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As oficinas do Prêmio Culturas Populares chegarão ao nordeste dia 1º de julho

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O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), promove, a partir da próximo sábado (1), oficinas gratuitas e abertas ao público em várias regiões do nordeste; o intuito é orientar os interessados sobre o processo de inscrições para o Prêmio Culturas Populares Leandro Gomes de Barros. O edital, lançado neste mês, vai premiar, com R$ 10 mil, 500 iniciativas culturais que valorizam a cultura popular brasileira.

Falta pouco! As oficinas do Prêmio Culturas Populares chegarão ao nordeste dia 1º de julho.

Confira o nosso calendário aqui embaixo, ache a cidade mais perto de você e venha tirar as suas dúvidas com a gente! É de graça!

Pernambuco (PE)

✔ Olinda

Quando? 1º de julho, das 8h às 12h
Onde?  Prefeitura Municipal de Olinda (Salão Nobre), Rua de São Bento, 160

 ✔ Ilha de Itamaracá

Quando? 3 de julho, das 8h às 12h
Onde? Secretaria de Educação (Auditório), Av. Padre Tenório, 192

Paraíba (PB)

✔ João Pessoa

Quando? 3 de julho, das 14h30 às 18h30
Onde? Funesc – Fundação Espaço Cultural (Rampa 3 – Auditório 1)
Rua Abdias Gomes de Almeida, 800

 ✔ Conde

Quando? 4 de julho, das 8h às 12h
Onde? Núcleo de Cultura do Município do Conde
Rod. PB-018, S/N

 ✔ Pombal

Quando? 4 de julho, das 14h às 18
Onde? Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Arruda Câmara
Rod. Gov. Antonio Mariz (BR-230), S/N

Rio Grande do Norte (RN)

✔ Natal

Quando? 5 de julho, das 8h às 12h
Onde? Teatro de Cultura Popular Chico Daniel
Rua Judiaí, 641

Para participar, basta o interessado se inscrever neste link. As vagas são limitadas por ordem de inscrição. As turmas serão ministradas pelo coordenador-geral de mobilização da SCDC, Jorge Adolfo Freire e Silva.

O Prêmio

O Prêmio Culturas Populares Leandro Gomes de Barros vai premiar 500 iniciativas que fortaleçam as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem.

Exemplos dessas iniciativas são o Cordel, a Quadrinha, o Maracatu, o Jongo, o Cortejo de Afoxé, o Bumba-Meu-Boi e o Boi de Mamão, entre outros. Só não estão incluídas Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, Hip Hop e Capoeira, por já serem objeto de editais específicos lançados pelo MinC.

Das 500 premiações, 200 serão destinadas a pessoas físicas, outras 200 a coletivos culturais sem constituição jurídica, 80 a pessoas jurídicas sem fins lucrativos e com natureza ou finalidade cultural e 20 a herdeiros de mestres já falecidos (In Memorian), em homenagem à dedicação do trabalho voltado aos saberes e fazeres populares e às expressões culturais, com reconhecimento da comunidade onde viveram e atuaram.

Inscrições para o edital

Cada candidato poderá apresentar apenas uma iniciativa para a seleção. As inscrições, abertas até 28 de julho, poderão ser feitas pela internet ou por via postal. Em caso de inscrição on-line, a documentação prevista no edital deverá ser preenchida, assinada e anexada ao Sistema de Acompanhamento às Leis de Incentivo à Cultura – SalicWeb.

 Caso o candidato prefira realizar a inscrição por via postal, ela deverá ser enviada com aviso de recebimento obrigatório (AR) simples ou entrega rápida para o endereço especificado no edital.

 

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O mundo mágico de mestre Sebá em Caruaru, Pernambuco

No São João de Caruaru, em Pernambuco, dançarinos pernas de pau nem de longe dizem respeito a gente sem ritmo. Usando aparatos de madeira de 80 centímetros a 1 metro de altura, os seis casais de quadrilheiros da Cia Pernas pra Circulá esbanjam desenvoltura na irreverente apresentação de quadrilha desenvolvida pelo fundador da Cia, o pernambucano Mestre Sebá, nome artístico de Sebastião Alves Cordeiro, ator e mestre mamulengueiro.

