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Governo de Pernambuco lança Convocatória do Ciclo Junino

Está aberta a temporada das fogueiras, do milho assado, do forró no terreiro, das quadrilhas e de todas as brincadeiras que animam nosso ciclo junino. Para garantir a manutenção das tradições culturais deste festejo nas doze regiões de Pernambuco, o Governo do Estado, por meio das secretarias de Cultura (Secult)/ Fundarpe e Turismo, Esportes e Lazer (Seturel)/ Empetur, lança a Convocatória 2017 do Ciclo Junino. A finalidade é a contratação de artistas, grupos e agremiações para apoiar os municípios que irão realizar a festa.

Quadrilhas juninas e outras tradições do período festivo podem enviar inscrições (Tom Cabral)

O edital é direcionado para os artistas do forró, bandas de pífanos, bumba meu boi, cavalo marinho, ciranda, coco, embolada, bacamarte, mamulengo, mazurca, quadrilha junina, reisado, repente, são gonçalo, viola, xaxado e trios de forró pé-de-serra. “Temos uma rica representação de manifestações artísticas do ciclo junino, então somente com os artistas pernambucanos conseguimos manter e fortalecer a tradição dessa festa em todo o estado”, diz Márcia Souto, presidente da Fundarpe, sobre o foco da Convocatória estar, mais uma vez, sobre os artistas do próprio estado.

 

Para garantir a melhor distribuição dos recursos, de forma que haja uma predominância das músicas de danças da tradição junina, a Convocatória distribuirá os percentuais da seguinte forma: 25% dos recursos para contratação de artistas e grupos da categoria de cultura popular; 25% para artistas da Música Popular Brasileira e 50% para a categoria de música e dança da tradição junina.
Estão limitadas em até 03 (três) as apresentações para artistas e grupos das categorias de Cultura Popular e Música e Dança da Tradição Junina e em 1 (uma) apresentação para artistas e grupos da categoria de Música Popular Brasileira.

As inscrições deverão ser realizadas no período de 09 a 19 de maio de 2017, considerando os dias úteis, das 8h às 17h, na sede da SECULT/FUNDARPE (Rua da Aurora, 463/469 – Boa Vista – Recife). Serão aceitas propostas enviadas via Correios, através de SEDEX, desde que tenham sido postadas até o último dia de inscrição.

Confira AQUI a Convocatória e seus Anexos

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Documentário apoiado pelo MinC é premiado em Cannes

SAMBA DE CACETE - ALVORADA QUILOMBOLA (12)As imagens da tradição de origem quilombola dos batuques do tambor que aliviam a lida cotidiana dos negros na Amazônia foram premiadas no Festival Internacional Du Film Pan Africain, paralelo à premiação francesa de Cannes. Escolhido pelo júri como melhor documentário de curta-metragem, o filme Samba de Cacete – Alvorada Quilombola foi realizado a partir do edital Curta Afirmativo, promovido pelo Ministério da Cultura em 2014, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv) e da Fundação Cultural Palmares.

O curta-metragem Nada, realizado pela edição de 2012 do mesmo edital, também esteve em Cannes. A produção foi selecionada para a Quinzena dos Realizadores de 2017, tradicional evento paralelo organizado pelo Sindicato dos Diretores da França.

O reconhecimento das produções nacionais viabilizadas com apoio de políticas públicas do MinC foi ressaltado pela secretária do Audiovisual, Mariana Ribas. “Nossa política foi a de descentralizar investimentos e buscar revitalizar as cadeias produtivas regionais por meio do protagonismo de novos talentos”, destacou.

O projeto Samba de Cacete – Alvorada Quilombola recebeu R$ 99 mil do MinC. Os cineastas André dos Santos e Artur Arias Dutra, a partir de uma pesquisa arqueológica, conheceram a tradição do samba de cacete e decidiram filmar a comunidade quilombola chamada de Igarapé Preto, no município de Oeiras do Pará. Já o curta-metragem Nada, do diretor mineiro Gabriel Martins, foi aprovado pelo MinC em 2012 para receber R$ 91 mil. A produção traz no elenco MC Clara Lima, rapper em ascensão na cena brasileira e finalista no Duelo de MCs Nacional em 2016.

Política afirmativa

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, os editais começaram a dar oportunidades a novos artistas e cineastas afro-brasileiros. “Queremos levar essa oportunidade a talentos afro na produção audiovisual nacional, que por muito tempo ficaram esquecidos”, afirmou.

A preocupação é corroborada pelo diretor de Samba do Cacete, André dos Santos. “O que me chamou atenção é que se trata de uma tradição afro-brasileira, trazida pelos escravos, e me preocupava também porque é algo que está muito na oralidade, não tem muita coisa escrita sobre o assunto. E para a salvaguarda, para ficar registrado para as próximas gerações, decidimos realizar o documentário. É uma manifestação única com elementos daquela região que pouca gente conhece, o grande público merece conhecer. Outra coisa interessante é que o samba de cacete, apesar de ser samba, que é bem brasileiro, não é reconhecido como patrimônio, ao contrário dos sambas do Rio de Janeiro e do Recôncavo Baiano”, comenta o diretor.

