Boletim Informativo do I Encontro Nacional da Mulher Negra

Será disponibilizado nesta postagem a primeira e segunda edição, que se encontra incompleta, do boletim informativo do I Encontro Nacional da Mulher Negra (IENMN). Esse encontro foi realizado na cidade do Rio de Janeiro e tinha como objetivo reunir mulheres negras de todo o Brasil para discutir questões sobre a desigualdade racial e de gênero.

  • Boletim Informativo do I Encontro Nacional da Mulher Negra – Ano I – Nº1 – Setembro de 1988.

A primeira edição do boletim sobre o I Encontro Nacional da Mulher Negra traz informações sobre o evento e suas propostas. Em sua primeira página o boletim apresenta as informações em destaque nesta edição e convida as mulheres para participarem do evento.

Em seu editorial, na segunda página, o boletim reflete sobre a necessidade da criação deste evento e quais são os objetivos que devem ser alcançados. Através do editorial o boletim procura deixar claro também que ao discutir desigualdade racial e de gênero o Encontro não deseja dividir os movimentos sociais, mas criar “suas próprias referências”. Ainda nesta página é apresentado o expediente, com informações sobre a comissão do boletim, composta por Sandra Helena Torres Bello e Neli Adelaide Gonçalves, e a colaboração de Agnes Rodrigues, Judith Rosário e Maria José Lima.

O boletim traz algumas informações sobre a realização de seminários e reuniões de mulheres negras pelo Brasil. Ainda na segunda página, recebe destaque o seminário “Mulher Negra Cem Anos Depois” que aconteceu na cidade de Salvador, na Bahia. Este evento foi organizado pela entidade União de Mulheres do Nordeste de Amaralina” e contou com a participação de 700 mulheres.

A terceira página destaca as informações relativas ao Encontro, seus objetivos, sua organização com painéis, debates, oficinas, salas de conversa, etc. A página seguinte contém os detalhes sobre o critério de participação deste I Encontro, com a presença de entidades e a não participação de homens no evento.

Esta edição possui ainda dois encartes com informações sobre o Encontro e os temas que serão debatidos, entre eles, a questão da esterilização de mulheres de baixa renda, visto pelos Movimentos Negros como prática de extermínio da população negra. Pode-se destacar outras informações sobre eventos e reuniões realizadas para definir os detalhes do Encontro, como os estados que irão participar da discussão, a comissão executiva e a coluna “Aconteceu… acontecendo”, com notícias de eventos, festas e concursos.

Nº1:

  • I Encontro Nacional da Mulher Negra – Ano I – Nº2 – Novembro de 1988

Esta edição foi publicada em novembro de 1988 com o objetivo de divulgar notícias acerca do Encontro, que se realizaria na cidade de Valença, no Rio de Janeiro. No Editorial são fornecidas informações como a data do evento, a localização, documentos necessários dos militantes, além de notas sobre como chegar ao local e sobre os ônibus organizados para o evento.

  Na página dois o boletim traz um texto, escrito por Judite do Rosário e Vania Sant Anna, sobre a participação das mulheres no Encontro. Esta página contém ainda informações sobre o Seminário Estadual da Mulher Negra do Rio de Janeiro, que aconteceu em 9 de novembro de 1988. O seminário teve a participação de 90 mulheres e 44 foram escolhidas como delegadas. Foram discutidos vários temas como a mulher negra e a educação, sexualidade, violência contra a mulher, entre outros. É citado também, por Judite do Rosário, o Encontro Estadual no Paraná, realizado na cidade de Curitiba nos dias 6 e 7 de agosto deste mesmo ano.

Por fim, o boletim apresenta uma matéria sobre a situação da comunidade Calunga, que é uma comunidade negra, localizada no estado de Goiás, que estava sofrendo com o processo de construção de uma hidrelétrica na região. Segundo o jornal, “em consequência da política racista e segregacionista que se pratica contra a população negra brasileira há quase 500 anos”. O artigo destaca que várias entidades se uniram na luta contra essa situação. O texto é de Sandra Bello.

Nº2:

 

Boletim Informativo do Grupo de Mulheres Negras “Mãe Andresa”

O Boletim Informativo do Grupo de Mulheres Negras “Mãe Andresa” foi criado em 1991. Conforme a primeira edição do boletim informativo o grupo tinha como objetivo, (…) passar informações sobre questões da vida cotidiana da mulher negra; nossa história, saúde, sexualidade, violência… E deixar mais transparente para todas as entidades o trabalho que o “Mãe Andresa” vem desenvolvendo ao longo desses anos (BOLETIM INFORMATIVO  DO GRUPO DE MULHERES “MÃE ANDRESA”, 1991, Nº1).

