“Bingo: O Rei das Manhãs” será o representante do Brasil no Goya

O longa-metragem conta a história de Augusto (Vladimir Brichta), artista que interpreta Bingo, um palhaço apresentador de televisão que é sucesso absoluto (Foto: Divulgação)

O filme Bingo: O Rei das Manhãs, dirigido por Daniel Rezende, vai disputar uma vaga para ser um dos quatro finalistas na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano no Prêmio Goya, que ocorrerá em 3 de fevereiro de 2018. A obra teve apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao MinC. A obra cinematográfica recebeu R$ 3 milhões em investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), categoria do Fundo Nacional de Cultura (FNC).

Inserido nos gêneros de comédia e drama, o filme foi selecionado – entre 23 produções habilitadas e analisadas – por ser uma obra cinematográfica com consistente marca autoral, força criativa ao apresentar um universo genuinamente brasileiro e capacidade de se comunicar com plateias de todo o mundo. A seleção e apreciação das obras foi feita pela Comissão de Seleção do Filme Brasileiro, composta por profissionais indicados por entidades do setor audiovisual, nesta terça-feira (13), na sede da Ancine, no Rio de Janeiro.

Participaram do comitê Josiane Osório de Carvalho, por indicação do Fórum dos Festivais; Amanda Aouad Almeida, por indicação da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine); André Luiz Pompeia Sturm, por indicação do Programa Cinema do Brasil; Jorge Humberto de Freitas Peregrino, por indicação da Academia Brasileira de Cinema; e Ana Julia Cury de Brito Cabral, por indicação da Ancine.

O Prêmio Goya é organizado, anualmente, desde 1987 pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha. Ao longo de sua história, reconheceu o trabalho de técnicos, profissionais anônimos para o grande público e de grandes estrelas espanholas e estrangeiras. Personalidades como Pedro Almodóvar, Juliette Binoche, Benicio Del Toro, Penélope Cruz e Nicole Kidman, entre outros, figuram na história dessa premiação.

Cinebiografia

O longa-metragem conta a história de Augusto (Vladimir Brichta), artista que interpreta Bingo, um palhaço apresentador de televisão que é sucesso absoluto. Só que o fato de estar sempre fantasiado e não ser reconhecido pelo público frustra o ator, que passa a se envolver com drogas e utiliza cocaína e crack nos bastidores do programa. O filme é a cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa de TV homônimo dos anos 1980.

Os demais filmes inscritos foram: A cidade onde envelheço, de Marília Rocha; A Família Dionti, de Alan Minas; As duas Irenes, de Fabio Meira; Cidades fantasmas, de Tyrell Spencer; Comeback, de Erico Rassi; Como nossos pais, de Laís Bodanzky; Deserto, de Guilherme Weber; Elis, de Hugo Prata; El Mate, de Bruno Kott; Fala comigo, de Felipe Sholl; Gabriel e a montanha, de Fellipe Barbosa; Galeria F., de Emília Silveira; Gostosas, lindas e sexies, de Ernani Nunes; História antes de uma história, de Wilson Lazaretti; Joaqueim, de Marcelo Gomes; La vingança, de Fernando Fraiha; Malasartes e o duelo com a Morte, de Paulo Morelli; Mulher do pai, de Cristiane Oliveira; O filme da minha vida, de Selton Mello; Por trás do céu, de Caio Sóh; Quem é Primavera das Neves, de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo; e Redemoinho, de José Luiz Villamarim.

Com informações da Ancine
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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