Personagens do documentário, os mestres Domingos Machados e Leôncio Machado contam que o samba de cacete era uma festa de fugitivos que entravam nas matas. “Eles trabalhavam muito e, para aliviar, inventaram essas danças. O samba não gosta de força, não. É controle. Se você bater muito exagerado (no tambor), incha sua mão mesmo. Mas depois que começa a enxergar um pouquinho de estrela na vista, não tem mais negócio de dor na mão, não tem mais e isso é direto”, contam, sobre suas experiências ancestrais. Atualmente, com a presença de tecnologias de comunicação e com o fim dos mutirões, o samba pode ser visto apenas em ocasiões festivas ou a convite, sem data específica para acontecer.

O samba de cacete tem esse nome devido aos instrumentos utilizados para tocar os tambores, dois paus – chamados de cacetes. A dança assemelha-se ao carimbó, porém com passos volteados e mais suaves. Já a Alvorada Quilombola é uma expressão que possui duplo sentido: por um lado evoca o despertar da consciência dos povos quilombolas e, por outro, retrata o fato de que costumavam tocar o samba até de manhã, quando saíam em mutirão para a lida na roça.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Conheça pratos, obras e artistas que são unanimidade na CPLP

photo5184186218634651577O Brasil compartilha com outros oito países mundo afora, espalhados pelos quatro continentes, não apenas a língua portuguesa, que ganha novos sotaques em cada território, mas também a cultura. Todos esses países estarão representados na X Reunião de Ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Salvador, dias 4 e 5 de maio. Dos livros à mesa, compartilhamos grandes autores, artistas e pratos marcantes na culinária.

Na literatura, a poesia de Luís Vaz de Camões é uma das mais importantes heranças do povo português. Os Lusíadas, que retrata a viagem do navegador Vasco da Gama para a Índia, é considerada a grande epopeia portuguesa. “Por mares nunca dantes navegados” é um dos versos mais famosos da obra, publicada pela primeira vez em 1572. De Camões para cá, a literatura dos países de língua portuguesa continuou ganhando destaque mundial. De acordo com dados divulgados em 2016 pelo Observatório da Língua Portuguesa, associação sem fins lucrativos que contribui para divulgação do idioma, Paulo Coelho está no topo da lista dos autores mais traduzidos no mundo, seguido de José Saramago (Portugal), Jorge Amado (Brasil), Fernando Pessoa (Portugal), Leonardo Boff (Brasil), Eça de Queiroz (Portugal), Antonio Lobo Antunes (Portugal), José Mauro de Vasconcelos (Brasil) e Machado de Assis (Brasil).

O escritor angolano José Eduardo Agualusa leva a língua portuguesa para outros países: seus livros já foram traduzidos em 25 idiomas. Em 2010, ele lançou Milagrário Pessoal, a história de um homem que, para seduzir uma mulher, lhe oferece uma nova linguagem. Além de uma história de amor, o livro é uma homenagem à língua portuguesa.

“Há em comum nos países que falam português tudo o que a língua transporta: a música, o riso, a luz. E, depois, a história, a culinária, os genes. Há universos em comum”, diz Agualusa (Foto: Divulgação)

“Há em comum nos países que falam português tudo o que a língua transporta: a música, o riso, a luz. E, depois, a história, a culinária, os genes. Há universos em comum. Já visitei todos os países e territórios onde se fala a nossa língua, com exceção da Guiné-Bissau e de Casamance, no Senegal”, conta Agualusa. “Gosto de pensar, como acontece em Milagrário Pessoal, que as palavras nos transformam, e que palavras melhores nos podem melhorar — e, finalmente, que seria possível operar revoluções colocando em circulação certo número de palavras mágicas”.

Destaque mundial

No campo das artes, são inúmeros os artistas nascidos em países de língua portuguesa que fazem sucesso pelo mundo. O ator Rodrigo Santoro conquistou as plateias do cinema com o personagem Xerxes, no filme 300. A atriz Lucélia Santos encanta os telespectadores até hoje na pele da personagem Escrava Isaura. Em 2016, a novela foi a quinta no ranking dos programas mais vendidos ao exterior pela emissora Globo, somando 104 países licenciados a exibir a trama. Na música, o cantor português Roberto Leal fez sucesso no Brasil na década de 80 com canções como Roda Roda Vira, que posteriormente ganhou uma versão bem-humorada do grupo Mamonas Assassinas.

O músico português António Zambujo, que em 2016 lançou o álbum Até Pensei que Fosse Minha, com canções de Chico Buarque, fala de sua relação com a música brasileira. “Quando

Para o músico português António Zambujo, o mais encantador da língua portuguesa são os diferentes sotaques (Foto: Rita Carmo)

escutei pela primeira vez o João Gilberto, fiquei apaixonado pela sua música e senti uma vontade enorme de conhecer tudo o que ele cantava. O que mais me encanta na língua portuguesa são os diferentes sotaques que temos. Quanto ao desafio de cantar as musicas do Chico, não foi o sotaque que mais me preocupou. Foi a densidade das palavras, a complexidade das melodias”, explica.

Costa Neto, músico moçambicano radicado em Portugal, fundou, em 2016, em parceria com outros artistas, a Associação dos Artistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa. O objetivo é ganhar mais representatividade oficial. “É preciso que a comunidade da língua portuguesa tenha mais projeção. Para isso, precisa estar mais unida e organizada”, ressalta. O músico frisa que a língua portuguesa é a oficial em alguns países africanos, mas eles têm outras línguas nacionais. Só em Moçambique, são mais de 30.

