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  • LITERATURA DE CORDEL GANHA ACERVO VIRTUAL

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Penso, logo escrevo no dia 27/01/2012

    A Fundação Casa de Rui Barbosa criou o site “Cordel: Literatura Popular em Versos”. O portal mantém o maior acervo de literatura de cordel da América Latina, com consultas bibliográficas a artigos, livros, teses e dissertações sobre o tema. O acesso é gratuito e livre, sem necessidade de inscrição on-line. A iniciativa tem o patrocínio da Petrobras, por intermédio da Lei de incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, e apoio do Fundo de Amparo à pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

    Com o objetivo de disponibilizar a coleção de Leandro Gomes de Barros, pesquisado pela professora Ivone Maia , o site teve seu projeto desenvolvido, onde foram inseridos mais de nove mil folhetos digitalizados e biografias de 20 outros poetas. Destes, estão publicados no site cerca de 2.340 folhetos de cordel, biografias de cantadores e poetas. A consulta a obras dos poetas estão divididas entre os poetas de primeira geração e os de segunda geração. O primeiro grupo corresponde aos nascidos na segunda metade do século XIX e o segundo grupo corresponde a poetas que ingressaram no universo do cordel quando a produção e distribuição dos folhetos já haviam sido estabelecidas.

    Conheça o portal Cordel: Literatura Popular em Versos: www.casaruibarbosa.gov.br/cordel.

    Com informações do Ministério da Cultura.

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  • Museu da Abolição tem nova diretoria

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 26/01/2012

    Ocorreu nesta quarta-feira, 25 de janeiro, a posse da nova diretoria do Museu da Abolição de Pernambuco, equipamento vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O cargo, antes ocupado pela arquiteta Evelina Grunberg, passa a ser dirigido pela antropóloga Maria Elisabete Arruda. Formada em Ciências Sociais, Mestre em Antropologia Cultural e Doutora em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Elisabete é servidora do Banco do Brasil e até a posse, assumia o cargo de Chefe de Divisão da Coordenação de Estudos Socioeconômicos e Sustentabilidade do Ibram.

    Para assumir o cargo, Elisabete passou por um processo seletivo proposto pelo Ibram para escolha dos diretores de museus. “Esta é a segunda vez que acontece este tipo de processo, onde é aberta uma chamada pública para seleção de candidatos e estes candidatos não são analisados apenas pelo currículo que apresentam, mas pelo programa de trabalho proposto para ser desenvolvido no museu”, explicou Eneida Rocha, diretora do Departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus do Ibram, que esteve na solenidade representando o presidente do Instituto, José do Nascimento Júnior.

    A primeira experiência com este tipo de processo aconteceu no Museu Casa da Hera, em Vassouras (RJ), cuja direção ficou sob a expertise da arte educadora, Daniele de Sá Alves. “No caso da Elisabete, ela passou por uma análise, por uma banca, não só de profissionais do Ibram, mas de profissionais externos, museólogos que a escolheram como a nova diretora, pela coerência do seu trabalho, pela sua experiência e por toda a sua caminhada profissional”, destacou Eneida Rocha. A diretora do Ibram reforçou junto à nova diretoria do Museu da Abolição a necessidade de manter uma parceria de ordem nacional com seus pares, já que se trata de uma instituição com vínculo federal.

    Dividindo seu planejamento em três eixos estruturantes, Elisabete listou suas pretensões como gestora do equipamento. Primeiro irá fazer um diagnóstico da situação em que o museu se encontra, elaborar  um plano museológico – pois o último data de 2008 – e  consolidar o regimento interno do Museu, que ainda está em processo de discussão. Em seguida pretende traçar estratégias para sustentabilidade da instituição: “Nós sabemos hoje da carência de recursos para a área da cultura, e com os museus não é diferente. Por isso temos que pensar em alternativas para a captação de recursos”.

