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A Casa Vazia de Kim-Ki-Duk.

sábado, novembro 8th, 2008

**Post arrumado, agora vai, torrent e legenda abaixo.

Clique AQUI(torrent) e AQUI(Legenda).

Como algumas pessoas sabem, sou fã do diretor coreano Kim-Ki-Duk, já ví boa parte de seus filmes (todos). A mais de ano andava atrás do Filme A Casa Vazia – Bin Jip, mas todos os torrents que eu achava não completavam o download. Hoje entrando no Makingoff, o filme estava na primeira página, não sei se por aparecimento aleatório da comunidade ou de fato alguém empacotou e começou a semear o torrent novamente. Bem, vamos lá torcendo pela segunda opção. Se completar o download eu coloco aqui o torrent para baixarem.

http://www.adorocinema.com/filmes/casa-vazia/casa-vazia-poster03.jpg“Casa Vazia é um drama belo e hipnótico que merece ser conferido com muita atenção. O filme começa de maneira simples e despretensiosa, mostrando um jovem distribuindo panfletos publicitários em portas de casas e apartamentos. Um gesto corriqueiro que revela intenções pouco nobres: no dia seguinte, o rapaz observa as residências que ainda mantêm os folhetos presos às portas, o que sinaliza o título do filme – casa vazia – e, portanto, passível de ser arrombada. Um ladrão? Não. Novamente o roteiro nos prega uma peça e mostra que o jovem entra nas casas apenas para tomar um banho, ver um pouco de TV e desfrutar de uma boa noite de sono. Assalto, somente às geladeiras. Em troca, ele conserta algo que esteja quebrado e ainda lava algumas peças de roupas da residência invadida. Quando percebe que o dono pode voltar, vai embora.

O conflito começa de fato quando o rapaz, numa de suas invasões, conhece uma modelo agredida pelo marido. A identificação entre ambos é imediata. Cada um parece projetar no outro o apoio necessário para suportar suas contrariedades. Ele, vitimado pela extrema solidão, se solidariza com ela na dor. Ela, com hematomas físicos e emocionais, vê nele a fuga possível. Os dois outsiders ensaiam uma associação amorosa e “profissional” no ofício do arrombamento.

O diretor e roteirista sul-coreano Kim Ki-Duk (de Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera) traça em Casa Vazia um doloroso e poético painel sobre a solidão e o isolamento. A direção é extremamente sóbria e minimalista. Os protagonistas nem precisam se expressar verbalmente para externar suas dores. Não há uma única palavra trocada pelo casal.”

Outros Filmes de Posts passados: “O Apaixonado Thomas” (Thomas est Amoureux), “A Leste de Bucareste” (A Fost Sau n-a Fost?), A Família Savage, Underground: Mentiras de Guerra, Working Man’s Death (A Morte do Trabalhador), Primavera, Verão, Outono, Inverno, …, Primavera,

Me dei mal, não foi dessa vez que assisti A CASA VAZIA de Kim-Ki-Duk. Como nas outras vezes, baixa só até os 92,16%. Imagem abaixo.

captura_de_tela


“Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring” – “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” e “ Turtles can fly” – “Tartarugas não podem voar”, foram os filmes do fim de semana que eu não poderia deixar de indicar.

domingo, novembro 4th, 2007

Entre outras coisas, nesse fim de semana assisti dois filmes – “Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring” e “ Turtles can fly”. O primeiro: “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” do diretor sul-coreano Kim Ki-Duk, é fantástico, um filme de takes longos, uma fotografia excepcional. Um filme com pouquíssimos diálogos, tendo nos olhares, gestos e situações, a residência do necessário para que você extraia a mensagem. O filme conta a história de um velho monge budista e seu aluno, conforme as estações do ano passam, a vida prossegue seu ritmo natural chocando-se com as tradições e ensinamentos, de uma forma ou outra, toda a natureza demonstrará-se em sua potência e beleza, bem como, a superação da roda da vida – samsara em direção a Mandala do Prajnaparamita.

O segundo filme:

“Tartarugas não podem voar” – “Lakposhtha hâm parvaz mikonand” (2005) do diretor iraniano Bahman Ghobadi teve um plus a mais, eu vi ele junto com minha companheira – sempre é melhor sem dúvida :) . O filme é mais que um filme, é uma história de vidas, uma película complexa de muitas realidades e superações super-humanas. Em um campo de refugiados no Kurdistão, centenas de curdos esperam o provavel inicio da guerra (invasão Americana). Sr. Satélite é o nome de um jovem instalador de antenas, desarmador de minas que com muita esperteza e argumentos organiza o trabalho das crianças, esse assume para si a responsabilidade sobre elas e seu trabalho sendo assim obedecido e respeitado por elas e por todos refugiados. Um outro jovem do campo desarma minas para venda por conta própria, questão essa que causa atrito com Sr. Satélite, esse atrito só será superado pelo fato desse segundo jovem ter premonições em sonhos. Junta-se a isso o fato desse ter uma irmã (jovem também) por qual Satélite apaixona-se, essa por sua vez vive conflitos com a criança cega que ela e seu irmão cuidam, esses conflitos a levarão para decisões extremas. Um filme muito forte e complexo, inúmeros temas, propostas e situações circulam por ele, mas uma mostra-se claramente a nosso olhos, nenhuma guerra deveria ser tolerada como nós estamos sendo capazes de tolerar.