25º Festival Internacional Anima Mundi 2017

De 27 a 30 de julho retorna o maior evento de animação da América Latina, o Festival Internacional de Animação do Brasil ou Anima Mundi.

Comemorando seus 25 anos, o Anima Mundi promove a união e o congraçamento entre todos os agentes da animação brasileira. E presente em mais uma edição na Cinemateca Brasileira, o festival apresenta 42 filmes, entre curtas e longas, em 10 sessões.

Programação completa da 25ª edição na Cinemateca em nosso calendário. Maiores informações no site do Anima Mundi.

FOCO CANADÁ: CREATIVE PROCESS: NORMAN MCLAREN
Sinopse:Documentário sobre o processo de criação de Norman McLaren. Um gênio cinematográfico que fez filmes sem câmeras e música sem instrumentos, McLaren produziu 60 filmes com uma incrível variedade de estilos e técnicas, recebendo mais de 200 prêmios internacionais e reconhecimento mundial.
Direção: Donald McWilliams
Ano de Produção2017
Cromia: Preto e Branco
Duração: 116′
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original: Processo Criativo: Norman McLaren
País de Origem: Canadá
Elenco: John Grierson, Susan Huycke, Norman McLaren
27.07.2017

QUINTA-FEIRA | SALA BNDES | 21:00

FOCO CANADÁ: OS CLÁSSICOS DE MCLAREN
Sinopse:Pas de Deux ( 13′,1968, PB)

Neighbours ( 8′,1963, COR)

Blinkity Blank (5′,1955,COR)

Norman McLaren’s Opening Speech ( 7′,1969,PB)

Hen Hop (4′,PB)

Begone Dull Care ( 8′,1999, COR)

Le Merle ( 4′,1958,COR)

Synchromy ( 8′,1972, COR)

Pen Point Percussion (6′,PB)
Direção: Norman McLaren
Ano de Produção:
Cromia: Colorido
Duração: 51′
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original: FOCO CANADÁ: OS CLÁSSICOS DE MCLAREN
País de Origem:
Elenco:

28.07.2017

SEXTA-FEIRA | SALA BNDES | 21:00

SELKIRK, O VERDADEIRO ROBINSON CRUSOÉ
Sinopse:A história de Alexander Selkirk, o náufrago cuja vida solitária inspirou o escritor inglês Daniel Defoe a escrever Robinson Crusoé.
Direção: Walter Tournier
Ano de Produção2012
Cromia: Colorido
Duração: 93′
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original: Selkirk, El Verdadero Robinson Crusoe
País de Origem: Uruguai / Argentina / Chile
Elenco:
30.07.2017

DOMINGO | SALA BNDES | 19:00

Sessão Petrobrás: Anima Mundi 25 anos 1
Sinopse:L.E.R. (Brasil, 3’22”, 2007, cor), de João Angelini

Chemin faisant (Along the way, Suíça, 03’41”, 2012, cor), de Georges Schwizgebel

Passo (Brasil, 03’40”, 2012, cor), de Alê Abreu Até a China (Brasil, 15′, 2015, pb), de Marão

Ride of Passage (Dinamarca, 4’56”, 2012, cor), de Christian Bøving-Andersen

História Trágica com Final Feliz (Tragic Story with Happy Ending, CAN, FRA, POR, 7’26”, 2007, pb), de Regina Pessoa

Head over Heels (Reino Unido, 10’20”, 2012, cor), de Tim Reckart

Manipulation (Reino Unido, 06′, 1991, cor), de Daniel Greaves

Luminaris (Argentina, 06′, 2014, cor), de Juan Pablo Zaramella

Como Lidar com a Morte (How to Cope with Death, Reino Unido, 03’10”, 2002, cor), de Ignacio Ferreras
Direção:
Ano de Produção:
Cromia:
Duração: 47
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original:
País de Origem:
Elenco:

29.07.2017

SÁBADO | SALA BNDES | 21:00

Sessão Petrobrás: Anima Mundi 25 anos 2
Sinopse:História de um urso (Historia de un Oso, Chile, 10’14”, 2014, cor), de Gabriel Osorio

Guida (Brasil, 11’18”, 2014, cor), de Rosana Urbes Feral (Feral, EUA/POR, 12’46”, 2012, pb), de Daniel Sousa

A Cauda do rato (La Queue de la Souris, França, 4′, 2007, cor), de Benjamin Renner

O projeto do meu pai (Brasil, 05’39”, 2016, cor), de Rosaria

O presente (The Present, Alemanha, 04’18” 2014, cor), de Jacob Frey

Chupeta (Pustishka, Rússia, 1′, 1993, cor), de Konstantin Bronzit

Boa viagem (Bon Voyage, Suiça, 06’14”, 2011, pb), de Fabio Friedli

KJFG nº5 (KJFG nº5, Hungria, 01’50”, 2008, cor), de Alexei Alexeev

Estranhos Invasores (Strange Invaders, Canadá, 08’27”, 2002, cor), de Cordell Barker
Direção:
Ano de Produção:
Cromia:
Duração: 52
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original:
País de Origem:
Elenco:

30.07.2017

DOMINGO | SALA BNDES | 21:00

Tesouros do Centenário 1
Sinopse:Frivolitá (3′, 1930, PB), de Luiz Seel

Macaco Feio Macaco Bonito (5′, 1929, PB), de Luiz Seel

Dragãozinho manso (25′, 1942, PB), de Humberto Mauro

Natal do burrinho (5′ 1984, cor), de Otto Gerra, José Maia e Lancast Mota.
Direção:
Ano de Produção:
Cromia:
Duração:
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original:
País de Origem: Brasil
Elenco:

27.07.2017

QUINTA-FEIRA | SALA BNDES | 19:00

29.07.2017

SÁBADO | SALA BNDES | 17:00

Tesouros do Centenário 2
Sinopse:O Átomo Brincalhão (8′ ,1964, COR) , de Roberto Miller

