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	<title>Marco Civil &#187; 1.1 Privacidade</title>
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	<description>Processo de construção colaborativa do marco regulatório civil para a internet no Brasil</description>
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		<title>1.1 Privacidade</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 21:46:01 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[1.1 Privacidade]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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<p style="text-align: justify"><em><br />
</em><em> </em></p>
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		<title>1.1.1 Intimidade e vida privada, direitos fundamentais</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 20:28:58 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[1.1.1 Intimidade e vida privada, direitos fundamentais]]></category>

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		<description><![CDATA[A intimidade e a vida privada são reconhecidas como direitos fundamentais pela nossa Constituição Federal, que assegura aos indivíduos indenização moral ou material na hipótese de sua violação. Há também previsões esparsas sobre o tema, em particular com relação à proteção de dados pessoais, no Código de Defesa do Consumidor e na Lei do Habeas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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		</div>
<p style="text-align: justify">A intimidade e a vida privada são reconhecidas como direitos fundamentais pela nossa <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm" target="_blank">Constituição Federal</a>, que assegura aos indivíduos indenização moral ou material na hipótese de sua violação. Há também previsões esparsas sobre o tema, em particular com relação à proteção de dados pessoais, no <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8078.htm" target="_blank">Código de Defesa do Consumidor</a> e na <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9507.htm" target="_blank">Lei do <em>Habeas Data</em></a>. No entanto, o País não conta com um documento único que trate do tema de forma abrangente e ordenada.</p>
<p style="text-align: justify">Um marco próprio e unificado para a proteção de dados pessoais existe, por exemplo, no âmbito da União Européia, que editou diretivas tanto para a <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:31995L0046:PT:HTML" target="_blank">proteção das pessoas com relação ao tratamento de seus dados pessoais</a> (1995), quanto para o <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:32002L0058:PT:HTML">tratamento de dados pessoais e proteção da privacidade no setor das comunicações eletrônicas</a> (2002).</p>
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		<title>1.1.2 Inviolabilidade do sigilo da correspondência e comunicações</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 18:31:44 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[1.1.2 Inviobilidade do sigilo da correspondência e comunicações]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro direito fundamental reconhecido na Constituição Federal é o da inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e telefônicas. A própria Constituição faz ressalva a este direito, resguardando a possibilidade de não aplicação dessa proteção apenas por força de ordem judicial, para investigação criminal e instrução processual, e nos casos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify">Outro direito fundamental reconhecido na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art5xii" target="_blank">Constituição Federal</a> é o da inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e telefônicas. A própria Constituição faz ressalva a este direito, resguardando a possibilidade de não aplicação dessa proteção apenas por força de ordem judicial, para investigação criminal e instrução processual, e nos casos e na forma que a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9296.htm" target="_blank">lei</a> permitir. Destaca-se, assim, que cabe ao Poder Judiciário arbitrar a questão, a partir de balizas pré-definidas, quando houver conflito entre pretensões de garantia do direito à privacidade e ao sigilo, por um lado, e a investigação policial e a segurança pública, por outro.</p>
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		<title>1.1.3 Guarda de logs</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 17:45:12 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[1.1.3 Guarda de logs]]></category>

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		<description><![CDATA[A guarda de logs &#8211; ou retenção de dados pessoais &#8211; pelos provedores de acesso à internet e provedores de conteúdo ou serviços &#8211; é um dos pontos mais polêmicos desta discussão. E a União Européia também conta com diretiva específica, datada de 2006. Independentemente de seu conteúdo, é importante perceber que a diretiva apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p style="text-align: justify">A guarda de <em>logs</em> &#8211; ou retenção de dados pessoais &#8211; pelos provedores de acesso à internet e provedores de conteúdo ou serviços &#8211; é um dos pontos mais polêmicos desta discussão. E a União Européia também conta com <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:32006L0024:pt:HTML" target="_blank">diretiva</a> específica, datada de 2006. Independentemente de seu conteúdo, é importante perceber que a diretiva apenas foi editada após a consolidação de uma regulamentação sobre o tratamento de dados pessoais (inclusive em forma eletrônica), que estabeleceu limites claros à proteção deste direito fundamental.</p>
<p style="text-align: justify">Em caso de regulamentação que permita a guarda de <em>logs</em>, faz-se necessário determinar claramente os casos em que tal registro seria permitido, as condições para sua implementação &#8211; tanto de tempo quanto de escopo dos dados registrados -, as condições de segurança para sua guarda, os casos em que se permitida a requisição, obrigatoriamente por ordem judicial, para sua obtenção e as punições para a violação ao sigilo intrínseco de tais dados.</p>
<p style="text-align: justify">A especificação de um formato para os <em>logs</em>, discriminando precisamente quais os dados relevantes &#8211; por exemplo, endereço IP, data de conexão etc -, também se mostra indispensável para assegurar a privacidade dos usuários, bem como a regularidade de armazenamento e comunicação dos dados. Além da indicação pormenorizada do que deveria constar de eventuais <em>logs </em>arquivados, é fundamental também uma definição negativa &#8211; ou seja, o que em hipótese alguma poderia constar como dados coletados.</p>
<p style="text-align: justify">É importante distinguir a guarda de informações pessoais, na forma de <em>logs,</em> do monitoramento constante do tráfego de dados pessoais de um usuário, o que demanda condições ainda mais rígidas e excepcionais para sua concessão e execução.</p>
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		<title>1.1.4 Como garantir a privacidade?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 17:00:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[1.1.4 Como garantir a privacidade?]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma regulamentação do ambiente digital deve levar em conta um regime sistematizado e transversal de proteção à privacidade, à vida privada, ao sigilo das comunicações e aos dados pessoais. Ainda que, para o mundo offline, esse contexto amplo ainda não esteja expresso em uma norma específica, a construção do marco civil da internet deve considerar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify">Uma regulamentação do ambiente digital deve levar em conta um regime sistematizado e transversal de proteção à privacidade, à vida privada, ao sigilo das comunicações e aos dados pessoais. Ainda que, para o mundo <em>offline</em>, esse contexto amplo ainda não esteja expresso em uma norma específica, a construção do marco civil da internet deve considerar a existência desses contornos gerais e, nesse panorama, assumir-se como um avanço na regulamentação da tutela dos dados pessoais, para a concretização legislativa de direitos fundamentais. Este é um dos objetivos do presente debate.</p>
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