Jornal Djumbay – Vigésima Primeira, Vigésima Segunda e Edição Especial

  • Jornal Djumbay – Vigésima Primeira Edição

Essa edição, de Julho de 1995, retorna ao total de 8 páginas, mas possui a mesma diagramação da anterior e as mesmas seções, menos a “Baseado”. A “Editorial” homenageia Solano Trindade e os 87 anos que ele faria naquele ano. A “Resistência”, em matéria de Glaucia Maria, fala um pouco sobre o cantor de reggae Dionorina. A “Fala Negritude” traz as opiniões e relatos das pessoas sobre essa nova fase do Djumbay. Na página 4, a “Crenças”, em matéria de Verônica Gomes, anuncia a morte de Mãe das Dores, ou Talaby, umas das primeiras mulheres a fundarem a Casa de Candomblé em Pernambuco. Ainda nessa seção, Lepê Correia faz homenagem a Talaby no texto “Axexé”. A seção “Outros Axés” divulga o Centro para Mulheres do Cabo, que visa a capacitar e entender as mulheres do Cabo de Santo Agostinho, além de realizar diversas atividades e oferecer serviços de saúde preventiva, consultas ginecológicas, acompanhamento de gestantes, etc.

Na página seguinte, a seção “Fundamentado” traz a questão da mulher negra em texto de Verônica Gomes, inspirada no discurso de Sueli Carneiro, Coordenadora Executiva do Geledés. A matéria seguinte, de Nei Lopes, já fala sobre os problemas léxicos da língua banto e sobre o Dicionário Banto do Brasil, feito pelo africanista Nelson de Sena. A sexta página contém o “Negritude Lúdica”, com alguns jogos, palavras-cruzadas, dicas de livros infantis e divulgação do Balogunsinho, uma linha especial do salão Baloguns, especializado no público infantil. A penúltima página, a “Atualidades” fala sobre o Centro de Estudos Afro-Asiáticos (CEAA) e a “Raízes”, sobre o cartaz que o jornal estaria enviando aos assinantes em comemoração não só ao “novo Djumbay”, mas também pelo ano do tricentenário da morte de Zumbi. Ainda nessa página, Verônica Gomes homenageia o aniversário de 50 anos da atriz Ruth de Souza. A oitava página só possui anúncios da próxima edição, do show “Reggae na Cidade” e da assinatura do jornal.

  • Jornal Djumbay – Vigésima Segunda Edição

Publicada em Agosto de 1995, também possui 8 páginas e segue a mesma linha da nº 21. A seção “Editorial” traz a matéria “Uma noite no Quilombo com o Ylê de Egbá”, de Verônica Gomes, que fala sobre o Afoxé Ylê de Egbá e a participação deste no Projeto Kizomba Njinga-Zumbi. A matéria seguinte, da seção “Fala Negritude”, trata da homenagem a Solano Trindade que seria realizada no evento do projeto supracitado e coloca relatos de militantes, amigos e familiares de Solano. Na seção “Crenças”, Lepê Correia procura desmistificar a imagem de Exu como demônio: “Exu é o princípio da existência diferenciada”.  A “Outros Axés”, em matéria de Glaucia Maria, conta sobre o forrozeiro paraibano que redimensionou e reafirmou o forró de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro.

Na seção da página 5, “Fundamentado”, Lepê Correia trata da Pedagogia Interétnica, que é centrada na modificação de “comportamentos preconceituosos”, com metodologia de cunho interdisciplinar. A “Negritude Lúdica” traz um jogo para as crianças e como sugestão de leitura, o livro “Liberdade – O Sonho dos Palmares”, da autora Jussara Rocha Koury. Na sétima página, a seção “Atualidades” anuncia a entrega do Manifesto de Reivindicações do Povo Negro ao Poder Executivo da Presidência da República e evidencia a participação das entidades negras nacionais. A “Raízes” fala mais um pouco sobre a série de Vídeo-debates do Djumbay, que seriam mostrados para os estudantes do Recife. Por fim, na última página, além dos anúncios normais, também é divulgado o curso de “Africanidade e Afrodescendência”, ministrado na UFCE.

  • Jornal Djumbay – Edição Especial de 1995

Nessa edição de 4 páginas, a temática central foi o 1º Encontro de Reggae, realizado pela África Produções, e que contou com Êxodus, Alphorria, Tribo de Jah, Favela Reggae, Edson Gomes, Marcelo Santana & Bando do Reggae, Lazzo, Dionorina, Coração Tribal, Rebel Lion, Valdi Afonjá, Nikko e a YingYang Band, José Mário Austregésilo e Rádio Cidade. As bandas e artistas contam um pouco das suas relações com o reggae e falam também da importância desse estilo no Recife. No final da edição, ainda há um breve comentário sobre a criação e as perspectivas da África Produções.

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