5ª Mostra de Culinária de Terreiro traz ao público gastronomia e cultura afro em Olinda (PE)

Ebô para Iemanjá. Crédito Luiz Santos

O Candomblé é uma religião em que rituais e gastronomia estão sempre de mãos dadas. Nos terreiros, pratos tradicionais como o caruru são feitos de forma ritualística para serem servidos aos orixás. Para apresentar esses sabores, símbolos e significados, a V Mostra da Culinária de Terreiro de Pernambuco reúne 13 terreiros de Candomblé na Praça do Carmo, em Olinda, nos dias 20 e 21 de outubro. Com produção da Aurora 21 e incentivo do Funcultura, o evento é aberto ao público.

Entre os pratos desta edição estão um Efó para a orixá Oxum (à base de repolho, camarão, ovos); um Amalá para Nanã (frango e camarão); um Axé Yá para Iemanjá (pato, milho de munguzá e manjericão); e um Isú Dogum para Ogum (inhame e camarão). Na mostra, além da degustação das comidas, o público terá acesso a informações sobre a história e significação da gastronomia de origem africana na culinária pernambucana e brasileira.

Caldo de goiaba para Oxum. Crédito Luiz Santos2

O evento inclui ainda a exposição de Folhas Sagradas, na Barraca de Ossain – orixá detentor do segredo das folhas. As comidas de cada orixá serão preparadas na forma da tradição da nação a que pertence a respectiva barraca – Nagô, Ketu, Xambá e Jeje.  “Haverá um espaço especial para a atividade ‘Conversando com quem sabe’. Encontro Babalorixás e Yalorixás com o público em geral transmitindo fundamentos da comida de ritual afro-brasileiro”, explica o produtor Felipe Cabral.

Os terreiros participantes foram selecionados pelo Babalorixá Manoel Papai, do Centro de Cultura Afro – Pai Adão. Ele faz parte do tradicional Sítio do Pai Adão, que tem quase 150 anos de existência, e é conhecido por praticar o culto nagô de forma ortodoxa. “A cozinha do terreiro é parte do seu espaço sagrado, e as cozinheiras adquirem um conhecimento ancestral, passado de geração em geração”, explica o religioso.

 

SERVIÇO
5ª Mostra de Culinária de Terreiro de Pernambuco
Exposição para o público: 20 e 21 de outubro, das 16h às 21h
Praça do Carmo, Olinda-PE
Aberto ao público

Share

Concurso de vídeos busca reflexões sobre comunidades linguísticas, identidade e salvaguarda

ibercultura-comunidades-linguisticas-interna

É por meio da língua que definimos nossa identidade, expressamos nossa história e cultura, preservamos os costumes, as tradições, a memória de nossas comunidades. Para construir o futuro por meio da linguagem, o programa IberCultura Viva e o Escritório de Representação na Guatemala da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançam o concurso de curtas-metragens “Comunidades Linguísticas: identidade e salvaguarda“.A iniciativa, que premiará 10 vídeos com 500 dólares cada, se inspira na resolução da Assembleia Geral da ONU que declarou 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, para advertir sobre a perda destes idiomas e a necessidade de conservá-los e revitalizá-los. Das 7 mil línguas faladas ao redor do mundo, estima-se que 2.680 correm o risco de desaparecer. Os povos indígenas, criadores da grande maioria destas línguas, compõem um grupo de aproximadamente 370 milhões de pessoas, representando 5 mil culturas diferentes em 90 países.

Os vídeos devem ter duração mínima de 1 minuto e máxima de 3 minutos, incluindo os créditos iniciais e finais. Devem ser dirigidos ao público em geral, com classificação indicativa livre, e podem pertencer a qualquer gênero audiovisual (documentário, ficção, animação, jornalístico, entre outros). Caso não utilize as línguas espanhola ou portuguesa, os vídeos devem vir acompanhados da tradução, anexada ao formulário de inscrição.