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“Na quadrilha, fazemos uma referência aos mestres da cultura popular do Norte e do Nordeste”, explica mestre Sebá. “É bem diferente, as pessoas gostam e ficam se perguntando como é possível dançar daquele jeito com as pernas de paus”, conta.

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Mestre Sebá (no alto), criador da Cia Pernas pra Circulá, desenvolveu uma quadrilha em que os dançarinos utilizam pernas de pau (Fotos: Janine Moraes/Ascom MinC)

A Cia Pernas Pra Circulá, criada em 2002, é apenas uma das atividades desenvolvidas por Mestre Sebá. Não à toa, o artista ganhou, em 2016, o título de Cidadão de Caruaru, um reconhecimento público pelos seus “relevantes e inestimáveis serviços prestados ao município, principalmente na área cultural”.

Mamulengos

Entre as 400 apresentações da festa de São João de Caruaru, realizada entre 3 e 29 de junho, reunindo cerca de 2,5 milhões de pessoas, outro trabalho desenvolvido por Mestre Sebá se destaca: o Teatro Oficina Mamusebá. Uma pequena porta, em meio à festa, chama a atenção dos passantes para o mundo lúdico e encantado dos mamulengos, bonecos com “mãos moles”, e para os ventrículos.

Com bancos de chitão, luzes, exposição de bonecos e espaço para lanches, Mestre Sebá se apresenta e promove oficinas no local. “Aqui não é só o lúdico, tem trabalho de formação e de educação”, informa. “Para onde você olhar aqui tem minhas mãos, meu orgulho”, completa.

“O mamulengo para mim é a minha vida. Ele fala todas as línguas”, diz. “Sou feliz porque vejo como as pessoas saem daqui felizes. Vem gente de todas as regiões do Brasil e pais que vinham para minhas apresentações quando eram crianças”, lembra.

Longa estrada

Nascido em 1957 em Sertânia, no agreste pernambucano,Mestre Sebá mudou-se para Caruaru na década de 1970 com o sonho de ser artista de cinema. E foi por lá , na década de 1980, que teve contato e que se apaixonou pelos bonecos mamulengos. Fundou o Teatro de Mamulengos Mamusebá e o Teatro Garagem Mamusebá. No currículo, também acumula atuações premiadas no teatro e no cinema e, recentemente, teve participação na novela “Velho Chico”.

Ao fazer a retrospectiva de seu passado, mestre Sebá não se arrepende do caminho escolhido. “Foi com a cultura popular que aprendi a ser gente. Meu conhecimento eu não troco e não troco Hollywood por Caruaru”, afirma. “Prefiro estar aqui, construindo e educando”, diz.

Prêmio Culturas Populares

O Prêmio Culturas Populares Leandro Gomes de Barros lançado pelo Ministério da Cultura em Caruaru (PE) na última quinta-feira (22) incentiva atividades como as desenvolvidas pelo mestre Sebá. Com inscrições abertas até 28 de julho, o objetivo é premiar 500 iniciativas em todo o País que valorizem manifestações culturais populares brasileiras. O valor do prêmio é de R$ 10 mil para cada iniciativa. Saiba mais.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Divulgada seleção para o 27º Cine Ceará

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O 27° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, que acontece de 5 a 11 de agosto em Fortaleza, acaba de divulgar a lista de filmes selecionados para as mostras competitivas ibero-americana de longa-metragem e brasileira de curta-metragem. Os filmes foram escolhidos dentre mais de mil inscritos, dos quais 260 longas de 17 países e 853 curtas de 25 estados do Brasil, sendo 97 do Ceará. Nesta edição participam sete longas e 14 curtas.