“Eu faço música nas diversas línguas. Em Guiné-Bissau, por exemplo, se fala também o crioulo. A língua portuguesa é a ponte, mas, à medida que vamos viajando, encontramos coisas totalmente diferentes. Lisboa e Portugal têm um elevado consumo de música africana. Em Lisboa, temos muitas afinidades com artistas que falam português, não só africanos, mas também brasileiros, timorenses…”, explica.

Intercâmbio na gastronomia

A mesa dos brasileiros também sente a influência de outros países. De Portugal, herdamos o bacalhau – e disso o português Armenio Ferreira Diogo sabe tudo, ou quase! Dono de um

O bacalhau a Gomes de Sá é uma das mais tradicionais receitas portuguesas (Foto: Wikipedia)

centenário restaurante em Recife, frequentado até por presidentes da República, ele importa o bacalhau de Portugal. O peixe é transformado em finas iguarias, como o bacalhau a Gomes de Sá, receita tradicional que ganhou o nome de seu criador, José Luís Gomes de Sá Júnior. Negociante de bacalhau, ele ofereceu a receita a um amigo, no início do século XX, acrescentando ao manuscrito: “João, se alterar qualquer coisa desta receita, já não fica capaz”.

“A culinária de Portugal é mais conservadora do que a brasileira. Uma diferença que eu vejo é que aqui no Brasil se come para viver. Em Portugal, eles vivem para comer! Vai começar lá a época da sardinha, então se come sardinha na rua, assada na hora. No nosso restaurante, importamos bacalhau de Portugal. Tem que saber comprar, muita coisa por aí não é bacalhau. No restaurante, sai muito bolinho de bacalhau, vendemos cerca de 150 por dia”, conta Armênio, que tem 86 anos e chegou ao Brasil em 1951.

Da África, incluímos no nosso cardápio pratos como acarajé, rabada, angu, pirão e outros que fazem parte do dia a dia. E como esquecer a feijoada, criada no Brasil pelos escravos? Ana Célia Batista, chef de restaurante, em Salvador, fala sobre como nossa cozinha ganhou um toque especial com a ajuda dos africanos.

“Trabalhamos no restaurante com comida baiana e africana. Tem uma diferença entre as duas: a nossa tem dendê, a africana não tem. A comida baiana veio do candomblé, o feijão fradinho é comida de Oxum, o caruru (amalá, na língua Yoruba) é de Xangô”, explica Ana Célia.

Da culinária africana, a dona do restaurante destaca o fufu inha, prato da Nigéria, composto por peixe frito no dendê, com quiabo inteiro temperado com vinagre e farofa de camarão. De Angola, temos o ebubu flô, peixe ao molho de camarão com purê de banana-da-terra, e o fuzura, isca de filé mignon com banana da terra frita e gengibre. O tempero forte dos africanos é o gengibre, que não é tão utilizado na culinária brasileira.

Ana Célia reconhece que ainda existem poucos restaurantes africanos no Brasil, e que seria importante mudar essa realidade. “Temos que conhecer mais a culinária africana. É uma comida de qualidade e saudável. Eles usam muito peixe, inhame, batata doce e goma da mandioca”, completa.

CPLP: Cooperação para o desenvolvimento

Criada em 1996, a CPLP é o foro multilateral privilegiado para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os países-membros. Entre seus objetivos estão o reforço da presença dos países no cenário internacional, a cooperação mútua e a materialização de projetos de promoção e difusão da Língua Portuguesa. Tem oito países-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Na Declaração Consultiva da CPLP, os chefes de Estado e de Governo consideraram que a consolidação cultural que confere identidade própria aos países de Língua Portuguesa constitui um imperativo. Desde 2000, os ministros da Cultura da CPLP vêm produzindo recomendações sobre diversos temas que conformam os eixos estratégicos de cooperação cultural multilateral.

A X Reunião de Ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) inclui a exposição fotográfica Do Timor-Leste a Portugal: Um Olhar Brasileiro, espetáculos de teatro, exibição de filmes e oficinas gastronômicas, entre os dias 2 e 7 de maio.

Alessandra de Paula
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Reunião celebra 80 anos do Conselho do Patrimônio Cultural

Arte Kusiwa Heitor Reali 2Mas eis que salta o conselho 
Dos homens bons do Dphan,
No caso mete o bedelho
E na brisa da manhã
Acende um sol de esperança
Sobre a paisagem mineira.
(até onde a vista alcança,

Era dinamite e poeira.)

Ainda em 1965, Carlos Drummond de Andrade denunciava em poesia a exploração de minério que causaria a alteração na paisagem no Pico de Itabirito. Para intervir e proteger a relevância histórica e paisagística desse marco geográfico mineiro, um dos mais notáveis poetas nacionais evocava a atuação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do então Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Dphan).

A instância idealizada por Mário de Andrade em 1936, quando elaborou o anteprojeto do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi oficialmente instituída pelo mesmo Decreto lei que criou o Iphan em 1937 e contou desde o início com a participação de intelectuais brasileiros da cultura e das artes, como Rodrigo Melo Franco de Andrade (primeiro diretor do Iphan), Manuel Bandeira, Augusto Silva Telles, Gilberto Freyre, Heloísa Alberto Torres, Edgard Roquete Pinto e Paulo Bertran, entre outros ilustres. Talvez Mário não imaginasse que seu trabalho resultaria em uma das mais longevas instituições públicas do País.

