Archive for the ‘Modernidade’ Category

Misto Quente – Charles Bukowski

quarta-feira, julho 11th, 2007

Fonte: Diri do Coletivo Sabotagem.

“O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, imigrante, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando à psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994). Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.”

Link do livro aqui

Uma viagem retrô…

sexta-feira, junho 22nd, 2007

Não é nada especial esse post (se bem que até acho que é). Ontem depois de uma prova sobre o pensamento de José de Souza Martins na disciplina de “Questão Agrária”, subi até o centro para pegar o ônibus para minha casa, fui conversando com o cobrador que é meu amigo e percebemos que tínhamos a mesma idade (32 anos) eis que ele lembrou (durante a conversa) de diversos símbolos que comporam diferentes tribos (por estilo e classe social) adolescentes na década de 80. Entre tantos exemplos maravilhosos (hoje hilários), cito: “O Maça Verde”; “Tênis Lecheval”; “Calça Wangler”; “Camiseta da Pichulyn”; “Cinta da Gang”; “Banda Erasure”. Enfim muito legal e engraçado essas lembranças, aposto que alguns ao lerem esse post vão se identificar com esses itens, ou podem remorar os seus (eu me encaixo aqui).

Obs 1: A obra de José de Souza Martins é muito interessante (grande indicação), fiz uma cópia do DVD da entrevista dele no Roda Viva (TV Cultura) anos atrás. Sociólogo da Escola de Florestan Fernandes do qual foi assistente, Martins pensa muito o mundo Rural (início de suas pesquisas), a escravidão contemporânea, os Linchamentos, o capitalismo, a sociologia da imagem, a reforma agrária e o conceito de “Exclusão Social” – para esse pesquisador um conceito complicado e conservador. Estou usando dessa percepção e pesquisa de Martins para pensar uma contribuição qualificada e crítica sobre outro conceito – “inclusão Digital”.

Obs 2: Duas amigas, tem dois livros dele diferentes cada uma, a Melina tem a Sociedade Vista do Abismo ea Márcia tem Reforma Agrária: O impossível diálogo. Isso quer dizer que minhas leituras de Martins, podem avançar com baixo custo, certíssimo.

A Trilogia "Qatsi"

terça-feira, maio 1st, 2007

Em 1983 o diretor Godfrey Reggio e o músico (mestre) Philip Glass lançam Koyaanisqatsi (eDonkeTorrent), o 1º de uma série de 3 – “a palavra koyaanisqatsi tem origem na língua Hopi e quer dizer vida desbalanceada, ou vida louca (…) a trilha sonora deste documentário possui grande importância pois o desenrolar tem a velocidade e o tom ditados por ela. Não existem diálogos e também não são feitas narrações durante todo o documentário (…) o filme leva a refletir sobre os aspectos da vida moderna que nos fazem viver sem harmonia com a natureza, bem como a pressão exercida pelas inovações tecnológicas que tornam o cotidiano cada vez mais rápido.”

Completam a Trilogia-Qatsi mais dois filmes – Powaqqatsi: Vida em Transformação (1988) (eDonkeTorrent) e Naqoyqatsi: Vida como Guerra (2002) (eDonkeTorrent). O último ví a pouco tempo, os anteriores vi no inicio dos anos 90 – na época, fiquei muito impactado pelos filmes como um todo, e pelo que a espécie humana foi capaz de construir para si (ainda vai) e para as demais espécies (inaceitável). Foi através desses filmes que comecei a escutar Philip Glass a parte boa digamos do impactado.

Em “verde” você tem os links para baixar os filmes no formato XVid, perto de 700MB, muito boa qualidade. Os links são da Rede eDonke (via mulinha) ou via Torrent – Qualquer dificuldade, retorna nos comments do blog que eu ajudo.

Bjos – Lucio Uberdan

(Série Cartas I) Já podemos liquidar o Planeta com relativa tranqüilidade Cowboy.

sábado, abril 28th, 2007

Do amiguinho: George
Para o amiguinho: Tony

Hey pequeno Tony,
Te escrevo “pequeno cowboy”, sobre as recentes notícias do “Novo Planeta” – agora já podemos ficar mais tranqüilos não? Agora pode aquecer e terminar a água, pode inclusive explodir (desde que com data marcada e via milhares de mísseis americanos e alguns teus), já está tudo sobre controle (estabilizado). Porém pequeno cowboy, temos muito planejamento pela frente, o dever de casa é (copia ai) investir recursos públicos em pesquisas privadas:

1.Pesquisas exploratórias do novo Planeta (comprovando o mínimo possível para habitar – serão nossos filhos que irão mesmo) e os devidos meios de transporte para levar aqueles que importam para lá (temos de manter a base do petróleo nesse item Tony – isso ajuda no aquecimento);
2.Programas de crescimento eficazes que consigam aumentar a taxa de lucro médio, e a concentração de renda de forma mais homogênea para aqueles que importam, hoje esses índices estão muito abaixo de décadas anteriores (aqui pequeno cowboy estou convencido que teremos de começar a dividir um pouco) – dividir para acumular mais yeah;
3.Maciça campanha de mídia para alardear ainda mais na população o discurso dos tais “movimentos sociais”, essa tática suicida causa desespero, pânico e pouca margem propositiva, na primeira crise matam-se a si mesmos – conhecemos a natureza do homem não? Cada um por si. Olha o Iraque, Sunitas matam Xiitas e vice-versa, quem menos morre são os nossos futuros jovens mártires – hauhauhauhau. E tem mais, os movimentos sociais parecem a “Frente de Libertação da Judéia” do “Monty Phyton” – com todo respeito, o Monty Phyton é o último dos dois únicos acertos que vocês tiveram nessa vida cowboy – primeiro foi o povo Americano.
Seguindo Tony, podemos ser relativamente eficazes nessa estratégia se ampliarmos o vetor predatório do homem sobre o velho planeta e de uma new-escravização controlada e desejada (prometemos salvar alguns e eles matam os outros – relativamente já fazem isso não?) essa última será construída sobre as bases do medo – a TV já está fazendo o trabalho e temos o apoio da esquerda e suas centenas de sub-divisões hauhauhauhau. Mas por enquanto é isso, me sinto até melhor.

