Governo Federal lança Guia do Torcedor da Copa América em três línguas

Editada em português, espanhol e inglês, publicação digital reúne informações de turismo, segurança, saúde e serviços consulares, com foco nas cinco cidades-sede da competição

Informações sobre os principais pontos turísticos, estrutura de saúde, dicas de segurança, documentos de viagem, opções de mobilidade, contatos úteis e tabela completa. Às vésperas de a bola rolar para a Copa América de Futebol 2019, o Governo Federal lança o Guia do Torcedor. A publicação digital, editada em inglês, português e espanhol, tem o objetivo de prestar os serviços básicos aos torcedores estrangeiros e brasileiros mobilizados em torno do evento que será realizado no Brasil entre 14 de junho e 7 de julho.

O foco da publicação é nas cinco cidades-sede do torneio: Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O pontapé inicial da competição que reúne 12 seleções será na sexta-feira, 14.06, no Morumbi, no duelo entre Brasil x Bolívia. A Seleção Brasileira está no Grupo A da competição, que também conta com Peru e Venezuela. O Grupo B reúne Argentina, Catar, Colômbia e Paraguai, e o Grupo C inclui Chile, atual campeão, além de Equador, Japão e Uruguai.

O Japão e o Catar, embora não integrem o continente americano, foram convidados por serem anfitriões das próximas edições dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo da FIFA.

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O Guia do Torcedor também reúne informações gerais sobre o Brasil, aspectos de legislação e procedimentos migratórios úteis. Indica, ainda, repartições diplomáticas e consulares dos países participantes da Copa América e lista os escritórios de representação do Ministério das Relações Exteriores nas cidades-sede.

A publicação é uma parceria entre a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Embratur, Ministério do Turismo, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Saúde. O conteúdo também recebeu a contribuição das secretarias de Turismo e Esporte das cinco cidades-sede e da Diretoria de Operações do Comitê Organizador Local da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Rededoesporte.gov.br

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FUNDO SETORIAL DO AUDIOVISUAL | Ancine divulga estudo sobre raça e gênero de participantes de editais

Projetos dirigidos por mulheres, que representavam 27% das do total de inscrições, chegaram a 32% dos selecionados. Já no quesito racial, 4% dos projetos inscritos eram de diretores e diretoras que se declararam pretos, percentual que subiu para 5,7% dos selecionados

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A Agência Nacional do Cinema (Ancine), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, divulgou nesta quinta-feira (13) um levantamento de dados inéditos feito pela Superintendência de Análise de Mercado sobre raça e gênero dos participantes dos editais do Fundo Setorial do Audiovisual em 2018. Esse estudo apresenta percentuais de diretores e roteiristas, por raça e gênero, inscritos e selecionados nesses editais, e são os primeiros dados da política de cotas introduzida pela agência desde 2018. Projetos dirigidos por mulheres, que representavam 27% das do total de inscrições, chegaram a 32% dos selecionados. Já no quesito racial, 4% dos projetos inscritos eram de diretores e diretoras que se declararam pretos, percentual que subiu para 5,7% dos selecionados.

Foram analisados oito editais com processos de seleção concluídos. Três foram operacionalizados pela Ancine: Comercialização de Cinema; Produção para Cinema – Concurso; e Produção para Cinema – Fluxo Contínuo. Dessas três chamadas públicas, somente a de Produção para Cinema – Concurso continha indutores de raça e gênero, com a previsão de que no mínimo 35% dos recursos disponibilizados no edital deveriam ser investidos em projetos dirigidos por mulheres e no mínimo 10% seriam direcionados para projetos por pessoas negras ou indígenas. Nos cinco editais operados pela Secretaria do Audiovisual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, havia cota de 50% para mulheres e 25% para negros. No total, esse primeiro levantamento contempla mais de 1.400 inscrições de projetos audiovisuais.

A Ancine atualiza também, com dados de 2017 e 2018, o estudo sobre a participação das mulheres no audiovisual. Houve aumento da participação feminina nas atividades de direção, roteiro e direção de fotografia, com incremento de dois pontos percentuais. A participação feminina da produção executiva também aumentou um ponto percentual (41%). No entanto, assim como nos anos anteriores, o destaque ficou para a atividade de direção de arte, onde a presença feminina ultrapassou a masculina (57%). Os dois estudos estão disponíveis no OCA – Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual.

Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cidadania

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PATRIMÔNIO | Celebração afro-brasileira Bembé do Mercado é registrada como Patrimônio Cultural do Brasil

Festividade em Santo Amaro, na Bahia, iniciada em 1889, comemora o fim da escravidão e reforça a resistência dos povos negros do Brasil

A celebração afro-brasileira Bembé do Mercado, que comemora o fim da escravidão e reforça a resistência dos povos negros, é o mais novo Patrimônio Cultural do Brasil. A festa pela liberdade, realizada em Santo Amaro (BA), foi avaliada e aprovada nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. A celebração teve início em 1889, um ano após a abolição da escravatura.

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A celebração Bembé do Mercado comemora o fim da escravidão e reforça a resistência dos povos negros (Fotos: Zeza Maria)

Assim, há 130 anos, todo dia 13 de maio é momento para rememorar a luta pela liberdade e a resistência dos povos negros, primeiro como escravizados, depois como cidadãos. Os praticantes dessa expressão cultural, que tem forte base na religiosidade popular de matriz africana, reforçam que a festa é um culto às divindades das Águas representadas por Iemanjá e Oxum, sendo também momento de agradecer a proteção individual e coletiva.

O pedido para registrar a celebração foi apresentado ao Iphan pela Associação Beneficente e Cultural Ilê Axé Ojú Onirè em 2014. O presidente da Associação, Jose Raimundo Lima Chaves, conhecido como Pai Pote, avalia que a titulação como Patrimônio Cultural do Brasil será muito positiva, pois valorizará não só o povo de terreiro, como também a comunidade negra da diáspora africana.

“Estou orgulhoso de ver o crescimento dessa celebração já reconhecida tanto pelo município de Santo Amaro quanto pelo estado da Bahia. Agora esperamos que o reconhecimento seja de todo o Brasil”, comemorou Pai Pote.

A celebração Bembé do Mercado de Santo Amaro

Xirê e bandeirolas
Xirê e bandeirolas

Existem diversas teorias sobre o uso do nome Bembé, quase todas assentadas nos processos da diáspora africana. Entretanto, pesquisa realizada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Iphan com os praticantes mais antigos indica que o nome deriva de Candomblé.

O Bembé é como um balaio de história, cultura, arte e ação política que acolhe o melhor das expressões do Recôncavo Baiano. A capacidade inventiva e transformadora desta festa permitiu que ela sobrevivesse neste espaço por mais de um século, sendo um marco contra o passado escravagista. Por isso, sua relevância para a memória, a história e a cultura nacional.

“A celebração compreende uma multiplicidade de sentidos, a ser entendida e vivida de várias maneiras, sendo capaz de se integrar às histórias de vida de seus agentes entre si, na cidade e para fora dela, e por isso considerada uma celebração única”, explica a presidente do Iphan, Kátia Bogéa. “É fonte de sabedoria, de ciência, de memória, de diplomacia, de zelo e, mais do que tudo, é uma possibilidade única – como a festa – de formação de identidade”.

Celebração Bembé do Mercado, Santo Amaro, Bahia
O Bembé se caracteriza como uma obrigação religiosa destinada às divindades das Águas para agradecer e propiciar o bem-estar da coletividade

O Bembé se caracteriza como uma obrigação religiosa destinada às divindades das Águas para agradecer e propiciar o bem-estar da coletividade. São três momentos cerimoniais: os ritos ligados ao fundamento da festa (as cerimônias para os ancestrais, o Padê de Exu, o Orô de Iemanja e Oxum); o Xirê do Mercado e a entrega dos presentes destinados a Iemanjá; e a Oxum. Contudo, sua produção e execução envolvem diversos atores sociais, como os comerciantes locais, pescadores, ativistas políticos, brincantes de Maculelê e detentores de bens já registrados como Patrimônio Cultural do Brasil, sambadoras e sambadores de roda do Recôncavo e capoeiristas.

