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Modernização de museus: edital aberto até 6 de setembro

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Estão abertas até 6 de setembro as inscrições para a 4ª edição do edital Modernização de Museus – Prêmios, lançado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Serão contemplados 28 projetos com R$ 100 mil cada, totalizando R$ 2,8 milhões voltados a iniciativas bem-sucedidas de modernização e preservação do patrimônio museológico implementadas por instituições museológicas ou por mantenedores de museus no período de 2015 a 2018.

A premiação poderá ser utilizada no desenvolvimento das seguintes iniciativas: ações e estudos estratégicos para a modernização de instituição museológica, inclusive gestão e sustentabilidade; manutenção das ações/programações museológicas regulares; setor educativo; exposições; preservação e digitalização de acervos museológicos; atividade editorial e curatorial em instituição museológica; e capacitação de funcionários e gestores para atividades específicas no campo museológico.

Também serão contemplados a reforma, reaparelhamento e modernização de museus (infraestrutura); adaptação de espaços para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiência; ações de difusão, divulgação e promoção institucional; e ações para prevenção de riscos ao patrimônio museológico (implementação de plano de gestão de riscos, plano de emergência, plano de segurança para intervenções em bens imóveis).

Todo o processo de inscrições, seleção e envio de documentos será realizado por meio digital por meio do Sistema SalicWeb e do e-mail fomento@museus.gov.br.

Confira o edital

Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Ministério da Cultura
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Um dia para celebrar o Patrimônio Cultural Brasileiro

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O dia 17 de agosto é sempre de grande alegria para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa é a data do nascimento do primeiro presidente da instituição, Rodrigo Melo Franco de Andrade, que estaria completando 120 anos. Em 2018, a comemoração do Dia do Patrimônio Cultural é ainda mais significativa para o Iphan que, essa semana, reuniu na cidade de Goiás (GO), os prefeitos responsáveis pela gestão dos 14 sítios Patrimônio Cultural Mundial no Brasil, o que resultou, entre outras conquistas, na Carta Compromisso de Goiás, um documento que objetivo de instituir o Sistema Nacional de Patrimônio Cultural, através de projeto de lei e assume o pacto de inserir a requalificação de cidades e monumentos na agenda política do país.

O encontro ocorreu no Seminário Internacional Gestão de Sítios Culturais do Patrimônio Mundial no Brasil, que reuniu, também os ministros da Cultura, Sérgio Sá Leitão; Turismo, Vinicius Lummertz; Meio Ambiente, Edson Duarte; a secretária Nacional de Habitação, Maria do Socorro Gadelha. Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, “preservar o patrimônio não é apenas olhar para o passado, mas pensar nas coisas que devem fazer parte do futuro. Esse desafio de conciliar tradição e modernidade se materializa no propósito de tornar as cidades vivas. Por isso, qualificar as cidades históricas é transformar a vida dos cidadãos”.

De acordo com a presidente do Iphan, este foi o motivo central do evento em Goiás. Com as decisões acordadas entre os gestores, o Compromisso de Goiás, cuja força política é evidente, e será apresentado “a todos os candidatos à Presidência da República, pois são as reivindicações das cidades”, assegura Kátia Bogéa. Ela destaca o exemplo do PAC Cidades Históricas para demonstrar como ações de preservação são capazes de promover segurança pública, fomentar o turismo e gerar desenvolvimento sustentável. O programa, que é o maior conjunto de investimentos já realizados no Patrimônio Cultural Brasileiro, prevê 424 obras em 44 cidades, totalizando R$ 1,6 bilhão em recursos do governo federal. Desde 2013, 53 ações foram concluídas e 71 seguem em execução, com projetos de infraestrutura que promovem uma verdadeira transformação nas cidades.

Celebrando o Patrimônio Cultural em todo o país
Dia Nacional do Patrimônio CulturalNo mesmo caminho do Iphan, de valorizar, promover e preservar o Patrimônio Cultural Brasileiro, que reúne toda a diversidade da cultura nacional, outras organizações, como o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), por exemplo, estão desenvolvendo atividades em diversos estados. Com a campanha O Brasil abraça seu patrimônio, o IAB reúne parceiros um abraço simbólico em bens arquitetônicos e urbanos em estado de arruinamento ou abandono. Para o presidente do Instituto, Nivaldo Andrade, o Brasil tem um patrimônio cultural rico e diversificado, que vem sendo objeto de abandono, descaso e destruição, apesar da atuação dos órgãos federal, estaduais e municipais voltados à sua preservação, cujos recursos humanos e econômicos têm sido sempre inferiores ao necessário para que possam cumprir plenamente suas funções.

A campanha do IAB  teve início no dia 13 de agosto e estende-se até o sábado, dia 18, com atividades em Salvador (BA), Brasília (DF), Vila Velha (ES), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) Laguna (SC), Campinas, Santos e Jundiaí (SP), Porto Alegre, Santa Maria, santa Rosa e Caxias (RS). Outro tema de comemoração no Iphan são os três anos da Instrução Normativa 01/2015, que que aprimorou as ações, nos processos de Licenciamento Ambiental. Celebrando a Semana do Patrimônio, desde a segunda-feira, dia 13 de agosto, o Portal do Iphan está apresentando um vídeo sobre o tema, com depoimentos de gestores e agentes envolvidos no processo de Licenciamento Ambiental. Todos os vídeos são ilustrados com o trabalho do servidor da casa, Paulo Farsette, retratando os bens reconhecidos no Brasil como Patrimônio Mundial.