    O terceiro eixo estruturante refere-se à elaboração de projetos e programas para o quadriênio 2012 a 2016, como restauro do casarão e do entorno, reestruturação e requalificação do museu, do ponto de vista da estrutura física, e o planejamento dos programas que serão desenvolvidos nas diversas exposições que estão sendo programadas. “Já pensamos em algumas mostras, que estão sendo definidas e articuladas para este semestre, mas muito trabalho tem ainda que ser feito em termos de discussão, não só com os servidores e técnicos do museu, mas primordialmente com a comunidade local”.

    Ciente da necessidade de fazer do Museu da Abolição um equipamento de transformação social, a nova diretoria tratou como meta implementar o “museu dos sonhos que nós queremos, com uma programação perene, um museu vivo, articulado com a sociedade, atendendo aos anseios e necessidades de transformação da realidade local. Este é o grande desafio, é o sonho que queremos desenvolver aqui”. A necessidade de integração social a partir do equipamento, também foi mencionada pelo presidente da Associação de Amigos do Museu da Abolição (AMAB) em Pernambuco, Manoel do Nascimento – mais conhecido por Manuel Papai.

    Para Eneida Rocha, esse processo de reestruturação aguça as expectativas da comunidade: “O Museu da Abolição não esteve parado, mas com as mudanças propostas, além da preservação da memória, o espaço passa a ser visto como um agente de transformação, catalizador da economia local, independente dos valores turísticos”.

    Também estiveram presentes na cerimônia o superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Pernambuco, Frederico Almeida, e o coordenador do curso de graduação de Museologia e pós-graduação de Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antônio Motta.

    Texto: Stephanie Siqueira – Ascom RRNE/MinC
    Foto: Juliano da Hora – Ascom RRNE/MinC

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  • Prorrogado o prazo para inscrições no Prêmio Agente Jovem de Cultura

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 24/01/2012

    Inscrições para concurso, voltado para jovens, foram prorrogadas até 29 de fevereiro de 2012

    O Ministério da Cultura prorrogou até o dia 29 de fevereiro o prazo para os interessados se inscreverem no edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, o MinC vai premiar 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos. As inscrições para a premiação foram abertas no dia 15 de dezembro de 2011.

    O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).

    Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios. O MinC lembra aos interessados que as inscrições online só serão efetivadas depois que o inscrito clicar no botão “Enviar”.

    O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas; impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empoderamento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.

    Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, diz a secretária.

    As informações sobre o edital estão disponíveis no www.cultura.gov.br/culturaviva.

    Fonte: Acom/MinC

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  • Delta Zero agregará empreendimentos culturais de Pernambuco

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 23/01/2012

    Ato de fundação do Instituto será nesta terça (24), no Centro Cultural Correios

    Ato de fundação do Instituto Delta Zero será nesta terça-feira (24). Imagem: Divulgação.

    Empreendimentos e empreendedores culturais de Pernambuco terão, a partir desta terça-feira (24), um novo referencial para discutir o desenvolvimento do setor criativo do estado. Trata-se do Instituto Delta Zero, uma associação de pessoas físicas e jurídicas que propõe a atuação colaborativa e a interlocução com as cadeias criativas. O ato de fundação do instituto será às 19h, no Centro Cultural Correios, no Bairro do Recife, com apresentação das ações estratégicas e modelo de gestão, além de lançamento do Blog oficial do Delta Zero.

    A ideia que guia esta junção de forças é a geração de negócios e o desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos inovadores. O Instituto também se propõe a articular os interesses dos associados nos debates sobre as políticas públicas a serem traçadas para a Economia Criativa, bem como o fortalecimento dos mesmos para a gestão de negócios e sustentabilidade.

    Dentre as ações iniciais, destaque para o Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, responsável por identificar novas oportunidades de parcerias, recursos, negócios e de mercado; e o Birô de Exportação, responsável por promover as empresas e organizações associadas nacional e internacionalmente, rompendo gargalos de articulação, produção, difusão, distribuição e circulação de produtos e serviços.