Toda esta trajetória será lembrada no próximo dia 27 de abril, quando o Conselho Consultivo realizará em Brasília uma sessão celebrativa dos seus 80 anos de atividade. Na pauta do encontro está ainda a análise sobre primeira revalidação de bem registrado como Patrimônio Cultural do Brasil: Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi.  A principal questão a ser debatida é se o bem continua sendo uma referência cultural para a comunidade e, consequentemente, para o país.

Nessas oito décadas, foram tombados 87 conjuntos urbanos (com cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas). O Iphan ainda tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.

É o Conselho Consultivo que examina, aprecia e decide, com base nos estudos elaborados, se um bem possui as características para se tornar um Patrimônio Cultural. Para ser tombado, o bem de natureza material tem que apresentar relevância: arqueológica, paisagística e etnográfica; histórica; belas artes; e/ou das artes aplicadas. Já no caso do Registro, de natureza imaterial, o Conselho Consultivo avalia as práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes; celebrações; formas de expressão e nos lugares. Questões relacionadas à chancela da paisagem cultural e à saída de bens culturais do país, além de temas relevantes apresentados pela direção do Iphan, também passam pela instância superior do Patrimônio Cultural.

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, ressalta o criterioso percurso até a proteção federal. Ela explica que são produzidos estudos aprofundados e extensos para cada candidato a patrimônio. Com um parecer sobre o tema, o relator apresenta aos demais conselheiros sua análise para ser apreciada e votada. “O trabalho do Conselho Consultivo ao longo dos anos tem contribuído para solidificar a identidade brasileira ao preservar as referências culturais e a memória nacional”, afirma.

Por isto, a composição do Conselho é ampla e democrática, sendo formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os ministério da Educação, das Cidades e do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

No site do Iphan está disponível a ata da primeira sessão extraordinária do Conselho Consultivo, realizada em 17 de maio de 1938, além de vários outros registros históricos e pareceres escritos por pessoas ilustres da cultura nacional.  Vale conferir.

Serviço:

85ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia: 27 de abril de 2017, de 9h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed Iphan – Asa Sul

Brasília – DF

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cultura
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Novo Projeto Pixinguinha será lançado na quarta-feira (26)

photo5183846589800753070O novo Projeto Pixinguinha será lançado nesta quarta-feira (26), com show de Moraes Moreira e A Cor do Som, no Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro. Os músicos vão rememorar o encontro histórico que tiveram no palco em 1978 pelo projeto. A abertura ficará por conta do jovem grupo baiano Sertanilia. A cantora e atriz Zezé Motta será a mestre de cerimônias do evento. Uma das iniciativas mais importantes da Fundação Nacional de Artes (Funarte), o projeto marcou época lançando grandes artistas brasileiros.

O projeto consiste em 60 espetáculos musicais, realizados em 60 cidades das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, entre os meses de maio e novembro. Serão selecionadas 15 duplas de artistas, formadas por um artista consagrado e um mais novo, associado à região onde os espetáculos serão realizados. Cada dupla ficará responsável pela apresentação de quatro espetáculos musicais, percorrendo quatro cidades de uma determinada região.

“Nas edições anteriores do Projeto Pixinguinha, até 2009, as caravanas iam muito para as capitais, até por questões de espaço para apresentação. Mas, atualmente, muitas cidades do interior vêm fazendo um trabalho muito importante na área musical, e a gente vai contemplar”, informa o novo diretor do Centro de Música (Cemus) da Funarte, Marcos Souza.

Na plateia do evento de lançamento, restrito a convidados, estarão presentes os integrantes da comissão de curadoria que selecionarão os espetáculos que formarão as caravanas: o pesquisador musical e jornalista pernambucano José Teles; o músico e professor acadêmico de Brasília Roberto Correia; o jornalista e crítico musical carioca Antonio Carlos Miguel; o também jornalista e crítico musical gaúcho Juarez Fonseca e, por fim, o músico paraense Pio Lobato.

A definição das 15 duplas de artistas será feita pela comissão de curadoria, em parceria com o Centro de Música da Funarte. A comissão vai se reunir em maio, no Rio de Janeiro.

Projeto Pixinguinha: o melhor da arte pelo Brasil

O projeto Pixinguinha foi lançado em 1977, mesmo ano de fundação da Funarte, inspirado na série de shows Seis e Meia, que, desde 1976, lotava o Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro, com espetáculos a preços populares. De 1977 a 1997, o Projeto Pixinguinha ocorreu regularmente. A iniciativa teve um intervalo e o projeto voltou a ser realizado de 2004 a 2007. Em 2008 teve novo formato, com realização até 2009.

Por meio da iniciativa, diversas cidades brasileiras puderam assistir a espetáculos de grandes artistas da música popular, como os veteranos Cartola, Jackson do Pandeiro e Marlene, os então iniciantes Marina Lima, Djavan e Zizi Possi e ainda Edu Lobo, João Bosco, Nara Leão, Paulinho da Viola, Alceu Valença e muitos outros.

