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Sobre Ministério da Cidadania - Regional Nordeste

São ainda responsabilidade do Escritório Regional Nordeste: fornecer subsídios para a formulação e avaliação das políticas, programas, projetos e atividades da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social; a Secretaria Especial do Esporte; a Secretaria Especial de Cultura; auxiliar o Ministério da Cidadania na articulação com os órgãos federais, estaduais, municipais e entidades privadas, incluindo empresas, instituições culturais e o terceiro setor; atender e orientar o público quanto aos serviços prestados pelo Ministério; prestar apoio logístico e operacional aos fóruns de política cultural; exercer as atividades de ouvidoria; e exercer outras atividades determinadas pelo Ministro de Estado.

CONSELHO | Aberta a seleção de representantes da sociedade civil para o CNPC

Inscrições vão até 12 de setembro. Novo formato do Conselho Nacional de Política Cultural prevê a participação de entidades culturais e conselhos de cultura e reduz gastos anuais em 90%

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A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania iniciou o processo de seleção de representantes da sociedade civil para integrar o Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). O extrato do edital para a escolha dos membros foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (12). As inscrições poderão ser feitas entre os dias 13 de agosto e 12 de setembro, por meio do site cnpc.cultura.gov.br/votacultura. Principal órgão consultivo para a formulação de políticas culturais do Ministério, o CNPC foi remodelado em junho deste ano. Além de uma composição que determina a representatividade de diferentes áreas da cultura, o novo conselho representa uma nova postura do governo federal: a partir da reestruturação, é estimada uma economia de 90% nos custos anuais na manutenção do instrumento de participação popular.

O conselho será composto por 36 representantes, sendo 18 do poder público, 18 da sociedade civil. Além de manter a equidade entre os poderes, o novo formato do CNPC contribui para o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura (SNC), ao trazer representantes dos Conselhos estaduais e do DF para a composição do Plenário. Atualmente, 25 estados, o Distrito Federal e 2.656 municípios aderiram formalmente ao SNC e já constituíram ou estão constituindo seus sistemas de cultura, tendo os conselhos culturais como componente obrigatório.

O secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, reforça que, para o novo conselho, foram priorizadas escolhas que visem a excelência na gestão pública. “Nós propusemos o novo formato para garantir que diferentes setores culturais continuem partícipes do CNPC e que, assim, possam manter a qualidade dos trabalhos do colegiado”, afirmou. Pires ainda frisou a importância da economia aos cofres públicos: “Buscamos minimizar o máximo possível os custos relacionados ao CNPC para o erário. Isso demonstra o respeito com os recursos públicos, que vêm diretamente dos impostos pagos pelos cidadãos”.

O CNPC ganhou uma perspectiva de economicidade ao estabelecer uma estrutura mais ágil e enxuta. As estimativas são de que, com a nova composição, os custos anuais – que envolvem manutenção e realização de encontros – sejam reduzidos em 90%, de R$ 1,9 milhão para R$ 181 mil. O corte nos gastos permitirá, ainda, que mais recursos sejam destinados a projetos e editais, áreas finalísticas do Ministério da Cidadania.

Seleção de representantes

O secretário da Diversidade Cultural, Gustavo Carvalho Amaral, lembra que a população pode participar ativamente no processo de seleção dos membros do Conselho. “Nós estamos democratizando o processo de escolha de membros. A sociedade poderá eleger, aqueles que, de fato, representam a cultura local. Temos a representatividade da população, a representatividade da sociedade civil e também a demonstração da democracia”, afirma.

Por meio do edital, serão selecionados 17 representantes da sociedade civil que irão compor o Plenário do CNPC. Destes, sete representarão entidades e organizações culturais, sendo três do segmento técnico-artístico, como teatro, circo, dança, música e artes visuais, entre outros. As outras quatro vagas são destinadas a representantes das áreas de patrimônio cultural, cultura popular, cultura dos povos indígenas e expressões culturais afro-brasileiras, que terão um integrante cada. Para participar da seleção, as instituições devem se cadastrar e apresentar a documentação solicitada no edital que também define os critérios de pontuação e avaliação. As instituições que forem habilitadas deverão indicar um titular e um suplente para preenchimento das vagas.

Dez vagas serão preenchidas por representantes dos conselhos de cultura dos estados e do Distrito Federal (DF), sendo duas por macrorregião brasileira (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Esses colegiados podem indicar entre três e cinco representantes, dentre seus integrantes ou não. O processo de seleção para estas vagas é diferenciado. Os conselhos estaduais e do DF devem se cadastrar e ser habilitados. Eles deverão indicar de três a cinco representantes, cuja seleção final será realizada por meio de votação feita pela sociedade. O Ministro da Cidadania escolherá uma personalidade com notório saber cultural para integrar o CNPC por parte da sociedade civil, completando as 18 vagas.

Os outros 18 integrantes do Plenário do CNPC vêm do poder público, sendo dez do Ministério da Cidadania, da seguinte forma: o ministro Osmar Terra, que presidirá o Conselho; o secretário Especial da Cultura; o secretário da Diversidade Cultural; além de sete representantes de outras secretarias do setor cultural e de entidades vinculadas à pasta. Ainda representando o Poder Público, terão lugar no Plenário representantes de outros cinco Ministérios: da Justiça e Segurança Pública; da Educação; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; do Turismo; e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Os poderes públicos estadual, municipal e distrital terão três representantes, sendo um do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura dos Estados; um do Fórum dos Secretários e Gestores da Cultura das Capitais e Municípios Associados; e um da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Debates com a sociedade

Para auxiliar e fornecer ainda mais informações ao CNPC, estão previstos ambientes de debates com a sociedade. Os fóruns poderão ser presenciais ou virtuais e serão promovidos pelas secretarias e pelas entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania de teor cultural. As ideias e sugestões que forem tratadas nesses ambientes irão subsidiar as atividades do CNPC, por meio da proposição, da implementação e do acompanhamento de políticas públicas de cultura.