As Superintendências do Iphan também celebram a data com atividades sobre o Patrimônio Cultural. Em São Francisco do Sul (SC) Iphan está promovendo, desde o dia 13 de agosto, Semana do Patrimônio de São Chico, evento que busca explorar e evidenciar as belezas naturais, históricas e culturais. Também desde o dia 13, a Superintendência de Pernambuco está realizando a XI Semana do Patrimônio Cultural, que conta com uma ampla programação realizada em diversas cidades pernambucanas, entre elas Recife, Olinda, Tamandaré, gravatá e Igarassu.

No Ceará, em parceria com a Prefeitura Municipal de Icó (CE), o Iphan promoverá a III Semana do Patrimônio de Icó, que se inicia no dia 17 e vai até o dia 22 de agosto, com uma programação que trará atividades culturais e educacionais. Em Belém, a Superintendência do Pará retorna com o projeto ciclo de palestras “Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio”, que contará com om a participação das professoras Roseane Norat, Thais Sanjad e Flávia Palácios, que estão à frente do projeto de implementação do Núcleo Avançado em Ciências do Patrimônio da Universidade Federal do Pará, UFPA, no campus Mercedários.

Em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o Iphan/ES está realizando, desde o dia 15 de agosto, o PatriTerri – 1° Colóquio Patrimônio Territorial no Espírito Santo, evento que se encerra no dia 17 e tem o objetivo é compartilhar a produção técnico-científica de pesquisadores, que tratam da articulação entre as perspectivas da permanência e da transformação do território, associados a processos de desenvolvimento local. Pelotas (RS) irá destacar o Patrimônio Imaterial da cidade com o Dia do Patrimônio de Pelotas, o evento realizado pela prefeitura com apoio do Iphan/RS ocorre entre os dias 17 e 19 de agosto.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Helena Brandi – helena.brandi@iphan.gov.br
Déborah Gouthier – deborah.gouthier@iphan.gov.br
(61) 2024-5531 – 2024-5511
(61) 99381-7543
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Campina Grande (PB) é a próxima cidade a receber o Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018

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O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018 chega à Campina Grande, na Paraíba (PB), no fim deste mês de agosto. Os cursos oferecidos na cidade paraibana são ministrados por profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação. Oficinas nas áreas das artes cênicas, música e artes visuais e também seminários estão na agenda do encontro. Arte e Educação e  História da Arte e História da Música são os temas dos seminários. A programação é gratuita e as inscrições são realizadas exclusivamente pela internet nos links disponibilizados no portal da Funarte, a partir de hoje, dia 8 de agosto.

Etapa Campina Grande (PB) – Informações sobre as inscrições

A pré-inscrição para as oficinas será feita exclusivamente pela internet nos links disponibilizados no portal da Funarte até o dia 20 de agosto. A confirmação só se dá no primeiro dia da oficina e pode haver ampliação do número de vagas. A lista preliminar de inscritos será divulgada no dia 22 de agosto. Os interessados em assistir aos seminários não necessitam de inscrição prévia. É só chegar um pouco antes do horário previsto para o início do evento e realizar sua inscrição no local.

Sobre o Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018

Entre os meses de julho e dezembro, a Fundação Nacional de Artes – Funarte realiza, em sete cidades brasileiras, o Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018. O projeto já passou por Goiânia (GO), está acontecendo em Londrina (PR) e após este encontro em Campina Grande (PB) segue para as seguintes cidades: Belém (PA), Campinas (SP), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é valorizar o processo criativo, gerando oportunidades de aperfeiçoamento técnico e artístico para os participantes, além de contribuir para a geração de emprego e renda. 77 oficinas e 14 seminários estão previstos na programação.

A seguir, a programação completa sobre as oficinas e seminários em Campina Grande (PB)

Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018

Oficinas de Artes Cênicas

O corpo na cena
Com Luciana Bicalho
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 8h às 13h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB
Endereço: Av. Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

A oficina tem como base o Sistema Laban de Análise do Movimento que traz a percepção do movimento a partir de relações harmônicas entre corpo (o que se move), esforço (como se move) e espaço (onde se move). Serão abordados conceitos relativos a um alinhamento dinâmico, tendo como base a tridimensionalidade corporal, e sua afinidade com jogos espaciais. O trabalho visa experimentar tanto ações do corpo, locomoções, transferências, giros e quedas quanto o gesto que estabelece a relação entre partes do corpo ou a liderança de uma parte que se lança no espaço. As nuances do texto são experimentadas através do corpo, por suas intensidades, ritmos, silêncios, pausas, reforçando a incorporação e fisicalização do texto.

Luciana Bicalho é bailarina, coreógrafa, preparadora corporal e professora pós-graduada em Terapia através do Movimento: corpo e subjetivação. Licenciada em Dança Contemporânea pela Faculdade Angel Vianna e formada pelo Método Ivaldo Bertazzo. Iniciou seu trabalho como bailarina cofundadora da Cia. Atores Bailarinos do Rio de Janeiro, sob a direção de Regina Miranda (1979). Sua pesquisa e trabalho têm como base o Sistema Laban de Análise do Movimento e os Bartenieff Fundamentals.  Ministra aulas de dança contemporânea baseada no Sistema Laban em cursos técnicos e de pós-graduação.

Aprimoramento vocal do ator
Com Roberta Bahia
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Cine Teatro São José Funesc (palco)
Endereço: Rua Lino Gomes da Silva, s/nº – Bairro São José (PB)

Inscrições (clique aqui)

A oficina propõe desenvolver e aprimorar a expressividade vocal, despertando nos participantes o interesse por explorar ao máximo suas potencialidades vocais em diversas situações que envolva a comunicação em público. O intuito é contribuir e agregar conhecimentos aos estudantes de teatro e ao público interessado, explorando as potencialidades vocais e estimulando a capacidade criativa de cada um deles. A atividade visa desenvolver a voz como instrumento de trabalho e a expectativa de se expressar com mais clareza.

