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CAIXA Cultural São Paulo exibe arte “subversiva” de Abelardo da Hora

Artista e ativista cultural pernambucano morto em 2014 recebe homenagem póstuma em mostra com 101 obras, entre esculturas,desenhos, pinturas e maquetes de projetos finalizados ou ainda por fazer.A CAIXA Cultural inaugura em São Paulo,  de 7 de março a 11 de maio, a mostra individual de Abelardo da Hora (1924 – 2014), com 101 obras que trazem ao público a faceta inquieta e generosa do artista pernambucano. Dentre as esculturas, desenhos, pinturas e maquetes na Galeria Humberto Betetto destacam-se os bronzes “Menino de Mocambo”, de 1969 e “A Fome e o Brado”, de 1947, a série de 22 desenhos de bico de pena de 1962 e o poema “Meninos do Recife”, além da maquete e fotos da polêmica “Torre de Iluminação Cinética”, destruída em 1964.

Conhecido e admirado pelo temperamento ao mesmo tempo generoso e irreverente, o artista e ativista cultural celebrizou-se internacionalmente a partir dos anos 1960 com obras de temática social que denunciavam a miséria brasileira e a exclusão, sendo considerado pela crítica especializada o maior escultor expressionista do Brasil.

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Obras de vídeoperformance e videoinstalação realizadas em Belém do Pará são exibidas na exposição SORTERRO Cap. 5, no Recife

A partir de 17 de dezembro, às 19h, o público poderá conferir a exposição “SORTERRO Cap. 5”, da artista visual Juliana Notari. Com curadoria de Clarissa Diniz, a mostra ficará aberta até 15 de fevereiro de 2015 no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), e apresentará a vídeoperformance Soledad e a videoinstalação MIMOSO. Os vídeos foram realizados na cidade de Belém do Pará. Os horários de visitação serão de terça à sexta, das 12h às 18h, e nos sábados e domingos, das 13h às 17h. A entrada é franca.

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Em Soledad, projeto premiado no Arte Pará 2014, a artista limpa um mausoléu abandonado. Segundo o crítico de arte Paulo Herkenhoff, “A obra faz relação de confronto ou conciliação com a morte e relembra um período da história não vivido pela artista. A limpeza do jazigo recebe avivamento. No processo ela o deixa limpo e a sua roupa, que era branca, vai se impregnar desse limo, signos da morte. A obra trata a arte como algo que permeia tanto a nossa existência quanto a morte, dimensão da vida”.

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Já em MIMOSO, na Ilha de Marajó, a artista é amarrada e arrastada pela areia da praia pelo búfalo Mimoso, que seria castrado em seguida. Após a castração do búfalo, ela come seu testículo cru. A prática cotidiana local é, portanto, transformada em ritual através da ação artística. O projeto foi contemplado na primeira edição do Edital Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais.

SERVIÇO

Exposição Sorterro Cap. 5

Lançamento: 17 de dezembro de 2014, às 19h

Exposição aberta de terça a sexta, das 12h às 18h; e nos sábados e domingos, das 13h às 17h

Museu de Arte Moderna Aluisio Magalhães

Rua da Aurora, 265 – Boa Vista – Recife – PE – Brasil

Mais informações:

81-3355-6870 / 3355-6871
mamam@mamam.art.br
www.mamam.art.br

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Sala Nordeste recebe exposição Edifício Recife, a partir do dia 17 de outubro

Com abertura no dia 17 de outubro, às 19h, a Sala Nordeste  da Funarte – localizada na sede da Representação Regional Nordeste do MinC em Recife (PE) expõe a mostra de arte e pesquisa Edifício Recife. A exposição é iniciada pelos artistas Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca a partir da lei municipal 7427, que exige que todos os edifícios com mais de 1.000 m2 de área construída na cidade do Recife comissionem para sua entrada uma escultura a um artista pernambucano. A exposição ficará aberta até 28 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 18h.

DESENHO CANTEIRO_03Criada em 1961 por Abelardo da Hora, a lei foi responsável por uma proliferação de encomendas que ilustram as contradições da cidade: são públicas, porém restritas às grades dos condomínios; privilegiam artistas locais, mas pagam tributo a estrangeirismos; estão espalhadas em grande parte no perímetro urbano e, apesar de caírem no gosto da população, nem sempre têm representatividade ou vigor estético.

