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Cinema brasileiro é destaque em festivais pelo mundo

6.4.2016 – 8:31

Neste mês de abril, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) irá apoiar a participação de onze obras audiovisuais brasileiras em sete festivais e laboratórios ao redor do mundo. Eventos na França, Argentina, Suíça, Estados Unidos e Portugal receberão filmes e projetos com auxílio do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras de Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais.
No Festival International do Filme Ambiental (Fife), que ocorre entre 5 e 12 de abril, em Paris, na França, o Programa da Ancine apoia a presença de A Morte Diária, de Daniel Lentini, que concorre na mostra Competitiva Oficial de Documentários, e de 5 X Chico – o velho e sua gente, de Gustavo Spolidoro, Ana Rieper, Camilo Cavalcante, Eduardo Goldenstein e Eduardo Nunes, com exibição na mostra não competitiva Foco Brasil. A mostra dedicada ao Brasil exibe ainda Seca, de Maria Augusta Ramos;A lei da água, de André D’Elia; e a coprodução com a França O jardim da esperança, de Laurence Guenoun.
Para o Bafici – Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, que ocorre na capital argentina, de 13 a 24 de abril, segue com apoio da Ancine o longa Carregador 1118, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, selecionado para a Competição Latino Americana. O cinema brasileiro tem representantes também na Competição Oficial Internacional (O espelho, de Rodrigo Lima) e na Competição Vanguarda & Gênero (A morte de J.P. Cuenca, de João Paulo Cuenca, e Boi neon, de Gabriel Mascaro), além de outros títulos exibidos em mostras de caráter não competitivo.
O BAL – Buenos Aires Lab, laboratório realizado no âmbito do Bafici, também vai receber dois projetos com auxílio do programa da Agência: Antônio um dois três, de Leonardo Mouramateus; eElon não acredita na morte, de Ricardo Alves Jr.
Na Suíça, na cidade de Nyon, entre os dias 15 e 23, será realizado o Festival Visions du Réel, dedicado ao cinema documental. O Programa de Apoio da Ancine contemplou a participação de três filmes brasileiros em seções competitivas do evento: Retrato de Carmem D., de Isabel Joffily, na Competição Internacional de Longas-Metragens; Satan Satie ou Memórias de um amnésico, de Juruna Mallon e Lucas Parente, na Competição de Médias-Metragens; e Eu vou me piratear, de Daniel Favaretto e Dudu Quintanilha, na Competição de Curtas-Metragens. Também vai à Suíça com apoio da Ancine o projeto 5 casas, de Bruno Gularte Barreto, selecionado no laboratório Pitching du Réel, que ocorre no âmbito do festival.
Já no IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa, o filme Estive em Lisboa e lembrei de você, de José Barahon, vai participar da Competição Nacional de Longas Metragens também apoiado pela Ancine. O festival ocorre de 20 de abril a 1 de maio, na capital portuguesa.
Fechando a lista, o Programa concedeu apoio ao curta Tem alguém feliz em algum lugar, de Alvaro Furloni e Mario Furloni, selecionado para a Competição de Curtas-Metragens do Festival Internacional de Cinema de São Francisco, que será realizado nos Estados Unidos, de 21 de abril a 5 de maio.
Saiba mais sobre o funcionamento do Programa
O Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais conta com três categorias de auxílio, dependendo da classificação de cada evento: apoio A – confecção de cópia legendada, envio de cópia e apoio financeiro; B – envio de cópia e apoio financeiro; C – envio de cópia. As regras para a concessão do apoio estão dispostas no regulamento do programa. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail programa.apoio@ancine.gov.br.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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Cultura acessível a pessoas com deficiência

