Doze festivais e laboratórios internacionais recebem filmes brasileiros com o apoio da ANCINE

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Durante todo o mês de outubro, a ANCINE vai apoiar a participação de filmes e projetos brasileiros em quinze eventos audiovisuais internacionais. Os auxílios são concedidos por meio do Programa de Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionais.

Os projetos “Livramento”, de Lillah Halla, e “O centro da Terra”, de Gabriel Seabra de Melo Mascaro, irão participar, respectivamente, do Curso de Desenvolvimento de Roteiros – Fundação Carolina/Ibermedia, em Madri (Espanha) e do workshop EAVE Producers, em Copenhagen (Dinamarca).

O Festival Nouveau Cinéma, que acontece entre os dias 3 e 14 de outubro em Montreal (Canadá), recebe os filmes “Natureza Morta”, de Mariana Kaufman, na categoria Les Nouveaux Alchimistes, e “Teoria sobre um planeta estranho”, de Marco Antônio Pereira, na categoria Competitiva Internacional Curtas.

Também até 14 de outubro, o Festival Sitges – Festival Internacional de Cinema da Catalunha, na Espanha, recebe a animação “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steiberg, Gabriel Bitar e André Catoto, na categoria Competição; os longas “O clube dos canibais” de Guto Parente, na categoria Noves Visions Section e “Morto Não Fala”, de Denilson Ramalho, em International Feature.

Entre 29 de outubro e 4 de novembro, o Festival Internacional de Documentário e Animação de Leipzig receberá “Antes do Lembrar”, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, na categoria International Competition Short Documentary; “Eleições”, de Alice Riff, em International Programme Documentary and Animated Film;“Cine Marrocos”, de Ricardo Calli, concorrendo em New Masters Competition.

“Correndo Atrás”, de Jefferson De terá a sua estreia mundial no Festival de Roma, na categoria Official Selection, enquanto o DOCLISBOA receberá o curta “Maré”, de Amaranta Cesar, na Competição Internacional. O BFI- London Film Festival exibirá “Um corpo feminino”, de Thais Fernandes, na categoria Love.

O longa “A Sombra do Pai”, concorre na Mostra Oficial Competitiva no Festival de Tóquio, que acontece de 25 de outubro a 03 de novembro.

O Festival de Cinema de Chicago (EUA) recebe “Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzenbacher, na categoria OUT-Look Competition; e o documentário “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi, concorre na International Documentary Competition.

O festival mexicano Docs MX terá os documentários “Labor”, de Thiago Moulin, na categoria International Short Film; “América Armada”, de Alice Lanari e Pedro Asberg, na Mostra Competitiva Internacional; “Terremoto Santo”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, na Official Selection.

Por fim, os festivais chilenos FICVIÑA e Valdívia receberão, respectivamente, “Alma Bandida”, de Marco Antonio Pereira, na categoria Competição Oficial de Curtas e “Yonlu”, de Henrique Montanari, na Youth International Feature Competition.

Saiba mais sobre o funcionamento do Programa:

O Programa de Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionaisconcede subsídios diversos a projetos audiovisuais convidados para 35 laboratórios ou workshops no exterior e a filmes oficialmente convidados para 96 festivais internacionais. As regras para a concessão do apoio estão dispostas no regulamento do programa. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail programa.apoio@ancine.gov.br.

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CEUs: confira a lista de iniciativas socioculturais classificadas

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O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Difusão e Infraestrutura Cultural (Seinfra), anuncia nesta terça-feira (16) a lista com o resultado inicial da etapa de classificação das iniciativas habilitadas a participar da seleção do edital que premiará ações socioculturais desenvolvidas nas Praças CEUs (Centro de Artes e Esportes Unificados). A etapa anunciada traz as listas dos classificados das cinco categorias que compõem o certame e a lista dos projetos desclassificados com as respectivas justificativas.

Os interessados em pedir de reconsideração à comissão de seleção podem fazê-lo no prazo de cinco dias corridos contados a partir desta terça-feira. O recurso tem de ser obrigatoriamente enviado por e-mail ao endereço: forum.ceus@cultura.gov.br. Proponentes com dificuldades técnicas podem também pedir auxílio pelo telefone (61) 2024-2859, que será atendido pela Coordenação-Geral de Gestão de Equipamentos.

O edital de Seleção nº 01/2018 é resultado de uma parceria do MinC com os Ministérios do Desenvolvimento Social, Esporte, Justiça, Trabalho e Saúde, e a Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.

As cinco categorias do edital são: Promoção da educação e da formação artística e cultural, nas mais diversas linguagens; Promoção do desenvolvimento social com intersetorialidade; Prevenção à violência; Iniciativas promovidas por jovens ou coletivos de jovens; e Capacitação e qualificação para o trabalho, promoção do associativismo e da Economia Solidária.

