Morre aos 84 anos, o ator pernambucano José Pimentel

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Morreu nesta terça-feira, aos 84 anos, o ator, diretor e dramaturgo, José Pimentel. Ele estava internado no Recife desde quinta-feira (09) em função de um enfisema pulmonar. O artista se tornou conhecido por interpretar por mais de 40 anos o personagem de Jesus no teatro.

Nascido em 1934 em  Garanhuns, agreste de Pernambuco, José de Souza Pimentel começou desde cedo a encenar em espetáculos teatrais. Mas foi na Peça Paixão de Cristo, assumindo em 1978 o papel de Jesus que José Pimentel ficou eternizado na memória dos pernambucanos.

Além de ator, José Pimentel dirigiu e produziu peças como  “A batalha dos Guararapes“, “O calvário de Frei Caneca” e “O massacre de Angico – A morte de Lampião“, no qual foi seu último trabalho realizado.

Em 2017, foi inserido na lista dos Patrimônios Vivos de Pernambuco, por interpretar o papel de Jesus por mais de 40 anos.

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MinC apoia candidatos brasileiros a Cidade Criativa da Unesco

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Começam nesta quarta-feira (15) as inscrições para o edital que selecionará cinco cidades brasileiras para receber apoio técnico à candidatura ao título de cidade criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Cada cidade deve identificar a área temática preferencial, dentro das seguintes categorias: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. As inscrições estarão abertas até 30 de agosto.

Podem participar do edital os mais de 2,6 mil municípios brasileiros que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) – instrumento de gestão compartilhada de políticas públicas de cultura adotado pelo Ministério da Cultura (MinC) – e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não integrem a rede de cidades criativas da Unesco.

Além da elaboração da candidatura, o edital visa estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que impulsionem a economia criativa, tenham a cultura como base e que contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU.

Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da Rede de Cidades Criativas, oito delas no Brasil: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR), no do design; João Pessoa (PB), em artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), na música; e Santos (SP), no cinema.

Rede de Cidades Criativas

O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Para integrar a rede, a cidade deve preparar um dossiê, que passará por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da Unesco.

A candidatura deve demonstrar, de forma clara e prática, a disposição, o compromisso e a capacidade da localidade em contribuir com os compromissos da Rede. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.

A Rede de Cidades Criativas da Unesco foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil; fomentar programas e redes de intercâmbio profissional e artístico; e de realizar estudos, pesquisas e criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.

Edital

Formulário de inscrição

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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MINC | Com Camocim de São Félix (PE), Pires Ferreira (CE) e Saboeiro (CE), SNC ganha adesão de 11 novos municípios

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Mais de 47% dos municípios brasileiros já integram o Sistema Nacional de Cultura (SNC), instrumento de gestão compartilhada de políticas públicas de cultura adotado pelo Ministério da Cultura (MinC). Nesta semana, foram 11 adesões, totalizando 2.619 municípios, o que representa 47,01% do total. Com as novas adesões, o sistema agora engloba 165,2 milhões de habitantes.

Os municípios que passaram a integrar o sistema são: Bela Vista (MS), Camocim de São Félix (PE), Ibirité (MG), José Boiteux (SC), Laurentino (SC), Olímpio Noronha (MG), Passa Quatro (MG), Pires Ferreira (CE), Saboeiro (CE), Taquara (RS) e Tavares (RS). Em 2018, 75 municípios  já ingressaram no SNC.

A adesão ao SNC permite que estados e municípios aprimorem a gestão cultural, com a criação de órgão de gestão local, conselho de política cultural, conferência e plano de cultura, além de sistema de financiamento. A assinatura do acordo de cooperação federativa entre o MinC e o ente federado, que se compromete a estruturar o seu sistema de cultura, marca a adesão ao sistema.