Roberta Bahia Pereira é fonoaudióloga e professora.  Fez especialização em voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia e pela Pontifícia Universidade Católica – PUC. Formada no Curso Técnico Profissionalizante de Ator do Teatro Universitário, pela T.U.-UFMG (2011). Começou a focar seu trabalho na área de desenvolvimento e aperfeiçoamento da voz do profissional de artes cênicas e reabilitação de disfunções ligadas à comunicação humana.  Além disso, ministra cursos para suavização de sotaque. É sócia no Estúdio da Voz, onde realiza atendimentos de aprimoramento e reabilitação vocal.  Atua como preparadora vocal de espetáculos teatrais desde 2011, destacando-se o trabalho com o grupo Nós do Morro. Atua como professora e ministra aulas em cursos livres de atuação para TV.

Direção cênica
Com Amir Haddad
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 8h às 13h
Local: Cine Teatro São José Funesc (palco)
Endereço: Rua Lino Gomes da Silva, s/nº – Bairro São José (PB)

Inscrições (clique aqui)

A oficina abordará os seguintes temas: ator sem papel; dramaturgia sem literatura; desiniciação ao teatro; introdução ao pós-teatro; reflexão teórica e de práticas sobre as questões que assoberbam o teatro como forma de livre expressão, no primeiro quarto do 3º milênio. Eternamente jovens, eternamente velhos: Shakespeare, Sófocles, Brecht e Molière.

Amir Haddad é diretor, professor de teatro e criador do Grupo Tá na Rua. Seu trabalho tem como objetivo recuperar o sentido de festa do teatro e a dramaticidade das festas populares. Ressalta os aspectos de pesquisa e de educação que norteiam as buscas pela transformação do teatro, comprovados pela constância e persistência com que desenvolve núcleos de trabalho – espaços de desenvolvimento de seus questionamentos sobre o ator como indivíduo, o espaço, a dramaturgia – e pela prática permanente como educador. Seus últimos trabalhos são: A Mulher Invisível, de Maria Carmem Barbosa; A Mulher de Bath, de Geoffrey Chaucer e Antígona, de Sófocles.

Iluminação cênica
Com Luiz Fernando Lobo
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Sesc
Endereço: Rua Giló Guedes, 650 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

A oficina faz um breve histórico da iluminação cênica. Discute Appia, Craig, Wagner, os reformadores da cena e a iluminação.   Entre os tópicos a serem abordados estão: os tipos de refletores e seus usos, mapa de luz e memorial de luz, roteirização e função cênica da luz, relação entre luz, cenografia, figurino e direção.

Luiz Fernando Lobo é dramaturgo, ator e professor de interpretação. Diretor artístico e fundador da companhia Ensaio Aberto. Participou de festivais internacionais nas cidades de Cádiz e Barcelona, na Espanha. Tambores da NoiteCemitério dos VivosCabaré YoukaliCompanheirosMorte e Vida SeverinaHavana Café e Olga Benário: um breve futuro estão entre os seus trabalhos como diretor. Codirigiu as óperas Judas em Sábado de Aleluia e II Campanello com Sergio Britto e o espetáculo Missa dos Quilombos, de Milton Nascimento, com João das Neves. Dirigiu cerca de 30 filmes da campanha Igual a você, do programa Conjunto das Nações Unidas, que abordava estigma e preconceito. Assinou a direção do curta 30 Anos da Anistia (2010) e o Eu me lembro (2011), em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Produção e administração teatral
Com Loly Nunes
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB – Sala: 106
Endereço: Avenida Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

Através de jogos, exercícios e simulações em grupos, a oficina aborda conceitos sobre a administração moderna e o empreendedorismo; a figura do administrador e do produtor cultural; hierarquias e terminologias da produção teatral. Discute também as etapas da produção e do planejamento estratégico fazendo uma avaliação do mercado, mídias e estratégias de marketing. Aborda, ainda, a criação e o desenvolvimento de projetos culturais, enfatizando a comercialização, captação e negociação.

Loly Nunes é roteirista, diretora e produtora teatral. Iniciou sua carreira como atriz no Grupo Tapa, de teatro (1976). Cursou o Conservatório Stella Adler, em New York (EUA), em 1980. Formou-se no curso regular da Escola de Teatro Martins Penna (1983). Participou da oficina Dançando com as Palavras, de Lee Breur, diretor norte- americano do Grupo Mabou Mines e do Workshop com Máscaras, de Ariane Mnonchkine, diretora do Théâtre du Soleil e da Oficina Teatro de Objetos, com o grupo francês Coatimund. Atuou como atriz e produtora na montagem Bailei na Curva que recebeu o Prêmio Inacen de Melhor Espetáculo (1985). Foi coordenadora do Centro Cultural Candido Mendes e diretora do Teatro Gláucio Gill. Ministrou oficinas de Administração, Gestão e Produção Teatral pela Funarte; Marketing Cultural e oficinas de Leituras Dramatizadas, pelo Sesc. Escreveu e dirigiu o espetáculo O Cais do Valongo para a inauguração do Porto Maravilha (2012). Criou o projeto de Leitura Pública do seu roteiro Corações de um picadeiro (2018), contemplado com o Prêmio Cultura + Diversidade.

Oficinas de Música

Gestão cultural
Com Carolina Ficheira
40 vagas
28 a 31 de agosto, das 8h às 13h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB – Sala 207
Endereço: Av. Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

O curso traz à discussão as possibilidades da gestão cultural na área da música. Como ser gestor de sua própria carreira ou do seu grupo? Qual o limiar entre a atuação do artista e do gestor? Como ser gestor cultural no Brasil e quais os principais desafios? Estas questões são importantes para entender a área cultural, a partir da sua vivência cotidiana.