A nova estrutura do conselho também prevê a criação de Câmaras Temáticas, cujo apoio poderá ser solicitado pelo Plenário para subsidiar suas atividades e debates em temas específicos. Cada câmara terá, no máximo, cinco integrantes e até um ano de duração.

A coordenação do CNPC é realizada por sua Secretaria Executiva, função exercida pelo Departamento do SNC da Secretaria de Diversidade Cultural (SDC) do Ministério da Cidadania. A cada ano, estão previstas três reuniões do CNPC, havendo a possibilidade de convocações extraordinárias feitas por seu presidente.

Mais sobre o CNPC

O CNPC está previsto na Constituição Federal (art. 216-A, § 2º, inciso II) e tem a finalidade de propor a formulação de políticas públicas, visando promover a articulação e o debate entre as esferas governamentais e a sociedade civil organizada para o desenvolvimento e o fomento das atividades culturais brasileiras. É também a instância de caráter consultivo e de gestão compartilhada do Sistema Nacional de Cultura (SNC).

Com o objetivo de atualizar e modernizar a estrutura, a constituição e a atuação do conselho, em 2018 foi criado um Grupo de Trabalho (GT) no âmbito do então Ministério da Cultura. A proposta formulada pelo GT foi colocada em consulta pública por dois meses, entre 17 de dezembro de 2018 e 17 de fevereiro de 2019.

Com a publicação da Medida Provisória nº 870, de 1º de janeiro de 2019, e do Decreto 9.759, de 11 de abril de 2019, foram realizadas adaptações que culminaram com a nova proposta do CNPC, publicada no DOU em 28 de junho deste ano, a fim de garantir a sua permanência e a retomada das atividades.

Serviço

Edital de seleção de representantes da sociedade civil para o CNPC
Duração das inscrições: de 13 e agosto a 12 de setembro de 2019
Site para inscrição: cnpc.cultura.gov.br/votacultura
Leia também: http://cultura.gov.br/decreto-regulamenta-novo-formato-para-o-conselho-nacional-de-politica-cultural/

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Secretaria Especial da Cultura
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PREMIAÇÃO | Culturas Populares: inscrições terminam nessa sexta-feira (16)

Mestres, mestras e pontos de cultura podem concorrer a um dos 250 prêmios de R$ 20 mil

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Terminam nessa sexta-feira (16) as inscrições para a sétima edição do Prêmio Culturas Populares, que visa preservar e valorizar os saberes e as tradições culturais brasileiras. Mestres, mestras e pontos de cultura podem concorrer a um dos 250 prêmios de R$ 20 mil. As inscrições podem ser feitas pela internet ou por via postal.

Na edição deste ano, 150 prêmios serão destinados a iniciativas de mestres e mestras da cultura popular; 90 a pessoas jurídicas sem fins lucrativos com finalidade ou natureza cultural, já reconhecidas como Pontos de Cultura ou cadastradas na Plataforma Rede Cultura Viva; e 10 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural, também reconhecidas como Pontos de Cultura ou cadastradas na Plataforma Rede Cultura Viva. Os premiados nas edições de 2017 e 2018 não poderão concorrer nesta edição e os interessados podem apresentar uma única inscrição em apenas uma categoria.

“O Brasil é muito grande, são mais de oito milhões de quilômetros quadrados, e também muito diverso, com uma variedade enorme de expressões culturais que precisam ser preservadas”, destaca o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires. “Contamos que, cada vez mais, essa premiação estimule a cultura popular no País”, ressalta.

Um dos diferenciais da edição deste ano do Prêmio Culturas Populares é a regionalização. Cada região do País terá o mesmo número de premiados – 50 ao todo –, garantindo o equilíbrio em todo o território nacional. Descentralizar as atividades culturais, levá-las a municípios do interior do País e reconhecer artistas, mestres, grupos e pontos de cultura que zelam pela cultura brasileira se firmam como prioridades do Ministério da Cidadania.

Homenageado

A cada ano, o Prêmio Culturas Populares homenageia um expoente da cultura popular brasileira. Este ano, o homenageado é o cantor, compositor e ator gaúcho Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, falecido em 1985, aos 58 anos. Natural de Rolante (RS), Teixeirinha nasceu em 1927. Ficou órfão aos nove anos e foi morar com parentes que não tinham condições de sustentá-lo. Para sobreviver, fez um pouco de tudo antes de se revelar grande artista: carregou malas em portas de pensões, entregou marmitas e vendeu jornais e doces como ambulante.

A carreira de cantor de Teixeirinha teve início nas rádios das cidades do interior do Rio Grande do Sul, como Lajeado, Estrela e Rio Pardo. Apesar de nunca ter cursado aulas de música ou canto, contava com seus dons naturais: a bela voz e a improvisação, que fizeram com que se tornasse um exímio repentista. Carismático, escrevia canções simples que tocavam o público. Seu acervo, que reúne mais de 1.200 canções lançadas em cerca de 70 discos, atualmente é preservado pela Fundação Victor Mateus Teixeira.

Acesse o edital e os anexos e leia mais: Ministério da Cidadania lança o Prêmio Culturas Populares 2019.

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Fundaj recebe mostra de HQs nesta quarta-feira (10)

Mostra que contém 110 itens ficará em exibição até o dia 10 de agosto
no campus da Fundaj no Derby

Em clima de férias, a Sala de Leitura da Fundação Joaquim Nabuco, localizada no Derby, receberá uma exposição de 110 livros e revistas em quadrinhos, na próxima quarta-feira (10). Promovida pela Biblioteca Blanche Knopf, a mostra é de uma doação feita pelo colecionador Rodrigo Bastos. O evento de inauguração é gratuito e conta com a presença do colecionador para um bate papo descontraído com os visitantes.

