Uirá Porã

  • TEVE GOLPE! #ForaTemer Foi sim, e a gente tava lá… Tiraram uma mulher do governo para montar um governo sem mulheres. Mataram a Cultura… foi rápido, na hora a gente nem sentiu… mas logo começou a do […]

    • Boa reflexão, Uirá. Assim que começou a novela do impeachment e consequentemente o golpe, tenho pensado nisso. Pensado e feito downloads…
      Creio que uma das maiores falhas das gestões Lula/Dilma (além dos vírus instalados pelo governo de coalizão) foi não ter transformado algumas políticas de Governo muito acertadas – no caso a Cultura Digital – em políticas de Estado. Falha também do Movimento, que comeu mosca.
      Se bem que, nem sei se adiantaria, já que os caras pisoteiam de qualquer maneira até na constituição.
      Enfim, a primeiraa ação agora é exatamente isso, fazer backup de tudo para depois, subir em uma rede descentralizada. O resto a gente faz alguns forks e continua desenvolvendo.

  • O Thiago Carrapatoso, terceiro suplente do delegado Setorial de Arte [e Cultura] Digital por São Paulo, fez o seguinte relato sobre a reunião do Fórum Nacional Setorial:

    Há tempos que tenho achado mais int […]

    • perfect, onliúgue!

    • Caro Thiago, Uirá e demais:

      1)de meu ponto de vista, não consegui enxergar tal “imposição” em momento algum, aliás, a questão da “cultura digital” foi colocada bem antes da setorial começar formalmente, apareceu no decorrer dos debates por iniciativa do Guiné, havendo posteriormente uma votação de 50%+1 a favor da mudança, numa “votação simbólica”, então não vejo como falar de “imposição”…

      2) se “há anos que o setorial de arte digital tenta uma representação dentro da Secretaria de Audiovisual e FUNARTE e, até hoje, é ignorada” pq continuar mendigando atenção? pq não aproveitar-se uma estrutura já existente e aberta à articulação, como a Coordenadoria de Cultura Digital? porque continuar insistindo em dar murro em ponta de faca, qdo se torna possível uma apropriação, um update, um hackeamento na estrutura? e quem disse que não pode ser assim?

      3)questionar a legitimidade por falta de assinaturas num documento formal, onde TODA a discussão foi gravada, parece uma tentativa de desqualificar a inteligência dos que estavam presentes, incluindo vc,que, em outras palavras, ao questionar a eleição, questiona a própra legitimidade como delegado titular (!).

      4) mas não tem reload. assim como não tinha wifi numa setorial de “arte digital”, quem saiu na chuva foi pra se molhar. a condução dos trabalhos deixou a desejar, sem dúvida – talvez tenha faltado mão p/ conduzir o processo de uma forma melhor, mais organizada, mas isso não tira o mérito das decisões, por mais equivocadas que nos pareçam ou por mais que não concordemos com o resultado final.

      Enfim, vamos respeitar o que foi decidido por maioria, em votação democrática – nem tudo o que foi votado ou como foi votado, é de minha inteira concordância, mas pera lá, dizer que faltou democracia onde se discutiu infindavelmente por 3 dias, com várias votações apertadas, paridade de gênero (num consenso nunca visto antes em outras votações) e cotas raciais seguidas à risca, fica parecendo mimimi…andiamo via!

      abs
      Joeser Alvarez (suplente)

    • Caro Uirá,

      Por ter participado da mobilização que deu origem à representação de Arte Digital e por ter sido Conselheira Titular no Plenário do CNPC entre 2007 e 2012, deixo aqui a minha participação neste debate.

      ‘O que vi quanto participei do fórum, e estou vendo novamente agora, é que os “fundadores” do setorial tem agido de forma coorporativista e segregadora, se esforçando pra manter a “galera da cultura digital” longe do seu “espaço de representação”.’

