BAHIA: III Encontro Internacional da Economia Criativa – Áfricas Criativas recebe trabalhos

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III Encontro Internacional da Economia Criativa (#EIEC2017) visa conectar o debate teórico com as práticas da economia criativa para fomentar reflexões sobre tendências contemporâneas e promover a qualificação de atores criativos e o fortalecimento de redes de cooperação. Esta edição, a ser realizada de 08 a 10 de novembro de 2017, em Salvador e Santo Amaro, na Bahia, tem como tema “Áfricas Criativas”. O objetivo é promover discussões sobre o sistema cultural e os elos das cadeias produtivas das artes e da cultura afro-brasileira no Brasil, no continente africano e nas mais diversas diásporas negras no mundo. Espera-se que o evento possa contribuir para a reflexão acerca das influências históricas e contemporâneas da cultura africana na economia criativa, bem como dos principais desafios e oportunidades dos artistas, realizadores e produtores culturais afrodescendentes.

O evento é gratuito e deve reunir artistas, produtores, gestores e pesquisadores dos setores criativos, além de representantes de organizações públicas, privadas e da sociedade civil. A programação está focada em discussões conceituais e empíricas sobre a dimensão econômica das artes, da cultura e dos setores tecnológicos, com destaque para as políticas públicas e as iniciativas empreendedoras de sustentabilidade e inovação. O III EIEC conta com duas novidades. Este ano, pela primeira vez, a programação será descentralizada e ocorrerá em Salvador (ICBA) e na cidade de Santo Amaro (Teatro Dona Canô), no Recôncavo da Bahia. Ademais, além das palestras e mesas redondas com convidados, a programação acolherá trabalhos nas seguintes modalidades: artigo científico, relato de experiência, mesa temática, trabalho técnico e encontro de rede. Para participar, os interessados devem submeter resumo expandido no período de 28 de agosto a 25 de setembro de 2017. Os participantes com trabalhos selecionados que desejarem participar de uma publicação, a ser lançada em data posterior ao evento, terão até o dia 05 de março de 2018 para envio de texto completo.

#EIEC2017 é organizado pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos (IHAC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e pelo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O evento tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, e apoio institucional do Instituto Cultural Brasil Alemanha, do Ministério da Cultura e do Teatro Dona Canô, Secretaria de Cultura da Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

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ALAGOAS: Segunda edição do Festival de Teatro para a Infância e Juventude de Alagoas (Festijal) ocorre em outubro

A Associação Teatral Nêga Fulô, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), promove o 2° Festival de Teatro para a Infância e Juventude de Alagoas (Festijal). Programado para os dias 6, 7, 8, 14 e 15 de outubro, no Teatro Deodoro, o festival é uma janela democrática para que os artistas alagoanos (grupos, coletivos e CIAs.) mostrem seu repertório, se estruturem e ampliem o conhecimento de seus integrantes em artes cênicas, para melhor servir ao mercado de trabalho.

Na primeira edição, em 2016, que aconteceu de 9 a 14 de agosto, as dependências do centenário Teatro Deodoro acomodaram os espetáculos da Cia. Clows de Quinta com “Cenas Clownssicas”, Cia Maria Carrascosa com a peça a “Pequena Sereia”, Associação Teatral das Alagoas com “a princesinha mimada e o dragão malvado” e a Cia. Nêga Fulô com:  Tchuplin: O mistério para salvar o ponto azul e a lenda da cobra grande.

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(Foto: Divulgação)

Na 2ª edição, contou-se com o Grupo Cena Livre, com “o mistério da fonte milagrosa”, Cia. Maria Carrascosa, “Enrolados”, Cia. do Imaginário, com “As histórias do macaco tico e dona onça”, Turma da Lalá, com o “Mágico de Oz” e Cia Nêga Fulô, com “Os Saltimbancos”.