Foto: Divulgação

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 Durante o período de exposição, de segunda a sexta, sempre das 9h às 17h, o público terá acesso as HQs que integram o acervo da Biblioteca Blanche Knopf. São álbuns, revistas, minisséries, fanzines e mangás. “Os quadrinhos fazem parte de um universo que é querido por muita gente. Aproveitamos as férias para lançar a coleção e difundir ainda mais a nossa sala de leitura”, afirmou Nadja Tenório Pernambucano, coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Além do material selecionado, que será exposto, o colecionador Rodrigo Bastos doou mais de 190 exemplares de quadrinhos que se encontram no acervo da biblioteca da Fundaj. “O público também poderá acessar esse material no acervo da Biblioteca Blanche Knopf”, pontuou Nadja. Já na mostra, os visitantes terão acesso a diversos gêneros de HQs, desde o gênero de ficção científica de grandes nomes, como Moebius e Bilal, até os clássicos de super-heróis da Marvel e DC, como Batman e Demolidor.

Destacam-se também os mangás Lobo Solitário e Homunculus. “Decidi passar minha coleção adiante para que outras pessoas possam desfrutar também. Acho que esse tipo de arte já foi bastante subestimado. Mas, hoje,  uma grande parcela da sociedade já entende que os gêneros podem alcançar gente de qualquer idade”, afirmou Rodrigo.

Serviço:

Exposição de Quadrinhos – Evento de inauguração
Local: Fundaj Derby, Rua Henrique Dias, 609
Dia: 10 de julho (quarta-feira)
Horário: 18h

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PESAR | Ministério da Cidadania lamenta falecimento do músico João Gilberto

Considerado um dos pais da bossa nova, João é autor de uma característica batida no violão que, aliada a uma interpretação vocal intimista, revolucionou a música brasileira


O cantor, violonista e compositor deixa três filhos e um grande legado para a música do Brasil e do mundo (Foto: Adenor Gondin – Governo do Estado da Bahia)

A cultura brasileira foi além por causa dele: João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, baiano nascido em Juazeiro, em 1931. João faleceu neste sábado (6), aos 88 anos, no Rio de Janeiro. O cantor, violonista e compositor deixa três filhos e um grande legado para a música do Brasil e do mundo. Considerado um dos pais da bossa nova, João é autor de uma característica batida no violão que, aliada a uma interpretação vocal intimista, revolucionou a música.

O secretário especial da Cultura, Henrique Pires, prestou homenagem ao artista neste sábado. “Morre um gênio, que revolucionou e projetou a música brasileira mundo afora. Sua obra é brasileira e universal ao mesmo tempo. Em qualquer país do mundo, a batida da bossa nova, criada por ele, identifica positivamente o Brasil”, afirmou. João Gilberto foi responsável por amplificar o alcance da música brasileira no mundo a ponto de influenciar o jazz norte-americano, por exemplo.

A obra definitiva para essa grande influência é Getz/Gilberto, de 1964, gravado em parceria com o saxofonista norte-americano Stan Getz. O disco ocupou o 2º lugar da parada de sucesso da revista Billboard durante 96 semanas e tornou-se um dos 25 discos mais vendidos do ano. Ele também rendeu à dupla o prêmio Grammy (Best Album), tendo recebido quatro das nove indicações.

Antes disso, no Brasil, João Gilberto já havia lançado um icônico 78 rpm contendo Chega de saudade e Bim bom, de sua autoria. O histórico disco foi citado mais tarde como referência para diversos artistas, tornando-se um marco para a bossa nova. No mesmo ano, em 1958, uma gravação de Chega de Saudade na voz de Elizeth Cardoso tinha recebido acompanhamento do violão de João Gilberto, no LP Canção do amor demais.

O estilo inigualável e a parceria musical com outros notáveis, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes, alçaram João Gilberto a um patamar único na história da música brasileira. E a música brasileira, pela voz e pelo violão do artista, a uma notoriedade única no mundo.

A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania lamenta o falecimento do artista e manifesta sentimentos de pesar a família, amigos, colegas e admiradores de João Gilberto.

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Secretaria Especial da Cultura
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ECONOMIA CRIATIVA | Quatro cidades brasileiras foram selecionadas para concorrer ao título de Cidade Criativa da Unesco

Aracaju, Belo Horizonte, Cataguases e Fortaleza receberam a chancela do governo federal e se inscreveram no edital que vai selecionar as novas integrantes do programa da Unesco

Quatro municípios brasileiros estão inscritos no processo de seleção que irá escolher as novas integrantes da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2019. Aracaju (SE), na área de música; Belo Horizonte (MG), em gastronomia; Cataguases (MG), em cinema; e Fortaleza (CE), em design; estão concorrendo.

O pão de queijo é uma das atrações gastronômicas da cidade de Belo Horizonte, que concorre ao título de Cidade Criativa da Unesco (Foto: Divulgação)

O pão de queijo é uma das atrações gastronômicas da cidade de Belo Horizonte, que concorre ao título de Cidade Criativa da Unesco (Foto: Divulgação)

A seleção das quatro finalistas foi feita por uma comissão do Ministério das Relações Exteriores que recebeu, ao todo, propostas de 17 municípios. As cidades selecionadas receberam uma carta de aprovação do governo federal, exigência da Unesco para que as cidades se inscrevessem no edital. Apenas duas das quatros candidatas serão integradas à rede, de acordo com normas da seleção.

