PERNAMBUCO | OFICINA DE ESCRITA memorialismo, baús e lampiões

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OFICINA DE ESCRITA: memorialismo, baús e lampiões irá trabalhar o MEMORIALISMO, gênero que tem como característica a narrativa de histórias verídicas ou baseadas em fatos reais. Distingue-se da biografia por ser uma escrita onde o autor não se atêm a contar a vida de alguém em particular, mas sim narrar sua própria história de acordo com alguma lembrança pontual. O memorialismo é calcado na importante e longa tradição acadêmica. Este é, aliás, um gênero literário cuja influência Stefanni Marion julga central em sua obra e estudos, valendo-se da aproximação sempre pertinente de nomes do quilate de Bartolomeu Campos de Queirós, Carolina Maria de Jesus, Graciliano Ramos, Karl Ove Knausgård, Sylvia Plath e Pedro Nava. Nesse sentido, o intuito desta narrativa é sedimentar esteticamente a vivência de eventos marcantes na vida dos escritores, resgatados pelo procedimento da rememoração, buscando a capacidade criativa de construção de novas experiências literárias. A oficina não tem intenção de formar memorialistas. O diferencial e desafio do projeto é que os alunos, após transcreverem uma memória emotiva, transformem esses textos em ficção. O intuito se valida, pelo viés da memória, em provocar/despertar nos participantes a prática da escrita criativa. Marion pretende organizar, ao final da turnê literária e ciclo de oficinas, uma antologia com os textos dos alunos que conhecer pela estrada.

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Stefanni Marion nasceu no vilarejo de pescadores Barra do Una (SP) em 1981. Confessa não ter disciplina para escrever diários, mas ainda manda cartas escritas à mão. Autor dos livros Inventário (Patuá, 2014) eTemporário (Patuá, 2012). Antologista, idealizador e organizador de projetos literários, dentre eles destacam-se A TORRE: antologia de poesia confessional, cartas e diários íntimos (Castanha Mecânica, 2017) eGOLPE: antologia-manifesto (Nosotros, 2017). Seus poemas e textos foram publicados em diversos periódicos virtuais no Brasil, alguns foram traduzidos e circularam em revistas estrangeiras. Atualmente vivencia imersão literária pelo Nordeste brasileiro para explorar barragens, colher histórias e realizar seu novo projeto literário.

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