“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele” (Claude Lévi-Strauss)

Lévi-Strauss no Brasil, década de 30.
Sábado último, dia 31 de outubro, o mundo perdeu seu maior Antropólogo. Claude Lévi-Strauss, antropólogo estruturalista francês, belga de nascimento e Brasileiro de profissão, faleceu aos 100 anos em Paris. Lévi-Strauus foi decisivo para a construção da Antropologia mundial, e de certa forma a Brasileira.
Em 1934 Lévi-Strauss foi convidado e lecionar na recente universidade brasileira, a USP. Durante três anos lecionou “antropologia” pela acadêmia brasileira, bem como começou suas pesquisas de campo com os índios cadiuéus, bororos e nambiquaras, que lhe rendeu os primeiras registros do que viria a transforma-se na Antropologia Estruturalista, corrente que revolucionou a antropologia como um todo no meio do século XX, e que permanece até hoje atual de certa forma, ainda que “passada”, não existe economista que não leu Marx, sociólogo que não leu Durkhein, e Antropólogo que não leu Lévis-Strauss.
Em 1955 Lévi-Strauss escreve uma de suas mais intrigantes obras, o livro “Tristes Trópicos” além de ciência também é uma autobiografia do pensamento e o fazer de antropólogo, de Strauss, nele o Antropólogo relata a sua passagem pelo Brasil, bem como três referências relevantes para seu pensamento, a Geologia, a Psicanálise e o Marxismo.
Lévis-Strauss foi autor de vários livros, autor de um movimento e ânimo na Antropologia mundial, uma verdadeira revolução e inversão dos fundamentos metafísicos do colonialismo, que fez com que Extruturalismo e seu próprio nome fossem como sinônimos.
Para tal era concebível a organização de estruturas racionais que moldavam o pensamento e a prática humana, essas por suas vez eram sociais e não individuais. Os indivíduos em suas individualidades, nem produzem nem possuem o controle das convenções que animam e explicam sua existência social, elas tem um certo sentido biológico.