Carolina Ficheira tem graduação em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (2006) e mestrado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da UFRJ (2010). Atualmente é doutoranda do programa em Ciência da Literatura da UFRJ (linha de pesquisa: Programa Avançado em Cultura Contemporânea). Professora da ESPM, nos cursos de Administração, com ênfase em Entretenimento, Design e Cinema; docente na Universidade Veiga de Almeida na disciplina de Captação de Recursos (Pós-graduação em Roteiro para Cinema, TV, Web e Multiplataformas e Responsabilidade Social e Gestão Estratégica de Projetos Sociais). Professora da Escola Popular de Comunicação Crítica do Observatório de Favelas, do RPA do Cee- PUC Rio nos cursos de Música & Negócios e Brand Publishers e Captação de recursos para o Terceiro Setor. É parecerista da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal e Ancine- FSA. Jurada no setor de Audiovisual de Ministério da Cultura e do Funcultura (ES).

História da música brasileira
Com Rodrigo Faour
40 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB – Sala 210
Endereço: Av. Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

O curso percorre a história da música brasileira desde o seu surgimento. Dos primeiros compositores do período colonial até os dias de hoje. Através dos mais variados ritmos e gêneros, apresenta toda a diversidade da música brasileira.

Rodrigo Faour é jornalista, escritor, pesquisador, apresentador, diretor e produtor musical. Colecionador de discos, publicações e um acervo de 80 mil músicas catalogadas com ênfase na MPB. Autor das biografias de Angela Maria, Dolores Duran, Cauby Peixoto e Claudette Soares. Lançou um livro sobre a Revista do Rádio e a obra História Sexual da MPB. Trabalhou em gravadoras e em diversos veículos da mídia, como jornais e web sites. Dirigiu e assinou roteiros de shows, como Ruído branco (Ana Carolina), Infernynho (Ney Matogrosso e Marília Bessy), Duas noites para Dolores Duran, dentre outros. Em destaque, o espetáculo O Musical da Bossa Nova, atualmente, em turnê pelo Brasil.

Trilha sonora
Com Felipe Radicetti
40 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Cine Teatro São José Funesc – Anexo I
Endereço: Rua Lino Gomes da Silva, s/nº – Bairro São José (PB)

Inscrições (clique aqui)

O curso aborda a música no audiovisual, sua história, seus aspectos perceptivos, os processos de criação, aspectos da produção e dicas para músicos que desejam entrar neste mercado.

Felipe Radicetti é compositor de formação clássica e autor de canções para o cinema, teatro e produções comerciais. Presidente da Associação Brasileira de Compositores para Audiovisual. Participou da semifinal do Festival da Música Brasileira da Rede Globo com a canção Moleque-Marraio, na voz de Cláudio Nucci (2000). Como cancioneiro, lançou os CDs: Homens Partidos(2000); SuperLisa (2013 – Brasil e 2015 – Japão), América (2015), dedicado ao escritor uruguaio Eduardo Galeano, dentre outros. Fez residência artística na Academia Nacional da França, em Villa Medicis, Roma (2011). Residiu em Bruxelas e trabalhou em projetos de teatro musical contemporâneo com La Cerisaie (Bélgica). Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro, na categoria Melhor Trilha Sonora com Sacco & Vanzetti (2016). Duas Histórias, de Angela Zoé (2012), Nossas Histórias (2013), Meu nome é Jacque (2016) e Uma História da Fome (2017) estão entre suas obras de destaque. Seu trabalho mais recente é a música original de Vidas Descartáveis que estreia em breve.

Oficinas de Artes Visuais

Sobre representação e representatividade: o ser negro nas artes visuais brasileiras
Com Juliana dos Santos
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB – Sala 102 (pintura)
Endereço:  Av. Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

A oficina estimula a pensar na construção de contra-visualidades/imagem, a partir das experiências afrodiaspóricas nas artes visuais brasileiras. Pretende criar espaço de confluência criativa e poética que provoque deslocamento de narrativas estereotipadas a respeito das presenças negras na história da arte brasileira. Textos, imagens e vídeos da produção de artistas negros contemporâneos vão ser utilizados como disparadores de exercícios poéticos/visuais/performáticos com o intuito de ampliar o debate da descolonização dos saberes. A atividade conta com uma proposta de arte relacional, através de performance coletiva sugerida pela artista.

Juliana dos Santos é artista visual, mestre em Arte-Educação e Mediação Cultural pelo Instituto de Artes da Unesp. Atuou como arte-educadora no Centro Cultural São Paulo, Museu Afro-Brasil, Sesc Pompéia São Paulo e no Núcleo de Educação Etnicorracial da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. A artista tem uma produção artística híbrida, com interesse na confluência de linguagens como fotografia, vídeoperformance, performance-instalação, pintura, dança e espacialidade. Seus trabalhos abordam temáticas amplas — desde reflexões de gênero e raça, e experiências afrodiaspóricas, até proposições plástico-formais, multissensoriais e relacionais. Vem realizando exposições e residências artísticas internacionais, ministrando cursos, oficinas, publicações e consultorias.

A crítica de arte (ainda) é possível?
Com Gustavo Motta
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB – Sala 103 (pintura)
Endereço:  Av. Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

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A oficina aborda as origens históricas e os desdobramentos da atividade da crítica de arte, bem como os seus limites e a crise atual. Propõe um exercício de produção crítica, a partir de alguns vídeos e textos realizados por artistas contemporâneos brasileiros.

