Descortinando o Design Thinking

Design-Thinking

Então começamos com a pergunta: Afinal, você sabe o que é design thinking?

A ideia é pensar em caminhos diferentes para resoluções de problemas ou indagações. Mas, na contemporaneidade pensar, imaginar, filosofar, ficar no campo das ideias não é tarefa fácil e viável. Em um mundo de transformações tectônicas e cada vez mais veloz, precisamos pensar mas já agir, principalmente, no universo comparativo. Almeja-se errar menos e converter as  ações em cifras rentáveis para as organizações e/ou negócios.

A ferramenta de Design Thinking entra para auxiliar no processo da inovação. Tim Brown, CEO da Ideo, autor do livro “Design Thinking” ficou famoso em 2009 por compartilhar com o mundo um caminho diferente que tornou a Ideo uma das dez empresas mais inovadoras do mundo.

O Marketing enquanto ciência trás em seu objeto de estudo atender a necessidade do cliente. As vezes pensar e criar o produto não é o suficiente para satisfazer o consumidor final, cada vez mais exigente. Entender todo a construção do produto, da empresa, e principalmente o desejo do cliente faz o caminho da assertividade ser menos complicado.

A aplicação da ferramenta de Design Thinking nos remete a imersão para conhecimento das alternativas e (re)construções de caminhos. Como designer, Brown descobriu que um bom desenho nem sempre é suficiente para resolver problemas do produto e que muitas vezes nem o próprio produto resolve o problema do cliente.

Daí então ele sugeriu algumas etapas no processo criativo que perpassam pela empatia, pensar coma “cabeça” do outro. Evidenciou o que chama de Insight, uma técnica para “aprender com a vida alheia”, em que  descobertas  surgem repentinamente depois de um momento de reflexão e contemplação sobre a situação que queremos resolver, sendo  decorrente de muita observação do comportamento das pessoas e da forma como elas lidam com a situação problema, como improvisam, como reduzem o impacto, como contornam de diversas formas as limitações impostas.

Na aplicação do método, o consultor aplica o pensamento integrativo, em que tudo se conecta, trata-se de uma etapa do processo que permite a exploração de ideias opostas para construir uma nova solução. As concepções não lineares  e multidirecionais é  fonte de inspiração, e não de contradição. Pois, é necessário admitir a desordem no campo das ideias e sintetiza novas ideias a partir de fragmentos.

Talvez chegando até aqui a pergunta inicial começa a ficar menos confusa, percorremos o caminho da imersão do negócio, pensamos com a cbeça do cliente no processo da empatia e agora é necessário compreender a prototipagem sugerida pelo escritor,que é o pensamento visual da ideia, sendo a criação tangível da ideia. Em uma especie de mostruário da ideia, com o conceito de protótipo do produto, assim a ideia vai se solidificando e a busca da solução torna-se mais tangível, o que não acontece quando se está somente no campo das ideias.

Por Ana Eliza Lucialdo, professora, pesquisadora, consultora, palestrante e psicanalista em formação.

MINISTÉRIO DA CULTURA LANÇA CURSO GRATUITO DE GAMES A DISTÂNCIA

Não é de hoje que você já deve ter escutado que o mercado de games é um dos maiores e mais lucrativos e que o Brasil tem tudo para crescer no segmento. Isso é bem verdade e o governo federal está de olhos bem abertos aos jogos eletrônicos — tanto que estuda reduzir os impostos vendidos no país.

Agora, o Ministério da Cultura em parceria com a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) e o Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NECCULT-UFRGS), está lançando cursos de ensino a distância (EAD) gratuito focado na capacitação de mais profissionais na área no Brasil.

O conteúdo foi baseado nas palestras realizadas no BIG Festival, (Brazil’s Independent Games Festival), que foram todas gravadas, e, após uma grande curadoria, teve esse conteúdo transformado neste curso. Ao final das 30 horas (cinco aulas) deste primeiro módulo, o participante recebe um certificado de extensão universitária.

As inscrições estão previstas para iniciarem nesta quarta-feira (31) e pode ser feitas por meio deste link. Em seguida, basta selecionar o curso da área de games. O primeiro deles é “O setor de games no Brasil: panorama, carreiras e oportunidades”. Os módulos seguintes serão lançados em fevereiro.