O objetivo do concurso de curtas-metragens é selecionar vídeos que reflexionem sobre a situação e as problemáticas das comunidades linguísticas, para sua construção de identidade e salvaguarda como direitos culturais, e que valorizem seus aportes para a constituição, a promoção e o desenvolvimento da cultura ibero-americana. As comunidades linguísticas devem ser entendidas como o conjunto de pessoas que possuem, reconhecem e utilizam um idioma comum, seja num espaço territorial, social ou cultural específico.

Inscrições

O prazo de inscrições estará aberto até 21 de fevereiro de 2019. As postulações serão realizadas pela plataforma Mapa IberCultura Viva, onde estarão disponíveis o formulário de inscrição e um campo para incluir o link do vídeo, que deverá estar em alguma plataforma de divulgação gratuita, como Vimeo ou YouTube. As pessoas que quiserem participar do concurso devem se registrar na plataforma como agentes individuais e depois fazer a inscrição.

Brasileiros devem buscar em “Editais” (na parte superior da tela) o arquivo que aparece com o título em português. Já estrangeiros de países membros do programa devem inscrever-se onde está o título do concurso em espanhol. O concurso é destinado a pessoas maiores de 18 anos dos países membros do programa IberCultura Viva: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, El Salvador, Espanha, México, Peru e Uruguai.

Seleção

A seleção das obras audiovisuais levará em conta critérios como originalidade temática e criatividade, assim como sua adequação ao tema. Contarão pontos os trabalhos que reflexionem sobre práticas de identidade das comunidades linguísticas, enfatizem boas práticas para a salvaguarda, fomentem mensagens de respeito pela diversidade e o desenvolvimento intercultural, propiciem a ruptura de estereótipos discriminatórios e apresentem grupos prioritários (mulheres, jovens, crianças, migrantes). Os vídeos realizados por membros de povos indígenas ou por mulheres serão considerados com maior pontuação.

A Comissão de Avaliação será composta por uma pessoa do Escritório de Representação na Guatemala da UNESCO e representantes de comunidades linguísticas de três países membros do Conselho Intergovernamental, indicados pelos Representantes nos Países dos Programas e Iniciativas (REPPI) que participam do IberCultura Viva.

Edições anteriores

Este é o terceiro concurso de audiovisuais promovido por IberCultura Viva. Em 2016, o programa lançou o Concurso de Videominuto “Mulheres: culturas e comunidades”, buscando dar visibilidade ao aporte fundamental das mulheres para a cultura e organização comunitária, enfrentando atitudes e estereótipos discriminatórios que contribuem para a desigualdade de gênero e a violência.

Em novembro de 2017, foi a vez do Concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, lançado em parceria com o Escritório de Representação no Brasil da UNESCO, como uma das atividades da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024), declarada pelas Nações Unidas em 2015.

 Confira o regulamento do concurso

Faça sua inscrição

Tire suas dúvidas e realize suas consultas

Como se registrar no Mapa IberCultura Viva

Teresa Albuquerque
Ibercultura Viva
Ministério da Cultura

Share

Doze festivais e laboratórios internacionais recebem filmes brasileiros com o apoio da ANCINE

Bandeiras_mundo_4

Durante todo o mês de outubro, a ANCINE vai apoiar a participação de filmes e projetos brasileiros em quinze eventos audiovisuais internacionais. Os auxílios são concedidos por meio do Programa de Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionais.

Os projetos “Livramento”, de Lillah Halla, e “O centro da Terra”, de Gabriel Seabra de Melo Mascaro, irão participar, respectivamente, do Curso de Desenvolvimento de Roteiros – Fundação Carolina/Ibermedia, em Madri (Espanha) e do workshop EAVE Producers, em Copenhagen (Dinamarca).

O Festival Nouveau Cinéma, que acontece entre os dias 3 e 14 de outubro em Montreal (Canadá), recebe os filmes “Natureza Morta”, de Mariana Kaufman, na categoria Les Nouveaux Alchimistes, e “Teoria sobre um planeta estranho”, de Marco Antônio Pereira, na categoria Competitiva Internacional Curtas.