A festa secular tem, também, outros bens culturais associados, como a do Nego Fugido, um teatro que representa a violência da escravidão; o Lindro Amor, cortejo feminino feito para comemoração dos festejos de São Cosme e São Damião; a Burrinha; e a Puxada de Rede, todos relacionados às referências culturais da diáspora africana. Na programação da festa ainda são incluídas atividades realizadas por grupos de dança afro, grupos parafolclóricos e outros da cultura popular.

O Mercado como espaço político-sagrado e de resistência

A cidade de Santo Amaro se constituiu como núcleo açucareiro e fonte de alimentos de subsistência, tendo a escravidão como base dessa economia. O comércio realizado no Mercado local, incluindo a venda de peixes, era para os escravizados uma alternativa de obter recursos para a compra da alforria e posterior forma de sustento, sendo o espaço do Mercado também protagonista da história. Mesmo após a Lei Áurea, a população negra continuou vivendo as desigualdades econômicas e sociais, enfrentando dificuldades para a livre prática de seus cultos religiosos nos espaços internos e externos aos terreiros.

Para fazer o Candomblé, era necessário obter o aval de autoridades política, além de ocorrer em datas correlacionadas às festividades católicas. Contudo, no dia 13 de maio de 1889, sem qualquer permissão e aos modos de uma celebração religiosa de matriz africana, os filhos e filhas de santos guiados por João de Obá se uniram na Ponte do Xaréu para celebrar uma data cívica, no centro da vida pública da cidade. E assim teve início essa manifestação cultural e religiosa pública secular. A Rua, o Mar e o Mercado transformam-se em territorialidades expandidas do Candomblé, e durante o Bembé, também lhes conferem uma dimensão política, além de religiosa.

A pesquisa apresentada no Dossiê de Registro elaborado pelo Iphan descreve que, possivelmente, a presença dos capoeiristas e do povo do maculelê era essencial na festa, uma vez que atuavam como uma forma de agentes de segurança diante do Estado ameaçador e repressor.

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, antropologia, arquitetura e urbanismo, sociologia, história e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Ministério da Educação, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério das Cidades e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

O Conselho Consultivo também também aprovou durante a 93ª reunião o tombamento do espaço e acervo do Museu ao Ar Livre de Orleans, no município de Orleans, em Santa Catarina.

Celebração Bembé do Mercado, Santo Amaro, Bahia
O pedido para registrar o Bembé do Mercado foi apresentado ao Iphan pela Associação Beneficente e Cultural Ilê Axé Ojú Onirè em 2014

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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AUDIOVISUAL | Empresas internacionais celebram parceria com mercado audiovisual brasileiro

Em 10 anos, empresas associadas à Motion Picture Association (MPA), por exemplo, já investiram
R$ 500 milhões no audiovisual nacional. A perspectiva é de mais investimento

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Somos movidos a histórias. E os criadores audiovisuais são mestres em contá-las. São, muitas vezes, enredos sofisticados que alimentam nosso imaginário e apresentam novas visões de mundo. Cada vez mais, os brasileiros têm acesso a essas histórias, vindas de todo canto. Com a marca Brasil, há uma curva ascendente: foram 185 filmes lançados em 2018, quase 100 lançamentos a mais do que em 2009 – nessa área, o Brasil já superou a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Cultura (PNC). E se consideradas as coproduções internacionais, os números também sopram a favor. Em 2017, foram realizados 22 filmes em coparceria com outros países – em 2009, a realização se resumiu a uma única obra audiovisual.

Integrantes da Motion Picture Association (MPA), que reúne produtores e distribuidores internacionais, comemoram a parceria crescente com o setor audiovisual brasileiro. “Estamos há mais de sete décadas no País. Então, existe um comprometimento de 100% com a indústria brasileira, fazemos parte dela, somos todos brasileiros, empregamos pessoas brasileiras”, afirma a diretora de Relações Governamentais da MPA Brasil, Andressa Pappas. “Nosso objetivo número um será sempre contribuir com o desenvolvimento dessa indústria, que prospera e figura entre as maiores do mundo”, completa a diretora. Segundo Andressa, empresas associadas à MPA investiram cerca de R$ 500 milhões em filmes brasileiros, nos últimos 10 anos. Entre as associadas, estão a Walt Disney, a Paramount, a Netflix Studios, a LLC, a Sony Pictures, a Universal e a Warner Bros.

Para o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, esse é um investimento que merece ser celebrado: “Precisamos conhecer um pouco mais essa realidade de retornos, porque às vezes o mercado interno ou a sociedade como um todo não dimensiona isso”. Pires lembra que os dados concretos revelam a pujança do audiovisual brasileiro, também em função das multiplataformas que estão à disposição do setor. “As pessoas estão assistindo produtos audiovisuais de todas as maneiras e isso está gerando muito emprego e muita circulação de recursos no País. A ideia é essa, que isso seja estimulado”, reforça. O Brasil é o 8º mercado de VoD (vídeo on demand) do mundo e o maior latino-americano, com receitas estimadas em 352,3 milhões de dólares (2016), segundo o portal de estatísticas alemão Statista.

Crescimento

Diretora das empresas FOX e Warner Bros no Brasil, Patricia Kamitsuji Ito afirma que as empresas crescem junto com o audiovisual nacional, além de oferecem uma expertise a respeito do mercado internacional. “Esse é um trabalho que a gente faz, tanto de mentoria, quanto de participar das produções, trazer talentos, entender como pode ser levado pra fora”, conta. Segundo a diretora, a internacionalização de obras audiovisuais brasileiras é uma das prioridades dessas empresas instaladas no Brasil: “A gente tem muito orgulho de pegar uma produção feita no Brasil e lançar em vários outros países. Esse é um trabalho muito importante também que deve ser levado em consideração. Não é só o produto brasileiro para o mercado brasileiro, ainda mais quando a gente fala em outras telas, em multiplataformas, em streaming. Isso é mundial”.

Entre os filmes nacionais produzidos pela FOX está a animação em 3D “Lino – Uma Aventura De Sete Vidas”

Entre os filmes nacionais produzidos pela FOX está a animação em 3D “Lino – Uma Aventura De Sete Vidas”. O diretor do filme, Rafael Ribas, conta que a parceria foi “essencial” para a carreira de sucesso de Lino, que ainda está ajudando a influenciar o mercado da animação nacional. “Eu acho que a partir de agora, até por conta do que aconteceu com o Lino, a gente vai ter bastante investimento. Vai ter muita gente interessada em produzir aqui, porque eu estou presenciando isso”, comemora. Lançado no Brasil em 2017, o filme já chegou a telas de mais de 50 países, incluindo México, França, Espanha, Alemanha, Coréia, Itália e Rússia. “Nós levamos a animação Lino para mil salas de cinema da Rússia”, destaca a representante da produtora e distribuidora estrangeira.

De acordo com Kamitsuji, apenas as empresas FOX e Warner Bros já investiram em 176 projetos no Brasil, resultando em 89 lançamentos e 87 filmes em produção. Entre os filmes lançados, houve a criação de 24.830 postos de trabalho (289 por filme, em média), com um impacto econômico direto e indireto de R$ 2,5 bilhões. Ainda segundo a diretora, para cada R$ 1 de incentivo fiscal nas obras audiovisuais lançadas, houve um investimento de R$ 3,95 em recursos privados. “São ações que a gente faz pelo produto nacional que incentiva os próprios produtores a se animarem a fazer um produto ainda maior e melhor”, resume Patrícia.

Agenda internacional

Os representantes das empresas audiovisuais foram recebidos em Brasília por Henrique Pires e pelo secretário do Audiovisual, Pedro Peixoto. Na ocasião, o secretário indicou que o governo federal permanece aberto a parcerias, sempre no intuito de fortalecer a cadeia audiovisual. “É o momento de escutar e ponderar uma série de coisas. Estamos abertos a conversar. O diálogo só tende a produzir efeitos positivos”, afirmou Peixoto.

Durante a reunião, os presentes também reforçaram a importância da presença do secretário especial da Cultura no Seminário promovido pela Câmera de Comércio Brasil-Califórnia (BCCC), em Los Angeles, nos Estados. O evento começa nesta terça-feira (11) e segue até o próximo dia 15. No local, Henrique Pires vai apresentar uma palestra sobre os desafios e as oportunidades do setor cultural no Brasil. O evento reúne diversos interlocutores da indústria audiovisual norte-americana, em um cenário de atração de investimentos e produções estrangeiras para o Brasil.