A ideia do MinC é que o curso pode ser feito tanto por iniciantes quanto por quem já está no mercado de games. Este primeiro módulo terá como foco uma análise inicial dos games, sua importância na economia criativa, nas estruturas das desenvolvedoras independentes e na articulação de comunidades de games que permitam um crescimento conjunto do setor. Com cinco aulas, o primeiro curso foca também nas experiências dos profissionais que construíram uma carreira no setor de jogos no Brasil. A ideia é mostrar quais são as possíveis áreas de atuação dentro do mercado de games entre as quais estão roteirista, programador e designer…

“Hoje, há diversos hubs de desenvolvimento de games no Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, entre outros, espalhados. A precisão é que o setor da economia da cultura cresça 6,5% em 2018. Os games geram empregos não só para desenvolvedores, mas para artistas, tradutores… Por isso, a importância de dar acesso a este tipo de conteúdo e informação, promovendo capacitação”, disse Mansur Bassit, secretário de economia da cultura do MInC ao IGN Brasil. Para ele, essa capacitação vai melhorar nossa cadeia produtiva. “Tivemos a ideia a partir do conteúdo do BIG Festival e foram criados para que o máximo de pessoas interessadas possam fazer o curso.”

Desde 2009, o MinC investe em games por meio de editais: já investiu R$ 20 milhões pela Ancine e R$ 3 milhões pela secretaria do audiovisual e pela secretaria de economia da cultura.

Eliana Russi, diretora executiva do Brazil Game Developers (BGD) e do BIG Festival, acredita na capacitação que o curso de games EAD gratuito se propõe. “Sempre foi nosso objetivo ter conteúdo das palestras gravado, editado e disponibilizado e não conseguíamos quem fizesse isso. Este ano, o MinC entrou e pegou uma parte desse conteúdo, editou e colocou em uma plataforma EAD e estamos super felizes”, conta ao IGN Brasil. “Na nossa curadoria, pegamos palestras que tivessem escopo geral parar quem está começando. Fomos amadurecendo para temas mais específicos [que estarão nos próximos módulos]. Selecionamos conteúdos voltados para empresas, profissionais, aspirantes e os já mais avançados na área. O mais interessante é o certificado de extensão universitária da UFRGS.”

Para quem sempre sonhou em trabalhar na área de games, o curso é uma boa iniciativa para ajudar a começar a carreira ou, para quem já trabalha, aprimorar suas aptidões e conhecimentos para que os jogos no Brasil alcancem outro patama.

 

Por Gustavo Petrô

Construção de marca e rotinas organizacionais

A construção de marca se faz a cada dia aplicando conhecimentos e fazendo acontecer

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A rotina na empresa torna-se fundamental a partir dos objetivos traçados, o compromisso dos colaboradores faz o diferencial para que as metas sejam alcançadas e haja evolução. A habilidade deve ser adquirida e aprimorada a cada dia com o intuito de agregar valor à marca. Conhecimento dos produtos, clientes, público alvo e a praça de atuação são práxis de gestão a bastante tempo, o que se ausenta em muitos casos é a capacidade de aplicar na prática tais conhecimentos.

Técnicas como os 4P’s (conceito básico de marketing), Preço, Produto, Promoção e Praça; conhecer outros paradigmas como Bens Complementares; Formação de Rotina, Conhecimento da Missão, Visão e Valores são fundamentais para se ter sucesso.

O nível estratégico traça rumos e metas, contudo construir uma marca e cultura dentro da organização depende da atitude de cada um. Em mente pense sempre em fazer parte de um time de excelência e aprender a aprender.

No que tange rotina esta depende da importância e urgência de cada tarefa no dia a dia da empresa, por tanto pense e reflita:

Urgente:
São tarefas que após perca de prazo torna-se irreversível a sua execução.

Importante:
São tarefas que podem ser adiadas, porém não podem cair no esquecimento a sua posterior execução.

Sempre classifique suas tarefas e fique atento a sua rotina, com isso ganhará velocidade e melhor gestão de seus compromissos.

A gestão é feita por todos e todos fazem parte do resultado de sucesso. Fazer uma boa gestão deve estar na atitude de cada um que colabora para êxito nos negócios,

Por Mauro Diego

Diversão com arte para criançada nas férias

Ilson Oliveira

A Em Cena – Escola de Artes de Cuiabá é coordenada pelo ator e produtor Ilson de Oliveira

 A Cia Theatro em Cena, a Associação Cultural ‘Em Cena Escola de Artes de Cuiabá’ e o Ponto de Cultura ‘Em Cena Escola de Palhaços’ de Mato Grosso promovem, no mês de janeiro, uma série de cursos rápidos de teatro, musicalização e circo, para crianças e adultos. As inscrições estão abertas, e as aulas começam no próximo dia 22 de janeiro.