Desenho Abstrato nº 2 (4′,1989,COR), de Roberto Miller

Franknstein Punk (12′,1985,COR), de Cao Hamburger, Eliana Fonseca

Meow! (8′,1981,COR), de Marcos Magalhães

Os Idiotas Mesmo (12′, 2000, COR), de Allan Sieber
Direção:
Ano de Produção:
Cromia: Colorido
Duração: 44′
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original: Tesouros do Centenário 2
País de Origem:
Elenco:

28.07.2017

SEXTA-FEIRA | SALA BNDES | 19:00

30.07.2017

DOMINGO | SALA BNDES | 17:00

Tesouros do Centenário 3
Sinopse:A saga da Asa Branca ( 7′,1979,COR), de Lula Gonzaga de Oliveira

Sinfonia Amazônica (61′,1951,BP), de Anélio Latini Filho
Direção:
Ano de Produção2017
Cromia: Colorido
Duração: 68
Formato de Exibição:
Formato Original:
Título Original:
País de Origem: BRASIL
Elenco:

29.07.2017

SÁBADO | SALA BNDES | 19:00

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Estatuto da Igualdade Racial completa sete anos

estatuto-igualdade-racial-internaUm marco no combate ao racismo e ao preconceito no Brasil, o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288) completou sete anos na última quinta-feira (20). Apesar das conquistas, representantes da sociedade acreditam que muito ainda precisa ser feito para superar essas questões e acabar com as desigualdades sociais entre os diversos grupos étnicos.

O Estatuto da Igualdade Racial reúne um conjunto de regras e princípios jurídicos para coibir a discriminação racial e definir políticas que promovam a mobilidade social de grupos historicamente desfavorecidos. Essa legislação trata de pontos fundamentais, como o direito à saúde, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, à terra, à moradia adequada e ao trabalho.

Outro ponto importante do Estatuto diz que a herança cultural e a participação da população negra na história do Brasil precisam aparecer na produção veiculada nos órgãos de comunicação. Ainda sobre este aspecto, o Estatuto destaca que a produção de filmes e programas nas emissoras de televisão e em salas cinematográficas deve dar oportunidades de emprego a atores, figurantes e técnicos negros, com a proibição de qualquer discriminação de natureza política, ideológica, étnica ou artística.

Coube ainda ao Estatuto criar o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), para organizar e articular políticas e serviços do poder público federal para vencer as desigualdades étnicas do Brasil. O Sistema prevê parceria com estados, Distrito Federal, municípios, iniciativa privada e sociedade civil.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, o Estatuto da Igualdade Racial representa uma grande conquista por estabelecer ações que valorizem o papel dos afro-brasileiros. Porém, na visão dele, ainda há uma batalha grande para que os negros saiam de uma condição de marginalizados e ocupem posições dignas no mercado de trabalho, nos meios de comunicação, na política e no acesso aos principais serviços públicos, como moradia, saúde, segurança e educação.

Erivaldo Oliveira lembra que os jovens negros e pobres são as maiores vítimas da violência. “Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, homens jovens, negros e de baixa escolaridade são as principais vítimas de mortes violentas em nosso país. Esse mesmo estudo aponta que um negro tem mais chance de sofrer um homicídio que um branco. Precisamos reverter esse quadro”, destaca o presidente da Fundação Palmares.

Ativista e coordenadora do Núcleo de Políticas Educacionais das Relações Étnicas da Prefeitura de Salvador, Eliane Boa Morte comemora os sete anos do Estatuto. No entanto, também assinala a importância de mais avanços. “Nós, brasileiros, trabalhamos em cima da legalidade. Por isso a lei é fundamental, para que se tenha um olhar diferenciado que puna o preconceito”, afirma.

Eliane considera que a legislação precisa ser mais divulgada. “A nossa população deve conhecer melhor o Estatuto, até para se resguardar do racismo. Não podemos ficar só esperando a ação das autoridades. Precisamos nos informar e nos apropriar desta lei, para termos consciência de como avançar na luta por nossos direitos”, pondera.

Marcelo Araújo

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

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Manifestação cultural típica de Pernambuco se mantém com a paixão, a determinação e a resistência…

Boi

O trabalho de mestres da cultura popular, como Mestre Gercino, é foco do Prêmio Culturas Populares, promovido pelo Ministério da Cultura. Com inscrições abertas até 28 de julho, a iniciativa premiará, com R$ 10 mil, 500 iniciativas de mestres, grupos, comunidades e instituições privadas que mantém vivo o patrimônio da cultura popular do país, além de herdeiros de mestres ou mestras já falecidos. O objetivo do prêmio, que homenageia o mestre paraibano Leandro Gomes de Barros, é estimular uma das nossas maiores riquezas, a cultura feita pelo povo do Brasil. As inscrições podem ser feitas on-line ou por via postal (Ministério da Cultura / Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural – Prêmio Culturas Populares, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre B, 9º andar, CEP: 70308-200, Brasília-DF, aos cuidados da Coordenação-Geral de Mobilização). Os candidatos podem se inscrever de forma oral, em áudio ou vídeo. Saiba mais neste link.

“Na entrada da porteira, eu levei uma carreira,
do boi preto e branco chamado Boi Tira Teima”

“Nunca vamos desistir deste caminho”. É assim, com voz firme, mas embargada pela emoção, que Roberto Gercino fala sobre a paixão  que herdou do pai, mestre Gercino Bernardo da Silva, pelo Boi Tira Teima, e sobre sua determinação para enfrentar as dificuldades e manter as atividades do grupo. O Boi, que completa 95 anos em 2017, é o mais antigo de Caruaru, município no interior de Pernambuco e celeiro de talentos e de artistas da cultura popular brasileira.

Criado em 5 de outubro de 1922, o Boi Tira Teima surgiu como mais uma opção para se brincar o carnaval, já que, na época, apenas os mais ricos da cidade pernambucana tinham acesso a bailes, clubes de frevo e escolas de samba. “O Boi abraçou todos”, lembra Roberto, hoje coordenador da agremiação. Com o tempo, outros bois foram criados e passaram a brigar entre si. As disputas, chamadas de teimas, deram origem ao nome do grupo.