Na agenda internacional, o secretário ainda visita a E3, a maior feira de games do mundo. O setor é considerado um gigante do audiovisual, tendo faturado três vezes mais do que o cinema e sete vezes mais do que música, globalmente, em 2017. No Brasil, o setor cresceu, em média, 28,7% ao ano entre 2012 e 2016. A estimativa é que, até 2021, continue crescendo pelo menos 16,5% ao ano, segundo a PricewaterhouseCoopers.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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INSCRIÇÕES ABERTAS | Palmares vai premiar obras literárias que contemplem a cultura afro-brasileira

A entidade vinculada ao Ministério da Cidadania irá contemplar cinco autores – um de cada região do Brasil – com o valor de R$ 30 mil, para cada

A Fundação Cultural Palmares (FCP), vinculada ao Ministério da Cidadania, lançou o II Prêmio Oliveira Silveira – Infantojuvenil, que tem como propósito reverenciar obras literárias inéditas e ilustradas que incorporem elementos da cultura afro-brasileira. Um autor por região do país será premiado com o valor de R$30 mil. O lançamento ocorreu durante a abertura oficial da 35ª edição da Feira do Livro de Brasília (Felib), que acontece no Complexo Cultural da República até 16 de junho.

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“O edital permite uma justa e democrática participação desses escritores que trazem novos olhares sobre a necessidade de uma igualdade racial”, Vanderlei Lourençom presidente da Fundação Cultura Palmares, no lançamento do edital (Foto: Divulgação)

O presidente da Palmares, Vanderlei Lourenço, ressaltou a importância do Prêmio e a participação da FCP na feira, garantindo espaço a autores que trabalham com foco na cultura negra. “O edital permite uma justa e democrática participação desses escritores que trazem novos olhares sobre a necessidade de uma igualdade racial”, afirmou. “Trazemos a marca da diversidade para um momento onde se dá a dimensão da sociedade de conhecimento, na qual queremos estar incluídos”, completou Lourenço.

O objetivo do edital é cumprir com as diretrizes formuladas pelo Plano Plurianual do Governo Federal e pelo Plano Nacional de Cultura, difundindo, promovendo e incentivando produções literárias que registrem, revelem e/ou resgatem a cultura afro-brasileira. Para concorrer ao prêmio, os escritores devem ficar atentos ao prazo de inscrições, que segue até o dia 22 de julho.

Nesta edição, serão selecionadas cinco propostas de ficção direcionadas ao público com faixa etária entre oito e 12 anos. As obras devem ser inéditas e conter narrativas imaginárias, com temas e conteúdos que sejam compatíveis com a compreensão do público infantojuvenil. Devem abordar fatos históricos que valorizem a participação do negro na constituição da sociedade brasileira, questões afetas ao negro no Brasil e manifestações afro-brasileiras.

Cultura, conhecimento e perspectivas

Durante a abertura da 35ª Felib, o coordenador do Comitê Gestor da Feira, Marcos Linhares, afirmou ser bem-vinda toda iniciativa que fortaleça o conhecimento étnico e de gênero. Ele anunciou estandes da feira voltados especificamente à literatura negra, indígena e feminina.

Já o secretário de Educação do Governo do Distrito Federal, Rafael Parente, pontuou que promover autores e livros para esses públicos significa mais que levar conhecimento. “É levar sonhos e uma força propulsora para que eles se realizem”, concluiu. Segundo ele, uma criança que tem acesso a leitura ganha novas possibilidades de vida. “Por meio do livro ela ingressa em diferentes universos e domina o mundo”.

A autora Eliane Alves Cruz, uma das premiadas na edição de 2016 do Prêmio Oliveira Silveira, participa da feira com os livros de sua autoria: Água de Barrela e O Crime do Cais do Valongo. Nesta primeira edição, foram contempladas obras na categoria Romance. Eliana fará uma palestra na Feira do Livro na próxima sexta-feira (14), às 18h, no Espaço do Educador/Felib.

Sobre Oliveira Silveira

Importante poeta e escritor gaúcho, Oliveira Silveira foi um dos nomes que muito contribuiu para a causa negra no Brasil e que hoje dá nome ao acervo da FCP. Por suas atuações marcantes, nomeia também o prêmio da instituição que destaca autores voltados à mesma causa.

Inscrições

Para se inscrever no prêmio, acesse o edital no portal da Fundação Cultural Palmares. As inscrições estão abertas até o dia 22 de julho de 2019.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Palmares
Ministério da Cidadania

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GESTÃO | Mais dois municípios aderem ao Sistema Nacional de Cultura

Com a entrada de Chorrochó, na Bahia, e de Nova Bréscia, no Rio Grande do Sul, SNC passa a incluir 2.651 cidades. Em 2019 já foram nove adesões

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As cidades de Chorrochó, na Bahia, e de Nova Bréscia, no Rio Grande do Sul, passaram a integrar o Sistema Nacional de Cultura (SNC), instrumento de gestão compartilhada de políticas públicas de Cultura adotado pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. Agora, estão no sistema 2.651 municípios brasileiros, além do Distrito Federal (47,55% do total), o que engloba cerca de 158,5 milhões de habitantes.

O Sistema Nacional de Cultura é um processo de gestão e promoção das políticas públicas de cultura democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da Federação (União, estados e municípios) e a sociedade, no qual cada um cumpre papel relevante para o alcance de resultados comuns. Por isso, o SNC é organizado em regime de colaboração, de forma descentralizada e participativa, com o objetivo promover o desenvolvimento humano, social e econômico com pleno exercício dos direitos culturais.

Ao realizar a adesão ao SNC, o ente federado organiza e fortalece suas políticas públicas culturais de forma sistêmica e perene, permitindo que sejam estabelecidas como políticas de Estado. Isso se dá por meio da criação da lei do sistema de cultura local, do órgão de gestão local, do conselho de política cultural, da conferência, do sistema de financiamento e do plano de cultura, com metas a serem cumpridas.

Além disso, os entes federados que aderem ao SNC participam da descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações no campo da Cultura. A adesão ao SNC é, muitas vezes, pré-requisito para participação do estado ou município em editais e ações de promoção realizadas pela Secretaria Especial da Cultura.

Como aderir

Para aderir ao SNC, basta que o representante do governo do estado ou município cadastre-se na Plataforma no site http://snc.cultura.gov.br. As informações solicitadas deverão ser preenchidas e o usuário cadastrará uma senha para acompanhamento da adesão. Após o preenchimento, o Formulário de Solicitação de Integração e o Acordo de Cooperação serão gerados para impressão e assinatura. Tais documentos deverão ser enviados para a Secretaria da Diversidade Cultural (SDC) da Secretaria Especial da Cultura, via e-mail (snc@cultura.gov.br) ou Correios. Após tal procedimento, a SDC publicará o Acordo de Cooperação Federativa (de vigência indeterminada) no Diário Oficial da União e atualizará a situação do ente federado na plataforma do SNC para “Publicado no DOU”.

Em 2019, além de Chorrochó e Nova Bréscia, outros sete municípios aderiram ao SNC: Entre Rios (SC), Jundiá (RN), Água Nova (RN), Carmo do Cajuru (MG), Cocal dos Alves (PI), Ibitiúra de Minas (MG) e São Geraldo (MG).