O Grupo de Mulheres Negras “Mãe Andresa” foi fundado em junho de 1986, em São Luís no Maranhão, para promover discussões relativas as questões específicas da mulher negra. O grupo procura trabalhar com atividades em bairros carentes, promover seminários, diversas campanhas e encontros. O nome é uma homenagem as mães de santo, principalmente, Andresa Maria de Souza Ramos. Mãe Andresa chefiou a Casa de Minas Jeje por 40 anos. A Casa foi fundada em 1840 e sua fundadora é conhecida como Maria Jesuína, “(…) que incorporava o vodum Zomadunu, a quem a casa é dedicada” (FERRETTI, 2001, p.16).

Segundo o Museu Afro-Digital do Maranhão, a Casa de Minas Jeje é o

Terreiro mais antigo do Maranhão, fundado por africanos na década de 1840, considerado como tendo implantado o modelo de culto do Tambor de Mina.  Foi organizado por “escravos de contrabando” – que ingressaram após a proibição do tráfego. Cultua apenas voduns mina procedentes do antigo Reino do Daomé, louvados com cânticos em língua jêje (Ewê-Fon).

Vale ressaltar que a Casa de Minas Jeje não possui casas derivadas e hoje são poucos os praticantes. A casa foi tombada pelo IPHAN em 2002.

Mãe Andresa nasceu em 1854, na cidade de Caxias, e faleceu 100 anos depois na cidade de São Luís do Maranhão. Conforme Sérgio Ferretti, Mãe Andresa assumiu a Casa “(…) quando tinha cerca de 60 anos e passou a se dedicar inteiramente a direção da Casa” (FERRETTI, 2001, p.20). Vale ressaltar, que Mãe Andresa era considerada uma pessoa generosa e se tornou um figura muito respeitada e conhecida, possuindo amigos das elites do Maranhão e de outros estados. Acerca do falecimento de Mãe Andresa, Ferretti afirma:

Mãe Andresa faleceu na quinta-feira santa, 20 de abril de 1954, e o tambor de choro (rito fúnebre do tambor de mina) foi tocado após sábado de Aleluia. As filhas de Poliboji colocaram luto por um ano. Após ano de luto, fez-se uma limpeza de Casa e os tambores voltaram a tocar novamente, mas a Casa já não tinha o mesmo brilho após a morte de sua grande chefe (FERRETTI, 2001, p.27).

O boletim era um informativo bimestral e possuía 3 páginas. A produção do boletim era feita pelo próprio grupo e a redação era responsabilidade de Lúcia Dutra, Marinildes Martins, também responsável pela datilografia, e Silvane Magali. A diagramação era realizada por Luís Viana.

Será disponibilizado a baixo o primeiro boletim desta entidade, publicado em Novembro de 1991.

  • Boletim Informativo – “Mãe Andresa” – Ano I, Nº01.

Esta edição por ser a primeira publicação tem como finalidade informar sobre a história do grupo e suas atividades. No Editorial relatam-se  os objetivos do boletim, a história da entidade, entre outras questões, como, por exemplo, o debate sobre o extermínio de crianças e adolescentes negros e o trabalho de organização de diversos eventos importantes para as mulheres negras como o I e II Encontro Nacional de Mulheres Negras, realizados em 1988 no Rio de Janeiro e em 1991 em Salvador, na Bahia.

Na segunda página o boletim traz uma seção chamada “Ponto de Vista” e apresenta um texto de Marinildes Martins, militante do grupo, sobre a força da mulher negra.

Na página seguinte propõe-se uma discussão sobre a esterilização. O boletim procura alertar as mulheres negras sobre como a esterilização ocorre no país e no estado do Maranhão, que na época possuía índices alarmantes. O grupo destaca a relação entre essa prática e o machismo e racismo. Texto de Silvane Magali.

Nº01:


Referências:

FERRETTI, S. F.. Andresa e Dudu – Os Jeje e os Nagô: apogeu e declínio de duas casas fundadoras do tambor de mina maranhense. In: SILVA, Vagner G. (org.). Caminhos da alma: memória afrobrasileira. São Paulo: Summus, 2001.

MUSEU AFRO-DIGITAL MARANHÃO. Casa das Minas. Disponível em: <http://www.museuafro.ufma.br/busca.php?busca=casa+das+minas>. Acesso em: 30/09/2016.

 

Boletim Informativo Zumbido

O boletim informativo Zumbido é uma publicação do Centro de Cultura Negra do Maranhão, entidade fundada em 19 de setembro de 1979 com o intuito de ajudar na organização política e cultural do negro.

Conforme o Blog do CCN, pode-se afirmar que a entidade tem como objetivo resgatar a identidade étnica cultural e autoestima do povo negro, através do combate ao racismo e viabilizando ações para promover os direitos da população negra do Maranhão (CENTRO DE CULTURA NEGRA – MA, 2009). A entidade surgiu graças a um grupo de pessoas preocupadas com a situação do negro no estado. Ao longo de sua trajetória realizou seminários, palestras e encontros para a formação da militância, além disso, destacou-se nas áreas de formação e educação, na tentativa de promover a discussão acerca da questão racial nas práticas pedagógicas. Outros projetos também são de suma importância para a história do centro, como o Projeto Quilombo Resistência Negra, que procurou desenvolver atividades com comunidades presentes na área rural e o seu Programa Cultura e Identidade Afro-brasileira, que promove atividades de cunho artístico. Entre outros trabalhos realizados ao longo de mais de 30 anos de existência. A entidade possui uma Assembleia Geral formada pelos sócios militantes e outros departamentos que visam resolver questões administrativas, políticas e financeiras (CENTRO DE CULTURA NEGRA – MA, 2009).

