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	<title>Relatividade</title>
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	<description>Um dissidente tentando ser criativo...</description>
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		<title>Hoje faz 40 anos do assassinato de Carlos Marighella.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 12:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução]]></category>
		<category><![CDATA[Hoje faz 40 anos do assassinato de Carlos Marighella.]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 214px"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_4hOpOJZ1nKM/Sh1HbjJ0FfI/AAAAAAAAHN4/9oXc0hfFj5U/s320/94594_kaosenlared.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_4hOpOJZ1nKM/Sh1HbjJ0FfI/AAAAAAAAHN4/9oXc0hfFj5U/s320/94594_kaosenlared.jpg" width="204" height="272" /><p class="wp-caption-text">Carlos Marighella.</p></div>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O Brasil Autogestionário lembra que hoje faz 40 anos do assassinato de Carlos Marighella – <em>“em uma emboscada armada pela polícia política comandada pelo delegado Fleury, no centro da cidade de São Paulo. Nesse dia (04/11), Marighella tinha um encontro marcado com frades dominicanos. Acabou sendo emboscado e fuzilado, sem chance de defesa.”</em>(Carta Maior).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O Brasil Autogestionário registra essa data, pois </span><span style="color: #000000">manter viva as memórias do passado é um importante exercício para avaliar o presente e o futuro, bem como, o BA renova aqui</span><span style="color: #000000"> seu compromisso com os ideais de Marighella, sem vacilo, ainda que não sejamos um incêndio, somos uma “fogueira” permanente como disse Florestan <span style="color: #000000"><em><strong>(Lucio Uberdan &#8211; originalmente publicado no Brasil Autogestionário)</strong></em></span>.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Em 12 de novembro de 1984, o professor Florestan Fernandes escrevia:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify"><em><span style="color: #000000">O 4 de novembro de 1969 incorporou-se à história graças a um feito policial-militar que culminou na morte de Carlos Marighella. (…) morreu o principal líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), figura política que se tornara conhecida como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), seu dirigente de cúpula e também seu deputado no Congresso que elaborou a Constituição de 1946. Ele foi perseguido como a caça mais cobiçada e condenado à morte cívica, à eliminação da memória coletiva. Só em dezembro de 1979, quando seus restos mortais foram trasladados para Salvador, sua cidade natal, Jorge Amado proclamou o fim da interdição expiatória: “Retiro da maldição e do silêncio e aqui inscrevo seu nome de baiano: Carlos Marighella”. </span></em></p>
<p style="text-align: justify"><em><span style="color: #000000">Um Homem não desaparece com a sua morte. Ao contrário, pode crescer depois dela, engrandecer-se com ela e revelar sua verdadeira estátua à distância. É o que sucede com Marighella. Ele morreu consagrado pela coragem indômita e pelo ardor revolucionário. Os carrascos trabalharam contra si próprios; ao martirizá-lo, forjaram o pedestal de uma glória eterna. Agora, esse homem volta à atualidade histórica. Ele não redimiu os oprimidos nem legou um partido novo. Mas atravessou as contradições que vergaram um partido que deveria ter enfrentado a ditadura revolucionariamente, acontecesse o que acontecesse. Desmascarou assim a realidade dos partidos proletários na América Latina. Em uma situação histórica de duas faces (como gosto de descrever), contra-revolução e revolução ficam tão presas uma à outra que são os dois lados de uma mesma moeda. À superfície, parece que a luta de classes opera em mão única – no sentido e a favor dos donos do capital e do poder. Todavia, no subterrâneo (na “infra-estrutura da sociedade” ou no “meio social interno”) existem várias fogueiras, e o aparecimento de alternativas históricas pode depender de “um punhado de homens corajosos” ou de partidos organizados e preparados para a revolução.</span></em></p>
</blockquote>
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		<title>Claude Lévi-Strauss, o mundo perde seu maior Antropólogo.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 12:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Lévi-Strauss]]></category>
		<category><![CDATA[o mundo perde seu maior Antropólogo.]]></category>

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		<description><![CDATA[“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele” (Claude Lévi-Strauss) Sábado último, dia 31 de outubro, o mundo perdeu seu maior Antropólogo. Claude Lévi-Strauss, antropólogo estruturalista francês, belga de nascimento e Brasileiro de profissão, faleceu aos 100 anos em Paris.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="padding-left: 90px"><span style="color: #000080"><em>“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele” (Claude Lévi-Strauss)</em></span></p>
<p style="padding-left: 90px"><span style="color: #000080"><em><br />
</em></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 456px"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2556/4073948908_a8d01063a9_o.png" alt="" width="446" height="289" /><p class="wp-caption-text">Lévi-Strauss no Brasil, década de 30.</p></div>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Sábado último, dia 31 de outubro, o mundo perdeu seu maior Antropólogo. Claude Lévi-Strauss, antropólogo estruturalista francês, belga de nascimento e Brasileiro de profissão, faleceu aos 100 anos em Paris.  Lévi-Strauus foi decisivo para a construção da Antropologia mundial, e de certa forma a Brasileira.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Em 1934 Lévi-Strauss foi convidado e lecionar na recente universidade brasileira, a USP. Durante três anos lecionou “antropologia” pela acadêmia brasileira, bem como começou suas pesquisas de campo com  os índios cadiuéus, bororos e nambiquaras, que lhe rendeu os primeiras registros do que viria a transforma-se na Antropologia Estruturalista, corrente que revolucionou a antropologia como um todo no meio do século XX, e que permanece até hoje atual de certa forma, ainda que “passada”, não existe economista que não leu Marx, sociólogo que não leu Durkhein, e Antropólogo que não leu Lévis-Strauss.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Em 1955 Lévi-Strauss escreve uma de suas mais intrigantes obras, o livro “Tristes Trópicos” além de ciência também é uma autobiografia do pensamento e o fazer de antropólogo, de Strauss, nele o Antropólogo relata a sua passagem pelo Brasil, bem como três referências relevantes para seu pensamento, a Geologia, a Psicanálise e o Marxismo.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Lévis-Strauss foi autor de vários livros, autor de um movimento e ânimo na Antropologia mundial, uma verdadeira revolução e inversão dos fundamentos metafísicos do colonialismo, que fez com que Extruturalismo e seu próprio nome fossem como sinônimos. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Para tal era concebível a organização de estruturas racionais que moldavam o pensamento e a prática humana, essas por suas vez eram sociais e não individuais. Os indivíduos em suas individualidades, nem produzem nem possuem o controle das convenções que animam e explicam sua existência social, elas tem um certo sentido biológico.<br />
