ART TALK ENCERRA EXPOSIÇÃO THIS PLACEMENTS

Mais do que só arte, mas tão abrangente quanto, foi o “art talk” com César Meneghetti e convidados na Sala Nordeste, encerrando a exposição This_Placements. Informal e simples, como é o próprio artista, as conversas rondaram sobre suas técnicas e reflexões até questões sociais. Tentando encontrar o que é “fora do normal” no Recife, na concepção dos convidados, César estava ali muito mais para ouvir do que para falar.

Trazendo aos presentes suas contribuições muito mais internacionais, já que ele volta após 24 anos fora do Brasil, César exibiu um pouco de suas produções em outras exposições. Sempre explicando, foram exibidas fotografias feitas por ele em Hong Kong, um vídeo com mulheres nigerianas que ele realizou, seu trabalho com pessoas excepcionais em Veneza e outros. Aproveitou a oportunidade para falar sobre as formas que gosta de trabalhar, por exemplo, a questão dos ruídos, desconstruções e interferências na imagem, como ele mesmo explicou “as imagens do Recife, [presentes na exposição This_Placements], são uma representação, não é o Recife, mas a minha interferência sobre ele”. Outro quesito que segundo o mesmo, lhe caracteriza, é sempre procurar pessoas comuns para compor as suas obras, “nesses 24 anos, sempre trabalhei com pessoas comuns, conversando com elas, tentando me aproximar”.

Atento a uma postura ética, na maior parte do tempo, César Meneghetti volta ao país tentando sentir o que é peculiar, querendo saber o que as pessoas pensam e admite que a sua pesquisa artística não tem um ponto de chegada, já que ela se estende há vinte anos, e privilegia muito mais o percurso e as dúvidas do que o destino. Muito mais reservado ao âmbito acadêmico, com livros a respeito da sua obra, César busca agora sair do eixo Rio/São Paulo e Europa, para retomar o “humanismo da arte”, como até um dos convidados citou, o fator humano também é algo muito presente em suas obras. Além dos convidados, estiveram presentes como debatedores, Beth da Matta, diretora do MAMAM, e os artistas Bruno Monteiro (Coletivo Branco do Olho) e Yann Beauvois (Galeria B³). Atento às opiniões, o encontro percorreu por vários assuntos, reflexões sociais, econômicas sobre o ambiente em que vivemos e claro, sobre arte.

Texto: Stephanie Siqueira – Ascom RRNE/MinC
Fotos: Maíra Brandão – Ascom RRNE/MinC

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