O Ministério da Cultura realiza oficinas para capacitação dos gestores e conselheiros municipais de cultura para auxiliar nesse processo. Com isso, o MinC tem buscado oferecer aos municípios as condições técnicas apropriadas para a integração ao Sistema Nacional de Cultura.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Festival de Cinema de Caruaru abre inscrições para mostras competitivas

O Festival de Cinema de Caruaru chega a sua quinta edição em 2018, ocupando no mês de novembro o Teatro Difusora. Exibições de filmes, atividades educativas, oficinas e apresentações culturais estão na programação.

Divulgação

Divulgação

Quinta edição do evento acontece em novembro deste ano

Os interessados em participar das mostras competitivas devem enviar seus filmes até o dia 15 de agosto. Nesta edição, poderão ser inscritas produções que tenham sido finalizadas a partir de janeiro de 2017. Serão seis mostras para filmes de curta-metragem (Mostra Universitária, Mostra Agreste, Mostra Brasil, Mostra Ibero-americana, Mostra Infantil e Mostra Juvenil) e uma para filmes de longa-metragem (Mostra Brasil).

A divulgação dos filmes selecionados acontecerá no dia 1º de outubro. O regulamento completo está disponível no site do evento.

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Biblioteca Nacional bate recorde histórico de visitas

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(Foto: Claras Angeleas/Ascom MinC)

No Centro do Rio de Janeiro, o imponente prédio da Biblioteca Nacional (BN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), dificilmente passa despercebido. Por si só, é um convite para adentrar uma das mais antigas instituições culturais do Brasil, com 200 anos de história. Com a fachada recém-reformada, promoção gratuita de visitas guiadas e oferta regular de exposições, a instituição alcançou recorde histórico de visitantes em julho: 16.108 pessoas. O número representa um aumento de 76,9% em relação ao mesmo período de 2017 e de 220% em relação ao mês de junho deste ano.

O número superou, inclusive, os registrados ao longo de grandes eventos ocorridos em anos anteriores. Durante a Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013, foram 10.478 visitantes; na Copa do Mundo, em julho de 2014, foram 8.878;  e, durante as Olimpíadas, em julho de 2016, 6.955 pessoas passaram pelo local.

“Um ponto central para o aumento de visitas foi o restauro da fachada do prédio. Foi de uma relevância enorme, o prédio compõe o perfil da Cinelândia e voltou a ter seu protagonismo”, afirma a presidente da BN, Helena Severo. “Ter esse número recorde significa que nossa casa está interagindo e cumprindo seu papel, que é preservar e difundir a memória nacional”, completa.

A fachada restaurada foi entregue pelo MinC e pela Fundação Biblioteca Nacional em junho, após ficar quatro anos coberta por lonas e tapumes. A reforma, que durou 18 meses, contou com investimentos de R$ 10,7 milhões do Fundo Nacional da Cultura (FNC).

Tesouro

A BN é considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das dez maiores bibliotecas do mundo e a maior da América Latina. Com acervo de mais de 10 milhões de itens, sua história remonta aos tempos da vinda da família real para o Brasil.

O núcleo original do seu acervo é a antiga livraria do rei português Dom José I. A coleção de livros foi iniciada para substituir a Livraria Real, que foi consumida pelo incêndio que sucedeu o terremoto ocorrido em Lisboa em 1º de novembro de 1755.

Mensalmente, o acervo é acrescido de 2 mil volumes de obras gerais e em torno de 5 mil fascículos de publicações seriadas. O acervo pode ser acessado também a distância, por meio da BN Digital, que já tem quase 2 milhões de documentos dos mais variados.

A Biblioteca tem a missão de coletar, registrar, salvaguardar e dar acesso à produção intelectual brasileira, assegurando o intercâmbio com instituições nacionais e internacionais e a preservação da memória bibliográfica e documental do país.

Visitas

A Biblioteca Nacional oferece o serviço de visita orientada, de segunda a sexta feira, das 10h às 17h, e aos sábados das 10h30 às 14h30. As visitas, com duração aproximada de 40 minutos, são oferecidas em português, inglês e espanhol.