Dentre os destaques na Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem estão dois filmes brasileiros que fazem sua première mundial no festival cearense: “Malasartes e o Duelo com a Morte”, de Paulo Morelli, superprodução da O2 Filmes com o maior número de efeitos especiais da história do cinema no País, com Jesuíta Barbosa, Isis Valverde, Julio Andrade, Leandro Hassum e Vera Holtz no elenco; e “Pedro sob a cama”, de Paulo Pons (Vingança), com Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Também estão na disputa cinco longas que serão exibidos no Brasil pela primeira vez: “Santa e Andrés” (Cuba/França), de Carlos Lechuga, que venceu 11 prêmios em festivais, incluindo melhor filme, atriz (Lola Amores) e roteiro no Festival de Guadalajara, no México, e o XI Prêmio Julio Alejandro de Roteiro, no SGAE; o chileno “Uma mulher fantástica”, de Sebastián Lelio (Glória), que conquistou o Urso de Prata de roteiro e o Prêmio Teddy no Festival de Berlim; o argentino “Ninguém está olhando”, de Julia Solomonoff, vencedor do prêmio de melhor ator (Guillermo Pfening) no Festival de Tribeca, em Nova York, “O homem que cuida” (República Dominicana/Porto Rico/Brasil), de Alejandro Andújar, que participou do Festival de Roterdã, e “Últimos dias em Havana” (Cuba/Espanha), de Fernando Pérez, premiado melhor filme latino-americano no Festival de Málaga.

Dentre os curtas brasileiros, destaque para “Vênus – Filó a fadinha Lésbica”, de Sávio Leite, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, na Alemanha; “Mehr Licht!”, de Mariana Kaufman e “Valentina”, de Estevão Meneguzzo, exibidos no Festival de Edimburgo, na Escócia. Cinco curtas cearenses participam da mostra: “A Balada do Sr. Watson”, de Firmino Holanda; “Caleidoscópio”, de Natal Portela; “Do Que Se Faz De Conta”, de Amanda Pontes e Michelline Helena; “Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma”, de Felipe Camilo, e “Vando Vulgo Vedita”, de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus.

Na competitiva de longas serão agraciados com o troféu Mucuripe os vencedores nas categorias Melhor Filme, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. Convidado do festival, o jornalista Rodrigo Fonseca assina a curadoria dos longas junto a Margarita Hernández, coordenadora geral do Cine Ceará, e Wolney Oliveira, diretor do festival. Na curadoria dos curtas estão a professora e cineasta Beatriz Furtado e o cineasta e programador de cinema Salomão Santana.

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem:

Malasartes e o Duelo com a Morte – Paulo Morelli. Ficção. 110min. Brasil. 2017 (Première Mundial)

Ninguém está olhando / Nadie nos mira – Julia Solomonoff. Ficção. 102min. Argentina. 2017 (Première Brasil)

O homem que cuida / El hombre que cuida – Alejandro Andújar. Ficção. 85 min. República Dominicana/Porto Rico/Brasil. 2017 (Première Brasil)

Pedro sob a cama – Paulo Pons. Ficção. 100 min. Brasil. 2017 (Première Brasil)

Santa e Andrés / Santa y Andrés – Carlos Lechuga. Ficção. 105 min. Cuba/França. 2016 (Première Brasil)

Últimos dias em Havana / Últimos días en la Habana – Fernando Pérez. Ficção. 93 min. Cuba/Espanha. 2017 (Première Brasil)

Uma mulher fantástica / Una mujer fantástica  – Sebastián Lelio. Ficção. 100 min. Chile. 2017 (Première Brasil)

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:

A Balada do Sr. Watson – Firmino Holanda. Documentário. 21 min. Ceará. 2017.

Algo do que Fica – Benedito Ferreira. Ficção. 23min. Goiás. 2017.

Caleidoscópio – Natal Portela. Ficção. 18min. Ceará. 2017.

Do Que Se Faz De Conta – Amanda Pontes e Michelline Helena. Ficção. 16min. Ceará. 2016.

Festejo Muito Pessoal – Carlos Adriano. Experimental. 8 min. São Paulo. 2017.

Fogo Selvagem – Diogo Hayashi. Ficção. 18min. São Paulo. 2017.

Manual – Letícia Simões. Documentário. 07min. Rio de Janeiro. 2016.

Mehr Licht! – Mariana Kaufman. Experimental. 10min. Rio de Janeiro. 2017.

Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma – Felipe Camilo. Documentário. 11min. Ceará. 2017.

