BAHIA: Samba, rap, afro pop e axé integram mistura de ritmos do Pelourinho

diamba

(Foto: Divulgação)

Para começar mais uma semana em ritmo de Carnaval os Largos do Pelourinho recebem variadas atrações. A proposta é misturar alguns dos ritmos existentes na Bahia para garantir um verão de festas para todos os públicos. Entre as atrações, Diamba, Rashid, Olodum, Cortejo Afro e Gerônimo são alguns dos destaques, em encontros com convidados especiais.

Sexta-feira (19), no Largo Pedro Archanjo será o Dia D, festa comandada pela Diamba às 21h. A banda trabalha em um ritmo eletrizante e sempre busca inovar o som, arriscando novos arranjos e mostrando canções inéditas, com participação do DJ Telefunksoul. O valor do ingresso é R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Já no Largo Quincas Berro D’Água acontece mais uma noite do evento Sampelô Prime com a banda Viola de Doze às 20h. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10.

No sábado (20) no Largo Quincas Berro d’Água, às 20h, é noite do Samba Axé Sertanejo, com as bandas Miskuta, Samba do Pretinho e convidados. Ingressos R$ 20 e R$ 10. Já no Largo Pedro Archanjo, às 20h, tem show da Banda Tá Na Fita, a entrada é gratuita.

Ainda no sábado, acontece o festival Rap Conecta, no Largo Tereza Batista, às 21h, a atração principal é o rapper Rashid. O evento traz as participações de DJ Mr. Brown e do MC Godô. Ainda terá como convidados especiais Kamau, MC paulistano e parceiro de longa data do rapper, MC Cdoze e o trio Versu2 completando as atrações. Ingressos de R$ 40,00 (inteira) e R$ 20 (meia).

Domingo (21), tem ensaio do Bloco Olodum, no Largo Tereza Batista, a partir das 14h. Ingressos R$ 50. Comemorando os 10 anos da Faixa Negra – 107.5 Educadora FM, um grande show com Opanijé, Tambores do Mundo, Zabah Bush e Juliana Ribeiro acontece no Largo Pedro Archanjo, a partir das 17h. O evento é gratuito. Já no Largo Quincas Berro d’Água, às 19h, tem o primeiro dia do Festival Alerta Geral, com 20 compositores disputando as semifinais do concurso. A festa ainda conta com o show do Grupo Miudinho. Ingressos R$ 20 e R$ 10.

Na segunda-feira (22), no Largo Tereza Batista, às 14h, acontece o primeiro dia da Oficina de Percussão com o grupo Bahia Connection, formado por percussionista estrangeiros. O objetivo do evento, que acontece pelo quarto ano consecutivo, é promover encontros com mestres de percussão da música baiana. O público pode assistir ao evento, que acontece diariamente até o dia 27, sendo os demais dias no Largo Pedro Archanjo.

cortejoafro_foto_sidney_rocharte

Foto: Sidney Rocharte

Ainda na segunda-feira, a banda Cortejo Afro promove mais uma noite elegantemente sofisticada no Pelourinho, mas dessa vez em casa nova. O ensaio vai acontecer no Largo Quincas Berro d’Água, às 20h. Os convidados desta semana são Larissa Luz, Olodum e Edu Casa Nova. Ingressos R$ 40 e R$ 20. Também às 20h, acontece no Largo Tereza Batista o evento ‘Axé Forever – Nossa História’, com participação de Ademar Furtacor, Robson Morais, Zé Paulo e Zé Honório. Ingressos a R$ 20 e R$ 10.

Na terça-feira (23), o Festival Alerta Geral agita mais uma vez o Largo Quincas Berro d’Água, às 19h, com a disputa entre 10 compositores finalistas e ainda os shows de Bambeia e Délcio Luz. Ingressos R$ 20 e R$ 10. Gerônimo Santana recebe os cantores Márcio Victor e Márcia Castro, além da banda É O Tchan. A apresentação, que integra o projeto O Pagador de Promessa, acontece no Largo Pedro Archanjo, às 20h, com ingressos a R$ 40 e R$ 20. No Largo Tereza Batista, às 20h, a banda Afrodisíaco realiza ensaio de verão com as participações de Timbalada Século XXI, Tatau e Samba do Pretinho. Ingressos a R$ 20 e R$ 10.