O boletim contém 10 páginas e, de acordo com a sua primeira edição, pretendia fazer publicações bimestrais. Ainda conforme essa edição o jornal foi lançado em 20 de Novembro de 1982 e tinha como finalidade “(…) mostrar a história, a situação socioeconômica, política e cultural do negro no Brasil, especialmente no Maranhão” (ZUMBIDO, Nº01, 1982). O nome “Zumbido” não só representa uma homenagem a Zumbi dos Palmares, como representa o objetivo da criação do boletim que seria, segundo sua primeira edição, “publicar fatos que soarão em todos os ouvidos como um zumbido” (ZUMBIDO, Nº01, 1982). A edição do boletim ficava a cargo do departamento de informação e divulgação do Centro de Cultura Negra do Maranhão.

  • Zumbido – Ano I/ N°01.

A sua primeira edição compreende os meses de novembro e dezembro de 1982. O boletim traz em sua primeira página, no Editorial, a sua história e seus objetivos. Nas páginas seguintes são mostradas diversas matérias que procuram retratar as dificuldades enfrentadas pelo povo negro no Brasil.

Pode-se destacar uma matéria, presente na terceira página deste número, que trata sobre uma edição do Jornal Brasil, que trouxe na 1° página uma imagem de jovens negros sedo presos e tratados de maneira que relembrava os tempos do Brasil Colônia e da escravidão. Dessa forma, o jornal procura chamar atenção para a questão da violência policial na vida do negro. Nesse texto o boletim Zumbido questiona a ideia de democracia racial presente na sociedade brasileira.

O boletim apresenta outras matérias com temas importantes como a relação entre raça e classe (matéria presente na página cinco), sobre o reggae e o seu papel na vida dos jovens negros pelo mundo (página seis) e sobre Zumbi, a luta negra e o dia 20 de novembro (página oito).

Em sua nona página o boletim traz a seção de comunicação, comentando sobre o III Encontro de Negros do Norte e Nordeste, que ocorreu em São Luís, entre outros.

Nº01:


Referências:

  • CENTRO DE CULTURA NEGRA – MA. Histórico: CCN-MA. 2009. Disponível em: <http://ccnmaranhao.blogspot.com.br/2009/09/historico-ccn-ma.html>. Acesso em: 23/03/2017.

Jornal Chico Rei

Chico Rei é um informativo independente do Centro de Cultura Afro-brasileira Chico Rei, instituição fundada em 1963, na cidade Poços de Caldas, em Minas Gerais. O jornal tinha como objetivo atuar como representante da população negra na cidade. Seu primeiro número foi publicado em setembro de 1987 em comemoração ao aniversário do Chico Rei Clube, primeiro nome da instituição. A tiragem média do jornal era de 2000 exemplares, sendo 800 distribuídos para outras cidades, e cada edição possuía 8 páginas. Chico Rei ficou em circulação entre 1987 e 1989 (SCHIAVON, SILVA, 2005, p. 3).

Sobre o Chico Rei Clube, posteriormente Centro de Cultura Afro-brasileira Chico Rei, pode-se afirmar que este foi fundado com a intenção de ajudar na integração dos afrodescendentes na sociedade de Poços de Caldas. Essa instituição passou por diversas transformações ao longo de sua trajetória. No ano de 1973 foi realizada a aquisição de sua sede e a preparação para o início dos trabalhos através de bailes, concursos, bloco de carnaval, entre outros meios, essas atividades visavam à valorização do negro e à recuperação de sua cultura. A mudança no nome da entidade se deu na gestão da presidente e editora do jornal Maria José de Souza, mais conhecida como Tita.

No artigo O jornal Chico Rei como mecanismo de implementação da lei 10.639/03, de Gabriela Costa da Silva e Carmen G. Burget Shiavon, as autoras trazem fragmentos de um relatório sobre a festa de aniversário da instituição em 1974, escrito pela editora Maria José de Souza. Nesse relatório a editora afirma que a instituição foi fundada em 26 de novembro de 1963, por 18 casais negros, “para agregar as pessoas de cor da cidade” (Relatório Festa de Aniversário – Chico Rei Clube, Poços de Caldas, Setembro 1974, apud SILVA, SCHIAVON, 2005, p. 2), pois na época os negros não podiam frequentar os outros clubes da região. Ainda conforme este relatório, já no ano de 1974 o clube contava com a participação de 200 casais. Por alguns anos o centro teve suas atividades paralisadas, porém, com a sua volta, continuou promovendo atividades, debates, palestras e apresentações artísticas.