Gustavo Motta é editor da revista Dazibao – Crítica de Arte e integrante do coletivo Contradesenhode design e artes gráficas. Mestre e doutor em História da Arte Brasileira pela ECA-USP. Foi professor de História da Arte na UDESC, de Florianópolis (SC) e de alguns cursos de arte conceitual no Sesc São Paulo.

Modos de ver: do olho nu ao olhar fotográfico
Com Milton Guran
20 vagas
28 a 31 de agosto, das 13h às 18h
Local: Centro Artístico Cultural da UEPB – Auditório
Endereço: Av. Presidente Getúlio Vargas, 44 – Centro – Campina Grande (PB)

Inscrições (clique aqui)

O curso trata da produção de informação visual e das principais questões ligadas à imagem plástica e à fotografia. Temas que serão abordados: aspectos fundamentais da construção de uma cultura do olhar e do olhar como instrumento de construção da cultura; a representação imagética do mundo visível na cultura ocidental — da pintura rupestre à imagem digital; diálogo entre pintura e fotografia — alguns pontos de referência; a fotografia como meio de representação do mundo visível — objetividade e subjetividade do ato fotográfico, e também, objetividade e subjetividade da leitura de uma fotografia; linguagem fotográfica e a noção de “foto eficiente”.

Milton Guran é fotógrafo e antropólogo. Ganhador da Bolsa Vitae de Artes (1991) e, por duas vezes, do prêmio Marc Ferrez da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Foi contemplado no programa Rumos Itaú Cultural (2016). Seus trabalhos fazem parte das coleções MASP-Pirelli; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM; Museu de Arte do Rio – MAR e da Maison Européenne de la Photographie – MEP, entre outras instituições. Curador na área de fotografia e coordenador do FotoRio. Membro da diretoria da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil. Atualmente, possui uma pequena empresa especializada em gestão e preservação de acervos de arte e cultura em geral, e trabalha com conservação de obras de arte em exposições.

Seminários

Seminário Arte e Educação

Dia e horário: 29 de agosto, às 18h30

Participantes:
Analu Cunha (artista, professora e curadora)
Daniela Chindler (escritora, gestora cultural e curadora)
Manoela Meyer (palestrante convidada e contemplada no Edital Prêmio Funarte Arte e Educação 2018)

Local: Cine Teatro São José Funesc (palco)
Endereço: Rua Lino Gomes da Silva, s/nº – Bairro São José (PB)

Seminário História da Arte e História da Música

Dia e horário: 30 de agosto, às 18h30

História da Música, com Rodrigo Faour (jornalista, escritor, pesquisador, apresentador, diretor e produtor musical)

História da Arte, com Gustavo Motta (historiador da arte, professor, artista gráfico e editor da revista Dazibao)

Local: Cine Teatro São José Funesc (palco)
Endereço: Rua Lino Gomes da Silva, s/nº – Bairro São José (PB)

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MinC apoia inclusão do cordel no currículo escolar

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Da esquerda para a direita, Francisco das Chagas, Marcelo Fraga, Maria Félix Fontele, secretária Cláudia Pedrozo e Gustavo Dourado (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

A literatura de cordel pode tornar-se parte do currículo obrigatório das escolas públicas brasileiras. O pleito, que tem apoio do Ministério da Cultura (MinC), foi apresentado pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) ao Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (16).

No encontro, na sede do MEC, em Brasília, a secretária-executiva do MinC, Claudia Pedrozo, manifestou o apoio do órgão para que o gênero literário seja apresentado e debatido nas salas de aula de todo o país. A secretária também anunciou que o MinC fará investimentos da ordem de R$ 100 mil para digitalização do acervo da ABLC, no Rio de Janeiro, que tem mais de 15 mil cordéis.

“A literatura lúdica é uma atividade que vai além da educação. Nós acreditamos que, dentro da sala de aula ou em atividades fora dela, o ensino do cordel é um reforço importante da identidade brasileira e de nossa matriz cultural”, declara Cláudia Pedrozo.

Na reunião no Ministério da Educação, a ABLC formalizou o pedido de inclusão do cordel na grade de ensino aos secretários executivo, Henrique Sartori Prado, e de Educação Básica do , Kátia Cristina Stocco. Prado e Stocco reagiram positivamente e informaram que providenciarão um levantamento sobre a atual presença da literatura de cordel nas escolas do ensino básico.

Patrimônio

O pedido da academia acontece em um ano especial para a literatura de cordel no Brasil. Em 2018, ano em que é lembrado o centenário da morte de Leandro Gomes de Barros, pai da literatura de cordel e autor de mil títulos do gênero, o estilo pode se tornar Patrimônio Imaterial do Brasil.

A intenção da ABLC, que vive a expectativa de o bem cultural ser registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no próximo mês, é que a inserção do estilo nas escolas não apenas o divulgue em todo o Brasil, mas também o preserve como bem protegido.

Também estiveram presentes à reunião desta quinta-feira o diretor da Casa do Cantador do Distrito Federal, Francisco das Chagas, o pesquisador da ABLC e presidente da Academia Taguatinguense de Letras, Gustavo Dourado, o repentista e cordelista da Associação dos Cantadores, Repentistas e Escritores Populares do Distrito Federal e Entorno (Acrespo), Joel Santana, e a jornalista e escritora Maria Fontele.

História

As origens do cordel remontam aos trovadores medievais, cujo estilo foi trazido pelos portugueses ao Brasil na segunda metade do século XIX. Os folhetos, vendidos nas feiras, tornaram-se a principal fonte de divertimento e informação para a população. O marco inicial do gênero é a obra do Leandro Gomes de Barros (1865-1918), homenageado do Prêmio Culturas Populares 2017, lançado pelo MinC em junho do ano passado.

