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A China se mostrou para o mundo, e é inteiramente capitalista.

sexta-feira, agosto 8th, 2008

Depois da abertura das olimpíadas hoje, gostaria de saber o que pensam os(as) “socialistas” que me criticavam pela campanha Free Tibet (em tom de deboche pelo menos). A abertura das olimpíadas na China hoje, deixou duas grande lições para os(as) socialistas, a primeira é que o governo de Hu Jintao valoriza mais a monarquia que os monges Budistas pró-Tibet (Tibet também não é feito só de monges), a segunda, é que Comunismo é uma palava e passado que o grupo majoritário “tunpai” de Hu Jintao no Partido Comunista Chinês, demonstrou para o mundo hoje, querer esquecer o mais rápido possível. Ainda que sendo mais a esquerda que o “neocon”.

A apresentação da abertura das Olimpíadas hoje, retratou em imagens, danças, músicas e roupas, a história milenar daquele país e cultura, durante horas, a história das dinastias e dos antigos monarcas foram referenciadas dezenas de vezes, po seus avanços políticos, culturais e científicos, e logo após, como num passe de mágica, abre-se um globo simbolizando a globalização, e salta-se decepando a história, diretamente para os anos 2000, e nada, absolutamente nada do período Comunista foi encenado, descrito, ou citado, salvo eu não tenha percebido. Até o vermelho estava lá, mas não como pesam os socialistas, estava lá era o vermelho do imperador.

A China mostrou-se para o mundo, e mostrou-se com a feição que deseja ser conhecida, e reconhecida. A China é capitalista e comandada por capitalistas, e pior, como dizia o velho ditado, “o pior capitalista é o ex-comunista”. Ademais do ponto de vista estético, estava muito bonito realmente.

Para ilustrar ainda mais, na abertura do Dossiê Olimpíadas do Esquerda.Net divulgado hoje, temos a seguinte citação: “o governo chinês quer mostrar ao mundo que o país entrou definitivamente na categoria das superpotências. Mas não está a conseguir livrar-se das acusações de violações de direitos humanos e de aplicar o capitalismo mais selvagem, que já criou 250 mil milionários, mas onde 700 milhões vivem com menos de dois euros por dia.”

Na aba Mundo da Folha de 16 de junho AQUI, segundo a Anistia Internacional: “Mais de mil tibetanos detidos durante os protestos pró-independência, que ocorreram em março, na China, continuam desaparecidos, aponta um relatório divulgado nesta semana pela Anistia Internacional. O documento afirma que há denúncias de casos de abuso nas prisões e que, enquanto detidos, os tibetanos teriam apanhado e ficado sem comer.”

Defender a China como socialista é defender o indefensável, e pior, achar que um pressuposto histórico (e controverso) é uma melhor fonte, frente a possibilidade, realidade e necessidade de um Tibet que se auto-determine, com liberdade cultural, política e religiosa, é uma total incompreensão da luta mundial dos trabalhadores(as).

Mais comentários: “Surpresas” de Pequim e Buenos Aires;

Aonde olhar a abertura das olimpíadas na China?

sexta-feira, agosto 8th, 2008

Tive hoje pela manhã, três escolhas para acompanhar um pouco da abertura das Olimpíadas, a) SportTv; b) GloboNews; c) Globo canal aberto.

Na SportTV não estava legal, não me acostumo mesmo com esse canal, na realidade, nem sei por que ele apareceu aqui em casa . Na Globo News não paravam de “comentar”, na primeira parte, em que centenas de percursionistas tocavam, não dava de ouvir o som da percussão, pois eles(as) ficavam o tempo inteiro tagarelando com convidados no estúdio, já na Globo, no canal aberto, a coisa tava melhor, relativos comentários cadenciados, podia-se se ver e ouvir dessa forma as fases da abertura, apesar do áudio estar com muitos problemas entre os jornalistas, bem como, nas tentativas sem sucesso de por celular falar com esportistas brasileiros que estavam no desfilo, que convenhamos, é sem propósito algum.

O problema de ver algo que tenha haver com esporte na Globo é sempre o mesmo, e chama-se Galvão Bueno, comentarista-mór que deixa muitos “furos”, comentários errados e desnecessários, confunde situações, troca palavras e tem uma tendência sempre de superficializar questões que poderiam ser melhor trabalhadas. Claro que não recordo quais “confusões” tiveram hoje, não fiquei anotando, apenas eu e minha companheira demos boas risadas com elas. Quando eles pronunciavam o chinês era muito engraçado, cada um fala uma pronúncia diferente sobre um mesmo nome.

Outro problema grande do Galvão e de todo o séquito que vem atrás dele, é uma tentativa constante de politizar os debates, na entrada das delegações, inúmeras foram aplaudidas e ele comentava – muito aplaudida, etc, na entrada da delegação Cubana, uma das mais aplaudidas, ele calou, emudeceu, tergiversou, e nada falou sobre o fato que a delegação Cubana foi de fato uma das mais aplaudidas. Vale citar que seus conhecimentos sobre Comunismo, também deixam muito a desejar.