Na quarta-feira (24) acontece mais um ensaio do Bloco Muzenza apresentando uma mistura do movimento existente no ritmo do reggae em harmonia com a batida da percussão. O ensaio começa às 20h, no Largo Pedro Archanjo, com ingressos a R$ 20 e R$ 10. No Largo Tereza Batista, às 20h, o projeto Barca da Folia apresenta como proposta fundir os vários elementos da música de matriz africana da Bahia, Jamaica, de Angola, Cuba e a música pop negra de vários locais do mundo. Tudo isso com muito Groove, alegria, graça e muita descontração. Entrada franca.

Na quinta-feira (25), o Samba Junino comanda o evento ‘Viva o Samba da Bahia’ com o objetivo de promover a cultura local nos bairros mais populares, às 20h, no Largo Pedro Archanjo. Ingressos a R$ 15,00 e R$ 7,00. No Largo Tereza Batista, às 20h, tem Jahdirá na Área, apresentando músicas autorais da banda que pretende renovar o cenário reggae de Salvador. Ingressos R$ 20 e R$ 10. Já no Largo Quincas Berro d’Água, os ensaios de verão da Patrulha do Samba continuam recebendo convidados especiais, às 20h. Ingressos R$ 25.

A programação dos Largos do Pelourinho tem apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), através da cessão gratuita de pauta. A programação é sujeita a alterações, de responsabilidade das respectivas produções dos eventos.

Dia D – Diamba
Data: 19 de janeiro, sexta-feira, às 21h
Local: Largo Pedro Archanjo
Valor: R$ 40,00 e R$ 20,00

Sampelô Prime – Viola de Doze
Data: 19 de janeiro, sexta-feira, às 20h
Local: Largo Quincas Berro D’Água
Valor: R$ 20,00 e R$ 10,00

Rap Conecta – Rashid e convidados
Data: 20 de janeiro, sábado, às 21h
Local: Largo Tereza Batista
Valor: 1º Lote R$ 40,00 e R$ 20,00 / 2º Lote R$ 60,00 e R$ 30,00

Tá na Fita 
Data: 20 de janeiro, sábado, às 20h
Local: Largo Pedro Archanjo
Entrada gratuita

Samba Axé Sertanejo – Miskuta, Samba do Pretinho e convidados
Data: 20 de janeiro, sábado, às 20h
Local: Largo Quincas Berro D’Água
Valor: R$ 20,00 e R$ 10,00

Ensaio do Bloco Olodum
Data: 21 de janeiro, domingo, às 14h
Local: Largo Tereza Batista
Valor: R$ 50,00

10 Anos da Faixa Negra 107.5
Atrações: com Opanijé, Tambores do Mundo, Zabah Bush e Juliana Ribeiro
Data: 21 de janeiro, domingo, às 17h
Local: Largo Pedro Archanjo
Entrada gratuita

Festival Alerta Geral
Data: 21 e 23 de janeiro, domingo e terça, às 19h
Local: Largo Quincas Berro D’Água
Valor: R$ 20,00 e 10,00

Cortejo Afro
Data: 22 de janeiro, segunda-feira, às 20h
Local: Largo Quincas Berro d’Água
Valor: R$ 40,00 e R$ 20,00

Axé Forever – A Nossa História
Atrações: Ademar Furtacor, Robson Morais, Zé Paulo e Zé Honório
Data: 22 de janeiro, segunda-feira, às 20h
Local: Largo Tereza Batista
Valor: R$ 20,00 e R$ 10,00

Oficina de Percussão – Grupo Bahia Connection
Data: 22, 23, 24, 25 de janeiro, às 14h
Local: Largo Tereza Batista
Entrada gratuita

Gerônimo – O Pagador de Promessa
Data: 23 de janeiro, terça-feira, às 20h
Local: Largo Pedro Archanjo
Valor: R$ 40,00 e R$ 20,00

Banda Afrodisíaco e convidados
Data: 23 de janeiro, terça-feira, às 21h
Local: Largo Tereza Batista
Valor: R$ 20,00 e R$ 10,00

Ensaios do Muzenza
Data: 24 de janeiro, quarta-feira, às 20h
Local: Largo Pedro Archanjo
Valor: R$ 20,00 e R$ 10,00