21.3.2016 – 11:15

Renata Silencio introduziu a disciplina optativa de acessibilidade cultural no curso de bacharelado em Produção Cultural da IFRJ (Foto: Arquivo pessoal)
A busca pela inclusão é luta de quase três décadas da bailarina Beth Caetano (Foto: CIEMH2 Núcleo Cultural)
Dilma Negreiros, gestora do Ponto de Cultura CIEMH2, também se formou na primeira turma do curso de acessibilidade cultural (Foto: CIEMH2 Núcleo Cultural)
Segundo Patrícia Dorneles, a proposta do curso de acessibilidade cultural é sensibilizar para a implementação de uma cultura de projetos e políticas culturais incluindo as pessoas com deficiência (Foto: CIEMH2 Núcleo Cultural)
Quebrar barreiras físicas e de preconceitos e propiciar o usufruto do direito à cultura e a inclusão de pessoas com deficiência. Para a professora Renata Silencio, esse foi o legado que o curso de Especialização em Acessibilidade Cultural da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) deixou para ela e seus colegas de turma.
Formada pela primeira turma do curso, realizado em 2013 em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), Renata – que é professora do Bacharelado em Produção Cultural do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) – conta que, assim como ela, outros colegas conseguiram aplicar o conhecimento adquirido no curso em seu trabalho na área cultural e disseminar o conceito de inclusão em diferentes locais.
“Eu sabia que tinha possibilidades para a acessibilidade na cultura, mas não sabia o tamanho disso. O curso me aproximou do tema e eu consegui introduzir no bacharelado (da IFRJ, onde trabalha) a disciplina optativa de acessibilidade cultural, no campus Nilópolis”, conta Renata. “O levantamento que fiz com as duas turmas (de 2015) mostrou que eles começaram a enxergar com outros olhos as relações de autonomia, tanto para o consumidor quanto para o próprio artista, integrando-os de forma autônoma. Eles saíram mais questionadores em relação à estrutura da cidade, pois não temos uma arquitetura universal”, completa.
Na avaliação de Renata, a disciplina proporcionou novas formas de pensar projetos culturais inclusivos e de quebrar barreiras atitudinais. “Quebramos as barreiras que estão dentro do estranhamento, do não saber como lidar, do preconceito. Quando isso se quebra, é preciso apenas agir de uma determinada forma que, com adaptações, a pessoa consegue executar as tarefas, usufruir ou ter o máximo de aproximação com a obra de arte como uma pessoa que não tem deficiência. Assim, a gente consegue o mais importante: incluir”, argumentou.
A busca pela inclusão é luta de quase três décadas da bailarina Beth Caetano, que trabalha nesse mesmo período no Centro de Vida Independente (CVI) do Rio de Janeiro. Um acidente de carro em 1991 a levou a usar cadeira de rodas.
Da mesma turma de Renata, Beth conta que seus colegas puderam aprender muito com a experiência dela por realmente precisar utilizar produtos e serviços adaptados. “Foi muito bacana poder trocar informações, ouvir as pessoas. A maioria gostou muito, ficou bem mexida, mobilizada e cada um em sua área começou a aplicar. A gente continua fazendo parte das redes. Tem um grupo de pessoas que se articulam para fazer encontros nacionais”, conta.
A bailarina destaca que, na prática, para quem usa cadeira de rodas, a questão da acessibilidade tem de ser pensada não apenas para cumprir normas, mas para permitir a liberdade. “Num equipamento cultural, a minha maior barreira arquitetônica é a mobilidade. Quem tem tetraplegia, como eu, a mobilidade é atingida. Você tem que entrar no edifício com rampa ou elevador, ter acesso a um banheiro acessível. Não adianta colocar espaço na frente do cinema, porque dói o pescoço de ficar na frente da tela ou em um lugar muito separado. Se você sai, você quer sociabilizar, ficar segregado numa área restrita onde não se está sociabilizando não é legal”, afirma.
Beth conta, ainda, que o acesso aos camarins e aos palcos de teatro também são, em geral, complicados, porque não foram construídos com a ideia de receberam artistas cadeirantes. “Teatro, quando é de arena, com o palco no mesmo nível do chão, é ótimo, mas a maioria possui uma rampa muito íngreme, feita para transformar a escada. Para respeitar a regra, você não pode esquecer o bom senso”. Hoje em dia, ela já pode dispor de táxi especial e transporte público (ainda que pouco) para atender pessoas com as mesmas necessidades dela. No entanto, a postura e a atitude ainda precisam ser mais bem trabalhadas. “Melhora se o público compreender que o sujeito é um artista, que ensaia e tem todo o trabalho, como qualquer outro, e tem a preocupação com a qualidade do que vai oferecer ao público. Não é (necessariamente) uma atitude associada à superação, à terapia”, avalia.
Para quem tem deficiência auditiva ou visual, se faz necessário, nesses equipamentos culturais, guias em áudio, maquetes e objetos táteis que permitam que o visitante possa sentir o que está sendo apresentado, seja uma peça de teatro ou uma exposição de arte. Os museus, segundo Beth Caetano, já adotaram muitas dessas ações.
Financiado pelo MinC, o curso de Especialização em Acessibilidade Cultural teve duas edições: uma em 2013 e outra em 2015, ainda em fase de conclusão. O público-alvo eram gestores públicos, organizações da sociedade civil e professores. “A proposta era sensibilizar os alunos para a implementação de uma cultura de projetos e políticas culturais incluindo as pessoas com deficiência”, resume coordenadora do curso, Patricia Dorneles.
Acessibilidade em Pontos de Cultura
Patricia também está envolvida com outra iniciativa da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do MinC que tem como objetivo de mapear, por todo o País, a acessibilidade disponível nos Pontos de Cultura (entidades sem fins lucrativos, grupos ou coletivos que desenvolvam e articulem atividades culturais em suas comunidades).
“A partir dessas informações, teremos um panorama do que é preciso fazer em termos de políticas públicas. Aqui em nossa instituição, temos rampa de acesso, banheiro adaptado, mas o que mais fortaleceu a questão da acessibilidade foi o trabalho de formação de educadores”, afirma Dilma Negreiros, gestora do Ponto de Cultura CIEMH2, que também se formou na primeira turma do curso de acessibilidade e, atualmente, faz mestrado em uma universidade de Portugal sobre o tema.
Políticas do MinC
A atenção à dimensão cidadã da cultura como direito básico é um dos eixos que norteiam a construção de políticas do MinC, além dos aspectos simbólico e econômico. A afirmação desses direitos na promoção da acessibilidade cultural vem conduzindo uma série de ações, planos e programas envolvendo os diferentes setores do Ministério, os quais permitiram mais acesso a acervos, exposições, livros, filmes e espetáculos, além de dar autonomia aos indivíduos em respeito à sua diversidade e complexidade. Conheça abaixo algumas delas:
Nos últimos 10 anos, os projetos aprovados pelo MinC para captar recursos por meio da Lei Rouanet tiveram de cumprir com algum tipo de requisito que contemplasse a acessibilidade como a garantia de espaço reservado para pessoas com deficiência para assistirem a espetáculos e uso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), por exemplo.
No campo audiovisual, a Agência Nacional do Cinema (Ancine), entidade vinculada ao MinC, possui, desde dezembro de 2014, norma que estabelece que todos os projetos de produção audiovisual financiados com recursos públicos federais geridos pela agência deverão contemplar nos seus orçamentos serviços de legendagem descritiva, audiodescrição e Libras. Além disso, cada um deles deverá encaminhar uma cópia com formato acessível para a Cinemateca Brasileira, que vem paulatinamente aumentando seu acervo inclusivo.
Da mesma forma, a Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC assumiu, desde o ano passado, o compromisso de inserir em seus editais a obrigatoriedade de inclusão de ferramentas de acessibilidade. Os atuais três editais em aberto da secretaria para produções de baixo orçamento incluem tais regras.
Ainda no primeiro semestre deste ano, a SAv deverá lançar o Guia de Produção Audiovisual, documento que servirá de referência para realizadores do audiovisual no Brasil, ao abordar temas como o uso de audiodescrição, legenda para surdos e Libras.
Mais livros e bibliotecas mais preparadas
Em novembro do ano passado, depois de forte atuação da Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC no Congresso Nacional, parlamentares aprovaram a adesão do Brasil ao Tratado de Marraqueche. As nações participantes se comprometem a criar dispositivos legais para que obras, tais como livros e outros materiais, possam ser reproduzidas e distribuídas em formatos acessíveis, como Braille, Daisy ou mesmo em audiolivro, sem a necessidade de autorização do titular de direitos autorais.
Promulgado pela presidenta Dilma Rousseff, que encaminhou a carta de ratificação à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o tratado visa facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual a obras literárias.
No Brasil, com a entrada em vigor do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015), já se prevê a reprodução de obras em formato acessível para pessoas com deficiência. A legislação também estipula que deverá ser garantido o acesso, em formato acessível, a bens culturais, programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais e desportivas, monumentos e locais de importância cultural e espaços que ofereçam serviços ou eventos culturais e esportivos.
Além disso, a lei fixa que “é vedada a recusa de oferta de obra intelectual em formato acessível à pessoa com deficiência, sob qualquer argumento, inclusive sob a alegação de proteção dos direitos de propriedade intelectual”.
Ainda na área de livro e leitura, o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do ministério atua para colocar em prática o conceito de “bibliotecas para todos”: inclusiva para pessoas com deficiência física, intelectual e de todas as idades, por meio do projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas. Em andamento há cerca de dois anos, o projeto pretende ampliar e qualificar a acessibilidade em 10 bibliotecas públicas nas cinco regiões brasileiras. A meta da diretoria é formar ao menos uma biblioteca-modelo em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal.
Outro exemplo de atuação na área ocorre na Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada ao MinC. Desde 2008, eles contam com o projeto Biblioteca Acessível, que auxilia portadores de deficiência visual e idosos na realização de pesquisas nos acervos físico e digital da Biblioteca Nacional (BN), de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
A BN formou seus técnicos para prestar o serviço de atendimento especializado e capacitação para auxílio aos usuários em equipamento como ampliadores de textos eletrônicos, leitores de livros autônomos, linhas Braille, folheadores automáticos de livros, teclados e mouses especiais, impressoras Braille e programas para leitura de textos com reconhecimento de voz.
Patrimônio e museus
Na área de patrimônio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade também vinculada ao MinC, disponibilizou em seu site para download gratuito o documentoMobilidade e Acessibilidade Urbana em Centros Históricos. O caderno técnico estabelece um conjunto de ações para áreas consagradas como patrimônio cultural organizarem seus espaços para possibilitar que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam fazer uso deles, sem a descaracterização desses locais que preservam a história e a arquitetura de determinada época.
O Museu Histórico Nacional, administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entidade vinculada ao ministério, foi o primeiro do Brasil a oferecer guia multimídia com linguagem em Libras para deficientes auditivos.  Além de promoverem obras para permitir a locomoção e acesso para cadeirantes e idosos, eles realizam o programa Museu para Todos, que leva exposições itinerantes para um público que não pode vir ao museu, como presidiários.
Até 30 de outubro de 2016, o museu abriga a exposição Diálogo no Escuro, uma mostra multissensorial que desafia o público a conhecer o mundo sem enxergar.  Depois de passar por 39 países, a exposição chegou ao Rio de Janeiro propondo a experimentação de aromas, sons, ventos, temperaturas e texturas pensadas exclusivamente para que a cidade pudesse ser sentida de outra maneira.
Conceito
Quando falamos em pessoas com algum tipo de deficiência, nos referimos a quase um quarto da população brasileira. Segundo o Censo Demográfico de 2010, são mais de 45 milhões de pessoas que possuem dificuldades em enxergar, ouvir, locomover-se ou que apresentem deficiência mental ou intelectual.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com alguma forma de deficiência, o que corresponde a cerca de 15% da população mundial, com base em estimativas de 2010. A perspectiva da organização é o aumento desse número, em especial com as dificuldades que podem advir do envelhecimento da população mundial.
No entanto, o que é comum nas reivindicações das pessoas é que elas possam se sentir integradas à sociedade e possam ler livros, assistir a filmes e peças e conhecer equipamentos culturais com igualdade de oportunidades com quem não têm deficiências.
“A pessoa não precisa se sentir destacada no grupo. Não é destacar. É somar. Unir. Trazer para perto. Nada melhor do que a pessoa com deficiência para poder argumentar. Leve uma pessoa cega, surda, pergunte se o que você fez está funcionando. Tem quem prefira audiodescrição, a peça tátil. Há essas particularidades. O importante é oferecer o máximo de técnicas possível para abranger mais gente da melhor maneira possível”, defende Renata Silencio.
Camila Campanerut
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Mais R$ 8,1 milhões para o audiovisual brasileiro