A primeira fase do projeto aborda o ecletismo dessas esculturas por meio de uma catalogação Edificede fotografias e textos que acabam por testemunhar o processo de urbanização acelerada do Recife. Em ‘Edifício Recife’, cada uma das 66 imagens vem acompanhada do depoimento do porteiro dos edifícios, que não somente toma conta do prédio mas da ‘obra de arte’ da qual se torna o principal fruidor e especialista. Os fragmentos transcritos atestam o espanto desses conservadores amadores, na sua tentativa de elaborar um discurso para dar sentido a uma obra. Em geral uniformizados, esses personagens aparecem na série de retratos ‘Porteiros’ no interior do espaço constrito da portaria ou cabine de segurança, visíveis apenas através do vidro que os isola do ambiente externo ou pelas aberturas de comportas e janelas pelas quais observam o seu entorno.

A segunda fase da pesquisa trata da aplicação da lei nos dias de hoje. Como parte da programação, uma chamada aberta para o ‘Concurso de esculturas para o Novo Recife’ convida o público a submeter sugestões de esculturas para a fachada dos 12 prédios do maior empreendimento imobiliário a ser construído na cidade nos últimos anos. No espaço da exposição, tanto o edital do concurso como uma versão do Novo Recife criada pelo pedreiro, marceneiro e artista Antônio Paulo (Orobó, 1955) orientam os participantes a utilizar cadernos de desenho e deixarem suas contribuições.

Com atenção à estética da arquitetura renderizada aplicada ao contexto do Nordeste, a terceira EDIFICIO RECIFE ESCULTURAS_01fase da pesquisa observa a relação entre texto e imagem utilizada na promocão de projetos imobiliários ainda em construção na região Nordeste. Como uma video-colagem, ‘Desenho/Canteiro’ estuda o vocabulário de aparências e slogans empregados na venda de empreendimentos privados regidos pela lógica da exclusividade e da exclusão. Quando o desenho se torna mais visível do que o canteiro, a representação se impõe ao que é vivido, submetendo a experiência real ao espetáculo como nova forma de dominação.

Saiba mais através do site www.edificiorecife.org e e-mail concurso.edificiorecife@gmail.com

SOBRE OS ARTISTAS

Bárbara Wagner (Brasília, 1980) e Benjamin de Búrca (Munique, 1975) fazem uso de narrativas documentais – tais como video-entrevistas e foto-pequisas – a fim de observar as diferentes relaçoes entre ‘tradiçao’ e ‘progresso’ em economias emergentes. Trabalhando em colaboraçao desde 2011, Wagner/de Búrca participaram do 33o. Panorama de Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo, da 4a. Bienal de Arte Contemporânea do Oceano Índico, da 36a. Bienal da Irlanda e do 6o. Festival de Arte Contemporânea da Letônia. Em 2014, Edifício Recife foi nomeado para o Berlin Art Prize. Wagner/de Búrca vivem entre Recife e Berlim.

SERVIÇO

EDIFÍCIO RECIFE – Mostra de Arte e Pesquisa iniciada por Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca
Abertura no dia 17 de outubro, às 19h | Exposição aberta de segunda a sexta, das 10h às 18h, até o dia 28 de novembro.
Local: Sala Nordeste da Funarte – Sede da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura. Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife, Recife (PE)

TEXTO

Camila Magalhães | AsCom RRNE/MinC com informações da assessoria

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Recife ganha exposição com renomados artistas contemporâneos

 

A partir do dia 17 deste mês de julho – com abertura marcada para às 19h – até o dia 11 de agosto, a capital pernambucana será palco do “Grande Área – Recife” – uma exibição de trabalhos de renomados artistas visuais contemporâneos brasileiros, que traz à terra do Frevo e do Maracatu trabalhos de vídeo, vídeo-performance e cinema-performance.

A exibição convida para um despertar crítico e reflexivo, possibilitando ao visitante uma experiência associada a lugares comuns e situações dramáticas. A mostra faz parte do projeto “Grande Área – 2014”, realizado pelo Ministério da Cultura – MINC, FUNARTE e Fase 10 Ação Contemporânea, em seis capitais brasileiras, simultaneamente: Recife, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Em Pernambuco, ficará localizado na Sala Nordeste de Artes Visuais da Funarte.

A exposição audiovisual coletiva “Grande Área – Recife” teve pré-estreia na fachada do Museu Cais do Sertão, dia 10 de julho, às 19h, e o projeto fez, ainda, exibição do filme “O Lugar de Todos os Lugares”, de Marcelo Coutinho, e bate-papo com o artista, no cinema São Luiz, dia 14, também às 19h, aberto ao público.