    O Instituto já começa com mais de 30 associados, dentre os quais pesquisadores, grupos de dança e teatro, produtoras e estúdios de áudio e vídeo, e realizadores de eventos. Podem aderir empresas, MEI (Micro-Empreendedores Individuais) e organizações do terceiro setor (Pontos de Cultura, Coletivos Culturais, etc). Para associar-se, os interessados devem assinar uma ficha de inscrição e associação e contribuir com uma taxa simbólica de adesão: R$ 100,00 para empresas e instituições de grande e médio porte e R$ 50,00 para MEI, Pontos de Cultura e Coletivos Culturais.

    Outras informações: institutodeltazero@gmail.com.

    Fonte: Ascom / Instituto Delta Zero

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  • Descentralização: MinC inaugura na Bahia sua sétima representação regional

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 23/01/2012

    Dezenas de produtores e lideranças culturais, secretários de Cultura, gestores do setor e populares se aglomeraram na Rua Ignácio Acioly, no Pelourinho, em Salvador, na tarde da última sexta-feira (20), para participar da inauguração oficial da Representação Regional do Ministério da Cultura na Bahia, a sétima no país. A presença do MinC em Salvador foi saudada como passo importante para o fortalecimento de políticas culturais da pasta e oportunidade para a articulação com iniciativas já realizadas em nível local.

    O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, representou a ministra Ana de Hollanda na cerimônia de inauguração da representação regional, que também contou com as presenças das secretárias Márcia Rollemberg (Cidadania Cultural) e Cláudia Leitão (Economia Criativa), além do presidente da Fundação Palmares, Elói Pereira, e representantes das regionais Norte e Nordeste, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    O secretário Henilton Menezes lembrou na sua fala que a ministra lamentou muito não poder ir a Salvador por conta de compromissos em Brasília, mas que o encarregou de levar a mensagem do respeito que o Ministério tem pelo povo baiano e sua cultura. Menezes avalia que a instalação do escritório regional significa presença mais efetiva do Ministério no estado e do diálogo mais intenso com as instituições e com os produtores culturais. “Nossa presença passa a ser muito mais próxima no que diz respeito a cada um dos programas que o MinC desenvolve, a partir de uma elaboração federativa entre o Estado a União e os municípios”, afirmou o secretário.

    Um grupo de baianas fez a lavagem das escadarias que dão acesso ao segundo pavimento do casarão que passa abrigar o Ministério em Salvador. O ato de descerramento da placa de inauguração foi acompanhada pelos tambores do Olodum. Outro destaque foi a benção da nova sede pelo Babalorixá PC Motumbá, que fez votos para que a cultura baiana tenha boa recepção no novo espaço.

    De acordo com a representante da Regional Bahia, Monica Trigo, a inauguração da sede consolida o trabalho realizado ao longo dos últimos 12 meses. “As representações regionais são fundamentais para a implementação e acompanhamento das políticas públicas culturais e contribui muito com a divulgação de informações sobre os programas, projetos e atividades do Ministério”, destacou.

    Leia aqui a matéria na íntegra.

    Texto: Luís Cláudio Guedes – Ascom/MinC
    Fotos: Roberto Abreu – Ascom/MinC

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  • ALAGOAS RECEBE OFICINAS SOBRE EDITAL MICROPROJETOS RIO SÃO FRANCISCO

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 19/01/2012

    Acontece nos dias 24 e 25 de janeiro a “Oficina Microprojetos Bacia do São Francisco”, em Maceió e Arapiraca. Ministrada pela coordenadora da Fundação Nacional de Artes (Funarte) de Minas Gerais, Mirian Lott, a oficina esclarecerá dúvidas de artistas e produtores sobre o Edital Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco, que é voltado para a realização de projetos culturais de baixo custo nas comunidades ribeirinhas.