15.3.2016 – 10:44

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram novos projetos contemplados em quatro chamadas públicas do Programa Brasil de Todas as Telas que têm sua operação na modalidade fluxo contínuo. A operação contempla quatro longas-metragens de ficção para as salas de cinema, uma série para TV e uma proposta de programação para a TV por assinatura. O investimento total chega a aproximadamente R$ 8,1 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Pela Chamada Pública Prodecine 03/2013, que disponibiliza recursos para a fase de comercialização de obras, foram selecionados os longas Prova de Coragem, de Roberto Gervitz, A Família Dionti, de Alan Minas, e Introdução à música do sangue, de Luiz Carlos Lacerda. Cada obra receberá investimentos de R$ 200 mil.
Ainda no âmbito da produção para o cinema, foi anunciado aporte de R$ 1 milhão para a complementação de recursos de produção do longa-metragem Praça Paris, de Lucia Murat, por meio da chamada Prodecine 04/2013.
A operação inclui ainda o investimento de R$ 2,6 milhões na série de ficção Feras, dirigida por Teodoro Poppovic, com veiculação inicial prevista para o canal MTV. Contemplada pela chamadaProdav 01/2013, a série de comédia da Primo Filmes fala sobre as agruras e desventuras de um jovem adulto no complicado mundo dos relacionamentos do século XXI.
O Programa anunciou, ainda, investimento de R$ 3,93 milhões na proposta de programação apresentada pela TVE, do Rio Grande do Sul, na Chamada Pública Prodav 02/2013. Receberão recursos cinco séries: Família Pereira, da Demaman e Jorge, Um lugar para sentir, da Estação Elétrica Filmes, Turma 5B, da Invidio Produções Cinematográficas, Formigas, da Gustavo Spolidoro, e Inimigo Interno, da Margem Cinema Brasil.
A linha Prodav 02/2013 possibilita que empresas programadoras de televisão solicitem recursos para obras audiovisuais de produção independente pré-selecionadas em processos realizados por elas próprias. As programadoras são as proponentes, mas os investimentos do Programa Brasil de Todas as Telas são contratados diretamente com as produtoras independentes, na modalidade participação em projeto.
Saiba mais sobre o Programa Brasil de Todas as Telas
Lançado em julho de 2014, o Programa Brasil de Todas as Telas foi moldado para atuar na expansão do mercado e na universalização do acesso às obras audiovisuais brasileiras. O Programa, uma ampla ação governamental que visa transformar o Brasil em um centro relevante de produção e programação de conteúdos audiovisuais, foi formulado pela Ancine em parceria com o MinC e com a colaboração do setor audiovisual por meio de seus representantes no Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual.
O Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2 foi lançado no dia 1º de outubro, no Rio de Janeiro, em cerimônia com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, garantindo a continuidade de uma política pública vigorosa para o audiovisual brasileiro.
O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é um marco na política pública de fomento à indústria cinematográfica e audiovisual no País, ao inovar quanto às formas de estímulo estatal e à abrangência de sua atuação. Isto porque o FSA contempla atividades associadas aos diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – produção, distribuição/comercialização, exibição, e infraestrutura de serviços – mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros, tais como investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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Teles tem até dia 31 para recolher Condecine 2015

14.03.2016 – 18:55

Na última sexta-feira, dia 11, o audiovisual brasileiro obteve mais uma vitória judicial contra o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel de Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil). O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Desembargador Federal Cândido Ribeiro, derrubou mais uma liminar concedida ao sindicato, que suspendia o reajuste de 28% da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). A decisão ancorou-se na deliberação anterior tomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski.
No dia 8 de março, Lewandowski já havia derrubado uma liminar que suspendia o recolhimento da Condecine, encargo que subsidia o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Já a decisão do presidente do TRF1 diz respeito à suspensão do reajuste da contribuição, estabelecida pelo governo federal em outubro do ano passado.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, comemorou a decisão. “Mais uma boa notícia para o audiovisual brasileiro. A Condecine compõe o Fundo Setorial do Audiovisual e tem sido importante para o desenvolvimento do cinema, da televisão, dos games e de toda a indústria do audiovisual brasileiro, que nunca esteve tão bem. Seguimos em frente”, afirmou.
Com as duas decisões judiciais, as empresas de telecomunicação estão agora obrigadas a fazer o recolhimento da Condecine de 2015, incluídos aí os 28% de reajuste até o próximo dia 31 de março. Não cabem mais liminares para suspensão do pagamento da contribuição e de seu reajuste até o julgamento de mérito da questão, que deverá ser feito por juiz federal de Brasília, ainda sem data prevista.
As ações judiciais foram movidas no início deste ano pelo SindiTeleBrasil, que representa empresas como Claro, Oi, Telefônica/Vivo e TIM.  A primeira delas contestava a obrigatoriedade da contribuição pelo setor específico. Já a outra questionava o reajuste da taxa, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional. A entidade alegava que as empresas de telecomunicações não integravam a cadeia produtiva audiovisual.
Com as liminares obtidas, as operadoras de telefonia móvel isentavam-se do recolhimento da contribuição até o julgamento do mérito. As decisões da última semana, entretanto, culminaram em um entendimento exatamente contrário: caberá a elas o recolhimento até que o mérito da questão seja julgado.
“Essa decisão fortalece o entendimento do STF, que já havia tratado da matéria. Mais do que isso, ela fortalece o princípio da referibilidade, já que as empresas de telecomunicações alegavam não integrar a cadeia produtiva audiovisual, funcionando apenas como agente potencial desse mercado. Esse foi o debate central e as decisões mostraram que há, sim, uma correlação da atividade (por elas exercida) com o setor audiovisual, o que traz a obrigação pelo recolhimento da Condecine”, disse Rosana Alcântara, diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Mobilização