Alessandra de Paula
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Inscrições abertas para o NordesteLab

Foram prorrogadas até 26 de abril as inscrições para a rodada de negócios do NordesteLab, plataforma de articulação, desenvolvimento e geração de negócios no mercado audiovisual regional, que acontece entre os dias 30 de maio e 2 de junho, no Goethe Institute, em Salvador. As inscrições destinadas a profissionais, estudantes e público interessado em geral, são gratuitas e podem ser realizadas até 15 de maio.

Para os interessados em geral, o processo de inscrição é gratuito e pode ser realizado através da plataforma Sympla. Para as produtoras interessadas em submeter seus projetos para a rodada de negócios, a taxa de inscrição é de R$100,00 e pode ser realizada pela mesma plataforma. O preenchimento do formulário online com os dados dos projetos que desejam submeter também deve ser realizado dentro do novo prazo.

Além da rodada de negócios, voltada especialmente para pessoas jurídicas (produtoras), a programação do evento conta ainda com master classes, apresentação de cases, encontro de mulheres do audiovisual, intercâmbios profissionais, encontros entre produtoras, roteiristas e desenvolvedores de games.

Já são 31 canais de televisão, 4 programadoras e 3 distribuidoras de cinema confirmados na edição de 2017 do evento, entre os quais estão os canais FOX, Canal Curta!, Canal Brasil, Cartoon, A&E, Arte 1, O2 Play e Canal Futura.

Para consultar o regulamento e maiores informações, acesse o site do Laboratório Audiovisual.

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Abertas as inscrições para o Ibermúsicas 2017

logo-ibermusicasEstão abertas as inscrições para a seleção de projetos para o Ibermúsicas – Programa de Fomento das Músicas Ibero-Americanas 2017. A Fundação Nacional de Artes – Funarte representa o Brasil no programa, por meio de seu Centro da Música (Cemus). O Ibermúsicas promove a criação musical, as residências artísticas, a difusão e produção da obra dos compositores ibero-americanos e a formação de novos públicos para espetáculos musicais ibero-americanos – entre outros objetivos. O período para as inscrições é de 30 de março até 31 de agosto de 2017. As regras e as formas de inscrição no programa estão presentes no link http://www.ibermusicas.org/pt/as-chamadas, que informa sobre datas de inscrição, modalidades de participação, entre outras informações importantes.

O Programa Ibermúsicas busca criar uma interação permanente entre músicos, produtores e curadores brasileiros com músicos, produtores e curadores especialmente da América Latina, através de diferentes modalidades de fomento, tais como o apoio a festivais, residências artísticas, espetáculos musicais, entre outros.

Esta edição apresenta oito modalidades distintas. Cada uma com um valor específico de ajuda. Nas modalidades Ajuda à mobilidade de músicos, Ajuda a festivais e encontros para mobilidade de músicos, Ajuda a instituições para residência artística de compositores e o 2º Concurso Iberoamericano de composição coral Ibermúsica o valor não pode exceder US$ 10 mil.

Nas modalidades Ajuda a compositores para residência artística e Ajuda a residência artística para criação sonora com novas tecnologias no C.M.M.A.S (Centro Mexicano para a Música e as Artes Sonoras), o valor não pode exceder US$ 8 mil.

Na modalidade 4º Concurso Ibero-americano de composição de canção popular “Ibermúsica”, o valor do prêmio é de US$ 6 mil. Na modalidade Concurso ibero-americano de composição 100 anos do tango “La cumparsita”, a ajuda econômica será no valor de US$ 2 mil.

Entre os dias 8, 9 e 10 de novembro, será realizada a Reunião do Conselho Intergovernamental do Ibermúsica, no Chile, que contará coma participação do Centro da Música (Cemus) da Funarte.

Atualmente, o Ibermúsicas é formado por onze países, que financiam o programa: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai; e pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib). É dirigido por um comitê intergovernamental.

Podem se inscrever nos processos seletivos pessoas residentes em todas as nações integrantes do programa – e, em algumas das convocatórias, instituições estabelecidas nesses países.

As informações sobre essas convocatórias e sobre o Programa estão no site www.ibermusicas.org/pt, com versão opcional em português.

Ibermúsicas
Convocatórias 2017
www.ibermusicas.org/pt

Contato no Brasil
Fundação Nacional de Artes – Funarte
Centro da Música
cemus@funarte.gov.br

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Piauí: Musicografia em braille atende alunos especiais da Escola Estadual de Música

O ensino da música ao alcance das pontas dos dedos. É através da musicografia em braille que alunos com deficiência visual têm contato com as primeiras notas musicais, reproduzidas em instrumentos como piano e violão. O curso, ofertado na Escola Estadual de Música Possidônio Queiroz, possui acompanhamento individualizado.foto-site“Estou há três anos na escola. Paralelo ao curso, também faço música no Instituto Federal do Piauí (Ifpi). Meu objetivo é ser educadora e ensinar a música para outras pessoas”, diz Beatriz Rodrigues, de 24 anos, enquanto usa uma reglete – instrumento utilizado para escrita em Braille. Além deste instrumento, Beatriz também faz uso da máquina Perkins, uma espécie de máquina de escrever.