Ensaios Barco Folia
Data: 24 de janeiro, quarta-feira, às 20h
Local: Largo Tereza Batista
Entrada gratuita

Viva o Samba da Bahia – Liga do Samba Junino de Salvador
Data: 25 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Local: Largo Pedro Archanjo
Valor: R$ 15,00 e R$ 7,00

Jadhirá Na Área
Data: 25 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Local: Largo Tereza Batista
Valor: R$ 20,00 e R$ 10,00

Patrulha do Samba
Data: 25 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Local: Largo Quincas Berro D’Água
Valor: R$ 25,00

Share

MINC: Uso da internet na cultura ainda é desafio, aponta estudo inédito

artes_site-02

O uso das tecnologias da informação e comunicação, as chamadas TICs, pode ser melhor aproveitado pelos equipamentos culturais brasileiros, tais como instituições culturais, bibliotecas, cinemas, museus, teatros e pontos de cultura. É o que revela a 1ª edição da pesquisa TIC Cultura 2016, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CHI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Segundo a pesquisa, a presença na internet, por meio de websites e redes sociais, a oferta de serviços on-line, e a ampliação do acesso universal à diversidade de expressões culturais pela web, sao desafios a serem enfrentados pelos estabelecimentos que desempenham atividades culturais no Brasil. Foram ouvidos funcionários de 2.389 equipamentos culturais, incluindo arquivos públicos e privados, bens tombados, bibliotecas, cinemas, museus, teatros e pontos de cultura – entidades culturais certificadas pelo Ministério da Cultura (MinC). A pesquisa foi realizada entre novembro de 2016 e abril de 2017 e abordou questões como gestão interna, contato com o público e digitalização de acervos.

Presença na internet

De acordo com o estudo, o uso do computador é praticamente universalizado entre cinemas (98%) e arquivos (99%), por exemplo, mas ainda pode ser expandido em bens tombados (69%), bibliotecas (78%) e museus (81%). O uso da Internet revela um cenário semelhante: 98% dos cinemas e 97% dos arquivos estão conectados. Mas o percentual cai quando analisados os teatros e pontos de cultura (84%), os museus e bibliotecas (74% e 72%, respectivamente) e os bens tombados (64%).  A pesquisa também mostra desigualdades regionais: enquanto 81% das bibliotecas da região Sudeste utilizaram a Internet no ano anterior à pesquisa, o percentual alcança apenas 49% entre aquelas da região Norte.

A maior parte das instituições oferece serviços, informações ou assistência ao público pela Internet, com destaque para arquivos de informações (82%) – públicos e privados – e cinemas (76%). Entre os serviços oferecidos pela Internet, destacam-se a venda ou reserva de ingressos entre teatros e cinemas – estes agregam o maior percentual na venda de produtos e serviços (57%).

Quando analisa a presença nas redes, a pesquisa mostra que websites próprios são mais comuns entre cinemas (73%) e arquivos (57%) do que entre teatros (42%), museus (35%) e bibliotecas (9%). Já nas redes sociais, a presença é mais frequente: mais da metade dos cinemas (94%), pontos de cultura (77%), teatros (62%) e arquivos (54%) tem perfis nas mídias sociais. O percentual é menor nos museus (49%), bens tombados (48%) e bibliotecas (35%).

Em busca de melhorias

A pesquisa TIC Cultura revela, ainda, que a maior parte dos equipamentos culturais não tem área ou departamento de TI, nem contrata serviços nessa área, exceto no caso dos cinemas.  A justificativa apontada é a escassez de recursos financeiros, além do uso de dispositivos ultrapassados e a baixa velocidade de conexão.

Outro ponto da pesquisa diz respeito à digitalização de arquivos: a prática é mais comum nos arquivos públicos e privados (74%), pontos de cultura (63%) e museus (58%). A maior parte dos equipamentos, entretanto, digitalizou menos da metade dos itens de seus acervos – a principal dificuldade apontada é a falta de financiamento, seguida da falta de equipe qualificada. Mesmo entre aqueles que contam com acervo digitalizado, a maior parte o disponibiliza para o público na própria instituição, e não na Internet.