Também até 14 de outubro, o Festival Sitges – Festival Internacional de Cinema da Catalunha, na Espanha, recebe a animação “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steiberg, Gabriel Bitar e André Catoto, na categoria Competição; os longas “O clube dos canibais” de Guto Parente, na categoria Noves Visions Section e “Morto Não Fala”, de Denilson Ramalho, em International Feature.

Entre 29 de outubro e 4 de novembro, o Festival Internacional de Documentário e Animação de Leipzig receberá “Antes do Lembrar”, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, na categoria International Competition Short Documentary; “Eleições”, de Alice Riff, em International Programme Documentary and Animated Film;“Cine Marrocos”, de Ricardo Calli, concorrendo em New Masters Competition.

“Correndo Atrás”, de Jefferson De terá a sua estreia mundial no Festival de Roma, na categoria Official Selection, enquanto o DOCLISBOA receberá o curta “Maré”, de Amaranta Cesar, na Competição Internacional. O BFI- London Film Festival exibirá “Um corpo feminino”, de Thais Fernandes, na categoria Love.

O longa “A Sombra do Pai”, concorre na Mostra Oficial Competitiva no Festival de Tóquio, que acontece de 25 de outubro a 03 de novembro.

O Festival de Cinema de Chicago (EUA) recebe “Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzenbacher, na categoria OUT-Look Competition; e o documentário “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi, concorre na International Documentary Competition.

O festival mexicano Docs MX terá os documentários “Labor”, de Thiago Moulin, na categoria International Short Film; “América Armada”, de Alice Lanari e Pedro Asberg, na Mostra Competitiva Internacional; “Terremoto Santo”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, na Official Selection.

Por fim, os festivais chilenos FICVIÑA e Valdívia receberão, respectivamente, “Alma Bandida”, de Marco Antonio Pereira, na categoria Competição Oficial de Curtas e “Yonlu”, de Henrique Montanari, na Youth International Feature Competition.

Saiba mais sobre o funcionamento do Programa:

O Programa de Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionaisconcede subsídios diversos a projetos audiovisuais convidados para 35 laboratórios ou workshops no exterior e a filmes oficialmente convidados para 96 festivais internacionais. As regras para a concessão do apoio estão dispostas no regulamento do programa. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail programa.apoio@ancine.gov.br.

Share

CEUs: confira a lista de iniciativas socioculturais classificadas

balanco-ceus-interna_(1)

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Difusão e Infraestrutura Cultural (Seinfra), anuncia nesta terça-feira (16) a lista com o resultado inicial da etapa de classificação das iniciativas habilitadas a participar da seleção do edital que premiará ações socioculturais desenvolvidas nas Praças CEUs (Centro de Artes e Esportes Unificados). A etapa anunciada traz as listas dos classificados das cinco categorias que compõem o certame e a lista dos projetos desclassificados com as respectivas justificativas.

Os interessados em pedir de reconsideração à comissão de seleção podem fazê-lo no prazo de cinco dias corridos contados a partir desta terça-feira. O recurso tem de ser obrigatoriamente enviado por e-mail ao endereço: forum.ceus@cultura.gov.br. Proponentes com dificuldades técnicas podem também pedir auxílio pelo telefone (61) 2024-2859, que será atendido pela Coordenação-Geral de Gestão de Equipamentos.

O edital de Seleção nº 01/2018 é resultado de uma parceria do MinC com os Ministérios do Desenvolvimento Social, Esporte, Justiça, Trabalho e Saúde, e a Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.

As cinco categorias do edital são: Promoção da educação e da formação artística e cultural, nas mais diversas linguagens; Promoção do desenvolvimento social com intersetorialidade; Prevenção à violência; Iniciativas promovidas por jovens ou coletivos de jovens; e Capacitação e qualificação para o trabalho, promoção do associativismo e da Economia Solidária.

A previsão é de premiar, no mínimo, 30 iniciativas, sendo selecionadas as cinco mais bem pontudas em cada categoria. A ideia é fortalecer as expressões socioculturais locais e regionais que promovem cidadania, bem-estar e o desenvolvimento social e sustentável das comunidades onde as Praças CEUs estão inseridas.