Confira a programação:

Dia 06/10 – (sexta) – O Mistério da fonte milagrosa – 19h30
Dia 07/10- (sábado) – O Mágico de Mz – 17h
Dia 08/10 – (domingo) – As Histórias do Macaco Tico e Dona Onça – 17h
Dia 14/10 – (sábado) – Enrolados -17h
Dia 15/10 – (domingo) – . Os Saltimbancos – 17h

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PERNAMBUCO: Mostra Sesc de Cinema abre inscrições para curtas e longas-metragens

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(Foto: Divulgação)

Filmes brasileiros que não chegam ao circuito comercial de exibição são as obras que interessam à Mostra Sesc de Cinema 2017/2018. Podem participar cineastas que possuam curtas ou longas metragens ainda não apresentados em serviço de vídeo, televisão ou cinema. O cadastro é feito gratuitamente, pela internet, através do preenchimento de formulário no site do Sesc até o dia 1º de outubro.

A mostra é composta de duas etapas. A primeira é a Mostra Estadual, que acontece no primeiro semestre. Nesta fase, uma comissão irá indicar dois longas e quatro curtas metragens para participar da Mostra Nacional, prevista para o segundo semestre de 2018. Nessa categoria, serão selecionadas 30 obras brasileiras, sendo 10 longas e 20 curtas. Cada diretor poderá inscrever até duas produções.

Serão aceitos na categoria de curtas obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2015. Já os longas, podem concorrer a partir de 1º de janeiro de 2013. “Além da premiação com contrato de licenciamento para exibição pública, a Mostra elege os destaques de melhor roteiro, filme, direção de fotografia, de arte, elenco e montagem e desenho de som”, explica a instrutora de Atividades Artísticas, Naruna Freitas. Os classificados para etapa estadual serão divulgados no site após quatro meses do término da inscrição.

Serviço
Mostra Sesc de Cinema
Data: até 1º de outubro
Inscrição: www.sescpe.org.br

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MinC defende aprovação dos mecanismos de fomento ao audiovisual

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O Ministério da Cultura (MinC) esclarece que é favorável à aprovação da Medida Provisória 796/2017, conhecida como MP do Audiovisual, criada para assegurar a manutenção dos benefícios fiscais do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine) até 31 de dezembro de 2017, com o acréscimo de quatro emendas apresentadas pelos parlamentares.

O Congresso Nacional, ao apreciar a MP, poderá estender o Recine e renovar os mecanismos de fomento da Lei do Audiovisual para além do prazo previsto no texto original, ou seja, 31 de dezembro de 2017. Na avaliação do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a extensão do Recine, mecanismo que permite a importação de equipamentos de exibição, é fundamental para a digitalização e expansão do parque exibidor.

“Creio que o melhor caminho é a aprovação da MP com as emendas que estão sendo debatidas e que são muito relevantes e pertinentes. Mas isso é da alçada do Legislativo, e os senadores e deputados saberão tomar a melhor decisão”, enfatizou o ministro.

Entre as quatro emendas apresentadas estão a que estende o benefício do Recine para os anos de 2018 e 2019, com limite previsto nas leis orçamentárias de cada ano, e a ampliação do teto de aporte de recursos para R$ 6 milhões por projeto de audiovisual. De acordo com o ministro, o teto tem segurado o orçamento dos filmes brasileiros, o que os tornaria menos competitivos no mercado nacional e internacional.

O Projeto de Lei de Conversão 18/2017, baseado na MP 770/2017 e aprovado recentemente pelo Congresso, foi vetado pelo presidente Michel Temer devido à ausência de estudo de impacto orçamentário, tendo em vista as alterações feitas no texto original. O estudo é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal. A MP publicada originalmente previa a renovação do Recine até 31 de dezembro deste ano, incluindo o estudo de impacto orçamentário somente para este período. Durante a análise da matéria no Congresso Nacional, o Recine e os mecanismos de fomento da Lei do Audiovisual foram ampliados até 31 de dezembro de 2019.

“Infelizmente não houve a elaboração de um estudo sobre o impacto orçamentário da extensão do Recine e da renovação da Lei do Audiovisual, como é exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sem uma avaliação técnica, o presidente não poderia sancionar o projeto aprovado, sob pena de cometer crime de responsabilidade”, afirmou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

O presidente da República, Michel Temer, durante a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural (OMC), em novembro do ano passado, havia ressaltado seu compromisso com o setor do audiovisual. “A pedido do Ministério da Cultura, mais uma vez, iremos renovar os benefícios da Lei do Audiovisual, garantindo que nossa produção siga seu caminho de sucesso”, afirmou na ocasião.