Formação e Informação

Em relação às atividades de capacitação e formação oferecidas ao público, tais como oficinas de cultura, a pesquisa aponta que elas ainda são predominantemente presenciais entre todos os tipos de equipamentos – a oferta de formação à distância não é prática comum, apresentando percentuais acima de 10% apenas entre pontos de cultura (13%) e arquivos (17%).

Já nos pontos de cultura, destacam-se o uso das tecnologias da informação e comunicação para a captação de recursos (54%), para a busca de informações sobre editais governamentais (77%) e para a participação nesses editais (74%), por exemplo.

Leia a Pesquisa TIC Cultura 2016

Share

MINC | MinC economiza mais de 8 milhões em 2017 com adoção de novas práticas

minc-economia-interna

Com uma fórmula que envolveu otimização de espaços e uso de pessoal, cortes de contratos terceirizados e novas práticas adotadas no dia-a-dia dos funcionários, o Ministério da Cultura (MinC) alcançou uma economia de R$ 8,3 milhões em 2017. “A redução de gastos é extremamente importante. Quando fazemos cortes para reduzir os nossos custos, temos a possibilidade de ter verba para as atividades finalísticas”, afirma o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração da Secretaria Executiva do Ministério da Cultura, Felipe Marron.

A maior economia do MinC se deu com a realocação de pessoal, reduzindo o aluguel de espaços físicos ocupados pela pasta. Além do edifício-sede na Esplanada dos Ministérios, funcionários ficavam instalados em diversas salas de um edifício comercial na área central de Brasília (DF). Com a desocupação de um andar e meio do edifício, colaboradores e servidores foram realocados e cerca de R$ 4 milhões foram economizados, no ano.

Outra iniciativa que resultou na redução de uso de recursos públicos foi a de locação de veículos. “São ações de controle que vão sendo efetuadas, a gente substituiu o modelo de carros alugados com motorista pelo Taxigov. Agora, fazemos uma fiscalização da utilização para ver se não está tendo uma utilização indevida”, afirma Marron.

Na avaliação do subsecretário, o modelo inibe a utilização indevida do carro disponível para autoridades e funcionários. O MinC se antecipou e adotou o novo modelo de serviço contratado pelo Ministério do Planejamento em julho de 2017, apesar da adesão ao modelo ter sido prevista para novembro do último ano. A alteração gerou uma economia mensal de aproximadamente R$ 74 mil reais – e anual de R$ 890 mil reais.

“A gente sabe o trajeto de cada um, ponto a ponto: a hora que solicitou, a hora que chegou, para onde foi e o que foi fazer, porque tem que bater com a agenda, principalmente de quem é autoridade, que tem agenda publicada. Quem não tem agenda publicada, a gente pega e confere com as atividades que eles desenvolvem”, explicou Marron.

Para se dimensionar a importância da redução de gastos em 2017, o montante economizado representa a construção de quase quatro CEUs, o dobro do valor total da 5ª edição do Prêmio Culturas Populares ou ainda o custeio de editais do Programa Nacional de Fomento ao Audiovisual (Proav). Em 2018, outros contratos serão reduzidos e as ações de controle de gastos serão intensificadas.

Orçamento

Os recursos do orçamento do MinC financiam, além de políticas públicas culturais, a manutenção da sede, das seis representações regionais do MinC e de todas as suas sete entidades vinculadas – que inclui três autarquias e quatro fundações, os 30 museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e as unidades do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de todo o país. Em 2017, o orçamento executado do MinC foi de cerca de R$ 552 milhões, sendo cerca de 45% usado para atividades finalísticas como editais, prêmios e obras. O orçamento inicial do MinC para 2018 está em cerca de R$ 500 milhões – o valor ainda pode ser contingenciado.

Share

ANCINE renova apoio à participação brasileira em eventos internacionais de mercado

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE instituiu, por meio de portaria publicada na última sexta-feira, 12 de janeiro, no Diário Oficial da União, a Ação de Apoio à Participação Brasileira em Eventos de Mercado e Rodadas de Negócios Internacionais. Em linhas gerais, As regras de participação na Ação são as mesmas do Programa de Apoio à Participação Brasileira em Eventos de Mercado e Rodadas de Negócios Internacionais. O programa foi renomeado e incorporado à Linha de Apoio à Internacionalização do Audiovisual do FSA.

ancin

Aprovada pelo Comitê Gestor do FSA, em dezembro, esta ação tem como finalidade promover a presença de profissionais brasileiros do audiovisual, em representação de empresas produtoras brasileiras, nos principais eventos internacionais do mercado audiovisual, criando mais oportunidades para encontros, trocas e negociações com as empresas de outros países presentes nesses eventos.