Conduzidos por guias especializados, o serviço proporciona aos visitantes a possibilidade de conhecer a instituição e as mostras em exibição, além de ter acesso a espaços nobres e apreciar o conjunto da arquitetura que integra o prédio sede da Biblioteca Nacional.

Uma mesa interativa com touch screen foi instalada no saguão e permite que os visitantes manuseiem virtualmente obras importantes do acervo da Biblioteca Nacional, guardadas em salas especiais e que raramente são vistas pelo público.

A BN recebeu quase 100 mil visitantes em 2017, uma média de 5 mil por mês. Em 2018, de janeiro a julho, o total de visitantes chegou a 45.656.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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No Dia da Arte, presidente da Funarte fala sobre cenário criativo

Stepan, Funarte

A história da humanidade está intrinsecamente ligada às manifestações artísticas e, no mundo contemporâneo, essa relação está cada vez mais estreita. Diversas formas de linguagens se expandem e interagem, aliadas aos avanços tecnológicos que possibilitam novas maneiras de expressão e autonomia, abarcando também intervenções urbanas e ambientais. É nesse cenário, plural e multifacetado, que está o desafio do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), o ator Stepan Nercessian. Ao órgão, vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), cabe desenvolver políticas públicas que abracem toda essa extensão e pluralidade. Em celebração ao Dia Nacional das Artes, no dia 12 de agosto, Nercessian explora um pouco desse universo criativo e transformador no âmbito individual e coletivo.

A Funarte tem o gigante papel de abarcar políticas de fomento às artes em um país com dimensões continentais e várias expressões artísticas diferentes como o Brasil. Como é pensar esse fomento para as várias formas de expressões artísticas e expressões regionais dentro de cada segmento?

No século XXI, presenciamos a ampliação e a expansão acelerada das formas de expressão artística e de difusão. Cabe à Funarte abarcar em seus programas de fomento toda essa extensão, diversidade e multiplicidade de linguagens no campo das artes cênicas, música e artes visuais. As especificidades de cada região exigem tratamentos diversificados e programas específicos e abrangentes de forma a atender o máximo possível de demandas. Os processos criativos também se diversificaram, ou apresentam maior complexidade em seu tratamento, sendo que muitos deles exigem uma atuação imediata que exige procedimentos menos burocráticos para sua abordagem e execução. É necessário um suporte tecnológico adequado para suprir as deficiências na difusão de programas e projetos já existentes e autônomos, no sentido de difundir manifestações independentes, assim como fomentá-las em suas origens e disponibilizá-las por meio das diversas mídias contemporâneas.

Como o fazer artístico é visto hoje? Ainda há preconceito com o artista e sua arte?

Talvez a maior parte das pessoas não percebam ainda que a arte está em todo seu entorno, em todos os lugares por onde circula. Arte e cultura fazem parte do mesmo corpo e todos têm uma cultura, um conhecimento singular e coletivo do mundo que o cerca. No mundo contemporâneo, isso é mais evidente ainda. Não há comunicação interpessoal e coletiva sem imagem, som e objeto e isso ocorre o tempo todo por meio das tecnologias que estão aí. Por meio da fotografia, das sonoridades, das imagens em movimento e em todos os ambientes por onde circulamos. A arte pode ser uma forma de ver e viver o mundo e, a cada dia, é sentida como parte de sua própria vida, seja por meio de ferramentas tecnológicas ou mesmo em contato permanente com o ambiente em que se vive, na arquitetura, na natureza, nos objetos de uso, nos espetáculos musicais e teatrais, na dança, nos acontecimentos culturais na visualidade e sensorialidade. O artista tornou-se o criador e interlocutor entre os diversos segmentos da sociedade e talvez ainda não tenha sido reconhecido seu papel transformador dessa coletividade. Tem ainda a missão de estimular a ação criativa de qualquer segmento social e individual.