No início de fevereiro, vários artistas divulgaram um abaixo-assinado  reiterando o compromisso com o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro e repudiando a ação judicial promovida pelas empresas de telecomunicações, que, a seu ver, poderia paralisar todo setor audiovisual brasileiro. Fabiano Gullane, produtor de filmes como Carandiru e Que horas ela volta?, foi um dos mais de 130 signatários. “É claro que essa é uma vitória, mas uma vitória parcial. A classe tem que continuar unidade e os gestores públicos, completamente focados nesta questão”, pontuou o produtor, referindo-se às decisões judiciais da última semana.
Gullane salientou ainda que empresas com fins lucrativos deveriam ter uma responsabilidade social frente à exploração de determinado mercado. “Qualquer empresa, independentemente do setor a que pertencem, deveria ter um compromisso social, cultural, educacional e ambiental com o país que explora comercialmente. Elas deveriam ajudar a formar os cidadãos desse país, até para que o seu negócio prospere lá na frente. Com um crescimento orgânico e sustentável, quanto mais gente consumir audiovisual, mais numerosos serão os clientes dessas empresas”, disse o produtor.
Para Laís Bodanzky, diretora de filmes como Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade, a Condecine foi fundamental para o avanço do mercado audiovisual nos últimos anos. “Nós amadurecemos muito nos últimos anos enquanto indústria de audiovisual. Se nós rompermos com esse fluxo de forma drástica, como foi proposto pelas teles, podemos jogar no lixo todas as nossas conquistas. Nós, enquanto brasileiros, temos de nos ver nas várias telas e expressões com uma linguagem própria. Não podemos só consumir o que vem de fora e isso é extremamente importante para a formação de identidade cultural de um povo”, afirmou
Condecine
Criada em 2001 por meio de uma medida provisória, a Condecine passou a incidir, a partir de 2011, também sobre os serviços de telecomunicações. A tributação do setor foi definida pela Lei 12.485/2011, marco regulatório do serviço de TV por assinatura, que abriu o mercado às operadoras de telefonia.
O entendimento então vigente era que tal contribuição cabia às operadoras de telefonia, uma vez que elas passaram a atuar também como potenciais distribuidoras do conteúdo audiovisual. É inegável a relevância que plataformas como celulares, tablets e computadores ganharam nos últimos anos na circulação e divulgação dessas obras. As operadoras, entretanto, alegam que não participam do setor audiovisual e que não se beneficiam com a disseminação de seus produtos.
A contribuição incide sobre a veiculação, a produção, o licenciamento e a distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais, bem como sobre o pagamento, o crédito, o emprego, a remessa ou a entrega, aos produtores, distribuidores ou intermediários no exterior, de importâncias relativas a rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas ou por sua aquisição ou importação.
Os recursos investidos pelo FSA a partir da Condecine responderam por 71% do total de recursos destinados ao fomento ao setor audiovisual entre 2013 e 2015. Nesse mesmo período, a parcela arrecadada pelas teles respondeu por 89% da arrecadação total da Condecine. Sem a arrecadação das teles, a Ancine estimava um prejuízo líquido de R$ 1,13 bilhão em 2016. O rombo poderia impactar diretamente o programa Brasil de Todas as Telas, cuja terceira edição está prevista para o segundo semestre deste ano.
O mais estranho disso tudo foi um pacto ter sido quebrado por uma das partes sem que houvesse qualquer diálogo. No ambiente que estamos, devemos sempre buscar uma tentativa de acordo. Infelizmente, esse não foi o caminho escolhido pelas teles.
Cristiane Nascimento
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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STF derruba liminar e garante recolhimento da Condecine

9.3.2016 – 14:16

A Condecine é a principal fonte de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, derrubou, na noite desta terça-feira (8), a liminar concedida ao Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel de Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil) que suspendia o recolhimento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), encargo que subsidia o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Com a nova decisão, as operadoras de telecomunicações estão obrigadas a fazer o recolhimento da Condecine de 2015 até o próximo dia 31 de março.
A liminar havia sido obtida no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), em janeiro deste ano, e mantida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em fevereiro, isentando as operadoras de telefonia móvel de recolher a contribuição. A ação foi uma das duas movidas pelo SindiTeleBrasil, que representa empresas como Claro, Oi, Telefônica/Vivo e TIM, entre outras. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) já havia entrado com recursos para cassá-la em fevereiro deste ano, mas teve o seu agravo negado pela Justiça Federal.
A outra ação movida pelo SindiTeleBrasil diz respeito ao reajuste de 28% da contribuição, estabelecida pelo Governo Federal em outubro do ano passado. As ações movidas pelas empresas de telecomunicações agora seguirão o trâmite legal, mas com a decisão desta terça-feira, não caberá mais liminar até o seu julgamento do mérito pelo TRF1, em data ainda não definida.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, comemorou a decisão do STF. “Esta é uma vitória do audiovisual brasileiro. A Condecine compõe o Fundo Setorial do Audiovisual, que tem sido uma grande força para a qualificação e o crescimento do cinema, da televisão, dos games e de toda a indústria do audiovisual brasileiro. Proponho às teles que reforcemos o diálogo, sem ameaças às políticas públicas, para que elas possam continuar colaborando no desenvolvimento deste setor importantíssimo para a cultura e também para a economia do nosso País”, afirmou.
A diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Rosana Alcântara, afirmou que decisão do STF garante a continuidade do Programa Brasil de Todas as Telas e do Fundo Setorial do Audiovisual. “É uma decisão de extrema importância, que repõe a situação no momento anterior à ação. O governo pode exigir de todo o mercado a incidência da Condecine no prazo ordinário até 31 de março. Estamos confiantes de que a ação vai correr em bom tempo”, completou.
O secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Pola Ribeiro, ressaltou que o audiovisual tem importância fundamental para a sociedade. “Não apenas pelo mercado de trabalho, mas para a construção de um patrimônio importante do País”, afirmou. “Acho até que precisamos ampliar o escopo da aplicação no audiovisual”, completou.
Repercussão
Para muitos cineastas, a decisão do ministro do STF também foi motivo de comemoração. Jorge Furtado, que dirigiu filmes como Ilha das flores, O homem que copiava e Meu tio matou um cara, ressaltou que cassar a liminar foi fundamental. “Essa arrecadação (Condecine) é responsável pelo desenvolvimento do audiovisual nos últimos anos, pela diversidade no País, geração e empregos e surgimento de novos talentos”, destacou.
Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus e Ensaio sobre a Cegueira, avalia que a derrubada da liminar foi justa porque as teles tendem a virar a principal mídia para filmes, séries e TVs. “(As teles) ganham muito com o setor, é justo que contribuam. Fora o lado de cidadania. Empresas não podem ser só para dar lucro para seus acionistas, são atores da sociedade e precisam fazer sua parte”, afirmou.
Meirelles salientou, ainda, que a Condecine é o pilar do mercado e que, em uma conjuntura nacional tão desfavorável, a Condecine é uma das raras unanimidades no governo. “Há discordâncias quanto a formatos de funcionamento, claro, mas não conheço ninguém que seja contra”, completou.
Roberto Farias, cineasta responsável pelos filmes Pra frente Brasil e O assalto ao trem pagador, também falou sobre a decisão. “Ter essa contribuição é fundamental para desenvolvimento do produto brasileiro, mas é uma briga que vai se resolver na justiça”, pontuou.
Condecine
Criada em 2001 por meio de uma medida provisória, a Condecine passou a incidir, a partir de 2011, também sobre os serviços de telecomunicações. A tributação do setor foi definida pela Lei 12.485/2011, marco regulatório do serviço de TV por assinatura, que abriu o mercado às operadoras de telefonia.
O entendimento então vigente era que tal contribuição cabia às operadoras de telefonia, uma vez que elas passaram a atuar também como potenciais distribuidoras do conteúdo audiovisual. É inegável a relevância que plataformas como celulares, tablets e computadores ganharam nos últimos anos na circulação e divulgação dessas obras. As operadoras, entretanto, alegam que não participam do setor audiovisual e que não se beneficiam com a disseminação de seus produtos.
A contribuição incide sobre a veiculação, a produção, o licenciamento e a distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais, bem como sobre o pagamento, o crédito, o emprego, a remessa ou a entrega, aos produtores, distribuidores ou intermediários no exterior, de importâncias relativas a rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas ou por sua aquisição ou importação.
Os recursos investidos pelo FSA a partir da Condecine responderam por 71% do total de recursos destinados ao fomento ao setor audiovisual entre 2013 e 2015. Nesse mesmo período, a parcela arrecadada pelas teles respondeu por 89% da arrecadação total da Condecine. Sem a arrecadação das teles, a Ancine estimava um prejuízo líquido de R$ 1,13 bilhão em 2016. O rombo poderia impactar diretamente o programa Brasil de Todas as Telas, cuja terceira edição está prevista para o segundo semestre deste ano.
Abaixo-assinado
No início de fevereiro, vários artistas divulgaram um abaixo-assinado reiterando o compromisso com o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro e repudiando a ação judicial promovida pelas empresas de telecomunicações, que, a seu ver, poderia paralisar todo setor audiovisual brasileiro.
No documento, números do setor são destacados de modo a salientar a relevância da produção nacional. “Somente em 2014 e 2015, 713 empresas de audiovisual produziram, em todo o País, 2.867 horas de conteúdos, 306 longas-metragens e 433 séries e telefilmes, gerando empregos qualificados, aumentando nossa presença na TV, salas de cinema e ainda trazendo prestígio internacional para o País”, afirmam.
Entre os seus mais de 130 signatários, estão os atores e atrizes Wagner Moura, José de Abreu, Fernanda Montenegro e Marieta Severo, além dos diretores Andrucha Waddington, Cacá Diegues, Fernando Meireles e Anna Muylaert.
Com o uso das hashtags #‎NãoDeixeOAudiovisualMorrer e #EuConsumoAudiovisualNoMeuCelular, apetição tem ganhado apoio também nas redes sociais. Até a manhã desta quarta-feira (9), mais de 14 mil internautas haviam assinado o documento em defesa do mercado audiovisual brasileiro.
Cristiane Nascimento e Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Foto na home do site: Fábio Pozzebom (Agência Brasil)
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Encontros sobre o PRODAV TVs Públicas em Pernambuco

