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Brasil de Todas as Telas investe mais R$ 1,9 milhão

7.4.2016 – 11:54

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) divulgaram quatro projetos contemplados com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), selecionados em três chamadas públicas do Programa Brasil de Todas as Telas que funcionam em fluxo contínuo. Na operação, que soma R$ 1,9 milhão, foram beneficiados dois longas-metragens de ficção para as salas de cinema e dois telefilmes documentais para veiculação na TV por assinatura.
Pela Chamada Prodecine 03/2013, que disponibiliza recursos para a fase de comercialização da obra nos cinemas, foi selecionado o longa Fome, de Cristiano Burlan. Já pelo Prodecine 04/2013, o longa-metragem O banquete, novo trabalho da diretora Daniela Thomas, obteve investimentos na complementação de recursos para viabilizar a produção.
Dois projetos de teor documental ligados à música também foram contemplados nesta operação pela Chamada Pública Prodav 01/2013: os telefilmes Som, sol & Surf, de Gustavo Ribeiro; e Clara estrela, de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir. O primeiro conta a história de um festival de rock em Saquarema, no litoral fluminense, em 1976, e o segundo celebra a vida e a carreira da cantora Clara Nunes. Ambos têm previsão de exibição pelo Canal Curta.
Sobre o Programa Brasil de Todas as Telas
Lançado em julho de 2014, o Programa Brasil de Todas as Telas foi moldado para atuar na expansão do mercado e na universalização do acesso às obras audiovisuais brasileiras. O Programa, uma ampla ação governamental que visa transformar o Brasil em um centro relevante de produção e programação de conteúdos audiovisuais, foi formulado pela Ancine em parceria com o MinC e com a colaboração do setor audiovisual por meio de seus representantes no Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual.
O Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2 foi lançado no dia 1º de outubro, no Rio de Janeiro, em cerimônia com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, garantindo a continuidade de uma política pública vigorosa para o audiovisual brasileiro.
O Fundo Setorial do Audiovisual é um marco na política pública de fomento à indústria cinematográfica e audiovisual no País, ao inovar quanto às formas de estímulo estatal e à abrangência de sua atuação. Isso porque o FSA contempla atividades associadas aos diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – produção, distribuição/comercialização, exibição, e infraestrutura de serviços – mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros, tais como investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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Cinema brasileiro é destaque em festivais pelo mundo