 A Medida Provisória 796/2017, publicada no último dia 24 de agosto, tem um prazo de 120 dias para ser apreciada, podendo ser prorrogada. A Comissão Mista que irá analisar a MP será instalada nesta quinta-feira (21), no Senado Federal.

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MACEIÓ | Forró de Vera: confira o resultado de classificação do edital

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A Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), divulgou a lista com os nomes das bandas e artistas solo que irão participar da primeira edição do evento cultural Forró de Vera. O resultado foi publicado na edição desta quarta-feira (20) do Diário Oficial do Município (DOM).

As atrações do Forró de Vera foram selecionadas por meio de uma chamada pública lançada  pela Fundação em agosto. O edital contemplou 16 bandas de forró e artistas solo com cachês de R$ 5 mil.

A primeira edição do Forró de Vera acontecerá no Corredor Vera Arruda, localizado no bairro da Jatiúca, em outubro. Confira aqui a lista com os nomes dos classificados.

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MINC | Ministro defende desburocratização em discurso no Painel Telebrasil

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Ao participar da cerimônia de abertura do Painel Telebrasil 2017, nesta terça-feira (19), em Brasília, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, defendeu a desburocratização e destacou o legado do setor de telecomunicações em 19 anos de privatização. Para Sá Leitão, este é o setor que melhor representa a importância estratégica da política de privatizações no País. “O sucesso da privatização neste setor evidencia que o Estado não deve ser agente econômico direto; em vez disso, deve estimular, promover, regular e incentivar a atividade econômica e o ambiente de negócios”.

O grande potencial de desenvolvimento do setor cultural e criativo em parceria com as telecomunicações também foi tema do discurso do ministro. Atualmente, são 330 milhões de acessos por ano em serviços de telefonia fixa e celular, Internet e TV por assinatura, segundo a Telebrasil. “Boa parte dos acessos em banda larga, aliás, acontece para o consumo de conteúdos audiovisuais, o que demonstra a relação muito próxima entre esses dois mundos”, enfatizou Sá Leitão.

O evento, que ainda contou com a presença da diretora-presidente em exercício da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Debora Ivanov, discute o início de um novo ciclo para o setor. Confira, na íntegra, o discurso do ministro Sérgio Sá Leitão no 61º Painel da Telebrasil:

Boa noite a todos. Muito obrigado pelo convite para estar com vocês esta noite. Parabéns aos organizadores pela realização de mais um Painel TeleBrasil.

Completamos em julho 19 anos da privatização do setor de telecomunicações no Brasil. Meus filhos têm 7 e 11 anos. Eles nasceram em plena revolução digital. E após a privatização. São naturais deste admirável muito novo. E aproveitam muito esta condição. Simplesmente não conseguem imaginar como era antes. Mas nós aqui sabemos.

Não há setor que represente melhor a importância estratégica da política de privatizações e da agenda de redução do estado. Como o Brasil estaria sem a privatização do setor de telecomunicações? O sucesso da privatização neste setor evidencia que o estado não deve ser agente econômico direto; em vez disso, deve estimular, promover, regular e incentivar a atividade econômica e o ambiente de negócios. Com o mínimo de intervenção possível.

Este deve ser o Brasil do Século 21 que precisamos construir. Temos que nos livrar definitivamente das amarras de um passado estatista, patrimonialista e burocratizante. Torço sinceramente para que aconteça em outros segmentos a mesma revolução que ocorreu no setor de telecomunicações, sem a qual estaríamos numa espécie de idade da pedra tardia enquanto o mundo prospera e evolui aceleradamente.

Menos estado é igual a mais desenvolvimento. Para todos. Mais empreendedorismo, mais oportunidades, mais dinamismo. Mais riqueza, mais liberdade e mais inclusão. Sim. Inclusão. Pois nada, nenhuma política compensatória, nenhuma política social, inclui tanto e mais rapidamente do que o pleno funcionamento do mercado e do sistema econômico. E para isso é preciso liberdade. Mais estado, por outro lado, equivale a mais atraso e mais desigualdade. E menos prosperidade. Novamente… Para todos. O excesso de burocracia e o gigantismo do estado produzem desigualdade e subdesenvolvimento.