Em sua primeira edição o jornal afirma que seu objetivo é “trocar idéias, informar e divulgar o trabalho que vem sendo realizado junto à comunidade sobre a reflexão que se realiza sobre o centenário da Abolição e sobre o que se realizou em nossa cidade nesses 24 anos de lutas” (Edição de Aniversário, setembro de 1987, apud SCHIAVON, SILVA, 2005, p. 3), além de divulgar e valorizar a luta da comunidade negra na cidade. Foram editores do jornal: Maria José de Souza, já citada, e Roberto Tereziano.

  • Jornal Chico Rei – Ano II/N°07.

A sétima edição do jornal Chico Rei foi publicada no mês de maio de 1989. Em sua primeira página o Editorial faz uma reflexão sobre o processo de abolição e traz debates acerca de seu trabalho e de seu principal objetivo de crescer e conscientizar a juventude negra, que para o jornal será o “alicerce da nossa nova geração” (CHICO REI, Nº07, 1989).

Na página seguinte o jornal apresenta informações da associação de deficientes físicos de Poço de Caldas – ADEFIP, uma nota sobre os eventos que serão realizados em sua sede e anúncios publicitários no canto inferior da página.

Na terceira página o Chico Rei traz uma matéria com o título “Associação nacional dos educadores negros – ANEMI”, sobre o início do trabalho dessa associação em setembro de 1984, os erros e acertos e a discussão acerca da educação voltada à comunidade negra.

O jornal procura trazer ainda questões mais gerais como, por exemplo, o texto, de Bernard Dadiê, presente na página 5 sobre a Negritude. Outro tema abordado nesta edição diz respeito ao Dia da Juventude Angolana, o texto divulgado no jornal foi retirado da nona edição do periódico Atualidade Angolana, do Rio de Janeiro. Ainda neste número o jornal traz outra matéria do periódico citado sobre a visita de José Sarney, na época presidente do Brasil, a Angola.

A matéria em destaque nesta edição tem a assinatura de Maria José de Souza – Tita e trata das raízes da Congada em Minas Gerais. Nessa matéria recebe destaque a figura de Chico Rei, personagem homenageado no nome da instituição e em seu jornal. Pode-se afirmar que este é um personagem lendário da história de Minas Gerais e que, de acordo com a tradição oral, Chico Rei nasceu no Reino do Congo, onde se tornou rei, guerreiro e sacerdote. O nome ‘Chico’ surgiu com o batismo cristão, após o mesmo ter sido capturado pelos portugueses e escravizado no Brasil. Conforme a lenda, Chico conseguiu, através de seu trabalho como escravo, comprar sua liberdade e a de seu filho. Posteriormente passou a comprar a alforria de outros escravos.

Nº07:

 


Referências:

  • SILVA, G. C.; SCHIAVON, C. G. B. O Jornal Chico Rei como mecanismo de implementação da Lei 10.639/03. In: Seminário América Latina: Cultura, História e Política, 2015, Uberlândia. Anais do Seminário América Latina: Cultura, História e Política. Uberlândia: Pueblo Editora/Nepri-UFU, 2015. v. 1. p. 01-12.

 

Jornal Tàkàdá

O Jornal Tàkàdá é um informativo da comunidade religiosa Ilê Axé Ijexá. A palavra Tàkàdá significa papel escrito em yorubá. Essa comunidade se encontra na cidade de Itabuna no estado da Bahia. O informativo tem como objetivo trazer notícias sobre o terreiro Ilê Axé e a nação Ijexá. O jornalista responsável pelas edições, aqui disponibilizadas, é Raimundo Nogueira e o jornal possui 8 páginas.

  • Jornal Tàkàdá – Ano I, Nº03, Setembro de 1996.

A terceira edição do Jornal Tàkàdá traz em seu editoral informações sobre os leitores do informativo e também a importância em apresentar os diversos aspectos do Ilê Axé, que é um terreiro filiado a nação Ijexá. Ainda na primeira página o jornal divulga informações sobre esta nação citada.

Em sua segunda página é apresenta uma matéria sobre a festa dos Ibeji, destacando ainda que na cultura nagô é muito importante ter famílias numerosas, além da presença de gêmeos, que são considerados uma benção. Neste sentido, no terreiro Ilê Axé a festa é comemorada todos os anos no dia 27 de setembro, que também é dia de Cosme e Damião. Esta edição traz ainda uma matéria sobre Obaluaiyê, suas características e de seus filhos. Este é considerado o Orixá do contrário e do silêncio. O texto apresenta os filhos desse Orixá que são membro do Ilê Axé, além de trazer um artigo explicando o que significa a família-de-santo. O jornal contém diversas matérias sobre o candomblé e informações sobre leituras.

Nº03:

  • Jornal Tàkàdá – Ano II, Nº05, Maio de 1997.

