PERNAMBUCO: Projeto lança blog sobre ações arqueológicas no Engenho Jaguaribe

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Com a proposta de aproximar as pesquisas de arqueologia do público, o projeto Engenho Jaguaribe e Acessibilidade, ,ue tem apoio do Governo do Estado, através do Funcultura, acaba de lançar o blog que registra as ações da iniciativa. A página é mais um passo do trabalho no Engenho Jaguaribe, coordenado por professores do Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que estudam a área localizada no município de Abreu e Lima, desde 2001. No blog, já é possível acompanhar os resultados obtidos das escavações, que foram iniciadas em 2015, até agora.

“A importância desse engenho é por que ele é um dos cinco primeiros engenhos construídos em Pernambuco e foi citado na carta de 1542 de Duarte Coelho, o que indica que ele já estava funcionando desde então. Há muitos engenhos em Pernambuco, mas ainda há pouco material sobre esses primeiros  e, embora tantos outros já tenham sido destruídos, esse ainda é possível de ser resgatado”, diz a professora Cláudia Alves, que participa da coordenação do projeto, cujo um dos objetivos é viabilizar o plano de tornar o local em uma espécie de museu a céu aberto.

Para tornar as novas descobertas acessíveis a todos os interessados, além das escavações no Engenho Jaguaribe virem sendo feitas de modo que as pessoas com deficiência física também possam transitar pela área, o blog também conta com recursos de audiodescrição para deficientes visuais. “Ainda estão sendo amadurecidas as ideias sobre como as estruturas possam ser acessíveis”, explica Cláudia, ao adiantar que, até o momento, o grupo de pesquisa só fez escavações nos locais onde ficavam a casa grande e a capela. Somente nessas duas áreas já foram coletadas mais de 1200 peças, entre cerâmicas, louças, faianças (porcelana mais elaborada), metais, moedas e técnicas construtivas.

Em parceria com alunos da graduação e da pós-graduação em Arqueologia, os professores do Departamento trabalham em uma área de aproximadamente 1000m², que ainda inclui outras construções como a senzala e moita, por exemplo. Entre as surpresas das escavações, está a descoberta de uma moita primitiva em baixo da casa grande, mas os pesquisadores já identificaram vestígios de uma segunda moita em outra parte da propriedade, que ainda será desbravada. Durante 15 dias, no mês de agosto de 2017, o Engenho ficou aberto para a visita de escolas, quando recebeu cerca de 500 alunos da UFPE e mais três escolas das redes estadual e municipal. A interação com os jovens também aconteceu através de palestras e oficinas ministradas seis escolas públicas da região. Confira aqui o resultado do projeto.

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