Será destinado o montante de R$ 800 mil em recursos do FSA para auxílio financeiro a representantes de produtoras independentes brasileiras para viabilizar a presença em eventos de mercado e encontros de negócios.

A Ação contempla um total de 29 eventos ao longo do ano. De acordo com o regulamento, podem requerer apoio os representantes de empresas produtoras brasileiras independentes registradas na ANCINE que tenham ao menos um CPB de obra emitido no prazo de 18 meses anterior ao evento pretendido, ou ao menos um SALIC de projeto em processo de realização no momento do pedido, ou um projeto selecionado pelo FSA nos últimos 24 meses, ou ainda, para o caso dos eventos de jogos eletrônicos, um relatório comercial de jogo eletrônico emitido por loja ou plataforma há menos de 36 (trinta e seis) meses. Cada empresa poderá ser contemplada com, no máximo, três apoios por ano, e não poderá pedir apoio para o mesmo evento por três anos consecutivos.

As solicitações devem ser realizadas no prazo máximo de 45 dias antes do início de cada evento, com exceção expressa apenas para o European Film Market/Festival de Berlim e para o Kidscreen, para os quais a antecedência é de 15 dias.

A lista de eventos contemplados pelo programa traz o número máximo de apoios a serem concedidos para cada um deles e nos casos em que o número de pedidos de apoio cumpridores dos requisitos obrigatórios exceda este número, será realizado processo de seleção, a partir de um sistema objetivo de pontuação.

Em 2017, o Programa de Apoio à Participação de Produtores de Audiovisual em Eventos de Mercado e Rodadas de Negócios concedeu 150 apoios financeiros, viabilizando a participação em mercados e rodadas de negócio ao redor do mundo.

Inscrições:

As solicitações de apoio devem ser efetivadas por meio do Sistema de Apoio Internacional no Portal ANCINE. O sistema elimina a necessidade de envio de formulários e anexos por e-mail, garante mais agilidade e segurança e dinamiza as solicitações direcionadas a ação de apoio gerida pela Assessoria Internacional da ANCINE. Dúvidas, críticas e sugestões podem ser enviadas para o endereço eletrônico  programa.mercados@ancine.gov.br.

 

Share

MARANHÃO | Casas de cultura receberam mais de 300 mil visitantes em 2017

1481037921-849068417

O ano de 2017 passou e deixou marcado na memória de muitos turistas e ludovicenses as belezas, sabores e história da cultura do Maranhão. No período, mais de 300 mil visitantes puderam apreciar o amplo cenário da produção cultural maranhense oferecido pelos 25 equipamentos culturais mantidos pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur).

Um dos impulsionadores do número de visitantes tem sido a facilidade de agendar pela internet o passeio, por meio do sistema Circuito de Visita Cultural, implantado desde 2016 e disponível no site da Sectur. Outra mudança foram os investimentos realizados na recuperação e manutenção dos equipamentos culturais além da criação de novos, como o Forte Santo Antônio que tem atraído muitos turistas.

As mais visitadas
A Biblioteca Pública Benedito Leite, o Palácio dos Leões, a Casa do Maranhão, o Museu Casa de Nhozinho, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão e o Centro de Pesquisa e História Natural e Arqueologia do Maranhão estão entre as casas mais visitadas. Só a Biblioteca recebeu mais 100 mil visitantes em 2017 e as demais registraram média em torno de 40 mil visitas ao ano.

Um conjunto amplo e diversificado de atrações pode ser encontrado nas casas de cultura do Maranhão. Espaços como Centro de Cultura Popular, Museu Casa de Nhozinho e Casa do Maranhão mantém um rico acervo das mais variadas expressões da cultura popular.

A Biblioteca Benedito Leite, a segunda mais antiga do país, possui um amplo acervo formado por obras raras e a mais completa coleção de jornais maranhenses. Desenvolve projetos de incentivo à leitura, acessibilidade em bibliotecas públicas, entre outros.

