Pesquisa coleta dados para o Inventário Nacional de Libras

indlEstá aberta a pesquisa online para surdos e ouvintes falantes fluentes de Libras, a Língua Brasileira de Sinais. O levantamento de dados irá subsidiar futuras análises para o Inventário Nacional da Língua Brasileira de Sinais, projeto que vem sendo executado em parceria entre o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Cerca de 2 mil pessoas já responderam à pesquisa, mas a intenção é ampliar ainda mais essa participação, propiciando um maior alcance entre os usuários da língua. A coleta de dados está sendo feito de forma virtual, com questionário de fácil preenchimento e totalmente apresentado em Libras. O levantamento fica disponível até o dia 31 de julho de 2017 e, a partir daí, a equipe do projeto iniciará a fase de tratamento e análise dos dados coletados.

Participe e preencha por meio dos links a seguir: questionário para surdos e questionário para ouvintes.

Diversidade Linguística
O Inventário Nacional da Língua Brasileira de Sinais é parte da Política da Diversidade Linguística e atua como instrumento oficial de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas faladas pelos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Estima-se que mais de 250 línguas sejam faladas no Brasil entre indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do português e suas variedades. Esse patrimônio cultural é desconhecido por grande parte da população brasileira, que se acostumou a ver o Brasil como um país monolíngue.

Assim, trabalhos como os que vem sendo desenvolvidos junto aos falantes e fluentes da Língua Brasileira de Sinais são entendidos como fundamentais para a valorização e continuidade desse valioso bem cultural brasileiro e da diversidade linguística como um todo, além de fomentar a produção de conhecimento sobre as línguas faladas no Brasil e contribuir para a garantia de direitos linguísticos.

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