</span></p>
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		<title>Chegamos com a casa inteira.</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 20:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Chegamos com a casa inteira.]]></category>

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		<description><![CDATA[Fazia meses que não usava o Relatividade (anterior), teve outro Relatividade antes (2006) o trabalho e a militância, bem como o blog coletivo que faço parte Brasilautogestionário.org tomam todo meu tempo, e a poucas horas que sobram ficam dedicadas para o trabalho doméstico, sempre muito &#8220;aprazível&#8221; e orientado pela companheira. Ainda assim, ao navegar pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 225px"><a id="asseti893294d3583b64f25cbb0bb3d95b7f730242abc0-link-img" href="http://media.fukung.net/images/14127/8161e9f148314631f98351a613b6e589.jpg" target="_blank"><img class=" " src="http://img.ffffound.com/static-data/assets/6/893294d3583b64f25cbb0bb3d95b7f730242abc0_m.jpg" alt="" width="215" height="129" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar, sou o 4º a esquerda, minha esposa esta ao meu lado de azul.</p></div>
<p style="text-align: left">Fazia meses que não usava o <span style="color: #800080"><strong><a href="http://relatividade.wordpress.com/"><em>Relatividade</em></a></strong></span> (anterior), teve outro <a href="http://lucio-uberdan.blogspot.com/"><span style="color: #800080"><em><strong>Relatividade</strong></em></span></a> antes (2006) o trabalho e a militância, bem como o blog coletivo que faço parte <a href="http://www.brasilautogestionario.org/"><em><strong><span style="color: #800080">Brasilautogestionário.org</span></strong></em></a> tomam todo meu tempo, e a poucas horas que sobram ficam dedicadas para o trabalho doméstico, sempre muito &#8220;aprazível&#8221; e orientado pela companheira. Ainda assim, ao navegar pela web encontrei esse por assim dizer projeto &#8220;<a href="http://culturadigital.br/"><span style="color: #800080"><em><strong>cultura digital</strong></em></span></a>&#8220;, muito excitante (de certa forma), de pronto me animei a importar o Relatividade para cá, e dentro das possibilidades seguir a vida por esses &#8220;pagos&#8221;.</p>
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		<title>Liberdade na internet? Debate simples ou complexo?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade na internet? Debate simples ou complexo?]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Everton Rodrigues e Lucio Uberdan – Publicado no Trezentos. A Internet tem sido objeto de reflexões e debates diários, envolvendo cada vez mais pessoas, movimentos, entidades, organizações, governos e corporações. Entre tantas questões abordadas, a “liberdade na internet” tem sido o tema central e polêmico, afinal, quais seriam os direitos e deveres que um(a) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><span style="color: #000000">Por <em><strong>Everton Rodrigues</strong></em> e <em><strong>Lucio Uberdan</strong></em> – Publicado no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3305"><em><strong>Trezentos</strong></em></a>.</span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">A Internet tem sido objeto de reflexões e debates diários, envolvendo cada vez mais pessoas, movimentos, entidades, organizações, governos e corporações. Entre tantas questões abordadas, a “liberdade na internet” tem sido o tema central e polêmico, afinal, quais seriam os direitos e deveres que um(a) “internauta” tem e ou deveria ter? A percepção e indução da existência de um “outro cidadão”, virtual, sem limites e livre que precisa ser “controlado ou não” por um estatuto novo seria de fato a centralidade das preocupações geradoras de toda a celeuma instalada?</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><strong><span style="color: #000000">Introdução</span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">No mundo inteiro a restrição ou não dos “internautas” está intimamente ligado ao acesso a produtos/serviços digitais, em especial vídeos, fotos, músicas, códigos, textos/opiniões, etc. Estes produtos e serviços podem ser animados pelas empresas tradicionais do setor que alegam prejuízos pela “pirataria” na rede, ou por novas empresas/redes autônomas animadas na própria rede, que rompe com parte da cadeia produtiva vigente. Sabe-se que com a existência da internet; com o desenvolvimento de equipamentos digitais wi-fi e o crescente acesso à banda larga que garante a circulação digital destes, propriciou-se a abertura de um interregno</span><a name="sdfootnote1anc" href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3305#sdfootnote1sym"><span style="color: #000000"><sup>1</sup></span></a><span style="color: #000000"> em algumas cadeias produtivas como exemplo a da arte e da comunicação. Esta situação instalada nos leva a seguinte reflexão: Que novo modelo de comunicação e arte se constroe? Qual o impacto que será provocado com as alterações propriciadas pelo fluxo de circulação desses produtos na internet?</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Cada percepção, tese e sujeito envolvido no debate tem seus próprios objetivos, uns alinhados à ideais coletivos que visam soltar as correntes e cadeados da rede no que tange seu uso e circulação de bens, outros identificados com propostas corporativas e proprietárias que precisam adequar seus modelos de negócios para continuar a obter lucros, acumular riqueza, e manter a tensão capital x trabalho. Inicialmente para compensação das mudanças da cadeia produtiva, e na sequência para ampliação da margem de lucros com novos produtos e serviços e jornadas de trabalho. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Ainda que sejam diferentes composições socio-políticas em debate, ambas tendem a concordar sobre questões estruturais, citamos em especial quatro destas: 1) Ambas tem posições extremamente “positivas” e não contestatórias da tecnologia, uma visão conhecida como prometéica que acredita que toda a tecnologia introduzida é benéfica a experiência humana; 2) A incapacidade de envolverem outros atores e setores como o de energia, ambiente e finanças ao debate, isolando-se sempre na temática da comunicação, arte e estado; 3) Um profundo idealismo do sujeito político digital, uma crença em um nick-ativismo polítizado e construtor de uma sociedade em rede, onde o modelo de negócios do Software Livre seria o exemplo econômico de sociedade a ser seguido na produção em todas as áreas da sociedade; 4) Uma profunda idolatria e fetichismo aos artefatos tecnológicos como telefones e notebooks, bem como de redes sociais como o Orkut, Facebook e Twitter. Ambas questões deixamos aqui apenas para percepção, não pretendemos desenvolver as mesmas nesse artigo.<span id="more-1348"></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><a name="more-3305"></a> <strong><span style="color: #000000">O controle</span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Estamos vendo avançar a idéia de vigiar e controlar a internet pelo mundo: EUA, França, Espanha e Suécia são exemplos do medo que as corporações possuem quando visualizam mais pessoas comunicando-se com certa liberdade e os bens “intangiveis” circulando sem pagamento sobre a ótica da abundância. No Brasil conseguimos minimizar a festa do Senador Azeredo que se desenvolvia com tranqüilidade para aprovação do PL batizado de “AI5-Digital” no Senado, PL fantasiado em um falso debate de combate à pedofilia, mas que recuou no retornou para a Câmara dos Deputados, fruto das muitas mobilizações, ações virtuais e presenciais combinadas que diziam NÃO ao PL e SIM pela liberdade na internet.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Nossa mobilização derrotou a estratégia inicial daqueles que desejavam aumentar e definir o processo de controle da rede, com objetivos exclusivamente privados de ampliar as práticas de reprodução do capital, seja na ampliação das jornadas de trabalho dos “colaboradores”, seja na taxação da circulação dos bens intangiveis por exemplo. Agora os defensores da vigilância na internet precisam fragmentar a idéia de controlar a rede em vários projetos. Existem diversos destes em processo no Congresso Nacional. No último dia 15 de outubro a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou o projeto que obriga as Lan House manter um cadastro com nome, número de identidade e horário de acesso. Qual e quando será o próximo projeto a tramitar no parlamento federal?</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000"><strong>A materialização.</strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Por outro lado nota-se entusiasmo exagerado e romântico em certas visões e análises a respeito da liberdade que temos na rede, sem considerar os reais muros visíveis para impedir a construção de uma liberdade sustentável na rede. É fato que a internet é um meio de comunicação mais democrático que qualquer outro já conhecido por nós, mas ao mesmo tempo é uma gigantesca fábrica de acumular valor para as novas grandes “coorporações das redes de interterimento digital”.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Em cima dessa liberdade de produzir e circular “conteúdos”, não temos hoje ainda a noção dos desdobramentos desse novo setor selvagem do capital em um período longo, o absurdo valor financeiro que vale hoje o Twitter, o facebook e o Orkut por exemplo, é resultado exclusivo de horas/dia de trabalho não-remunerado de milhares e milhares de usuários pelo mundo, ao montarmos nosso perfil no Orkut, ao twittarmos, estamos gerando valor a essas ferramentas e por consequência suas coorporações, o resultado disso ainda é imprevisivel.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Outro elemento ainda pouco mensurado é o impacto ambiental dessa gigante proliferação da cibercultura por assim dizer, no ritmo de ampliação de computadores pessoais e empresariais, que incremento na produção de energia vai necessitar-se, quantas novas hidroelétricas serão construídas no país com essa argumentação? Nos últimos anos a república do Congo (Africa) tem vivido um conflito grande com muitas mortes, no centro desse conflito esta a extração dos minérios COLumbita e TANtalita, conhecidos como COLTAN, “metal de alta resistência térmica, eletro-magnética e corrosiva e por tais capacidades seu uso é muito difundido na composição de pequenos capacitores utilizados na maioria dos eletrônicos portáteis (celulares, notebooks, computadores automativos de bordo) (…) A ONU apresenta estimativas que já morreram mais 4 milhões de pessoas na dispusta pelo “ouro azul”, além do faturamento de mais de US$250 milhões que do Exército de Ruanda com o comércio do caro mineral. A mineração de columbita-tantalita provoca grandes impactos no meio-ambiente tropical do Congo (…) além das minas se encontrarem próximas e algumas dentro de parques nacionais. A obtenção desses materiais a partir de componentes eletrônicos é complexa e cara. Ambos metais são extremamente caros e raros na natureza. (<a href="http://lixoeletronico.org/blog/coltan-minera%C3%A7%C3%A3o-em-meio-uma-guerra-civil">http://lixoeletronico.org/blog/coltan-minera%C3%A7%C3%A3o-em-meio-uma-guerra-civil</a>). Para uma simples ação no “mundo digital” acontecer, inúmeras no mundo material aconteceram antes.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000"><strong>O Consumo e a prestação de serviço.</strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Com todo o potencial para criar conteúdos o artigo “Dilemas da rede: Web 2.0, conceitos, tecnologias e modificações”, de Renato Teixeira Bressan, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) traz os seguintes dados, “apenas 0,2% de visitantes do YouTube e 0,05% de usuários do Google Video postam vídeos nos respectivos sites, e 0,16% dos usuários do Flickr enviam fotografias. Somente a enciclopédia Wikipedia mostra uma quantidade considerável de participação, com 4,56% de visitas que resultam em conteúdo editado pelo site (TANCER, 2007).” Dados da empresa Hitwise. Somos educados para apenas consumir.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Além disso, a infra-estrutura de banda larga e servidores de hospedagem expandem-se em muito com ajuda do capital público, ainda que controladas por empresas privada que colocam os produtores de conteúdos em uma situação nada confortável. Esse setor igualmente gera poucos empregos diretos, as gigantes mundiais do setor de telecomunicações geram algo em torno de 200 mil empregos diretos no mundo inteiro cada uma, número irrisório frente a outros setores, além de promoverem práticas de trabalho com jornadas que remontam um século atrás, seus trabalhadores-colaboradores não conseguem mais distinguir a jornada de trabalho do restante do dia, imersos em seus notebooks, celulares e estações de trabalho. O “grosso” dos trabalhadores desse setor não estão em casa, de chinelo, trabalhando duas horas e descansando 30 minutos como se idealizava de forma discursiva sobre algumas “empresas” de abrangência do setor. Pura ficção, no máximo em alguns lugares específicos.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Para conectar a rede e para hospedar conteúdos é preciso depender de empresas privadas que oferecem serviços péssimos a preços caríssimos. As empresas de telecomunicações expandem com rapidez seus negócios nos meios urbanos sem cogitar jamais o meio rural, porque querem alcançar em pouco tempo grandes volumes de lucros. Para isso, as empresas que vendem conectividade vendem geralmente mais do que conseguem atende e dar suporte. Ou seja propaganda enganoza.</span></p>