O ator Ilson de Oliveira será responsável em conduzir a meninada. Ele é formado em palhaçaria pela Escola Livre de Palhaços (ESLIPA), pela Escola Nacional de Circo – Funarte (Rio de Janeiro) e pelo Grupo Off-Sina em 2015, pós-graduado em Desenvolvimento Expressivo Através da Dramatização pela Pós Grado,.

Com muita experiência, Ilson de Oliveira vai proporcionar pra criançada muita divresão e conhecimento, pois sendo fundador da Cia Theatro em Cena e da Associação Cultural EM CENA escola de Artes de Cuiabá possui experiencia em investigação e criação artística.

Foto: Em Cena

Escola de artes oferece cursos de teatro, circo e musicalização para crianças e adultos nas férias

Veja a programação:

1ª Turma – Segunda e Quarta- Valor R$ 85.
Matutino
Teatro Infantil a partir de 8 anos de idade.
Horários das 09 as 11:30 e Vespertino das 14h as 16:30
Desenvolver a auto-expressão por meio da arte cênica (teatro) favorecendo a atenção, observação, imaginação, criatividade e a psicomotricidade da criança.
Vagas: 16
Público-alvo: Crianças a Partir dos 08 anos.

Musicalização (Violão Levar o seu Violão!).Valor R$ 85
Horários das 09 as 11:30 e Vespertino das 14h as 16:30
A musicalização para crianças favorece o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade, do senso rítmico, do prazer de ouvir música, daimaginação, memória, concentração, atenção, dorespeito ao próximo, também contribuindo para umaefetiva consciência corporal e de movimentação.
Vagas: 16
Público-alvo: Iniciantes a partir dos 07 anos.

2ª Turma – Noturno das 18h as 21h
Iniciação ao Oficio de Palhaço “O Meu Nariz é Vermelho”.
O objetivo dessa oficina consiste em buscar a verdade do ser palhaço que o público, através da linguagem do palhaço em sua vulnerabilidade, quais sejam na expressão corporal e facial.
Período de 22 a 26 de janeiro de 2018.- Valor R$ 199,99
Vagas: 16
Público-alvo: Iniciantes a partir dos 14 anos.

4ª Turma- Terça e Quinta Feira
Horários das 09 as 11:30 e Vespertino das 14h as 16:30
Musicalização (Violão) Levar o seu Violão!
Horários das 09 as 11:30 e Vespertino das 14h as 16:30
Valor R$ 85
Vagas: 16
Público-alvo: Iniciantes a partir dos 08 anos.

5ª Turma – Sexta e Sábado
Teatro Adulto Horários das 08 as 12h
Vespertino Oficinão das 14h as 18h
Musicalização (ViolãoLevar o seu Violão!).
Horários das 09 as 11:30 e Vespertino das 14h as 16:30.
Valor R$ 85.
Vagas: 16
Público-alvo: Iniciantes a partir dos 14 anos.

Serviço

Fazendo Arte nas Férias
Local: Rua Custódio de Melo, Nº 827 – Bairro Cidade Alta, próximo a Arena Pantanal.
Informações: 65 – 99978 – 6162 (Ilson de Oliveira).
www.escoladepalhacos.com.br

Por Ana Eliza Lucialdo

 

A relação entre Marketing e Empreendedorismo

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Empreender é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal’’.

Quem não é visto, não é lembrado. E quem não é lembrado não conquista o consumidor – e, portanto, não vende. E é aí que entra o marketing e suas contribuições no empreendedorismo.

 

Contribuições comprovadas

Uma pesquisa realizada na Europa, avaliou 42 empresas e concluiu que as que, ao longo deste período, conseguiram sobreviver e por vezes prosperar, foram aquelas consideradas como “orientadas para o mercado”, ou seja, utilizavam-se das práticas, conceitos e ferramentas do marketing.

Muitas pessoas associam o Marketing a Publicidade ou Vendas. No entanto estas são apenas duas das suas muitas funções, e nem sempre as mais importantes. O marketing na verdade pode ser considerado como a entrega de satisfação ao consumidor (satisfação das necessidades do cliente), sob a forma de lucro.