Em 1893, o paraibano de Pombal publicou os seus primeiros poemas. Elevado a patrono da Literatura Popular em Verso, Leandro foi o primeiro a publicar, editar e vender seus poemas – embora não haja registros da totalidade desse volume, seu legado é de aproximadamente mil folhetos escritos.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Recifest traz diversidade sexual e de gênero para as telas do cinema

Um dos maiores e mais importantes festivais de cinema com a temática LGBT do País, o Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero, já tem data marcada para sua sexta edição. Será realizado entre os dias 20 e 24 de novembro no Recife, no tradicional Cinema São Luiz, e vai ganhar programação posterior, de 25 a 30, na cidade de Nazaré da Mata, distante 65 km da capital pernambucana.

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Foto: Divulgação

Para os realizadores de todo o País, o prazo de inscrição dos filmes produzidos em formato de curta-metragem só vai até o próximo dia 25 de agosto. Podem participar do processo de seleção, as obras lançadas a partir de 2016. A inscrição é gratuita e deve ser realizada exclusivamente através do formulário disponibilizado no site do festival: www.recifest.com.

O resultado da seleção dos filmes que serão exibidos durante a VI edição do Recifest, que tem patrocínio do Funcultura PE (o fundo de incentivo à cultura do Governo de Pernambuco), será anunciado até o dia 5 de outubro.

“O Recifest é inteiramente organizado por um conjunto de pessoas que acredita no cinema como ferramenta fundamental na desconstrução da LGBTfobia, machismo, misoginia e qualquer outro sistema de opressão. Além de promover as obras audiovisuais, o festival ainda busca trazer dentro da programação uma série de eventos como performances, oficinas, debates e mostras em comunidades, escolas e presídios”, explicam as produtoras do festival, Rosinha Assis e Carla Francine.

Os filmes inscritos irão concorrer numa das seguintes categorias: “Produção Pernambucana”, para filmes realizados dentro do Estado, com empresa produtora e diretores locais, e “Produção Nacional”, para filmes realizados em todo o território brasileiro, incluindo Pernambuco. Uma comissão formada por especialistas no universo cinematográfico e com foco no cinema LGBTQ, coordenado pelo diretor André Antônio, irá selecionar os filmes a serem exibidos.

Durante a realização do festival no Recife, no Cinema São Luiz, os curtas participantes concorrerão aos troféus Rutílio de Oliveira e premiações em dinheiro no valor de R$ 1.500 para os vencedores. O festival ainda contempla outros prêmios, como o Mistika, com mais R$ 9.000 em serviços para diretores e produtores; e o Looke, que escolherá três filmes que participarãoda plataforma de streaming por dois anos, de forma remunerada.

O público do Recifest também poderá votar para escolher suas obras favoritas através de um formulário que será entregue nos dias de exibição dos filmes. Os vencedores de cada uma das categorias na votação popular também receberão troféus e prêmio em dinheiro (R$ 1.500).

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Governo federal e municípios fazem pacto por mais cultura e turismo em cidades históricas

O governo federal e os governos locais de cidades históricas fecharam, nesta quarta-feira (15), um acordo para aperfeiçoar suas políticas públicas. As bases da Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial foram definidas pelos ministros da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do Meio Ambiente, Edson Duarte, e do Turismo, Vinicius Lummertz, em acordo com as prefeituras.

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Acordo foi firmado durante o Seminário Internacional do Patrimônio, promovido pelo Iphan. (Fotos: Clara Angeleas/Ascom MinC)

A decisão foi tomada no último dia do Seminário Internacional do Patrimônio, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) desde 13 de agosto na cidade de Goiás (GO), que dá nome ao Compromisso de Goiás.

Para o ministro Sérgio Sá Leitão, o protocolo garante que o País tenha uma política transversal e articulada de turismo relacionada ao patrimônio cultural, sobretudo nas cidades que são patrimônio mundial. “Acho fundamental que haja esse trabalho conjunto. O turismo é uma das formas pelas quais nós podemos rentabilizar os nossos patrimônios cultural e natural”, avalia.

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Ministro Sérgio Sá Leitão assinou o Compromisso de Goiás, que estabelece novo marco para a gestão do patrimônio das cidades históricas brasileiras. Foto: Clara Angeleas/Ascom MinC

A carta concede tratamento orçamentário diferenciado às cidades históricas brasileiras. O objetivo é promover o desenvolvimentos dos sítios declarados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio mundial por meio de investimentos em infraestrutura turística e urbana, custeando ações de saneamento, mobilidade e acessibilidade. Também serão liberados recursos para apoiar os municípios na elaboração de projetos. Além disso, será criado um fundo de investimento especifico para a preservação e salvaguarda do patrimônio cultural.

O novo marco para a gestão do patrimônio, detalhado no Protocolo de Intenções assinado separadamente pelos ministros da Cultura, do Meio Ambiente e do Turismo, também atende as recomendações do Tribunal de Contas da União, que no Acórdão 511/2017 apontou melhorias que poderiam ser feitas na administração desses sítios.

Compromisso de Goiás

Compromisso de Goiás – Brasil 200 anos de Independência, o patrimônio que nos une foi assinado pelas prefeituras de São Luís (MA), Olinda (PE), São Cristóvão (SE), São Raimundo Nonato (PI), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (BH), Congonhas (MG), Diamantina (MG), Ouro Preto (MG), Goiás (GO) e São Miguel das Missões (RS).

Todas as cidades listadas são sítios culturais do Patrimônio Mundial do Brasil. A Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial e a Confederação dos Municípios também integram o compromisso.