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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AGENDA | Programação cultural traz novas peças e exposição de modelagem em barro

Mostra Álbum de Família, de Maria de Lourdes Candido exibe as principais obras da artista cearense

As principais obras da artista cearense Maria de Lourdes Cândido estão em exposição no Rio de 07Janeiro (RJ). Os quadros modelados em barro mostram cenas cotidianas que se tornaram símbolo da arte popular originada na cidade cearense de Juazeiro do Norte. A programação cultural também apresenta três novas peças, nas unidades Funarte de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). Confira a programação completa abaixo:


Cenas cotidianas são a marca autoral da artista Maria de Lourdes Cândido, que estrela a exposição “Álbum de Família”, no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Menus da Belle Époque’
Até 30/6
Endereço: Galeria do Sobrado Ramalho, Rua da Câmara, 124 – Tiradentes (MG)
Sede da superintendência do Iphan-MG, Rua Januária, 130 – Belo Horizonte (MG)
As cidades mineiras de Tiradentes e Belo Horizonte recebem a exposição histórica Menus da Belle Époque. Promovida pelo Governo de Minas Gerais com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a mostra é composta de cardápios de restaurantes e jantares do século XIX colecionados por D. Pedro II e, posteriormente por André Boccato. Além de sua riqueza de detalhes e beleza gráfica, os cardápios impressionam por serem documentos que revelam costumes, gostos, padrões estéticos, entre outros aspectos, além das origens da gastronomia brasileira. A mostra é baseada na pesquisa que André Boccato realizou por nove anos, o que resultou em sua própria coleção de menus parisienses da Belle Époque, e no livro “Os Banquetes do Imperador”, uma alusão a D. Pedro II, também um grande colecionador de cardápios. Os menus expostos são testemunhos históricos do nascimento da cultura gastronômica brasileira e incluem banquetes de Estado, inaugurações de estradas de ferro e eventos sociais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros estados. Estes menus representam um retrato fiel da gastronomia no século XIX.
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Exposição ‘Maria de Lourdes Cândido – Álbum de Família’
Até 7/7
Endereço: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rua do Catete, 179 e 181 – Rio de Janeiro (RJ)
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) inaugurou a exposição Maria de Lourdes Cândido – Álbum de Família. A mostra segue até 7 de julho apresentando a obra dessa artista popular cearense, de suas filhas Maria das Dores e Maria do Socorro e da nora Aucilene, na Sala do Artista Popular (SAP). Os temas, quadros temáticos com cenas cotidianas, se revelam como marca autoral da criação dessas artistas, que se tornaram símbolo da arte popular originada na cidade cearense de Juazeiro do Norte. Maria de Lourdes passou à modelagem de cenas em barro a partir de uma encomenda surgida em uma feira, quando começou a incorporar em sua obra assuntos como ritos de passagem, festas populares e religiosidade.
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FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

Projeto ‘Gestos Coreográficos’
8/6, às 17h (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Inspirado pelo livro Levantes, do filósofo francês Georges Didi-Huberman, o coreógrafo Wellington Duarte (Núcleo Entretanto) convida oito grupos, que atuam em diferentes correntes da dança, para refletir sobre “os modos de atuar na área em um período pouco favorável à arte”. O resultado são quatro coreografias: Konstituição em segunda Instância(Sandro Borelli e grupo Ca.Ja.), Pulsar, Pulsar Zero, Pulse, RePulso (Zumbboys e Coletivo Autônomo Temporário), Paisagens de Passagem (Helena Bastos e Núcleo Enxertía) e GESTUS 4.13 (Daniel Kairoz e Núcleo KASA).
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O grupo Sintonia Dominó usa a narrativa para levar à reflexão (Foto: Divulgação)

Espetáculo ‘O Quintal da Berta’
De 8 a 30/6, às 16h (sábados e domingos)
Endereço: Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17 – Rio de Janeiro (RJ)

A peça infantil conta a história de uma menina que se muda para outra casa com sua avó. Apaixonada pela natureza, ela encontra no lugar um grande quintal, mas que não tem nenhuma plantação. Com a ajuda de seus novos amigos – um pássaro, uma lesma e até uma minhoca -, a menina resolve fazer um pomar no quintal. A montagem, do grupo Sintonia Dominó, usa a narrativa e o metateatro para trazer à reflexão algumas ideias como não gostar de comer frutas e legumes. Uma das atrizes se inspira na personagem para experimentar os alimentos saudáveis que são semeados no quintal.
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Espetáculo ‘Essa Mulher’
Até 9/6, às 19h (sexta e sábado) e 21h (domingo)
Endereço: Funarte MG, Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)

Em Essa Mulher, o Leela Grupo Teatral explora o lado afetivo e a esperança de construir uma sociedade mais justa e amorosa através das poesias que permeiam a peça. Em parceria com o diretor, a atriz Iolene Di Stefano pesquisou durante dois anos mulheres importantes da história. Em contraponto, eles realizaram rodas de conversa com várias personagens reais: mães, donas de casa, feministas, professoras, artistas, etc. A atriz também se inspirou na própria experiência pessoal para construir a personagem do espetáculo.
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Espetáculo ‘Distopia Brasil’
Até 9/6, às 19h (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Com direção de Pedro Granato, Distopia Brasil propõe uma reflexão sobre o futuro do país no caso de a situação atual, que o grupo considera problemática, se agravar. As principais questões abordadas são: a intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro, o avanço do Estado Religioso, a vigilância, o fim da privacidade e os desastres ambientais. Também foram investigados grupos de resistência contra um suposto regime totalitário. A montagem é resultado de um processo colaborativo do Núcleo Pequeno Ato. Os integrantes se debruçaram sobre distopias clássicas e contemporâneas, como 1984, Fahrenheit 451, Handmaid’s Tale, Blade Runner, Matrix, Laranja Mecânica, Admirável Mundo Novo, Black Mirror, Ensaio sobre a Cegueira e V de Vingança. No entanto, ao contrário das distopias clássicas, que ressaltam avanços tecnológicos, o espetáculo enfatiza a questão humana.
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Exposição ‘Pin-Céu’
Até 9/6, entre 10h e 18h (terças a sextas) e de 14h às 21h (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Pin-Céu 
conta com a participação dos artistas Ana Francisca, Ana Gentil, Edu Silva, Helena Carvalhosa, Luciana Saad, Luis Gasparian, Roberta Mestieri, Sergio Spalter, Soraia Dias e Suzana Barboza. Sob curadoria de Marcelo Salles, o grupo busca “proporcionar ao público maior aproximação tanto com suas obras como com questões primordiais da pintura” e seu lugar na arte contemporânea e nos dias atuais.
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Instalação ‘Elementos de Risco (Evento de Impacto)’
Até 9/6
Endereço: Funarte Brasília, Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural – Brasília (DF)
A instalação simula objetos que caíram do espaço, expostos no entrono da Funarte Brasília. Uma característica que representa a queda de objetos espaciais é um “rastro” que o artista esculpiu na terra, adjacentes às esculturas. O artista revela a velocidade e a força do impacto. Por isso, e também pela forma, os elementos podem se parecer com meteoros, ou até asteroides, num primeiro momento. Mas num segundo olhar o visitante percebe do que são feitas essas coisas; e que, na verdade, não se parecem com pedras vindas do espaço, ou algo assim.
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Espetáculo ‘Cabaré ao Revés’
Até 9/6, às 20h30 (sábados e domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Cabaré ao Revés é um show cênico elaborado pela atriz e cantora Natália Quadros, com a participação do pianista Eduardo Dobay, da flautista, cantora e percussionista Monique Salustiano e da percussionista Rayra Maciel. Os artistas interpretam canções da música popular brasileira, apresentando um repertório composto por obras de diversos períodos: da década de 1930 até os dias atuais. O espetáculo também apresenta leituras de poemas, textos dramatúrgicos, comentários de internet, falas públicas e entrevistas, criando um jogo entre a música e a palavra, que convida o público a refletir sobre a “formação cultural patriarcal”. Natália Quadros desenvolve, assim, uma reflexão histórica sobre os papéis da mulher em nossa sociedade. No palco, a voz feminina “desdobra-se em muitas outras” e coloca em cena seus “conflitos, sonhos, angústias e desejos”.
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Espetáculo ‘Lorca em… Concerto, Teatro e Dança’
De 15 a 23/6, às 20h (sábados) e 19h (domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