Ao som de instrumentos como tamborins, surdos e ganzás, as apresentações do boi ocorrem durante o carnaval, as festas juninas, a Semana Santa e o Natal, encantando o público com seus personagens e histórias. Na trama do folguedo, a grávida Caterina pede a Mateus para comer a língua do boi. Mateus então mata o boi, mas o fazendeiro quer o animal de volta e orações são feitas para que o boi reviva.

Mestre Gercino faleceu em 2011, com 88 anos. A herança do lendário Boi Tira Teima não ficou apenas para seus descendentes. Segue girando as cidades com seus quase 50 integrantes, a maior parte da família Gercino, que – além de Catarina e Mateus – interpretam personagens como a burra, o cavalo, as pastorinhas, o jaraguá, a ema, o pica-pau, a morte, o satanás, a cigana, o caipora, o índio e o babau.

Mulher de Mestre Gercino, Dona Lindaura, 82 anos, tem uma relação antiga com o Boi Tira Teima. Desde criança participava das apresentações. “Eu era muito carente, né?! Muito triste. Depois que a gente formou esse boi, me chegou uma luz.”

Esposa de Mestre Gercino, Dona Lindaura, 82 anos, recebe a equipe do Ministério da Cultura (MinC) em sua casa, acompanhada dos filhos Adalberto e Roberto, para contar a história do Boi Tira Teima. “Mas rapaz, vocês vieram até aqui, esse trabalho todinho!”. É um percurso de 15 minutos de carro do centro até os limites da cidade. Primeiro, asfalto. Depois, terra. No caminho, perto do ponto de ônibus, há sempre um balde d´água para que os pés não cheguem sujos nas apresentações.

“Dos meus filhos, qual é o mais velho? O Tira Teima. Aí Adalberto diz: ´Oxi, mãe! A senhora quer botar eu no recanto pra botar o boi?´ Eu digo: ´É não, meu fio, é porque o boi já tem noventa e poucos anos e você só tem sessenta”, ri dona Lindaura.

Nesses quase 100 anos, o Boi já teve muitos donos. Começou em 1922 com Pedro Zamoi. Passou pra Seu Alfredo, depois para Antônio Vaca Braba e então para Zé Pintor, com quem ficou até 1970, quando ele, cansado, o ofereceu por 50 mil réis a um dos brincantes chamado Gercino: “O meu conhecimento eu só vou vender a você”, relembra Dona Lindaura. “E eu vou comprar com quê? Eu não ganho dinheiro pra dar de comer aos filhos”, respondeu Mestre Gercino. Zé Pintor ofereceu condições: “Você vai pagando de 20 (mil réis). De 10. Aí você chega lá”. Lindaura, que já era casada com Seu Gercino, conta que foi a responsável pelo arremate: “Compra, Gerson, pra divertir os meninos!”. Lindaura teve 22 filhos.

Memória de infância

O boi já fazia parte do imaginário do casal desde a infância. Mestre Gercino se escondia debaixo da saia de sua mãe pra poder ver a apresentação. Dona Lindaura ia também e, quando o juiz (que fiscalizava a presença de crianças na rua à noite) aparecia, corria pra se esconder no galinheiro. Quando compraram, já brincavam no boi há muitos anos, inclusive acompanhados de alguns filhos.

Para falar sobre o Boi, dona Lindaura, com sua vozinha mansa, precisa contar da vida. “Eu era muito carente, né?! Muito triste. Depois que a gente formou esse boi, me chegou uma luz”. Ela recorda que, quando completou oito anos, sua mãe lhe falou: “De hoje em diante, eu não faço nada dentro de casa. Você vai fazer”. Aos 16, casou-se com Gercino. Improvisaram um quartinho até conseguirem subir uma casa, com tijolos que ela fez. Trabalhou na casa de farinha. Aprendeu a costurar para vestir os filhos, entre eles o Boi, que estava com a roupa velha quando o compraram e, a cada apresentação, perdia um pedaço. “A gente trabalhava e, quando era no fim do mês, comprava uns cinco metros de pano. E quando foi pra vestir o boi, ele tinha as roupas, graças a Deus! Demorou porque é muito tostão. Quer dizer, não é nada, mas pra quem não tem é demais.”

O boi é um membro da família, né?! Porque quando a gente se prepara pra sair com ele, junta todo mundo, até mesmo os que não podem. Eu não tô mais podendo sair, mas eu fico vibrando”, conta Adalberto “Muitas vezes, quando eu vi o pai e a mãe tirando dinheiro da aposentadoria pra comprar tecido, tinta, chita, eu dizia: ´mas deixem de ser besta, quem tem de fazer isso não é vocês, não´. E hoje, eu tô tirando do meu bolso”, diz Roberto

“A sobrevivência não vive por brincar, vive pra existir”. Quem solta a frase é o filho Roberto, que, ao assumir o Boi no lugar do pai, passou a vivenciar toda a sorte de dificuldades que o pai conseguiu superar para manter a tradição. Ele se emociona ao constatar que envelheceu e faz exatamente como os pais: “Muitas vezes, quando eu vi o pai e a mãe tirando dinheiro da aposentadoria pra comprar tecido, tinta, chita, eu dizia: ´mas deixem de ser besta, quem tem de fazer isso não é vocês, não´. E hoje, eu tô tirando do meu bolso”. Roberto faz uma longa pausa, com os olhos cheios d’água.

Então Adalberto, o filho mais velho depois do boi, sente necessidade de explicar a emoção do irmão: “O boi é um membro da família, né?! Porque quando a gente se prepara pra sair com ele, junta todo mundo, até mesmo os que não podem. Eu não tô mais podendo sair, mas eu fico vibrando.”