    Em Maceió, a oficina será realizada na terça-feira, 24, no Memorial à República, das 14h às 18h, e em Arapiraca, a oficina acontece dia 25,  às 9h30, no Centro de Apoio Integral II. Os encontros têm por objetivo ensinar os produtores da região da Bacia do São Francisco a elaborar projetos para o Edital Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco, que aceitará projetos de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe.

    O projeto realiza um diálogo com o Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, através de parceria entre a Funarte/MinC, o Ministério do Meio ambiente e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)/Ministério da Integração Nacional.

    As inscrições para o edital Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco estão abertas até o dia 25 de fevereiro. Estão aptar a participar pessoas físicas e jurídicas (sem fins lucrativos), que desenvolvam projetos de Artes Visuais, Artes Cênicas, Música, Literatura, Audiovisual, Artes e Expressões Populares e Moda. Serão contemplados 1.050 projetos no valor de R$ 15 mil, cada um, em um total de R$ 15.750.000,00 em prêmios.

    Serviços:
    Oficina Microprojetos Bacia do São Francisco
    Alagoas
    Dia 24, às 14h, Memorial à República (Av. da Paz, s/n, Jaraguá, Maceió/ AL)
    Dia 25, às 14h, Centro de Apoio Integral II (Praça Luiz Pereira Lima, centro, Arapiraca, AL)
    Informações: (82) 9977-8374 – Júlio Campos

    Informações sobre o edital: www.funarte.gov.br

    Fonte:  www.cultura.al.gov.br

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  • Livros sobre cinema nacional para download gratuito

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 18/01/2012

    Um dos livros disponíveis para baixar é A Hora do Cinema Digital.

    O portal Universia Brasil, direcionado à comunidade estudantil universitária, disponibilizou 20 livros sobre cinema nacional para download gratuito. Entre os títulos, estão biografias de cineastas como Carlos Reichenbach, Zelito Viana, Orlando Senna e Helvécio Ratton, além de roteiros na íntegra de filmes como “ Quanto Vale ou é Por Quilo?”, “Salve Geral”, e “Viva Voz”.

    O conjunto de obras faz parte da Coleção Aplauso, publicada pela Imprensa Nacional, com o objetivo de valorizar e perpetuar a memória da sétima arte brasileira democratizando o acesso às informações que possam contribuir com estudantes, pesquisadores e cineastas de todo o país. Para acessar as obras e baixar gratuitamente, acesse a seção de livros gratuitos do Universia clicando aqui.

    Com informações do www.universia.com.br.

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  • ART TALK ENCERRA EXPOSIÇÃO THIS PLACEMENTS

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 14/01/2012

    Mais do que só arte, mas tão abrangente quanto, foi o “art talk” com César Meneghetti e convidados na Sala Nordeste, encerrando a exposição This_Placements. Informal e simples, como é o próprio artista, as conversas rondaram sobre suas técnicas e reflexões até questões sociais. Tentando encontrar o que é “fora do normal” no Recife, na concepção dos convidados, César estava ali muito mais para ouvir do que para falar.

    Trazendo aos presentes suas contribuições muito mais internacionais, já que ele volta após 24 anos fora do Brasil, César exibiu um pouco de suas produções em outras exposições. Sempre explicando, foram exibidas fotografias feitas por ele em Hong Kong, um vídeo com mulheres nigerianas que ele realizou, seu trabalho com pessoas excepcionais em Veneza e outros. Aproveitou a oportunidade para falar sobre as formas que gosta de trabalhar, por exemplo, a questão dos ruídos, desconstruções e interferências na imagem, como ele mesmo explicou “as imagens do Recife, [presentes na exposição This_Placements], são uma representação, não é o Recife, mas a minha interferência sobre ele”. Outro quesito que segundo o mesmo, lhe caracteriza, é sempre procurar pessoas comuns para compor as suas obras, “nesses 24 anos, sempre trabalhei com pessoas comuns, conversando com elas, tentando me aproximar”.