Dirigido por Ernesto Hypólito, o espetáculo apresenta a vida e a obra do escritor espanhol Federico García Lorca. Por meio da poesia, da música, do teatro e da dança flamenca, a encenação apresenta a Espanha governada por Francisco Franco, nos anos 1930, um período de totalitarismo político, censura e perseguição às minorias. Lorca (1898-1936) é considerado um dos mais importantes poetas e dramaturgos da Espanha. O escritor nasceu numa pequena cidade da Andaluzia, estudou direito em Granada e mudou-se para Madri, onde fez amizade com Salvador Dalí e Luis Buñuel. Nos anos seguintes, morou nos Estados Unidos e em Cuba. Voltando à Espanha, criou o movimento de teatro La Barraca. Foi perseguido por motivos políticos e por sua orientação sexual, sendo assassinado em 1936.
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Espetáculo ‘O Bote da Loba’
Até 19/6, às 20h (quarta)
Endereço: Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
O Bote da Loba foi escrito em 1997, dois anos antes da morte de Plínio Marcos. O texto aborda o universo feminino sob a óptica de duas mulheres que se encontram para uma sessão de tarô. Veriska, uma maga vidente, tenta ajudar sua cliente Laura, mulher casada e reprimida, a libertar-se de suas angústias e de seu sofrimento. O espetáculo traz à tona temas atuais, como o prazer feminino, ainda hoje considerado um tabu, e a perpetuação do preconceito contra as mulheres.
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Espetáculo ‘Agamêmnon’
Até 23/6, às 20h30 (sábados) e 19h (domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
Em Agamêmnon, a personagem-título, rei de Micenas, volta à sua terra depois de uma campanha vitoriosa na guerra de Troia, que durou 10 anos. O herói precisa pagar por erros antigos, seus e de antepassados. Segundo a justiça dos deuses gregos, as falhas dos mortais devem ser obrigatoriamente punidas – podendo ser castigada a pessoa que cometeu o erro ou algum de seus descendentes. A esposa de Agamêmnon, Clitemnestra, recepciona calorosamente o marido, mas, em conluio com o amante, Egisto, mata o rei de Micenas e a vidente troiana Cassandra, trazida como prêmio de guerra. O assassinato é uma vingança pela morte de Ifigênia, filha de Agamêmnon e Clitemnestra, sacrificada pelo rei em oferenda à deusa Ártemis antes da partida para a guerra.
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Espetáculo ‘Dois perdidos numa noite suja’
Até 28/7, às 20h (quintas a sábados) e 19h (domingos)
Endereço: Funarte SP, Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
No espetáculo, Paco e Tonho trabalham como carregadores no mercado e dividem um quarto em uma hospedaria barata. Os personagens, que mantêm uma relação conflituosa, discutem sobre suas atividades cotidianas e suas perspectivas de vida. Tonho inveja Paco por ter um bom par de sapatos e atribui aos calçados gastos sua condição de pobreza. Paco, por sua vez, provoca Tonho ao mesmo tempo que o considera um grande parceiro. Certa noite, a flauta de Paco é roubada, o que desencadeia uma série de acontecimentos. Na tentativa de melhorar suas vidas, ambos são compelidos a uma ação radical. Dirigida por Marco Antônio Braz, a montagem apresenta um cenário simples, que valoriza as interpretações e permite uma reflexão sobre os dias atuais.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Exposição ‘Rios do Rio – as águas doces cariocas, ontem e hoje’
Até 16/6
Endereço: Museu Histórico Nacional – Praça Mal. Âncora S/N – Rio de Janeiro (RJ)

A exposição traz à tona a relação dos cariocas com os 267 rios que cortam acidade do Rio de Janeiro por meio da arte contemporânea e de obras históricas em um diálogo inédito. Para compor o núcleo histórico da exposição, instituições como Arquivo Geral da Cidade, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya, Museu Histórico da Cidade do RJ, Museu da Marinha e Museu Histórico Nacional emprestaram obras que têm o tema das águas doces e dos rios como destaque. Bicas d’água dos antigos chafarizes da Carioca e das Marrecas; a pintura do Largo do Depósito, realizada por Almiro Reis em 1901; além de obras originais de Jean-Baptiste Debret e Johann Rugendas estão entre as obras do núcleo histórico. No núcleo de arte contemporânea participam 18 artistas e um coletivo, cujos trabalhos apontam para a conscientização sobre a preservação dos rios, utilizando diferentes suportes – instalação, videoescultura, fotografia, filme, pintura e mesmo bordado.
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Mostra ‘O desenho de Lasar Segall’
Até 17/6 – quarta a segunda-feira,das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo (SP)
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
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Exposição ‘Ocupação Gregori Warchavchik’
Até 23/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo (SP)
A exposição, dividida entre o Museu Lagar Segall e o Itaú Cultural, apresenta na sede do instituto a trajetória profissional e a obra do arquiteto reconhecido pela imprensa da época como “revolucionário de moradias”, apresentando projetos, fotos, conteúdos audiovisuais atuais e da época, artigos, recortes de jornais e material de pesquisa. No local o público pode rever, em fotografias, projetos e desenhos, casas construídas por Warchavchik – hoje desfiguradas ou já inexistentes – e prédios ainda em pé, uns conservados, outros não, que passam despercebidos por quem desconhece a obra do arquiteto. Depoimentos gravados em audiovisual de outros profissionais da arquitetura, como Aracy Amaral, contextualizam o período e a produção de Warchavchik. Já no Museu Lasar Segall, em outro percurso da mostra, são expostas referências mais intimistas sobre o arquiteto, traçando a conexão das famílias Klabin, Segall e Warchavchik, sua paixão pela fotografia e uma representação de ambiente modernista semelhante àqueles em que eles conviviam.
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Exposição ‘A Mulher e o Câncer do Colo do Útero’
Até 25/6 – segunda a domingo, de 8h às 17h30
Endereço: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro (RJ)
Promovida em parceria com o Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição conta com 20 painéis ilustrados e traz informações para que a população conheça melhor a doença e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje. A exposição destaca as formas de prevenção do câncer do colo do útero: a vacina contra o HPV antes do início da vida sexual (oferecida no SUS) e o exame preventivo (Papanicolaou), além do uso da camisinha. Sobre o Papanicolaou, mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual devem fazer um exame a cada três anos e, quando necessário, receber o tratamento adequado. A exposição também é sensível às questões que a doença levanta em relação à sexualidade da mulher e aos obstáculos para a realização do preventivo, que, além da dificuldade de acesso aos serviços de saúde, envolvem desinformação, vergonha e medo, e aborda a transformação da medicina em termos de diagnóstico, prevenção e cura da doença. Os visitantes também podem conhecer um pouco dessa história nos painéis.
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Exposição ‘O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA’
Até 29/6
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A mostra “O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA” tem como fio condutor a atuação do carnaval em diferentes épocas. O primeiro núcleo retrata o Carnaval no Rio de Janeiro, o segundo núcleo apresenta os desenhos feitos por Di Cavalcanti, a convite de Villa Lobos, para os figurinos do bailado do carnaval das crianças. Por fim, a infância no Brasil no início do século XX. A exposição conta com trabalhos de artistas como Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, Tereza Miranda, entre outros, pertencentes ao acervo do MNBA, além de obras da coleção do Museu Villa Lobos e uma pintura do acervo do colecionador Eduardo Cavalcanti.
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Exposição ‘Trabalho de artista: imagem e autoimagem’
Até 28/7
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Rio de Janeiro (RJ)
A exposição reúne obras do acervo do Museu e de outras coleções públicas e privadas. São desenhos, gravuras, pinturas e esculturas de artistas consagrados como Eliseu Visconti, Rodolfo Bernardelli, Almeida Junior, Arthur Timóteo da Costa, Helios Seelinger, entre outros, num total de 75 obras de arte. Organizada em torno de quatro eixos temáticos: As personas do artista; Alegorias do ofício; O ateliê como motivo; e O artista e a modelo, a exposição traz autorretratos e cenas de ateliê exibindo as imagens que os artistas apresentaram de si e de seu lugar de trabalho. As visitações são de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
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Mostra ‘Entremoveres’
Até 4/8
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
Através dos trabalhos artísticos e atividades formativas, a mostra apresenta a pluralidade de linguagens, de discursos, de pesquisas e de mídias produzidas por profissionais que, não raro, tem sua atuação racializada no campo artístico. A ocupação artística consiste em um laboratório em processo no Museu da Abolição, desenvolvido pelas próprias artistas ao longo dos três meses de ativação do equipamento cultural, que foi dirigido historicamente por pessoas brancas e que agora vem sendo pensado a partir da perspectiva das pessoas negras.
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Exposição ‘A Casa da Porta Verde’
Até 10/9
Endereço: Museu Victor Meirelles – Rua Rafael Bandeira – Florianópolis (SC)
A exposição A Casa da Porta Verde celebra o retorno do museu à sua sede histórica, na Rua Victor Meirelles, depois de a edificação ter passado por obras de Restauração e Ampliação que duraram três anos. Iniciando com a trajetória do pintor, seus estudos e retratos, e também com os trabalhos de seus mestres, a sequência da mostra chega às pinturas históricas buscando propor uma ligação destas com a própria Casa enquanto patrimônio histórico nacional, tombado pelo IPHAN em 1950.
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Exposição ‘Diário de Cheiros: Affectio’
Até 29/9
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ)
A instalação “Affectio” é construída por seis mesas de aço corten com ânforas olfativas feitas em vidro soprado, técnica que a artista abraçou desde 2016 e que continua a desenvolver nos estúdios do Urban Glass, em Nova York. Cada ânfora recebe o nome do cheiro criado por Josely com o apoio da Givaudan do Brasil e da empresa Ananse. São eles: “Pimenta”, “Lacrimæ”, “Barricada”, “Anoxia”, “Poeira” e “Dama da Noite”. Este último, contudo, ganha uma sala especial no MNBA, na cor tonalidade carmim que, segundo a artista, remete à sensibilidade, à potência e força feminina, entendidas aqui como possível opção de mediação de conflitos. A mostra é um desdobramento de “Teto de Vidro: Resiliência”, que foi exibida no ano passado no Museu de Arte Contemporânea – MAC USP e concorre, junto de outros cinco projetos, ao The Art and Olfaction Awards 2019, premiação internacional que celebra e premia artistas e perfumistas experimentais e independentes.
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Exposição ‘Contextos Afro Digitais’
Até março de 2020
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
A exposição Contextos Afro Digitais, cujo mote é mostrar como o afro-brasileiro está inserido e, sobretudo, se expressa, no universo da internet e dos meios digitais. A mostra apresenta as interações virtuais que permeiam o universo negro dentro da sociedade brasileira e faz parte do ‘Projeto Selos 2019′. O Projeto Selos tem por objetivo disseminar a missão do MAB, tem como missão institucional preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afro-descendentes, por meio de estímulo à reflexão e ao pensamento crítico, sobretudo quanto ao tema abolição, contribuindo para o fortalecimento da identidade e cidadania do povo brasileiro.
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BIBLIOTECA NACIONAL