Após a fala do irmão, Roberto recomeça seu raciocínio: “A sobrevivência não vive por brincar, ela tem que viver por existir, a gente faz cultura e trabalha pra comer. Eu sei que os projetos e as oportunidades existem, mas, às vezes, nós que não sabemos como entrar não sabemos como fazer, como conquistar. A estrada é longa e aí a gente pede ajuda. Não pode desistir, senão nossos seguidores vão ficar pelo caminho. A gente já está vendo algumas linguagens sendo extintas. Porque tem crianças que o pai fazia xilogravura, fazia pífano, aí o filho pensa, mas pra que eu vou fazer igual se ele nunca conseguiu dinheiro? Mas a luta não é em vão”. E a família segue caminhando com emoção e o prazer que o Boi proporciona, inspirada pelo Mestre Gercino.

“O pai era um homem semianalfabeto, mas ser mestre é essa grandeza, de colocar coisas pra gente degustar, ver, escutar. Coisas que, às vezes, a gente até duvida”, conta Roberto. “Eu costumo dizer que o boi, pra mim, é um símbolo de verdadeira resistência. Não tenho outra palavra a dizer a não ser esta”.

Texto: Cecilia Coelho e Janine Moraes
Fotos: Janine Moraes
Vídeo: Guto Martins
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Programa incentiva presença quilombola no Ensino Superior

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Desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), o Programa de Bolsa Permanência (PBP) dá auxílio financeiro a estudantes matriculados em Instituições Federais de Ensino Superior que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica e a indígenas e quilombolas. À Fundação Cultural Palmares cabe receber as solicitações dos quilombolas e emitir a certidão para que eles participem do Programa.

Desde 2014, a Fundação Palmares emitiu 244 certidões. Algumas universidades concedem o benefício sem exigir a comprovação da instituição, por já terem programa de ações afirmativas ou por considerarem os quilombolas como público prioritário, caso da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O recurso é pago diretamente ao estudante de graduação por meio de um cartão de benefício. A Bolsa Permanência tem objetivo de minimizar desigualdades sociais e contribuir para que alunos que enfrentam dificuldades econômicas consigam se manter nos cursos e concluí-los.

O valor da Bolsa para quilombolas e indígenas é de R$ 900. O valor é acima do pago aos demais estudantes, por conta de especificidades da organização social das comunidades, condição geográfica, costumes, línguas, crenças e tradições.

Para se candidatar ao benefício, o interessado precisa fazer uma declaração se autoafirmando como quilombola. Além disso, necessita de um documento assinado por três lideranças de sua comunidade reconhecendo sua origem; da cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e de um comprovante de residência. Informações podem ser obtidas pelo e-mail quilombo@palmares.gov.br e pelo telefone (61) 3424-0101.

Ciências Econômicas

Originária da Comunidade Quilombola Morro de São João, no município de Santa Rosa do Tocantins (TO), Nadiny Braga, de 21 anos, ingressou recentemente no curso de Ciências Econômicas, na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Vivendo em Porto Nacional, com um filho de quatro anos, a jovem conta que soube do programa do MEC por intermédio de uma liderança da localidade em que morava. “Cumpri todos os requisitos exigidos junto à Palmares e, felizmente, deu tudo certo”, comemora.

A estudante afirma que, sem a Bolsa Permanência, enfrentaria dificuldades para se manter na universidade. “A Bolsa me ajuda com alimentação, transporte e aluguel da quitinete onde moro. Faço unhas nas horas vagas, mas só com esse dinheiro não daria para me manter e ao meu filho”, conta. “Tenho muita vontade de estudar, para crescer na vida, por isso agradeço bastante esta oportunidade”, ressalta Nadiny Braga.

“O programa é um apoio e tanto. Muitos alunos, como eu, não têm condições de trabalhar e estudar. Esse apoio faz a diferença”, diz Jéssica (Foto: Arquivo pessoal)

Jéssica da Cunha, de 19 anos, estuda Pedagogia também na Universidade Federal do Tocantins. Vinda da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, hoje reside na cidade de Arraias, distante 120 quilômetros de seu local de origem. Jéssica conta que, com o dinheiro da Bolsa, compra apostilas, faz viagens eventuais exigidas pelo curso, se alimenta e custeia o transporte. Como não possui outra fonte de renda, tem que apertar o orçamento. “O programa é um apoio e tanto. Muitos alunos, como eu, não têm condições de trabalhar e estudar. Esse apoio faz a diferença”, diz Jéssica.

Marcelo Araújo
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Sérgio Sá Leitão é o novo ministro da Cultura

Atual diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Sérgio Sá Leitão é o novo titular do Ministério da Cultura (MinC), conforme anunciou nesta quinta-feira (20) o presidente da República, Michel Temer. Com ampla e reconhecida experiência na área cultural, Sá Leitão foi chefe de gabinete do MinC durante a gestão do ex-ministro Gilberto Gil e secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro entre 2012 e 2015.

Sérgio Sá Leitão 2

Em sua passagem pelo MinC de 2004 a 2006, Sá Leitão tomou medidas importantes, como a criação do Programa de Economia da Cultura (Foto: Reprodução/TV Senado)

Sá Leitão, 49 anos, havia assumido a diretoria da Ancine em abril deste ano, indicado pelo então ministro Roberto Freire. Foi diretor-presidente da RioFilme de 2009 a 2015. Também já assessorou a Presidência do BNDES, onde coordenou a criação do Departamento de Cultura. Foi membro do Conselho Petrobras Cultural, vice-presidente da Comissão Interamericana de Cultura (OEA) e vice-presidente da Associação das Distribuidoras Brasileiras (Adibra). Participou da criação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e da elaboração da Lei 12.485, que regulamenta a TV paga no Brasil.

Jornalista, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sá Leitão é pós-graduado em E-business pelo IBMEC (atual Insper) e em Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP).

Na iniciativa privada, foi consultor de várias empresas e trabalhou na Clear Channel Entertainment (hoje Live Nation), na Rio Bravo Investimentos, na Folha de S.Paulo, no Jornal do Brasil e no Jornal dos Sports. Foi sócio da produtora Solar Filmes, da editora AgitProp e da agência de design 20/01. Realizou diversos curtas, DOCs, clipes, comerciais, institucionais e exposições de fotografia.