A previsão é de premiar, no mínimo, 30 iniciativas, sendo selecionadas as cinco mais bem pontudas em cada categoria. A ideia é fortalecer as expressões socioculturais locais e regionais que promovem cidadania, bem-estar e o desenvolvimento social e sustentável das comunidades onde as Praças CEUs estão inseridas.

CEUs

Os CEUs são equipamentos públicos estatais localizados em áreas de vulnerabilidade social de cidades brasileiras, tendo como objetivo oferecer ações culturais, práticas esportivas e de lazer, atividades de formação e qualificação para o mercado de trabalho, além de serviços socioassistenciais.

Há três modelos de CEUs, em lotes de 700 m², de 3 mil m² e de 7 mil m². Cada um deles prevê um investimento específico por parte da União, sendo R$ 2,71 milhões, R$ 2,02 milhões e R$ 3,5 milhões, respectivamente.

A construção dos CEUs é feita por meio de parceria entre a União e municípios. Quando inauguradas, essas praças são entregues à comunidade, passando a ser administradas por um grupo gestor formado por representantes do poder público municipal, da sociedade civil organizada (ONGs e Pontos de Cultura) e de moradores locais. Cento e setenta e nove unidades já foram inauguradas nas cinco regiões do País.

Resultado inicial da etapa de classificação

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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121 projetos são aprovados para captar recursos via Lei Rouanet

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Em sua 282ª reunião ordinária, que ocorreu de 9 a 11 de outubro, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) aprovou 121 projetos para captar recursos via Lei Rouanet (Lei 8.313/1991). No total, os projetos receberam autorização para captarem cerca de R$160 milhões junto a patrocinadores.

A área com mais propostas aprovadas foi a de Música, com 37 no total – elas foram aptas a captar até R$24,8 milhões. Em seguida, está o setor de Artes cênicas, com 33 propostas que podem chegar a captar até R$ 20,5 milhões. Seguem-se Humanidades, com 20 propostas que podem captar até R$ 16,6 milhões; e Audiovisual, com 12 propostas, podendo captar até R$ 16,4 milhões. O setor de Patrimônio Cultural teve 12 propostas aprovadas, com aprovação para captar até R$ 49,7 milhões, o maior valor de todas as áreas. Já o setor de Artes Visuais teve sete aprovações, chegando a R$ 31,7 milhões em captação.

Os projetos aprovados via Lei Rouanet, seus proponentes, os valores aprovados para captação, além dos patrocinadores, podem ser acompanhados pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). O usuário também pode acessar dados básicos dos projetos, como a data de início e término, objetivos, estratégias de democratização, entre outros dados.

A Comissão

A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura é um colegiado de assessoramento formado por representantes dos setores artísticos, culturais e empresariais, com paridade da sociedade civil e do poder público. Os membros da sociedade civil são provenientes das cinco regiões brasileiras, representando as áreas das artes cênicas, do audiovisual, da música, das artes visuais, do patrimônio cultural, de humanidades e do empresariado nacional.

Para entrar em vigor, as decisões da CNIC precisam ser homologadas pelo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC). Os proponentes devem acompanhar seu projeto por meio do Salic, uma vez que as comunicações e solicitações complementares, caso necessárias, se dão exclusivamente por essa ferramenta.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Iphan abre edital para instrução do forró como Patrimônio Cultural

Está aberto o edital de Chamamento Público para instrução do processo de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. As Organizações da Sociedade Civil (OSC) interessadas na parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderão enviar, até o dia 12 de novembro, propostas de pesquisa e documentação sobre este bem cultural, símbolo da cultura nordestina e do Brasil. As inscrições foram abertas no último dia 11.

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Símbolo da cultura nordestina e do Brasil, as Matrizes Tradicionais do Forró são objeto de chamamento público do Iphan (Foto: Acervo Balaio Nordeste)

Para participar do chamamento público, a OSC deverá estar cadastrada na plataforma eletrônica do Sistema de Convênios (Siconv) no momento da inscrição. Por meio de seleção pública, será escolhida uma única proposta de pesquisa e documentação do bem cultural. Após a seleção, haverá assinatura de um Termo de Colaboração específico entre Iphan e a OSC escolhida.

O Iphan pretende estabelecer parceria com uma Organização da Sociedade Civil de forma a realizar estudos de campo para o registro, que deverá abranger pesquisas, fotos e vídeos acerca do forró nos estados do Nordeste, capitais como o Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal.

Processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil foi aberto no Iphan em 8 de julho de 2011, a partir do pedido realizado pela Associação Cultural Balaio do Nordeste, e subscrito por mais de 400 forrozeiros que assinaram abaixo-assinados em apoio ao pleito. O pedido de registro foi avaliado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) e encaminhado para a Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial, que considerou o pedido pertinente.