Em um exemplo simples: podemos pensar que a venda ocorre apenas depois do produto ser produzido, enquanto que o marketing inicia seus trabalhos muito antes da empresa ter um produto e isso inclui a fase de detecção de necessidades e a sua transformação em oportunidades. Assim, ele se permeia ao longo da vida desse produto, conquistando novos clientes, melhorando o aspecto e performance da marca e aprendendo com os resultados das vendas já realizadas.

Portanto, podemos entender que toda a atividade empreendedora, seja na criação de empresas, lançamento de novos produtos ou serviços ou ainda a expansão e internacionalização de empresas, é um processo constituído por cinco fases, que são eles: Cultura Empreendedora; Ideia; Projeto; Recursos; Startup. E o marketing está ligado a todas as fases desse processo, já que cabe a ele o papel de realizar análises de mercado e avaliar se as ideias são realmente oportunidades.

Agora, vamos lá, mãos à obra! Acreditando que o Marketing pode ser vital na estruturação da ideia, do negócio, e principalmente da rentabilidade das organizações.

Fonte: ecommercenews

Pausar em tempos de crise

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Recebo um e-mail muito bacana e emocionante de José, empreendedor do ramo têxtil, que compartilhou comigo um pouco de sua jornada familiar, ao assumir há 5 anos o negócio que era dos pais. Ele me confidenciou que teve um 2017 difícil, passou por um teste de fé na própria capacidade de liderar a empresa, e que agora está avaliando se continua com o negócio ou vende tudo e volta a ser empregado.

O José (alterei o nome) tem uma decisão difícil pela frente, com a pressão da esposa e dos filhos, dos empregados, e dele mesmo em honrar o negócio da família. Impossível imaginar tudo o que ele está passando, e estou torcendo por ele, qualquer que seja a escolha.

Posso apenas indicar uma sugestão para ajudar o José tomar a melhor decisão: fazer uma pausa.

Pausar pode ser doloroso, mas às vezes é importante dar um tempo, tomar uma certa distância, acalmar, entender melhor o momento, reavaliar as forças, organizar e mensurar os recursos disponíveis, adaptar estratégia, e então decidir – ou não –  avançar novamente.

Seguir em frente, quando se está passando por dificuldades, sem entender os motivos, é extremamente perigoso para um negócio. É como dirigir com os olhos vendados – é questão de tempo até bater em alguma coisa. É claro que me refiro a negócios que estão passando por alguma dificuldade (aos que estão indo bem, parabéns, continuem em frente).

Uma pausa também ajuda a avaliar se precisam ser feitos ajustes no negócio em si, ou seja, se o negócio ainda tem relevância e valor. E não me refiro à tecnologia – essa selvagem em constante transformação. Mesmo mercados tradicionais, como o do José, têm mudado muito nos últimos anos.

Em alguns casos, a situação tem mudado várias vezes ao ano. Setores conservadores do varejo sofreram terremotos, nos últimos anos, que afetaram certezas até agora absolutas. Tudo é liquido no mundo atual: custos, produtos, mercado internacional, e até mesmo clientes que repentinamente mudam hábitos de consumo e desaparecem. Parafraseando alguém: a única certeza é que não dá para ter certeza de nada.

Mas o empreendedor é um bicho difícil de ser convencido a fazer uma pausa, pois tem uma conotação de perda, de derrota, ou de erro. Para o empreendedor é sempre difícil admitir que errou. Mas, em algum momento, o empreendedor inteligente vai perceber os sinais e fazer uma pausa, antes de seguir em frente.

Por Ivan Primo Bornes 

Empreendedorismo: a capacidade de perpetuação da empresa

Um empreendimento de negócios deve ir além do período de vida do indivíduo ou da geração, para ser capaz de produzir suas contribuições para a economia e para a sociedade. A perpetuação da empresa é a principal tarefa empreendedora

O desempenho gerencial tem outra dimensão. O gestor sempre precisa administrar. Ele precisa gerenciar e melhorar o que já existe e já é conhecido. Mas o gestor também precisa empreender, também deve ser empreendedor. Ele tem de direcionar recursos de áreas de resultados baixos ou decrescentes para áreas de resultados altos ou crescentes. Ele precisa descartar o passado e tornar obsoleto o que já existe e já é conhecido. Ele tem de criar o amanhã. Gerenciar sempre envolve ambos os aspectos, o empenho em extrair o máximo do que já existe e o esforço para criar um amanhã muito diferente, que torne obsoleto o existente.