CEUs

Os CEUs são equipamentos públicos estatais localizados em áreas de vulnerabilidade social de cidades brasileiras, tendo como objetivo oferecer ações culturais, práticas esportivas e de lazer, atividades de formação e qualificação para o mercado de trabalho, além de serviços socioassistenciais.

Há três modelos de CEUs, em lotes de 700 m², de 3 mil m² e de 7 mil m². Cada um deles prevê um investimento específico por parte da União, sendo R$ 2,71 milhões, R$ 2,02 milhões e R$ 3,5 milhões, respectivamente.

A construção dos CEUs é feita por meio de parceria entre a União e municípios. Quando inauguradas, essas praças são entregues à comunidade, passando a ser administradas por um grupo gestor formado por representantes do poder público municipal, da sociedade civil organizada (ONGs e Pontos de Cultura) e de moradores locais. Cento e setenta e nove unidades já foram inauguradas nas cinco regiões do País.

Resultado inicial da etapa de classificação

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Share

121 projetos são aprovados para captar recursos via Lei Rouanet

cnic-amarelo-interna 2

Em sua 282ª reunião ordinária, que ocorreu de 9 a 11 de outubro, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) aprovou 121 projetos para captar recursos via Lei Rouanet (Lei 8.313/1991). No total, os projetos receberam autorização para captarem cerca de R$160 milhões junto a patrocinadores.

A área com mais propostas aprovadas foi a de Música, com 37 no total – elas foram aptas a captar até R$24,8 milhões. Em seguida, está o setor de Artes cênicas, com 33 propostas que podem chegar a captar até R$ 20,5 milhões. Seguem-se Humanidades, com 20 propostas que podem captar até R$ 16,6 milhões; e Audiovisual, com 12 propostas, podendo captar até R$ 16,4 milhões. O setor de Patrimônio Cultural teve 12 propostas aprovadas, com aprovação para captar até R$ 49,7 milhões, o maior valor de todas as áreas. Já o setor de Artes Visuais teve sete aprovações, chegando a R$ 31,7 milhões em captação.

Os projetos aprovados via Lei Rouanet, seus proponentes, os valores aprovados para captação, além dos patrocinadores, podem ser acompanhados pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). O usuário também pode acessar dados básicos dos projetos, como a data de início e término, objetivos, estratégias de democratização, entre outros dados.

A Comissão

A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura é um colegiado de assessoramento formado por representantes dos setores artísticos, culturais e empresariais, com paridade da sociedade civil e do poder público. Os membros da sociedade civil são provenientes das cinco regiões brasileiras, representando as áreas das artes cênicas, do audiovisual, da música, das artes visuais, do patrimônio cultural, de humanidades e do empresariado nacional.

Para entrar em vigor, as decisões da CNIC precisam ser homologadas pelo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC). Os proponentes devem acompanhar seu projeto por meio do Salic, uma vez que as comunicações e solicitações complementares, caso necessárias, se dão exclusivamente por essa ferramenta.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Share

Iphan abre edital para instrução do forró como Patrimônio Cultural

Está aberto o edital de Chamamento Público para instrução do processo de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. As Organizações da Sociedade Civil (OSC) interessadas na parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderão enviar, até o dia 12 de novembro, propostas de pesquisa e documentação sobre este bem cultural, símbolo da cultura nordestina e do Brasil. As inscrições foram abertas no último dia 11.

Foto_forro__capa

Símbolo da cultura nordestina e do Brasil, as Matrizes Tradicionais do Forró são objeto de chamamento público do Iphan (Foto: Acervo Balaio Nordeste)

Para participar do chamamento público, a OSC deverá estar cadastrada na plataforma eletrônica do Sistema de Convênios (Siconv) no momento da inscrição. Por meio de seleção pública, será escolhida uma única proposta de pesquisa e documentação do bem cultural. Após a seleção, haverá assinatura de um Termo de Colaboração específico entre Iphan e a OSC escolhida.