Outro programa para levar a família e conhecer um pouco mais da história e cultura do Maranhão são os museus Histórico e Artístico, Arte Sacra, Palácio dos Leões e Convento das Mercês. São casas que oferecem  exposições e mostras permanentes apresentando ao visitante diversas coleções de mobiliário, pintura, escultura, documentos, fotografias e gravuras.

No Palácio dos Leões um serviço gratuito de foto instantânea foi instalado num totem para que o visistitante registre o seu momento durante a visita ao museu. As fotos são entregues para cada integrante que levam pra casa uma lembrança da visita.

O Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia possui espaço interativo que retrata a história das etnias que originaram o povo maranhense, além de exposição com peças de cerâmicas, artefatos pré-coloniais, objetos de usos dos povos indígenas.

Agendamento online

Pelo sistema Circuito de Visita Cultural é possível agendar somente grupos de visitantes. O sistema compreende 18 equipamentos divididos em oito circuitos pré-definidos. Ao realizar o agendamento online, basta escolher o circuito, dia, horário e número de pessoas incluídas na visitação. Para agendar as visitas é só acessar o site da Sectur ou ir direto no link cultura.ma.gov.br/circuitocultural.

Informações sobre todos os equipamentos culturais podem ser encontradas no site da Sectur. Um breve histórico das casas, além de horários de visita, endereço, site e contatos podem ser acessados no www.sectur.ma.com.br.

Share

Inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural 2018

pep_destaqueCom o objetivo de formar, durante 24 meses, profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural, o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (PEP/MP/Iphan) abre as inscrições para a seleção de 10 vagas para alunos-bolsistas. Os interessados poderão se inscrever até o dia 02 de março de 2018.

O Mestrado Profissional associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição, distribuídas no território nacional, ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O início das atividades será dia 01 de agosto de 2018, conforme determinações do Edital.

Confira o Edital.
Mais informações: mestrado.pep@iphan.gov.br  

Share

CEARÁ: Encontro do FLLLEC discute políticas públicas que favoreçam a Cadeia do Livro

No dia 22 de janeiro, às 14:00, acontece mais um encontro do  FLLLEC (Fórum de Literatura, Livro, Leitura e Biblioteca do Estado do Ceará) na Biblioteca Pública do Estado do Ceará. O encontro promove a discussão e a busca por Políticas Públicas para o Livro, Leitura e Literatura que favoreçam todos que fazem parte da Cadeia do Livro.

As pautas são:

TAC 2018- Edital Dragão do Mar;

Participação do FLLLEC no Fórum de Linguagens do Ceará;

Organização de grupos de estudos;

Respostas e estratégias de agregação;

Devoulutiva sobre o Conselho Municipal de Política Cultural.

cropped-341

Sobre o FLLLEC

O FLLLEC é um órgão colegiado, de caráter consultivo, que tem por finalidade propor a formulação de políticas públicas, com vistas a promover a participação democrática dos diversos segmentos sociais que integram o universo da literatura e a articulação e o debate nos diferentes níveis de governo e sociedade civil organizada, para o desenvolvimento e o fomento das atividades culturais especialmente ligadas à literatura.

O FLLLEC se fundamenta no princípio da transparência e da democratização da gestão cultural no âmbito da literatura, constituindo-se em espaço permanente de diálogo e de consulta para participação da sociedade civil na formação de políticas de cultura. Ele é formado por membros de instituições formais e informais.

Entre as principais atribuições do Fórum está a tarefa de propor políticas culturais de literatura para o Estado, promover e/ou participar de discussões públicas em torno da proposta orçamentária anual do Estado para investimentos no setor e estimular a democratização, descentralização e disseminação de atividades de produção e difusão da literatura no Estado.