Depois de conhecer as notas, memorizar e passar para o papel, Beatriz toca no piano e mostra o resultado do aprendizado. “Só há duas escolas em Teresina que têm o ensino da música em Braille, e a Escola de Música é uma delas. Em sala de aula, adotamos uma metodologia específica e sabemos o que o deficiente visual pode fazer. O professor sabe a melhor forma de ensinar e melhor forma de adaptação para o aluno”, diz o professor José Ronaldo Oliveira, responsável por ministrar o curso.

Além do aprendizado em sala de aula, o professor diz que o aluno também deve praticar em casa o que aprendeu na escola. Atualmente, três alunos são atendidos pelo curso.

A Escola Estadual de Música Possidônio Queiroz foi criada em 1981 e desde então vem revelando grandes talentos e ajudando na formação de muitos músicos piauienses. Mais de 20 cursos são ofertados a cada semestre, atendendo uma média de 1.200 alunos. A sede da escola, na Central de Artesanato Mestre Dezinho, no centro de Teresina, ganhou a maior reforma desde o seu início e novos instrumentos, possibilitando o aumento na oferta de vagas. Crianças, jovens e adultos encontram na escola uma referência no ensino da música no Piauí.

 Canto, violão, bateria, piano e violino estão entre os cursos ofertados. Além disso, há turmas voltadas para o público da Terceira Idade, que integram um coral da escola. O ingresso pode acontecer a partir dos 6 anos de idade, sendo que alunos da rede pública não pagam nada. A Escola Estadual de Música Possidônio Queiroz é uma das casas mantidas pelo Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Cultura.

Juliana Nogueira / Ascom Secult Piauí

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Projeto ‘Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil’ chega a Alagoas

O projeto-piloto ‘Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil’, realizado pela Fundação Cultural Palmares, chega a Alagoas. A ação prevê a implantação de kits educativos sobre a história e cultura afro-brasileiras para escolas municipais em União dos Palmares e Maceió.cultura_africanaO lançamento acontece nesta quinta-feira (27), na Serra da Barriga. Na sexta-feira (28), representantes da Fundação irão capacitar os profissionais da educação como multiplicadores do conhecimento sobre a cultura e história afrodescendentes, de forma lúdica, buscando um novo olhar sobre as políticas públicas nesta área.

“O projeto visa, além da disseminação do conhecimento, estimular uma reflexão sobre questões como preconceito, discriminação e racismo”, disse o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva.

A ação é uma parceria entre a FCP, Ministério da Educação, Secretaria de Estado da Cultura, prefeituras de Maceió e União dos Palmares.

Teresa Machado / Ascom Secult Alagoas

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Festival de filmes com acessibilidade movimenta o Recife

Dezenas de pessoas com deficiência visual ou auditiva assistiram filmes em salas de cinema, no Recife, nos últimos três anos. Uma façanha do VerOuvindo que tem quebrado paradigmas e possibilitado a formação de um novo público de cinema em Pernambuco.

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jan Ribeiro/Fundarpe

Exibição especial do VerOuvindo durante o Festival de Inverno de Garanhuns 2016

Em sua IV edição, o VerOuvindo: Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife acontecerá entre os dias 21 e 30 de abril de 2017 nos cinemas do Museu e São Luiz, com entrada gratuita. O evento, realizado pela Com Acessibilidade Comunicacional e incentivado pelo Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, é um espaço de experimento, estudo e pesquisa de como se pensar a inserção das acessibilidades no audiovisual.

“Não é apenas uma questão de tornar os filmes acessíveis. Estamos comprometidos com a inclusão nas salas de cinema”, pontua a idealizadora, produtora do festival e audiodescritora, Liliana Tavares.

Programação

São dez dias focados na promoção e no debate da acessibilidade no audiovisual. Há exibição de filmes de curtas e longas metragens pernambucanos e nacionais, Mostra Competitiva, Master Classes, mesas redondas, oficinas e bate-papo após algumas sessões.

O documentário “Todos” de Luiz Alberto Cassol e Marilaine Castro, premiado com menção honrosa no Festin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa, e inédito no Brasil, será exibido na sessão de abertura, no dia 26, às 18h30 no Cinema do Museu.

No mesmo dia, haverá uma mesa com presenças de destaque para acessibilidade nacional e internacional. A audiodescritora francesa Mary Gaumy falará sobre “Caminhos para produção da audiodescrição”. Já Lívia Motta (SP) debaterá a “Formação de plateia, atividades de mediação e estratégias de divulgação do produto audiovisual acessível”.

Para relembrar

O filme “Amigos de Risco” do pernambucano Daniel Bandeira foi o escolhido pelo curador de festival, André Dib, para a Sessão Memória, no sábado (29), às 19h, no São Luiz. A obra completa 10 anos de sua primeira exibição. “É o primeiro longa de Bandeira e de uma série de filmes pernambucanos”, pontua Dib.

Recursos

Durante a exibição do longa Shaolin do Sertão, de Halder Gomes, no domingo (30), o VerOuvindo apresentará uma novidade para o público.

Trata-se de um óculos da que exibe audiodescrição e Libras. “O aparelho permite que pessoas com deficiência auditiva visualizem a janela de Libras individualmente, sem alterar a luminosidade do local”, informa Liliana referindo-se aos tablets e celulares que são utilizados para acessar a Libras ou a legenda através do aplicativo MovieReading. “O óculos também possibilita que qualquer pessoa frequente a mesma sala sem interferir no filme.”, complementa.

