SAÚDE | Esporte brasileiro paralisa competições e atividades como medida preventiva à disseminação do Novo Coronavírus

Comitês Olímpico, Paralímpico, de Clubes, além de confederações de várias modalidades anunciaram suspensão de ações e torneios

O esporte brasileiro aderiu de forma abrangente as recomendações de saúde necessárias para conter a disseminação do Covid-19, o novo Coronavírus. Desde as entidades que fazem a gestão do esporte de alto rendimento, como comitês Olímpico, Paralímpico e de Clubes, além de dezenas de confederações esportivas, todos adiaram atividades, competições e seletivas num esforço para evitar o contágio de atletas, técnicos, torcedores e profissionais ligados à engrenagem produtiva do esporte.

Competições de atletismo estão paradas até 30 de abril.

Muitas das decisões foram oficializadas neste fim de semana, como resposta à decretação da classificação da crise do Coronavírus como Pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Entidades que representam esportes como tênis, atletismo, vôlei, basquete, desportos aquáticos, futebol e judô já oficializaram a suspensão de atividades, algumas por tempo indeterminado, outras por 15 dias, e algumas até o fim de abril.

“A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos tomou a decisão com o objetivo de zelar pela saúde e integridade de atletas, treinadores e toda comunidade aquática envolvida”, indica nota divulgada nesta segunda-feira (16.03) pela entidade responsável por modalidades como natação, maratonas aquáticas, nado artístico, saltos ornamentais e polo aquático, que optou por 21 dias de inatividade.

A Confederação Brasileira de Vôlei, que havia adotado num primeiro momento a realização de partidas da Superliga Nacional sem a presença de público, reviu a decisão no fim de semana e anunciou a suspensão de todas as competições da modalidade por 15 dias.

“A comissão de crise da CBV se reuniu com o Dr. João Olyntho, um dos médicos das seleções brasileiras, na manhã de sábado, e consultou o presidente do Minas Tênis Clube, Ricardo Vieira Santiago, representante de clubes da CBV, e o levantador Raphael Oliveira, presidente da Comissão de Atletas, e os técnicos Renan Dal Zotto e José Roberto Guimarães em nome de todos os treinadores – todos concordaram com a decisão”, indicou o comunicado da CBV.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por sua vez, determinou a paralisação das atividades do esporte de maior apelo popular do país por tempo indeterminado. Estão suspensos os jogos da Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20. “Sabemos e assumimos a responsabilidade do futebol na luta contra a expansão da COVID-19 no Brasil”, afirmou o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Uma das piscinas no CT Paralímpico de São Paulo. Atividades suspensas até 5 de junho. Foto: Abelardo Mendes Jr./ Ministério da Cidadania

Comitês e secretaria engajados

O Comitê Paralímpico Brasileiro, responsável maior pelo esporte adaptado no país, também reforçou o coro. O presidente da entidade, Mizael Conrado, decidiu suspender competições e atividades no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo, principal legado de infraestrutura dos Jogos Olímpicos Rio 2016,

“Todos os eventos que seriam realizados no CT Paralimpico até 5 de junho de 2020 estão cancelados. Da mesma forma, as atividades do centro de formação e os treinamentos dos clubes estão suspensos”, reforçou Conrado em suas redes sociais.

O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) também fez sua parte. A entidade, que abriu 2020 com uma previsão de 276 campeonatos brasileiros interclubes ao longo do ano, envolvendo 38 esportes e 31 confederações, adiou os eventos previstos para as próximas semanas. “O CBC segue mantendo intensa comunicação com Confederações e Ligas Esportivas para que as competições se realizem em novas datas”.

O Comitê Olímpico Brasileiro, por sua vez, anunciou uma série de medidas e adaptações referentes aos efeitos do Covid-19, tendo como prioridade “a preservação da saúde e da integridade física dos atletas e de todos os demais envolvidos na preparação da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020”.

Entre as medidas anunciadas pela entidade estão os cancelamentos do Festival 100 dias para Tóquio, previsto para 18, 19 e 21 de abril, em Brasília, e do Encontro Olímpico que seria realizado em 2 de maio, no CT Time Brasil, no Rio de Janeiro, com atletas e técnicos classificados para os Jogos Tóquio 2020. A entidade também informou que não enviará representantes para a visita de inspeção ao Japão que estava prevista para a semana de 15 a 22 de março.

No âmbito da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, uma série de eventos também foram revistos, em especial os agendados para março pela Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor. A pasta cancelou a Cerimônia de Premiação do Prêmio Brasil de Teses e Dissertações, prevista para 26 de março, em Brasília, além do Lançamento da Academia & Futebol na Universidade Federal de Alagoas, em Maceió, previsto para 27 de março. Também terão as datas revistas o lançamento do Projeto Integra Brasil em Cavalcante (GO), originalmente previsto para 27 e 28 de março, e o Lançamento da Academia & Futebol na Universidade de Viçosa (MG), previsto para 31 de março.

Laís Nunes, do wrestling, garantiu a vaga em Tóquio no sábado: integrante da Bolsa Atleta do governo federal. Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Corrida olímpica alterada

No plano internacional, as federações responsáveis pela gestão das modalidades olímpicas e paralímpicas no cenário internacional também adotaram políticas de suspensão de torneios, seletivas e competições pré-olímpicas.

O Comitê Olímpico Internacional, o governo do Japão e os organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 reforçam o discurso de manutenção das datas originais previstas para os megaeventos, de 24 de julho a 9 de agosto para os Jogos Olímpicos e de 25 de agosto a 6 de setembro para os paralímpicos.

Em função desse cenário de suspensão dos torneios, entretanto, o COI e o IPC não descartam a revisão de critérios de classificação e de formalização dos rankings que servirão para determinar os atletas que terão direito de participar dos eventos.

Bolsa Atleta onipresente

Com o fim de algumas seletivas realizadas no último fim de semana, em especial no wrestling, o Brasil totalizou 177 vagas olímpicas confirmadas. Desse total, 50 são nominais (as outras dependem de convocação). Entre essas 50, 46 (92%) são ocupadas por atletas que fazem parte do Bolsa Atleta, programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. O investimento federal previsto nesses atletas em 2020 é de R$ 5,8 milhões.

Nos Jogos Paralímpicos, o Bolsa Atleta, até agora, é onipresente. Das 148 vagas já confirmadas pela delegação nacional, 28 são nominais, com 100% de bolsistas. O investimento federal programado para 2020 nesse grupo é de R$ 4,1 milhões.

Ascom – Secretaria Especial do Esporte, Ministério da Cidadania

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