Share

MINC: Museu de Cultura Afro-Brasileira busca apoio para concluir obras

JAN_9915.JPG

                                                        (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)

Não apenas um “museu em processo”, mas “um museu vivo”, que se articula com a sociedade. Localizado no centro histórico de Salvador (BA), o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) abriga exposições, mostras cinematográficas e atividades educativas, além de mais de 300 peças de acervo. Aberto ao público há 10 anos, o museu, no entanto, não está completamente constituído. Em busca de auxílio para garantir a conclusão e a manutenção do espaço, o músico e letrista José Carlos Capinam esteve reunido, na manhã desta quarta-feira, com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

“Saio da reunião com o ânimo modificado. Eu estava um pouquinho desanimado em função de tantas tentativas que a gente tem feito para finalizar o museu. Achei a postura do ministro muito aberta, ele se mostrou muito disposto a ouvir e conhecer os problemas e também em contribuir em resolvê-los”, afirmou Capinam, que é coordenador-geral da Associação Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), administradora do museu.

Para o ministro Sérgio Sá Leitão, a riqueza da cultura afro-brasileira merece ter um espaço, ainda mais em um local como a Bahia, que teve como base de sua composição a cultura dos povos afrodescendentes, que chegaram ao País em condição de escravos durante o período colonial.

“A cultura afro-brasileira merece ser valorizada e difundida. Faz todo o sentido ser em Salvador. Inclusive, é mais uma atração de visitação com potencial de despertar grande interesse até fora do Brasil”, destacou Sá Leitão.

De acordo com Capinam, 70% da reforma do prédio principal já foi concluída, mas ainda falta toda a reforma de um segundo local, que deverá abrigar as atividades educativas realizadas pelo museu, que serão voltadas a alunos e visitantes de todo o País.

Desde sua abertura, em 2005, o museu vem sido mantido por recursos provenientes de convênio com o Ministério da Cultura (MinC). Segundo Capinam, a mudança de gestão causou incerteza quanto à manutenção da parceria. Por parte do MinC, já está em processo uma análise do andamento das obras e será feita uma avaliação do ministro sobre as condições de manutenção do convênio com o museu.

Outra perspectiva de captação de recursos para Muncab, segundo o ministro, poderia ser feita por meio de parcerias do museu com empresas privadas e estatais. Nesse sentido, o ministério se colocou à disposição para ajudar o museu.

Também participaram da reunião a assessora de gestão do Muncab, Grasiele Fair, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo.

Sobre Capinam

Expoente da geração baiana de poetas e letristas tropicalistas das décadas de 1960 e 1970, Capinam usava da metáfora de suas letras para combater a ditadura militar. Fez parcerias com diversos artistas da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil, Jards Macalé, João Bosco, Joyce, Paulinho da Viola, Tom Zé, Moraes Moreira, Sueli Costa e Zé Ramalho. É coautor de sucessos como Soy Loco por ti América. Também atuou como escritor, jornalista e publicitário.

Nos últimos 15 anos, Capinam preside o Muncab e batalha pela instalação definitiva de um espaço apara a difusão da cultura afro-brasileira na Bahia. De acordo com o músico, essa história se realiza “com uma equipe de quatro pessoas e 10 voluntários”.  Mesmo assim, o Muncab continua aberto ao público e oferece, de forma gratuita, a exposição de seu acervo e as atividades educativas e culturais.

“Essa expressão (museu vivo) veio do grupo de voluntários que fazia a parte educativa do museu, um grupo de cerca de 10 mulheres, que faz o Projeto Erê. Este projeto está vivo, se articulando com a sociedade, com as escolas, trazendo os alunos para o museu”, destacou.

Share

Edital Seleciona Espetáculos para Festival Infanto Juvenil em Salvador (BA)

No próximo dia 18 de janeiro, o Petiz – Festival de Arte para Infância e Juventude abre inscrições para edital que selecionará grupos com trabalhos em teatro, dança, circo e música voltados para o público infantojuvenil interessados em participar da Mostra Artística do projeto. As inscrições se estendem até 15 de fevereiro e as apresentações acontecerão de 26 de maio a 03 de junho, na capital baiana, no Espaço Xisto Bahia, localizado nos Barris e no entorno.

Festival Petiz_© Pedro Gabriel(3)

Foto: Divulgação

O edital, de abrangência nacional, está disponível para consulta no site do Festival (www.festivalpetiz.com.br) e as inscrições serão feitas exclusivamente por e-mail, mediante o preenchimento de formulário. Artistas de todo o país podem se inscrever e além do cachê, os grupos de fora do estado terão despesas como transporte, hospedagem e alimentação custeadas pelo projeto. A divulgação dos espetáculos selecionados será realizada em até 30 dias após o término das inscrições, no site do festival.