“Na maioria das vezes, as pessoas cegas ou surdas utilizam aplicativos para ir ao cinema. Além de interferir no ambiente, a Libras não aparece na mesma tela do filme e o espectador fica tendo que olhar para duas telas”, detalha a idealizadora do Festival.

No audiovisual, a audiodescrição (AD) é um recurso voltado para pessoas cegas ou de baixa visão que procura descrever o ambiente, os personagens, o figurino e os demais elementos imagéticos e sonoros contidos em uma cena. A tradução em Libras reproduz e interpreta os diálogos, narrativas e sons na língua de sinais. Já a LSE (legenda para surdos e ensurdecidos) indica, além dos diálogos, o personagem falante e os efeitos sonoros presentes no filme.

Com exceção da Mostra Competitiva, exclusiva para Audiodescrição, os filmes exibidos no VerOuvindo contarão com todos os recursos de acessibilidade.

Sessão GloboNews

Inaugurada no ano passado, com Boa noite, Solidão de Geneton Moraes, a sessão GloboNews exibirá o documentário Trans das diretoras Ranata Baldi e Fernanda Dedavid que estarão presentes na sessão, junto com elenco e equipe de acessibilidade, para uma bate papo após o filme.

“Com esta sessão nosso festival valoriza e prestigia a audiodescrição de documentários exibidos na TV.”, afirma Liliana.

Mostra de Curtas

Os festivais pernambucanos Festcine e VerOuvindo são parceiros desde 2014.  Em 2016, o Prêmio VerOuvindo de Acessibilidade contemplou FotogrÁfrica, de Tila Chitunda, Catimbau, de Lucas Caminha e Um brinde, de João Vigo. Os três curtas do Festcine serão exibidos no dia 28/04, às 18h, no Cinema do Museu com audiodescrição, Libras e LSE.

Nova Categoria

Tendo sido pioneiro no Brasil em premiar audiodescritores, o festival inaugura uma nova categoria para sua edição de 2017. Além de contemplar com dinheiro as melhores Audiodescrições (AD) e a melhor locução, a IV Mostra Competitiva do VerOuvindo irá premiar também a melhor audiodescrição iniciante.

“A premiação em dinheiro é uma de nossas ações voltadas a valorização do trabalho do audiodescritor, ainda desconhecido por muitos”, explica Liliana.

Num total de R$ 5.000 em prêmios, os valores serão divididos para seis vencedores: as três primeiras melhores audiodescrições pelo júri oficial (1º lugar: R$ 1.500; 2º lugar: R$ 1.000; 3º lugar: R$ 700); a melhor locução (R$ 800); a melhor audiodescrição pelo júri popular (R$ 500) e a melhor audiodescrição iniciante (R$ 500). A votação acontece por meio de cédulas em Braille, com fonte ampliada e em tinta.

A Mostra Competitiva será no dia 27.04, a partir das 17h30, no Cinema do Museu.

Encontros no VerOuvindo

O 3°Encontro (Inter)nacional de Audiodescrição será em Recife e vai coincidir com as datas do VerOuvindo que está, de acordo com Liliana, agregando eventos e consolidando Pernambuco como um importante Polo de fortalecimento da profissionalização e disseminação da acessibilidade comunicacional.

No I Encontro do Mundo Cegal, em 2016, um grupo de pessoas cegas, das mais diversas partes do Brasil, frequentaram a programação do VerOuvindo e fizeram passeios com audiodescrição nos principais pontos turísticos do Recife.

“A Rádio Mundo Cegal faz transmissão ao vivo de eventos e vamos, novamente, transmitir os debates e filmes audiodescritos do VerOuvindo. Queremos ampliar a visibilidade que o festival dá a audiodescrição.”, pontua Leondeniz, coordenador do Portal e da Rádio Mundo Cegal e militante pela defesa de diretos das pessoas com deficiência.

O VerOuvindo recebe, desde sua primeira edição, não só pessoas do Grande Recife, como do interior do Estado. Grupos vinculados à Associação Caruaruense de Cegos (Acace) e à Advampe – Associacão dos Deficientes Visuais do Agreste Meridional de Penambuco, de Garanhuns, por exemplo, são assíduos no festival.

Veja a Programação Completa abaixo e confira mais informações no site 

Dia 26/04

– 18h30, Cinema do Museu
Mesa de abertura
Formação de plateia, atividades de mediação e estratégias de divulgação do produto audiovisual acessível com Lívia Motta (SP); Caminhos para a produção da audiodescrição com Marie Gaumy (FRA); Mediação: Liliana Tavares

– 20h, Cinema do Museu
Sessão de abertura

Todos* (RS, 2017, cor, doc, 81min, Livre), de Luiz Alberto Cassol e Marilaine Castro da Costa

Sinopse: Um historiador viaja por várias cidades do Brasil e exterior em busca de reposta a uma pergunta: o que é acessibilidade? Acompanhando a trajetória de Felipe, que tem deficiência visual, vamos conhecer caminhos acessíveis e caminhos com muitas barreiras. Vamos conhecer o que pessoas com e sem deficiência pensam sobre temas como diversidade humana, educação inclusiva, cultura e tecnologias. Todos é um filme sobre pessoas e suas diferenças.

*estreia no Brasil, com presença dos diretores, da equipe do filme e da acessibilidade.