Segundo o diretor substituto de empreendedorismo cultural da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cidadania, Luiz Eduardo Lima de Rezende, “a ideia é fazer com que as cidades que recebam o selo de Cidades Criativas pela Unesco possam promover a cooperação entre toda a Rede”. Ainda de acordo com Rezende, o objetivo é a implementação de novas soluções para a melhoria do setor, a partir da troca de experiências sobre a economia criativa.

Experiência pela gastronomia


“Nunca imaginei que a gastronomia pudesse me levar tão longe”, afirma Eliana Ferreira (Foto: Agência Belém de Notícias)

Os benefícios de integrar a rede são muitos. É o que atesta o depoimento da cozinheira Eliana Ferreira, que há 31 anos exerce a profissão de boieira, como são chamadas as cozinheiras que vendem refeições no mercado Ver-o-Peso, em Belém. “Nunca imaginei que a gastronomia pudesse me levar tão longe. Ela me deu tudo”, conta ela.

A cidade de Belém foi eleita Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. E foi a partir daí, que uma oportunidade mudou para sempre a vida de Eliana: ela foi selecionada para participar de oficinas de culinária em Lisboa. Durante o intercâmbio, aprendeu novas técnicas e revelou segredos do seu tempero.

“Eu voltei de Lisboa com a mala cheia de experiências. Foi maravilhoso. Depois da viagem, eu mudei completamente a minha barraca, troquei as louças, as panelas. E tudo isso se reverte em vendas. Tem gente que chega à minha barraca por indicação de amigos ou por saber que a boieira Eliana já foi cozinhar em Portugal”, diz.

A capital paraense também viu outra de suas cozinheiras brilhar na Rede de Cidades Criativas. A chef Ângela Sicilia, uma das mais destacadas da capital, à frente do restaurante Famiglia Sicilia, ficou em segundo lugar no concurso “Gastronomic made in Italy”. Promovido pelas cidades italianas de Parma, Alba e Fabriano, o concurso estava aberto a chefs das cidades que integram a rede. Ao todo, 26 chefs de todo o mundo concorreram.

Para participar, Ângela precisou gravar um vídeo com sua receita e enviá-lo para a prefeitura de Belém, que se encarregou de inscrevê-la no concurso. “Entre a inscrição do prato, que foi um ravióli de maniçoba, que é uma fusão da culinária italiana com ingredientes nossos, até a seleção, foram 15, 20 dias, tudo aconteceu muito rápido”, narra a chef.

Seu prato foi escolhido como um dos finalistas, ao lado da receita do chef Daniel Paiva, de Florianópolis, e do norte-americano Pieter Sypesteyn. Os três foram convidados para apresentar suas criações em Parma. Para Ângela, foi uma premiação importante.

“Só de estar entre os três finalistas do concurso, aberto a chefs de todo o mundo, já foi uma grande vitória. E, ainda mais, porque além de ter sido a única mulher selecionada para a final desta edição, foi a primeira vez que uma mulher da Região Norte foi escolhida. Essa foi a primeira vez que a Região Norte, que o Pará, foi selecionado para este concurso internacional”, revela.

O Brasil na Rede de Cidades Criativas

A Rede de Cidades Criativas reúne mais de 180 municípios em todos os continentes com o objetivo de promover a cooperação entre cidades que têm na criatividade um fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. Atualmente, os municípios integrantes da rede estão distribuídos em sete diferentes setores criativos: gastronomia, cinema, música, design, artesanato e artes folclóricas, arte mídia e literatura.

Oito cidades brasileiras já integram a Rede: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR), em design; João Pessoa (PB), em artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), na música; e Santos (SP), no cinema.

Em 2018, para auxiliar os municípios brasileiros interessados em integrar a rede, a Secretaria de Economia Criativa e a Unesco lançaram um edital para auxiliar os gestores das cidades a elaborarem seu dossiê. Como resultado, 15 cidades receberam consultoria especializada.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
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ESCOLA DE CINEMA DO SERTÃO ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSOS GRATUITOS DE PRODUÇÃO PARA DOCUMENTÁRIO E ANIMAÇÃO EM STOP MOTION

No total, são mais de 20 cursos e oficinas ofertados esse ano.
As aulas acontecem 
a partir do dia 08 de julho, em Quixadá (CE)

 

A Escola de Cinema do Sertão – projeto desenvolvido pelo Instituto Assum Preto de Arte, Cultura, Cidadania e Meio Ambiente de Senador Pompeu – está com inscrições abertas para os cursos de Produção para Documentário e Animação em Stop Motion até dia (05/07). Para participar dos cursos, os candidatos devem ter disponibilidade e idade mínima de 16 anos. Os cursos são gratuitos e as inscrições podem ser realizadas por formulário eletrônico disponível no site do projeto www.escoladecinemadosertao.com.br, e nas páginas das redes sociais, facebook.com/escoladecinemadosertao/ e @escoladecinemadosertao.  Após as inscrições, ocorre o processo de seleção, com divulgação dos selecionados até o dia 05 de julho. Ao todo, entre cursos de qualificação e aperfeiçoamento, serão mais que 500 vagas distribuídas entre ex-alunos e novos integrantes da escola.

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

As aulas acontecem a partir do dia 08 de julho em Quixadá. No curso de Produção para Documentário os participantes aprendem a desenvolver de maneira simples e eficiente como produzir um documentário. Tem duração de 60 horas/aula e a grade curricular contempla todas as etapas de realização, além das técnicas de abordagem inerentes ao ofício do documentarista. Como atividade prática, os estudantes transformam em filmes os roteiros construídos pelos estudantes do curso de Roteiro para Documentário; oportunidade em que vivenciam na prática todo o processo de produção.

Já no curso de Animação em Stop Motion, que também está com inscrições abertas, os alunos adquirem os conhecimentos técnicos para o desenvolvimento das atividades de animação, passando por todo o processo da produção de um vídeo de animação – da elaboração do roteiro à finalização.