6.4.2016 – 8:31

Neste mês de abril, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) irá apoiar a participação de onze obras audiovisuais brasileiras em sete festivais e laboratórios ao redor do mundo. Eventos na França, Argentina, Suíça, Estados Unidos e Portugal receberão filmes e projetos com auxílio do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras de Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais.
No Festival International do Filme Ambiental (Fife), que ocorre entre 5 e 12 de abril, em Paris, na França, o Programa da Ancine apoia a presença de A Morte Diária, de Daniel Lentini, que concorre na mostra Competitiva Oficial de Documentários, e de 5 X Chico – o velho e sua gente, de Gustavo Spolidoro, Ana Rieper, Camilo Cavalcante, Eduardo Goldenstein e Eduardo Nunes, com exibição na mostra não competitiva Foco Brasil. A mostra dedicada ao Brasil exibe ainda Seca, de Maria Augusta Ramos;A lei da água, de André D’Elia; e a coprodução com a França O jardim da esperança, de Laurence Guenoun.
Para o Bafici – Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, que ocorre na capital argentina, de 13 a 24 de abril, segue com apoio da Ancine o longa Carregador 1118, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, selecionado para a Competição Latino Americana. O cinema brasileiro tem representantes também na Competição Oficial Internacional (O espelho, de Rodrigo Lima) e na Competição Vanguarda & Gênero (A morte de J.P. Cuenca, de João Paulo Cuenca, e Boi neon, de Gabriel Mascaro), além de outros títulos exibidos em mostras de caráter não competitivo.
O BAL – Buenos Aires Lab, laboratório realizado no âmbito do Bafici, também vai receber dois projetos com auxílio do programa da Agência: Antônio um dois três, de Leonardo Mouramateus; eElon não acredita na morte, de Ricardo Alves Jr.
Na Suíça, na cidade de Nyon, entre os dias 15 e 23, será realizado o Festival Visions du Réel, dedicado ao cinema documental. O Programa de Apoio da Ancine contemplou a participação de três filmes brasileiros em seções competitivas do evento: Retrato de Carmem D., de Isabel Joffily, na Competição Internacional de Longas-Metragens; Satan Satie ou Memórias de um amnésico, de Juruna Mallon e Lucas Parente, na Competição de Médias-Metragens; e Eu vou me piratear, de Daniel Favaretto e Dudu Quintanilha, na Competição de Curtas-Metragens. Também vai à Suíça com apoio da Ancine o projeto 5 casas, de Bruno Gularte Barreto, selecionado no laboratório Pitching du Réel, que ocorre no âmbito do festival.
Já no IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa, o filme Estive em Lisboa e lembrei de você, de José Barahon, vai participar da Competição Nacional de Longas Metragens também apoiado pela Ancine. O festival ocorre de 20 de abril a 1 de maio, na capital portuguesa.
Fechando a lista, o Programa concedeu apoio ao curta Tem alguém feliz em algum lugar, de Alvaro Furloni e Mario Furloni, selecionado para a Competição de Curtas-Metragens do Festival Internacional de Cinema de São Francisco, que será realizado nos Estados Unidos, de 21 de abril a 5 de maio.
Saiba mais sobre o funcionamento do Programa
O Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais conta com três categorias de auxílio, dependendo da classificação de cada evento: apoio A – confecção de cópia legendada, envio de cópia e apoio financeiro; B – envio de cópia e apoio financeiro; C – envio de cópia. As regras para a concessão do apoio estão dispostas no regulamento do programa. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail programa.apoio@ancine.gov.br.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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R$ 3 milhões para digitalização de pequenos e médios exibidores

4.4.2016 – 15:19

Acesso rápido

Estão abertas até 6 de maio as inscrições para o Prêmio Adicional de Renda (PAR) 2016, na modalidade Exibição. A iniciativa destina-se a grupos e empresas exibidoras cinematográficas nacionais de pequeno e médio porte, com no máximo 20 salas, e visa viabilizar a modernização de seus sistemas de projeção e sonorização para a tecnologia digital. Dentro do projeto de digitalização, poderá ser incluído o custeio da automação de bilheteria e de complementos tecnológicos para promoção da acessibilidade a pessoas com deficiência visual ou auditiva. O valor total concedido para a premiação é de R$ 3 milhões.
Podem concorrer ao PAR 2016 as empresas com complexos de exibição de até duas salas que tenham cumprido a Cota de Tela do ano de 2015. Os interessados devem enviar a ficha de inscrição em envelope lacrado e assinado pelos representantes legais da empresa, para o endereço indicado no edital.
Para a concessão do prêmio, serão considerados dois fatores: o número de dias de exibição de longas-metragens brasileiros; e a diversidade de títulos nacionais exibidos. As fórmulas matemáticas que estabelecem a metodologia de cálculo para a concessão do apoio financeiro podem ser consultadas no Anexo I do edital.
Após a divulgação do resultado final do edital, o Prêmio Adicional de Renda 2016 será concedido por meio da celebração de um Termo de Concessão de Apoio Financeiro. A partir da assinatura do termo, as empresas contempladas deverão apresentar as propostas de destinação dos recursos em um prazo máximo de 60 dias. Os recursos serão liberados após a aprovação das propostas.
A data de abertura do Edital está de acordo com os prazos estabelecidos no cronograma do Calendário de Financiamento do Plano de Qualificação da Gestão do Financiamento – ANCINE + Simples.
Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Ministério da Cultura
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É Proibido Cochilar na dança do xaxado!

xaxado carlos silva

Foto: Carlos Silva

Na primeira sessão do mês de abril (dia 07/04) o cine É Proibido Cochilar exibirá o documentário Xaxado – A dança de cabra macho, produzido pela Fundação Cultural Cabras de Lampião. Com direção de Camilo Melo, o filme traz depoimentos de diversas pessoas contemporâneas de Virgolino Ferreira e mostra a arte sertaneja que dá título a obra em suas várias formas através do olhar do Grupo Cabras de Lampião.