Dia 27/04, Cinema do Museu
– 17h30: Mostra competitiva iniciante 
– Autofagia (12min, 2016, PE), de Felipe Soares
Audiodescrição: Felipe Soares, Mozart Albuquerque e Priscilla Botelho
Locução: Victor Moury

Elekô (7min, 2015, RJ/PE), direção coletiva
Audiodescrição: Amanda Letícia, Hannah Cunha, Giuliana Miguel
Locução: Hannah Cunha
Consultoria: Michelle Alheiros

O Outro par (6min, 2014, EGI/RJ), de Sara Rozik
Audiodescrição: Wilma Lacerda Kauss
Locução: Márcia Caspary
Consultoria: Felipe Monteiro

– 18h30: Mostra competitiva geral
A piscina de Caíque (15min, 2017, GO), de Raphael Gustavo da Silva
Audiodescrição: Alfredo Farah
Locução: Cleber Franceschi
Consultoria: Edgar Jacques

Ilha (15min, PB/RJ), de Ismael Moura
Audiodescrição: Mônica Magnani
Locução: Mônica Magnani
Consultoria: Marilena Assis, André Campelo e Luis D. Medeiros

Lá do alto (9min, 2015, RJ), de Luciano Vidigal
Audiodescrição: Mônica Magnani
Locução: Mônica Magnani
Consultoria: Marilena Assis, André Campelo e Luis D. Medeiros

Òrun Àiyé – A criação do mundo (12min, 2015, BA), de Jamile Coelho e Cintia Maria
Audiodescrição: Bárbara Carneiro
Locução: Odilon Camargo
Consultoria: Sandra Farias

Sexta série (18min, 2012, PE), de Cecília da Fonte
Audiodescrição: Rodrigo Sanches
Locução: Rodrigo Sanches
Consultoria: Ana Rosa Bordin Rabello

Dia 28/04, Cinema do Museu 
– 18h: Mostra Curtas Pernambucanos*

Catimbau (2015, DCP, cor, doc, 23min, 12 anos), Lucas Caminha
Sinopse: Catimbau é um curta-metragem experimental, desenhado como uma experiência sensorial em um parque de preservação ambiental no nordeste do Brasil chamado Vale do Catimbau, no estado de Pernambuco. Cosmo Grão compôs uma trilha sonora original inspirada no parque nacional que foi posteriormente reproduzida em localização por Lucas Caminha e sua equipe filme. Este é um filme sobre como um lugar tanto pode inspirar quanto ser inspirado pela música.

FotogrÁfrica (2016, DCP, cor, doc, 25min, 12 anos), de Tila Chitunda

Sinopse: Dona Amélia é uma angolana refugiada de guerra que recomeçou a vida em Olinda. A partir do seu mural de fotografias, sua filha mais nova, nascida no Brasil, vai em busca de suas raízes.

Um brinde (2016, DCP, cor, fic, 16min, 12 anos), João Vigo

Sinopse: Elias sempre se evitou ir a enterros e velórios. Até o dia em que Cacau exigiu a presença do amigo em seu próprio enterro.

*debate após a sessão com diretores e profissionais da acessibilidade.

Dia 29/04, Cinema São Luiz
– 14h às 17h: Oficina Iniciação à leitura cinematográfica, com André Dib (PE)
– 17h30: Master class – Uso da Linguagem cinematográfica no roteiro de audiodescrição com Marie Gaumy (FRA)

– 18:30h: Sessão Memória 16 anos

Amigos de Risco* (PE, 2007, DCP, cor, fic, 88min, 16 anos), de Daniel Bandeira.

Sinopse: Após uma temporada longe do Recife, Joca está de volta. No reencontro com os melhores amigos, Nelsão e Benito, o grupo se joga em uma jornada pela vida noturna da cidade. Buscando aventuras e passando por situações adversas, os amigos se veem correndo contra o tempo para salvar Joca, que inesperadamente passa mal. Sessão comemorativa de 10 anos, com filme restaurado em 2K.
*com presença do diretor, da equipe do filme e da acessibilidade.

20:30h: Sessão GloboNews
Trans* (RJ, 2016, cor, doc, 53min, 18 anos), de Fernanda Dedavid e Renata Baldi.
Sinopse: João é escritor. Nasceu Joana em 1950. Giowana, advogada, se assumiu mulher há 6 anos. Wallace deixou de se definir como homem ou como mulher em 2010. Atua no Teatro Oficina.

O estudante Luan, 16 anos, era menina até os 14. Trans conta como se sente e como é a vida de quem nasce num corpo com o qual não se identifica. A trajetória, a ambiguidade, a dúvida, o medo, a coragem de ser transgênero no Brasil.  *com presença da diretora, da equipe do filme e da acessibilidade.

30/04 – Cinema São Luiz
17h – Sessão de encerramento

Shaolin do Sertão* (CE, 2016, DCP, cor, fic, 100min, 12 anos), de Halder Gomes

Sinopse: Aluízio Li, um aficionado e alienado por filmes de artes marciais no interior do Ceará nos anos 80, vê seu mundo lúdico e inocente em xeque quando um lutador profissional aposentado (Toni Tora Pleura) resolve desafiar todos os “valentões” da cidade. Downtown Filmes.
*com presença do diretor e com a experimentação do óculos para visualização da Libras na tela através do aplicativo MovieReading.

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