O Editorial desta edição reflete acerca dos adolescentes que assassinaram um índio pataxó em Brasília, ou seja, dos atos de violência realizados contra as minorias no Brasil. Pode-se destacar uma matéria sobre a ancestralidade no Ilê Axé e um artigo sobre Oxum, suas caracteríricas e de seus filhos, além de depoimentos de alguns filhos de Oxum presentes no terreiro.  Este número conta ainda com uma seção de notícia, fotografias sobre o cotidiano no Ilê Axé, seus trabalhos e a organização do terreiro.

Nº05:

 

Correio Nagô – Quarta edição e número especial.

  • Correio Nagô – Ano 0 – N°4

O boletim informativo nacional do MNU – Correio Nagô – traz na sua quarta edição informações sobre as atividades realizadas pela entidade em todo o Brasil. Pode-se destacar a matéria, que diz respeito às primeiras informações sobre o “XII Congresso Nacional do MNU”, previsto para ser realizado em abril de 1998.

Em seu Editorial o boletim fala sobre a retomada da campanha “Reaja a Violência Racial!” e versa sobre sua importância. É comentado ainda o objetivo da realização de seminários e congressos que visam atualizar o MNU para as novas exigências da realidade relacionada ao racismo.

Nas páginas 2 e 3 o boletim traz uma matéria sobre a relação entre racismo e capitalismo.

Por último, o Correio Nagô apresenta informações sobre o “Seminário Nacional de Educadores do MNU” e sobre o “II Seminário Nacional sobre Organização Política”, realizado em novembro de 1997, na cidade de Curitiba no Paraná.

Nº4:

 

  • Correio Nagô – Especial – Ano I – N°2

Essa edição especial do boletim informativo Correio Nagô, foi publicada em setembro de 1999 e traz, em sua primeira página, uma matéria sobre os 21 anos de luta do Movimento Negro Unificado contra o racismo.

Nesse número ainda são revelados alguns informes sobre a 14º seção do MNU, instalada no Piauí, e sobre um curso de formação política. Além disso, é apresentada uma carta da coordenadora nacional, Rosenilda Paraíso Costa, para os coordenadores estaduais e municipais de 27 de agosto de 1999.

Correio Nagô especial:

Correio Nagô

Correio Nagô é um boletim informativo nacional de circulação interna da organização Movimento Negro Unificado. O boletim era organizado e distribuído pela o MNU da Bahia e sua sede se encontrava na cidade de Salvador. Percebe-se através de suas publicações a importância dada ao boletim pela divulgação da luta da entidade. Cada edição possui 4 páginas e uma tiragem de 500 exemplares. O boletim nacional conta com informações e textos de todos os estados, mostrando os acontecimentos mais importantes em todas as seções do MNU pelo Brasil.

  • Correio Nagô – Ano 0 – N°2

A segunda edição, do boletim informativo Correio Nagô, foi publicada em 1997 e compreende os meses de dezembro e janeiro. Pode-se afirmar que já na primeira página do boletim nota-se o seu principal papel: o de trazer informações sobre o Movimento Negro Unificado, destacando notícias que ocorreram em cada seção da entidade no Brasil.

No Editorial dessa edição a comissão ressalta a importância do boletim na divulgação da luta do MNU. Também é possível destacar uma nota do boletim acerca de um curso de formação, realizado pelo MNU-RS, em 2 de novembro e 14 de dezembro de 1996, na cidade de Porto Alegre. O curso promoveu o debate de temas como “Formas européias de dominação – a exploração dos africanos” e “A resistência africana – nacionalismo em África e movimento negro da diáspora”. O objetivo principal desse encontro, que teve a participação de 51 inscritos, era a formação intelectual da militância.

O Correio Nagô destaca, nessa edição, notícias sobre diversos seminários, organizados pelo MNU, que ocorreram pelo Brasil. Podemos citar, primeiramente, o “Seminário de Organização Política”, que promoveu discussões sobre vários temas, entre eles, os conceitos e estratégias de luta do negro, com foco no negro no Brasil e seu processo de luta, e de outros povos oprimidos do mundo. Esse seminário foi de suma importância para o início da criação do programa e plano de ação e reestruturação organizacional da entidade. Outro seminário em evidência foi o de Mulheres do MNU, “I Seminário de Mulheres Negras de Santa Catarina”, realizado em 16 de novembro de 1996. O seminário trouxe o tema “Mulher Negra: identidade e auto-estima (In memória 200 anos Chica da Silva)” e procurou ampliar diversas discussões, além de trazer oficinas como “Roupa – o jeito nosso”, “Cabelos – múltiplas alternativas”. O seminário contou com a participação de 20 mulheres. O último seminário apresentado foi o “I Seminário de Jovens do MNU”, realizado em 23 e 24 de 1996. Este contou com a presença de representantes de Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Bahia e São Paulo. Diversas propostas foram discutidas como a criação da comissão da juventude, entre outras.