      Esta sua afirmação não retrata a realidade. Por falta de espaço próprio e, apesar da impossibilidade prática e conceitual em lidar com os diferentes contextos envolvidos, as duas galeras estão presentes neste Setorial. O que na minha opinião reforça a inércia do Ministério da Cultura em relação aos dois Setoriais, muito mais do que nos ajuda a formular os objetivos listados no Regimento Interno do Colegiado de Arte Digital. Se trabalhá-los com o foco em um único Setorial já é uma tarefa árdua com tão poucas reuniões, o que dirá fazê-lo para dois Setoriais muitas vezes antagônicos!

      Regimento Interno do Colegiado de Arte Digital
      http://www.cultura.gov.br/documents/10907/0/Regimento+Interno+Arte+Digital/819a0261-2406-4d2e-8ae3-c90d696c11b9?version=1.0

      Art. 3º Compete ao Plenário do Colegiado de Arte Digital:
      I – debater, analisar, acompanhar, solicitar informações e fornecer subsídios ao CNPC para a definição de políticas, diretrizes e estratégias relacionadas às Arte Digital;
      II – elaborar, revisar, acompanhar e avaliar as diretrizes do Plano Nacional de Arte Digital;
      III – promover o diálogo entre poder público, Arte Digital e sociedade civil e os agentes culturais, com vistas a fortalecer a economia da cultura e a circulação de ideias, de produtos e de serviços, assegurada a plena manifestação da diversidade das expressões culturais;
      IV – propor e acompanhar estudos que permitam identificação e diagnósticos precisos da cadeia produtiva, criativa e mediadora relacionada ao setor;
      V – promover pactos setoriais que dinamizem os arranjos produtivos relacionados ao setor nos planos nacional, regional e local;
      VI – incentivar a criação de redes sociais que subsidiem a formulação, a implantação e a continuidade de políticas públicas no respectivo setor;
      VII – estimular a integração de iniciativas sócio-culturais de agentes públicos e privados de modo a otimizar a aplicação de recursos para o desenvolvimento das políticas culturais;
      VIII– estimular a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios para a formulação, realização, acompanhamento e avaliação de políticas públicas na área da cultura, em especial as atinentes ao setor de Arte Digital;
      IX – subsidiar o CNPC na avaliação das diretrizes e no acompanhamento do Plano Nacional de Cultura;
      X – propor parâmetros para a elaboração de editais públicos e de políticas de fomento às Arte Digital e para a criação e avaliação da execução dos diversos mecanismos de incentivo cultural;
      XI – receber as informações necessárias para a avaliação e o aprimoramento dos editais aprovados e publicados;
      XII– auxiliar o CNPC em matérias relativas às Arte Digital, respondendo às demandas do Plenário;
      XII – incentivar a promoção de atividades de pesquisa e formação;
      XIV – estimular a promoção e o apoio de ações voltadas para a mediação da área específica;
      XV – subsidiar o Plenário na elaboração de resoluções, proposições, recomendações e moções no âmbito do CNPC e do SFC;
      XVI – debater e emitir parecer sobre consulta que lhe for encaminhada pelo CNPC;

      Antes de atacar a mobilização e a conquista desta representação de Arte Digital (Por que a Cultura Digital não deu importância a constituição do CNPC e se manteve de fora à época?), tente imaginar na prática como se daria a formulação de nossas competências listadas acima.

      Por favor, sejamos mais pragmáticos.

      Abraço,
      Patricia Canetti

    • Caro Joeser,

      Segue minha contribuição ao debate respondendo às suas perguntas do item 2.

      “Se há anos que o setorial de arte digital tenta uma representação dentro da Secretaria de Audiovisual e FUNARTE e, até hoje, é ignorada” pq continuar mendigando atenção?”

      – A ideia de que a Sociedade Civil organizada tenha que mendigar atenção já nos dá uma precisa imagem do que infelizmente ocorreu com o Conselho Nacional de Política Cultural.

      “pq não aproveitar-se uma estrutura já existente e aberta à articulação, como a Coordenadoria de Cultura Digital?”

      – Porque ela serve à Cultura Digital e não à Arte Digital.