No mês de maio foi ministrado o curso de Roteiro para Cinema (filmes de ficção) e, nesta semana, estão sendo concluídas as atividades do curso de Roteiro para Documentário. Ainda esse ano deve começar o de Realização Audiovisual, anuncia o produtor cultural Adriano Souza, fundador do Instituto Assum Preto de Arte, Cultura, Cidadania e Meio Ambiente de Senador Pompeu. Para a próxima turma de Realização Audiovisual, a Escola de Cinema do Sertão firmou parceria com o Cinema Instantâneo (CI), integrando o Ceará nesse movimento cinematográfico que surgiu em São Paulo, mas que agrega cineastas dos estados da Paraíba e Pernambuco.

O CI tem a proposta de somar saberes e possibilidades transformadoras da vida de cada localidade em que se faz presente, revelando talentos e criando narrativas a partir do espaço e das pessoas de cada localidade. O movimento usa a arte como ferramenta que fundamenta o processo de comunicação, ensino e aprendizagem, expandindo suas ações, abrindo espaço e incentivando produções independentes. Dessa forma, contribui para a preservação da história das comunidades por onde passa e, consequentemente, para o desenvolvimento cultural e regional das mesmas. Cada atividade realizada, além de envolver toda a sociedade, prestigia e ressignifica a memória local, por meio das narrativas imagéticas dos espaços e das pessoas.

“Buscamos novas parcerias para agregar conhecimento, provocar reflexões e proporcionar novas vivências aos nossos alunos. Afinal, a escola é para quem deseja mergulhar nos estudos teóricos e práticos do fazer cinematográfico e audiovisual. Para os nossos jovens, essa é a oportunidade de ir além da formação técnica e adquirir competência profissional, seja para atuar no mercado de trabalho ou para desenvolver seus projetos autorais”, explica Adriano. Apenas em 2019, a Escola de Cinema do Sertão deve atender mais de 1000 alunos dos municípios de Quixadá, Quixeramobim, Pedra Branca, Ibicuitinga e Senador Pompeu.

Sobre a Escola de Cinema do Sertão

O projeto Escola de Cinema do Sertão atua com formação técnica e produção audiovisual desde 2012, especialmente em Quixadá. O projeto já possibilitou formação a mais de 800 jovens no Sertão Central do Ceará, e produziu 21 curtas-metragens, entre filmes de animação, documentário e ficção, com temáticas diversas, como: cidadania, patrimônio, cultura, meio ambiente, quilombolas etc., muitos dos quais premiados em festivais nacionais e internacionais.

A programação de cursos da Escola de Cinema do Sertão conduz os participantes a uma imersão no processão de produção audiovisual, desde a elaboração de roteiro até a edição, passando por todas as etapas fundamentais da realização. No total, oferta mais de 10 cursos gratuito. As qualificações contemplam: Roteiro para Cinema, Roteiro para Documentário; Produção para Documentário; Animação em Stop Motion; Roteiro e Desenho de Animação em 2D; Produção para Cinema, Publicidade e Novas Mídias; além de Realização Audiovisual.  Já os aperfeiçoamentos são nas áreas de Linguagem Audiovisual e Videomapping; Técnicas e Produção de Jogos RPG; Concepção, Gestão, Captação de Recursos e Financiamento para conteúdo Audiovisual.

O projeto Escola de Cinema do Sertão é realizado pelo Instituto Assum Preto de Arte, Cultura, Cidadania e Meio Ambiente, produzido pela Assum Preto Produções em parceria com o NAVI – Núcleo de Pesquisas e Experimentos Audiovisuais do Instituto Federal do Ceará campus Quixadá, e o apoio cultural da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará através do Edital Cinema e Vídeo, a Casa de Saberes Cego Aderaldo e a Prefeitura Municipal de Quixadá.

Serviço:

CURSO: Produção para Documentário

Inscrições: De 26/06 a 05/07

Aulas: De 08/07 a 20/07

Local/Endereço: Casa de Saberes Cego Aderaldo – Praça José de Barros (Praça do Leão) – Quixadá

Horário: das 8h30min às 22h

Pré-requisitos: Idade mínima de 16 anos

GRATUITO

 

CURSO: Animação em Stop Motion

Inscrições: 26/06 a 05/07

Curso: 08/07 a 19/07

Local/Endereço: IFCE campus Quixadá

Horário: das 8h às 11h30 (Manhã)*

Pré-requisitos: Idade mínima de 16 anos

*Haverá ônibus saindo diariamente da Praça do Leão às 7h30min e retornando às 11h40min

GRATUITO

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IBRAM | Museu em Alcântara retrata história da aristocracia rural maranhense do século XIX

Criado em novembro de 2004, Museu Casa Histórica de Alcântara retrata os tempos do Brasil Imperial por meio da sua arquitetura colonial e de seu acervo

Criado em novembro de 2004, o Museu Casa Histórica de Alcântara retrata os tempos do Brasil Imperial por meio da sua arquitetura colonial e de seu acervo (Fotos: Divulgação)

Criado em novembro de 2004, o Museu Casa Histórica de Alcântara retrata os tempos do Brasil Imperial por meio da sua arquitetura colonial e de seu acervo (Fotos: Divulgação)

Preservar a memória da antiga aristocracia maranhense, de quando o trabalho escravo sustentava o sistema de vida luxuoso na cidade de Alcântara, com seus engenhos de açúcar, de extração de sal e os cultivos de arroz, fumo e algodão, é o objetivo do Museu Casa Histórica de Alcântara, administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cidadania. Instalado em um sobrado colonial na Praça da Matriz, o museu e seu acervo possibilitam lançar um olhar sobre a história do Brasil e do município, localizado a cerca de 400 quilômetros de São Luís e sede do Centro de Lançamento de Foguetes da Força Aérea Brasileira por sua localização estratégica próxima à Linha do Equador.