Com curadoria de Xico Chaves e Luiza Interlenghi, o projeto “Grande Área – 2014” tem como foco a difusão das artes visuais contemporâneas, valorizando a produção de artistas brasileiros, residentes em diversos estados, que desenvolvem os seus trabalhos na fronteira com outras manifestações artísticas, tais como o teatro, o cinema e a poesia. A proposta é valorizar manifestações artísticas experimentais, ampliando o alcance do público para possibilidades artísticas instigantes e transversalizadoras. O Grande Área acontecerá em cidades onde o MINC e a Funarte possuem representações.

Ao todo serão 13 participantes, entre artistas e coletivos, que levarão, prioritariamente para espaços urbanos, temáticas como: imagem e memória, a experiência da passagem do tempo nas sociedades controladas por câmeras de vigilância, a memória e seus laços com o imaginário, a constituição da subjetividade, o enfrentamento de conflitos individuais, o caráter performático do corpo em seus trânsitos urbanos e o resgate da história, a imagem transportada em consonância com fortalecimento de laços e tradições, a intervenção urbana como uma das principais ações das artes no mundo contemporâneo.

No Recife, o projeto reúne obras de quatro importantes artistas. A carioca Maria Helena Magalhães, Professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba, apresenta a vídeo-performance Walking On March, considerado um de seus mais emblemáticos trabalhos.

O artista plástico e professor de Artes da Universidade Federal de Pernambuco Marcelo Coutinho apresenta o seu novo trabalho de cinema-performance “O Lugar de Todos os Lugares”. José Rufino traz também seu novo trabalho em vídeo, Myriorama. Já o artista visual pernambucano Paulo Meira expõe a obra Épico Culinário, também seu mais recente trabalho.

Na capital pernambucana, o projeto Grande Área é conduzido pela Representação da Funarte no Nordeste e conta com o apoio da Representação da Regional Nordeste do MINC.

Exposições a serem exibidas no recife:

WALKING ON MARCH

Artista: Maria Helena Magalhães

Linguagem: Vídeo-performance

Maria Helena Magalhães faz uma reflexão sobre as experiências temporais observadas em processos de globalização, utilizando como metáfora a ideia de caminhar continuamente, em passagem por lugares comuns (praças, praias, aeroportos, instituições, ruas etc.). Esses registros serão exibidos em projeções de grandes e pequenas dimensões.

O LUGAR DE TODOS OS LUGARES

Artista: Marcelo Coutinho

Linguagem: Cinema-performance

O filme mostra um homem carregando seu irmão gêmeo morto nas costas, por paisagens isoladas e degradadas, numa longa caminhada de sete dias. Com gêmeos reais, “O Lugar de Todos os Lugares” não possui lugar certo: está entre o cinema e a performance.

ÉPICO CULINÁRIO

Artista: Paulo Meira

Linguagem: Vídeo

Em suas instalações, Paulo Meira aproxima objetos usualmente separados, altera suas dimensões, atribuindo-lhes novos sentidos e significados. Para isso, utiliza os mais diferentes suportes, como pintura, instalação, fotografia, vídeo e performance. É parte importante de sua obra realizar pesquisas sobre o corpo, por meio de performances registradas em vídeo. Em Épico Culinário, a partir do processo de feitura de “bolos de rolo” (doce típico de Pernambuco), o artista aborda as complexas constituições da subjetividade contemporânea, decorrentes do encontro entre tradições e suas relações com o mundo atual.

MYRIORAMA

Artista: José Rufino

Linguagem: Vídeo

Em Myriorama, o artista utiliza materiais relacionados à história de sua família, como documentos, cartas, escrivaninhas, cadeiras que aparecem em suas instalações, objetos, desenhos e vídeos. Todo um repertório afetivo está presente em sua obra. O campo da arte torna-se um lugar para re-significações de toda uma narrativa pessoal e familiar.