Criada em 1995 na cidade de Serra Talhada, sertão pernambucano, a Fundação Cultural Cabras de Lampião vem desenvolvendo ações referentes aos múltiplos aspectos culturais do homem sertanejo, tornando-se uma instituição especialista em historiografia do cangaço (na figura lendária de Lampião), na dança do xaxado e na musicalidade da região.

Lembramos que as sessões do Cine È Proibido Cochilar, uma iniciativa da Representação Regional do Ministério da Cultura (RRNE/MinC) com apoio da Casa do Patrimônio de Olinda (IPHAN), são gratuitas e realizadas sempre nas primeiras e terceiras quintas-feiras de cada mês. A Casa do Patrimônio fica localizada na Rua do Amparo, número 59, em Olinda.

Apareçam e divulguem!

SERVIÇO:

Xaxado РA dan̤a de cabra macho

Cine é Proibido Cochilar na Casa do Patrimônio de Olinda

7 de Abril, quinta-feira, às 19h

Rua do Amparo, número 59, Cidade Alta, Olinda

Entrada franca

 

Texto: Roberto Azoubel.

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Teles tem até dia 31 para recolher Condecine 2015

14.03.2016 – 18:55

Na última sexta-feira, dia 11, o audiovisual brasileiro obteve mais uma vitória judicial contra o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel de Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil). O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Desembargador Federal Cândido Ribeiro, derrubou mais uma liminar concedida ao sindicato, que suspendia o reajuste de 28% da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). A decisão ancorou-se na deliberação anterior tomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski.
No dia 8 de março, Lewandowski já havia derrubado uma liminar que suspendia o recolhimento da Condecine, encargo que subsidia o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Já a decisão do presidente do TRF1 diz respeito à suspensão do reajuste da contribuição, estabelecida pelo governo federal em outubro do ano passado.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, comemorou a decisão. “Mais uma boa notícia para o audiovisual brasileiro. A Condecine compõe o Fundo Setorial do Audiovisual e tem sido importante para o desenvolvimento do cinema, da televisão, dos games e de toda a indústria do audiovisual brasileiro, que nunca esteve tão bem. Seguimos em frente”, afirmou.
Com as duas decisões judiciais, as empresas de telecomunicação estão agora obrigadas a fazer o recolhimento da Condecine de 2015, incluídos aí os 28% de reajuste até o próximo dia 31 de março. Não cabem mais liminares para suspensão do pagamento da contribuição e de seu reajuste até o julgamento de mérito da questão, que deverá ser feito por juiz federal de Brasília, ainda sem data prevista.
As ações judiciais foram movidas no início deste ano pelo SindiTeleBrasil, que representa empresas como Claro, Oi, Telefônica/Vivo e TIM.  A primeira delas contestava a obrigatoriedade da contribuição pelo setor específico. Já a outra questionava o reajuste da taxa, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional. A entidade alegava que as empresas de telecomunicações não integravam a cadeia produtiva audiovisual.
Com as liminares obtidas, as operadoras de telefonia móvel isentavam-se do recolhimento da contribuição até o julgamento do mérito. As decisões da última semana, entretanto, culminaram em um entendimento exatamente contrário: caberá a elas o recolhimento até que o mérito da questão seja julgado.
“Essa decisão fortalece o entendimento do STF, que já havia tratado da matéria. Mais do que isso, ela fortalece o princípio da referibilidade, já que as empresas de telecomunicações alegavam não integrar a cadeia produtiva audiovisual, funcionando apenas como agente potencial desse mercado. Esse foi o debate central e as decisões mostraram que há, sim, uma correlação da atividade (por elas exercida) com o setor audiovisual, o que traz a obrigação pelo recolhimento da Condecine”, disse Rosana Alcântara, diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Mobilização