Criado em novembro de 2004, o Museu Casa Histórica de Alcântara retrata os tempos do Brasil Imperial por meio da sua arquitetura colonial e de seu acervo, expondo a opulência dos hábitos e costumes da aristocracia rural da cidade maranhense durante o século XIX. Segundo a diretora da instituição, Karina Costa, os barões, na época, usavam o sobrado como casa de veraneio e como entreposto de mercadorias produzidas nos engenhos para serem levados a São Luís. Um dos últimos barões a viver no sobrado, um alfaiate chamado Antonino da Silva Guimarães, comprou muitas propriedades na região, incluindo o que havia dentro delas. No sobrado, na parte de baixo, havia uma loja de tecidos e armarinho e outra de gêneros alimentícios e utilitários domésticos, além de uma botica. “Nesse comércio, ele fez muitas negociações de escambo, então muitas dessas peças que ele negociou acabaram ficando dentro do prédio e isso tudo foi se transformando em acervo”, conta.

São cerca de mil peças e obras que retratam o período, como mobiliário, indumentárias, acessórios, louças, iconografias, cerâmicas e azulejos. “Nós temos, por exemplo, jogos de porcelana inglesa, japonesa e francesa, além de baixelas, jogos de jantar e toda parte de cozinha. Há também peças de mobília europeia, em madeira de sândalo e em madeira trabalhada, que vão do século XIX ao século XX”, exemplifica.

Ampliação

Recentemente, um projeto de restauração e ampliação do Museu Casa Histórica de Alcântara foi aprovado pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça. Serão repassados ao museu, até 2021, quase R$ 6,8 milhões, em parcelas anuais, a primeira – de R$ R$ 1,35 milhão – já em 2019.

Com os investimentos, o escopo do museu deverá ser ampliado. “Nossa nova proposta é abordar Alcântara a partir do Período Cretáceo, porque temos na cidade uma área em que foram detectados muitos fósseis de dinossauros, chegando até a era espacial”, explica Karina Costa, referindo-se à base de lançamento de foguetes. “E no meio disso vamos retratar o período indígena, o europeu, a chegada dos africanos e o período pós-abolição, falando também das culturas”, informa.

Os recursos serão investidos em obras de restauração e requalificação, incluindo reparos de infraestrutura e reforço de segurança contra incêndio, entre outras benfeitorias. Este é um dos 29 projetos ligados à área da cultura selecionados neste ano pelo FDD, com um investimento total de mais de R$ 200 milhões. Os recursos são provenientes de condenações judiciais, multas e indenizações repassadas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça, para a reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

Serviço

Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30. Sábados, Domingos e Feriados, das 9h30 às 14h.
Email: mcha@museus.gov.br
Telefone: (98) 3337-1515
Endereço: Praça Gomes de Castro (Praça da Matriz), 7 , Centro, Alcântara, MA – CEP: 65250-000.
Entrada franca

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CINEMA | Inscrições abertas para seleção de candidato brasileiro ao Oscar

Filme escolhido vai disputar vaga entre os indicados ao prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional. Inscrições vão até 16 de agosto

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Começou nesta terça-feira (2) o processo de seleção do longa-metragem brasileiro que disputará uma vaga entre os cinco indicados ao Prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional (anteriormente Melhor Filme em Língua Estrangeira) da Academy of Motion Picture Arts and Sciences – Oscar 2020. As inscrições deverão ser feitas até as 18 horas do dia 16 de agosto, por meio do formulário disponível no portal oscar.cultura.gov.br. Para ter acesso ao formulário, é necessário cadastrar-se no site.

Para participar do processo seletivo, o filme deve ter sido lançado e exibido inicialmente no Brasil, entre 1º de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019, em sala de cinema comercial, por pelo menos setes dias consecutivos. Caso a estreia do filme seja em algum festival, mesmo internacional, a participação na disputa também é permitida. A inscrição deverá ser feita pela produtora titular dos direitos da obra ou pela distribuidora autorizada, que poderá inscrever sob o mesmo cadastro quantos filmes desejar.

O anúncio do resultado da seleção será feito no dia 27 de agosto. A produtora ou distribuidora do filme selecionado terá até 1º de outubro para enviar à Academy of Motion Picture Arts and Sciences uma cópia do filme em 35mm ou 70mm, juntamente com os demais documentos estabelecidos no edital do concurso.

“Esta escolha do candidato brasileiro ao Prêmio de Melhor Longa Metragem Internacional é uma seleção importante, pois dá visibilidade ao cinema brasileiro e incrementa a bilheteria desses filmes, não só do filme selecionado, mas de todos os inscritos”, destaca o secretário do Audiovisual do Ministério da Cidadania, Pedro Peixoto.

Especialistas da seleção

Selecionada desde 2017 pela Academia Brasileira de Cinema (ABC), a equipe responsável pela avaliação e escolha do filme a ser indicado pelo Brasil será presidida pela diretora Anna Muylaert. Os demais membros titulares são o crítico de cinema Amir Labaki, o diretor e roteirista David Schurmann, a produtora e curadora Ilda Santiago, o roteirista Mikael de Albuquerque, as produtoras Sara Silveira e Vânia Catani, o diretor de fotografia Walter Carvalho e o produtor e diretor Zelito Viana. Os suplentes serão a produtora e diretora Adriana Dutra e o distribuidor Márcio Fraccaroli.