 

SERVIÇO

Exposição audiovisual Grande Área – Recife

PRÉ ESTREIAS

Local: fachada do Museu Cais do Sertão – Avenida Alfredo Lisboa, S/N – Recife
Dia: 10 de julho (quinta-feira)
Horário: 19h

Local: Cinema São Luiz – Rua da Aurora, 175, Recife
Dia: 14 de julho (segunda-feira)
Horário: 19h

EXPOSIÇÃO

Grande Área Recife

Data: 17 de julho (abertura, às 19h) a 11 de agosto
Local: Sala Nordeste de Artes Visuais, da Fundação Nacional de Artes (Funarte)
Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife

Mais informações: (81) 3117-8442

Confira fotos da pré-estreia na fachada do Museu Cais do Sertão, no dia 10 de julho:

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Fortaleza recebe exposição que explora a constituição do corpo caboclo

corpo-1000O “Corpo Caboclo”, uma exposição fotográfica com curadoria de Jared Domício e coordenação de Victor Perligeiro, explora um questionamento anteriormente feito por Euclides da Cunha, em seu “Sertões”, na descrição da constituição física do nordestino. Com a participação de diversos artistas, a exposição pergunta e tentar responder à dúvida sobre se existe e como está constituído o brasileiro contemporâneo.

O projeto, uma seleção do Concurso Cultura 2014, do Ministério da Cultura, está aberto para visitação pública até o dia 15 de Julho na Galeria Multiarte, Rua Barbosa de Freitas, 1727 – Aldeota, em Fortaleza.

“Seria possível pensar em um corpo como matriz genuinamente brasileira em seus gestos, sentidos e constituição? Um corpo que carregasse em si uma maneira singular de se perceber e se relacionar com o mundo? E supondo que fosse possível essa identificação, quais as nuances dessa percepção caberiam à cultura nordestina? De início, tal pensamento já desmonta na medida em que nos reconhecemos como um povo de múltiplas origens, ainda assim o exercício de pensar sobre como somos constituídos nos levou a indagar sobre o que aqui chamamos de corpo caboclo”, define o curador Jared.

O recorte se dá na análise de um corpo de origem cabocla presente, sobretudo, nas regiões Norte e Nordeste. Por conta da miscigenação brasileira, acaba por trabalhar a questão etnográfica que permeia o povo brasileiro e, consequentemente, se faz presente na produção artística do país. Os artistas foram escolhidos pela relevância artística nos cenários local e nacional e, principalmente, a partir das possibilidades de diálogo com o tema da exposição. A intenção, longe de firmar padrões, é fomentar a reflexão sobre as múltiplas identidades do povo brasileiro.

 

TEXTO: ASCOM/MINC

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Galeria Conviv’Art em Natal recebe a premiada exposição “Porção”

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A Galeria Conviv’Art da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), localizada em Natal, recebe até o dia 20 de junho  exposição Porção da paulistana Carolina Paz, cujo foi contemplada no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2013. Com curadoria de Douglas de Freitas, a mostra compõe pinturas, esculturas, objetos e um vídeo, onde o artista desloca elementos habituais e os reposiciona criando um certo ruído.

O vídeo Sem Título de 2011 abre a exposição, na qual se vê uma mesa posta com uma xícara vazia.  Aos poucos açúcar é adicionado à essa xícara e, colherada a colherada, vemos a xícara encher e toda a cena se apagar em açúcar. Os trabalhos “Volta” e “Átimo” são quase miniaturas. Nelas, diminutas pinturas de xícara em óleo sobre tela são instaladas em molduras especiais de madeira que lhes conferem solenidade. Um pouco mais a frente está “Revelação”, pintura onde uma mão eleva um tecido.

“Contato” vem de uma série de trabalhos onde a artista articula com fio dourado xícaras, as vezes cheias de café, as vezes vazias, equilibrando-as sobre o próprio peso. O centro do espaço é ocupado por “Abraço”, uma escultura inédita onde cem travesseiros de penas de ganso são prensados pelo peso do corpo da artista e amarrados com uma corda dourada.

O público pode visitar a exposição gratuitamente de segunda a sexta-feira das 9h às 17h.

SERVIÇO

Exposição PORÇÃO

Galeria Conviv’Art da UFRN

Av. Senador Salgado Filho, 3000, Campus Universitário – Lagoa Nova | Centro de Convivência Djalma Marinho, Sala 11 | Natal/RN

Até 20 de junho de 2014

09h às 17h de segunda a sexta-feira

TEXTO: Camila Magalhães – Ascom RRNE/MinC

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Estação Cabo Branco de João Pessoa recebe a premiada exposição “Porção”

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A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura & Artes de João Pessoa sediará a premiada exposição “PORÇÃO”, da paulistana Carolina Paz, cujo foi contemplada no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2013. Com curadoria de Douglas de Freitas, a mostra compõe pinturas, esculturas, objetos e um vídeo, onde o artista desloca elementos habituais e os reposiciona criando um certo ruído. A abertura será amanhã – 16 de abril – na Torre Principal da Estação a partir das 16 horas. Na ocasião, será lançado o catálogo da exposição, o qual será distribuído de forma gratuita.