Exposição ‘Monteiro Lobato – o homem, os livros’
Até 18/7
Endereço: Fundação Biblioteca Nacional – Av. Rio Branco, 217 – Rio de Janeiro (RJ)
A exposição ficará em dois ambientes no terceiro andar do prédio sede, na Avenida Rio Branco: o Salão de Obras Raras e a varanda do terceiro andar. Dentro do salão, um painel fará a cronologia da vida e obra de Lobato e duas vitrines mostrarão os trabalhos mais conhecidos do escritor, todos originais, sob um olhar diferenciado, através dos desenhos dos ilustradores dos livros, como Voltolino, Belmonte, Andre Le Blanc e Jean-Gabriel Villin, entre outros. Outra vitrine mostrará os livros escritos para adultos, incluindo a primeira edição de Urupês, de 1918, a edição de 1970 de O Presidente Negro, seu único romance, coletâneas de crônicas e artigos e obras adaptadas, traduzidas e adaptadas por ele. Entre os destaques, estão um exemplar da primeira edição de Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, e cartas trocadas entre os dois autores – Monteiro Lobato era o editor de Lima Barreto. Além das obras originais, na varanda estarão expostos os estudos e os desenhos do ilustrador Rui de Oliveira para a primeira adaptação das histórias de Lobato para a televisão, a série O Sítio do Pica-pau Amarelo.
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CASA DE RUI BARBOSA

Mostra ‘As ideias abolicionistas de Rui Barbosa’
Até 14/7, entre 10h às 17h30 (terças às sextas)
Endereço: Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134 – Rio de Janeiro (RJ)
Inspirado no artigo “As ideias abolicionistas de Rui”, de Rejane M. Moreira (ex-pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa), o Serviço de Arquivo Histórico e Institucional promove a mostra de documentos “As ideias abolicionistas de Rui Barbosa”, na Fundação Casa de Rui Barbosa. A proposta é aproximar o público visitante dos registros documentais que evidenciam o envolvimento de Rui com a causa abolicionista. Para isso, foram selecionados 16 documentos, preservados no Arquivo Rui Barbosa, produzidos entre os anos de 1860 e 1919. Os documentos registram o início do engajamento de Rui Barbosa na luta abolicionista, sua atuação parlamentar ligada a essa causa e a sua defesa de uma abolição isenta de qualquer tipo de indenização para os ex-proprietários de escravizados. Também estão expostas homenagens oferecidas a Rui por organizações como a Confederação Abolicionista, a Sociedade Comemorativa d’abolição da Infância Desvalida e o Grupo 13 de Maio de Santos.
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Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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ARTES CÊNICAS | Funarte lança livro com textos de autores teatrais negros

Peças já foram encenadas com sucesso no Brasil e no exterior e formam um retrato histórico do que é ser negro no Brasil

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A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, lança neste fim de semana (8 e 9 de junho), o livro Dramaturgia Negra. A obra reúne 16 textos teatrais escritos por dramaturgos negros – alguns deles premiados. O lançamento será no sábado no Rio de Janeiro e no domingo em São Paulo. No Rio, integra a programação do Fórum de Performance Negra, no Museu de Arte do Rio (MAR), a partir das 13h. Em São Paulo, será parte do festival Brasil Cena Aberta, às 15h, na Praça das Artes.

“O material foi organizado na contramão da história oficial, rompendo com a escassa representação da dramaturgia negra no meio acadêmico, constituindo-se como um portal para uma outra história possível, que se utiliza das impossibilidades para criar as múltiplas narrativas de um povo negro brasileiro”, explica o curador Eugênio Lima, responsável pela seleção dos textos.

Algumas peças narram desventuras da vida na periferia; outras apresentam a vida dos antepassados de muitos desses autores no continente africano – ora com narrativas realistas, ora com abordagens míticas. Histórias de origem europeia, como O Pequeno Príncipe, foram reinterpretadas de modo a realçar o incômodo que os negros sofrem por viver em um país onde as referências culturais associadas à sua imagem não são valorizadas. O mosaico que compõe Dramaturgia Negra é um tratado sobre o que é ser negro no Brasil contemporâneo.


Kenan Bernardes encena “Medea Mina Jeje”, uma das peças incluídas no livro (Foto: Julieta Bacchin/divulgação)

Segundo o presidente da Funarte, Miguel Proença, ao procurar os criadores da Festa Literária das Periferias (FLUP) para propor a organização de uma coletânea de dramaturgia das favelas, a instituição recebeu de volta a proposta desta antologia, com foco sobre o negro. “O principal argumento para esta edição é que, mais ainda que o morador de favela, o negro tem sido historicamente alijado dos processos de legitimação cultural no país”, destaca.

Com a publicação, de importância histórica, a Funarte registra uma transformação cultural no Brasil. Os atores negros brasileiros são muitos e já vêm há algum tempo conquistando espaço nos palcos e nas telas do país. A autoria dos textos, porém, é um campo só há muito pouco ocupado por negros. 

As peças já passaram pelo teste dos palcos: foram encenadas por diretores e atores quase sempre negros, com grande sucesso de público, em diversas cidades do Brasil e do mundo. Há apenas uma exceção: a peça inédita Récita, da poeta e dramaturga carioca Leda Maria Martins.

Sobre as peças

ANTIMEMÓRIAS DE UMA TRAVESSIA INTERROMPIDA -Aldri Anunciação
O texto narra o confinamento solitário de uma mulher africana, escravizada no século XIX, que foi jogada de um navio negreiro no oceano Atlântico no trânsito para o Brasil. Fantasticamente, ela passa a morar no fundo dos mares. Dessas profundezas, ela reflete sobre a contemporaneidade e reconstrói suas memórias por meio de objetos que caem dos navios.

Aldri Anunciação é ator e dramaturgo soteropolitano. Sua peça Namíbia, não!, adaptada do texto com o qual venceu o Prêmio Jabuti de Literatura, foi vista por mais de meio milhão de espectadores.