Desde então, foram realizadas diversas reuniões e fóruns de mobilização junto a comunidades de forrozeiros, pesquisadores e produtores envolvidos com a temática. Esses encontros produziram entendimentos e demandas para o trabalho de reconhecimento, que estão consolidados na Carta de Diretrizes para Instrução Técnica do Registro das Matrizes do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

Confira o edital de Chamamento Público para o processo de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil

Assessoria de Comunicação
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Ministério da Cultura

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Pernambuco Criativo inscreve para Oficina de Carreira Artística de Sucesso

PE CRIATIVO

Como lidar com os desafios de gestão de uma carreira artística? Como lidar com planejamentos, gestão de negócios, executar projetos e avaliar resultados? Essas e outras questões podem ser solucionadas com um bom plano de gestão. Pensando sobre esta problemática que Luciana Madureira, através da Produtora Artes Madureira LTDA, propôs a Oficina de Carreira Artística de Sucesso.

Com mais de 15 anos de trabalho na área, Luciana Madureira advoga que um bom planejamento é essencial para evitar os desperdícios de tempo e dinheiro. A atividade proposta irá construir, junto com os participantes, um guia básico de planejamento de carreira artística de sucesso.

DivulgaçãoDivulgação Luciana Madureira atua há 15 anos na área

A “Oficina de Carreira Artística de Sucesso” foi aprovada pela convocatória pública feita pelo Programa Pernambuco Criativo em 2018, fruto de convênio entre a FUNDARPE (Governo do Estado) e o Ministério da Cultura. As inscrições online devem ser realizadas no Mapa Cultural de Pernambuco, uma plataforma colaborativa de mapeamento dos agentes, espaços, projetos e eventos culturais do Estado. O cadastramento na plataforma gerenciada pela Secult-PE colabora com o Sistema Estadual de Cultura como um todo. Dúvidas no cadastro ou preenchimento do formulário podem ser retiradas pelos telefones (81) 3184.3107 / 3184.3020 das 9h às 17h.

SERVIÇO
Oficina Planejamento de Carreira Artística de Sucesso
Facilitadora: Luciana Madureira
Local: Casa da Cultura Luiz Gonzaga – Cela Jota Soares – 2º. andar – Raio Sul | Cais da Detenção, s/n – Bairro de Santo Antônio – Recife
De 23 a 25 de outubro de 2018
Das 14h às 18h
Inscrições AQUI.

Luciana Madureira: 

Formada em Administração e Marketing, Luciana Madureira é produtora executiva na empresa Artes Madureira Ltda. Atuou como bailarina e professora de dança por 12 anos. Atualmente, trabalha com gestão artística e já trabalhou com artistas como Antúlio Madureira, Flávia Bittencourt, Balé Popular do Recife, Marina Elali, Geraldinho Lins, Antônio Nóbrega, entre outros.
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Programa Pernambuco Criativo 
secultpeformacao@gmail.com
+55 81 3184 3020

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Fundação Biblioteca Nacional abre edital para coedição de livros

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A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), abriu na última quarta-feira (10) inscrições para edital que busca estabelecer parcerias com editoras, por meio de coedições de livros e pesquisas sem ônus para fundação. O objetivo é apoiar obras inéditas ou reedição de títulos esgotados ou fora de catálogo, de modo a promover publicações em forma de livro impresso ou digital. A ideia é divulgar e valorizar produções de relevância para a cultura brasileira, promovendo o acesso ao patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital que a BN possui e recomenda.

Podem participar do edital instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil que tenham entre suas finalidades a realização de projetos culturais e/ou a edição de livros.

🔎Leia o edital para coedições de livros 

Cada proposta inscrita será avaliada, inicialmente, pelo Centro de Pesquisa e Editoração da FBN, quanto ao atendimento das exigências do edital – aquelas que atenderem plenamente às exigências desta chamada pública serão encaminhadas para avaliação ao Comitê Editorial instituído pela FBN.

Modelos de coedição

Há quatro modelos disponíveis de coedição. O primeiro é feito a partir de obras prontas, cujo direito autoral é da editora. Nesse caso, as obras serão reimpressas com o selo e as normas de publicação da BN. Neste modelo, a obra ganha a chancela de uma instituição bicentenária e parte do que é impresso pode ser vendido nas lojas física e virtual da BN.

O segundo formato é quando a BN tem os direitos autorias do material que será publicado. No caso, a editora tem interesse em publicar algo que tem no acervo ou que esteja sob a responsabilidade da BN. Exemplos disso são artigos científicos e pesquisas realizadas a partir de material da BN. Quando os autores conseguem editoras para publicar esses trabalhos, elas podem se associar à BN, que autoriza a publicação e, depois, recebe parte das obras impressas ou digitais, em contrapartida.