O Estacionamento – William Biagioli. Ficção. 16 min. Paraná. 2016.

Simbiose – Júlia Morim. Documentário. 20min. Pernambuco. 2017.

Valentina – Estevão Meneguzzo e André Felix. Ficção. 17min. Rio de Janeiro. 2017.

Vando Vulgo Vedita – Andréia Pires e Leonardo Mouramateus. Ficção. 08 min. Ceará. 2017.

Vênus – Filó a fadinha Lésbica – Sávio Leite. Animação. 06 min. Minas Gerais. 2017.

Posteriormente o Cine Ceará divulgará o resultado dos selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, os filmes que terão exibição especial e a programação completa do festival. O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes e conta com patrocínio da SP Combustíveis e M. Dias Branco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da OI e ENEL através do Mecenato Estadual do Ceará. Conta ainda com Apoio Cultural da OI FUTURO e Indaiá.

SERVIÇO

27° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema
De 5 a 11 de agosto de 2017 em Fortaleza.
Informações: www.cineceara.com.
E-mail: contatos@cineceara.com.
Tel: (85) 3055-3465.

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BAHIA: Jornalista lança mapeamento de escritoras negras da Bahia

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e o Dia Nacional do Escritor, ambos em 25 de julho, reflete-se sobre a alarmante ausência de representantes negras em um dos espaços mais importantes de construção social: a literatura.

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Buscando evidenciar a arte de mulheres negras baianas e em reforço à Década Internacional de Afrodescendentes, decretada pela ONU entre 2015 e 2024, a escritora Calila das Mercês, mulher negra, baiana, jornalista e pesquisadora em literatura, lança o projeto “Escritoras Negras da Bahia”. Reunindo o trabalho de poetas, contistas, romancistas e artistas literárias em geral, a iniciativa traz um mapeamento e diagnóstico das escritoras negras da Bahia e dá acesso a grupos minoritários à arte e literatura.

Com o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural e Secretaria de Cultura da Bahia, o projeto contempla três diferentes produtos. O primeiro deles é o website, que será lançado no dia 7 de julho, trazendo um mapeamento e diagnóstico das escritoras negras da Bahia, com acesso às redes sociais e blogs dos seus trabalhos, além de um perfil com histórico sobre a arte literária e atuações. “A ideia do site é fomentar a produção literária na Bahia, porque quem é da área sabe a dificuldade que é viver de literatura, principalmente para a mulher negra”, explicou Calila.

Além do site, o “Escritoras Negras da Bahia” promove, entre 7 e 20 de julho, um ciclo de oficinas voltadas a mulheres de comunidades afro-indígenas, nas cidades de Alcobaça, Caravelas e Prado (Cumuruxatiba), Extremo Sul da Bahia, e duas palestras – uma na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus de Teixeira de Freitas, e outra no Fórum de Cultura, em Caravelas. Ao todo, serão mobilizadas 180 mulheres para tratar de temas como literatura, cinema, tecnologia e resistência, com as presenças das pesquisadoras Kênia Freitas, doutora em Comunicação e Cultura da UFRJ, e Raquel Galvão, doutoranda em Teoria e História Literária da Unicamp.

O último produto do projeto é um e-book bilingue (Português e Inglês), com textos acadêmico-culturais relacionados à negritude e à autoria negra, perfis de escritoras negras e intervenções artísticas na Bahia. “O diferencial do projeto é o ineditismo e também o alcance que ele terá, não apenas para potencializar uma única escritora, mas para fortalecer um coletivo de mulheres negras que fazem arte literária”, concluiu Calila.

A jornalista é doutoranda em Literatura na Universidade de Brasília (UnB), mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e bacharel em Comunicação social com habilitação em Jornalismo pela Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Idealizadora, roteirista e codiretora do curta-metragem “Antônio, o menino que queria ser Castro Alves”, recebeu o Prêmio Pesquisa Literária da Fundação Biblioteca Nacional 2015 pela dissertação de mestrado que deu origem ao filme. Pelo projeto “Escritoras Negras da Bahia” recebeu o prêmio Antonieta de Barros – Jovens Comunicadores Negros e Negras pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Justiça e Cidadania.