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<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Um pesquisa feita por duas universidades européias revela a péssima qualidade da rede brasileira, que numa escala de 0 a 100, o Brasil ganhou nota 13. O IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e o CGI – Comitê Gestor da Internet no Brasil, já classificaram as piores opções de empresas do Brasil na área da telefonia. E quem utiliza o serviço diariamente tem passado por maus momentos. Conheça as empresas aqui:</span><a href="http://outrolado.com.br/Artigos/idec_aponta_telefonicaspeedy_como_pior_opcao"><span style="color: #000000"> http://outrolado.com.br/Artigos/idec_aponta_telefonicaspeedy_como_pior_opcao</span></a></p>
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<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Se observarmos a qualidade dos serviços de internet no Brasil, a festa é exclusiva para os empresários da telefonia, que oferecem um produto de baixíssima qualidade, com retorno financeiro de grandes proporções. Somente esse ano o serviço de uma dessas empresas parou várias vezes, e em uma das ocasiões ficou 3 dias sem funcionar. A Anatel investigou as causas, e a própria empresa em questão prometeu ressarcimento dos clientes afetados pelo seu péssimo serviço. O conselheiro da Anatel Plínio de Aguiar Júnior, já afirmou que as operadoras estão terceirizando completamente a infraestrutura e que nos casos piores, não há capacidade técnica necessária para controlar o sistema.</span></p>
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<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Diante dessa realidade essas empresas precisam investir pesado em propaganda para melhorar sua imagem. É o caso de organizar e transformar eventos que mobilizam muitas pessoas em atividades promocionais. O objetivo desses eventos de propaganda é realizar um grande festa. Certamente a festa não é voltada aos usuários, e sim para lucrar com uma boa imagem da empresa. Esses eventos também criam mecanismos para pescar talentos e idéias .</span></p>
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<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000"><strong>Alternativas?</strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Felizmente, ainda que tímido o debate sobre conectividade e hospedagem como serviço público vem tomando corpo. Em setembro em Pernambuco saiu da I Conferência Livre de Comunicação e Cultura as propostas: “Utilizar recursos do FUST para investir na soberania da rede, ampliando o alcance da RNP”; “Criar um repositório comum de metodologias, que parte do reconhecimento das identidades culturais regionais…” que serão apresentadas nas conferências de comunicação e nas conferências de cultura. Conheça as propostas: <a href="../../iicncrj/2009/09/30/i-conferencia-livre-de-comunicacao-para-a-cultura/" target="_blank">http://culturadigital.br/iicncrj/2009/09/30/i-conferencia-livre-de-comunicacao-para-a-cultura/</a></span></p>
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<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Temos a oportunidade de apresentar nas conferências de cultura e de comunicação, propostas para que o estado faça investimentos públicos em infra-estrutura de banda larga, backbone público e servidores para hospedar conteúdos de criadores que desejam disponibilizar estes em<br />
licenças permissivas. Não podemos continuar a depender de serviços essências através das empresas privadas e/ou tradicionais capitalistas, pois essas não possuem nenhum compromisso com a liberdade na internet, com a qualidade do serviço, com a necessidade social da ampliação da cobertura, mas sim, exclusivamente com as porcentagens e possibilidades de lucro. Continuar a depender, única e exclusivamente, dos monopólios empresariais é deixar a internet ser controlada.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">Não se deixe enganar com o que parece legal. Questionar, problematizar e refletir nesse momento é uma questão de avançar ou não na real construção das liberdades civis na internet e fora dela. O movimento software livre, Música Para Baixar, Pontos de Cultura, Rádios Comunitárias, movimentos sociais em geral como o de Economia Solidária e Luta pela Terra, e todas as demais pessoas que desejam uma sociedade com novos valores, devem movimentarem-se com esses debates, não deixando outros monopólios crescerem como está acontecendo.</span></p>
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<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><strong><span style="color: #000000">Sugestão para leituras:</span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">O que queremos na Conferência Nacional de Comunicação? </span><strong><span style="color: #000000">Sérgio Amadeu</span></strong><span style="color: #000000"> <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3025" target="_blank">http://www.trezentos.blog.br/?p=3025</a></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000">A Batalha da Mídia e o monopólio ilegal Telefónica/TVA – </span><strong><span style="color: #000000">Rosane Bertotti, secretária Nacional de Comunicação da CUT </span></strong><span style="color: #000000">- <a href="http://www.cut.org.br/content/view/16862/170/" target="_blank">http://www.cut.org.br/content/view/16862/170/</a></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000"><a name="sdfootnote1sym" href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3305#sdfootnote1anc">1</a>Interregno: significa originalmente “entre reinados” , ou seja, designava o intervalo existente entre a deposição ou morte de um monarca e a assunção do novo. Corriqueiramente passou a definir o espaço de tempo compreendido entre dois fatos.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Qual a origem do couro do seu sapato? O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ações contra 20 fazendas e 13 frigoríficos por desmatarem a floresta Amazônica para a pecuária.</title>