Na avaliação de Sá Leitão, o Compromisso de Goiás é essencial para apontar várias propostas e demandas relacionadas à política de preservação e revitalização do patrimônio material e imaterial. “Neste momento em que nós temos eleições e, em breve, teremos um novo governo, esta carta é importantíssima, porque ela aponta uma série de diretrizes para continuação e aperfeiçoamento da política de patrimônio”, afirma.

Seminário Internacional

Com a presença de catorze prefeitos de dezenas de cidades que têm patrimônios culturais, representantes da Unesco e convidados internacionais, o Seminário Internacional do Patrimônio discutiu políticas e práticas de preservação.

Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, “foram dois dias muito intensos. Alguns prefeitos não puderam estar presentes, mas mesmos estes enviaram representantes ou participaram virtualmente”. Ela destacou a importância das discussões feitas ao longo do evento para a elaboração do Compromisso de Goiás, que atualiza o Compromisso de Brasília, celebrado em 1970 com a presença de Lúcio Costa.

De acordo com os debates feitos, o foco da gestão de patrimônio cultural deverá garantir espaços públicos de qualidade que possibilitem o uso, vivência e convivência dos cidadãos, em cidades inclusivas, solidárias e sustentáveis.

Além disso, o seminário ressaltou a necessidade de investir na formação e na capacitação de gestores e dos atores envolvidos na preservação do patrimônio cultural, notadamente do patrimônio mundial, para um compartilhamento efetivo e competente de atribuições e responsabilidades.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Inscrições abertas para edital do IberCultura Viva

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Organizações e coletivos de cultura comunitária e povos originários que trabalham em articulação e de maneira colaborativa nos países integrantes do programa IberCultura Viva (Argentina, Brasil, Costa Rica, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai ) têm até 30 de setembro para se inscrever no 1º Edital IberCultura Viva para Apoio de Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2018.

A iniciativa busca fortalecer o trabalho e fomentar a articulação das redes culturais de base comunitária e projetos de trabalho colaborativo a partir do apoio à realização de encontros, congressos, seminários, festivais, feiras, colóquios e simpósios. Os eventos apresentados poderão ter alcance municipal, estadual, nacional ou regional, e deverão ser realizados entre novembro de 2018 e maio de 2019, com entrada livre e gratuita.

Será destinado o valor total de US$ 85 mil. Cada projeto poderá receber até US$ 5 mil, e este aporte poderá ser utilizado somente em gastos de produção e comunicação do evento. As organizações candidatas deverão aportar, no mínimo, 25% dos custos totais do projeto.

O objetivo do edital é apoiar eventos cuja forma de gestão se desenvolva a partir da articulação e do trabalho conjunto de organizações, coletivos culturais e povos originários, que fortaleçam a gestão cultural local e que busquem fomentar, enriquecer, fortalecer e/ou dar visibilidade a produções culturais comunitárias, tanto no campo artístico como para a construção de cidadania e a valorização das identidades dentro do Espaço Cultural Ibero-americano.

As inscrições podem ser feitas no Mapa IberCultura Viva, a nova plataforma colaborativa de mapeamento do programa sobre as políticas culturais de base comunitária dos países ibero-americanos.

Nova plataforma

Este é o primeiro edital do programa publicado no Mapa IberCultura Viva. A plataforma, que faz parte do projeto Mapas Culturais, adotado pelo Ministério da Cultura do Brasil (Mapa da Cultura) e pela Direção Nacional de Cultura do Uruguai em 2015 (Cultura en Linea), permite o registro de agentes culturais individuais e coletivos. Por agentes individuais compreendem-se as pessoas físicas e, por agentes coletivos, as organizações culturais comunitárias, entidades, povos originários, coletivos, agrupações e instituições.

O 1º Edital IberCultura Viva para Apoio de Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2018 é destinado aos agentes coletivos. No entanto, recomenda-se aos representantes de organizações que se inscrevam inicialmente como agentes individuais (pessoas físicas) e depois façam o cadastro de agente coletivo, com os dados de sua organização comunitária, Ponto de Cultura etc.

As inscrições serão realizadas somente por meio desta plataforma. Brasileiros interessados em inscrever-se devem buscar em “Editais” o arquivo que aparece com o título em português (“1º Edital IberCultura Viva para Apoio de Redes e Projetos de Trabalho Colaborativo 2018”). As pessoas dos outros países membros do programa devem fazer a inscrição naquele que tem o título em espanhol (“1ª Convocatoria IberCultura Viva para Apoyo de Redes y Proyectos de Trabajo Colaborativo 2018”).

Mais informações: programa@iberculturaviva.org

Assessoria de Comunicação
Ibercultura Viva

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Prêmio Funarte para Circulação de Espetáculos Circenses: confira o resultado final

interna_funarte_circo_espetaculosA Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), publicou nesta quarta-feira o resultado final do Prêmio Funarte para Circulação de Espetáculos Circenses 2018. Foram também veiculadas no Diário Oficial da União as portarias com os integrantes das comissões de habilitação e de seleção do processo seletivo.

Foram inscritas 187 propostas, das quais 20 foram contempladas. A premiação é destinada a trupes, grupos circenses, circos de pano de roda, coletivos circenses e grupos de artistas circenses de rua e visa a apoiar a circulação de espetáculos em todo o Brasil.

O prêmio para cada um dos contemplados é de R$ 22 mil. O edital estabelece ainda que, caso haja disponibilidade de recursos orçamentários, o quantitativo de projetos a serem premiados poderá ser ampliado. A Funarte investe no programa um total de R$ 472.322, dos quais R$ 440 mil são destinados à premiação dos contemplados e R$ 32.322 para custos administrativos.

A Comissão de Seleção conferiu notas aos projetos de acordo com os seguintes critérios e pontuações: excelência artística do projeto, qualificação dos profissionais envolvidos, viabilidade prática do projeto e coerência do cronograma e do orçamento propostos.