É professor do Curso de Direito do Entretenimento da UERJ e deu aula na UFRJ, na UniverCidade e na Universidade Veiga de Almeida. Participa habitualmente como conferencista em diversos eventos no Brasil e no exterior, abordando temas como economia criativa, indústria do entretenimento e indústria do audiovisual. Também integrou o Conselho da Fundação OndAzul, ONG ambientalista criada por Gilberto Gil. Foi o responsável pela criação do CineCarioca Nova Brasília, o primeiro cinema 3D em uma favela brasileira (e também a sala com a maior taxa de ocupação no país), entre outros projetos.

Economia da Cultura

Em sua passagem pelo MinC de 2004 a 2006, Sá Leitão tomou medidas importantes, como a criação do Programa de Economia da Cultura dentro da Secretaria de Economia da Cultura. Foi Sá Leitão quem desenvolveu pela primeira vez um mapeamento da economia da cultura. Coordenou ainda o Programa de Apoio à Exportação de Música (Pró-Música), lançado para estimular a difusão da música brasileira no exterior, por meio de divulgação, geração de negócios e estímulo à demanda. Todas as ações foram identificadas pela marca ‘Música do Brasil’. Também foi o responsável pelo programa CulturaPrev, um Fundo de Pensão para os Trabalhadores da Cultura, que busca atender as necessidades específicas dos trabalhadores da cultura para garantir sua proteção social.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

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Editais para filmes de baixo orçamento apostam em cineastas estreantes e cinema autoral

Mares do Desterro, de Sandra Alves, foi um dos filmes selecionados no edital Longa BO Ficção (Foto: Reprodução)
A política de fomento aos conteúdos audiovisuais é uma das principais metas da Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC). Uma das estratégias é o lançamento de editais de estímulo à produção de longas-metragens de baixo orçamento. Além de assegurar a formação de novos cineastas, os chamados longas BO, por não terem de se encaixar obrigatoriamente na lógica de mercado, também estimulam a inovação da linguagem e da estética audiovisual. Apenas nos últimos três editais, o MinC investiu 27,5 milhões em 22 projetos cinematográficos nesse formato.
Lançados a partir do início de 2016, os três mais recentes editais de baixo orçamento – Longa BO Afirmativo, Longa BO Infantil e Longa BO Ficção – foram financiados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e da Agência Nacional de Cinema (Ancine), instituição vinculada ao MinC. Para a realização dos filmes, cada cineasta selecionado recebeu R$ 1,25 milhão, sendo que o valor total destinado ao projeto não pode ultrapassar R$ 1,8 milhão. No caso do Longa BO Infantil, voltado ao público de até 12 anos de idade, o edital possibilitou ainda que os filmes contassem com técnicas de animação.
Diretora de Enquanto o Céu não me Espera, Christiane Garcia acredita que os editais de baixo orçamento representam uma grande oportunidade para os cineastas estreantes (Foto: Arquivo pessoal)

Diretora de um dos dez projetos selecionados no último edital de Longa BO Ficção, Christiane Garcia, responsável por Enquanto o Céu não me Espera, acredita que os editais de baixo orçamento representam uma grande oportunidade para os cineastas estreantes. “Além de nos permitir o subsídio financeiro, o edital também nós dá liberdade para dialogar com a arte autoral, sem amarras editoriais, e com um público-alvo mais voltado ao cinema reflexivo e um mercado mais aberto a novas propostas artísticas e à experimentação”, avalia.

Christiane Garcia destaca, ainda, que ter o projeto selecionado pelo Ministério da Cultura é um reconhecimento a seu trabalho. “Sobretudo para uma realizadora do Amazonas, estado ainda sem leis de incentivo e sem editais para projetos desse porte”, destaca. Para a cineasta, outro aspecto importante do edital é o impulso à geração de emprego e renda para profissionais que vivem longe do eixo Rio-São Paulo.
A possibilidade de produção de filmes autorais é uma das principais virtudes dos editais de baixo orçamento, de acordo com a diretora de Mares do Desterro, Sandra Alves. O projeto, também selecionado no edital Longa BO Ficção, tem o roteiro assinado por Amilcar Claro, diretor e roteirista, falecido em 2015, que atuou como assistente de direção em importantes produções, como O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, Sonho de Valsa, de Ana Carolina, Latitude Zero, de Toni Venturi, e A Casa de Alice, de Chico Teixeira.
Tem cinema, sim!
“Os editais permitem que filmes sejam realizados em todas as regiões do País, com total liberdade estética e seguindo uma lógica muito democrática: a de que os filmes devem ser dirigidos por realizadores em início de carreira”, afirma o diretor Rodrigo Grota, que já teve dois filmes selecionados em editais do MInC para produções de baixo orçamento (Foto: Arquivo pessoal)

Rodrigo Grota, selecionado na categoria Infantil com o filme Passagem Secreta, acredita que os editais de baixo orçamento do MinC são essenciais para a diversidade do cinema brasileiro. “Eles (editais) permitem que filmes sejam realizados em todas as regiões do País, com total liberdade estética e seguindo uma lógica muito democrática: a de que os filmes devem ser dirigidos por realizadores em início de carreira”, afirma.