Qual a importância da arte no aspecto cognitivo e emocional, na construção de uma identidade individual e coletiva da sociedade?

Se a arte representa e intervém em todos os momentos da história de uma sociedade, certamente transita por todas as suas manifestações emocionais, de conhecimento e de representação dessa mesma sociedade. Estimula a reflexão e o pensamento crítico, constrói e desconstrói permanentemente valores e comportamentos, questiona e consolida formas e meios de subsistência, mitos e meios de produção, espiritualidade e questões filosóficas. A arte é um campo expressivo em expansão, próprio da natureza humana, capaz de consolidar e transformar o ser humano e a sociedade. Dessa maneira, contribui para a formação das identidades e tradições de um povo e de seus indivíduos, seja por meio da autonomia e liberdade de expressão ou por meio de regulamentações do próprio poder social de um grupo hegemônico e do Estado. Uma das grandes conquistas da sociedade contemporânea é essa liberdade e autonomia do artista em relação à criação e interferência crítica junto à sociedade e ao poder constituído.

Na perspectiva de geração de emprego e renda, como a arte pode ser uma alternativa viável? É possível viver de arte?

A arte, tal como podemos conceituar hoje e mesmo quando não era ainda chamada de arte (antes da Renascença), sempre teve um papel fundamental na economia e na sobrevivência humana. Anteriormente relacionada ao culto, contava com pessoas que exerciam uma função econômica como artífices que trabalhavam em equipe ou individualmente. Estavam incluídas a arquitetura, a pintura, a criação de objetos de uso, a poesia, a música, as artes cênicas (na tragédia grega tinha função crítica e educativa), a dança, a jardinagem e até mesmo a organização urbanística das cidades e ambientes domésticos. Portanto sempre se viveu de arte, sendo que para cada momento da história havia suas circunstâncias próprias. Claro que essa questão nos remete a uma análise mais complexa e nos obriga a viajar no tempo para conceituar cada momento referente à sua função sociopolítica e econômica. Quando a arte adquire maior autonomia, já no século XVIII, e com a separação entre arte e ofício, o artista assume sua autonomia e sua relação com a economia de sobrevivência é transformada em outra forma de subsistência sem deixar de influir na sociedade como um todo.

Como a arte pode influir na história da humanidade? Arte e história caminham juntas?

A arte, desde os primórdios, teve uma função econômica e de sobrevivência. Mesmo relacionada anteriormente ao culto e à espiritualidade, estava também relacionada à sobrevivência material e à preservação da vida humana e da natureza. Não há separação entre história e arte, sendo que, para compreender a história da humanidade, inevitavelmente temos que recorrer às manifestações artísticas de cada período e vê-las em seu próprio contexto. Estamos hoje vivendo um momento em que a arte está mais presente ainda em todas as atividades humanas e ainda interagindo com todas elas – na política, economia, ciência, filosofia – em todos os campos da atividade humana.

Qual é o grande desafio a ser enfrentado pela Funarte, que o órgão responsável pelas políticas públicas do setor no Brasil?

O maior desafio talvez seja incluir o enorme campo das artes com toda a sua diversidade de expressões em seus programas e ter recursos disponíveis apara atender a todos. Em cada campo de expressão artística, há diversas formas de linguagem em processo de expansão, preservação e experimentação. As fronteiras entre uma linguagem e outra se ampliam e se entrecruzam, criando um sistema cada vez mais interativo. Por outro lado, as tecnologias disponibilizadas hoje ampliam mais ainda as possibilidades de expressão e autonomia artística. As artes visuais não são mais só pintura, escultura, desenho, fotografia, o audiovisual e as ferramentas tecnológicas… mas intervenções artísticas, interferências urbanas e ambientais, fotolinguagem, videoinstalação, instalação, performance e outras formas de linguagem não classificáveis. O mesmo ocorre com as artes cênicas e a música. Sendo atribuição da Funarte atender a todos esses segmentos e ainda fomentar o debate e proposições no campo da arte-educação e difusão, será necessário mais recursos e infraestrutura de produção. Afinal as artes estão sendo reconhecidas como estratégicas para o desenvolvimento econômico e social.