No início de fevereiro, vários artistas divulgaram um abaixo-assinado  reiterando o compromisso com o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro e repudiando a ação judicial promovida pelas empresas de telecomunicações, que, a seu ver, poderia paralisar todo setor audiovisual brasileiro. Fabiano Gullane, produtor de filmes como Carandiru e Que horas ela volta?, foi um dos mais de 130 signatários. “É claro que essa é uma vitória, mas uma vitória parcial. A classe tem que continuar unidade e os gestores públicos, completamente focados nesta questão”, pontuou o produtor, referindo-se às decisões judiciais da última semana.
Gullane salientou ainda que empresas com fins lucrativos deveriam ter uma responsabilidade social frente à exploração de determinado mercado. “Qualquer empresa, independentemente do setor a que pertencem, deveria ter um compromisso social, cultural, educacional e ambiental com o país que explora comercialmente. Elas deveriam ajudar a formar os cidadãos desse país, até para que o seu negócio prospere lá na frente. Com um crescimento orgânico e sustentável, quanto mais gente consumir audiovisual, mais numerosos serão os clientes dessas empresas”, disse o produtor.
Para Laís Bodanzky, diretora de filmes como Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade, a Condecine foi fundamental para o avanço do mercado audiovisual nos últimos anos. “Nós amadurecemos muito nos últimos anos enquanto indústria de audiovisual. Se nós rompermos com esse fluxo de forma drástica, como foi proposto pelas teles, podemos jogar no lixo todas as nossas conquistas. Nós, enquanto brasileiros, temos de nos ver nas várias telas e expressões com uma linguagem própria. Não podemos só consumir o que vem de fora e isso é extremamente importante para a formação de identidade cultural de um povo”, afirmou
Condecine
Criada em 2001 por meio de uma medida provisória, a Condecine passou a incidir, a partir de 2011, também sobre os serviços de telecomunicações. A tributação do setor foi definida pela Lei 12.485/2011, marco regulatório do serviço de TV por assinatura, que abriu o mercado às operadoras de telefonia.
O entendimento então vigente era que tal contribuição cabia às operadoras de telefonia, uma vez que elas passaram a atuar também como potenciais distribuidoras do conteúdo audiovisual. É inegável a relevância que plataformas como celulares, tablets e computadores ganharam nos últimos anos na circulação e divulgação dessas obras. As operadoras, entretanto, alegam que não participam do setor audiovisual e que não se beneficiam com a disseminação de seus produtos.
A contribuição incide sobre a veiculação, a produção, o licenciamento e a distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais, bem como sobre o pagamento, o crédito, o emprego, a remessa ou a entrega, aos produtores, distribuidores ou intermediários no exterior, de importâncias relativas a rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas ou por sua aquisição ou importação.
Os recursos investidos pelo FSA a partir da Condecine responderam por 71% do total de recursos destinados ao fomento ao setor audiovisual entre 2013 e 2015. Nesse mesmo período, a parcela arrecadada pelas teles respondeu por 89% da arrecadação total da Condecine. Sem a arrecadação das teles, a Ancine estimava um prejuízo líquido de R$ 1,13 bilhão em 2016. O rombo poderia impactar diretamente o programa Brasil de Todas as Telas, cuja terceira edição está prevista para o segundo semestre deste ano.
O mais estranho disso tudo foi um pacto ter sido quebrado por uma das partes sem que houvesse qualquer diálogo. No ambiente que estamos, devemos sempre buscar uma tentativa de acordo. Infelizmente, esse não foi o caminho escolhido pelas teles.
Cristiane Nascimento
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Inscrições para editais de baixo orçamento são prorrogadas até o dia 28 de março

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC) prorrogou, até 28 de março de 2016, o prazo de inscrições dos Editais Longa BO, Longa Afirmativo e Longa Infantil. Juntos, os três editais resultarão na produção de 22 filmes de baixo orçamento.
Os editais fazem parte do Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2 e o orçamento total é de R$ 27,5 milhões, provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). As inscrições devem ser feitas por meio do sistema on-line Salicweb, disponível no site do Ministério da Cultura.
O Longa Afirmativo tem como objeto a realização de três filmes inéditos de ficção, com temática livre, dirigidos por cineastas negros. O Longa Infantil apoia nove projetos de filmes inéditos de ficção, com conteúdo destinado ao público infantil ou infanto-juvenil. O Longa BO vai selecionar 10 projetos para a realização de filmes de baixo orçamento, inéditos, de ficção. Os projetos poderão receber até R$ 1,25 milhão e o orçamento total de cada projeto não pode ultrapassar R$ 1,8 milhão. As produções dos três editais podem conter técnicas de animação.
Secretaria do Audiovisual
Ministério da Cultura
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STF derruba liminar e garante recolhimento da Condecine

