Vinte e seis municípios aderem ao Sistema Nacional de Cultura

photo5130061315648366517Vinte e seis municípios brasileiros aderiram ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), um processo de gestão e promoção das políticas públicas de cultura criado pelo Ministério da Cultura (MinC) e elaborado entre União, estados, o Distrito Federal e municípios. Com essas novas adesões, já são 2.288 municípios que fazem parte do SNC, o equivalente a 41,1% do total das cidades brasileiras ou mais de 70% da população. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (19) e quinta-feira (20).

A lista publicada inclui: Águas Frias (SC), Ararenda (CE), Arvoredo (SC), Barras (PI), Barro Preto (PI), Bonito de Santa Fé (PB), Chorozinho (CE), Dois Vizinhos (PR), Gloria da Goita (PE), Guarporé (RS), Ilha Grande (PI), Jerônimo Monteiro (ES), João Costa (PI), Luminárias (MG), Nova Nazaré (MT), Oscar Bressane (SP), Paranarama (MA), Prudentópolis (PR), Quata (SP), Santa Rita do Araguaia (GO), São Félix do Araguaia (MT), São José do Goiabal (MG), Selviria (MS), Tacuru (MS) e Timbé do Sul (SC).

“A adesão ao Sistema Nacional de Cultura é muito importante, porque possibilita que os municípios aprimorem suas gestões culturais”, explica o secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional do MinC, Adão Cândido. “As cidades que participam criam seus respectivos órgãos gestores, conselho de política cultural, conferência de cultura, plano de cultura e um sistema de financiamento”, informa.

Processo de adesão

A adesão ao SNC é feita via internet pelo gestor de cultura local, por meio da plataforma instalada no endereço eletrônico www.cultura.gov.br/snc, no qual são solicitadas informações que deverão ser preenchidas por um usuário a ser cadastrado e que acompanhará o processo. Depois do preenchimento, o formulário de solicitação de integração e o acordo de cooperação serão gerados para impressão e assinatura do prefeito do município. Na sequência, os documentos deverão ser enviados, via Correios, à Secretaria de Articulação e Desenvolvimento Institucional do MinC para a formalização do processo de adesão, que se conclui com a publicação no Diário Oficial da União.

Após a publicação do extrato do Acordo de Cooperação no DOU, o gestor deve preencher o Plano de Trabalho na Plataforma do SNC. O Plano de Trabalho consiste na definição das melhores estratégias para a estruturação do sistema de cultura em um período de até dois anos, podendo ser prorrogado por ofício.

Cabe ao gestor, ao realizar as tarefas elencadas no Plano de Trabalho, postar os arquivos na Plataforma do Sistema. Essas informações são estratégicas para o dimensionamento do processo de estruturação do SNC no País e para orientar as melhores alternativas de suporte aos entes federados em seus processos de organização de sistemas de cultura.

Acesse neste link a listagem completa dos municípios que aderiram ao SNC no ano de 2017.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Share

Pernambuco Criativo discute Propriedade Intelectual

O Programa Pernambuco Criativo em parceria com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI promove debate sobre o uso estratégico da propriedade intelectual para a economia criativa. A ação acontece na Casa da Cultura, na próxima terça-feira (25). A entrada é franca.palestra-propriedade-intelectual-portal-foto-jannoon028-freepik-com-19042017-1Durante todo o mês de abril aconteceu na Casa da Cultura, atendimentos abertos ao público para tirar dúvidas sobre formalização para empreendedores na área da Cultura. Os encontros, com foco no tema Microempreendedores Individuais (MEI), decorreu de uma parceria firmada com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação (SEMPETQ). Para a última semana do mês, o Programa Pernambuco Criativo apresenta o tema Propriedade Intelectual e Economia Criativa e convida o chefe da Seção de Difusão Regional do Instituto Nacional de Propriedade Industrial em Pernambuco, Eduardo Bemfica, para dar orientações a artistas, realizadores e empreendedores da área da Cultura.