O Iphan pretende estabelecer parceria com uma Organização da Sociedade Civil de forma a realizar estudos de campo para o registro, que deverá abranger pesquisas, fotos e vídeos acerca do forró nos estados do Nordeste, capitais como o Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal.

Processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil foi aberto no Iphan em 8 de julho de 2011, a partir do pedido realizado pela Associação Cultural Balaio do Nordeste, e subscrito por mais de 400 forrozeiros que assinaram abaixo-assinados em apoio ao pleito. O pedido de registro foi avaliado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) e encaminhado para a Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial, que considerou o pedido pertinente.

Desde então, foram realizadas diversas reuniões e fóruns de mobilização junto a comunidades de forrozeiros, pesquisadores e produtores envolvidos com a temática. Esses encontros produziram entendimentos e demandas para o trabalho de reconhecimento, que estão consolidados na Carta de Diretrizes para Instrução Técnica do Registro das Matrizes do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

Confira o edital de Chamamento Público para o processo de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil

Assessoria de Comunicação
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Ministério da Cultura

Share

Pernambuco Criativo inscreve para Oficina de Carreira Artística de Sucesso

PE CRIATIVO

Como lidar com os desafios de gestão de uma carreira artística? Como lidar com planejamentos, gestão de negócios, executar projetos e avaliar resultados? Essas e outras questões podem ser solucionadas com um bom plano de gestão. Pensando sobre esta problemática que Luciana Madureira, através da Produtora Artes Madureira LTDA, propôs a Oficina de Carreira Artística de Sucesso.

Com mais de 15 anos de trabalho na área, Luciana Madureira advoga que um bom planejamento é essencial para evitar os desperdícios de tempo e dinheiro. A atividade proposta irá construir, junto com os participantes, um guia básico de planejamento de carreira artística de sucesso.

DivulgaçãoDivulgação Luciana Madureira atua há 15 anos na área

A “Oficina de Carreira Artística de Sucesso” foi aprovada pela convocatória pública feita pelo Programa Pernambuco Criativo em 2018, fruto de convênio entre a FUNDARPE (Governo do Estado) e o Ministério da Cultura. As inscrições online devem ser realizadas no Mapa Cultural de Pernambuco, uma plataforma colaborativa de mapeamento dos agentes, espaços, projetos e eventos culturais do Estado. O cadastramento na plataforma gerenciada pela Secult-PE colabora com o Sistema Estadual de Cultura como um todo. Dúvidas no cadastro ou preenchimento do formulário podem ser retiradas pelos telefones (81) 3184.3107 / 3184.3020 das 9h às 17h.

SERVIÇO
Oficina Planejamento de Carreira Artística de Sucesso
Facilitadora: Luciana Madureira
Local: Casa da Cultura Luiz Gonzaga – Cela Jota Soares – 2º. andar – Raio Sul | Cais da Detenção, s/n – Bairro de Santo Antônio – Recife
De 23 a 25 de outubro de 2018
Das 14h às 18h
Inscrições AQUI.

Luciana Madureira: 

Formada em Administração e Marketing, Luciana Madureira é produtora executiva na empresa Artes Madureira Ltda. Atuou como bailarina e professora de dança por 12 anos. Atualmente, trabalha com gestão artística e já trabalhou com artistas como Antúlio Madureira, Flávia Bittencourt, Balé Popular do Recife, Marina Elali, Geraldinho Lins, Antônio Nóbrega, entre outros.
—-
Programa Pernambuco Criativo 
secultpeformacao@gmail.com
+55 81 3184 3020

Share

Fundação Biblioteca Nacional abre edital para coedição de livros

FBN_interna2-01

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), abriu na última quarta-feira (10) inscrições para edital que busca estabelecer parcerias com editoras, por meio de coedições de livros e pesquisas sem ônus para fundação. O objetivo é apoiar obras inéditas ou reedição de títulos esgotados ou fora de catálogo, de modo a promover publicações em forma de livro impresso ou digital. A ideia é divulgar e valorizar produções de relevância para a cultura brasileira, promovendo o acesso ao patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital que a BN possui e recomenda.