Nos negócios em curso, existem mercados, tecnologias, produtos e serviços. As instalações e os equipamentos estão em operação. Investiu-se capital, que requer preservação. Contratam-se empregados, que exercem suas funções, e assim por diante. O trabalho administrativo do gestor consiste em otimizar o rendimento desses recursos.

Isso, dizem com frequência, mormente os economistas, significa eficiência, ou seja, fazer melhor o que já é feito. Eficiência significa foco nos custos. As abordagens de otimização devem concentrar-se na eficácia. A eficácia foca as oportunidades para gerar receita, para criar mercados e para mudar as características econômicas de determinados produtos e mercados. Ela não pergunta: “Como fazer isso ou aquilo melhor?”. Pergunta: “Que produtos realmente geram resultados econômicos extraordinários?”. E, em seguida, indaga: “Para que resultados, portanto, devem ser alocados os recursos e os esforços da empresa, para produzir resultados incomuns, em vez de apenas coisas ‘comuns’, que é o máximo que consegue a eficiência?”.

Isso não significa desmerecer ou menosprezar a eficiência. Mesmo as empresas mais saudáveis, até os negócios mais eficazes, podem morrer por pouca eficiência. Mas até os negócios mais eficientes não sobreviverão, para não falar em progredir, se a eficiência for direcionada para as coisas erradas, ou seja se não for eficaz. Nem a maximização da eficiência possibilitaria a sobrevivência do fabricante de chicotes (por falta do que ou quem ser chicoteado).

A eficácia é o fundamento do sucesso – a eficácia é a condição mínima de sobrevivência depois da conquista do sucesso. Eficiência é fazer certo as coisas. Eficácia é fazer as coisas certas.

A eficiência se preocupa com os insumos em todas as áreas de atividade. A eficácia, contudo, começa com a percepção de que, em negócios, como, de resto, em qualquer organismo social, dez ou quinze por cento dos fenômenos – como produtos, pedidos, clientes, mercados ou pessoas – produzem de oitenta a noventa por cento dos resultados. Outros oitenta e cinco a noventa por cento dos fenômenos, por maior que seja a eficiência com que são operados, não produzem nada além de custos (que são sempre proporcionais às transações, ou seja, ocupação, ou busy-ness.

O primeiro trabalho administrativo do gestor é, portanto, tornar eficaz o núcleo muito pequeno de atividades recompensadoras, capazes de serem eficazes. Ao mesmo tempo, ele neutraliza (se não abandonar) a área de penumbra muito grande das transações: dos produtos ou das atividades de apoio, dos trabalhos de pesquisa ou dos esforços de vendas, que, por mais benfeitas que sejam, não gerarão resultados extraordinariamente altos (não importa que representem oportunidades já aproveitadas no passado, mera ocupação no presente ou esperanças e expectativas não realizadas, ou seja, os erros de ontem).

A segunda tarefa administrativa é aproximar o negócio, o tempo todo, da plena realização de seu potencial. Até a empresa mais bem-sucedida funciona com baixa eficiência em cm comparação com seu potencial – os resultados econômicos que poderiam ser obtidos se os esforços e os recursos fossem arregimentados para produzir o rendimento máximo de que são intrinsecamente capazes.

Essa tarefa não é inovação; ela efetivamente considera o negócio tal como é hoje e pergunta: “Qual é o ótimo teórico?”, “O que inibe sua consecução?”, “Onde (em outras palavras) estão os fatores limitantes ou restritivos que retardam a empresa e impedem que ela alcance todo o retorno possível de seus recursos e esforços?”.

Uma abordagem básica – apresentada apenas a título de ilustração – é perguntar: “Que mudanças relativamente pequenas nos produtos, na tecnologia, nos processos, no mercado, e assim por diante, melhorariam significativamente ou alterariam as características e os resultados econômicos da empresa?”. Isso se assemelha à análise de vulnerabilidade dos modernos engenheiros de sistemas.