A Funarte está onde o artista está?

Sim, a Funarte historicamente sempre esteve na origem e na gênese de todas as manifestações artísticas. Onde o artista está, portanto. É reconhecida nacionalmente sua presença e fomento à diversidade de expressões artísticas e reflexões sobre sua função e história.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultur
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Dia da Pintura é comemorado neste sábado (11)

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A técnica de aplicação de pigmento em condição pastosa, em pó ou líquida sobre superfícies, utilizada dos tempos mais remotos do homem aos dias atuais, comemora, neste sábado (11), o seu dia. E merecidamente. Graças à pintura, mundos em tons, cores e formas variadas ganharam vida ao longo da história em clássicos assinados por grandes nomes como Michelangelo, da Vinci, Renoir, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.

Surgida em imagens pré-históricas de até 65 mil anos atrás, algumas delas atribuídas a neandertais, a prática da pintura ocupa um lugar permanente no processo criativo humano pelo menos desde as remotas ocupações da Caverna de Altamira, na Espanha. Patrimônio Mundial da Unesco, o local é conhecido como a “Capela Sistina da Arte Rupestre” em função da qualidade e beleza de suas pinturas.

Comum entre os antigos egípcios, a pintura também foi uma das principais formas de representação dos povos medievais, do Renascimento e dos séculos seguintes. No Brasil, tem entre seus grandes expoentes desde os pioneiros e anônimos da arte rupestre na Serra da Capivara a autores mais recentes, como Portinari e Siron Franco.

Experimentação

A força da pintura não se limita, no entanto, a sua longevidade. Segundo o diretor do Centro de Artes Visuais da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura, Xico Chaves, a prática da pintura ao longo da história ocupa um lugar permanente no processo criativo, de reflexão e experimentação junto a outras linguagens que partiram dela e dela se libertaram ou reinterpretaram seus conceitos e formas de expressão.

“Se a pintura foi considerada a origem de todas as expressões no campo das artes visuais, os movimentos de ruptura que vieram se sucedendo a partir do final do Séc. XIX e início do séc. XX não conseguiram negá-la completamente para se autoafirmarem novas formas de linguagem”, explica Xico. “Desta forma, ela permanece sempre como referência e ponto de partida para novas experimentações, mesmo porque sua negação, ocorrida em diversas passagens, representa sua própria afirmação de permanência”, completa.

Programas e editais

Por conta da força e influência da pintura, Xico lembra que, sem exclusão de outras manifestações artísticas, essa modalidade de arte e suas formas de expressão têm lugar assegurado nos programas da Funarte por meio de editais, publicações, eventos e ações da fundação. Isso inclui as novas expressões digitais.

Como resultado, os editais e programas da Funarte incorporam as diversas formas de expressão que partem das questões teóricas, estéticas e filosóficas que a pintura traz para a expressão artística atual. Entre elas estão intervenções e interferências urbanas e no meio ambiente, expressões em fotolinguagem, videoinstalações e criações de imagens por meio de ferramentas digitais. Para conhecer os editais do Centro de Artes Visuais da Fundação, dos quais dois permanecem abertos, clique aqui.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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ANCINE divulga filmes selecionados para os Encontros com o Cinema Brasileiro com o IDFA

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A ANCINE divulgou nesta quinta-feira, 09 de agosto, os filmes selecionados pela curadoria do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã – IDFA para a 32ª edição do Programa Encontros com o Cinema Brasileiro.

Excepcionalmente, a equipe do evento holandês assistirá aos filmes à distância. As obras selecionadas receberão um código que abona o valor da taxa de inscrição no festival. Um dos mais importantes eventos internacionais dedicados ao cinema documental, o IDFA realiza sua 31ª edição entre os dias 14 e 25 de novembro, em Amsterdam, na Holanda.