Podem participar do edital instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil que tenham entre suas finalidades a realização de projetos culturais e/ou a edição de livros.

🔎Leia o edital para coedições de livros 

Cada proposta inscrita será avaliada, inicialmente, pelo Centro de Pesquisa e Editoração da FBN, quanto ao atendimento das exigências do edital – aquelas que atenderem plenamente às exigências desta chamada pública serão encaminhadas para avaliação ao Comitê Editorial instituído pela FBN.

Modelos de coedição

Há quatro modelos disponíveis de coedição. O primeiro é feito a partir de obras prontas, cujo direito autoral é da editora. Nesse caso, as obras serão reimpressas com o selo e as normas de publicação da BN. Neste modelo, a obra ganha a chancela de uma instituição bicentenária e parte do que é impresso pode ser vendido nas lojas física e virtual da BN.

O segundo formato é quando a BN tem os direitos autorias do material que será publicado. No caso, a editora tem interesse em publicar algo que tem no acervo ou que esteja sob a responsabilidade da BN. Exemplos disso são artigos científicos e pesquisas realizadas a partir de material da BN. Quando os autores conseguem editoras para publicar esses trabalhos, elas podem se associar à BN, que autoriza a publicação e, depois, recebe parte das obras impressas ou digitais, em contrapartida.

No terceiro formato, a BN ajuda a completar uma obra inacabada, sem custo nenhum, seja cedendo o uso de fotos, cartas, mapas, informações ou no apoio para obtenção de dados, contatos, etc. A fundação dá o aval institucional e permite uso dos direitos do nome e da imagem. Parte da tiragem vai para a BN para ser distribuída gratuitamente ou vendida em seus canais próprios de comercialização.

O quarto modelo serve em casos que uma editora queira publicar um livro raro ou de difícil acesso que somente a BN tem. Assim, a BN faz o projeto editorial, crítica sobre o material e dá referências. A editora imprime a obra e como contrapartida dá parte dos exemplares para BN. Tal ação permite levar novamente ao acesso público obras que não estão mais em circulação e são de relevância para a cultura brasileira.

Inscrições

Por ser edital permanente, não há data limite para o envio da inscrição, que deve ser feita exclusivamente por via postal, juntamente com os anexos preenchidos, para o endereço: Fundação Biblioteca Nacional Centro de Pesquisa e Editoração Avenida Rio Branco, 219 – Centro, Rio de Janeiro, RJ – Brasil CEP: 20.040-008, com o título EDITAL COEDIÇÃO SEM ÔNUS.

A relação das propostas inabilitadas será publicada no site da FBN, com a indicação dos motivos que levaram à inabilitação. Caberá recurso da eventual inabilitação até três dias após a sua divulgação. O recurso deverá ser encaminhado pelo e-mail editoracao@bn.gov.br para o Centro de Pesquisa e Editoração/Coordenadoria de Editoração da fundação.

Para esclarecimento de dúvidas a respeito do edital, o interessado poderá encaminhar e-mail para editoracao@bn.gov.br ou entrar em contato pelos telefones (21) 3095-3836 e (21) 3095-3806.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Share

Conheça projetos voltados para crianças com apoio da Rouanet

Projetos culturais em todos os estados brasileiros já foram realizados para o público infanto-juvenil por meio da Lei Rouanet. Graças ao incentivo fiscal, ao longo dos últimos 27 anos, desde que a Lei Rouanet foi criada, foi possível viabilizar festivais de teatro, circo, dança, exposições, concertos, apresentações literárias e oficinas.

LFL

A Orquestra Criança Cidadã, de Recife, conseguiu captar R$ 6,5 milhões para cinco das oito propostas apresentadas ao MinC (Foto: Leandro Lima)

“O que mais chama a atenção é a diversidade das propostas. Há projetos para grandes públicos, de formação de jovens músicos, programas de leitura em escolas, festivais de cinema, folclore, teatro, exposições. A variedade é incrível, o que mostra o caráter democrático e inclusivo da lei”, ressalta o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), José Paulo Soares Martins.