ESPERANDO ZUMBI – Cristiane Sobral
Uma mulher espera e desespera ansiosamente seu homem e enxerga a si mesma diante dos paradoxos da construção e desconstrução da sua identidade brasileira, negra e feminina. A peça é um manifesto sensível, a partir de um ponto de vista afrocentrado e feminino.

Cristiane Sobral é atriz e escritora carioca. Primeira negra a se formar em interpretação teatral pela Universidade de Brasília, dirigiu por 18 anos a Companhia de Arte Negra Cabeça Feita. Professora de teatro, já ministrou cursos no Brasil, Colômbia, Equador, Guiné-Bissau e Angola.

IALODÊS – Dione Carlos
Cinco atrizes dão vida às “ialodês”, mulheres-abelhas-guerreiras que governam a Colmeia, uma cidade herdada de suas ancestrais. As guerreiras lutam para manter vivas as riquezas deixadas por sua avó e sua mãe, que lhes ensinaram o valor do mel, do ouro e da música. Para combater ameaças que surgem em “mundos paralelos”, as ialodês usam o prazer como arma sagrada e reveladora de sentimentos nobres, como honra, poder, afetividade, sensualidade, liberdade e ancestralidade.

Dione Carlos é escritora e atriz formada pela Escola Globe de São Paulo. Atuou na Companhia Teatro Promíscuo, de Renato Borghi e Élcio Nogueira. Estreou em 2011 com o espetáculo Sete. Escreveu sete peças, encenadas em várias cidades do Brasil. Três dessas obras foram reunidas no livro Dramaturgias do front (2017).

VAGA CARNE – Grace Passô
A peça acompanha uma voz errante que invade o corpo de uma mulher à procura de significados sérios e banais. Em um jogo performático de palavras, questões sobre estereótipos e pertencimento são evocadas nas cenas, em raciocínios que não necessariamente se concluem.

Grace Passô é diretora, dramaturga, atriz e cofundadora do grupo Espanca!. Publicou seis peças teatrais e já teve textos traduzidos para francês, espanhol, mandarim, alemão, inglês e polonês. Foi vencedora do Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Turim (ITA), entre outros.

FARINHA COM AÇÚCAR OU SOBRE A SUSTANÇA DE MENINOS E HOMENS – Jê Oliveira
O texto para espetáculo de teatro com música é uma homenagem ao legado da banda Racionais MCs. Por meio de “paisagens” de som e imagem, a peça aborda a experiência de ser homem negro na periferia urbana. Uma das propostas do roteiro é provocar uma relação de intimidade entre o público e a trama, por meio da palavra falada e cantada.
 
Jê Oliveira é ator, diretor e dramaturgo formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde leciona atualmente. Professor de teatro em cidades de todo o Brasil, com o projeto Sesc Dramaturgia. Dirigiu o show 3 Mil Tons, de Salloma Salomão, entre outros. Já recebeu os prêmios Shell e Coca-Cola e o troféu da Cooperativa Paulista de Teatro.

BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMà– Jhonny Salaberg
Um menino negro, nascido e criado em Guaianases, zona leste de São Paulo, vai à padaria a pedido da mãe, no primeiro dia do ano, e é “enquadrado” por um policial. A partir daí, o garoto começa uma saga pela sobrevivência e sai pelo mundo, por países da América Latina e da África. Pelo caminho, ele encontra vários personagens que interligam os acontecimentos da história. Ao longo do percurso, o menino é atingido pelo policial que o persegue, com 111 tiros de arma de fogo

Jhonny Salaberg é ator, dramaturgo e bailarino, nasceu em Guaianases, zona leste de São Paulo. Fundador da Carcaça de Poéticas Negras, foi o primeiro negro a receber o Prêmio da Mostra de Dramaturgia do Centro Cultural São Paulo, em  sua quarta edição.

FLUXORAMA – Jô Bilac
Os dramas de quatro personagens que vivem situações-limite e tornam-se reféns do fluxo de seus pensamentos são o ponto de partida da peça, dividida em quatro monólogos.

Jô Bilac é dramaturgo. Aos 19 anos, escreveu Sangue em Caixa de Areia, texto pelo qual recebeu do Teatro Carlos Gomes menção honrosa em Dramaturgia. Desde então, o autor carioca já criou mais de vinte roteiros teatrais.

CARTAS A MADAME SATÃ OU ME DESESPERO SEM NOTÍCIAS SUAS – José Fernando Peixoto de Azevedo
O monólogo aborda a trajetória de Madame Satã, travesti que foi um dos símbolos da noite carioca na primeira metade do século XX. A peça traz um homem que, fechado em seu quarto, se corresponde por meio de cartas com a personagem.

José Fernando Peixoto de Azevedo é doutor em filosofia e professor de arte dramática na Universidade de São Paulo. Fundador do Teatro de Narradores, publicou o volume Eu, um Crioulo, da coleção Pandemia.

 RÉCITA Nº 3 – FIGURAÇÕES – Leda Maria Martins
A obra é um experimento de linguagem cênica que mescla vocalidades a imagens e música, na composição de breves expressões de um “feminino-mulher” – ora contraído, ora distendido por “vibrações interiores”.

Leda Maria Martins é poetisa, ensaísta, acadêmica e dramaturga carioca. Atualmente mora em Belo Horizonte, onde é professora na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também lecionou na New York University (EUA) e publicou diversos livros e artigos em periódicos brasileiros e estrangeiros, além da obra de poesia Os Dias Anônimos, entre outras.

SERÁ QUE VAI CHOVER – Licínio Januário
No pulsar da percussão da vida, as ideologias dos personagens Sandra, Bruno e Yuri se chocam, deixando ainda mais turbulentos os encontros e desencontros da cidade grande. Munidos de suas visões individuais, relacionadas às questões sociais contemporâneas, os três acabam seguindo caminhos desconhecidos.
Licínio Januário é ator e dramaturgo angolano. É membro do Coletivo Preto e curador do Teatro Gonzaguinha. Recebeu o Prêmio de Melhor Ator da 19ª edição do Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

CARNE VIVA – Luh Maza
Três atores, entre cisgêneros e transgêneros, interpretam a protagonista Uma Mulher, nesse monólogo. A narrativa retrata um “fluxo de consciência”. Em fala acelerada, a personagem conta que frequentava a Igreja Católica antes de se entregar ao teatro. Revolta-se contra a “domesticação” da mulher pelo patriarcado; e revisita episódios de sua história, vivida “em meio a carne e sangue”. A obra tem influências de Virgínia Woolf e Clarice Lispector.

Luh Maza é dramaturga, diretora e atriz carioca, radicada em São Paulo. Autora de espetáculos encenados no Brasil e em Portugal, teve textos publicados na Europa e na África. Assinou a versão brasileira de Kiwi, peça do canadense Daniel Danis. Escreveu roteiro para a série de TV por assinatura Sessão de Terapia, dirigida por Selton Mello.

QUANDO EU MORRER, VOU CONTAR TUDO A DEUS – Maria Shu
Inspirado numa notícia real, a peça narra a história de Abou, um menino refugiado de oito anos de idade, encontrado dentro de uma mala de viagem tentando entrar no continente europeu. Na imaginação do garoto, a mala se transforma na cachorra Ilê.

Maria Shu é dramaturga e roteirista. Estudou roteiro na Academia Internacional de Cinema. Seus textos já foram encenados em Cabo Verde, Suécia, Portugal e França. Sua peça Ar Rarefeito recebeu o Prêmio Heleny Guariba, da Cooperativa Paulista de Teatro.

O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO – Rodrigo França
O Pequeno Príncipe Preto discute o empoderamento e a autoestima de crianças e adolescentes negros que não se veem representados na maioria dos livros, bonecas e bonecos que lhes são oferecidos. Permeado por canções e brincadeiras, a peça semeia o entendimento sobre a importância da valorização da diversidade e da empatia.

Rodrigo França é ator, diretor e dramaturgo. Formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), atua na área de educação artística. Produziu ainda o musical O Grande Circo dos Sonhos.