Vivemos momentos de intensas mudanças. E com a Cultura não é diferente. Da industrialização ao momento atual em que vivemos, permeado por uma sociedade dispersa e conectada em redes, o que presenciamos é uma infinidade de possibilidades que alteram ou ampliam as formas de conceber, manusear e negociar uma obra. Enquanto criadores e inovadores, os agentes desta cadeia produtiva e criativa da Cultura podem escolher serem os detentores de todos os direitos de uma obra ou ideia inovadora ou podem optar por serem permissivos, ao buscar fortalecer outros valores que não apenas os de propósito comercial, como são as Licenças Livres, dentre elas o Creative Commons. A palestra ministrada por Eduardo Bemfica pretende mostrar ao público o uso estratégico da propriedade intelectual no âmbito da Economia Criativa.

A perspectiva trabalhada pelo ministrante abordará como as obras literárias ou artísticas, conhecimentos, invenções, marcas e outras expressões da criatividade humana podem ser convertidas em propriedades privadas e como os detentores de direitos da propriedade intelectual ficam assegurados contra o uso não autorizado de seus trabalhos, produtos, processos e marcas. O encontro tem o propósito de sensibilizar o público sobre as possibilidades do sistema de propriedade intelectual para a Cultura e deve apontar os serviços prestados pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, com o fim de assessorar artistas e empreendedores da área sobre a garantia destes direitos. Para Bemfica, “a falta de informação sobre o tema propriedade intelectual é notória em diversas áreas econômicas do Brasil e não é diferente na economia criativa, setor que vem crescendo no cenário mundial. Apresentar as formas de proteção do capital intelectual aos empreendedores é uma forma de agregar valor aos seus produtos e serviços e possibilitar que a sua criação seja de fato reconhecida e garantida por lei.”

Marcus Sanchez, atual Gerente de Projetos Especiais da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), vê nas ações de formação, alinhadas às práticas e conceitos da Economia da Cultura e Criativa, como um importante canal para atender a diferentes perspectivas e necessidades apresentadas pela Cadeia Produtiva e Criativa da Cultura no Estado de Pernambuco. O Programa Pernambuco Criativo é uma realização da Secult-PE/Fundarpe em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Ministério da Cultura (MinC).

Arquivo Pessoal

PALESTRANTEEduardo Bemfica é formado em Administração pela Universidade de Pernambuco (UPE) e tem especialização em “Gestão da Inovação e Difusão Tecnológica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com 10 anos de atuação como Analista em Propriedade Industrial no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), atualmente é chefe da Seção de Difusão Regional do INPI em Pernambuco.

INSCRIÇÕES – Os interessados em participar da palestra podem se inscrever, gratuitamente, através do site Sympla. A entrada é gratuita.

SERVIÇO
Palestra Propriedade Intelectual e Economia Criativa:
Entenda os processos de Registro de Marca para garantias de direitos autorais
Data: 25 de abril, a partir das 10h.
Local: Casa da Cultura Luiz Gonzaga – Cela Jota Soares, Raio Sul, 2º piso – Santo Antônio – Recife
Inscrições: Site Sympla
Entrada gratuita. As vagas são limitadas pela capacidade do local.

Birô de atendimento
Datas: 24 a 28 de abril, das 13h às 17h
Local: Casa da Cultura Luiz Gonzaga – Cela 304, Raio Leste, 2º piso – Santo Antônio – Recife
Entrada gratuita.

Mais informações, entrar em contato:
e-mail: pecriativofundarpe@gmail.com
telefone: (81) 3184.3020

Share

Atlas Econômico da Cultura Brasileira já está disponível online

Os primeiros volumes da coleção Atlas Econômico da Cultura Brasileira já estão disponíveis em versão integral para download. Os dois exemplares pretendem oferecer subsídios teóricos e empíricos à construção de metodologias de avaliação do impacto dos setores culturais e criativos (SCC) sobre a evolução da economia brasileira, considerando a cultura como condição e caminho para o desenvolvimento econômico.

Com o intuito de compreender a situação atual dos setores culturais e criativos no Brasil, identificando suas potencialidades e limites, bem como sua distribuição regional e setorial, os objetivos dos primeiros volumes da coleção são (i) justificar a importância de um esforço de pesquisa como o Atlas Econômico da Cultura Brasileira, localizando-o na discussão teórica nacional e internacional e apontando especificidades setoriais; e (ii) formular modelos metodológicos voltados aos quatro eixos temáticos do Atlas Econômico da Cultura Brasileira, a listar empreendimentos culturais, mercado de trabalho, políticas públicas e comércio internacional.