Na produção de aço, essas vulnerabilidades – os fatores que retêm os resultados econômicos da indústria siderúrgica bem abaixo do potencial teórico dos processos – poderiam, por exemplo, ser a necessidade, na presente tecnologia siderúrgica, de gerar altas temperaturas três vezes, apenas para reduzi-las três vezes, pois uma das coisas mais dispendiosas de produzir é temperatura, quente ou fria. Em comunicação de massa, a vulnerabilidade econômica do meio impresso é a necessidade de entrega pessoal de um produto uniforme, de baixo preço, como o jornal diário ou a revista semanal. A televisão tem muito menos impacto para a maioria dos produtos. Mas, como há entrega em massa por meio do tubo eletrônico, o custo por mensagem é tão mais baixo – apesar do custo incrível de produzir um comercial e o custo igualmente incrível de trinta segundos no horário nobre – que os resultados econômicos são muito mais vantajosos para o anunciante de massa. Em seguro de vida, para dar mais um exemplo, a vulnerabilidade central pode ser o alto custo da venda individual. Uma maneira de superar essa vulnerabilidade e realizar mais plenamente o potencial do negócio pode ser a venda estatística – eliminando o alto custo das vendas pessoais – ou o enriquecimento do canal de vendas, vendendo, por exemplo, também planejamento financeiro (inclusive todos os outros instrumentos de investimentos), em vez de apenas seguros de vida.

Estes exemplos foram citados para mostrar que mudanças relativamente pequenas nem sempre são fáceis. Com efeito, mesmo que não se saiba como fazê-las, a mudança continua sendo pequena, pois a empresa ainda seria basicamente a mesma, embora apresentando resultados econômicos diferentes. E, ainda, que os exemplos mostrem claramente que essas mudanças talvez exijam inovação, elas não são, em si, inovações. Elas são, em essência, modificações do negócio existente.

Ao mesmo tempo, o empreendedorismo – construir o negócio de amanhã – é inerente à tarefa gerencial, do qual a inovação é componente intrínseco.

A construção do negócio de amanhã começa com a convicção de que o negócio de amanhã será e deve ser diferente. Mas também começa, por necessidade, com o negócio de hoje capaz de construir o futuro, de converter-se em negócio diferente. Mas também começa, por necessidade, com o negócio de hoje. Essa construção do negócio de amanhã não pode ser lampejo de gênio. Existe análise sistemática, além de trabalho duro e rigoroso, hoje – e isso significa colocar pessoas no negócio de hoje, que trabalham nele.

O trabalho específico do empreendedorismo em negócios é tornar o negócio de hoje capaz de construir o futuro, de converter-se em negócio diferente. O trabalho específico de empreendedorismo nas empresas de hoje, já existentes – e, em especial, as bem-sucedidas – , continuem existindo e se mantenham bem-sucedidas no futuro.

Seria possível argumentar-se que o sucesso não pode continuar para sempre. Afinal, as empresas são criações humanas de duração limitada. Mesmo as empresas mais antigas são criações dos séculos recentes. Mas um empreendimento de negócios deve ir além do período de vida do indivíduo ou da geração, para ser capaz de produzir suas contribuições para a economia e para a sociedade. A perpetuação da empresa é a principal tarefa empreendedora – e a capacidade de fazê-lo talvez seja o teste mais incisivo e definitivo da administração. Outras informações podem ser obtidas no livro Pessoas e desempenhos, de autoria de Peter F. Drucker.

Fonte: ADM

Projeto Foto em Pauta chega a Cuiabá nesta terça-feira (09)

O objetivo da visita é mapear trabalhos locais para uma mostra que será apresentada no Festival de Fotografia de Tiradentes, em março

Foto: Bruno Magalhães

foto em pauta

Palestras com os fotógrafos do projeto Foto em Paura marcam os encontros para conhecer artistas e compor de uma exposicao no Festival de Fotografia de Tiradentes de 2018.

Nesta terça e quarta-feira, 9 e 10, a equipe mineira do projeto Foto em Pauta cai na estrada e chega a Cuiabá para apresentar o Festival de Fotografia de Tiradentes aos fotógrafos locais. Uma troca de experiências acontece no Instituto Boca de Arte e Sebrae, com o objetivo de mapear trabalhos para a mostra de fotografia produzida na região Centro-Oeste, um dos destaques desta edição.

Durante os dois dias, serão realizadas a apresentação da história e das oportunidades de participação no evento, com a presença do fotógrafo Eugênio Sávio, idealizador e curador geral do Festival. Além disso, os fotógrafos João Castilho, Pedro David e Bruno Magalhães (do coletivo Nitro Imagens), também curadores da exposição, farão uma apresentação de suas trajetórias artísticas em palestra gratuita, às 19h, no Auditório I do Sebrae.

No dia seguinte, quarta-feira (10), os encontros com fotógrafos locais serão realizados no Espaço Boca de Arte, das 14 às 17hs, com análise de trabalhos autorais.