Por fim, a edição conta com uma página recheada de informações sobre os outros estados e uma matéria sobre a reeleição de Fernando Henrique Cardoso que, para o Correio Nâgo, seria um golpe contra o povo negro.

Nº2:

 

  • Correio Nagô – Ano 0 – N°3

O Correio Nâgo apresenta, em sua terceira edição, uma nota na primeira página sobre a campanha de refiliação promovida pelo MNU. Essa campanha tem como finalidade descobrir o número real de militantes da entidade.

Nesse Editorial o boletim afirma que tem como objetivo ter “a cara” do MNU nacional, e por isso é preciso manter relações com os outros estados e saber tudo que está acontecendo. Nesse sentido, o boletim conta com o apoio de colaboradores de diversas coordenações/seções.

Novamente os seminários do MNU ganham destaque, nessa edição. O primeiro apresentado foi o “Seminário de Direito e Relações Raciais no Terceiro Milênio”, este evento foi realizado pelo MNU com o Ministério Público da Bahia, nos dias 20, 21 e 22 de março, 400 pessoas participaram de discussões sobre racismo e legislação, racismo na propaganda e as políticas de diversidade, discriminação racial e outros temas. Também na Bahia foi realizado o “Seminário de Mulheres do MNU”, em 9 de março. O evento levantou o debate sobre diversas questões relacionadas às mulheres e procurou fazer um balanço sobre a atuação do MNU nesse campo.

Na página três o Correio Nagô apresenta a coluna “O que rola nos estados”, destacando as principais notícias e eventos de outros estados. Nessa edição foram divulgadas atividades de Pernambuco, São Paulo, Maranhão, Sergipe e outros.

Na última página do boletim podemos destacar a matéria “A quebra do mito da liberdade doada”. Onde são abordados o papel do movimento negro e o surgimento de novos atores, novos herois e heroínas, que estavam longe da história desenvolvida, pelo que o boletim chama de “branco racista”. Ainda nesse texto o boletim faz questão de ressaltar a luta contra a violência racial.

Nº3:

Boletim Informativo Êlemi

Êlemi é um boletim informativo do Grupo Cultural Os Negões, entidade formada no dia 11 de fevereiro de 1982, na cidade de Salvador na Bahia. O boletim foi lançado três anos após a fundação do grupo e procurou debater temas ligados a cultura e tradições negras. Pode-se afirmar que o boletim tinha uma periodicidade irregular, pois entre a primeira e segunda edição ocorreu o intervalo de mais de 12 meses, além do mais só são conhecidos três exemplares, que podem ser encontrados na sede do grupo na Rua Avenida Vasco da Gama, em Salvador (SALOMÃO, 2012, p.70). Cada edição possui 6 páginas e o formato duplo ofício. Em sua primeira edição o Êlemi não conta com nenhum tipo de anúncio. É interessante mencionar que o termo Êlemi significa “frutos da vida”, esse nome busca apontar que o grupo pretende representar na comunidade mais uma “semente informativa, comunitária e participativa” (ÊLEMI, Nº01, p.1, 1985).

O Grupo Cultural Os Negões surgiu na porta da Catedral Basílica de Salvador, às 20 horas do dia 11 de fevereiro de 1982, com o objetivo de promover uma reunião, de 15 negros amigos, para determinar como o grupo iria se encontrar no carnaval. Esse grupo já participava de vários eventos em Salvador e cidades vizinhas, mas na época do carnaval acabava se dividindo e frequentando blocos diferentes (ÊLEMI, Nº01, p.2, 1985).

Conforme a primeira edição do jornal, o nome do grupo foi escolhido após diversas discussões, pois os membros desejavam um nome que refletisse a sua luta, ou seja, do homem negro discriminado. Todos os membros que formaram a entidade possuíam mais de 1,80 de altura e eram discriminados, entre outras coisas, por isso. Devido a sua aparência lidavam com o estereótipo do “negro violento, mal encarado” e queriam acabar com essa imagem. Após o carnaval, na Quarta-Feira de Cinzas, o grupo se reuniu e tomou a decisão de permanecer realizando encontros. Durante as primeiras reuniões o número de membros era limitado, apenas 75 pessoas.

 Assim que se tornou popular em Salvador o grupo passou a ser questionado por sua postura de defesa apenas dos problemas particulares do homem negro, ou seja, a exclusão da mulher negra do debate e de suas atividades, e também de seus critérios para participação nas reuniões: apenas homens negros com 1,80 de altura ou mais.

Em seu estatuto o grupo se definia como uma entidade cultural e sem relação com partidos políticos, além disso, afirmava também que um de seus objetivos era promover o esporte e outros cursos nas áreas de cultura e educação para os jovens da comunidade.

Os boletins do grupo foram publicados em outubro de 1985, janeiro de 1988 e dezembro de 1994 (SALOMÃO, 2012, p.71). Nesse post iremos disponibilizar a primeira edição do informativo Êlemi, que se encontra no acervo do Movimento Negro Unificado seção Pernambuco.