      “porque continuar insistindo em dar murro em ponta de faca, qdo se torna possível uma apropriação, um update, um hackeamento na estrutura?”

      – Porque este é o papel da Sociedade Civil neste Sistema. Insistir para ser ouvida, buscar uma visibilidade e lutar pelos seus direitos. “Apropriação, update e hackeamento na estrutura” são práticas incompatíveis com a burocracia de Estado. Qualquer coisa que esteja fora de padrão não é visto. Qualquer coisa que ameace políticas e poderes já pré-estabelecidos não é ouvida. Vide o caso da Arte Digital.

      “e quem disse que não pode ser assim?”

      – O próprio Estado que comanda o Sistema e impõe as regras, podendo sempre fazer ouvidos moucos…

      Sinto muito, mas creio que lhe falta conhecimento desta estrutura de Estado e acho a sua conclusão no mínimo ingênua, para não dizer suicida, em relação às demandas da Sociedade Civil.

      Abraço,
      Patricia Canetti

    • Cara Patrícia, permito-me o benefício da dúvida e da contradição quanto à suas posições acima:

      1)”Porque ela [Coordenadoria de Cultura Digital]serve à Cultura Digital e não à Arte Digital”

      – significaria dizer que as mesmas são como óleo e água (não se misturam), e ao mesmo tempo dizer que cada uma dessas nomenclaturas é um sistema fechado, estanque – o que me parece uma visão reducionista;

      2) [Apropriação, update e hackeamento na estrutura] são práticas incompatíveis com a burocracia de Estado…

      – de acordo! por isso que tem de ser realizada potencialmente pela sociedade civil!

      3)[e quem disse que não pode ser assim?] O próprio Estado que comanda o Sistema e impõe as regras, podendo sempre fazer ouvidos moucos…

      – o “podendo”, já se torna uma conceção ao devir…e isso é bom, ou seja, não significa que o Leviatã Inexpugnável o faça efetivamente…já é uma brecha;

      4)mas creio que lhe falta conhecimento desta estrutura de Estado e acho a sua conclusão no mínimo ingênua, para não dizer suicida, em relação às demandas da Sociedade Civil.

      – é possível que me falte conhecimento dessa estrutura sim, não sou detentor dele, longe de quaiser títulos acadêmicos ou empíricos, me considero um eterno aprendiz (inclusive conheci o famigerado José Murilo pela 1ª vez, nessa Setorial);

      – minha conclusão não é ingênua ou tampouco suicida – pode ser utópica – mas se eu acreditasse piamente que a estrutura do Estado é uma coisa dada, estanque, redutora e imutável então concordaria c/ vc – estaria sendo ingênuo, e, caso acreditasse nesse tipo de tese, eu seria verdadeiramente um suicida, pq diante de uma monstruosidade inexpugnável como essa, certamente me mataria.

      ___________

      No mais, tenho minhas reservas quanto às estruturas implementadas pelo ‘gov’ e sua descontinuidade ao longo desses últimos 12 anos, mas creio q devemos admitir que antes de Gil e Juca, as coisas eram bem piores. Não temos tudo o que queremos idealmente (e o que quer a sociedade civil qdo se manifesta? no mínimo ser respeitada em seu querer), mas inda temos avanços, em que pesem os passos p/ frente e outros p/ trás. Inês não é morta – Andiamo via!

      Abs
      Joesér

    • Opa! Apenas para conectar os meus dois palitos no tema:
      “Sobre arte e cultura digital no CNPC”
      http://culturadigital.br/josemurilo/2015/11/23/sobre-arte-e-cultura-digital-no-cnpc/

  • Uirá Porã publicou uma atualização 3 anos atrás

    @americo-cordula e aquele segundo Encontro de Cartografias Colaborativas que vossa excelência anunciou pra Novembro/Dezembro?

    Bora fazer?

    #TamoJunto :)

  • Uirá Porã publicou uma atualização 3 anos, 9 meses atrás

    Faz tempo!

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