Volume I

atlas1O primeiro volume da coleção orienta-se em torno da exposição de marcos teóricos e conceitos fundamentais, bem como de exemplos de estudos regionais e setoriais, os quais serão objeto dos próximos volumes da coleção. A primeira parte do volume I foca em aspectos teóricos e conceitos, apresentando capítulos acerca da taxonomia da economia da cultura e da economia criativa, do debate sobre a conta satélite da cultura no Brasil e no mundo e da proposição de um método de mapeamento para as cadeias produtivas das artes. Na segunda parte, são apresentados estudos regionais e setoriais, os quais expõem discussões iniciais a respeito do mapeamento em nível estadual e de setores como audiovisual, editorial, jogos digitais, museus, e música.

Volume II

atlas2O segundo volume tem como objetivo principal a elaboração de modelos metodológicos a serem aplicados na formulação do Atlas Econômico da Cultura Brasileira. Assim, reúne autores nacionais e internacionais organizados em quatro partes que correspondem aos eixos temáticos do Atlas, apresentando esforços de pesquisa provenientes das experiências espanhola e holandesa, contribuições da sociedade civil organizada, de institutos federais de pesquisa e de universidades públicas, conformando assim uma multiplicidade de saberes a serviço da compreensão do impacto econômico da cultura na realidade brasileira e mundial.

Com informações do NECCULT/UFRGS e Ministério da Cultura
Share

Noite de chorinho é promovida pela Escola de Música e Clube do Choro em São Luís (MA)

O Dia Nacional do Choro será comemorado em São Luís nesta quinta-feira (20), a partir das 19h, no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, centro histórico, numa noite que reunirá grupos musicais e apreciadores do gênero. Promovido pela Escola de Música do Maranhão Lilah Lisboa, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), o evento tem entrada franca e conta com a parceria do Clube do Choro do Maranhão, entidade que reúne todos os grupos musicais e instrumentistas do gênero no estado.pixinguinhaConfirmadas as participações dos grupos Regional Tira-Teima, Instrumental Pixinguinha, Chorando Calado, Cantinho do Choro, Os Cinco Companheiros, Urubu Malandro, Deu Branco e o Núcleo de Choro do Maranhão, formado por ex-alunos da Escola de Música. Também participam os alunos da Escola de Música do Maranhão e dos cursos de música da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

As comemorações do Dia Nacional do Choro acontecem em São Luís desde 2002. A data oficial é celebrada em 23 de abril, dia do aniversário de Pixinguinha. Este ano, o marco é o  aniversário dos 120 anos de Pixinguinha.

Um dos idealizadores do evento, o professor da Escola de Música, Raimundo Luiz, lembra que o evento já é uma tradição na cidade. “Além de ser um belo espetáculo e reunir os mestres e mestras instrumentistas, é uma oportunidade de confraternização das pessoas que estudam, praticam e divulgam o choro”, ponderou.

O homenageado do evento será o saxofonista Zequinha do Sax (1940-2017), in memorian. Falecido no último dia 11 de abril, José Raimundo Silva Gomes, o Zequinha do Sax, nasceu em Rosário e herdou do pai, também músico, o gosto e o talento pela música. Zequinha gravou vários discos de música instrumental e participou de diversos grupos musicais em São Luís onde morou até a sua morte.

Share

Reunião ampliada do Fórum Pernambucano em Defesa das Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura nesta quarta-feira (19)

Nesta quarta-feira (19), o Fórum Pernambucano em Defesa das Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura realiza a sua primeira reunião ampliada de 2017, às 19h na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, localizada em frente ao Parque 13 de Maio. 

unnamed (3)

O espaço será aberto a todas e todos que compreendem a importância da leitura na constituição do caráter do indivíduo e na garantia dos direitos humanos, em especial escritoras/es, ilustradoras/es, bibliotecárias/os, designers, livreiras/os, editoras/es e mediadoras/es de leitura. Serão apresentadas informações sobre o Conselho Estadual de Política Cultural, além de uma atualizaççao sobre o andamento do processo de escutas para o PELLLB, bem como informes sobre o seu Grupo Executivo, além de discussão sobre a construção de um sarau.