9.3.2016 – 14:16

A Condecine é a principal fonte de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, derrubou, na noite desta terça-feira (8), a liminar concedida ao Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel de Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil) que suspendia o recolhimento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), encargo que subsidia o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Com a nova decisão, as operadoras de telecomunicações estão obrigadas a fazer o recolhimento da Condecine de 2015 até o próximo dia 31 de março.
A liminar havia sido obtida no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), em janeiro deste ano, e mantida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em fevereiro, isentando as operadoras de telefonia móvel de recolher a contribuição. A ação foi uma das duas movidas pelo SindiTeleBrasil, que representa empresas como Claro, Oi, Telefônica/Vivo e TIM, entre outras. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) já havia entrado com recursos para cassá-la em fevereiro deste ano, mas teve o seu agravo negado pela Justiça Federal.
A outra ação movida pelo SindiTeleBrasil diz respeito ao reajuste de 28% da contribuição, estabelecida pelo Governo Federal em outubro do ano passado. As ações movidas pelas empresas de telecomunicações agora seguirão o trâmite legal, mas com a decisão desta terça-feira, não caberá mais liminar até o seu julgamento do mérito pelo TRF1, em data ainda não definida.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, comemorou a decisão do STF. “Esta é uma vitória do audiovisual brasileiro. A Condecine compõe o Fundo Setorial do Audiovisual, que tem sido uma grande força para a qualificação e o crescimento do cinema, da televisão, dos games e de toda a indústria do audiovisual brasileiro. Proponho às teles que reforcemos o diálogo, sem ameaças às políticas públicas, para que elas possam continuar colaborando no desenvolvimento deste setor importantíssimo para a cultura e também para a economia do nosso País”, afirmou.
A diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Rosana Alcântara, afirmou que decisão do STF garante a continuidade do Programa Brasil de Todas as Telas e do Fundo Setorial do Audiovisual. “É uma decisão de extrema importância, que repõe a situação no momento anterior à ação. O governo pode exigir de todo o mercado a incidência da Condecine no prazo ordinário até 31 de março. Estamos confiantes de que a ação vai correr em bom tempo”, completou.
O secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Pola Ribeiro, ressaltou que o audiovisual tem importância fundamental para a sociedade. “Não apenas pelo mercado de trabalho, mas para a construção de um patrimônio importante do País”, afirmou. “Acho até que precisamos ampliar o escopo da aplicação no audiovisual”, completou.
Repercussão
Para muitos cineastas, a decisão do ministro do STF também foi motivo de comemoração. Jorge Furtado, que dirigiu filmes como Ilha das flores, O homem que copiava e Meu tio matou um cara, ressaltou que cassar a liminar foi fundamental. “Essa arrecadação (Condecine) é responsável pelo desenvolvimento do audiovisual nos últimos anos, pela diversidade no País, geração e empregos e surgimento de novos talentos”, destacou.
Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus e Ensaio sobre a Cegueira, avalia que a derrubada da liminar foi justa porque as teles tendem a virar a principal mídia para filmes, séries e TVs. “(As teles) ganham muito com o setor, é justo que contribuam. Fora o lado de cidadania. Empresas não podem ser só para dar lucro para seus acionistas, são atores da sociedade e precisam fazer sua parte”, afirmou.