Contemplado no edital Dinamização de Espaços Culturais da Bahia 2016, o projeto configura-se como uma proposta de mediação cultural, fomento e divulgação da produção artística voltada para infância e juventude. Em sua primeira edição, o Petiz recebeu mais de 254 propostas e selecionou 10 grupos de diferentes estados, possibilitando um intercâmbio artístico-cultural e a dinamização da cena local. Para este segundo ano, mantém o seu propósito de potencializar a fruição artística no processo que envolve o encontro da criança com a obra. Além dos espetáculos, promoverá diversas outras atividades, entre os meses de março e junho, como seminário, visitas mediadas, oficina para educadores e feira de consumo consciente, com troca de livros e brinquedos.

Festival Petiz_© Pedro Gabriel(4)

Foto: Divulgação

 

O Petiz é uma idealização da C.R.I.A.R.E – Projetos Culturais e Educacionais, coordenada por Poliana Bicalho, arte-educadora, produtora e mediadora cultural em conjunto com a BERÊ PRODUÇÕES, coordenada por Renata Berenstein, psicóloga, arte-educadora e diretora teatral.

Serviço:

Edital para seleção de espetáculos infantojuvenis
Inscrições: 18 de janeiro a 15 de fevereiro de 2018| www.festivalpetiz.com.br

Share

Grupo carnavalesco é exemplo de como atividades culturais e uso da Lei Rouanet têm impacto positivo na economia brasileira

O Clube de Máscaras Galo da Madrugada, tradicional bloco de rua do carnaval de Recife (PE), é um exemplo de como o investimento em atividades artísticas movimenta a economia. Em cada edição, o bloco, que reúne cerca de 2 milhões de foliões pelas ruas da capital pernambucana, gera, em média, 35 mil empregos diretos e indiretos, entre costureiras, figurinistas, vendedores, taxistas, técnicos de montagem de palco e camarotes e funcionários de bares, restaurantes e hotéis, entre outros.galo-da-madrugada-_recife-06022016007-1080x675

O Galo da Madrugada também é campeão entre os blocos de rua em captação de recursos de incentivo fiscal por meio da Lei Rouanet. O bloco pernambucano conseguiu captar, em 10 anos, R$ 5 milhões. Só para o carnaval de 2017, foram investidos R$ 100 mil em recursos obtidos com auxílio da Lei de Incentivo à Cultura. Os números são de pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura nos estados onde o carnaval tem maior dimensão: Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

O bloco surgiu da união de um grupo de amigos e famílias do bairro recifense de São José, comandados pelo baluarte Enéas Freire, em janeiro de 1978. Sem grandes pretensões, aquele que viria a se tornar um fenômeno mundial foi criado com um único e simples propósito: fazer renascer o tradicional, espontâneo e criativo carnaval de rua do Recife, então ameaçado pelos clubes e passarelas, que, cada vez mais, limitavam – em espaço e participantes – o fazer da folia.

Da união do grupo nasceu um gigante. Neste ano, o Galo irá desfilar em 10 de fevereiro. Blocos ligados ao Galo também terão apresentações em 11, 12 e 13 de fevereiro. A cada ano, participam diretamente 30 trios elétricos, seis carros alegóricos, cerca de mil artistas, entre cantores, músicos e bailarinos, 200 diretores e 2,2 mil pessoas de apoio, entre outros.

As comunidades vizinhas à sede do bloco (Coque, Coelhos, Joana Bezerra) recebem atenção especial. Além de trabalhos sociais realizados no decorrer do ano, no Forrozão do Galo, evento realizado durante os festejos juninos, a diretoria do bloco disponibiliza 25 barracas para ajudar os moradores das áreas circunvizinhas a gerarem renda extra com a venda de bebidas e comidas na festa.

O carnaval, um dos maiores espetáculos do planeta, é a atividade artística que mais movimenta a economia da cultura no Brasil. Em todo o Brasil, as atividades turísticas ligadas à festa movimentaram, em 2017, cerca de R$ 5,8 bilhões, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Só em Recife, foram investidos R$ 27 milhões no carnaval, sendo R$ 7 milhões captados junto à iniciativa privada.

Share