Share

Secult Pernambuco e Fundarpe promovem “Encontros de Cinema” no MEPE

A Secult-PE e Fundarpe, em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) realizam, entre os dias 26 e 27/4, a primeira edição dos Encontros de Cinema, no auditório do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). Aberto ao público (não será necessário se inscrever previamente), o evento contará com a participação de Rodrigo Camargo (Coordenação de Articulação Institucional para Ações de Fomento da Ancine) e Luís Maurício Bortoloti (Coordenação de Prestação de Contas da Ancine), que virão à capital pernambucana para falar sobre contratação, na quarta-feira (26/4), das 19h às 22h; e execução financeira e prestação de contas, na quinta-feira (27/4), das 9h às 17h.

A secretária-executiva do Estado, Silvana Meireles, destaca a parceria entre a Secult-PE/Fundarpe e a Ancine (Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe)

A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe, por meio do Funcultura, estabeleceram a parceria com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) desde o início, acessando os valores máximos disponíveis. “Uma parceria muito importante, pois praticamente duplicou os investimentos já feitos pelo Governo do Estado no edital do Funcultura Audiovisual, em torno de R$ 10 milhões, e que, com os valores do FSA, ultrapassam os R$ 20 milhões. Ações que fortalecem e consolidam a parceria, na medida em que investimos na aproximação entre as instituições e a capacitação dos produtores culturais”, coloca Silvana Meireles, secretária-executiva de Cultura do Estado.

 

A coordenadora de Audiovisual da Secult-PE/Fundarpe, Milena Evangelista, diz que a iniciativa servirá para os produtores culturais da cidade tirarem suas dúvidas com a equipe da Ancine sobre os processos de contratação, execução e prestação de contas. “Como Pernambuco aderiu, nos últimos três anos, ao Edital de Arranjos Regionais, muitos projetos possuem suplementação de recursos do FSA, e é de extrema importância que eles conheçam as exigências e as contrapartidas do fundo”, afirma.

ENCONTROS DE CINEMA
DIAS 26 E 27 DE ABRIL
AUDITÓRIO DO MUSEU DO ESTADO (MEPE)
(Av. Rui Barbosa, 960 – Graças, Recife)

26/04 – Palestra Ancine/FSA – Contratação
Palestrante: Rodrigo Camargo (Coordenação de Articulação Institucional para Ações de Fomento da Ancine)
Horário: das 19h às 22h

27/04 – Palestra Ancine/FSA – Execução Financeira e Prestação de Contas
Palestrante: Luís Maurício Bortoloti (Coordenação de Prestação de Contas da Ancine)
Horário: das 9h às 18h
Público-alvo: produtores culturais de audiovisual
Informações: (81) 3184-3076/audiovisualpe@gmail.com

Share

Bienal do Livro do Ceará terá diálogo com pessoas em situação de rua nesta quarta (19)

Nesta quarta-feira, 19/4, a programação da Bienal Fora da Bienal, integrante das atividades da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, tem a escritora, bailarina e contadora de histórias Kiusam de Oliveira, de Santo André-SP, às 19h30 na Praça do Ferreira, em diálogo com pessoas em situação de rua do Centro de Fortaleza.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Kiusam de Oliveira (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Professora universitária no Espírito Santo, doutora em Educação, mestre em Psicologia e especialista em temas étnico-raciais, Kiusam de Oliveira tem quatro livros lançados, com destaque para o tema direitos humanos, para o movimento negro e para o combate ao preconceito. A autora é também contadora de histórias e professora de danças afro-brasileiras.

O diálogo com as muitas pessoas em situação de rua na Praça do Ferreira promete ser um momento marcante para todos, como vem acontecendo nas diversas ações da Bienal Fora da Bienal, que já incluíram presença do ator e escritor Gero Camilo na Unidade Prisional Irmã Imelda, em Aquiraz; do escritor Valter Hugo Mãe na comunidade dos índios Anacé, em Caucaia, e dos escritores Tino Freitas e Benita Prieto no Instituto Tony Italo, em Itaitinga.

A Bienal Fora da Bienal é tanto uma forma de levar as atividades do evento a outros públicos, ressaltando o caráter democrático, inclusivo e participativo da Bienal, em sintonia com a política cultural do Ceará, como de colocar em prática o tema do evento, “Cada pessoa um livro; o mundo, a biblioteca”, promovendo encontros entre pessoas de diferentes contextos, “acervos vivos” capazes de dialogar, compartilhar experiências, visões de mundo, crescer juntos, a partir de encontros que só a Bienal poderia proporcionar.