Meirelles salientou, ainda, que a Condecine é o pilar do mercado e que, em uma conjuntura nacional tão desfavorável, a Condecine é uma das raras unanimidades no governo. “Há discordâncias quanto a formatos de funcionamento, claro, mas não conheço ninguém que seja contra”, completou.
Roberto Farias, cineasta responsável pelos filmes Pra frente Brasil e O assalto ao trem pagador, também falou sobre a decisão. “Ter essa contribuição é fundamental para desenvolvimento do produto brasileiro, mas é uma briga que vai se resolver na justiça”, pontuou.
Condecine
Criada em 2001 por meio de uma medida provisória, a Condecine passou a incidir, a partir de 2011, também sobre os serviços de telecomunicações. A tributação do setor foi definida pela Lei 12.485/2011, marco regulatório do serviço de TV por assinatura, que abriu o mercado às operadoras de telefonia.
O entendimento então vigente era que tal contribuição cabia às operadoras de telefonia, uma vez que elas passaram a atuar também como potenciais distribuidoras do conteúdo audiovisual. É inegável a relevância que plataformas como celulares, tablets e computadores ganharam nos últimos anos na circulação e divulgação dessas obras. As operadoras, entretanto, alegam que não participam do setor audiovisual e que não se beneficiam com a disseminação de seus produtos.
A contribuição incide sobre a veiculação, a produção, o licenciamento e a distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais, bem como sobre o pagamento, o crédito, o emprego, a remessa ou a entrega, aos produtores, distribuidores ou intermediários no exterior, de importâncias relativas a rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas ou por sua aquisição ou importação.
Os recursos investidos pelo FSA a partir da Condecine responderam por 71% do total de recursos destinados ao fomento ao setor audiovisual entre 2013 e 2015. Nesse mesmo período, a parcela arrecadada pelas teles respondeu por 89% da arrecadação total da Condecine. Sem a arrecadação das teles, a Ancine estimava um prejuízo líquido de R$ 1,13 bilhão em 2016. O rombo poderia impactar diretamente o programa Brasil de Todas as Telas, cuja terceira edição está prevista para o segundo semestre deste ano.
Abaixo-assinado
No início de fevereiro, vários artistas divulgaram um abaixo-assinado reiterando o compromisso com o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro e repudiando a ação judicial promovida pelas empresas de telecomunicações, que, a seu ver, poderia paralisar todo setor audiovisual brasileiro.
No documento, números do setor são destacados de modo a salientar a relevância da produção nacional. “Somente em 2014 e 2015, 713 empresas de audiovisual produziram, em todo o País, 2.867 horas de conteúdos, 306 longas-metragens e 433 séries e telefilmes, gerando empregos qualificados, aumentando nossa presença na TV, salas de cinema e ainda trazendo prestígio internacional para o País”, afirmam.
Entre os seus mais de 130 signatários, estão os atores e atrizes Wagner Moura, José de Abreu, Fernanda Montenegro e Marieta Severo, além dos diretores Andrucha Waddington, Cacá Diegues, Fernando Meireles e Anna Muylaert.
Com o uso das hashtags #‎NãoDeixeOAudiovisualMorrer e #EuConsumoAudiovisualNoMeuCelular, apetição tem ganhado apoio também nas redes sociais. Até a manhã desta quarta-feira (9), mais de 14 mil internautas haviam assinado o documento em defesa do mercado audiovisual brasileiro.
Cristiane Nascimento e Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Foto na home do site: Fábio Pozzebom (Agência Brasil)
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É Proibido Cochilar com elas!