  • Boletim Informativo Êlemi – Ano I – N°01.

A primeira edição do boletim do Grupo Cultural Os Negões, foi publicada no mês de outubro de 1985. Logo em seu editorial o grupo trata de questões fundamentais para os possíveis leitores do informativo. Inicialmente é comentado o objetivo da entidade e de seu boletim, posteriormente se comenta a importância do leitor para a realização desse trabalho e também informações acerca da capa criada para o Êlemi pelo artista plástico Francisco Santos, que tem como sua inspiração a cultura afro-brasileira, principalmente questões religiosas.

O boletim traz espaço para o debate de assuntos relacionados ao tema da educação, dessa vez, abordando o “Seminário de Pedagogia Interética” que contou com a participação de 60 pessoas. O seminário foi promovido pelo Núcleo Cultural Afro-Brasileiro na UFBA, pela Secretária de Educação e Cultura do estado, entre outros, nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 1985. O objetivo do seminário era discutir sobre “pedagogia interética em contraposição à pedagogia vigente (pedagogia etnocentrista)”. A matéria é assinada por Meire Ferreira de Andrade.

Ainda na primeira página o Êlemi traz informações acerca do Centro Histórico de Salvador e dados sobre cursos de inglês, dança, violão, basquete, entre outros, promovidos pelo Grupo Cultural Os Negões, para a comunidade de Salvador. Além de um aviso sobre o tombamento da área onde existia o quilombo dos Palpares, em Alagoas.

Posteriormente, o boletim apresenta, através de uma matéria, a origem do Grupo Cultural Os Negões e traz uma nota onde afirma que “Os Negões” estão de portas abertas, iniciando uma nova fase de trabalho, com o objetivo de reestruturar a entidade, com novas regras e a criação de Comissões de Trabalho – CT.

Em sua terceira página o boletim debate sobre política com o tema “África hoje: Diplomacia na África Austral” e sobre a educação na África. Com relação a essa última matéria, assinada pelo professor Antônio Vieira, o boletim pretende falar, nessa e nas próximas edições, sobre a educação em diversos países africanos, como Nigéria, Angola, Benin, Moçambique, entre outros, e a sua ligação com os países colonizadores.

Por fim, o boletim procura trazer discussões como “O negro e a sexualidade”, texto de Wilson Santos, “O negro e na Igreja Católica e no Protestantismo” e ainda, em sua última página, apresenta a música oficial do grupo, criada por Mello Dias, e poemas.

Nº01:


Referências:

 

Nêgo – Décima Quarta Edição

  • Nêgo – Abril de 1988/N°14

A décima quarta edição do boletim informativo Nêgo, já faz parte de sua fase como jornal de circulação nacional e foi publicada em abril de 1988. Essa edição conta com 12 páginas e traz em sua capa uma ilustração de um guerreiro negro. Em sua segunda página podemos encontrar novas informações acerca dessa nova fase do periódico.

Ainda nessa página o jornal traz a matéria “Opinião – MNU – 10 anos de luta!”, na qual é apresentada a história do MNU, o desenvolvimento da entidade, sua organização em vários estados e as suas principais conquistas como a realização de oito congressos e dois encontros nacionais. A matéria ainda afirma que o MNU seria “como um instrumento de organização, de luta pela libertação do negro de toda e qualquer forma de opressão, e contra a dominação de raça e classe”.

Esse número traz também informações sobre a data 20 de Novembro, como surgiu, onde surgiu. Podemos destacar a coluna “Aconteceu” onde o informativo apresenta diversas notícias, entre elas, notícias sobre o Grupo de Mulheres do Alto das Pombas e o Grupo de Mulheres do MNU, notas sobre a questão da violência policial pelo país e sobre os direitos trabalhistas das empregadas domésticas.

A principal matéria, de título “Fala Crioulo”, apresenta a história do Movimento Negro Unificado, seu crescimento e atuação e, posteriormente, o jornal traz depoimentos de Paulo Bonfim, fundador e ex-militante do MNU/BA, e de Zelito Silva, do Movimento de Consciência de Rui Barbosa.

Esse número conta ainda com a seção sobre educação, a coluna “Denúncia” e a seção de literatura, que traz uma poesia de Oliveira Silva chamada “Treze de Maio”.

Nº14:

Nêgo

Nêgo é um boletim informativo do Movimento Negro Unificado seção Bahia, que circulou de 1981 até 1988. O informativo foi criado em julho de 1981, três anos após a fundação da entidade, com o objetivo de divulgar o trabalho do MNU e suas ideias, além de ser mais um meio de comunicação entre a organização e os negros.

O boletim possuía em média 8 páginas e uma tiragem de 3.000 exemplares (SOUZA, 2005, p.201). Os principais temas abordados estão relacionados à questão do racismo, à história do negro, ao carnaval, entre outros temas como religião, mulher negra, violência policial e o homossexual negro. Ainda eram divulgados os eventos e atividades culturais de outras entidades da cidade de Salvador.

