma exagerada. Thomas Thomas ainda que conivente com essa mediação das relações, bem como consciente de sua doença, tentará romper e tornar a ver e tocar as pessoas, o motivo dessa aventura? O amor. Pontos altos: Os diálogos, as cores e os Video-poemas de Melodie. Curiosidades: Thomas Thomas só aparece em imagens quando pequeno e no final ao longe e de costas, o filme todo filmado via monitor do video-fone.

Torrent do filme com legenda AQUI. Créditos do Makingoff e do Finaendor.

Eu, o sistema, a Regina e R$ 40,00 de desconto

quarta-feira, novembro 7th, 2007

Não acredito na livre concorrência do capital como “solução”, nem tão pouco que o seu modelo de organização da economia e do trabalho venham a inverter o vetor de miserabilização de populações por todo o mundo – produto esse do próprio modelo capitalista. Preferia que os serviços essenciais como água, luz, telefone, construção civil, alimentação, alternativas básicas de lazer, educação, etc… por exemplo, fossem autogestionárias, familiares e de pequeno porte e impacto ambiental, sobre posse dos(as) trabalhadores(as) e ou públicos – ainda que, sobre outros patamares de organização do serviço público e com uma economia de certa forma planificada. Como diz um “empresário” no documentário Corporation – “alguns produtos que não podem ser produzidos de forma sustentável não deveriam existir”.

Voltando.

Hoje tirei a manhã para conversar com o “sistema”, me refiro ao sistema da Brasiltelecom, tirei a manhã, pois foi mais de 18min só para ser atendido pela telefonista “Regina”, mas bem, explicando: tenho em minha casa uma internet turbo 800Kb na qual pago R$ 119,00 p/mês, acontece que no site da Brasiltelecom é oferecido um plano TURBO 2MB (2000Kb) por 99,00 p/mês (20,00 a menos do que eu pago, o valor não aparece no site, mas liguei para lá e é R$ 99,00 mesmo). No site da GVT é melhor, por R$ 69,00 p/mês (R$ 50,00 a menos do que eu pago a Brasiltelecom) é oferecido o plano UNIQUE com link de 2MB (2000KB) + 600 min. incluídos de ligação telefônica + fale de graça com 3 números locais GVT + identificador de chamadas. Como percebe-se, temos ai uma diferença de preço, produtos e serviços enorme, um ilícito de certa forma legalizado pela livre concorrência.

Seguindo.

Mas bem, lá vou eu 134 14 – e 18 min. de blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá, até que: – alô, telefone DDD senhor? Alô Regina? Expliquei a Regina a situação descrita no parágrafo anterior, Regina me disse que o plano 2MB da Brasiltelecom ainda não tem suporte na região de minha residência, avisei a ela que iria encaminhar o cancelamento portanto, mas ela disse-me que tinha 2 propostas em “primeira mão” para mim (percebi aqui que ela era uma telefonista ativa – deveria ganhar mais).

Propostas:

1)Aumentar minha internet para 1MB + 200min de fixo – fixo + identificador de chamadas, por R$125,00 p/mês;
2)Manter minha internet em 800Kb + um desconto de R$ 40,00 p/mês;

Frente ao quadro oferecido, confirmei a Regina que escolheria a segunda opção (2), o desconto de R$ 40,00, passando a pagar a partir da próxima fatura o valor de R$ 79,00 e não mais R$ 119,00 p/mês. Vale ressaltar, que anteriormente tinha me informado sobre a disponibilidade do plano da GVT (esse sim, melhor na atualidade) – mas ele não estava disponível na minha região.

O que fica de aprendizado afinal:

1)Se você tem contrato com a Brasiltelecom, trate de ligar para lá 134 – 14 e encaminhe seu aumento de banda sem acréscimos ou efetue um desconto significativo;
2)Se tem acesso a GVT, encaminhe a troca da Brasiltelecom pela GVT, atualmente vale a pena;
3)Se o valor oscila tanto de uma empresa a outra, imagina qual deve ser a taxa de lucro de ambas, ou vocês acham que a GVT perde dinheiro e /ou não faria o mesmo com você?
4)Poderia eu ter reclamado esse desconte já a um, dois, três meses, não sei ao certo, imagina quantas pessoas mais estão na mesma situação? Quantos milhões de reais no mês devem entrar nos cofres da Brasiltelecom, nessa operação de saque aos meus bolsos ao não me informarem um desconto possível? Quantas milhares de outras pessoas também passam por isso hoje? São valores que deixariam o Renan Calheiros pequeninho e envergonhado, mas a TV nada fala, nem os jornais noticiam.