Serviço:

Palestra “Literatura de autoria negra: resistência e pluralidade da memória”

Com Calila das Mercês, doutoranda em Literatura na Universidade de Brasília (UnB)
Data: sexta-feira (07/07), Universidade do Estado da Bahia em Teixeira de Freitas, às 19h
Data: sábado (08/07), no Fórum de Cultura de Caravelas, às 18h
Inscrição gratuita no link https://goo.gl/rq9q28

Oficina “Escrevivências: resistência e representações na literatura de escritoras negras”

Com Calila das Mercês, doutoranda em Literatura na Universidade de Brasília (UnB)
Data: 09 e 10/07, em Caravelas; 11 e 12/07, em Alcobaça; e 13 e 14/07, em Prado (Cumuruxatiba)
Horário: 9 às 18h
Inscrição gratuita no link https://goo.gl/rq9q28

Oficina “Literatura e tecnologia — Mídias e mobilizações em rede”

Com Raquel Galvão, doutoranda em Teoria e História Literária da Universidade de Campinas (Unicamp)
Data: 11 e 12/07, em Caravelas, 13 e 14/07, em Alcobaça, e 17 e 18/07, em Prado (Cumuruxatiba)
Horário: 9 às 18h
Inscrição gratuita no link https://goo.gl/rq9q28

Oficina “A magia da mulher negra: poéticas e estéticas das cineastas negras”

Com Kênia Freitas,doutora em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Data: 13 e 14/07, em Caravelas, 17 e 18/07, em Alcobaça, e 19 e 20/07, em Prado (Cumuruxatiba)
Horário: 9 às 18h
Inscrição gratuita no link https://goo.gl/rq9q28

 

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Biblioteca Nacional premiará obras em nove categorias

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Autores, projetistas gráficos e tradutores de obras inéditas publicadas no Brasil, em português, no período de 1º de maio de 2016 a 30 de abril de 2017, têm até 8 de agosto para se inscrever no Prêmio Fundação Biblioteca Nacional de Literatura Edição 2017. O edital premia profissionais em nove categorias: Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens), Romance (Prêmio Machado de Assis), Conto (Prêmio Clarice Lispector), Tradução (Prêmio Paulo Rónai), Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda), Ensaio Literário (Prêmio Mario de Andrade), Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães), Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof) e Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé). O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 30 mil.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, por via postal, inclusive para os residentes no Rio de Janeiro. A documentação deve ser enviada para a sede da Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada ao Ministério da Cultura, no seguinte endereço:

Prêmio Literário 2017
Fundação Biblioteca Nacional – FBN
Ao Centro de Cooperação e Difusão – CCD
Rua Debret, 23 – 8º andar /sala 808
Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20030 – 080

 🔎Edital e anexos

As inscrições devem estar preenchidas por completo e assinadas juntamente com os formulários dos anexos I e II, com letra legível ou no formato digital (disponível ao lado), além de quatro cópias da obra impressa para avaliação da comissão julgadora. Os anexos estão também disponíveis neste link.

Outro requisito para participação é a obra estar em dia com o cumprimento da Lei do Depósito Legal (comprovante deve ser anexado à inscrição). O depósito legal é obrigatório em todo o Brasil e determina o envio à Biblioteca Nacional de um exemplar de todas as publicações produzidas no País.

As obras serão analisadas por uma comissão julgadora para cada categoria, composta por três profissionais especialistas de cada área, cuja nomeação será publicada em portaria da Presidência da Fundação Biblioteca Nacional.

Entre os critérios de avaliação estão: qualidade literária, originalidade e contribuição à cultura nacional. A FBN divulgará as três melhores obras de cada categoria em seu endereço eletrônico www.bn.gov.br, sem as respectivas pontuações. Os nomes dos premiados serão anunciados em cerimônia de premiação na sede da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, prevista para 27 de novembro.