O longa A Passagem Secreta deverá ser filmado no 1° semestre de 2018. Este é o segundo projeto de Rodrigo Grota selecionado pelo MinC. O primeiro foi o curta-metragem Haruo Ohara, aprovado em 2008. O filme estreou no Festival de Gramado em agosto de 2010 e conquistou mais de 30 prêmios em festivais nacionais e internacionais.
O filme Alice dos Anjos, do diretor Daniel Almeida, também direcionado ao público infantil, propõe uma releitura do clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. No longa, Almeida se entrega a experimentações estéticas e narrativas, oferecendo ao público um universo novo de histórias. “A nossa Alice extrapola um pouco as simples adaptações, devido à liberdade que tomamos no texto. Além da troca de personagens tipicamente europeus por personagens da nossa cultura brasileira, há a inclusão de algumas discussões que fazem parte da teoria de Paulo Freire sobre a libertação dos oprimidos e a questão identitária, o que faz com que o longa tenha seu próprio DNA”, afirma.
Para Daniel, o edital, além de impulsionar o mercado de cinema infantil, o qual considera pouco ousado, também é importante para dar oportunidade a novos cineastas, sobretudo os que, como ele, vieram de cidades pequenas. “Fazer um longa-metragem financiado pelo Ministério da Cultura trará um fôlego para os realizadores de cinema no interior do Brasil, especialmente aqueles que terminavam a faculdade e acabavam se vendo obrigados a ir embora de suas cidades para evitar o desemprego. Este edital se torna uma força de resistência, um grito de esperança de que ‘aqui também se tem Cinema, sim!'”.
Jejum histórico
Selecionada no edital Longa BO Afirmativo, voltado apenas a diretores e diretoras afro-brasileiros, Viviane Cruz será responsável por Um dia com Jerusa. Segundo ela, será o primeiro longa dirigido no Brasil por uma mulher negra desde 1984. “Estar à frente do projeto que quebrará um jejum histórico na cinematografia brasileira é uma grande responsabilidade. O primeiro e último longa realizado por uma diretora negra no País foi Amor Maldito, de Adélia Sampaio”, explica.
Na avaliação de Viviane, o Estado deve sempre propor políticas reparatórias que possam diminuir a “profunda desigualdade racial” presente na sociedade brasileira e, nesse sentido, os editais longa afirmativos são muito importantes. “Esses editais são reveladores de uma demanda reprimida, já que existem muitas pessoas negras sedentas por contar a própria história”, afirma. “Diante da necessidade histórica de reparação estrutural e simbólica que o Estado deve à população brasileira e das reivindicações do público por um conteúdo audiovisual cada vez mais representativo, políticas afirmativas para o audiovisual são indispensáveis para o fortalecimento do cinema nacional”, pondera.
Sinopses
Longas BO Ficção
Enquanto o Céu não me Espera – Christiane Garcia
O filme conta a história do agricultor Vicente, que passa pelas dificuldades e privações causadas por uma enchente fora do comum e pelo isolamento imposto pela natureza. O longa é sobre a resiliência, especialmente sobre a capacidade que o homem da Amazônia precisa desenvolver para enfrentar as adversidades que a força da natureza lhe impõe desde seu nascimento.
Mares do Desterro – Sandra Alves
Uma família opta por se isolar do mundo, indo morar em uma praia de difícil acesso. O pai, Joaquim, pesca; Ana, a mulher, cultiva uma horta; Divina e Serena, gêmeas idênticas, e Mariano, o caçula, crescem, rodeados por mar e areia. Dez anos de total isolamento fazem surgir relações atípicas entre os irmãos.
Longas BO Infantil
Passagem Secreta – Rodrigo Grota
A história conta a história de Anita, uma garota de 11 anos que vive uma mudança: ela precisa se adaptar a uma nova cidade e a uma nova estrutura familiar. Em uma pequena cidade do interior do Brasil, o desaparecimento de outra criança e uma luz que emerge de uma casa misteriosa vão conduzir essa imaginativa Anita a uma jornada rumo ao desconhecido.
Alice dos Anjos – Daniel Almeida
Alice dos Anjos é uma releitura de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Alice dos Anjos é brasileira e negra. A rainha de Copas reina no cangaço e o Chapeleiro fui substituído pelo Sanfoneiro Maluco. O filme trata de questões importantes, tais como aspectos identitários e humanos.
Longa BO Afirmativo
Um dia com Jerusa – Viviane Cruz
A história gira em torno do encontro entre duas gerações de mulheres negras, que, na partilha de memórias e vivências, encontram respostas para amenizar a solidão cotidiana. O longa explora o universo em que Silvia e Jerusa estão imersas, identificando a memória coletiva da população negra ilustrada na trajetória de cada uma das personagens.
Ana Moura
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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ANCINE prorroga prazo para entrada em vigor de dispositivos da Instrução Normativa sobre publicidade na internet

ANCINE

A ANCINE anuncia a prorrogação por 90 dias da entrada em vigor de dispositivos da Instrução Normativa nº 134 que determinam a obrigação de registro e recolhimento de CONDECINE para publicidade audiovisual na internet. O texto do normativo, publicado em 18 de maio de 2017, previa a entrada em vigor para 60 dias após a publicação, portanto na terça-feira, 18 de julho. A decisão foi tomada após o acolhimento de uma manifestação de entidades representativas das agências de publicidade e agentes digitais, por meio de petição protocolada na Agência. Foi decidido que a Superintendência de Registro da ANCINE vai realizar uma Análise de Impacto Regulatório – AIR para avaliar as questões apontadas pelas entidades. A decisão será publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira, 17.

Na petição, a ABAP – Associação Brasileira das Agências de Publicidade, a Fenapro – Federação Nacional das Agências de Propaganda, e a ABRADI – Associação Brasileira de Agentes Digitais atentam para a obrigatoriedade de a produção publicitária destinada à internet ser produzida e registrada por meio de produtora devidamente registrada na ANCINE. Segundo as entidades,  existe um conjunto de obras publicitárias produzidas para veiculação na internet produzidas de forma simples diretamente por pessoas físicas (blogueiros, youtubers e influenciadores digitais). Acrescentam ainda que a obrigatoriedade de registro prévio pode impedir a circulação de anúncios publicitários veiculados ao vivo. As demandas apresentadas pelas entidades não haviam sido mencionadas em nenhum dos dois períodos em que o normativo em questão passou por consulta pública (de 16 de julho de 2015 a 14 de agosto de 2015, e de 26 de agosto de 2016 a 26 de setembro de 2016).

Dado o exposto pelas entidades, e com o intuito de amadurecer o debate e estimular a transparência, a ANCINE decidiu pela elaboração de uma Análise de Impacto Regulatório com foco no estudo do impacto da norma nos casos de produção de obra publicitária brasileira por pessoa natural e na veiculação de obras publicitárias ao vivo na internet. No processo, a Agência pretende convocar as entidades a contribuir com mais elementos para a análise da questão, apresentando casos concretos e dados estatísticos.