No dia 10 de março (Quinta-feira) Hermano Figueiredo estará conversando com a comunidade audiovisual para apresentar o edital Prodav 09. O Encontro será realizado na Torre Malakoff com entrada gratuita, direcionado para realizadores/as e produtores/as independentes do Recife. Hermano Figueiredo é produtor executivo do Escritório Regional Nordeste da Linha de Produção de Conteúdos Destinados às TVs Públicas.

No dia 15 de março(terça-feira) Hermano estará em Caruaru conversando com a comunidade audiovisual do agreste pernambucano, tirando dúvidas sobre o edital que está com as inscrições abertas até o dia 31 de março. Em Caruaru, o Encontro será realizado no Museu do Barro, as 19 horas, com entrada gratuita.

A Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas, tem como objetivo a regionalização da produção de conteúdos audiovisuais independentes para destinação inicial ao campo público de televisão (segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural).

Pelo segundo ano consecutivo, a linha disponibiliza R$ 60 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.

Com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes, os editais são divididos pelas cinco regiões do País disponibilizando R$ 12 milhões para cada região.

Os perfis de programação foram definidos a partir das propostas levantadas durante o Seminário de Programação da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Pública com representantes de aproximadamente 100 canais de programação e emissoras dos segmentos universitário, comunitário, e educativo e cultural do campo público de televisão, além da participação remota de 40 TVs desses segmentos.

As Chamadas Públicas regionais são operadas por meio de uma parceria entre a ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e conta com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

Encontros com Hermano Figueiredo

  • Recife-PE

    Dia10 de março 2016 (quinta-feira), 15h

    Local de realização: Torre Malakoff (segundo andar)

    Endere̤o:Pra̤a do Arsenal, s/n РRecife Antigo

  • Caruaru-PE

    Dia 15 de março 2016 (terça-feira), 19h

    Local de realização: Museu do Barro de Caruaru – Auditório.
    Endereço: Praça Cel. José de Vasconcelos, 100, Centro – Caruaru (do lado do pátio de eventos Luiz Gonzaga)

Apoios institucionais em Caruaru-PE:

– Secretaria de Participação Social – Prefeitura Municipal de Caruaru

РCurso de Comunica̤̣o Social, Centro Acad̻mico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (CAA/ UFPE )

РFedera̤̣o Pernambucana Cineclubes (FEPEC)

– Museu do Barro de Caruaru (MUBAC).

Conheça o Edital Prodav 09/2015, disponível no site do BRDE.