Ser empresário no Brasil, vocês sabem, é um ato de coragem que requer muita determinação. Cerca de 5,4 milhões de normas foram editadas em todo o país desde a promulgação da Constituição de 88. Em nível municipal, estadual e federal. Como empreender num ambiente assim? Como viver num ambiente assim? Como inovar num ambiente assim? Como prosperar num ambiente assim? Como aproveitar plenamente a revolução digital num ambiente assim? Poucos são efetivamente capazes. É um desafio.

Temos que nos unir por um Brasil mais eficiente e dinâmico, inovador e criativo, com menos impostos e maior simplificação fiscal, de modo a fazer com que a maior parte da riqueza produzida permaneça com quem a produz. Os indivíduos e as empresas. O resultado será mais renda e mais emprego, mais desenvolvimento e mais prosperidade.

Temos hoje 330 milhões de acessos/ano em serviços de telefonia fixa e celular, Internet e TV por assinatura. É impressionante. Mas podemos e devemos ir além. Boa parte dos acessos em banda larga, aliás, acontece para o consumo de conteúdos audiovisuais, o que demonstra a relação muito próxima entre esses dois mundos.

Nos 19 anos da privatização, o setor investiu cerca de R$ 500 bilhões, algo que seria impensável o estado realizar. Esse modelo de sucesso, no entanto, precisa ser urgentemente atualizado, para permitir um novo ciclo de investimento, desenvolvimento e inclusão. É crucial evoluir não só em tecnologia, mas em legislações, regulamentos, políticas públicas, jurisprudências e conceitos. Evoluir na regulação, por exemplo. Buscar um modelo mais dinâmico e com foco no desenvolvimento e na atração de investimentos.

Como ampliar o acesso à Internet, com mobilidade, a qualquer tempo e em qualquer lugar? Eis a prioridade da sociedade. Deve ser também a prioridade do setor de telecomunicações. E do governo brasileiro. Muitas atividades econômicas dependem disso para prosperar. A qualificação do capital humano depende disso. A cultura e o conhecimento também.

É vital atualizar o marco legal e regulatório de acordo com a realidade atual, de forma a fomentar a revolução digital em curso, viabilizando a migração para um novo modelo, com a sanção e regulamentação do PLC 79. Promover a desoneração tributária para estimular a expansão de serviços e redes. Simplificar e reduzir a regulamentação. Estimular a produtividade e a competitividade.

No caso da Ancine, a agenda é clara: desburocratizar, simplificar, dinamizar. Rever as instruções normativas. Buscar mais eficiência e eficácia no FSA e em tudo o que a agência realiza. Acabar com a fúria punitiva e arrecadadora por meio de multas. O regulador deve ser um mediador. Um indutor de desenvolvimento. Um promotor de equilíbrio. Temos ainda que estreitar as relações entre redes e conteúdos. Tornar o ecossistema mais saudável e portanto mais próspero, com equilíbrio entre os agentes.

O setor que represento é um parceiro óbvio do setor de telecomunicações. É também um setor relevante em termos econômicos e sociais. As atividades culturais e criativas respondem por 2,64% do PIB brasileiro. Cerca de um milhão de empregos diretos e muitos indiretos. Mais de 200 mil empresas. Trata-se de um front de desenvolvimento, com alto impacto sobre a geração de renda e emprego. Um setor que é uma das vocações do Brasil. Que tem um potencial imenso ainda não realizado. E que precisa do setor de telecomunicações para crescer. Assim como muitos de seus frutos contribuem decisivamente para a evolução e o crescimento do setor de telecomunicações.

“Conteúdo é tudo.” Quantas vezes ouvimos isso? Trata-se de algo cada vez mais real. Mais palpável. Não é tudo, obviamente. Mas é muito. E vital para os nossos setores.

Amigos e amigas… É o futuro do País que está em jogo. Fizemos uma revolução há 19 anos, com a privatização; temos uma revolução em curso, a digital; e não podemos deixar que ambas se percam. Ou se esgotem. A Internet das Coisas está aí. Idem para a convergência. Para a multiplicação de plataformas e meios. A tecnologia evolui aceleradamente nos dias de hoje; todos temos que evoluir junto. Especialmente o governo. Que o espírito da privatização de 19 anos atrás nos inspire. Precisamos fazer acontecer. Nossos filhos merecem. Boa noite. Muito obrigado pela atenção.