O vídeo Sem Título de 2011 abre a exposição, na qual se vê uma mesa posta com uma xícara vazia. Aos poucos açúcar é adicionado à essa xícara e, colherada a colherada, vemos a xícara encher e toda a cena se apagar em açúcar. Os trabalhos “Volta” e “Átimo” são quase miniaturas. Nelas, diminutas pinturas de xícara em óleo sobre tela são instaladas em molduras especiais de madeira que lhes conferem solenidade. Um pouco mais a frente está “Revelação”, pintura onde uma mão eleva um tecido.

“Contato” vem de uma série de trabalhos onde a artista articula com fio dourado xícaras, as vezes cheias de café, as vezes vazias, equilibrando-as sobre o próprio peso. O centro do espaço é ocupado por “Abraço”, uma escultura inédita onde cem travesseiros de penas de ganso são prensados pelo peso do corpo da artista e amarrados com uma corda dourada.

O público poderá visitar a exposição gratuitamente de segunda a sexta-feira das 9h às 21h e aos sábados e domingos das 10h às 21h.

Serviço: Exposição PORÇÃO
Local: Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura & Artes | Av. João Cirilo Silva, s/n, Altiplano – João Pessoa/PB
Data: 16 de abril de 2014
Hora: 16 horas

Texto: Camila Magalhães – Ascom RRNE/MinC

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“THE END” – Exposição individual do artista Bruno Faria na Sala Nordeste

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Resultado do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2013, o artista recifense Bruno Faria apresenta a partir da terça-feira (15/04/2014) na Sala Nordeste – Funarte NE/MinC, situada no prédio da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife), a exposição THE END. Partindo de uma pesquisa realizada sobre o antigo Cinema AIP, da Associação da Imprensa de Pernambuco, o artista desenvolveu três trabalhos inéditos que, entre outras coisas, discutem a desativação dos Cinemas de Rua causada pela mudança do cenário cultural das cidades.

 A falência da arquitetura moderna em Recife, o Cinema Novo Brasileiro e a integração das artes visuais e o cinema na década de 1960, também permeiam as questões levantadas nos trabalhos do artista.

A instalação “Design prum Brasil Novo” se apropria do hall de entrada da Sala Nordeste. Nele o artista apresenta intervenções realizadas em 11 pôsteres de longa metragens brasileiros que tiveram a participação da Artista Lygia Pape, no desenvolvimento dos cartazes ou na tipografia e diagramação dos créditos dos filmes. Sobre esses cartazes, o artista reproduz trechos do livro de atas, do período da ditadura militar que relata os objetivos da Associação da Imprensa de Pernambuco, e na sequência, cobre esses pôsteres com laminas coloridas transparentes, nas cores usadas por Pape na obra “roda dos prazeres” de 1967.

A sala principal do espaço recebe o vídeo “The End”, onde Bruno reproduz os créditos de 100 filmes clássicos da história do cinema, eleitos no livro “A Magia do Cinema” de Roger Ebert, primeiro crítico de cinema a ganhar um prêmio Pulitzer de Crítica. Cada um dos créditos traz a identidade de seu filme, seja na tipografia ou na música que o acompanha, tornando possível o reconhecimento desses clássicos pelo público. Créditos após créditos, a expectativa por um novo começo se desmancha quando nenhum filme começa. O vídeo é um fim constante e interminável.

É também esse fim constante que aparece em “Letreiro Objetivo”. Nessa intervenção, o artista sai da Sala Nordeste para atuar diretamente no prédio da Associação da Imprensa de Pernambuco, onde funcionava o cinema AIP, fonte da pesquisa. No topo do prédio modernista em situação precária da Av. Dantas Barreto, o artista instalou um grande neon de 2 metros de altura por 12 metros de comprimento. Esse letreiro anuncia THE END, referência ao cinema AIP que fechou suas portas, mas também o descaso com a arquitetura moderna em Recife, ou mesmo as questões urbanísticas da Cidade.

