Em prol de um política para acervos digitais no Brasil

A formalização de uma política nacional de acervos digitais para o Brasil é o ponto central da Carta de Ribeirão Preto, manifesto assinado inicialmente por 24 representantes de instituições públicas e privadas de cultura e memória do Brasil, reunidos na cidade paulista durante Workshop de Preservação Digital, realizado em outubro de 2015.

Na introdução ao documento, o grupo revela sua “apreensão e posição para encorajar as autoridades públicas e privadas a adotarem políticas de preservação e acesso aberto aos bens do patrimônio científico, tecnológico e cultural brasileiro registrado em meio digital”.

Referenciando outros documentos, como as cartas da Unesco (2003), do Conselho Nacional de Arquivos (2004), do Recife (2011) e de Vancouver (2012), a nova carta pede que o Ministério da Cultura (MinC) encabece o processo, partindo de prerrogativas estabelecidas no Plano Nacional de Cultura (PNC) e Lei Cultura Viva.

A pulverização de iniciativas, as demandas por mapeamento de acervos digitais e formação em curadoria são algumas das inquietações manifestas. Como proposta, pedem abertura de consulta pública para “subsidiar a política integrada de acervos digitais”, uma maior articulação e otimização de recursos de instituições para enfrentar os diversos desafios que se põem para o campo.

Confira a Carta de Ribeirão Preto na íntegra. Se você concorda com ela, pode ainda assinar o manifesto online.

foto (destaque): processo de digitalização no Museu Imperial Ibram/MinC/divulgação

 

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