Europeana: um olhar tropical – diário de bordo, parte 5

*Esse texto, integrado a uma série aqui publicada, foi escrito como resultado da minha participação na missão do Ministério da Cultura (MinC) à Holanda, financiada pelo projeto Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil 2015-2016, com foco em acervos digitais e no Encontro Anual da Rede Europeana 2015. Esta é uma visão pessoal dos fatos e não representa o ponto de vista dos demais membros da missão nem dos parceiros institucionais envolvidos na mesma.

 

Quinta, 5 de novembro de 2015

A agenda seguia cheia: após um almoço fast food oriental, fomos ao encontro da equipe de tecnologia da Europeana no seu quartel-general em Haia.

Conduzida pelo francês Antoine Isaac, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Europeana, o principal tópico do encontro foi o esquema de metadados da organização – seu processo de evolução, dificuldades encontradas e o caminho que se trilha atualmente, quando já se estabeleceu um modelo de dados para a Europeana (EDM) – que, inclusive, foi adotado pela DPLA.

A sede atual da Europeana na cidade de Haia

A sede atual da Europeana na cidade de Haia

Estruturar a informação por meio de metadados é um longo e complexo percurso para que as coleções possam ser interoperáveis, ou seja, ‘conversem’ entre si. Melhorar a qualidade dos cerca de 30 milhões de metadados disponíveis é considerada a Prioridade#1 para a Europeana nos próximos cinco anos.

Em linhas gerais, a partir de relatório da Força-Tarefa que se dedicou, por um ano e meio, a avaliar e definir o que seriam metadados de qualidade sob a perspectiva da Europeana, são destacados sete pontos: que eles sejam resultado de uma série de processos confiáveis, encontráveis, legíveis (tanto por humanos quanto por máquinas), padronizados, significativos para o público, claros sobre a possibilidade de reutilização e visíveis. Em resumo, os metadados são considerados “a seiva da Europeana”.

Como horizonte, o investimento da organização em estruturas como Linked Open Data deve ser contínuo para que os dados sirvam para o futuro, garantindo assim que o patrimônio cultural europeu possa ser reutilizado em aplicações também fora do campo cultural, por exemplo.

Para tanto, acreditam, é necessário atrair as instituições culturais para que “compartilhem o que têm de melhor”: coleções de ótima qualidade em licenças abertas para que “as pessoas possam criar novas coisas com elas”.

O cansaço já batia à porta: mais o frio e a saudade de casa…Faltava agora apenas um dia para o fim da missão e seguia empolgado.

Foto: Na estação de trens de Haia (destaque)

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