No terceiro formato, a BN ajuda a completar uma obra inacabada, sem custo nenhum, seja cedendo o uso de fotos, cartas, mapas, informações ou no apoio para obtenção de dados, contatos, etc. A fundação dá o aval institucional e permite uso dos direitos do nome e da imagem. Parte da tiragem vai para a BN para ser distribuída gratuitamente ou vendida em seus canais próprios de comercialização.

O quarto modelo serve em casos que uma editora queira publicar um livro raro ou de difícil acesso que somente a BN tem. Assim, a BN faz o projeto editorial, crítica sobre o material e dá referências. A editora imprime a obra e como contrapartida dá parte dos exemplares para BN. Tal ação permite levar novamente ao acesso público obras que não estão mais em circulação e são de relevância para a cultura brasileira.

Inscrições

Por ser edital permanente, não há data limite para o envio da inscrição, que deve ser feita exclusivamente por via postal, juntamente com os anexos preenchidos, para o endereço: Fundação Biblioteca Nacional Centro de Pesquisa e Editoração Avenida Rio Branco, 219 – Centro, Rio de Janeiro, RJ – Brasil CEP: 20.040-008, com o título EDITAL COEDIÇÃO SEM ÔNUS.

A relação das propostas inabilitadas será publicada no site da FBN, com a indicação dos motivos que levaram à inabilitação. Caberá recurso da eventual inabilitação até três dias após a sua divulgação. O recurso deverá ser encaminhado pelo e-mail editoracao@bn.gov.br para o Centro de Pesquisa e Editoração/Coordenadoria de Editoração da fundação.

Para esclarecimento de dúvidas a respeito do edital, o interessado poderá encaminhar e-mail para editoracao@bn.gov.br ou entrar em contato pelos telefones (21) 3095-3836 e (21) 3095-3806.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Conheça projetos voltados para crianças com apoio da Rouanet

Projetos culturais em todos os estados brasileiros já foram realizados para o público infanto-juvenil por meio da Lei Rouanet. Graças ao incentivo fiscal, ao longo dos últimos 27 anos, desde que a Lei Rouanet foi criada, foi possível viabilizar festivais de teatro, circo, dança, exposições, concertos, apresentações literárias e oficinas.

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A Orquestra Criança Cidadã, de Recife, conseguiu captar R$ 6,5 milhões para cinco das oito propostas apresentadas ao MinC (Foto: Leandro Lima)

“O que mais chama a atenção é a diversidade das propostas. Há projetos para grandes públicos, de formação de jovens músicos, programas de leitura em escolas, festivais de cinema, folclore, teatro, exposições. A variedade é incrível, o que mostra o caráter democrático e inclusivo da lei”, ressalta o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), José Paulo Soares Martins.

Música para todos

Entre os projetos voltados para crianças que têm apoio da Rouanet destaca-se a Orquestra Criança Cidadã (OCC), que já conseguiu captar R$ 6,5 milhões para cinco das oito propostas apresentadas ao MinC. Os recursos vão para os planos anuais de manutenção e para circulação nacional. De acordo com Carlos Eduardo Amaral, assessor de Comunicação da orquestra, a Lei é essencial para a manutenção do projeto. “Toda a divulgação para patrocinadores é focada na Rouanet, pois sabemos que há muitas empresas que podem contribuir com o projeto por meio da Lei. Ao longo dos anos, temos conseguido ampliar o percentual de patrocínio por meio da Rouanet”, afirma.

Atualmente, a OCC atende, gratuitamente, 360 crianças e jovens de baixa renda de Recife e dos municípios pernambucanos de Ipojuca e Igarassu. Criado pelo juiz João José Rocha Targino, o projeto tem o objetivo de promover a cidadania de crianças e jovens entre seis e 21 anos. Os alunos recebem aulas de instrumentos de corda, percussão, teoria e percepção musical, flauta doce e canto coral, além de instrumentos de sopro – flauta transversal, oboé, clarinete, trompa e fagote.

O programa conta ainda com apoio pedagógico, atendimento psicológico, médico e odontológico, aulas de inclusão digital, fornecimento de três refeições por dia e fardamento. A Orquestra também garante a profissionalização dos alunos por meio da Escola de Formação de Luthier e Archetier, onde aprendem a arte da construção e reparo dos instrumentos de corda. Desde sua criação, em 2006, a OCC já atendeu mais de 600 crianças e jovens e recebeu mais de 20 prêmios, incluindo o Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local, de âmbito nacional. Na esfera internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu a Orquestra como uma boa prática de inclusão social, em dezembro de 2010.

