Série de ficção pernambucana ganha exibição em São Paulo

Foto-3-Camila-Rodrigues-607x340

Camila Rodrigues

A caatinga pernambucana é o cenário de um futuro distópico na série “Atrofia”, onde seres humanos adoecem e perdem seus sentidos. Gravado no entorno de Petrolina, no sertão do Estado, com o incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, o episódio piloto será exibido neste sábado (12), às 16h, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

Composta por oito capítulos, a primeira temporada da série mostra as consequências de uma síndrome desconhecida que afeta o tato, o paladar, o olfato e os membros superiores. Cerca de 80% da população mundial começa a atrofiar, transformando-se em pessoa irracionais, famintas e improdutivas. A narrativa transita entre o suspense, drama e terror e será ambientada totalmente na caatinga, bioma único no mundo, que ajuda a construir o universo pós-apocalíptico de uma maneira jamais retratada, integrando elementos culturais, folclóricos e regionais às histórias.

O mundo inteiro é tomado pelos atrofiados– seres que rivalizam com a população racional nas histórias. “Embora haja semelhança com zumbis – e nós amamos zumbis! – Os atrofiados não estão mortos. Eles são seres humanos doentes e animalizados, ou seja, irracionais, o que aumenta a tensão e o dilema entre os personagens”, expõe o diretor Wllyssys Wolfgang, que dividiu a direção com Geisla Fernandes.

Além de dirigir a série Atrofia, a dupla também assinou a direção do curta-metragem “O Experimento” (terror zumbi, 2016), que foi desenvolvido no 1o. Núcleo Experimental de Cinema do MIS-SP. O curta conquistou prêmios e indicações nacionais e internacionais, compondo a lista de Melhores Curtas-metragens Paulistanos em 2016, participando de festivais como “Rio Fantastik”, “Petit Pavê” e “Curt’Arruda” em Portugal.

O PILOTO

Intitulado “Em Pedaços”, o primeiro episódio contou com elenco pernambucano, como a recifense Cíntia Lima e os petrolinenses Juliene Moura e José Lírio da Costa, que contracenam intensamente num cenário hostil e perigoso. O trabalho de preparação do elenco para a performance dos personagens atrofiados é diretamente influenciado pela dança Butô, originária do Japão pós-guerra.

O próximo passo da produtora WW Filmes é encontrar players que tenham interesse em produzir e exibir a série completa, que inicialmente conta com oito episódios independentes, mas dentro do mesmo contexto. “Todos os episódios já estão roteirizados. Cada um deles traz elementos e questões universais que provocarão identificação, em algum momento, com o telespectador. O bioma caatinga é marcante na tela e assim, transforma a paisagem árida em uma presença importante. A caatinga é como um personagem sempre presente. Imaginar-se neste cenário hostil e pós-apocalíptico, é um desafio interessante.” comenta a co-diretora Geisla Fernandes.

SERVIÇO:
Exibição do Piloto da Série ATROFIA
Quando: Neste sábado (12), às 16h
Onde: Auditório do MIS (Av. Europa – 158/ Jardim Europa – SP)
Entrada Gratuita

Share
Este post foi publicado em Textos em por .

Sobre Ministério da Cidadania - Regional Nordeste

São ainda responsabilidade do Escritório Regional Nordeste: fornecer subsídios para a formulação e avaliação das políticas, programas, projetos e atividades da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social; a Secretaria Especial do Esporte; a Secretaria Especial de Cultura; auxiliar o Ministério da Cidadania na articulação com os órgãos federais, estaduais, municipais e entidades privadas, incluindo empresas, instituições culturais e o terceiro setor; atender e orientar o público quanto aos serviços prestados pelo Ministério; prestar apoio logístico e operacional aos fóruns de política cultural; exercer as atividades de ouvidoria; e exercer outras atividades determinadas pelo Ministro de Estado.