		<link>http://culturadigital.br/luciouberdan/2009/06/16/qual-a-origem-do-couro-do-seu-sapato-o-ministerio-publico-federal-mpf-ajuizou-acoes-contra-20-fazendas-e-13-frigorificos-por-desmatarem-a-floresta-amazonica-para-a-pecuaria/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Qual a origem do couro do seu sapato? O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ações contra 20 fazendas e 13 frigoríficos por desmatarem a floresta Amazônica para a pecuária.]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ministério Público Federal do Pará ajuizou uma série de ações contra 20 fazendas e 13 grandes frigoríficos do Pará, por exercerem sua atividade econômica da pecuária as custas do desmatamento ilegal, infringindo um crime ambiental passivo de mais de R$ 2 bilhões em multas. Estima-se que essas empresas desmataram ilegalmente mais de 157 mil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fluciouberdan%2F2009%2F06%2F16%2Fqual-a-origem-do-couro-do-seu-sapato-o-ministerio-publico-federal-mpf-ajuizou-acoes-contra-20-fazendas-e-13-frigorificos-por-desmatarem-a-floresta-amazonica-para-a-pecuaria%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fluciouberdan%2F2009%2F06%2F16%2Fqual-a-origem-do-couro-do-seu-sapato-o-ministerio-publico-federal-mpf-ajuizou-acoes-contra-20-fazendas-e-13-frigorificos-por-desmatarem-a-floresta-amazonica-para-a-pecuaria%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 183px"><img src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/OmarTurciusDesmata2.jpg" alt="" width="173" height="192" /><p class="wp-caption-text">É um &quot;serrão&quot; mesmo.</p></div>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">O Ministério Público Federal do Pará ajuizou uma série de ações contra 20 fazendas e 13 grandes frigoríficos do Pará, por exercerem sua atividade econômica da pecuária as custas do desmatamento ilegal, infringindo um crime ambiental passivo de mais de R$ 2 bilhões em multas. Estima-se que essas empresas desmataram ilegalmente mais de 157 mil hectares de mata, área maior que a cidade de São Paulo. Clicando <a href="http://www.prpa.mpf.gov.br/noticias/acoes_fazendas_gado_desmatamento.pdf"><em><strong>AQUI </strong></em></a>você acessa o nome das Fazendas e frigoríficos autuados, entre eles encontra-se a Fazenda Santa Bárbara do banqueiro Daniel Dantas, e clicando <a href="http://www.prpa.mpf.gov.br/noticias/compradores_gado_desmatamento.pdf"><em><strong>AQUI</strong></em></a> você acessa o nome de seus compradores, entre eles a Avipal Nordeste (Perdigão), Carrefour, Grupo Pão de Açucar, Sadia, Wal Mart.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">O procurador Daniel Avelino, responsável pela ação, disse que as fazendas terão de reparar o dano ambiental, e seus compradores nomeados na lista “vão ter que parar de comprar de infratores ambientais. Senão serão responsabilizadas pelos danos que venham a ocorrer. E vão ter que informar no produto a origem dele para que o consumidor possa ter a opção de escolher, se ele quer ou não adquirir aquele produto conveniente de desmatamento na Amazônia.”</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">No <a href="http://www.brasilautogestionario.org/?p=2833"><em><strong>Dicionário Internacional da Outra Economia</strong></em></a>, verbete <strong>*Comércio Justo (</strong></span><strong><span style="color:#000000">*Alfonso Cotera e Humberto Ortiz – pág.60)</span></strong><span style="color:#000000">, lê-se: <em>“Comércio justo é o processo de intercâmbio de produção-distribuição-consumo, visando a um desenvolvimento solidário e sustentável (…) O comércio justo traduz-se no encontro fundamental entre produtores responsáveis e consumidores éticos.” </em></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Já no verbete <strong>**Consumo Solidário (</strong></span><strong><span style="color:#000000">**Euclides Mance – pág.72)</span></strong><span style="color:#000000"> é salientado: <em>“O ato de consumo não é apenas econômico, mas também ético e político. A pessoa que consome um produto ou serviço cuja elaboração ou oferecimento impliquem exploração de seres humanos ou dano ao ecossistema é co-responsável por esses efeitos. Seu ato de compra contribui para que os responsáveis por essa opressão  econômica e pela agressão ambiental possam converter as mercadorias produzidas daquela forma em capital a ser reinvestido do mesmo modo, reproduzindo práticas socialmente injustas e ecologicamente danosas. O consumo é, pois, um exercício de poder pelo qual efetivamente se pode tanto apoiar a exploração de seres humanos, a destruição progressiva do planeta, a concentração de riquezas e a exclusão social, quanto se contrapor a esse modo lesivo de produção.”</em></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Cuide bem o que você compra. </span></p>
<p style="text-align:justify"><strong><em><span style="color:#000000">Comentário de minha autoria originalmente publicado no <a href="http://www.brasilautogestionario.org/"><em>Brasil Autogestionário</em>.</a></span></em></strong></p>
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		<title>“98ª Conferência Internacional do Trabalho está muito aquém das necessidades das trabalhadoras e dos trabalhadores.” Por Analine Specht e Lucio Uberdan.</title>
		<link>http://culturadigital.br/luciouberdan/2009/06/16/%e2%80%9c98%c2%aa-conferencia-internacional-do-trabalho-esta-muito-aquem-das-necessidades-das-trabalhadoras-e-dos-trabalhadores-%e2%80%9d-por-analine-specht-e-lucio-uberdan/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[A crise do capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[“98ª Conferência Internacional do Trabalho está muito aquém das necessidades das trabalhadoras e dos trabalhadores.” Por Analine Specht e Lucio Uberdan.]]></category>