SERVIÇO:

Exposição individual: THE END, de Bruno Faria
Abertura: terça-feira, 15 de abril, às 19h
Período expositivo: de 16 de abril a 18 de maio de 2014
Horários: de segunda a sexta, das 10 às 18h
Entrada franca e livre

Bruno Faria (Recife, PE, em 1981): Mestrando em Poéticas Visuais na UFMG, e formado em Artes Plásticas na FAAP, seus trabalhos são desenvolvidos em diferentes mídias: desenho, escultura, performance, instalação, intervenção, fotografia e refletem sobre o lugar que o homem vive e suas relações com o espaço, arquitetura, narrativas de ficção e a própria arte. Participou de importantes exposições coletivas como: 32º Panorama da Arte Brasileira, Geração 00 – A Nova fotografia Brasileira, SPA das Artes, Bolsa Pampulha III edição, Rumos Itaú Cultural, Videobrasil, X Bienal de Santos, Prêmio Fiat Mostra Brasil. Realizou as seguintes exposições individuais: “Manual para uma nova vista”, Fundação Joaquim Nabuco, Recife – PE; “Point de Vue”, Centro Cultural Banco do Nordeste. Fortaleza – CE; “Oásis”, II Temporada Programa de Exposições Centro Cultural São Paulo; “Terravista”, Fundação Joaquim Nabuco, Recife – PE; “Anexo”, Projeto Bolsa Pampulha, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte – MG. Possui obras nas coleções públicas da Prefeitura Municipal de Santo André – SP, Prefeitura Municipal da Praia Grande – SP, Museu de Arte da Pampulha – MG, Centro Cultural Banco do Nordeste – CE, e  MAB – Museu de Arte Brasileira – FAAP e na Coleção de Arte da Cidade de São Paulo.

 

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Paraíba recebe 5º edição da Exposição Séculos Indígenas no Brasil

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Nesta sexta-feira (21/03), a capital paraibana receberá a 5º Edição da Exposição Séculos Indígenas no Brasil, acervo documental composto por um amplo volume de objetos artísticos que apresenta a diversidade dos povos indígenas do país. Localizada na Estação Cabo Branco, em João Pessoa (PB), a mostra irá exibir ao público fotografias, desenhos, gravuras, objetos de arte, vídeos e animações sobre a temática indígena nacional. A inciativa é fruto da parceria entre o líder indígena Álvaro Tukano e o cineasta Frank Coe, sendo uma das ações do V Módulo do Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas.

Todo o acervo material é resultado dos 22 anos de existência do projeto “Séculos Indígenas”, concebida a partir das edições anteriores, integrando aspectos locais relativos às etnias predominantes, Potiguara e Tabajara. Um dos objetivos do projeto é o interesse pela experiência de encontro entre o grande público e o universo dos povos originários através da fala, olhar e autonomia do próprio indígena.

A exposição tem animado duas décadas de atividades dedicadas à sensibilização para o direito à diversidade étnica no Brasil. Além disso, a abordagem conceitual do espaço contemplará os 500 anos de colonização, incluindo aspectos relativos à visão dos ancestrais indígenas a partir da arte rupestre e da produção artística individual daquela época.

Serviço:  5º Edição da Exposição Séculos Indígenas no Brasil (21/03 – 27/04)
Local:  Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes
Av. João Cirillo da Silva, S/N- Altiplano Cabo Branco-Cep. 58046-010
Telefones: (83) 3214-8303 /3214-8270
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 21h
Sábado e domingo das 10h às 21h

O MÓDULO

A Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC) esteve presente na mesa de abertura do V Módulo do Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas, no Auditório da Estação Cabo Branco (ECB), em João Pessoa (PB). O Fórum teve a realização de palestras, mesas redondas e laboratórios de práticas educativas abordando temas e pautas atuais acerca dos povos indígenas.

O evento reuniu professores da rede municipal de ensino de João Pessoa (pública e privada), comunidade acadêmica da UFPB, comunidades locais dos Povos Indígenas Potiguara e Tabajara e representantes de movimentos sociais e populares.

Segundo o chefe da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC), Gilson Matias, o evento representa uma grande reafirmação entre os ministérios da educação e da cultura. “A ampliação dos pontos de cultura indígenas facilita o diálogo entre o MinC e o povo. Tudo isso irá acontecer através dos Programas Mais Educação e Mais Cultura nas escolas, formando o cidadão através dos turnos complementares “, declara.

A realização do Projeto Séculos Indígenas no Brasil (PSIB), na Paraíba, teve a iniciativa do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba (NCDH/UFPB) e da Karioka Multimedia Produções.