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PERNAMBUCO | Paço do frevo recebe mais uma edição do Frevália

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No próximo dia 24 de setembro, o projeto “Frevália” promove mais uma edição no Paço do Frevo, a partir das 15h. No show, o cantor pernambucano Romero Ferro receberá como convidados os conterrâneos Silvério Pessoa e Priscila Senna (a vocalista da Banda Musa), a diva paraense Lia Sophia e a nova revelação da música carioca, Matheus VK. No projeto, Romero celebra o frevo com uma roupagem diferente, utilizando uma pegada pop e moderna. “A força do ritmo atravessa gerações e se mantém viva na nossa música. Ele entra na cabeça, depois toma o corpo e acaba no pé”, brinca o cantor. Além de músicas conhecidas, o repertório inclui frevos de Isaar e da banda Mamelungos, além de artistas de outras regiões, como a gaúcha Adriana Calcanhotto e a paranaense Thaís Gulin.

“Os artistas que participarão dessa edição são velhos conhecidos meus. Já dividi palco com Lia, Silvério e a Musa. Com Matheus, será a primeira vez, mas trocamos figurinhas há muito tempo”, conta Romero. “Claro que sucessos como o carimbó Ai Menina, da Lia, o brega Novo Namorado, da Musa, e a deliciosa Pélvis, do Matheus, estarão no set list, ainda que com uma levada mais frevística“, adianta. Músicas de Capiba, Zé Ramalho, Jota Michiles e Carlos Fernando também vão marcar presença, em um roteiro desenvolvido em parceria com o jornalista Cleodon Coelho, que assinou programas como o Som Brasil Estação Globo, apresentado por Ivete Sangalo.

“Frevália” teve seu pré-lançamento em novembro de 2016. De lá para cá, participou do festival RioMar de Folia e, ao longo do carnaval 2017, foi mostrado no Recife, Olinda, Bom Conselho e Limoeiro, além de Natal (RN). O projeto ganhou destaque no Jornal O Globo, em matéria do Segundo Caderno, ressaltando sua importância.“Essa ideia foi a forma que encontramos para mostrar que o frevo continua sendo importante fonte de inspiração, unindo o que já faz parte do repertório clássico de nossos carnavais com músicas ainda pouco conhecidas dentro desse universo. Frevo não é música apenas de Carnaval, é para ser tocada o ano inteiro. Queremos mostrar isso, além de fortalecer o intercâmbio com artistas de outras regiões”, afirma o produtor cultural Maurício Spinelli, também responsável pela produção geral, que criou com Romero o bem-sucedido projeto, que tem apoio do Paço do Frevo e da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Turismo e da Secretaria de Cultura.

Amaro Freitas (teclado), Pedrinho Ribeiro (bateria), Guilherme Eira (guitarra), Paulinho Bustorff (percussão) e Bruno Lopes (baixo) são os músicos que acompanham o projeto. Antes de Romero e seus convidados subirem ao palco, o DJ Pepe Jordão vai animar o público com outros frevos clássicos. “Estamos muito felizes por criar mais esse espaço para a nossa música circular e acontecer”, complementa Maurício. Uma ótima pedida para encerrar o final de semana.

FREVÁLIA

Romero Ferro convida
Silvério Pessoa (PE)
Lia Sophia (PA)
Priscila Sena, MUSA (PE)
Matheus VK (RJ)

Abertura: DJ Pepe Jordão

Data: 24/09/17
Paço do Frevo
Horário: a partir das 15:00 h

Evento Gratuito

Classificação Etária: Livre

Informações: 81.97102.3573

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BAHIA | Fundação Pedro Calmon leva leitura e ludicidade à Festa Literária de Andaraí

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Em sua primeira edição, a Feira Literária de Andaraí (Flian), sediada na cidade natal de Herberto Sales, homenageará seus 100 anos que, nascido em 21 de setembro de 1917, se identificou e fez da leitura e da produção literária, como escritor, contista, romancista e memorialista, a sua trajetória de vida e obra.