Bruno Magalhães

equipe foto em pauta

Equipe do projeto Foto em Pauta, em Brasília, no último dia 03

 

Com o objetivo de “levar ao público, através de exposições, palestras e mesas de discussão, nomes de indiscutível conhecimento teórico, técnico e artístico no âmbito da produção fotográfica”, a oitava edição do Festival de Fotografia de Tiradentes acontece entre os dias 7 a 11 de março de 2018.

Além de Cuiabá, a equipe visita outras cidades da região Centro-Oeste durante o mês de janeiro, realizando encontros com autores locais, em busca de trabalhos relevantes que viabilizem uma mostra significativa que será apresentada no evento. A circulação conta com o apoio da Associação Brasileira de Hotéis – Mato Grosso e o Hotel Intercity.

Mais informações pelo site  do Boca de Artes.

 

Divulgação/Foto em Pauta

equipe foto em pauta

Foto em Pauta na estrada: fotógrafos Bruno Magalhaes, Joao Castilho e Pedro David

O Festival

O Festival de Fotografia na cidade de Tiradentes, interior de Minas Gerais, acontece no primeiro semestre do ano, entre o carnaval e a semana santa. A programação é composta por atividades ministradas por grandes nomes da fotografia no Brasil e no mundo: exposições, workshops, palestras, debates, leituras de portfólio, projeções de fotografias e atividades educativas voltadas para a comunidade local.

O evento é uma realização do projeto Foto em Pauta, uma iniciativa que acontece na cidade de Belo Horizonte desde 2004, com o objetivo levar à capital mineira as figuras mais relevantes da produção fotográfica brasileira, em eventos abertos ao público, sem cobrança de ingressos.

Em sua 8º edição, entre os dias 7 a 11 de março, o Festival de Fotografia de Tiradentes promove duas convocatórias abertas ao público:

A “Exposição Coletiva: Imagens para o Amanhã”, criado pelas curadoras Madu Dorella e Gabriela Sá que instiga artistas a pensarem uma fotografia que represente o momento atual no futuro. Confira o edital  e o link de inscrição.

Apresentação de portfólios, onde quem fará a leitura do material é o público em geral. Serão selecionados 20 autores que se interesse em apresentar seu trabalho no Festival.

Confira o edital e o link de inscrição.

Mais informações pelo site  do Foto em Pauta.

Por Maria Clara Cabral, O Livre

2018, ano da inovação

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“Juicero” foi uma das palavras características do ano que agora findou. Durante os seus proverbiais 15 minutos de fama, não se falava de outra empresa no fervilhante mundo da tecnologia: a Juicero propunha uma “revolucionária” máquina de sumos naturais que se ligava à internet antes de espremer, não as próprias frutas e vegetais, mas uns pacotes (de marca registada) cheios do líquido já pronto a beber. A máquina custa(va) 600 euros e cada pacote 7 euros; a excitação passou, meteoricamente, quando alguém descobriu que os pacotes de sumo se podiam espremer à mão – na verdade, até era mais rápido.

A Juicero tornou-se um símbolo perfeito do que, em português, se pode designar por tecnologia de fachada, ou seja, algo que tenta surfar a onda do moderno, do digital, do inovador – mas sem substância ou honestidade.

Não era só o facto de a máquina, ideia de negócio central desta startup, não ser sequer necessária; a cara engenhoca publicitava a sua “conectividade” como algo diferenciador, mas a ligação à internet apenas servia para verificar o prazo de validade do sumo… que de qualquer forma estava escrito no pacote. Todo o conceito era ridículo e a empresa já faliu – antes disso ainda obteve 110 milhões de euros dos investidores, o que levou o seu megalómano presidente a autodeclarar-se como o novo Steve Jobs.

2018 será bem melhor neste tema. Sim, certamente aparecerão também oportunistas a tentar vestir ideias estafadas com roupagens digitais. Mas neste momento estão na forja, prontinhas para rebentar durante o novo ano, inovações que podem mudar para melhor a vida de centenas de milhares de pessoas. Desde logo, e depois de 20 anos de pesquisa, uma equipa de San Francisco vai começar a testar o primeiro rim artificial portátil – se funcionar, a tecnologia pode vir a salvar milhares de vidas (e euros).