Foram selecionados os seguintes longas-metragens:

“Mr. Leather”, de Daniel Nolasco (Dafuq Filmes)

“Espero a tua revolta”, de Eliza Capai (TVa2)

“Por trás da linha de escudos”, de Marcelo Pedroso (Símio Filmes)

“Escolas em luta”, de Tiago Tambelli, Rodrigo T. Marques e Eduardo Consonni (Lente Viva Filmes e Complô Filmes)

“Parquelândia”, de Cecilia da Fonte (Ventana Filmes)

“Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (Muiraquitã Filmes e Produções Artísticas)

“Casa”, de Letícia Simões (Carnaval Filmes)

“As mil mulheres”, de Carol Benjamin e Rita Toledo (Daza Filmes)

“Cravos”, de Marco Del Fiol (Mão Direita)

“Excelentíssimos”, de Douglas Duarte (Esquina Produções)

“Elegia de um crime”, de Cristiano Burlan (Bela Filmes)

“Meu nome é Daniel”, de Daniel Gonçalves (Seu Filme Produções Audiovisuais)

A seleção foi realizada a partir dos teasers e das informações fornecidas pelas inscrições no programa. Três entre os filmes selecionados foram realizados por empresas produtoras associadas ao Programa Cinema do Brasil, parceiro dos Encontros.

Como funcionam os Encontros com o Cinema Brasileiro

Uma iniciativa da ANCINE, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e com o apoio do Programa Cinema do Brasil, o Programa Encontros com o Cinema Brasileiro tem por objetivo aumentar a visibilidade do cinema brasileiro no mercado internacional, investindo na aproximação das relações com os curadores dos principais festivais do mundo.

O Programa foi planejado levando em conta o calendário de realização dos festivais, aumentando as chances de participação dos filmes brasileiros e, consequentemente, a inserção internacional do nosso cinema.

A participação dos festivais em cada etapa do programa é definida levando em conta o calendário de cada um, para que os encontros aconteçam no período em que está efetivamente sendo feita a escolha dos filmes que integrarão sua programação. Em edições anteriores, já vieram ao Brasil curadores de festivais internacionais de cinema como os de Cannes, Sundance, Veneza, Toronto, Roterdã, Berlim, BAFICI, Locarno, Havana e Roma.

Quaisquer dúvidas sobre este regulamento, ou aspectos específicos do programa “Encontros com o Cinema Brasileiro”, podem ser tiradas pelo e-mail: encontros.cinema@ancine.gov.br

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PERNAMBUCO | Ivanildo Vila Nova é homenageado por jovens cantadores de Gravatá

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Considerado um dos maiores repentistas em atividade, Ivanildo Vila Nova chegou a ser eleito pelos seus pares como o “Cantador do Século XX”. Natural de Caruaru, o artista já viveu em Gravatá, onde será homenageado entre 11 de agosto e 8 de setembro, quando acontece o projeto “Circuito Gerações do Repente – Homenagem a Ivanildo Vila Nova” em vários endereços da cidade serrana. A proposta é perpetuar a cultura da cantoria de viola e a obra de Ivanildo que, após 55 anos de carreira, já se prepara para se aposentar.

O mestre marcará presença na abertura do evento, que acontecerá no dia 10 de agosto, às 10h, no Mercado Cultural, onde participará da roda de repente acompanhado por João Lídio, Rogério Meneses e Iponax Vila Nova. No dia 8 de setembro, Ivanildo encerra o evento no mesmo horário e local com João Lidio, Evaldo Zuzu, Adeilto Oliveira e Espingarda do Cordel. Além desses nomes, também participarão outros jovens repentistas como Antônio Lisboa, Rafael Neto e Eduardo Lopes, simbolizando o repasse da tradição através das gerações.

