Jornal Djumbay – Décima Primeira e Décima Segunda Edição

  • Jornal Djumbay – Décima Primeira Edição

De Outubro/Novembro de 1993. A seção “Editorial” fala sobre o Seminário da CUT que discutiria sobre o racismo e também critica a falta de sindicatos pernambucanos no evento. A “Identifique-se” traz uma matéria de Sam Ford, correspondente internacional do Djumbay nos EUA, falando sobre os 30 anos da Marcha sobre Washington, uma caminhada pelos direitos civis dos negros em uma época de apartheid. A “Resistência” anuncia a oficialização da Semana da Consciência Negra em Camaragibe. A “Baseado” pauta uma matéria de Francisco C. Weffort, professor da USP, na qual ele defende que há um apartheid  social e racial no Brasil, mais escondido que o americano e o sul-africano, mas tão ruim quanto. Também há uma notícia sobre o recebimento do Nobel da Paz por Mandela e De Klerk.

A seção “Crenças” divulga o livro OBI – Oráculos e Oferendas, de Jorge Morais, fundador do Alafin Oyó e a “Afins” coloca em pauta novamente a discussão sobre a Serra da Barriga, dessa vez levada ao Seminário de Valorização Histórica, Turística e Cultural da Serra da Barriga. A “Raízes” traz uma matéria sobre a Medicina Natural e a “Outros Axés” parabeniza o cantor Ednaldo Lima pelos 17 anos de carreira e também anuncia a ampliação dos prazos do IV CAB.

  • Jornal Djumbay – Décima Segunda Edição

Publicada na transição de 1993 para 1994, essa edição traz mais uma modificação: passa a ser uma publicação da Djumbay – Organização pelo Desenvolvimento da Arte e Cultura Negra. O Conselho Editorial permanece o mesmo das últimas edições. A seção “Editorial” expõe o problema da lei 7.716, que teoricamente deveria proteger a vítima de racismo, mas que funciona muito mal, como no caso do Kléber, constrangido pela gerente do banco, cujo caso foi arquivado por falta de provas. O curioso é que na edição de nº 9, a matéria que traz esse caso, coloca que a gerente fora condenada, mas nesta edição, a informação é de que o caso fora arquivado. Tudo isso em um período de menos de um ano. A “Resistência”, sob a manchete de “20 de novembro é festa para a negrada”, fala sobre a participação do Djumbay no FECONEZU (Festival Comunitário Negro Zumbi), sobre as exposições “História, Arte, Comunidade e Movimento do Povo Negro no Brasil” em Brasília e também sobre o Movimento Afro-Pernambucano, formado por diversas entidades, dentre elas o Djumbay e o MNU. Além dessa vertente cultural, o Djumbay também esteve presente no ato organizado pelo Movimento Afro-pernambucano em frente à Câmara dos Deputados.

A “Baseado” apresenta as mudanças e realizações do Djumbay para além do jornal. Fala sobre a ênfase dada à Arte e Cultura negra, as diretrizes da organização e a preocupação em participar de eventos da militância. A “Crenças” divulga o jornal “U&C – Ciência, Cultura e Magia”, que possuía matérias específicas sobre a religiosidade afro. A “Afins” anuncia uma cartilha para orientação de mulheres contra a violência, organizada pela Sociedade Afro-Sergipana de Estudos e Cidadanias. Na “Raízes” o jornal escreve novamente sobre o lançamento do livro OBI e, na “Fala Negritude”, vemos uma matéria sobre o despejo do Grupo Afro Axé da Lua por causa de irregularidades na casa em que funcionavam. Com os 300 anos da morte de Zumbi se aproximando, o Djumbay também divulga nessa edição que lançará um encadernado com as 10 primeiras edições e que essa Coletânea iria se somar ao acervo de Bibliotecas e Arquivos Públicos, complementando cada edição com uma apresentação e histórico do jornal.

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