Por meio do Prêmio Funarte para Circulação de Espetáculos Circenses, a Funarte pretende contribuir para a difusão de espetáculos de circo entre as cidades e estados das diversas regiões do país, valorizando a diversidade da cultura brasileira e possibilitando sua democratização e acessibilidade.

Fundação Nacional de Artes (Funarte)
Ministério da Cultura

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Cia de Frevo do Recife realiza última apresentação pelo Quartas da Dança no Teatro Barreto Júnior

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Quem ainda não assistiu o espetáculo Frevariando, da Cia de Frevo do Recife, no Teatro Barreto Júnior, é bom garantir o lugar na platéia nesta quarta-feira (15), quando ocorrerá a última apresentação da temporada. O espetáculo, que começou a ocupar o teatro no dia 1º de agosto, está sendo realizado com o apoio do Quartas da Dança, projeto que faculta a pauta do Barreto Júnior com condições facilitadas, para assegurar musculatura à dança na cidade.

Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e serão vendidos na bilheteria do teatro. Tanto elementos tradicionais do frevo como algumas novidades da dança fazem parte da apresentação.

A proposta do Quartas da Dança, cujas apresentações foram iniciadas no último mês de maio, é assegurar palco e formar público para a dança na cidade, e por isso disponibiliza o Teatro Barreto Júnior com condições facilitadas para grupos, companhias e artistas independentes. Os grupos têm direito à bilheteria das apresentações, pagando apenas 10% da arrecadação pela ocupação do teatro.

Confira a programação completa do Quartas da Dança:
Agosto
– Dias 22 e 29: Índios do Brasil, do Grupo Companhia Artística Jovens Encenam (AJÊ)

Setembro
– Dias 5, 12, 19 e 26: Falso Brilhante, da Outros Ares Cia de Dança


Outubro

– 3 e 10: Destremelar, do Grupo Destremelar

– Dia 17: Magna, da Cia Mestiça de Cris Galdino

– Dias 24 e 31: Se tu Soubesses, da Cia de Dança Ferreiras


Novembro
– 7 e 14: Dúvido, da Cia Sopro de Zéfiro e Ária Social
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PERNAMBUCO l Festival de Cinema exibe filmes de realizadoras de diversos países

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Foto: Divulgação

O olhar feminino estará refletido em telas do Recife e Camaragibe entre os dias 14 e 19 de agosto, quando acontece a segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Realizadores, o FINCAR. Para além de exibir filmes feitos por mulheres, o evento tem a proposta de estimular o debate com as cineastas e contribuir com a formação das participantes. Ao todo, serão mais de 70 títulos exibidos no Cinema São Luiz, Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e no Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro. De acordo com a sala, as sessões terão entradas gratuitas ou custando até R$ 3.

O fincar surgiu da minha observação e da de Livia de Melo (produtora) sobre a importância de se afirmar a autoria das mulheres no campo cinematográfico e de se debater com o público essas obras trazendo as realizadoras ao centro do debate. Nessa segunda edição, soma-se a motivação de se fazer o espaço da equipe do FINCAR um espaço de formação para as mulheres também”, explica Maria Cardozo, que idealizou o festival. Curtas, médias e longas-metragens de todas as partes do mundo foram selecionados pela curadoria de 13 mulheres, que avaliaram 1168 filmes. A maioria do Brasil, que inscreveu 320 produções.

Aumentamos nossa equipe, trazendo mulheres de experiência e vivências audiovisuais diversas para fazermos um debate estético-político sobre o cinema de realizadoras. O festival está focando em formação: seja de sua equipe, seja de público. Então a etapa de curadoria foi longa e de muitas trocas, foi um processo de formação para todas nós”, comenta Maria Cardozo, ao adiantar que, para contribuir com a formação do público, o evento também tem investido em tempo de debate após as sessões.

O resultado da ampla curadoria é uma programação bastante inclusiva. Pela primeira vez no festival, uma diretora indígena irá exibir um filme na programação. É o caso de Patrícia Ferreira, que co-dirigiu o média-metragem “Teko Haxy – Ser Imperfeita” com Sophia Pinheiro.  O II FINCAR também faz história com a sessão do documentário “O Caso do Homem Errado”, de Camila de Moraes, que rompe o hiato de 34 anos sem longa-metragem de realizadora negra em circuito comercial.  Inclusive, a realizadora estará presente na sessão de sábado (18), no Cinema São Luiz.

As comunidades que vivem ao redor dos cinemas também contarão com ações para aproximá-las do festival. Já a sessão do média “Mulheres Rurais em Movimento” contará com a presença das ativistas do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste / MMTR-NE, que participaram da direção coletiva do filme. Elas virão de Caruaru e de outros estados do Brasil para participar da exibição no São Luiz na quinta (16). No domingo (19), o filme volta a ser exibido, mas desta vez no Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro, em Camaragibe.

Outra novidade é o espaço dedicado ao cinema de animação realizado por mulheres de diversos países. A mostra compõe a Sessão Infantil, que será destinada a estudantes de escolas públicas das duas cidades anfitriãs.

Em pleno 2018, que imagens projetar numa tela de cinema aproveitando os momentos de ajuntamento e debates proporcionado pelo cinema? Como resultado dessas provocações que nos fizemos a curadoria. Nesse processo, percebendo a potência das nossas diferenças  e refletindo sobre o presente, chegamos a uma programação compostos por filmes que buscam intervir no real, construir contra-narrativas e tensionar a ordem social de quem pode olhar e de quem é invisibilizado”, adiantou Maria sobre a proposta da programação.

Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA no site

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