Também foi determinada a prorrogação por 90 dias da entrada em vigor do dispositivo que cria a obrigação do registro e do recolhimento de CONDECINE para obras publicitárias na internet (art. 2º da IN 132/2017, no que se refere ao inciso V do art. 24 da IN 95/2011).

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Conheça cinco museus do Ibram que podem ser visitados virtualmente

Que tal aproveitar o tempo após um dia de trabalho para visitar um museu e conhecer obras clássicas contemporâneas ou mesmo analisar a história do Brasil pelos olhos de grandes artistas nacionais e internacionais? A oportunidade está a distância de um clique porque já estão disponíveis, virtualmente, mais de 1.300 itens e 18 exposições de cinco museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

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passeio virtual é possível graças a uma parceria entre o Ibram e a empresa Google, fechada dia 3 de fevereiro deste ano. Podem ser visitados: Museu Nacional de Belas Artes (RJ); Museu Histórico Nacional (RJ); Museu Imperial (RJ); Museus Castro Maya (RJ) – formado pelos museus do Açude e Chácara do Céu; e Museu Lasar Segall (SP).

Museu Nacional de Belas Artes

É possível apreciar a coleção da Missão Artístico Francesa que trouxe ao Brasil artistas como Jean Baptiste Debret e Nicolas Antoine Taunay no início do século XIX com o objetivo de criar uma escola de arte e ofícios na então capital, Rio de Janeiro. A Missão arejou o panorama do cenário artístico e instituiu o estilo neoclássico com pinturas como o “Retrato de D. João VI” e o “Estudo para desembarque de Dona Leopoldina no Brasil” ambos de Debret, datados de 1817. O passeio virtual ao Museu ainda oferece ao público o contato com a primeira geração de artistas brasileiros formados por professores estrangeiros que aqui chegaram com Joachim Lebreton, chefe da comitiva de artistas e artesãos.

Museu Histórico Nacional

Uma das principais atrações do projeto é poder conferir os pormenores de algumas obras, que foram capturadas por uma câmera capaz de digitalizar com uma super-resolução e revelar detalhes que poderiam passar despercebidos a olho a nu. A pintura [Ex-Voto] Batalha dos Guararapes”, de 1758, é uma das 450 obras disponíveis a partir dessa tecnologia. Integrante do acervo do Museu Histórico Nacional (RJ), a pintura retrata uma das maiores batalhas ocorridas na época colonial, que culminou com a perda, pelos holandeses, do controle do território pernambucano fora do Recife.

Ao dar zoom no quadro, é possível explorar os detalhes da atuação conjunta de europeus portugueses, africanos e indígenas (formadores da população brasileira) em uma tática em meio aos contornos do Morro dos Guararapes, que serviram para criar emboscadas aos holandeses.

A partir da obra também pode-se identificar características religiosas que foram um estímulo ao combate. Segundo historiadores, a conversão dos patriotas (que viriam a dar origem aos brasileiros) ao catolicismo português permitiu a união contra os judeus e protestantes holandeses, percebidos como forasteiros. A obra ainda está relacionada à origem da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres do Monte de Guararapes, em Recife, como forma de testemunho público da força do agraciador, em uma prática da época conhecida como ex-voto.

Museu Imperial

Além de obras de arte, outros itens históricos podem ser contemplados pelas telas de celulares, tablets ou computadores. Outro projeto do Google, o We wear Culture (Nós Vestimos Cultura) transporta o fascínio do traje e insígnias usados por d. Pedro II em sua coroação, em 1841, como Imperador do Brasil para fora do ambiente físico do Museu Imperial (RJ), cujo acervo compõem.

Tecidos nobres para vestir: veludo, seda, fios de ouro, além de metais nobres e pedras preciosas nas insígnias régias. O traje real, acima de tudo, mostrava a riqueza das terras governadas pelo imperador-menino. “Falar sobre o traje usado por d. Pedro II em sua coroação, antes de mais nada, é falar sobre como a indumentária é o atributo de quem o veste: ele não foge a nenhuma regra simbólica presente no século XIX. São símbolos de poder e de afirmação do país recém-independente, que buscava lugar e respeito entre os grandes e tradicionais reinos existentes na Europa”, explica a coordenadora do projeto de digitalização do Museu Imperial, Muna Durans.

Museus Castro Maya

O perfil eclético da coleção de obras dos Museus Castro Maya (RJ) – formado pelos museus do Açude e Chácara do Céu -, chama atenção. O colecionador e mecenas das artes Raymundo Ottoni de Castro Maya doou os imóveis e toda a coleção cerca de 17 mil itens, que abrangem tanto as artes plásticas quanto as artes aplicadas, decorativas e a bibliofilia.

Tão rico acervo pode ser visitado assim como está disposto no museu num passeio 360º a partir da ferramenta virtual pelas salas e jardins do imóvel.

Ao entrar virtualmente no museu, o visitante se depara com o retrato de Castro Maya feito pelo amigo Candido Portinari, com quem desenvolveu muitos projetos desde a década de 1940 até a morte do artista. Deste relacionamento de vinte anos resultou a acumulação de 168 originais, entre pinturas, desenhos, gravuras e ilustrações de livros. O museu é um dos maiores acervos públicos do pintor e artista plástico brasileiro.

Ao olhar ao redor e subir as escadas do museu, outras obras de Portinari podem ser contempladas: “O Sonho”, “Menino com Pião”, “O Sapateiro de Brodowski’. Considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil, foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional com obras como os gigantescos painéis de “Guerra e Paz”, presenteados à sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, em 1956.

Durante o passeio, ainda é possível conhecer peças das coleções de arte oriental, Brasiliana, arte brasileira moderna, arte popular brasileira e arte europeia dos séculos XIX e XX, além de alguns exemplares esparsos de peças clássicas e obras dos séculos XVII e XVIII.