A Flian será realizada de 20 a 23 de setembro de 2017, em diversos espaços culturais e educacionais da cidade, com uma programação diversificada que incluirá conferências, mesas temáticas, lançamentos de livros, saraus artístico-literários, contação de histórias, oficinas, homenagem e apresentações artísticas, com acesso gratuito para a população local, regional e de outras localidades. A Biblioteca Móvel estará na cidade com seus livros e atividades de leitura com crianças e jovens.

A Flian traz em seu lema “A leitura faz andar o mundo”, como um sentido do ir e vir através da leitura. Diz Herberto Sales: “Lembrar é andar. Se não é, como se fosse. Andar, lembrar… Afinal lembrar é a gente. Andar por dentro de nós mesmos. Revendo coisas. Vai-se andando e as lembranças vêm vindo atrás da gente. É um caminho, que a gente vai reconstruindo.”

Confira aqui a programação da Biblioteca Móvel na FLIAN:


20 DE SETEMBRO
 (quarta-feira)

9h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

10h | Contação de histórias “ A primavera da lagarta” de Ruth Rocha

11h | Oficina sensorial de objetos recicláveis

14h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

15h | Contação de histórias “ A menina do vestido azul” autor desconhecido

17h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

21 DE SETEMBRO (quinta-feira)

9h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

10h | Oficina literária

11h | Contação de histórias “ Meu amigo Arthur” de Glaucia Oliveira Abreu

14h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

15h | Batalha de poesias

16h | Competição de trava lingua

17h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

22 DE SETEMBRO (sexta-feira)

9h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

10h | Oficina literária: Minha história em quadrinhos inclusiva

11h | Contação de histórias “ A alma dos diferentes” Artur da Távola

14h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

15h | Oficina de recicláveis com a equipe da BIBEX

16h | Contação de histórias com a caixa mágica

17h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

23 DE SETEMBRO (sábado)

9h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

10h | Batalha de poesias

14h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

15h | Árvore literária

16h | Oficina de recicláveis

17h | Leituras e jogos ao ar livre com a equipe da BIBEX

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MARANHÃO | Semana de Cultura Popular será realizada em São Luís e Alcântara

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As cidades de São Luís e Alcântara sediarão, entre os dias 26 e 29 de setembro, a Semana de Cultura Popular, evento que este ano comemora 35 anos de fundação do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho (CCPDVF), equipamento cultural do Governo do Maranhão, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur). As inscrições são gratuitas (vagas limitadas) e podem ser feitas no Centro Domingos Vieira Filho, Rua do Giz, 221, Praia Grande, centro histórico de São Luís.

Com debates, rodas de conversa, exposições, oficinas, exibição de documentários e apresentação de trabalhos acadêmicos, o evento já faz parte do calendário cultural do estado e anualmente promove ações de valorização e preservação da memória e cultura popular no Maranhão. As atividades vão acontecer na Casa da Fésta (CCPDVF), Casa do Maranhão, Museu Histórico de Alcântara e Casa do Divino em Alcântara.

Para o gestor de Cultura Popular da Sectur, Carlos Lula, o destaque da Semana fica por conta da variedade de temas e dos debates no contexto acadêmico. “Várias mesas redondas com temáticas diferentes serão apresentadas, como a questão do reggae inserido na cultura popular, perspectiva do carnaval maranhense, embarcações artesanais e liberdade religiosa. Outra novidade são as três sessões para apresentação de trabalhos acadêmicos, uma oportunidade para acadêmicos e pesquisadores interessados na preservação e discussão da rica e variada cultura popular maranhense”, destacou.

Inscrição de trabalhos acadêmicos até o dia 25

Os interessados em participar das sessões de trabalhos acadêmicos têm até o dia 25 para enviar propostas para o email spc@sectur.na.gov.br, conforme critérios exigidos. Podem participar pesquisadores de graduação, pós-graduação e profissionais de Ciências Sociais, Comunicação, História, Geografia, Turismo e áreas afins.