    Atento a uma postura ética, na maior parte do tempo, César Meneghetti volta ao país tentando sentir o que é peculiar, querendo saber o que as pessoas pensam e admite que a sua pesquisa artística não tem um ponto de chegada, já que ela se estende há vinte anos, e privilegia muito mais o percurso e as dúvidas do que o destino. Muito mais reservado ao âmbito acadêmico, com livros a respeito da sua obra, César busca agora sair do eixo Rio/São Paulo e Europa, para retomar o “humanismo da arte”, como até um dos convidados citou, o fator humano também é algo muito presente em suas obras. Além dos convidados, estiveram presentes como debatedores, Beth da Matta, diretora do MAMAM, e os artistas Bruno Monteiro (Coletivo Branco do Olho) e Yann Beauvois (Galeria B³). Atento às opiniões, o encontro percorreu por vários assuntos, reflexões sociais, econômicas sobre o ambiente em que vivemos e claro, sobre arte.

    Texto: Stephanie Siqueira – Ascom RRNE/MinC
    Fotos: Maíra Brandão – Ascom RRNE/MinC

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  • SÉRIE DE DOCUMENTÁRIOS SOBRE MESTRES E GRUPOS DA CULTURA PERNAMBUCANA ESTREIA ESTE MÊS

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 12/01/2012

    Será agregada à programação da TV Universitária (TVU) a partir do dia 22 de janeiro, o Olaria Cultural. O programa mostra o perfil de cada mestre ou grupo que possui o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, contando histórias e memórias de pessoas que dedicaram a vida ao fazer da cultura popular do estado. Inédita na televisão, a série de documentários será exibida todos os domingos, às 19h30, com reprises às quartas-feiras, às 18h. Para a estreia, será exibida a trajetória de Lia de Itamaracá, Nuca e Jota Borges.

    Em sua primeira temporada, a produção viajou por várias cidades de Pernambuco para trazer aos espectadores representações de performance, ritual, celebração, música, arte figurativa, cinema, xilogravura, poesia, circo, escultura e pintura. Ao todo são 15 filmes distribuídos em 6 programas de 30 minutos, que apresentam Índia Morena, Dila, Reginaldo Camarão, Fernando Spencer, Manoel Eudócio, Zé do Carmo, José Costa Leite, Zezinho de Tracunhaem, Maracatu Leão Coroado, Banda Musical Curica, Homem da Meia Noite, Lia de Itamaracá, Jota Borges, Confraria do Rosário dos Homens Pretos de Floresta e Mestre Nuca dos Leões.

    Com direção geral de Hanna Godoy e Marcia Mansur, a série de documentários é uma iniciativa da Anegra Filmes, com patrocínio do Edital do Audiovisual e do Funcultura. Alguns dos filmes estão sendo convidados para exibição em Festivais de Cinema. “O Mar de Lia”, sobre Lia de Itamaracá, foi exibido no Cine PE, Gramado Cine Video, MIMO, Festival Villa Lobos, entre outros. “Curica” estreou na Mostra do Filme Etnográfico do Rio de Janeiro e foi recentemente exibido no Curta Canoa, no Ceará. À convite da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), “O Mar de Lia”, “Poesia em Alto Relevo”, sobre Jota Borges, e “Rosário do Sertão”, sobre a Confraria do Rosário dos Homens Pretos, foram exibidos na Mostra do Cinema Pernambucano, em Cuba. A série ainda foi selecionada para participar do PIC DOC, International Training Program in Documentaries, organizado pela Brazilian TV Producers.

    “Olaria Cultural nasce do nosso desejo de documentar através de belos filmes toda a riqueza e diversidade cultural do Brasil. Em essência, são histórias de resistência cultural e o nosso compromisso é promover a difusão destas manifestações culturais. A TV educativa é nosso foco, mas problematizar a valorização da arte popular nos mais diversos âmbitos é fundamental para que a política de reconhecimento do patrimônio imaterial possa atingir seu objetivo maior, a salvaguarda dos bens culturais”, ressalta Marcia Mansur.