LOGOMARCAS OFICINAS PE

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Brasil de Todas as Telas libera R$ 5,6 milhões para cinema e TV

26.2.2016 – 8:13

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram novos projetos contemplados em três chamadas públicas do Programa Brasil de Todas as Telas que têm sua operação na modalidade fluxo contínuo. A operação contempla três longas-metragens de ficção para as salas de cinema e uma proposta de programação para a TV por assinatura. O investimento total chega a aproximadamente R$ 5,6 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Pela Chamada Pública Prodecine 02/2013, na qual empresas distribuidoras inscrevem projetos de produção de longas-metragens, foram selecionados os longas Tio imperfeito, de Felipe Joffily, apresentado pela H2O; e King Kong em Assuncion, de Camilo Cavalcante, apresentado pela distribuidora Ludwig Maia Arthouse. Maresia, de Marcos Guttmann, foi o outro longa selecionado, desta vez pela chamada Prodecine 03/2013, que disponibiliza recursos para a fase de comercialização da obra. O longa receberá investimentos de R$ 200 mil.
O Programa anunciou ainda investimento de R$ 2 milhões na proposta de programação apresentada pelo Canal Brasil na Chamada Pública Prodav 02/2013. Esta linha possibilita que empresas programadoras de televisão solicitem recursos para obras audiovisuais de produção independente pré-selecionadas em processos realizados por elas próprias. As programadoras são as proponentes, mas os investimentos do Programa Brasil de Todas as Telas são contratados diretamente com as produtoras independentes, na modalidade participação em projeto. O montante será investido em duas séries de ficção: Naite, da Carioca Filmes (RJ), com seis episódios de 25 minutos, e Gilda, da Baleia Filmes (RJ), com quatro episódios de 25 minutos.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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Mais R$ 6,9 milhões para o audiovisual brasileiro

19.2.2016 – 8:43  
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE)anunciaram uma nova rodada de investimentos em projetos selecionados entre os inscritos em quatro chamadas públicas do Programa Brasil de Todas as Telas que funcionam em fluxo contínuo. Os investimentos, em um total de R$ 6,9 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vão beneficiar quatro longas-metragens de ficção com destinação para as salas de cinema, sendo um deles uma coprodução com República Dominicana e Porto Rico, e uma série documental para exibição na TV por assinatura.
Pela Chamada Pública Prodecine 02/2013, na qual empresas distribuidoras inscrevem projetos de produção de longas-metragens, foram contemplados os novos projetos dos diretores Felipe Jofill – a comédia romântica Estúpido cupido, projeto apresentado pela Imagem Filmes – e Rodrigo Bittencourt – o longa Extremos tropicais, apresentado pela H2O Distribuidora, inspirado na história real de surfistas brasileiros que se mudaram para o Havaí na década de 80. Cada um deles receberá investimentos de R$ 2,5 milhões.
Ainda no âmbito da produção para o cinema, foi anunciado aporte de R$ 1 milhão para a complementação de recursos de produção do longa-metragem Depois de você (Efeito ex-marido), de Marcus Ligocki Jr, por meio da chamada Prodecine 04/2013. E pela chamada Prodecine 06/2015, edital que disponibiliza recursos para projetos de coprodução com países da América Latina nos quais produtoras brasileiras tenham participação minoritária, o Programa Brasil de Todas as Telas vai investir em O homem que cuida – El hombre que cuida, do diretor dominicano Alejandro Andújar, parceria da brasileira Tempero Filmes com produtoras dominicanas e porto-riquenhas.
A operação inclui ainda o anúncio de investimento na série documental Geografia da arte, dirigida por Augusto Barra do Amaral e Tatiana Issa, com veiculação inicial prevista para o canal Arte 1. Contemplada pela chamada Prodav 01/2013, a série da Planet Pop Mídia e Editorações vai mostrar a relação de nomes famosos das artes plásticas, da moda, e da dança com locais específicos que se tornaram referência em momentos de suas obras.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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Oficinas para Formatação de Projetos da 2a. edição do PRODAV TVs Públicas no Nordeste

A Unidade Técnica do PRODAV TVs Públicas, em parceria com entidades locais e TVs públicas, realizarão, entre os meses de fevereiro e março de 2016, oficinas de formatação de projetos nas 27 capitais brasileiras. O objetivo é preparar os interessados em participar dos editais da segunda edição do PRODAV TVs Públicas.
Serão 3 oficinas por estado, sendo uma para cada tipologia: animação, documentário e ficção. Cada oficina terá até 30 vagas, a serem preenchidas por ordem de inscrição, desde que cumpridos os requisitos.

Em cada Estado do Nordeste acontecerão três oficinas. As inscrições já estão abertas.

Para se inscrever, o proponente deve preencher ficha de inscrição online, apresentando uma proposta de projeto para a categoria da oficina que pretende cursar, contendo nome, formato, pequena sinopse e estágio do projeto. Também deverá apresentar uma carta de intenção de uma empresa produtora independente e registrada na Ancine, comprometendo-se a inscrever o projeto nas chamadas públicas.
A Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas, tem como objetivo a regionalização da produção de conteúdos audiovisuais independentes para destinação inicial ao campo público de televisão (segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural).

As Chamadas Públicas regionais são operadas por meio de uma parceria entre a ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e conta com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).
Faça a sua inscrição pelo Link:  http://goo.gl/forms/sGw8qoHQgo

DADOS GERAIS DAS OFICINAS NO NORDESTE PRODAV 09 – 2016

MARANHÃO
Documentário – NENA OLIVEIRA – De 26 a 28 fevereiro 2016
Animação – MAURÍCIO MARTINS NUNES  – De 19 a 21 fevereiro 2016
Ficção – TICIANA AUGUSTO LIMA  – De 04 a 06 de março 2016
Horários:
(Sexta: 18h as 22h. Sábado e domingo: 9h as 18h​​)​​​
​Local:
FUNDAÇÃO DA MEMÓRIA REPUBLICANA BRASILEIRA – CONVENTO DAS MERCÊS
Rua da Palma, 506, Desterro ​

PIAUÍ
Documentário – HENRY GRAZINOLLI  – 19 a 21 fevereiro 2016
(Horário: Sexta-feira – 18h as 22h. Sábado e domingo – 9h as 18h)
Fic̤̣o РRAFAEL URBAN Р04 a 06 de mar̤o 2016
(Horário: Sexta-feira – 18h as 22h. Sábado e domingo – 9h as 18h)
Animação –  ALMIR CORREIA –  16 a 19 março 2016
(Horário: Quarta a Sexta-feira – 18h as 22h. Sábado: 9h as 18h)
Local:
TV Antares РAv. Prof. Valter Alen̤ar, 2021, Monte Castelo, Teresina-PI