Dúvidas poderão ser sanadas pelo e-mail premioliterario2017@bn.gov.br ou pelo telefone (21) 2220-2796.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Com informações da Fundação Biblioteca Nacional

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São João de Caruaru é vitrine para manifestações de culturas populares

Não à toa, todo ano, a festa de São João de Caruaru (PE), uma das maiores no Brasil, atrai milhares de visitantes de todo o País. A festividade junina, que ocorre até a próxima quinta-feira (29), traz programação para todas as idades e gostos e representa oportunidade de conhecer diversas manifestações da cultura popular local, como bonecos mamulengos, apresentações de bumba meu boi e bandas de pífanos (instrumento de sopro).

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Neste ano, o evento teve apoio financeiro do Ministério da Cultura (MinC), por meio de convênio firmado entre a Pasta e a prefeitura municipal, no valor de R$ 300 mil. E foi palco, na última quinta-feira (22), para o lançamento do Prêmio Culturas Populares Leandro Gomes de Barros, por meio do qual o MinC vai premiar 500 iniciativas da cultura popular brasileira com R$ 10 mil cada.

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“Fico feliz que, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC/MinC), pudemos firmar esse convênio para que o São João de Caruaru se torne melhor ainda”, afirmou a secretária da SCDC, Débora Albuquerque. “Caruaru é um celeiro de expressões de cultura popular e o São João preserva esse patrimônio cultural, além de gerar renda, empregos e aumentar o turismo na cidade”, contou.

Segundo dados da prefeitura de Caruaru, a estimativa é que 2,5 milhões de visitantes passem pelo município no período das festas e possam aproveitar as mais de 400 atrações em 17 pólos. Quem passar pela festa, poderá assistir a shows dos cantores mais divulgados na grande mídia, levar as crianças para espaço preparado para elas, comer comidas típicas, conferir artesanatos, apresentações de quadrilhas e espaço cenográfico com uma igreja montada.

A prefeita de Caruaru também falou, durante o lançamento do prêmio culturas populares, sobre o São João. “É importante para a economia da região. Nesse 30 dias de festa, são movimentados R$ 200 milhões e são gerados 6 mil empregos”, afirmou.  “Aqui é um São João diferente de qualquer outro lugar e o que o diferencia são as manifestações culturais populares e o povo de Caruaru”. 3

Em relação à cultura popular, algumas casas são vitrine para o trabalho dos mestres. Por lá, é possível conhecer, por exemplo, o trabalho, e ver apresentações do Boi Tira-Teima, que completa 95 anos. Criado em 1922 como mais uma opção para se brincar carnaval, conta hoje com 35 participantes. Durante as apresentações, os bois brigam entre eles e as disputas, chamadas de “teimas”, deram origem ao nome do grupo.

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Com apoio financeiro do MinC, festa é rica em manifestações culturais populares e atrai milhares de visitantes de todo o país (Fotos: Janine Moraes/Ascom MinC).

O público também pode conhecer o trabalho da Banda de Pífanos Dois Irmãos de Caruaru, surgida em 1928, em Riacho das Almas (PE), que já se apresentou nos Estados Unidos e na Europa. No São João ainda é possível ver o Teatro do Mestre Sebá, ator e mestre mamulengueiro.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Confira o resultado final do 4º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras

Com apoio institucional da Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), a quarta edição do Prêmio Nacional de Expressões Afro-brasileiras contemplou 11 projetos com um total de R$ 900 mil. Foram selecionados projetos das cinco regiões do Brasil nas áreas de artes cênicas e de música, com apoio de até R$ 80 mil cada, e um prêmio especial no valor de R$ 100 mil, destinado à preservação e à difusão do patrimônio cultural e histórico afro-brasileiro.

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Responsável pelo prêmio, o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves, organização não governamental sem fins lucrativos, busca, com a iniciativa, dar atenção à democratização do acesso à cultura, atingindo pessoas de todas as regiões do País.

Puderam participar do prêmio pessoas jurídicas, de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, com efetiva e comprovada atuação na área cultural, especialmente as que promovem a difusão e a valorização das expressões culturais afro-brasileiras.

Entre os tipos de projetos que puderam se inscrever estão montagem ou remontagem de espetáculo teatral, dança, musicais ou circo, incluindo performances, festival, intervenção urbana ou propostas inovadoras. Na área de música, os projetos puderam contemplar gravação de CD ou DVD de artistas ou grupos que tenham como base de suas composições gêneros musicais que emergiram ou foram influenciados pela cultura africana e seus descendentes, como o samba, o maracatu, o ijexá, o coco, o jongo, o maculelê, o maxixe, a lambada e o carimbó, entre outros.