Pode-se afirmar que, como a maioria dos jornais da Imprensa Negra, o informativo do MNU-BA também sofreu para dar início as suas publicações. Vários problemas dificultaram o seu lançamento e a sua continuação. Apesar disso, diferentemente de outros boletins, o Nêgo durou por muitos anos, graças a sua transformação em boletim de circulação nacional.

Em Afro-descendência em Cadernos Negros e Jornal do MNU, Florentina Souza conta a história desse boletim e suas diversas fases:

Do número 1 ao número 5 predominam as discussões de questões mais ligadas às culturas de origem africana e ao desejo explícito de conscientização da comunidade negra no tocante ao mito da democracia racial brasileira e à importância de se resgatarem os fatos históricos que possam contribuir para o desenho de uma história do negro que se constitua em motivo de orgulho de sua participação na construção do país (SOUZA, p. 205).

A primeira grande mudança no boletim foi a partir da 12° edição, quando o informativo passou a ser um jornal do MNU Nacional, com uma tiragem de 5.000 exemplares. Apesar de cada edição ter se tornado também responsabilidade das outras seções do MNU pelo país, a redação e a distribuição continuaram a encargo da seção Bahia.

Serão disponibilizadas no blog duas edições do Nêgo como boletim regional, e uma edição como jornal nacional do Movimento Negro Unificado.

  • Nêgo – Janeiro de 1983/ N°4

A quarta edição do boletim Nêgo foi publicada em janeiro de 1983 e traz em sua primeira página uma imagem de Zumbi, com sua data de nascimento e de morte. Tudo isso com o intuito de lembrar o dia da consciência negra e o que ela significa. Em seu Editorial a comissão de imprensa do MNU afirma que o número apresentado é muito especial, pois pretende tratar de três momentos da história. O primeiro seria o Quilombo dos Palmares, o segundo A Revolta da Chibata, e o terceiro A Revolta dos Malês. Cada um desses momentos significa um grande exemplo de luta por uma vida digna e por liberdade, entretanto, como destaca o texto, apesar de ser de suma importância para a história do Brasil, esses fatos não são ensinados na escola. A luta dos negros ainda é escondida no sistema educacional brasileiro.

Na página seguinte o informativo apresenta um texto de título “20 de Novembro de 1695 Morre Zumbi”. Esse texto procura apresentar informações sobre a história do Quilombo dos Palmares e seu último líder – Zumbi. O artigo ainda ressalta que essa história é ignorada pela “história oficial”. Porém, apesar disso, os negros a cada dia se conscientizam e ajudam a divulgar essa, e outras histórias.  Ainda nessa página são apresentados versos do poema “Canto dos Palmares” do poeta pernambucano Solano Trindade.

Essa publicação ainda expõe matérias sobre as realizações do MNU durante o ano de 1982 e suas contribuições para a luta contra a discriminação racial. Apresenta também textos sobre a Revolta dos Malês e sobre a história da Revolta da Chibata. Como foi dito anteriormente, essa edição tem como finalidade destacar acontecimentos e personagens da história negra.

Nº4:

 

  • Nêgo – Novembro de 1983/N°5

Em sua quinta edição, publicada em novembro de 1983, o boletim Nêgo, traz em sua capa diversas ilustrações e informações sobre o que será tratado nesse número. Matérias sobre os blocos: Ilê Aiyê – Angola, Olodum – Tanzânia, Ilê Obá – Namibia.

Em sua segunda página o boletim apresenta algumas informações acerca dos cinco anos de luta, do MNU, contra o racismo. Comentários sobre como surgiu, suas conquistas, as seções pelo Brasil e a sua principal realização que seria a instituição de uma data nacional da consciência negra. Ainda nessa página temos uma matéria de título “O Brasil de hoje, mas até quando?”, nesse texto o boletim fala sobre a situação política e econômica do Brasil na década de 1980.

Por fim, é apresentada a principal matéria “Blocos Afros 10 Anos”, texto de João Jorge Santos. O autor inicia seu texto afirmando que há 10 anos o carnaval na Bahia passou a contar com a criação de blocos compostos somente por pessoas negras. Para Santos esses blocos são uma força negra impressionante e que contribuem profundamente para a conscientização do negro. Dessa forma, o autor se propõe a comentar sobre os fatores positivos e negativos do bloco e suas dificuldades.

Nº5:

 


Referências:

  • SALOMÃO, Renê Santos. “Que Imprensa é essa? Os jornais negros de Salvador na década de 1980”. 2012. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social – Jornalismo) – Universidade Federal da Bahia. Disponível em: http://facom.ufba.br/portal/wp-content/uploads/2013/08/tcc_versaofinal.pdf. Acesso em: 25/03/2017.
  • SOUZA, Florentina da Silva. Afro-descendência em cadernos Negros e Jornal do MNU. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.