MEDEA MINA JEJE – Rudinei Borges dos Santos
A história é uma adaptação da peça Medeia, do grego Eurípides (480-406 a.C), na qual a protagonista decide assassinar os filhos para se vingar do marido, Jasão, que a abandonou para se casar com uma princesa. A adaptação leva a personagem para o contexto da exploração de escravos nas minas de ouro de Minas Gerais. Nesta versão, a escrava Medea, para impedir que seu filho seja acorrentado a uma mina, ao descobrir a prisão, decide livrá-lo do desse destino, matando-o.

Rudinei Borges dos Santos é dramaturgo e escritor. Autor de mais de dez textos teatrais encenados em Angola e no Brasil, foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Fundou o Núcleo Macabéa, da Cooperativa Paulista de Teatro, cujo foco é dramaturgia e história oral nas comunidades de periferia e ribeirinhas.

MERCEDES – Sol Miranda
O texto é inspirado pela vida e obra da bailarina Mercedes Ignácia da Silva Krieger (1921-2014), considerada uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo. Com formação erudita, ela foi a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca.

Sol Miranda é atriz, pesquisadora e produtora, cofundadora do Grupo Emú – Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou como assistente do dramaturgo Domingos Oliveira (1937 – 2019). Circulou em diversas cidades do Brasil e da China com o espetáculo Salina, a Última Vértebra, do grupo Amok Teatro. Apresentou um espetáculo de dança afro no Festival Floriade, na Holanda, em 2012.

CAVALO DE SANTO – Viviane Juguero
A peça mostra os personagens Inácio e Graça. Eles vivem em um apartamento de um cômodo, no qual a única entrada é uma janela e o ambiente, repleto de plantas, retrata uma floresta tropical. Na trama, as raízes exploratórias da cultura brasileira e seus valores moralistas, respaldados por discursos religiosos, se refletem na relação do casal.

Viviane Juguero é dramaturga, atriz, professora e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde trabalhou com o conceito de “dramaturgia radical” – pesquisa associada a seu  estágio internacional na University of Wisconsin-Madison (EUA).

Lançamento do livro Dramaturgia Negra
Organização de Eugênio Lima e Julio Ludemir
Edições Funarte – 2019

RJ – Sábado, 8 de junho, a partir das 13h
Na programação do Fórum de Performance Negra
Local: Museu de Arte do Rio – MAR
Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro – Rio de Janeiro

SP – Domingo, 9 de junho a partir das 15h
Na programação do Brasil Cena Aberta
Local: Praça das Artes
Avenida São João, 281 – Centro, São Paulo (SP)

Preço de capa: R$ 30
480 páginas
Formato: 16cm x 23cm
ISBN: 978-85-7507-199-1

Encomendas para todo o Brasil a partir do dia 10 de junho de 2019, por meio do e-mail livraria@funarte.gov.br

Mais informações para o público: edicoes@funarte.gov.br

Fundação Nacional de Artes
Ministério da Cidadania

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CULTURA VIVA | IberCultura Viva lança edital de Apoio a Redes e projetos colaborativos

Inscrições podem ser feitas até 15 de julho por organizações ou povos originários com personalidade jurídica dos países membros do programa: Argentina, Brasil, Costa Rica, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai

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Organizações culturais comunitárias e povos originários interessados em realizar encontros, congressos, seminários, festivais, feiras, colóquios e/ou simpósios podem se inscrever no Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2019. Os eventos deverão ser realizados entre outubro de 2019 e maio de 2020, com entrada livre e gratuita.

O edital está destinado a organizações e coletivos de cultura comunitária e/ou povos originários que trabalham em articulação e de maneira colaborativa com ao menos outras duas organizações e/ou coletivos nos países membros do programa: Argentina, Brasil, Costa Rica, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai.

Os projetos devem ser apresentados por uma organização ou povo originário com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, que ficará a cargo da administração dos recursos. Cada projeto poderá receber até US$ 5 mil, e este aporte somente poderá ser utilizado em gastos de produção e comunicação do evento. O montante total destinado a este edital é de US$ 55 mil.

No caso de organizações e/ou comunidades de povos indígenas do Brasil, só poderão participar aquelas reconhecidas e certificadas como Pontos de Cultura, devendo ter inscrição atualizada na plataforma Rede Cultura Viva. No caso de organizações e/ou povos originários do Equador, a pessoa responsável pelo projeto deverá estar inscrita no Registro Único de Atores Culturais (RUAC).

Inscrições

As inscrições estarão abertas no Mapa IberCultura Viva até 15 de julho (às 18h, considerando o horário oficial de Buenos Aires, Argentina). Este edital está destinada aos agentes coletivos, mas o agente responsável da inscrição deve ser uma pessoa física (agente individual). Aqueles que já têm seus registros na plataforma devem ir diretamente a “Editais” e buscar por “Edital IberCultura Viva de Apoio a Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2019 (em português) para iniciar sua inscrição.

Os representantes de organizações que ainda não se registraram no Mapa IberCultura Viva devem se inscrever inicialmente como agentes individuais (pessoas físicas) e depois fazer o registro de agente coletivo, com os dados de sua organização comunitária, Ponto de Cultura etc. Uma vez que tenham os perfis de agentes registrados, devem clicar em “Editais” e buscar o arquivo que aparece com o título em espanhol para iniciar sua inscrição. Neste arquivo se encontram o regulamento, o formulário e os adjuntos que devem ser preenchidos e enviados no ato de inscrição.

A Unidade Técnica de IberCultura Viva e o Conselho Intergovernamental do programa estarão a cargo das duas etapas do processo de seleção (“Habilitação” e “Avaliação”, respectivamente). Entre os critérios que serão levados em conta na avaliação dos projetos estão a adequação aos objetivos estratégicos do programa; os impactos artístico-culturais, econômicos e/ou sociais; a experiência da rede ou coletivo proponente; a proposta técnica apresentada e a coerência e adequação do orçamento e do plano de trabalho.

Confira o regulamento

Inscrições

Como registrar-se na plataforma

Assessoria de Comunicação
IberCultura Viva

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ECONOMIA CRIATIVA | Brasil participa de conferência da Unesco sobre Diversidade Cultural

Ministério da Cidadania representa o país na 7ª conferência oferecida pela agência das Nações Unidas sobre o tema, na França

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O Ministério da Cidadania representará o Brasil na 7ª Conferência das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, que ocorre de 5 a 7 de junho, em Paris, na França. A reunião tem como objetivo avaliar o grau de implementação de ações propostas na Convenção. Também serão discutidas as contribuições dos países para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Para o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, a Convenção da Unesco é um marco global na valorização da diversidade cultural. “A partir da Convenção, as atividades culturais ganharam outro patamar e passaram a ser vistas como geradoras de desenvolvimento humano e econômico, de cidadania”, destacou.

Estima-se que, atualmente, as indústrias criativas movimentem cerca de 4,3 trilhões de dólares por ano, o que representa 6,1% da economia global. Em todo o mundo, são quase 30 milhões de vagas geradas pelo setor, que emprega mais jovens do que qualquer outro. “A população mais jovem, entre 15 e 29 anos, tem nas atividades culturais, na indústria criativa, uma oportunidade de se expressar, de ingressar no mercado de trabalho e de seguir uma carreira que valoriza o que eles têm de mais expressivo, que é a criatividade”, afirma Henrique Pires.

Inovação e sustentabilidade

Durante a conferência, representantes dos países signatários da convenção e integrantes da União Europeia vão avaliar uma proposta de “Roteiro Aberto”, elaborado para fortalecer as manifestações culturais digitais e práticas políticas inovadoras. Ainda serão debatidas as diretrizes sobre compartilhamento de informações e transparência para as atividades realizadas no contexto da convenção. Na ocasião, também serão escolhidos os novos membros do Comitê Intergovernamental, um dos órgãos responsáveis pelo gerenciamento da Convenção.

A Convenção da Unesco sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais foi formalizada em outubro de 2005 e, até o momento, já foi ratificada por 145 países (veja a lista completa). O Brasil ratificou a Convenção em agosto de 2007, próximo à realização da primeira Conferência das Partes. Na ocasião, o País foi eleito para integrar o primeiro mandato do Conselho Intergovernamental.

Diversidade Cultural

Para os fins da convenção, “Diversidade Cultural” refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultural se manifesta não apenas nas variadas formas pelas quais se expressa, se enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a variedade das expressões culturais, mas também por meio dos diversos modos de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais, quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregados.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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