Música para todos

Entre os projetos voltados para crianças que têm apoio da Rouanet destaca-se a Orquestra Criança Cidadã (OCC), que já conseguiu captar R$ 6,5 milhões para cinco das oito propostas apresentadas ao MinC. Os recursos vão para os planos anuais de manutenção e para circulação nacional. De acordo com Carlos Eduardo Amaral, assessor de Comunicação da orquestra, a Lei é essencial para a manutenção do projeto. “Toda a divulgação para patrocinadores é focada na Rouanet, pois sabemos que há muitas empresas que podem contribuir com o projeto por meio da Lei. Ao longo dos anos, temos conseguido ampliar o percentual de patrocínio por meio da Rouanet”, afirma.

Atualmente, a OCC atende, gratuitamente, 360 crianças e jovens de baixa renda de Recife e dos municípios pernambucanos de Ipojuca e Igarassu. Criado pelo juiz João José Rocha Targino, o projeto tem o objetivo de promover a cidadania de crianças e jovens entre seis e 21 anos. Os alunos recebem aulas de instrumentos de corda, percussão, teoria e percepção musical, flauta doce e canto coral, além de instrumentos de sopro – flauta transversal, oboé, clarinete, trompa e fagote.

O programa conta ainda com apoio pedagógico, atendimento psicológico, médico e odontológico, aulas de inclusão digital, fornecimento de três refeições por dia e fardamento. A Orquestra também garante a profissionalização dos alunos por meio da Escola de Formação de Luthier e Archetier, onde aprendem a arte da construção e reparo dos instrumentos de corda. Desde sua criação, em 2006, a OCC já atendeu mais de 600 crianças e jovens e recebeu mais de 20 prêmios, incluindo o Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local, de âmbito nacional. Na esfera internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu a Orquestra como uma boa prática de inclusão social, em dezembro de 2010.

Assista a vídeo sobre o projeto, produzido pela TV Universitária Recife

Exposições

Outro exemplo de projetos realizados com o apoio da Rouanet são as exposições e oficinas organizadas pelo artista plástico Glenn Hamilthon. Desde 2012, já foram cinco projetos: Futebol Criança, Ybyrá Mitã, Brincadeiras de Criança e Atibaia Criança. Destinadas ao público infantil do município de Atibaia (SP), as mostras, realizadas com R$ 341 mil captados via Rouanet, uniram arte, futebol e educação artística e socioambiental.

O projeto Atibaia Criança, de Glenn Hamilthon, recebeu apoio da Lei Rouanet (Foto: Divulgação)

A história de Glenn é um pouco atípica, pois ele foi chamado a desenvolver seus projetos pelo diretor do departamento de marketing de uma indústria local, já acostumada a utilizar os mecanismos de isenção fiscal para fins culturais. Desde então, ele se empenhou em conhecer com profundidade o mecanismo de mecenato da Lei Rouanet. “Sem a Rouanet, nada disso seria possível”, diz o artista, que já fez oficinas com mais de 5 mil crianças em situação de vulnerabilidade da região. “Nós ensinamos para as crianças que a arte é para todos, que eles também podem fazer arte, por isso usamos materiais reciclados, aparas, tudo pode ser transformado em arte”, conclui. Na próxima edição, Glenn pretende ministrar oficinas para 1,8 mil crianças.

 

Crianças para o bem

Em Brasília, a organização internacional Nova Acrópole, além dos cursos e oficinas regulares de filosofia, também organiza o projeto Criança para o Bem. Em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Distrito Federal, o projeto atende, anualmente, 180 crianças de famílias em vulnerabilidade social. O projeto conta com o apoio da Lei Rouanet, por meio do qual já captou R$ 196 mil para suas atividades, além de outras parcerias, como com o programa Criança Esperança.