CEARÁ
Fic̤̣o РCAROL VERGOLINO РDe 19 a 21 fevereiro 2016
Documentário – TICIANA AUGUSTO LIMA – DE 26 a 28 fevereiro 2016
Animação – NARA ARAGÃO – 26 a 28  fevereiro 2016
Horários:
Sexta-feira – 18h as 22h. Sábado e domingo – 9h as 18h
Local:
Porto Iracema das artes – Dragão do Mar, Rua Dragão do Mar, 160, Praia de Iracema, Fortaleza –CE

RIO GRANDE DO NORTE
Documentário – CARLA FRANCINE – De 19 a 21 fevereiro 2016
Animação – MAURÍCIO MARTINS NUNES  – De 26 a 28 fevereiro 2016
Ficção –  CAROL VERGOLINO   – De 04 a 06 de março 2016
Horários: (Sexta: 18h as 22h. Sábado e domingo: 9h as 18h​​)​​​
​Local:  Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte:​​
Praça 7 de Setembro, SN, Cidade Alta  (ao lado da Assembléia Legislativa), Natal-RN.

PARAÍBA
​Documentário – JOÃO VIEIRA JÚNIOR – De 19 a 21 de fevereiro 2016
Ficção – DIANA ALMEIDA  – De  18 a 20 de março 2016
Animação – MAURÍCIO MARTINS NUNES – De 11 a 13 março 2016
Horários: Sexta-feira – 18h as 22h. Sábado e domingo – 9h as 18h
Local de realização das oficinas
FUNESC – Fundação Espaço Cultural da Paraíba, Auditório 3
Mezanino 2, Rampa 1. Rua Abdias Gomes de Almeida, nº 800 – Tambauzinho, João Pessoa/PB

PERNAMBUCO
Animação – NARA ARAGÃO – 19 a 21 de fevereiro de 2016
Documentário – Carla FRANCINE – 26 a 28 de fevereiro de 2016
Ficção –  JOÃO VIEIRA JÚNIOR – 04 a 06 de março de 2016
Local:  Teatro Arraial Ariano Suassuna – Rua da Aurora, 457, Boa Vista, Recife-PE
Horários: (Sexta: 18h as 22h. Sábado e domingo: 9h as 18h)

ALAGOAS
Animação – CANDIDA LUZ LIBERATO – 26  a 28 de fevereiro de 2016
Ficção – HENRY GRAZINOLLI  – 04 a 06 de março de 2016
Documentário – DURVAL LEAL  – 11  a 13 de março de 2016
Horários: (Sexta: 18h as 22h. Sábado e domingo: 9h as 18h​​)​​​
Local de realização das oficinas:
IZP – Instituto Zumbi dos Palmares
Teatro Linda Mascarenhas, Av. Fernandes Lima, 1047, Farol

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Programa Brasil de Todas as Telas promove oficinas de formatação de projetos para Linha de Produção de Conteúdos para TVs Públicas

Oficinas serão realizadas nas 27 unidades federativas do País

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A ANCINE vai realizar oficinas para a formatação de projetos destinados aos editais regionais da Linha de Produção de Conteúdos para TVs Públicas do Programa Brasil de Todas as Telas. Cada uma das capitais das 27 unidades federativas brasileiras sediará três oficinas, uma para cada tipologia de projeto (ficção, animação, e documentário), com carga horária de 20 horas e até 30 vagas.

 

As oficinas têm início ainda em fevereiro e seguem até 10 dias antes do fim do período de inscrições nas cinco chamadas públicas regionais da Linha (31 de março).  Clique aquipara conhecer os locais, os professores e as datas de realização das oficinas em todo Brasil.

 

Inscrições

 

Os interessados em participar das oficinas devem preencher o formulário de inscrição onlinecorrespondente à sua região, apresentando uma proposta de projeto para a categoria da oficina que pretende cursar, incluindo o nome e uma pequena sinopse do projeto. O candidato também deverá apresentar, no primeiro dia de aula, uma carta de intenção de uma empresa produtora brasileira independente com registro na ANCINE, comprometendo-se a inscrever o projeto nas chamadas públicas.

 

Clique nos links a seguir para acessar os formulários de cada uma das regiões: Região Norte,Região Nordeste, Região Centro-Oeste, Região Sudeste, e Região Sul.

 

A ação foi possibilitada graças à parceria com entidades e TVs públicas locais, a partir da articulação da Unidade Técnica Central e seus Escritórios Regionais da Linha de Produção de Conteúdos para TVs Públicas. Para qualquer dúvida, os interessados devem procurar o escritório da Unidade Técnica correspondente à sua região.

Unidade Técnica – Regional Norte: (92) 3215-4762
Unidade Técnica – Regional Nordeste: (81) 3183-7316
Unidade Técnica – Regional Centro-Oeste: (61) 3799-5450
Unidade Técnica – Regional Sudeste: (11) 3545-3030/3073
Unidade Técnica – Regional Sul: (51) 3230-2822

Saiba mais sobre a Linha de Produção de Conteúdos para TVs Públicas

 

Pelo segundo ano consecutivo, a linha disponibiliza R$ 60 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.

 

Com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes, os editais são divididos pelas cinco regiões do País disponibilizando R$ 12 milhões para cada. Este ano o edital da Região Sudeste será fracionado entre RJ/SP e MG/ES, destinando metade do valor para cada parte. Compostos majoritariamente por obras seriadas, os cinco editais fomentarão a produção de 56 obras – 26 destinadas ao público adulto, 10 ao público jovem e 20 ao público infantil – totalizando mais de 200 horas de programação.

 

Os perfis de programação foram definidos a partir das propostas levantadas durante o Seminário de Programação da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, que aconteceu na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro. Durante os dois dias debates sobre programação para os públicos infantil, jovem e adulto mobilizaram representantes de aproximadamente 100 canais de programação e emissoras dos segmentos universitário, comunitário, e educativo e cultural do campo público de televisão, além da participação remota de 40 TVs desses segmentos.

Os editais desta linha são operados por meio de uma parceria entre a ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e contam com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

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