Assista a vídeo sobre o projeto, produzido pela TV Universitária Recife

Exposições

Outro exemplo de projetos realizados com o apoio da Rouanet são as exposições e oficinas organizadas pelo artista plástico Glenn Hamilthon. Desde 2012, já foram cinco projetos: Futebol Criança, Ybyrá Mitã, Brincadeiras de Criança e Atibaia Criança. Destinadas ao público infantil do município de Atibaia (SP), as mostras, realizadas com R$ 341 mil captados via Rouanet, uniram arte, futebol e educação artística e socioambiental.

O projeto Atibaia Criança, de Glenn Hamilthon, recebeu apoio da Lei Rouanet (Foto: Divulgação)

A história de Glenn é um pouco atípica, pois ele foi chamado a desenvolver seus projetos pelo diretor do departamento de marketing de uma indústria local, já acostumada a utilizar os mecanismos de isenção fiscal para fins culturais. Desde então, ele se empenhou em conhecer com profundidade o mecanismo de mecenato da Lei Rouanet. “Sem a Rouanet, nada disso seria possível”, diz o artista, que já fez oficinas com mais de 5 mil crianças em situação de vulnerabilidade da região. “Nós ensinamos para as crianças que a arte é para todos, que eles também podem fazer arte, por isso usamos materiais reciclados, aparas, tudo pode ser transformado em arte”, conclui. Na próxima edição, Glenn pretende ministrar oficinas para 1,8 mil crianças.

 

Crianças para o bem

Em Brasília, a organização internacional Nova Acrópole, além dos cursos e oficinas regulares de filosofia, também organiza o projeto Criança para o Bem. Em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Distrito Federal, o projeto atende, anualmente, 180 crianças de famílias em vulnerabilidade social. O projeto conta com o apoio da Lei Rouanet, por meio do qual já captou R$ 196 mil para suas atividades, além de outras parcerias, como com o programa Criança Esperança.

Desde sua fundação, em 2007, já foram atendidas mais de 2 mil crianças. São oferecidas

Desde sua fundação, em 2007, o Proheto Criança para o Bem já atendeu mais de 2 mil crianças (Foto: Divulgação)

atividades como aulas de balé, música, poesia, esporte, artesanato e acompanhamento escolar, além do transporte de ida e volta. As atividades ocorrem no contraturno escolar, em dias específicos da semana de acordo com a idade das crianças – as mais novas são atendidas em dias alternados das mais velhas. A sexta-feira é guardada para reuniões com os pais, ensaios extras para as apresentações de fim de ano e passeios. No fim do ano, há sempre uma apresentação em algum teatro parceiro do projeto. Todas as aulas e espetáculos são gratuitos e abertos à comunidade.

 

Museu educativo

O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação. No total, são R$ 1,9 milhões captados desde 2010, que proporcionaram a cerca de 80 mil crianças a visita gratuita ao acervo permanente e às exposições temporárias.

O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação (Foto: Divulgação)

Em sua maioria, as crianças vêm de escolas públicas da capital mineira e são acompanhadas durante toda a visita por monitores treinados. Cada uma recebe um kit educacional com uma caixa de lápis de cor, lápis, borracha, régua e um livreto em que podem até fazer seu autorretrato. A visita começa pelo atelier do artista, que foi reconstruído no museu, e segue pelas salas de retratos, de autorretratos e paisagens, e então segue para as exposições temporárias. O museu fornece ônibus para transporte de algumas escolas e lanche para todas as crianças.

 

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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1.482 iniciativas foram avaliadas para o Edital Culturas Populares

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Um total de 1.482 iniciativas de todas as regiões do País foram classificadas para o Edital Culturas Populares 2018 – edição Selma do Coco. Lançado em abril deste ano, o Prêmio recebeu 2.227 inscrições. A lista com as notas dos candidatos habilitados foi publicada na última quinta-feira (11), no Diário Oficial da União. Pedidos de reconsideração de notas devem ser apresentados  da quinta-feira (11) até a segunda (15). Somente após o recebimento e julgamento dos recursos, será publicado o resultado final que indicará quais são os premiados dessa edição.

O Edital dispõe de quatro categorias, onde foram classificados 782 mestres, 367 grupos sem CNPJ, 287 entidades e 35 mestres in memoriam; sendo 151 da Região Norte, 729 da Nordeste, 61 do Centro-Oeste, 399 do Sudeste e 131, do Sul.

Nesta edição, as iniciativas foram classificadas regionalmente, de modo a garantir que todas as regiões do Brasil estejam representadas na premiação final. Se o total de classificados por região não alcançar o número de prêmios por categoria, as vagas restantes serão redistribuídas entre as demais regiões.

Além das 1.471 classificações regionais, há também 11 candidatos classificados pelo sistema de cotas em acessibilidade cultural (três grupos e oito pessoas jurídicas), sendo cinco do Nordeste, três do Sul, dois do Sudeste e um do Centro-oeste.