Desde sua fundação, em 2007, já foram atendidas mais de 2 mil crianças. São oferecidas

Desde sua fundação, em 2007, o Proheto Criança para o Bem já atendeu mais de 2 mil crianças (Foto: Divulgação)

atividades como aulas de balé, música, poesia, esporte, artesanato e acompanhamento escolar, além do transporte de ida e volta. As atividades ocorrem no contraturno escolar, em dias específicos da semana de acordo com a idade das crianças – as mais novas são atendidas em dias alternados das mais velhas. A sexta-feira é guardada para reuniões com os pais, ensaios extras para as apresentações de fim de ano e passeios. No fim do ano, há sempre uma apresentação em algum teatro parceiro do projeto. Todas as aulas e espetáculos são gratuitos e abertos à comunidade.

 

Museu educativo

O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação. No total, são R$ 1,9 milhões captados desde 2010, que proporcionaram a cerca de 80 mil crianças a visita gratuita ao acervo permanente e às exposições temporárias.

O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação (Foto: Divulgação)

Em sua maioria, as crianças vêm de escolas públicas da capital mineira e são acompanhadas durante toda a visita por monitores treinados. Cada uma recebe um kit educacional com uma caixa de lápis de cor, lápis, borracha, régua e um livreto em que podem até fazer seu autorretrato. A visita começa pelo atelier do artista, que foi reconstruído no museu, e segue pelas salas de retratos, de autorretratos e paisagens, e então segue para as exposições temporárias. O museu fornece ônibus para transporte de algumas escolas e lanche para todas as crianças.

 

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Share

1.482 iniciativas foram avaliadas para o Edital Culturas Populares

culturas-populares-interna-2

Um total de 1.482 iniciativas de todas as regiões do País foram classificadas para o Edital Culturas Populares 2018 – edição Selma do Coco. Lançado em abril deste ano, o Prêmio recebeu 2.227 inscrições. A lista com as notas dos candidatos habilitados foi publicada na última quinta-feira (11), no Diário Oficial da União. Pedidos de reconsideração de notas devem ser apresentados  da quinta-feira (11) até a segunda (15). Somente após o recebimento e julgamento dos recursos, será publicado o resultado final que indicará quais são os premiados dessa edição.

O Edital dispõe de quatro categorias, onde foram classificados 782 mestres, 367 grupos sem CNPJ, 287 entidades e 35 mestres in memoriam; sendo 151 da Região Norte, 729 da Nordeste, 61 do Centro-Oeste, 399 do Sudeste e 131, do Sul.

Nesta edição, as iniciativas foram classificadas regionalmente, de modo a garantir que todas as regiões do Brasil estejam representadas na premiação final. Se o total de classificados por região não alcançar o número de prêmios por categoria, as vagas restantes serão redistribuídas entre as demais regiões.

Além das 1.471 classificações regionais, há também 11 candidatos classificados pelo sistema de cotas em acessibilidade cultural (três grupos e oito pessoas jurídicas), sendo cinco do Nordeste, três do Sul, dois do Sudeste e um do Centro-oeste.

Valor recorde

Serão investidos R$ 10 milhões em 500 iniciativas que fortaleçam e contribuam para dar visibilidade a atividades culturais de todo o Brasil, como cordel, quadrilha, maracatu, jongo, cortejo de afoxé, bumba-meu-boi e boi de mamão, entre outras. Este é o maior valor já investido na Premiação, que já está em sua sexta edição.

Em cinco edições anteriores, o Prêmio Culturas Populares contou com 9 mil inscrições e distribuiu R$ 18,7 milhões em prêmios a 1.545 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos. Em 2017, o prêmio obteve número recorde de inscritos (2.862), com 500 premiados. A premiação esteve suspensa entre 2012 e 2016.

Revisão de Notas e premiação

Os participantes que queiram solicitar a revisão de suas notas, podem fazê-lo por meio do formulário de reconsideração, que deverá ser enviado para o e-mail editais.sdc@cultura.gov.br, impreterivelmente, até as 23h59 desta segunda-feira (15).

Na edição deste ano, cada um dos premiados receberá R$ 20 mil bruto, o dobro de 2017. Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 180 para iniciativas de grupos sem CNPJ; 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 30 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam).

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Share