Um abraço cowboy,
George 

O Projeto “Cartas dos Grandes” é parte das ações do Group Responsabilition Social – O GRS é um entidade civil com fins lucrativos, que tem a missão de constituir conhecimentos, práticas e métodos propositivos para aumento da auto-estima de uma série de grandes homens ricos e poderosos injustiçados pela auto-ineficiente sociedade civil organizada mundial. O projeto “Cartas dos Grandes” visa fortalecer a troca de idéias através de cartas em os principais e sensíveis homens desse planeta, na perspectiva destas serem um alívio aos sofrimentos pessoais destes.

Hegemonia e Diversidade Cultural – Gilberto Gil

terça-feira, janeiro 23rd, 2007

“A antropologia desalojou o tempo único e a linearidade do velho mundo. O tempo cristão arcaico previa um tempo que se afunilava em direção ao seu esgotamento moral, sob a luz do filho na terra, incapaz de honrar a sua origem celestial. Sua finalidade estava na própria origem do tempo, que se dissolvia e perdia sentido como uma ampulheta. O homem sonhava com a origem e sofria ao dela distanciar-se.”

Hegemonia e Diversidade Cultural > é o nome da conferência de Gilberto Gil no II Fórum Cultural Mundial. Texto longo de leitura rápida. Texto limpo, semeador de rizomas incessantes, conexões que demarcam com solidez e esperança o espaço da diversidade em um momento de crise, irreversível, da modernidade que nos foi apresentada pelo iluminismo.

Gil fala de Alteridade, Estado, Liberdade, Luta Social, apresenta seu conceito de Cultura, dedica-se a Diversidade Cultural, antes um mal (modernidade) que agora revisto, “…preenche nossos corações…” mas frisa: ” … as diferenças culturais são positivas, mas as desigualdades sociais não são e nem serão jamais”

Um texto que adequa-se ao tamanho e abertura do óculos de cada um, pois “…opiniões diferentes … muitas vezes expressam momentos distintos da compreensão de um mesmo fenômeno.”

Lucio Uberdan

Cientistas adiantam em dois minutos o "Relógio do Apocalipse"

quinta-feira, janeiro 18th, 2007

Por France Presse – Londres

O Boletim de Cientistas Atômicos (BAS) adiantou nesta quarta-feira em dois minutos o ponteiro do Relógio do Apocalipse, um instrumento que simboliza a iminência de uma hecatombe nuclear.

Relógio do Apocalipse nuclear é adiantado
O ponteiro do “Relógio do Apocalipse”, criado em 1947 para simbolizar os riscos das armas nucleares para a humanidade, agora marca cinco para a meia-noite, após ser adiantado em dois minutos, durante cerimônias organizadas simultaneamente em Washington e Londres.

“Estamos no limiar de uma segunda era nuclear. O mundo não se confronta com opções tão perigosas desde que as primeiras bombas atômicas foram lançadas sobre Hiroshima e Nagazaki [1945]“, alertou o grupo de cientistas, que inclui 18 prêmios Nobel.

“O recente teste norte-coreano de uma arma nuclear, as ambições nucleares iranianas, as insistentes evocações da presença contínua de 26 mil armas nucleares nos Estados Unidos e Rússia são sintomáticos da incapacidade de resolver os problemas trazidos pela tecnologia mais destrutiva da Terra”, afirmou.

O grupo de cientistas também alertou sobre o fracasso do mundo em resolver os problemas representados pela crise do aquecimento global.
Esta é a primeira vez que o relógio é adiantado desde fevereiro de 2002.

O relógio foi criado por cientistas de Chicago que participaram do projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, lançada pela primeira vez sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945.
Lucio Uberdan

Carnaval/Canibal – Jean Baudrillard

quinta-feira, setembro 21st, 2006

Carnaval/Canibal – Jean Baudrillard
*perfeito, fragmento do texto [Carnaval/Canibal] do Baudrillard para o “Seminário – Metamorfoses da Cultura Contemporânea” em Poa, ano passado.

Segundo a famosa fórmula de Marx sobre a história que se faz primeiro como acontecimento autêntico, para depois se repetir como farsa, pode-se conceber a modernidade como a aventura inicial do Ocidente europeu e, depois, como uma imensa farsa que se repete em escala planetária, sob todas as latitudes para onde se exportam os valores ocidentais (técnicos, econômicos, políticos ou religiosos). Esta “carnavalização” passa pelos estágios históricos da evangelização, da colonização, da descolonização e da globalização. O que se nota menos é o fato de que essa hegemonia, essa apropriação de uma ordem mundial cujos modelos não apenas técnicos e militares, mas também culturais e ideológicos parecem irresistíveis, vem acompanhada por uma reversão na qual essa potência é lentamente minada, devorada, “canibalizada” justamente por aqueles que ela carnavaliza.