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		<description><![CDATA[(Imagem: Filme The Corporation) &#8211; Começou dia 3 e estende-se até dia 19 de junho a 98ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho(OIT), em Genebra/Suiça. São esperados até o fim do evento mais de 4.000 participantes, entre esses 4 delegados/as de cada um dos 183 países membros da OIT, o evento conta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fluciouberdan%2F2009%2F06%2F16%2F%25e2%2580%259c98%25c2%25aa-conferencia-internacional-do-trabalho-esta-muito-aquem-das-necessidades-das-trabalhadoras-e-dos-trabalhadores-%25e2%2580%259d-por-analine-specht-e-lucio-uberdan%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fluciouberdan%2F2009%2F06%2F16%2F%25e2%2580%259c98%25c2%25aa-conferencia-internacional-do-trabalho-esta-muito-aquem-das-necessidades-das-trabalhadoras-e-dos-trabalhadores-%25e2%2580%259d-por-analine-specht-e-lucio-uberdan%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gAJm5rgEs/SNkoLRus9QI/AAAAAAAAA8U/rSmoUh6ba5I/s400/corporation.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_q7gAJm5rgEs/SNkoLRus9QI/AAAAAAAAA8U/rSmoUh6ba5I/s400/corporation.jpg" width="240" height="136" /><p class="wp-caption-text">Pessoas mercadorias?</p></div>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">(Imagem: Filme <em><strong>The Corporation</strong></em>) &#8211; Começou dia 3 e estende-se até dia 19 de junho a 98ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho(OIT), em Genebra/Suiça. São esperados até o fim do evento mais de 4.000 participantes, entre esses 4 delegados/as de cada um dos 183 países membros da OIT, o evento conta também com a participação de 10 chefes de estados, vice-presidentes, Ministros do Trabalho, Sindicatos e empresários. </span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">Na última sexta-feira o Ministro do Trabalho Brasileiro, Carlos Lupi palestrou no evento (<a href="http://www.mte.gov.br/sistemas/SGC/Arquivos/Documento/DiscursoGenebra12062,39976,6026851852.pdf"><em><strong>AQUI</strong></em></a>), amanhã será a vez do Presidente Lula que deve chegar ainda hoje a Genebra. A 98ª Conferência da OIT vai debater a crise mundial e seus efeitos no mundo do trabalho como ponto central, bem como as relações de gênero nos espaços produtivos, o emprego precário e a AIDS. </span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">No discurso de abertura, Juan Somavia, diretor-geral da OIT, alerta que a crise mundial e os reflexos no mundo do trabalho poderão durar de 6 a 8 anos, lembra que a economia deveria gerar 300 milhões de novos empregos até 2015, mas os dados atuais revelam que o desemprego prossegue e tende a aumentar. </span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">Os recentes estudos da OIT divulgados no caderno “<em>Atualização das Tendências Mundiais de Emprego”, </em><span style="font-style:normal">divulga que o mundo já convive com uma taxa de desemprego superior a 7%, (de</span> <span style="font-style:normal">210 milhões e 239 milhões de pessoas), de 2007 em diante teve-se um acréscimo de 59 milhões de novos desempregados/as. No item sobre a pobreza global, estima-se que 200 milhões de homens e mulheres passarão a incorporar o índice de pessoas que vivem com menos de US$ 2 dólares por dia, ou seja, menos de R$ 120,00 por mês. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-style:normal;text-align:justify"><span style="color:#000000">Seriam esses números de um fato natural? ou resultados conscientes de ordem econômica liberal ainda vigente?</span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">Acompanhando as diversas notícias sobre a conferência, em especial na Agência Brasil, percebe-se com facilidade as contradições latentes, ou melhor, a nitidez de foco em ver a saída da crise por um misto de ações que não mudam a ordem liberal em curso, resumindo-se a apresentar como compensação pró-trabalho uma pesada conta aos Estados Nacionais sem que os fundamentos gerados da crise sejam corrigidos. </span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">Omite-se o tema da regulação da liberdade do Capital Financeiro, o necessário debate da correção da alta-concentração de riqueza e a necessária diminuição da jornada de trabalho, bem como nada fala-se do necessário controle público dos serviços estratégicos de primeira necessidade, como a comunicação, a água e a energia pelo Estado. </span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">Passe totalmente omisso lá como aqui, uma compreensão política profunda da necessidade de garantir-se formas de propriedade coletiva e autogestionárias nacionais, em setores estratégicos, com autogestão plena, ou em parcerias de trabalhadores/as e o Estado, como alternativa real e potente frente a crise mundial e a precariedade do trabalho, desconcentrando os meios de produção e aumentando a democracia econômica.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">O caráter tripartite de organização da Conferência da OIT exclui um importante e significativo segmento, os movimentos sociais, num momento histórico de crise estrutural que reflete impactos no meio ambiente e na esfera reprodutiva da vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Neste contexto não se discute o <em>mundo do trabalho</em> como um todo, mas sim apenas o <em>emprego</em>, numa lógica descontextualizada dos anos de Welfare state. Não seria este o momento de ampliar o debate? de tencionar a participação?</span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">A Conferência pelo que se lê, parece resumir-se a estratégias de salvamento das empresas privadas através do aporte de recurso público, em conjunto com “orientações” sobre políticas de melhores ganhos no salário mínimo, aumento das políticas sociais e o reforço do Seguro-desemprego, esses últimos os melhores avanços da 98ª Conferência Internacional do Trabalho. </span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify"><span style="color:#000000">Em suma ao que parece nada de novo, a ordem mundial que sofreu abalos começa a reequilibrar-se no mundo mantendo a mesma lógica de mercado.</span></p>
<p><span style="color:#000000">Comentário de minha autoria originalmente publicado no <a href="http://www.brasilautogestionario.org/"><em><strong>Brasil Autogestionário</strong></em>.</a></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ministro Miguel Jorge do Desenvolvimento não vê problema da Brasil Foods(BRF) demitir trabalhadores(as).</title>