Ainda no segmento musical, os inscritos puderam optar pelas seguintes modalidades: trabalhos inéditos; preservação (recuperação de acervos relevantes para a música afro-brasileira); tradição (apresentações de manifestações culturais artísticas tradicionais) e inovação (propostas que usem recursos tecnológicos na produção, podendo envolver várias linguagens, suportes ou diferentes manifestações artísticas, mesmo que ainda não nomeadas e que possibilitem sua veiculação em mídias virtuais).

Já as propostas para o prêmio especial deveriam incluir construção, formação, organização, manutenção, ampliação e aquisição de equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais afro-brasileiras, bem como de suas coleções e acervos; restauração ou criação de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural; e proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares de matriz africana.

🔎Conheça os premiados

O repasse do apoio financeiro para a produção do projeto selecionado será efetuado em três parcelas, conforme previsto no edital. Apenas os projetos selecionados serão comunicados por telefone ou correio eletrônico. O período de realização dos projetos selecionados será de três meses, de 1º de agosto de 2017 a 31 de outubro de 2017.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: premioafro@gmail.com.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Livro “Três poetas – na periferia do simbolismo” resgata autores do simbolismo em Pernambuco

Tres poetas

O professor da UFPE e escritor Fábio Andrade lança o livro “Três poetas – na periferia do simbolismo”, em formato de e-book, na quinta-feira (29), às 17h, na Editora UFPE. O livro resgata e analisa o trabalho de três dos mais importantes poetas simbolistas em Pernambuco: Mendes Martins, Domingos Magarinos e Agripino Silva. “Eles ficaram esquecidos por décadas porque não eram poetas que estavam inseridos em um grande centro cultural e não existia uma crítica literária forte no Recife da época. Além disso, havia um forte preconceito contra a poesia simbolista feita no Nordeste”, conta o autor.

O livro, que contou com incentivo do Funcultura, estará disponível para download gratuito no site da Editora UFPE a partir do dia do lançamento.

O projeto é um desdobramento do livro “O Fauno dos trópicos”, lançado em 2015, e que trouxe pela primeira vez um panorama do simbolismo em Pernambuco, com o mapeamento de 13 poetas. “Os três deste novo livro são os que considero mais importantes. Cada um representa uma característica do simbolismo. Mendes Martins é o que melhor expressou o decadentismo – vertente mais melancólica e subjetiva do simbolismo. Domingos Magarinos é o simbolismo mais puro, com influência de Cruz e Souza. E Agripino da Silva já faz uma mistura com o parnasianismo”, explica Fábio. “A ideia da minha pesquisa é mostrar que Pernambuco foi um local importante para a produção do simbolismo no Brasil, mesmo estando fora do eixo”. O livro pode ser solicitado por e-mail carolsantos@gmail.com.

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Lançamento do Prêmio Culturas Populares em Caruaru reúne artistas e comunidade local em meio a uma das maiores festas de São João do mundo

O Ministério da Cultura (MinC) lançou, nesta quinta-feira (22), o Prêmio Culturas Populares, em Caruaru (PE), no Pavilhão das Quadrilhas durante a tradicional festa de São João de Caruaru, uma das maiores do mundo. O evento reuniu autoridades, comunidade e artistas locais, com apresentações como o Boi Tira-Teima, que completa 95 anos neste ano e abriu a cerimônia. Outras atrações que permearam a noite foram as do mestre mamulengueiro Seu Sebá, que apresentou ao público cenas com os bonecos Ventania e Mariá, e da Banda de Pífanos Dois Irmãos (veja fotos ao fim da matéria).