    “Cada documentário tem um tratamento estético próprio, elaborado a partir do personagem principal e da linguagem artística retratada. Cada filme tem seu título, uma abordagem e um roteiro específicos, desenvolvidos a partir da pesquisa e, especialmente, da história de vida e da beleza de cada personagem”, conta Hanna Godoy, que assina o roteiro da série. Como exemplos, a roteirista complementa: “Dila” e “Poesia em Alto Relevo” contam com o recurso da animação; “O Mar de Lia” traz valiosas imagens de arquivo da gravação do primeiro LP de Lia de Itamaracá; “Zezinho” e “Nuca” têm um desenho sonoro composto especialmente para os filmes; “Sanfona do Interior”, sobre o sanfoneiro Camarão é um filme de estrada.

    A pesquisa que embasa o documentário foi feita pela antropóloga Marcia Mansur, cuja dissertação de mestrado “Vidas Dedicadas – A Lei do Registro do Patrimônio Vivo: Transmissão, Reconhecimento e Tradição” teve seu trabalho de campo desenvolvido na produção da série Olaria Cultural. A dissertação foi produzida no Programa de Pós Graduação em Antropologia da UFPE. A pesquisa envolveu visitas e entrevistas prévias às gravações, consulta de biografias, livros e documentos sobre cada mestre ou grupo e vasta bibliografia sobre cultura popular e legislação para o patrimônio imaterial, os principais desafios e estratégias de desenvolvimento para a cultura popular.

    Após o lançamento na TV Universitária, será distribuído gratuitamente para escolas públicas e Pontos de Cultura de Pernambuco um DVD com todo o conteúdo de Olaria Cultural. A produtora Anegra Filmes está em negociação para exibição desta temporada em rede nacional e em 2012 inicia a pré-produção da segunda temporada de Pernambuco, com 9 novos documentários. Também está previsto para 2012 o início da pesquisa para produção de filmes nos estados de Alagoas, Paraíba e Ceará que contam com a mesma legislação para o patrimônio imaterial.

    Enquanto não estreia, confira o teaser do Programa Olaria Cultural.

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  • Seleções públicas de projetos para ocupação dos espaços cênicos da Funarte

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    por: Comunicação - Representação Regional Nordeste do MinC, em Textos no dia 12/01/2012

    Publicados os editais dos espaços voltados para teatro, dança e circo

    Foto: Lucas Baisch - http://www.flickr.com/lucas_baisch. Esta imagem está sob uma licença Creative Commons CC BY-NC 2.0

    A Fundação Nacional de Artes (Funarte), através de seu Centro de Artes Cênicas (Ceacen), abriu processos seletivos para projetos de ocupação de suas salas destinadas a teatro, dança e circo. Companhias, grupos e empresas de todo o Brasil podem enviar à Funarte suas propostas de programação para nove espaços, situados no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Os projetos contemplados receberão aportes financeiros para a sua viabilização. O prazo de inscrições vai até 16 de fevereiro.

    Os editais, publicados na edição do dia 2 de janeiro de 2012 do Diário Oficial da União, são destinados  aos teatros Dulcina, Cacilda Becker, Duse e Glauce Rocha, no Rio de Janeiro; às salas Carlos Miranda e Renée Gumiel e ao Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, ao Galpão 3 da Funarte Belo Horizonte (MG) e ao Teatro Plínio Marcos, em Brasília. Será contemplado um projeto em cada edital.

    As propostas selecionadas ocuparão as salas de abril a agosto de 2012 (exceção para os teatros Dulcina e Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, cuja ocupação será de abril a julho). O total de recursos destinados ao programa é de R$ 3,834 milhões, sendo R$ 3,75 milhões para a viabilização dos projetos e R$ 84 mil para despesas administrativas.

    A análise dos projetos caberá a comissões convidadas. Elas vão considerar, como diretrizes de avaliação, a excelência artística da proposta e sua viabilidade prática, além da qualificação dos profissionais envolvidos.

    Os editais estão disponíveis no www.funarte.gov.br.

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