		<link>http://culturadigital.br/luciouberdan/2009/06/16/ministro-miguel-jorge-do-desenvolvimento-nao-ve-problema-da-brasil-foodsbrf-demitir-trabalhadoresas/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Ministro Miguel Jorge do Desenvolvimento não vê problema da Brasil Foods(BRF) demitir trabalhadores(as).]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada replicamos a notícia da  fusão entre SADIA e PERDIGÃO (Fusão entre Sadia e Perdigão pode trazer prejuízos), mega empresas do ramo alimentício que criaram a Brasil Foods(BRF). É notório que a SADIA, do ex-Ministro Luiz Furlan, passa por problemas financeiros gigantescos, levando o ex-ministro do desenvolvimento a deixar o governo e reassumir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fluciouberdan%2F2009%2F06%2F16%2Fministro-miguel-jorge-do-desenvolvimento-nao-ve-problema-da-brasil-foodsbrf-demitir-trabalhadoresas%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fluciouberdan%2F2009%2F06%2F16%2Fministro-miguel-jorge-do-desenvolvimento-nao-ve-problema-da-brasil-foodsbrf-demitir-trabalhadoresas%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p><span style="color:#000000">Semana pass</span><span style="color:#000000">ada replicamos a notícia da  fusão entre SADIA e PERDIGÃO (<a href="http://www.brasilautogestionario.org/2009/05/20/fusao-entre-sadia-e-perdigao-pode-trazer-prejuizos/"><em><strong>Fusão entre Sadia e Perdigão pode trazer prejuízos</strong></em></a>), mega empresas do ramo alimentício que criaram a Brasil Foods(BRF). É notório que a SADIA, do ex-Ministro Luiz Furlan, passa por problemas financeiros gigantescos, levando o ex-ministro do desenvolvimento a deixar o governo e reassumir a presidência do conselho administrativo da empresa. A SADIA perdeu mais de R$ 1 bilhão de reais no mercado financeiro.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">A recente fusão, que vem para “salvar” a SADIA e seguir uma velha tendência no Capitalismo, a formação de monopólios e oligopólios, foi muito festejada na semana passada, por toda a mídia nacional, inclusive dando como certa a participação do BNDES e dos recursos públicos.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Ainda que não tenhamos nos surpreendido, visto que essa tendência já tem mais de 200 anos, fizemos o registro da notícia já no tom da crítica, ainda assim parecia que esse assunto não traria muita novidade, nem tampouco descontentamento(além do normal), porém mordemos a língua.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">No final da semana comentando o caso, o Ministro Miguel Jorge do Desenvolvimento Indústria e Comércio(sucessor de Furlan) diz que não acredita que a fusão tenha problemas para passar no CADE, visto que a nova Brasil Foods que nasce vai melhorar as exportações do país, bem como, que acha difícil ela não gerar demissões de postos de trabalho, arrematando: “É preciso ficar claro o seguinte: não é proibido demitir. O que é proibido é demitir sem pagar os direitos dos trabalhadores”.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Então essa é a leitura do Ministro Miguel Jorge, desenvolvimento é a melhoria de condições para o capital se fundir e propagar, ainda que desempregando?</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Ficamos agora no aguardo, se nesse momento de crise, com essa visão do Ministro, o BNDES, um banco público, ainda vai colocar capital em uma empresa que desemprega.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Comentário de minha autoria originalmente publicado no <a href="http://www.brasilautogestionario.org/2009/05/25/ministro-miguel-jorge-do-desenvolvimento-nao-ve-problema-da-brasil-foodsbrf-demitir-trabalhadoresas/"><em><strong>Brasil Autogestionário</strong></em></a>.</span></p>
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		<title>Imperdível &#8211; I&#039;m Not There &#8211; Original Soundtrack (2007) [2 CD&#039;s].</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 15:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Downloads]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[I\'m Not There - Original Soundtrack]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;I`m Nt There&#8221; (Não Estou Lá), é um filme dedicado a Bob Dylan de 2007 &#8220;(Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw), ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração. Sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 195px"><img class=" " src="http://www.adorocinema.com/filmes/im-not-there/im-not-there-poster08.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/im-not-there/im-not-there-poster08.jpg" width="185" height="270" /><p class="wp-caption-text">Filme de Bob Dylan (Cartaz)</p></div>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">&#8220;I`m Nt There&#8221; (Não Estou Lá), é um filme dedicado a Bob Dylan de 2007 &#8220;<em>(Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw), ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração. Sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60. Musicalmente, fisicamente, psicologicamente, as alterações do seu personagem público dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem menestrel a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contracultura a cristão renascido, de caubói solitário a popstar&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Abaixo apresento a trilha sonora, em breve dou os caminhos para o Filme, que é muito bom.</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000">Acesse a seguir os links para os Cds no Rapidshare:</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000"><a href="http://rapidshare.com/files/72266096/I_m_Not_There_cd1.rar"><em><strong>CD1 &#8220;I`m Nt There&#8221; (Não Estou Lá)</strong></em></a><br />
1. &#8220;All Along the Watchtower,&#8221; &#8211; Eddie Vedder and the Million Dollar Bashers<br />
2. &#8220;I&#8217;m Not There,&#8221; Sonic Youth<br />
3. &#8220;Goin&#8217; To Acapulco,&#8221; Jim James and Calexico<br />
4. &#8220;Tombstone Blues,&#8221; Richie Havens<br />
5. &#8220;Ballad of a Thin Man,&#8221; Stephen Malkmus and the Million Dollar Bashers<br />
6. &#8220;Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again,&#8221; Cat Power<br />
7. &#8220;Pressing On,&#8221; John Doe<br />
8. &#8220;Fourth Time Around,&#8221; Yo La Tengo<br />
9. &#8220;Dark Eyes,&#8221; Iron &amp; Wine and Calexico<br />
10. &#8220;Highway 61 Revisited,&#8221; Karen O and the Million Dollar Bashers<br />
11. &#8220;One More Cup of Coffee,&#8221; Roger McGuinn and Calexico<br />
12. &#8220;The Lonesome Death of Hattie Carroll,&#8221; Mason Jennings<br />
13. &#8220;Billy,&#8221; Los Lobos<br />
14. &#8220;Simple Twist of Fate,&#8221; Jeff Tweedy<br />
15. &#8220;The Man in the Long Black Coat,&#8221; Mark Lanegan<br />
16. &#8220;Se?or (Tales of Yankee Power),&#8221; Willie Nelson and Calexico</span></p>
<p style="text-align:justify"><span style="color:#000000"><a href="http://rapidshare.com/files/72590529/I_m_Not_There_cd2.rar"><em><strong>CD2&#8243;I`m Nt There&#8221; (Não Estou Lá)</strong></em></a><br />
1. &#8220;As I Went Out One Morning,&#8221; Mira Billotte<br />
2. &#8220;Can&#8217;t Leave Her Behind,&#8221; Stephen Malkmus and Lee Ranaldo<br />
3. &#8220;Ring Them Bells,&#8221; Sufjan Stevens<br />
4. &#8220;Just Like a Woman,&#8221; Charlotte Gainsbourg and Calexico<br />
5. &#8220;Mama You&#8217;ve Been on My Mind&#8221; / &#8220;A Fraction of Last Thoughts on Woody Guthrie,&#8221; Jack Johnson<br />
6. &#8220;I Wanna Be Your Lover,&#8221; Yo La Tengo<br />