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“O edital vem reconhecer o valor artístico dos mestres e mestras que, por meio do seu trabalho, mudam a vida das pessoas e mantêm viva a história de um povo, que se dá por meio da cultura”, afirmou a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Débora Albuquerque, durante evento de lançamento do Prêmio Culturas Populares

“É uma honra para o MinC lançar este edital em Caruaru, um dos maiores celeiros de expressões culturais populares do Brasil”, destacou a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Débora Albuquerque, durante o evento. “O edital vem reconhecer o valor artístico dos mestres e mestras que, por meio do seu trabalho, mudam a vida das pessoas e mantêm viva a história de um povo, que se dá por meio da cultura”, afirmou.

Com inscrições abertas até 28 de julho, o edital vai premiar 500 iniciativas da cultura popular brasileira, com R$ 10 mil cada. Este é o maior edital em número de premiações e recursos já lançados pelo MinC para a Cultura Popular.

Débora Albuquerque enfatizou que o número de contemplados e os recursos investidos – mais de R$ 6 milhões – refletem a preocupação da Pasta em valorizar o trabalho realizado por mestres e fazedores da cultura popular.

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, também presente à cerimônia, agradeceu o apoio “irrestrito” do MinC para o São João de Caruaru e para incentivar as manifestações populares. “Queria agradecer este momento de celebração da cultura popular em meio ao nosso São João. O que diferencia a nossa festa junina são essas manifestações culturais”, observou. O MinC contribuiu com R$ 300 mil para a realização da festa.

Saiba mais sobre os artistas que participaram da cerimônia:

A Banda de Pífanos Dois Irmãos de Caruaru, surgida em 1928, em Riacho das Almas (PE), já se apresentou nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente é composta por Severino dos Santos e João Alfredo Marques dos Santos, conhecido como Seu João do Pife, por ser mestre na arte de fazer, ensinar e tocar o pífano, instrumento de sopro.
Mestre Sebá, nome artístico de Sebastião Alves Cordeiro, ator e mestre mamulengueiro. Fundou o Teatro de Mamulengos Mamusebá, a Companhia Pernas pra Circulá e o Teatro Garagem Mamusebá. Durante o lançamento do Prêmio Culturas Populares se apresentou com os bonecos Ventania e Mariá.
O Boi Tira-Teima, criado em 1922 como mais uma opção para se brincar carnaval, conta hoje com 35 participantes. Durante as apresentações, os bois brigam entre eles e as disputas, chamadas de “teimas”, deram origem ao nome do grupo.
Texto: Cecilia Coelho
Fotos: Janine Moraes
Vídeo: Guto Martins
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Recam: prazo para apresentação de artigos vai até 30 de junho

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Foi prorrogado o prazo para apresentação de artigos e projetos para serem veiculados na Revista da Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (Recam). Podem participar cidadãos dos países que integram o bloco e associados. As propostas devem ser enviadas por e-mail ao endereço revista@recam.org até às 18h (horário de Brasília) desta sexta-feira (30 de junho).

A primeira edição da revista da Recam, que será digital e com periodicidade anual, será dedicada ao Patrimônio Audiovisual. A publicação visa fortalecer a pesquisa a nível regional e criar oportunidades e canais de intercâmbio e difusão.

De acordo com os organizadores, a revista foi criada para funcionar como um espaço de articulação do debate acadêmico e como uma janela de visibilidade para as ações da Recam. A premissa é que a publicação seja meio de divulgação, reflexão e debate sobre questões que envolvem a integração audiovisual do Mercosul alinhadas aos eixos de trabalho já desenvolvido pela Recam.

O Ministério da Cultura participa do Recam por meio da Secretaria do Audiovisual (SaV), atualmente coordenada pela secretária Mariana Ribas. Como representante governamental no setor, a secretária do Audiovisual é a autoridade para assuntos audiovisuais no Mercosul, responsável por demandar e propor ações de intercâmbio neste setor.

Recam

A Recam foi criada com o intuito de estabelecer um foro destinado à análise e ao desenvolvimento de mecanismos de promoção e intercâmbio da produção e distribuição dos bens, serviços e profissionais com conhecimento técnico e artístico relacionado à indústria cinematográfica e audiovisual nos países que integram o Mercosul.

Na prática, a Recam funciona como um órgão consultor do Mercosul na temática cinematográfica e audiovisual, composto pelas autoridades governamentais especialistas no tema de cada país participante.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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