“A produção de situações de encontro para a Bienal Fora da Bienal é uma iniciativa inovadora da Bienal Internacional do Livro do Ceará”, destaca o escritor Julio Lira, da ONG Mediação de Saberes, responsável pela coordenação e pela curadoria da Bienal Fora da Bienal.

“A Bienal Fora da Bienal realizará ao todo 14 atividades, pensadas estética, afetiva e politicamente. Este ano, juntos com a coordenação geral da Bienal, fomos chegando a uma programação em que outra vez nomes muito importantes da literatura de língua portuguesa terão oportunidade de interagir com nossa gente mais querida”, complementa Julio Lira, citando a coordenadora geral, Mileide Flores, e os curadores, Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravos, além de sugestões do secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, e convidando todos a vivenciar ao máximo a Bienal Fora da Bienal.

Programação em Redenção nesta quarta

Nesta quarta-feira, 19/4, a programação da Bienal Fora da Bienal também vai a Redenção, no Campus da Universidade da Lusofonia e da Integração Afrobrasileira (Unilab), reunindo consagradas escritoras de países africanos e de outras nações que falam português. É o Encontro Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa, que começa às 10h, com Rosalina Tavares (Cabo Verde), Conceição Evaristo (Brasil), Geraldo Amâncio (poeta e cantador cearense), Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Carlos Subuhana (Moçambique) e Brígida da Silva (Timor Leste). A mediação é de Manoel Casqueiro (Guiné-Bissau).

Às 14h acontece o debate sobre “A resistência da palavra nas literaturas africanas de língua portuguesa”, com Rita Chaves(Brasil), Ondjaki (Angola) e Sueli Saraiva (Brasil), mediadora.

Às 15h tem o encontro do escritor Tony Tcheka com os estudantes guineenses e às 16h a escritora moçambicana Pauline Chiziane fala sobre o tema “Mulheres, Literatura e Resistência”, com mediação da brasileira Luana Antunes.

Na quinta-feira, 20/4, a programação da Bienal Fora da Bienal continua em Redenção, na Unilab. Às 10h acontece a “Oficina Corporeidade Poética: Transcendendo o Corpo partindo da Ancestralidade Africana”, com Kiusam de Oliveira, no Pátio Campus Palmares.

ÀS 10h tem a mesa de escritores da Fundação Palmares, sobre a Editora Nandyala (Redenção) e as obras “Água de Barrela”, de Eliane Alves dos Santos Cruz (Brasil), “Haussá 1815”, de Júlio César Farias de Andrade (Brasil), “Sobre as vitórias que a história não conta”, de André Luís Soares (Brasil), “Sina Traçada”, de Maria Custódia Wolney de Oliveira (Brasil), “Sessenta e seis elos”, de Luiz Eduardo de Carvalho (Brasil), “Adjoké e as palavras que atravessaram o mar”, de Patrícia Matos (Brasil). A mediação é da brasileira Sueli Saraiva.

Às 19h30 acontece a conferência “A Construção da Guineidade”, com a escritora Moema Augel, doutora em Literaturas Africanas pela UFRJ.

Escritores no Titanzinho, no Pirambu, no Mucuripe…

Na sexta-feira, 21/4, às 16h, a Bienal Fora da Bienal acontece na praia do Titanzinho, no bairro Vicente Pinzon, com o escritor pernambucano André Neves, autor e ilustrador de livros infantis, propondo um bate-papo a partir do moteCadernos de areia em uma Fortaleza escondida”, em “Uma conversa à beira-mar”.

No sábado, 22/4, serão duas atividades da Bienal Fora da Bienal: na Vila do Mar, no Pirambu, à 16h, o escritor Daniel Galera põe os pés na areia e os braços n´água para conversar com os presentes a partir do mote “O coração do mar é o vento” em “Uma roda de conversa no mar”. Já às 19h, no Cuca Jungurussu, o consagrado Ignácio de Loyola Brandão fala sobre “A literatura como modo de rebeldia urbana”.

No domingo, 23/4, às 9h, no último dia de Bienal, a programação especial fora do Centro de Eventos do Ceará  será uma pedalada literária e artística, do Mucuripe ao Poço da Draga. O tema é Alegria é a prova dos nove: pedalando com Frida Kahlo” e a convidada especial é Izabel Gurgel, jornalista, ex-diretora do Theatro José de Alencar. O passeio se inicia na área dos barcos no Mucuripe e segue até o Pavilhão Atlântico, no Poço da Draga, Praia de Iracema.