Valor recorde

Serão investidos R$ 10 milhões em 500 iniciativas que fortaleçam e contribuam para dar visibilidade a atividades culturais de todo o Brasil, como cordel, quadrilha, maracatu, jongo, cortejo de afoxé, bumba-meu-boi e boi de mamão, entre outras. Este é o maior valor já investido na Premiação, que já está em sua sexta edição.

Em cinco edições anteriores, o Prêmio Culturas Populares contou com 9 mil inscrições e distribuiu R$ 18,7 milhões em prêmios a 1.545 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos. Em 2017, o prêmio obteve número recorde de inscritos (2.862), com 500 premiados. A premiação esteve suspensa entre 2012 e 2016.

Revisão de Notas e premiação

Os participantes que queiram solicitar a revisão de suas notas, podem fazê-lo por meio do formulário de reconsideração, que deverá ser enviado para o e-mail editais.sdc@cultura.gov.br, impreterivelmente, até as 23h59 desta segunda-feira (15).

Na edição deste ano, cada um dos premiados receberá R$ 20 mil bruto, o dobro de 2017. Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 180 para iniciativas de grupos sem CNPJ; 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 30 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam).

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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Coquetel Molotov promove evento com foco na profissionalização da cadeia artística e rodada de negócios com foco no NORDESTE

No ano em que o Coquetel Molotov comemora 15 anos de histórias, o festival ganha um plus na sua programação, o Coquetel Molotov Negócios: Rodadas e Encontros. Em parceria com o SEBRAE-PE, Baterias Moura e AESO, o evento que terá foco na profissionalização da cadeia artística musical do Nordeste e está marcado para ocorrer entre os dias 13 e 16 de novembro, na semana que antecede a maratona de música.


NOARCM Coletiva de Imprensa 2017 - Por Hannah Carvalho 30

O Coquetel Molotov Negócios ocorre  em dois locais: auditório do Portomídia e espaço SinsPire, ambos no Recife Antigo. Na programação, pitching com novas bandas pernambucanas e de outras capitais nordestinas, para compradores de todo o país e diversas palestras e debates para contribuir em melhorias para o setor no estado.

Link para inscrição: https://www.sympla.com.br/coquetel-molotov-negocios-rodadas-e-encontros__379500

“O objetivo é levar para o público atividades que contemplem diversos pontos considerados críticos para o crescimento do segmento musical em termos de mercado na região: produção, difusão, comercialização e divulgação”, explica Ana Garcia, produtora e idealizadora do Coquetel Molotov. Para isso, foram convidados produtores culturais e profissionais da área para as palestras e os pitches aos artistas.

As inscrições para o Coquetel Molotov Negócios: Rodadas e Encontros serão gratuitas, porém limitadas a 100 participantes com inscrições a partir do dia 10 de outubro, através do site Sympla. A programação conta com seis palestras e bate-papos, que acontecerão nos dias 15 e 16 de novembro, no auditório do Porto Mídia e no espaço SinsPire, respectivamente. Entre os temas abordados estão curadoria de festivais, novas ferramentas do mundo digital, espaços para a exposição de novos artistas e licenciamento de música para o audiovisual, todos com exposição de ideias de profissionais de todo o Brasil, experientes na área.

Além das palestras, um importante momento do Molotov Negócios serão os pitchings, rodadas de negócio em formato de audição onde os inscritos apresentam seu material para uma bancada de especialistas formadas por produtores, curadores, profissionais do mercado da música e compradores. Para participar do pitching as bandas e artistas de música em geral, em contrapartida, deverão participar do curso “Ideação e Prototipagem de Negócios Criativos”, uma oficina de Design Sprint que será ministrada por André Lira, nos dias 13 e 14 de novembro, no auditório do Portomídia.

No dia 16, o Som da Rural estará instalado na Rua da Guia, no Recife Antigo, realizando apresentações musicais. Essas apresentações serão abertas ao público.

Entre os compradores já confirmados nos pitches estão representantes de festivais como o Bananada, Circo Voador, Festival Coala, Festival DoSol, Psicodália, Mostra Sêla, Porto Musical, RecBeat, SIM São Paulo entre muitos outros.

Sobre a Oficina de Design Sprint:

O curso “Ideação e Prototipagem de Negócios Criativos” é imersivo e pretende auxiliar os participantes a identificarem soluções para os problemas dos seus empreendimento e/ou setores criativos nos quais atuam. Elaborado por Richard Tomlins da Universidade de Coventry, fruto de uma parceria entre o SEBRAE e Conselho Britânico, a metodologia é uma adaptação do Design Sprint, desenvolvido na Google, especialmente para o público brasileiro. O curso, totalmente prático, é para todos os públicos; requer atitude de colaboração dos participantes com compartilhamento de ideias, sugestões e conteúdos.

