Jornal Djumbay – Vigésima Quinta Edição

Esta foi a penúltima edição do Jornal Djumbay, lançada em 1997. Ela faz parte da última fase (ou ano V) e aparece como uma publicação da “Djumbay – Cidadania com Identidade Racial”, Situada à Casa da Cultura de Pernambuco, Raio Oeste, 2ª andar, sala 303 e com Conselho Editorial formado por Daniel Souza, Gilson Pereira, Glaucia Maria, Lepê Correia e Verônica Gomes. A “Djumbay – Organização pelo Desenvolvimento da Arte e Cultura Negra” se torna a Representação Jurídica da associação do jornal. Ela também traz uma nova diagramação e um índice com as novas seções. São elas:  DIREITO, EDUCAÇÃO, DICIONÁRIO YORUBÁ, FUNDAMENTADO, REENCONTROS, MULHER NEGRA, AFRO-REMANESCÊNCIA, COMUNICAÇÃO, NEGRAS MEMÓRIAS, INFANTO-JUVENIL, UM TOQUE AFRO, PSIQUE E NEGRITUDE, RAÍZES, FALA NEGRITUDE e IDENTIDADE. Importante notar que com o crescimento nacional do jornal, essa edição possui matérias de diversos lugares do Brasil, e essa procedência aparece junto aos nomes dos autores dos artigos publicados.

A página 3 apresenta a seção “Direito”, cuja primeira matéria é “Programa de Ação – uma ferramenta útil no combate à discriminação racial”, escrita por Geraldo Costa, de Brasília-DF. O programa de ação é uma medida que constitui informações precisas no diagnóstico de práticas discriminatórias. A matéria ainda indica as etapas de um programa de ação: diagnóstico, elaboração, implantação e controle e avaliação. Na página 4, a seção “Educação” traz uma matéria sobre o II Seminário Estadual: “A Questão das Relações Raciais na Educação”, que ocorreria na UERJ em setembro de 1997. Nessa mesma página há o Dicionário Yorubá. A página 5 coloca na seção “Fundamentado” um Especial de História escrito por Simão Matsinhe (Recife-PE), que conta um pouco da história de Moçambique, da colonização portuguesa, da cultura e do socioeconômico do local. A página 6 apresenta as seções “Reencontros” e “Mulher Negra”. A primeira contém uma crítica ao V Congresso Afro-brasileiro (CAB), que, segundo Gilberto Leal (Salvador-BA), não empolgou a militância, pois o caráter meramente academicista acabou por afastá-la do espaço; também é divulgado o 18º FECONEZU, que aconteceria em Novembro de 1997. A segunda coloca em pauta o XII Encontro Nacional Feminista, o primeiro organizado por mulheres negras, em artigo escrito por Carmem Lúcia e Vilma Reis (Salvador-BA), e também fala sobre o Programa de Saúde do Geledés. Essa matéria fora escrita por Edna Roland, presidente do “Fala Preta” (São Paulo-SP), que é como se chamava o programa, e conta que ele nasceu em Abril de 1997 e propunha promover o desenvolvimento humano sustentável livre de todas as formas de discriminação.

A seção “Afro-remanescência” apresenta um artigo sobre o mapeamento das terras quilombolas remanescentes que fora organizado pela Fundação Cultural Palmares, mostrando ainda uma planilha com as terras já mapeadas. A “Comunicação”, das páginas 8 e 9, traz três matérias: “Imprensa Negra – uma história antiga”, por Glaucia Maria (Recife-PE), que conta a história da imprensa negra desde o início até a atualidade (no caso, até os anos de 1996/1997); “CONEN em Ação – Seminário Nacional da CONEN”, sobre o adiamento do seminário para Março de 1998; e “Pauta Lembadilê – Central de Notícias Afro-brasileira”, mostrando os materiais disponíveis de congressos, seminários, etc. As páginas 10 e 11 pontuam, na “Negras Memórias – parte II”, as datas importantes para a comunidade negra, durante os meses de Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro. Também conta com uma nota sobre o falecimento de Luís Carlos Felipe, importante militante do SINTAEMA-SP.

A seção “Infanto-Juvenil” coloca em pauta a necessidade de se abrir um espaço para crianças e adolescentes compartilharem suas vivências e agonias com o preconceito. A “Um Toque Afro” faz a mostra da “Vitrine Afro”, com indicações de livros sobre a África, quilombos e africanidades gerais, além de peças nessa temática e poesias. A “Psique e Negritude” apresenta um texto de Lepê Correia sobre a criação de um espaço para debate sobre o comportamento dos afro-descendentes. Essa seção também traz um assunto centrado na sexualidade dentro do Movimento Negro na matéria “Homossexuais Afro-brasileiros”, escrita por Waltecy Santos (SP), que fala sobre os dois coletivos que tratam dessa temática no Brasil: o Dudu Adé – Coletivo de Homossexuais Afro-brasileiros e o Quimbanda Dudu – Grupo Gay Negro da Bahia. A seção “Raízes”, em texto de Jorge Morais e Jairo Pereira, fala sobre o Centro de Estudos das Tradições Religiosas da Humanidade. Por fim, a seção “Identidade”, em matéria de Mário Nelson, de Brasília-DF, fala sobre o Ceabra, o Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros, criado com intuito de fomentar o mercado de empresários negros no cenário nacional.

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