Bienal no Sobrado José Lourenço

A exposição “Biwá”, no Sobrado José Lourenço, da artista quilombola Claudia Oliveira, também integra a programação da Bienal Fora da Bienal. A abertura aconteceu no sábado, 15/4, às 10h, no Sobrado (Rua Major Facundo, 154, Centro, e a exposição segue aberta ao público, com entrada franca, ao longo de todo o período da Bienal, de segunda a sábado.

Share

Paraíba: “Sertão Perene” mostra trabalhos da fotógrafa Áurea Cristina Barros na Funesc

A exposição “Sertão Perene”, da fotógrafa Aurea Cristina Barros, será aberta na quinta-feira (27), às 19h. Os trabalhos poderão ser vistos no Espaço Expositivo Alice Vinagre, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc). O período de visitação se estende até 8 de junho.

Trata-se de mais uma exposição que representa a abertura permanente para a produção dos artistas paraibanos por meio deste novo espaço expositivo criado na Funesc em 2016. A nova mostra substituirá ‘Prismas’, com trabalhos de Amauri Flor, J. Barreto e Flora Coura.IMG_9022

“Sertão Perene” é composta por 35 fotografias de sombras bem definidas e cores saturadas. A exposição se apresenta com a proposta de mostrar o sertão e sua beleza, sua gente, suas cores e flores, eternizadas pela fotografia. “A fotografia me faz registrar sentimentos, congelar o tempo, as luzes, as cores, e isso me fascina”, diz Áurea Cristina Barros em seu texto.

“Diante do sol castigante do semiárido paraibano, a fotógrafa consegue materializar sensações traduzidas em imagens. A natureza se faz presente nas captações de flores que florescem em meio à seca e animais que resistem e sobrevivem”, afirma o curador Elyenai Onias Fernandes em sua apresentação.

Aurea Cristina Barros – Fotógrafa, nasceu e vive no sertão da Paraíba, na cidade de Piancó. Se apaixonou pela fotografia em 2011, como hobby, mas sempre amante do sertão e com o olhar passou a escrever poemas por meio de suas lentes. Trabalha como repórter fotográfica e comunicação institucional na Câmara Municipal de Piancó desde 2013.

Serviço:

Exposição Sertão Perene

Fotógrafa Áurea Cristina Barros

Local: Espaço Expositivo Alice Vinagre – Mezanino II, rampa 1

Espaço Cultural José Lins do Rego

Abertura:  27/04 (quinta-feira)

Horário: 19h

Visitação: até 08/06/2017, das 8h às 22h

Share

Governo do Maranhão e UFMA firmam parceria para a realização do 40º Festival Guarnicê de Cinema

logotipoO governador Flávio Dino e a reitora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nair Portela, estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira (17) com o objetivo de definir a parceria do Governo para a realização da 40ª edição do Festival Guarnicê de Cinema. Pelo terceiro ano consecutivo, o Estado dará total apoio na realização do segundo maior evento coordenado por uma universidade e o quarto mais antigo do Brasil destinado ao fomento da área do audiovisual.

O Festival Guarnicê de Cinema é um dos mais tradicionais do Brasil e, em sua 40ª edição, receberá, mais uma vez, apoio do Governo do Estado. O calendário cultural e turístico da cidade de São Luís será movimentado de 2 a 10 de junho de 2017 por um grande elenco de cineastas, produtores, atores, atrizes, técnicos e um grande público estimado em mais de dez mil cinéfilos de todas as idades.

Durante a reunião, o governador Flávio Dino destacou que existe hoje, no Maranhão, “um trabalho consistente na área do audiovisual”, e citou iniciativas como o lançamento de editais e a abertura da Escola de Cinema. “Por isso celebramos mais uma vez a parceria com a UFMA para que o Festival ocorra no mês de junho. Tenho certeza que será um grande sucesso, com uma ótima programação”, enfatizou.