O-Silêncio-do-Mundo-red

Na sua segunda sessão do ano o Cine É Proibido Cochilar traz obras recentes de 4 cineastas nordestinas: Bárbara Cariry, Adelina Pontual, Séphora Silva e Alessandra Nilo. Os filmes, todos curta-metragens, foram realizados na década atual (nos últimos 6 anos) e mostram com delicadeza o olhar das realizadoras sobre o universo feminino e também sobre os problemas pelos quais passam as nossas grandes cidades (como revela Urbanos, trabalho desta última autora).

Por ordem de projeção serão exibidos:

  • O Silêncio do Mundo (2010, Cor, 10min), de Bárbara Cariry (CE).

Sinopse: A sinfonia do mundo percebida no “outro”, revelando novas formas de percepção e de comunicação entre os homens.

  • Retrato (2012, Cor, 16min), de Adelina Pontual (PE).

Sinopse: Um dia na vida de uma mulher, que ao completar 53 anos, confronta-se consigo mesma e com a imagem que criou de si ao longo dos anos.

  • A Felicidade Não É Desse Mundo (2013, Cor, 19’44’’ Min), de Séphora Silva (PE).

Sinopse: Anita busca, numa corrida desenfreada, retornar a um momento onde crê poder recuperar a felicidade perdida ou interrompida. É como se voltando a um determinado lugar-tempo construído apenas no seu imaginário ela pudesse iniciar tudo de novo e mudar o rumo dos acontecimentos.

  • Urbanos (2014, Cor, 15 Min), de Alessandra Nilo (PE).

Sinopse: Uma micro cadeia de acontecimentos, através de cinco histórias cujos protagonistas de diversas camadas sociais matam com armas, com palavras e atitudes e aborda temas familiares às principais capitais e grandes aglomerados urbanos: violência, caos no trânsito, exacerbação do crime (no ambiente público e privado), políticos que armam, com maestria, crimes e contravenções.

Lembramos que as sessões do Cine É Proibido Cochilar, uma iniciativa da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC) com apoio da Casa do Patrimônio de Olinda (IPHAN), são gratuitas e realizadas sempre nas primeiras e terceiras quintas-feiras de cada mês. A Casa do Patrimônio fica localizada na Rua do Amparo, número 59, em Olinda.

Apareçam e divulguem!

SERVIÇO:

Cine é Proibido Cochilar na Casa do Patrimônio de Olinda

17 de Março, quinta-feira, às 19h

Rua do Amparo, número 59, Cidade Alta, Olinda

Entrada franca

Texto: Roberto Azoubel.

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Encontros sobre o PRODAV TVs Públicas em Pernambuco

No dia 10 de março (Quinta-feira) Hermano Figueiredo estará conversando com a comunidade audiovisual para apresentar o edital Prodav 09. O Encontro será realizado na Torre Malakoff com entrada gratuita, direcionado para realizadores/as e produtores/as independentes do Recife. Hermano Figueiredo é produtor executivo do Escritório Regional Nordeste da Linha de Produção de Conteúdos Destinados às TVs Públicas.

No dia 15 de março(terça-feira) Hermano estará em Caruaru conversando com a comunidade audiovisual do agreste pernambucano, tirando dúvidas sobre o edital que está com as inscrições abertas até o dia 31 de março. Em Caruaru, o Encontro será realizado no Museu do Barro, as 19 horas, com entrada gratuita.

A Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas, tem como objetivo a regionalização da produção de conteúdos audiovisuais independentes para destinação inicial ao campo público de televisão (segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural).

Pelo segundo ano consecutivo, a linha disponibiliza R$ 60 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.

Com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes, os editais são divididos pelas cinco regiões do País disponibilizando R$ 12 milhões para cada região.

Os perfis de programação foram definidos a partir das propostas levantadas durante o Seminário de Programação da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Pública com representantes de aproximadamente 100 canais de programação e emissoras dos segmentos universitário, comunitário, e educativo e cultural do campo público de televisão, além da participação remota de 40 TVs desses segmentos.

As Chamadas Públicas regionais são operadas por meio de uma parceria entre a ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e conta com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

Encontros com Hermano Figueiredo

  • Recife-PE

    Dia10 de março 2016 (quinta-feira), 15h

    Local de realização: Torre Malakoff (segundo andar)

    Endere̤o:Pra̤a do Arsenal, s/n РRecife Antigo

  • Caruaru-PE

    Dia 15 de março 2016 (terça-feira), 19h

    Local de realização: Museu do Barro de Caruaru – Auditório.
    Endereço: Praça Cel. José de Vasconcelos, 100, Centro – Caruaru (do lado do pátio de eventos Luiz Gonzaga)

Apoios institucionais em Caruaru-PE:

– Secretaria de Participação Social – Prefeitura Municipal de Caruaru

РCurso de Comunica̤̣o Social, Centro Acad̻mico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (CAA/ UFPE )

РFedera̤̣o Pernambucana Cineclubes (FEPEC)

– Museu do Barro de Caruaru (MUBAC).

Conheça o Edital Prodav 09/2015, disponível no site do BRDE.

LOGOMARCAS OFICINAS PE

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