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, foi o longa selecionado para disputar uma vaga entre os indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar de 2019. Na edição de 2018, o indicado foi Bingo, o Rei das Manhãs, de Daniel Rezende. Nos últimos anos, também foram indicados Pequeno Segredo, de David Schürmann (2017); Que horas ela volta?, de Anna Muylaert (2016); Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro (2015); O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho (2014); O Palhaço, de Selton Mello (2013); Tropa de Elite 2: o inimigo agora é outro, de José Padilha (2012); Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto (2011); e Salve Geral, de Sérgio Rezende (2010).

Confira a portaria do Diário Oficial da União sobre as inscrições

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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FOMENTO | Quer apresentar uma proposta cultural? Saiba como utilizar a Lei Federal de Incentivo à Cultura

Por meio da lei, qualquer pessoa pode apresentar um projeto, que vai desde a publicação de um livro à realização de um espetáculo teatral

Publicar um livro, organizar uma oficina de artes para as crianças da sua comunidade, reunir obras em uma exposição, produzir um espetáculo de teatro, realizar uma feira literária ou um festival de cinema ou de música. Esses são alguns dos exemplos do que pode ser feito por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O melhor é que qualquer pessoa – seja artista, produtor cultural, líder comunitário ou simplesmente alguém que queira contribuir de forma positiva para seu bairro, comunidade ou cidade – pode participar. Isso sem falar nas instituições privadas, associações e organizações não governamentais. A lei é democrática e aceita diversos tipos de proponentes, como são chamadas as pessoas ou instituições que apresentam os projetos culturais.

De acordo com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cidadania, José Paulo Soares Martins, um dos principais propósitos da atual gestão é permitir que toda pessoa que tenha interesse em cadastrar um projeto cultural na Lei de Incentivo tenha essa possibilidade, de forma bastante facilitada. “É importante que não só artistas, proponentes e empresários, mas as pessoas em geral que tenham interesse em algum projeto que possa beneficiar aqueles que se encontram sem acesso à cultura, tenham a noção clara da possibilidade de utilização da Lei de Incentivo”, destaca.

Para inscrever um projeto, o proponente precisa seguir diversas etapas. Mas nem por isso o processo é complicado. Pelo contrário: a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) da Secretaria Especial da Cultura tem tornado esse passo a passo cada vez mais fácil. De acordo com Martins, o processo de entrada de informações dentro do sistema é simples. “As pessoas, às vezes, se assustam, pois acreditam que vão ter dificuldades para operar o sistema. No caso específico do Salic (Sistemas de Apoio às leis de Incentivo à Cultura), ele terá uma série de informações disponibilizadas que dão a orientação de como fazer o cadastramento”, avalia.

Passo a passo

Para começar, o interessado deve acessar o Salic no endereço www.salic.cultura.gov.br. No primeiro acesso, basta clicar em Não Sou Cadastrado e preencher todos os campos que aparecem. Uma vez concluído o cadastro, as instruções para o acesso, assim como a senha, são enviadas por e-mail.

Chegado o momento de cadastrar uma proposta, o interessado deve entrar no Salic e clicar em Nova Proposta. É importante ressaltar que o cadastro pode ser feito em etapas, não há um prazo definido – pode levar dias ou semanas. Basta que o proponente salve as informações inseridas para que elas permaneçam no corpo da proposta na próxima vez em que entrar no sistema.

Dados básicos e informações técnicas

Em linhas gerais, o proponente terá que inserir as informações básicas, tais como resumo do projeto, se será realizado em uma data fixa (Natal, Carnaval) ou não, dados bancários, qual o tipo da proposta, data de execução, objetivos gerais e específicos, justificativa e ações que garantam a acessibilidade e a democratização do acesso, como distribuição de entradas gratuitas.

Se as informações básicas são a alma, a razão de ser do projeto, a parte técnica define o corpo da proposta, como ela realmente será executada. Nesses campos, será preciso descrever as etapas de desenvolvimento da proposta, a ficha técnica, com os currículos dos profissionais envolvidos, além da descrição de características importantes das atividades, como a programação de um seminário, por exemplo. Também é preciso detalhar se haverá itinerância, ou seja, em quais locais o projeto será desenvolvido e qual o plano de distribuição (quantas entradas serão vendidas, destinadas a patrocinadores, doadas etc).

Planilha orçamentária

Um dos itens de maior detalhamento é a planilha orçamentária. Nela, devem constar todos os custos envolvidos na execução da proposta, como materiais de escritório, cachês, impostos, custos de envio, aluguel do espaço, figurinos, direção e instrumentos musicais, entre outros. Aqui, o proponente precisa pensar e inserir o valor até do parafuso para a montagem do cenário.

A planilha, possivelmente, é uma das partes mais complexas e detalhadas da proposta. Caso o proponente não tenha experiência prévia na realização de projetos, é aconselhável buscar ajuda de um profissional ou de alguém que já tenha feito algo semelhante. Embora as propostas tenham gastos comuns, como custos de administração, de divulgação, de prestação de contas (é obrigatória a contratação de um contador), os itens do orçamento mudam completamente de acordo com o tipo de projeto. Por exemplo, para a impressão de um livro, é preciso inserir o cachê do escritor, do revisor ortográfico, do diagramador, os custos de impressão, de distribuição. Já para a montagem de uma feira, é preciso orçar toda a estrutura, equipamento de som, iluminação, seguranças, serviço de limpeza e atrações artísticas, entre outros.

“O importante é que o proponente tenha claro o que ele pretende com relação ao seu projeto e os investimentos que ele precisa realizar para que esse projeto tenha efetividade, além de seguir o passo a passo que está colocado à disposição para a inclusão dos dados dentro do sistema”, destaca o secretário José Paulo Soares Martins.

Depois de preencher a planilha orçamentária, é hora de anexar a documentação do proponente, com cópias do RG e CPF, currículos e portfólios. No caso de pessoas jurídicas, é necessário incluir o cartão do CNPJ, RG e CPF dos dirigentes, cópia do ato constitutivo, cópia da ata de eleição da diretoria e relatório de atividades culturais realizadas (materiais de divulgação, matérias de jornal etc.).