Além de fomentar as políticas audiovisuais, de acordo com Flávio Dino, o Guarnicê “impulsiona a economia local, estimula o turismo, a cultura, as pessoas a conhecer o Centro Histórico mais bonito do Brasil”, e é por isso que o Governo do Estado vai estar presente e apoiando financeiramente, com logística, para que o festival seja mais uma vez um grande sucesso.

De um total de quase 400 filmes inscritos na 40ª edição do Guarnicê, 37 filmes, entre curtas e longas-metragens, foram selecionados para competirem. A reitora da UFMA levou a proposta de parceria para o Governo com o objetivo de obter apoio no desenvolvimento da área audiovisual no Maranhão. “O Governo do Estado é um grande parceiro neste evento”, pontuou Nair Portela.

A reitora enfatizou ainda que a o Festival Guarnicê de Cinema é um importante evento da cultura maranhense e brasileira e, em sua 40ª edição, terá um aumento de dois dias em relação às outras edições, o que possibilitará a realização de mais oficinas, mais projeção e participação da população. “E o Governo do Estado entrou afirmando sua parceria e colaborando muito com a UFMA para a realização deste grande evento”, sublinhou Nair Portela.

O secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino, disse que desde o primeiro ano da atual gestão o Governo está apoiando o festival e em 2017 não será diferente. “A gente procura investir na cultura, nesse festival que é importante junto com a política do audiovisual. Estamos avançando no Governo Flávio Dino em todos os aspectos de projetos culturais. E o audiovisual é um dos que mais cresceu”, realçou.

Para Galdino, o Guarnicê vai proporcionar a visita de vários turistas e geração de emprego e renda no período que antecede o São João, “então nós apoiamos e continuaremos a apoiar no que for possível para garantir a essência do festival e que ele se perpetue por vários anos”.

Também participaram da reunião a pró-reitora de Extensão, Cultura e Empreendedorismo da UFMA, Dorlene Aquino, a diretora do Departamento de Assuntos Culturais (DAC) e coordenadora geral do Festival Guarnicê de Cinema, Fernanda Santos Pinheiro, e o diretor da Divisão de Atividades Audiovisuais, Saulo Simões da Silva.

Share

Secult Alagoas oferece oficina de artesanato indígena para alunos do Cenarte

A diversidade e o colorido da cultura nativa brasileira tomou conta do Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte), que recebe esta semana a Oficina de Artesanato do indígena. Os alunos estão colocando a mão na massa e conhecendo de perto a cultura aborígine. Nesta segunda-feira (17), pela manhã, a atividade centrou-se na produção de bijuterias, representada pela multiplicidade de cores e formas de materiais retirados da própria natureza.

Os indígenas são uma grande fonte de conhecimento. Suas experiências milenares cultivadas entre gerações é uma das responsáveis pela formação diversificada, heterogênea e peculiar da cultura brasileira. Passados mais de 500 anos da chegada dos portugueses no Brasil, o índio resiste e prova a importância do fortalecimento da sua cultura.

“O preconceito deve acabar. Somos todos irmãos, o que nos diferencia são as cicatrizes que o homem branco lá do passado deixou sobre meu povo, mas a gente ergue a mente pedindo força para o grande espirito e dá continuidade a nossa jornada”, disse o cacique do grupo Dzubucuá, Ryaconan, da tribo Kariri Xocó, de Porto Real do Colégio.

De nome que significa “pequeno rio”, Ryaconan, ministra a oficina no Cenarte com outros integrantes da tribo alagoana. “É com muito prazer que a gente vem expor um pouco do nosso trabalho, dos nossos costumes para os irmãos não índios”, falou.

“Trabalhamos no sentido de trocar conhecimento. Trago da aldeia a minha vivência, como também quero levar um pouco da vivência da cidade grande, mostrando para o nosso povo que é diferente, mas que não deixamos de sermos irmãos”, destacou o cacique. Ana Karolina viu na atividade a oportunidade de ter ideias para projetos futuros.  “Me inscrevi na oficina, porque pretendo trabalhar com design de joias, e é uma maneira de conhecer e ter ideias e inspirações para minhas criações”, destacou.

A portuguesa Maria Robertina, que está de passagem pelo Brasil, aproveitou a realização da oficina para ter contato com a cultura indígena. “Gosto de conhecer bem as coisas de cada lugar. Estou encantada com o trabalho dos índios de Alagoas”, disse.

Daniel Borges / Ascom Secult Alagoas

Share