Após o curso os participantes estarão habilitados a replicar a metodologia em seus empreendimentos, coletivo e grupos de atuação, bem como terão capacidade de identificar o principal desafio do empreendimento; definir o mercado-alvo; gerar ideias e experimentá-las; validar a ideia escolhida antes da sua implementação efetiva.

No Ar Festival Coquetel Molotov 2018

O line up completo do  No Ar Festival Coquetel Molotov 2018 será anunciado nesta quinta-feira (11), a partir das 19h, em um Happy Hour no Espaço Sinspire, Praça do Arsenal. A programação será apresentada em um vídeo assinado pelo Veejay Mozart e a noite será regada com drinks Ballantine’s. Nas carrapetas, o som dos DJs Mayara Cajueiro (Batekoo), Desna (Hypnos), Emannuel Alves e Pedro Melo anima a pista.

A festa de abertura do festival, com o show especial da diva pop Americana Azealia Banks, está marcada para o dia 15 de novembro, no Bailito. O TNT Energy Drink Apresenta: No Ar Festival Coquetel ocorre no dia 17 de novembro, a partir das 13h30, no Caxangá Golf Club, com atrações as já confirmadas atrações Anelis Assumpção, Luedji Luna, Maria Beraldo, Duda Beat, MC Troinha, Connan Mockasin, Barbagallo, Djonga e a banda Teto Preto, além das que serão anunciadas nesta quinta (11).

AGENDA COQUETEL MOLOTOV NEGÓCIOS: RODADAS E ENCONTROS

SPRINT:

*Ter̤a-feira Р13 de novembro

Das 9h às 16h

Portomídia – Auditório

*Quarta-feira – 14 de novembro

Das 9h às 16h

Portomídia – Auditório

PITCHING:

*Quinta-feira – 15 de novembro

Das 11h às 13h

Portomídia – Auditório

*Sexta-feira – 16 de novembro

Das 11h às 13h

Portomídia – Auditório

ENCONTROS:

*Quinta-feira – 15 de novembro

Local: Portomídia – Auditório

14h

Bate papo – Como se relacionar com marcas: artistas, projetos e festivais.

Com Samantha Almeida (Mynd8) e Gabriel Andrade (Festival Coala)

16h

Espaços de música ao vivo para exposição de novos artistas e formação de público.

Com Felipe Cabral (Bailito), Felipe Matheus (Miragem), Katia Abreu (Dia da Música), Maria do Céu (Metrópole) e Alexandre Rossi (Circo Voador).

Mediação: Bruno Nogueira

18h

Sincronização e licenciamento de música para o audiovisual: da publicidade ao videogame.

Com Luiz Augusto Buff (1m1).

*Sexta-feira – 16 de novembro

Local: Sinspire РP̤a do Arsenal

14h

Chegando na curadoria de festivais da forma certa.

Com Gutie (Rec Beat), Ana Morena (DoSol), Bina Zanetti (Psicodália), Melina Hickson (Porto Musical), Marcelo Damaso (Se Rasgum) e Daiane Dias e Fabricio Nobre (Bananada)

Mediação: Fabiana Batistela (SIM São Paulo)

16h20

Mídia paga digital, playlists, algoritmos e data: como usar as novas ferramentas do mundo digital a seu favor

Com João Pedro (OneRPM) e Yasmin Muller (Tidal)

19h

Novas mídias para se divulgar conteúdo de música

Com Camila Garófalo (Mulher na Música / Sêla), Ana Morena (DoSol TV), Alexandre Giglio (Minuto Indie), Gabriel Albuquerque (Jornalista / Kondzilla / Vice)

Mediação: Jarmeson de Lima (Coquetel Molotov)

SOM NA RURAL

* Sexta – 16 de novembro

Local:  SINSPIRE – Pça do Arsenal

A partir das 13h às 21h20

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MinC promove resgate das brincadeiras infantis tradicionais

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Jogos, brinquedos, brincadeiras. Muito além de um passatempo, as expressões lúdicas podem ser consideradas manifestações culturais e artísticas. Apresentam simbolismos e representam diferentes grupos sociais e étnicos e a realidade de diferentes infâncias. Para o Ministério da Cultura (MinC), brincadeira é coisa séria, é ferramenta de promoção do desenvolvimento infantil. E é reforçando a importância do brincar que a Pasta contribui para o Programa Criança Feliz, do governo federal. O programa, de caráter intersetorial, promove o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância.

Um verdadeiro tesouro está escondido nas brincadeiras praticadas e difundidas nas culturas populares e tradicionais brasileiras e o MinC está mapeando essa riqueza. Para tornar essas tradições disponíveis e à mostra para qualquer cidadão, o Ministério está percorrendo o Brasil para documentar a ludicidade presente no País. Esse documento irá subsidiar a elaboração de uma publicação do Programa Criança Feliz referente a infância, ludicidade, cultura, diversidade e território. Com esse documento em mãos, profissionais que atuam no programa serão capacitados e, por sua vez, irão difundir os benefícios da brincadeira.