De aplicação ainda mais universal (e já financiada pelo fundador da Amazon) é a ideia da agricultura vertical: paredes imensas cobertas com terra e que podem produzir diferentes tipos de vegetais, utilizando apenas uma fracção do espaço no solo e da água que requerem as plantações tradicionais – e sem necessidade de pesticidas ou fertilizantes. Poderá ser essa a solução para alimentar uma população crescente no nosso planeta? A resposta já começa agora. E há mais inovações com imenso potencial em fase avançada de protótipo: turbinas de vento para produção de eletricidade que voam como papagaios de papel; um leitor eletrônicoe Braille para invisuais; ou uma rede social para a participação cívica, algo que tanta falta faz a sociedades apáticas e desligadas da política. O mundo de 2018 contém problemas de enorme magnitude (a falta de sumo em pacote não é um deles), mas há também muitas pessoas brilhantes procurando resolvê-los.

Por Hugo Guedes

Facundo Guerra diz por que é necessário propósito para empreender Autor do livro “Empreendedorismo para Subversivos” acredita que, para ser dono do próprio negócio, é preciso encontrar o propósito

Facundo Guerra, empresário dono de sete casas noturnas em São Paulo.

Facundo Guerra, empresário dono de sete casas noturnas em São Paulo.

Facundo Guerra já se reinventou inúmeras vezes. Formado em engenharia de alimentos, ele se especializou também em jornalismo e ciências políticas. Mas a grande guinada de sua vida aconteceu em 2005, quando resolveu empreender e criou negócios que transformaram a cidade de São Paulo, como o Cine Joia, o bar Riviera e o Mirante 9 de Julho. Nesses mais de dez anos empreendendo, Facundo colheu algumas lições que fogem do comum e que estão no livro Empreendedorismo para Subversivos (Planeta Estratégia, 41,90 reais). Em entrevista para VOCÊ S/A, ele fala sobre os desafios de ser dono do próprio negócio.

Empreender virou moda?

A gente está vivendo o imperativo do empreendedorismo, mas empreender pode deixar um monte de cicatrizes, pois existem várias armadilhas das quais ninguém nunca fala. Uma delas é a narrativa de que, se você não foi bem-sucedido no seu negócio, é porque não quis o suficiente. Outra coisa é a crença, ainda muito difundida, de que para ter sucesso é preciso ter dinheiro. Esse não pode ser o propósito do empreendedorismo, mas quem está desesperado acredita que esse é o caminho.

O que é ser bem-sucedido para você?

O que me incomoda é que muita gente só se sente bem-sucedida com a legitimação alheia – os outros têm que achar que você é um sucesso para que você se sinta assim. Mas o que vale é como você se sente, é a sua trajetória. Eu nunca fui tão malsucedido do ponto de vista financeiro como sou hoje, mas me julgo mais bem-sucedido com menos dinheiro. Ninguém tem que sentir vergonha por isso. Muitas coisas são mais importantes do que dinheiro.

Por isso você diz, no livro, que é preciso encontrar o propósito antes de empreender?

Na ausência de uma palavra melhor, é propósito mesmo. Antes de uma viagem para fora, você precisa fazer uma viagem para dentro e se perguntar como é que você viveu até hoje e o que quer mudar. Uma coisa que aprendi é que, para empreender, primeiro você tem que acumular estímulos, vivência e erros. Por isso, acredito ser melhor empreender quando você tem mais bagagem e força para se reerguer – porque, se você cai aos 20 anos, pode ser que não consiga levantar mais. E isso é engraçado, porque a gente costuma ligar o empreendedorismo, necessariamente, aos jovens. Mas é preciso usar a palavra “empreendedorismo” com mais cuidado, porque virou uma palavra vazia.

Acredita que as novas gerações estão mais conectadas com a necessidade de ter um propósito?

Sim, já estamos vendo isso. Numa visita que fiz à minha antiga universidade, a Mauá, notei algo interessante. Quando eu estudava, todo mundo queria trabalhar em grandes empresas – inclusive eu. Agora, os jovens querem trabalhar em coisas que mudam o mundo. Antes, as empresas compravam os anseios dos profissionais com dinheiro, mas as cosias mudaram. As pessoas buscam outras conexões. É romântico? Sim. Mas estamos vivendo a economia do compartilhamento e a falência do luxo.

Qual foi a grande lição que você aprendeu em seus anos como empreendedor?

A não obedecer – principalmente quando a ordem é burra. Eu sempre penso por que estou obedecendo alguma ordem e se vale a pena ou não. Quando você faz isso, se livra de um monte de obrigações. Não precisa fazer média com ninguém. Se o seu negócio é bom, as pessoas vêm até você naturalmente. Se você tem que puxar saco, seu negócio não se sustenta.

FONTE VOCÊ S/A