Análise técnica

Com a documentação anexada, a proposta está pronta para ser enviada para a análise técnica da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. Depois que for enviada, o proponente deverá checar o Sistema com frequência para ver se há qualquer diligência, ou seja, se os técnicos estão solicitando esclarecimentos ou informações adicionais.

De acordo com o secretário, todo o processo está mais ágil. “As respostas ao proponente sobre o andamento da sua proposta e a transformação dessa proposta num projeto cultural efetivo se dão em prazos bastante curtos, de forma que a gente está com um ambiente bastante favorecido para que os cidadãos possam acessar a Lei de Incentivo à Cultura”, observa.

No site da Lei Federal de Incentivo à Cultura, estão disponibilizados uma série de tutoriais que, de forma detalhada, auxiliam o proponente a inscrever sua proposta. Acesse aqui os tutoriais.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
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CULTURAS POPULARES | Culturas Populares: com um prato e uma faca em mãos, Dona Aurinda faz música e se destaca no samba de roda

Mestra sambadeira foi uma das contempladas, em 2018, com o Prêmio Culturas Populares. Inscrições para a edição de 2019, que homenageia o cantor gaúcho Teixeirinha, estão abertas até 16 de agosto


Com os instrumentos nas mãos ligeiras, Dona Aurinda se tornou conhecida na Bahia ao difundir o samba de roda e algumas outras variações, como o samba de chula e o samba corrido (Foto: Luís Pereira)

Além da terra de todos os santos, a Bahia é também o estado natal de Aurinda Raimunda da Anunciação. Aos 84 anos, ela é conhecida como mestra sambadeira, atuante nas atividades dos quilombos do Tereré e Maragogipinho, na Ilha de Itaparica, onde nasceu e vive até hoje. Na comunidade simples, de terra batida, ela participa de apresentações de samba tocando um prato com faca. Com os instrumentos nas mãos ligeiras, Dona Aurinda se tornou conhecida na Bahia ao difundir o samba de roda e algumas outras variações, como o samba de chula e o samba corrido.

Em 2018, Dona Aurinda foi contemplada com o Prêmio Culturas Populares, promovido pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. A mestra ficou muito agradecida com a premiação. “Foi muito bom, chegou na hora certa, porque pelo menos eu me desapertei [financeiramente]. Muito obrigada, Deus dê saúde, prosperidade e que abra sempre o caminho de vocês”. O prêmio, que está com inscrições abertas até 16 de agosto para a sétima edição, é um reconhecimento àqueles que estimulam e valorizam as mais diversas expressões da cultura brasileira.

Dona Aurinda conta que, desde criança, já participava das rodas de samba na companhia do irmão mais velho, Gerson Francisco da Anunciação, o Gerson Quadrado – com mãe falecida e pai ausente, foi o irmão Gerson quem a criou. Ela tomou gosto pela coisa. Hoje em dia, a mestra gosta de ressaltar nas músicas os assuntos da vida, dos conflitos e angústias do cotidiano às paixões avassaladoras. “Eu sempre toquei com meu irmão, mas depois que ele faleceu aí eu comecei a tocar só. Chegava em qualquer grupo, eu entrava e tocava mesmo. Até quando eu arranjei umas pessoas respeitadas, sérias, que estão me acompanhando até hoje”, conta.

Anatelson das Neves, presidente da Associação Quilombo do Tereré, que reúne 478 famílias, conta que Dona Aurinda é uma celebridade na Ilha de Itaparica. “Como ela mora na nossa comunidade e faz parte do nosso museu, da nossa história, da nossa família da comunidade quilombola Tereré e Maragogipinho, em todas as festas do município, casamento, aniversário, a gente convida ela”, explicou. “Com todos os saberes dela, tudo é motivo de samba, tudo é celebração”, arremata.

Dona Aurinda ganhou um museu na comunidade, o Museu da Memória Viva Quilombo Tereré Maragogipinho. Uma iniciativa da Associação de Arte e Cultura Quilombo do Tereré e de moradores locais, o museu preserva as memórias e fortalece a identidade quilombola da comunidade. “Aqui a gente tem ela como uma fundadora, uma mãe, uma amiga, uma pessoa que precisa ter um olhar diferenciado por nós”, ressalta Anatelson. Além de atuar nas rodas, Dona Aurinda, mãe de quatro filhos, ainda é benzedeira, marisqueira e vendedora de acarajé.

Integram o currículo da mestra passagens pelo grupo Samba Tradicional da Ilha e pela Casa do Samba de Santo Amaro, inaugurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cidadania. Com as portas abertas desde setembro de 2007, o espaço tem a missão de preservar o samba de roda da região.

Samba de roda

O samba de roda é uma das principais matrizes do samba brasileiro e foi registrado como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan em 2004. Essa manifestação está enraizada em todo o estado da Bahia. Ao som de viola, pandeiros e prato-e-faca, os sambadeiros e sambadeiras formam a roda e dançam o miudinho – movimentos de sapateados para frente e para trás, com os pés, acompanhados dos quadris.

Prêmio Culturas Populares 2019

Estão abertas até 16 de agosto as inscrições para a 7ª edição do Prêmio Culturas Populares, que vai dar R$ 20 mil a 250 mestres, mestras e Pontos de Cultura que estimulem e valorizem as mais diversas expressões da nossa cultura, como o cordel, o frevo, a quadrilha, o maracatu, o jongo, a capoeira, as culinárias regionais e o bumba meu boi, entre muitos outros. Neste ano, o homenageado será o cantor e ator Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, um dos principais nomes da música tradicional do Rio Grande do Sul. Saiba mais.

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Secretaria Especial da Cultura
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