É nos primeiros anos de vida, especialmente do nascimento até os três anos (a fase também denominada primeiríssima infância), que se estabelecem as bases do desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social da criança. E a primeira infância, que segue até os seis anos, tem sido considerada a fase mais importante do desenvolvimento humano. Por estar em uma etapa que ainda não possui a capacidade de abstração totalmente desenvolvida, a criança necessita de uma ferramenta concreta para seu aprendizado e interações – e é aqui que entra a ludicidade. Atenção, concentração, raciocínio lógico, memória, linguagem, regras, colaboração e confiança são alguns dos aspectos colocados em prática e desenvolvidos por meio de jogos e brincadeiras.

Segundo a secretária da Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura, o Ministério está cada vez mais ciente dessa relevância e pretende promover o resgate das brincadeiras infantis nas comunidades, a partir da atuação no programa do governo federal. “A infância deve ser vista como a fundação do cidadão brasileiro. Vamos atuar junto às famílias, repassando informações que possam beneficiar o desenvolvimento da criança por meio do brincar. Estamos fortalecendo as políticas públicas voltadas à infância”, afirma Magali. O público prioritário do Criança Feliz são as gestantes e crianças de até três anos de idade beneficiárias do Programa Bolsa Família, crianças de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e crianças afastadas do convívio familiar por medida protetiva (crianças abrigadas). Atualmente, mais de 2.700 municípios brasileiros já aderiram ao programa.

O Ministério da Cultura ainda vai articular estruturas físicas como os Pontos de Cultura e os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) para formação de profissionais envolvidos no programa. Entre outras atribuições do MinC no Criança Feliz, estão: fortalecer o empoderamento cultural da criança, promovendo estimulação criativa no contato com a diversidade cultural de seu território e dos vínculos afetivos e interpessoais; e assegurar às crianças o direito de acesso à transmissão das crenças e culturas familiares.

Da televisão ao arco e flecha

Em visita ao município Ronda Alta, no Rio Grande do Sul, representante do MinC constatou que crianças indígenas estão trocando brinquedos e brincadeiras tradicionais por jogos eletrônicos e televisão. Além da questão da ludicidade, as crianças já encontram dificuldade em se identificar com sua etnia, a Kaingang – uma das três principais do estado, ao lado da Guarani e Charrua. Também praticam a língua materna na escola (por ser componente curricular) com resistência, já que as crianças crescem falando português.

A partir dessa realidade local, o Ministério da Cultura já reforça o resgate de jogos, brincadeiras tradicionais e demais aspectos culturais da etnia Kaingang, como estudo dos grafismos e marcas culturais, além da história do artesanato – especialmente a cestaria. A ação ocorre por meio do Centro Cultural Kanhgág Jãre, o primeiro Ponto de Cultura indígena do País, que já recebeu R$ 75,7 mil em investimento do MinC, por meio de convênio. Entre as brincadeiras tradicionais resgatadas pelo ponto de cultura estão o arco e flecha e o tiro ao alvo com zarabatana. Os Pontos de Cultura são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades e em redes, reconhecidos e certificados pelo MinC por meio dos instrumentos da Política Nacional de Cultura Viva.

Conheça brincadeiras tradicionais indígenas

Criança indígena brinca de “Bola ao cesto” (Foto: Divulgação MinC)

Arco e flecha

Construídos pelas crianças, o arco e flecha são utilizados em jogos que utilizam alvo, ou encenação de caça.

Tiro ao alvo com zarabatana

A criança recebe uma zarabatana (antigamente cada criança construía a sua) e deve tentar acertar os “alvos” com sementes, derrubando-os. Os alvos são animais, como tatu e macaco, desenhados em papel e colados em isopor.

Bola ao cesto

As crianças ficam sentadas e um cesto é colocado em uma determinada distância que não seja tão longe. Uma bola é entregue para a criança, que é incentivada a arremessar para acertar dentro do cesto.

O tigre e a lebre

Dois jogadores dão-se as mãos formando a “toca” e o terceiro ficará entre eles e será a “lebre”. Do lado de fora ficam as lebres perdidas, crianças que ficaram “sobrando”, sem toca. A um comando, as tocas levantam os braços e todas as lebres devem ocupar uma nova toca. Quem não conseguir entrar fica no centro, esperando nova oportunidade. O elemento que confere ainda mais animação à brincadeira é o “tigre”, que age como caçador. Nesse caso, apenas um participante fica de fora. Ele deverá perseguir os coelhinhos durante a troca de tocas. O primeiro a ser pego passará ao posto de “tigre”, depois realizam novas trocas, sucessivamente. É uma variação de outra brincadeira tradicional, chamada “Coelhinho sai da Toca”.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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