Texto: Álvaro Júnior – ASCOM RRNE/MinC

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Exposição aborda O Corpo na Arte Africana

CartazA Fiocruz Pernambuco traz ao Recife a exposição O Corpo na Arte Africana, que tem como pano de fundo a relação entre arte, ciência e saúde. A mostra estará aberta de 21 de setembro a 30 de outubro, de segunda a domingo, na Sala Nordeste da Fundação Nacional de Artes (Funarte), localizada na Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC), no bairro do Recife. A entrada é franca.

Composta por 140 obras produzidas por 50 etnias daquele continente, a mostra foi dividida em cinco módulos: “Corpo individual & Corpos múltiplos”; “Sexualidade & Maternidade”; “A modificação e a decoração do corpo”; “O corpo na decoração dos objetos”; e “Máscaras como manifestação cultural”.

Na exposição, o público poderá participar das atividades lúdicas e educativas “Tesouros da África”, que abordam a diversidade e a identidade nas culturas africanas e sua influência nas culturas ocidentais. As visitas de grupos escolares poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, sendo agendadas pelo telefone (81) 2101.2528. Numa sala anexa, também serão promovidos, na última semana de cada mês (com datas a serem confirmadas), dois debates sobre temas transversais à saúde da população negra. O primeiro deverá abordar a violência e o segundo, o racismo e a intolerância religiosa como determinantes sociais de saúde.

“A decisão de trazermos esse evento para o Recife tem dois objetivos: estimular nossos pesquisadores e alunos a levarem em consideração, quando possível, a questão da raça/cor nos seus trabalhos e pesquisas, e aproximarmos ainda mais a nossa instituição da comunidade pernambucana”, explicou Rita Vasconcelos, chefe da Assessoria de Comunicação da Fiocruz Pernambuco, uma das responsáveis pela vinda das peças para o estado.

O Corpo na Arte Africana é uma promoção da Presidência da Fiocruz, do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Em Pernambuco, a promoção é da Fiocruz PE, com o apoio da Funarte NE e da Representação Regional Nordeste do MinC. Essa é a primeira vez que a mostra sai do estado do Rio de Janeiro. Em novembro será a vez dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte receberem a mostra.

Para saber mais sobre os módulos

Módulo “Corpo individual & Corpos múltiplos”- mostra que muitas vezes uma estátua não representa um homem ou uma mulher, mas um ser humano completo, com uma parte física e uma parte espiritual. As peças de corpos múltiplos simbolizam a complementaridade dos dois gêneros na reprodução dos humanos e também a cooperação nas atividades humanas, como agricultura, coleta, pesca ou caça.

Módulo “Sexualidade & Maternidade” – as peças indicam que a sexualidade entre os povos africanos é bastante associada à fertilidade, o que explica a presença, em diversas etnias, de esculturas simbolizando o “casal primordial”, que teria dado origem a cada linhagem. Já representações associadas à maternidade, abundantes na arte africana, demonstram a importância da fecundidade para a mulher.

Módulo “A modificação e a decoração do corpo” – aborda as diversas intervenções perenes ou temporárias que o homem faz no corpo enquanto objeto a ser esculpido. Algumas dessas intervenções corporais funcionam como marcas de pertencimento a uma tribo, a uma classe ou estão ligadas ao status do indivíduo no grupo.

Módulo “O corpo na decoração dos objetos” – mostra que as representações humanas em desenhos, entalhes e esculturas ornamentam vários objetos e utensílios africanos, como instrumentos musicais, cetros, mobiliário, portas, cachimbos, colheres e recipientes. Além da decoração, esses objetos especiais dão prestígio ao dono e muitas vezes refletem a posição hierárquica que ele ocupa.

Módulo “Máscaras como manifestação cultural”- aborda o significado de algumas máscaras, que, ao cobrirem o corpo humano ou uma de suas partes, transformariam aqueles que as vestem na encarnação de divindades ou ancestrais.

SERVIÇO
O Corpo na Arte Africana
Entrada franca
De 21 de setembro a 30 de outubro
Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábados: 14h às 18h
Domingos, das 14h às 20h.
Sala Nordeste de Artes Visuais, da Fundação Nacional de Artes (Funarte)
Endereço: Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife, Recife
Mais informações: (81) 2101.2511 e 2101.2528.

Texto. Ascom Fiocruz

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