Museu Lasar Segall

Pelo projeto ainda é possível conhecer a história do artista por trás das obras. O processo do abrasileiramento do lituano Lasar Segall é apresentado numa temática audiovisual: suas obras mais representativas e áudios explicativos de cada fase de sua produção artística perpassam desde o impressionismo europeu do começo do século XX até a “revelação do milagre da cor e da luz” com o movimento modernista após conhecer o Brasil, na década de 1920.

“A saída da Alemanha rumo ao Brasil em 1923 mudaria por completo o olha de Lasar Segall em relação a tudo que agora o cercava. As novas cores, quentes e cheias de vida, e a proximidade com o jeito apaixonado de ser do brasileiro se instalaram definitivamente na alma de Segall”, narra um dos áudios ao exaltar a influência de brasileiros renomados do movimento modernista, como Tarsila do Amaral e Mario de Andrade, sobre o trabalho do artista.

O Museu Lasar Segall (SP) está instalado nos espaços que eram de sua casa e de seu ateliê, adaptados a essa nova finalidade. O artista voltou definitivamente ao Brasil em 1932, na casa projetada por seu cunhado, o arquiteto modernista Gregori Warchavchik.

Lara Aliano
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Credenciamento de jurados em audiovisual: confira os habilitados

post-juradados-03O Ministério da Cultura (MinC) divulgou nesta terça-feira (18), em portaria no Diário Oficial da União, a lista com 209 habilitados e 75 inabilitados no Edital de Credenciamento de Jurados em Audiovisual. Os selecionados na etapa final, a ser divulgada posteriormente, formarão um banco de especialistas e poderão fazer parte de comissões de seleção de editais, programas de capacitação e tutoriais de produção de roteiro, entre outras atividades.

Os candidatos inabilitados têm prazo de quatro dias úteis a partir da data de hoje para apresentar pedido de reconsideração, que deve ser feito exclusivamente mediante o envio do formulário disponível nesta página para o endereço eletrônico concurso.sav@cultura.gov.br. Os pedidos de reconsideração não admitem saneamento de pendências e/ou inclusão de novos documentos.

De acordo com a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Mariana Ribas, o Edital de Credenciamento de Jurados em Audiovisual tem como objetivo fortalecer a política de fomento às atividades audiovisuais da Pasta. “O edital permite o respeito à diversidade brasileira, com paridade de gênero e raça nas comissões de seleção do  MinC”, afirma.

Os jurados podem ser credenciados em três eixos. No de Produção Audiovisual e Novas Mídias, foram consideradas pessoas que tenham experiência como produtor executivo, diretor, diretor de produção, diretor de fotografia, roteirista, animador, programador ou desenvolvedor de aplicativos e jogos eletrônicos.

Na área de Formação Audiovisual, puderam se inscrever formadores audiovisuais que tenham ministrado cursos, seminários ou oficinas. Como julgadores da área de Eventos Audiovisuais, participaram especialistas em curadoria ou crítica de obras audiovisuais e produtores de eventos técnicos, como festivais, mostras, seminários e oficinas.

De acordo com o edital, a convocação está condicionada às demandas da Secretaria do Audiovisual, caracterizando o credenciamento como mera expectativa de direito. O edital tem vigência de três anos, contados a partir da homologação do resultado final, prevista para agosto.

Mais informações: concurso.sav@cultura.gov.br

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Inscrições abertas para a quarta edição do Festival de Cinema de Caruaru (PE)

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4ª edição do Festival de Cinema de Caruaru será de 10 a 18 de novembro. Foto: Divulgação

O Festival de Cinema de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, abre inscrições neste sábado (15) para sua quarta edição, que será realizada de 10 a 18 de novembro. As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de agosto e a divulgação dos filmes selecionados será no dia 1º de outubro, na fan page do festival no Facebook. Os premiados receberão o Troféu José Condé. Os interessados em participar poderão inscrever filmes que foram finalizados a partir de janeiro de 2016. As inscrições devem ser feitas por meio do preenchimento da ficha no site festivaldecaruaru.com.br/ (para as mostras Estudantil, Agreste e Brasil de curtas) e pela plataforma filmfreeway.com (para Mostras Brasil de curtas e longas, ibero-americana e infanto-juvenil).

O Festival

O Festival de Cinema de Caruaru é um espaço de difusão dos elementos culturais locais, de intercâmbio entre realizadores brasileiros e estrangeiros, de incentivo às produções locais e de formação de público, com exibições, oficinas e debates. O evento também inclui ações educativas, como produção de filmes dentro das instituições de ensino e a oferta de sessões específicas para estudantes.

Confira as especificações de cada categoria*:

a) Mostra Estudantil de Curta-metragem: Filmes com temáticas livres; que não tenham sido premiados em outros festivais até a data de sua inscrição; com direção de estudantes de graduação; matriculados em instituição de ensino estabelecida no Agreste do estado de Pernambuco.

b) Mostra Agreste de Curta-metragem: Filmes ambientados na região Agreste dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Bahia mostrando ao menos um dos itens: espaços naturais e urbanos, temas sociais, história ou valores locais. Os diretores e produtores devem ser destes estados citados.

c) Mostra Brasil de Curta-metragem: Filmes de temáticas livres, de qualquer estado brasileiro, ambientados no Brasil e produzido e dirigido por brasileiros.

d) Mostra Brasil de Longa-metragem: Filmes com temáticas livres, de qualquer estado brasileiro, ambientados no Brasil e produzido e dirigido por brasileiros.

e) Mostra Ibero-americana de Curta-metragem: Filmes com temáticas livres produzidos e dirigidos por natos ou residentes em Portugal, Espanha, Andorra e países hispano-americanos e ambientados nestes países. Os filmes que não forem em português devem ter legendas no idioma.

f) Mostra Internacional Infanto-juvenil de Curta-metragem: Filmes destinados a crianças e adolescentes.

Os filmes que não forem falados em português devem ter legendas em português ou dublados para o português. *Serão aceitos curta-metragens com duração de até 20 minutos e longa-metragens entre 70 e 110 minutos (incluindo-se os créditos).

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