7. &#8220;You Ain&#8217;t Goin&#8217; Nowhere,&#8221; Glen Hansard and Marketa Irglova<br />
8. &#8220;Can You Please Crawl Out Your Window?,&#8221; The Hold Steady<br />
9. &#8220;Just Like Tom Thumb&#8217;s Blues,&#8221; Ramblin&#8217; Jack Elliot<br />
10. &#8220;Wicked Messenger,&#8221; The Black Keys<br />
11. &#8220;Cold Irons Bound,&#8221; Tom Verlaine and the Million Dollar Bashers<br />
12. &#8220;The Times They Are a-Changin&#8217;,&#8221; Mason Jennings<br />
13. &#8220;Maggie&#8217;s Farm,&#8221; Stephen Malkmus and the Million Dollar Bashers<br />
14. &#8220;When the Ship Comes In,&#8221; Marcus Carl Franklin<br />
15. &#8220;Moonshiner,&#8221; Bob Forrest<br />
16. &#8220;I Dreamed I Saw St. Augustine,&#8221; John Doe<br />
17. &#8220;Knockin&#8217; on Heaven&#8217;s Door,&#8221; Antony &amp; the Johnsons<br />
18. &#8220;I&#8217;m Not There,&#8221; Bob Dylan</span></p>
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		<title>Que mundo existe afinal?</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 16:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Que mundo existe afinal?]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.nadaver.com/dois-mundos/"><img class="alignnone" src="http://www.nadaver.com/wp-content/uploads/2009/04/mundoreal.gif" alt="mundoreal" width="383" height="327" /></a></p>
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		<title>Arrozeiro grileiro de Roraima diz à PF: “Não querem também levar minha mulher e filhos?”.</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 18:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciouberdan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Raposa Serra do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Arrozeiro grileiro de Roraima diz à PF: “Não querem também levar minha mulher e filhos?”]]></category>

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		<description><![CDATA[A demarcação contínua da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, segue  revelando a compreensão de mundo racista que setores extremamente atrasados tem, aqui em questão, o agronegócio alojado por grilagem em Roraima. A dois dias atrás venceu o prazo para os não-índios desocuparem a reserva, entre tantos acontecimentos que circundam o tema, me chama atenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
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<div class="wp-caption alignleft" style="width: 221px"><img class=" " style="margin-left: 9px;margin-right: 9px" src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/QuertieroRooseweltPin.jpg" alt="" width="211" height="203" /><p class="wp-caption-text">Carinha de chorão Foto: AgBr.</p></div>
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<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">A demarcação contínua da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, segue  revelando a compreensão de mundo racista que setores extremamente atrasados tem, aqui em questão, o agronegócio alojado por grilagem em Roraima.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">A dois dias atrás venceu o prazo para os não-índios desocuparem a reserva, entre tantos acontecimentos que circundam o tema, me chama atenção duas colocações publicizadas na mídia nacional, uma do líder dos arrozeiros, o gaúcho Paulo César Quartiero(Foto-desolação ao lado), ex-prefeito de Pacaraima (RR), filiado ao DEM(ex-PFL): “O que ficar nós <em><strong>vamos derrubar ou colocar fogo para colaborar com a cultura indígena</strong></em>. Índio não gosta de viver em palhoça?”. A segunda pérola-desespero é de Regina Barilli, dona da fábrica do Arroz Tio Ivo: “Não vou derrubar. Não tenho coragem de destruir algo que construímos com o nosso suor(<strong><em>suor de quem cara-pálida???</em></strong>). Mas ainda acredito na <em><strong>justiça divina</strong></em>, que possa haver um revertério nessa questão”.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">Ambos arrozeiros foram enquadrados como “grileiros” pela justiça brasileira, não tinham nenhum documento de posse das terras, e suas plantações descumpriam inúmeras leis ambientais, causaram desmatamento e  a poluição de inúmeros rios da região. Só Quartiero tinha quase 10.000 hectares de terras ganhas com “grito” e pistola.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">Diz a Wikipédia: ”Grileiro” é um termo que designa quem falsifica documentos para tornar-se dono por direito de terras devolutas ou de terceiros, por meio de documentos falsificados. O termo provém da técnica usada para o efeito, que consiste em colocar escrituras falsas dentro uma caixa com grilos, de modo a deixar os documentos amarelados e roídos, dando-lhes uma aparência antiga e, por consequência, mais verossímil.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">Mas voltando as citações de ambos, nenhum reconhece a ilegalidade de seus atos, como nunca terem pago legalmente pela terra que dizem serem suas. Como perderam em todas as instâncias da justiça, Regina Ballini agora passa a acreditar na existência de uma justiça divina, e pior, que essa estaria ao seu lado, </span><span style="color:#000000">o que me faz dar</span><span style="color:#000000"> uma dose a mais de realidade para essa senhora, pois não existe justiça divina, e se existisse ela já estaria se expressando com a condenação da grilagem, e no despejo destes da Reserva Raposa Serra do Sol. Devolver aos indígenas uma parte desse vaso país, não é mais que um simples aceno da necessária recomposição de uma injustiça que já data mais de 500 anos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">De parte do “empresário” Quartiero, grileiro de marca maior (literalmente maior &#8211; quase 10 mil hectares), temos tido as pérolas que correm nas veias desse setor. Um sujeito vingativo, racista e debochado, que assumidamente coloca-se a parte da lei. Após pago o resgate pelo governo, pois é isso que parece, Quartiero foi indenizado por algo que nem é seu, esse contrata retroescavadeiras para derrubarem tudo da sua não-fazenda, alegando que “ <em><strong>vamos derrubar ou colocar fogo para colaborar com a cultura indígena”</strong></em>, argumento racista e desesperado, seguido da encenação de uma pseudo-resistência simplória e vergonhosa, que nos brinda com frases do tipo: “Vocês estão levando tudo de mim, minha fazenda, meu arroz e agora querem minhas máquinas?… Não querem também levar minha mulher e filhos?”</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt;text-align: justify"><span style="color:#000000">Se existe alguém sério no setor do Agronegócio, deve bater palmas a justiça e ao governo, e em seguida deve extirpar exemplos cancerosos como deste agro-grileiros.</span></p>
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