O Lúdico e o Religioso na Cultura Popular, Artesanato Popular, Medicina Popular são os temas das sessões de trabalhos acadêmicos. Os critérios de participação podem ser consultados no site da Sectur, www.sectur.ma.gov.br

Oficinas

As oficinas serão realizadas pela manhã e tarde na Casa da FÉsta, que fica no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, Rua do Giz, 221, Praia Grande, centro histórico de São Luís. Estão previstas as oficinas de Biojóias (27), Cerâmica (28), Arte e Artesanato Popular e Objetos Reciclados (29). O horário é de 9 às 12h e das 14h às 17h.

Alcântara

Na programação de Alcântara tem roda de conversa com as Caixeiras, Bandeirinhas e outros festeiros da Festa do Divino Espírito Santo, uma das manifestações religiosas mais tradicionais do Maranhão. Outro destaque é a palestra ‘O Artesanato da Fibra de Buriti e o Barro de Itamatatiua’ com a pesquisadora convidada Nildelea Araújo Morais.

Outras atividades contemplam exposição e visita guiada à Casa do Divino e exibição do documentário ‘Antônio de Coló, o Divino Artista’. A programação acontece no Museu Histórico de Alcântara e Casa do Divino, Praça da Matriz, centro da cidade.

Programação Completa

Critérios para apresentação de trabalhos acadêmicos

Mais informações:

São Luis: 98-3218-9924

Alcântara: 98-99189-0199

www.sectur.ma.gov.br

email: scp@sectur.ma.gov.br

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Relações de gênero são discutidas em Cinedebate no MinC

O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com Secretaria de Saúde do Distrito Federal, promoveu, na terça-feira (19), em Brasília, o Cinedebate: a violência no cotidiano das mulheres. O objetivo do evento foi falar sobre as relações de gênero na sociedade e sobre as violências cotidianas sofridas pelas mulheres. Também foi abordada a relação entre o audiovisual e os aspectos sociopolíticos desse tema.

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No evento Cinedebate: a violência no cotidiano das mulheres, as convidadas e o público debateram relações de gênero a partir da exibição de filmes (Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC)

Na ocasião, o público assistiu a três filmes que abordam a temática da violência contra a mulher – todos eles foram realizados com o apoio do edital Carmem Santos, lançado pela Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura em 2013. A iniciativa que premiou obras assinadas e dirigidas por mulheres foi realizada em parceria com Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do então Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ao abrir a tarde de debates, o secretário do Audiovisual, João Batista da Silva, falou sobre a importância do evento. “A gente tem procurado fazer com que a política audiovisual seja mais próxima das demandas da sociedade. Esse edital veio no bojo dessa ação”, afirmou. “Para nós, que somos uma sociedade tão diversa, entendemos que o viés da diversidade cultural é muito importante”, acrescentou.

A coordenadora-geral de Novas Mídias da SAv, Lina Távora, explicou que o objetivo é unir diferentes políticas públicas em torno de um assunto de fundamental importância para a sociedade. “(Esse evento) tem um lado do Ministério, que valoriza o cinema produzido por editais afirmativos, e o aspecto da saúde, que tem um outro olhar sobre a questão”, disse.

Um dos filmes apresentados foi Quem matou Eloá?, dirigido por Lívia Perez. A diretora, presente no debate, elogiou a iniciativa. “Esse é um dos temas mais urgentes. O Brasil é o quinto país que mais mata mulher. É um problema da população e do governo”, opinou. “Acho importante pegar essas duas áreas diferentes e ter essa possibilidade de diálogo, que é onde surgem as trocas de experiências e de ideias”, completou.

Ainda foram exibidos para o público presente os títulos Atadas, dirigido por Tarsila Nakamura; e Prelúdio, dirigido por Júlia Peres.  As exibições foram seguidas de debate com participação da doutora em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Lívia Gimenes Dias da Fonseca; da coordenadora da SAv, Lina Távora; e da diretora Lívia Perez.

O evento foi destinado especialmente a profissionais da assistência social que estão realizando um curso sobre a Lei Maria da Penha, organizado pela Gerência de Serviço Social da Secretaria de Saúde do DF, em parceria com a Defensoria Pública da União. Para Lívia Gimenes, a Lei Maria da Penha ainda tem se mostrado muito pouco em relação à violência contra as vítimas e as obras audiovisuais têm papel relevante nesse contexto. “Os filmes são muito importantes porque trazem um instrumental para o debate entre as mulheres”, disse.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

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