Um abraço,
Lucio Uberdan

Azar da marreca do Azeredo…

sábado, junho 9th, 2007

O pai do Valérioduto (eta chavão terrível), Senador Azeredo – presidente (ou ex) do PSDB, a tempos tenta colocar uma mordaça na internet, vigiar IPs, obrigar um login com CPF e demais coisitas escabrosas, só matando, mas como não faremos isso, podemos começar azarando o sujeito, assinando a petição abaixo, divulgando ela aos amigos e, colocando esse banner em blogs. ok. Bjos Lucio Uberdan

Link para pegar o banner aqui.

Petição por uma Internet Democrática

CEEE, BrasilTelecom e a cultura contemporânea

segunda-feira, maio 21st, 2007

Estou desde sexta-feira passada sem telefone e internet. Na quinta, planejava usar do fim de semana para atualizar o blog , e o meu jovem profile do Lastfm, pensava responder uma série de emails pessoais pendentes, planejava olhar, participar, deletar algumas centenas de emails de comunidades que participo, e que acumularam-se durante a semana em minha caixa. Pretendia eu nesse final de semana, trocar minha foto no Orkut (reclamaram que ela é triste), pretendia carregar novas fotos no meu Flickr.

Estava tudo planejado, durante o fim de semana eu faria as pesquisas na web que faltam para compor um artigo que estou escrevendo sobre o “realizar” político partidário em comunidades virtuais. Aproveitaria, para semear arquivos com meu Azureus P2P, no final de semana trocaria algumas idéias com amigos(as). Planejava também começar a contribuir na descrição dos(as) artistas que gosto e que ainda não tem descrição em português no Lastfm, navegaria em 30 sites que acompanho as atualizações semanalmente e guardaria um tempinho para uma deriva descompromissada entre blogs, sites, hds virtuais e comunidades.

Mesmo com todo esse planejamento organizado, nada disso foi possível realizar, conforme coloquei no início, estou sem telefone e internet. A fabulosa CEEE esteve por aqui na sexta-feira pela manhã, trocou o poste da luz e deixou os fios (do telefone) caídos e cortados, logo após, os intrépidos da BRASILTELECOM por aqui passaram, ariscaram a vida nas alturas (do poste) e nada resolveram, se bem que agora pelo menos os fios estão esticados, ainda que sem funcionalidade alguma.

Frente a antagônica situação descrita, decidi não-estressar e executei 4 movimentos: 1) Liguei uma vez a cada 24h para 10314 e protocolei educadamente minha reclamação; 2) Dei seqüência a minha leitura de Herman Hesse – O Lobo da Estepe – um ótimo livro sobre a profundidade da alma, e uma potente crítica a cultura burguesa; 3) Segui esperando com tranqüilidade a solução do problema – paciência e controle da ansiedade a séculos são virtudes necessárias; 4) Ficar sem internet despertou-me para refletir a acerca da cultura pós-revolução tecnológica da rede mundial de computadores.
O normal, é percebermos a internet como uma ferramenta de comunicação, porém, para além de “mais do mesmo” – potência da comunicação, a internet é uma produtora/consumidora da “atualização das relações sociais”, e realiza-se concretamente em potentes símbolos, narrativas e traduções, que acabam por contribuir na constituição, compreensão e realização da sociedade contemporânea conectada e mesmo não conectada. Assim como o capitalismo não exclui ninguém, a variação relacional das relações sociais, potencializada pela revolução tecnológica, também não irá excluir. A conexão simbólica não ocorre por pontos de rede, ela é relação social que varia no espaço e no tempo.
A internet, é “construtora e realizadora” de sociabilidades humana no ciberespaço e fora, penso que….. hum, chegou a Brasil Telecom, estão mexendo no poste, hummmm, hummmmm…acho que agora vai, apesar de muito complicado (plugar uma saliência em um oríficio) o técnico resolveu em 3,5 minutos. Feito, está reestabelicida minha conexão. Acho que vou executar um pouco do planejamento e amanhã termino o post…. tudo bem?
Bjos – Lucio Uberdan

Para distrair, escuta direto de Bamako – Amadou Et Mariam – Je pense a Toi