Realizadas frequentemente em Gravatá, as Cantorias de Pé de Parede são eventos em que se apresentam dois cantadores (poetas/repentistas) entoando versos de improviso. Ela pode ser considerada como a melhor oportunidade para a criação poética mais espontânea, resultante da combinação das expectativas dos cantadores e do interesse interativo do público presente, além de também ser uma importante forma de reconhecimento direto e imediato dos poetas por seu público.

Programação:
Gratuita

Sábado – 11 de agosto
Com os Poetas Repentistas: – Ivanildo Vila Nova; – João Lídio; – Rogério Meneses; e – Iponax Vila Nova.
Local: Mercado Cultural – Centro de Gravatá às 10h.

Domingo – 12 de agosto 
Com os Poetas Repentistas: – João Lídio; – Rafael Neto; e – Severino Soares.
Local: Comunidade Sítio Resina – Zona Rural de Gravatá às 16h.

Domingo – 19 de agosto
Com os Poetas Repentistas: – João Lídio; – Luciano Leonel; e – Eduardo Lopes.
Local: Mercado Público de Mandacaru – Distrito de Gravatá às 16h.

Domingo – 26 de agosto
Com os Poetas Repentistas: – João Lídio; – Antonio Lisboa; e – Raulino Silva.
Local: Casarão Cultural na Lagoa do Fernando – Zona Rural de Gravatá. às 16h.

Sábado – 8 de setembro
Com os Poetas Repentistas: – João Lídio; – Ivanildo Vila Nova; – Edvaldo Zuzu; – Adeilto Oliveira; e – Espingarda do Cordel.
Local: Mercado Cultural – Centro de Gravatá às 10h.

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Com Museu da Abolição em Recife, MinC e Caixa divulgam museus brasileiros

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Casa da Hera, Museu da Abolição, Museu das Bandeiras, Museu de Arte Sacra de Paraty, Museu Solar Monjardim, Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, Museu da Inconfidência, Museu das Missões, Museu Regional Casa dos Ottoni e Palácio Rio Negro. Todos esses espaços culturais estiveram estampados nos bilhetes da extração da Loteria Federal da Caixa Econômica Federal (CEF). E, conforme termo de cooperação publicado neste início de agosto no Diário Oficial da União, mais dez museus ganharão esse tipo de divulgação em outubro.

A ação é fruto de parceria entre a Caixa e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), para divulgar os museus do país e alcançar uma parcela da população que nunca visitou ou vai pouco a um museu. O acordo de cooperação entre as entidades tem duração de três anos.

“A visão da Caixa de que ‘a cultura contribui para o processo de inclusão social, desenvolvimento do pensamento crítico e criativo das pessoas’, alicerçada pelo diálogo constante com arte e cultura brasileira, produz um efeito bastante estimulante para a inserção dos museus brasileiros no contexto de suas ações comunicacionais e, para nós, é uma excelente oportunidade de promoção dos seus museus, em larga escala”, avalia o presidente do Ibram, Marcelo Araujo.

A Loteria Federal é o produto mais tradicional das Loterias Caixa, presente há mais de 50 anos no mercado, com produção e comercialização de mais de mais de 1 milhão de bilhetes/mês, distribuídos em todo o País.

“Os bilhetes da Loteria Federal são ilustrados com temas que valorizam a cultura de uma forma geral, comumente estampando obras de arte, pontos turísticos, homenagens a museus, artistas e personalidades, profissões, esportes, datas comemorativas, fauna e flora, dentre outros de cunho cultural e social. Sendo assim, a parceria com o Ibram atende ao ensejo de valorização da cultura nacional por meio das imagens veiculadas nos bilhetes”, aponta a gerente executiva da Gerência de Loterias da CEF, Maria Thereza Assunção.

O Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é o órgão responsável pela Política Nacional de Museus (PNM) e pela melhoria dos serviços do setor – aumento de visitação e arrecadação dos museus, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros. Também é responsável pela administração direta de 30 museus.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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