Informativo Nzinga

Nzinga é um informativo do coletivo de mulheres negras da cidade do Rio de Janeiro. O informativo foi lançado em 1985 com o objetivo de trabalhar questões relacionadas à mulher negra.

O Coletivo Nzinga surgiu em junho de 1983 com o objetivo de lutar contra a discriminação sexual e racial. O primeiro encontro do grupo se realizou na sede da Associação dos Moradores do Morro dos Cabritos, em Copacabana no Rio de Janeiro. A escolha por um coletivo se deu com a finalidade de se tomar todas as decisões, de projetos e atividades, em grupo. Nesse sentindo, a entidade começou com 8 mulheres e ao longo dos anos, como a maioria das entidades negras, passou por muitos problemas e crises (NZINGA, Nº1, p. 2 e 3, 1985).

Conforme sua primeira edição, o informativo pretende ser um “serviço em defesa da mulher negra, na conquista de seus direitos, numa perspectiva democrática e visando a justiça social” (NZINGA, Nº1, p. 2, 1985). É válido ressaltar que o coletivo contou com apoio internacional como é relatado nesta edição. Através do projeto “História Contemporânea das Lutas das Mulheres Negras” o coletivo conseguiu apoio financeiro da Global Ministries The United Methodist Church de Nova York, dessa forma foi possível financiar atividades, campanhas e o informativo do grupo.

As duas edições que serão disponibilizadas nesta postagem apresentam números diferentes de páginas, entre outras mudanças.

  • Nzinga – Primeira Edição – 1985

A primeira edição do informativo contém 4 páginas e tem como principal discussão a apresentação do coletivo, sua história e objetivos.

Nas páginas 2 e 3 o jornal traz avisos sobre o coletivo, seus projetos, suas conquistas. Além de contar a história da Rainha Nzinga da Angola, que é homenageada no nome do informativo. A responsável por esta edição foi Miramar Correia.

Nº1:

  • Nzinga – Terceira Edição – Fevereiro e Março de 1986.

Esta edição possui 8 páginas e destaca logo em sua capa as datas 8 de Março e 21 de Março, Dia da Mulher e Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, respectivamente. A foto de capa é do grupo Aqualtune, que recebe destaque nesta edição.

Nas páginas 2 e 7 são apresentadas diversas notícias e temas sobre a constituinte e sobre a relação da mulher negra e a Constituição. As colunas “Aconteceu… Acontecendo” e “Lendo e aprendendo” trazem informações de eventos, campanhas, além de dicas de livros sobre a constituinte, racismo, a questão do aborto e feminismo.

O informativo traz ainda uma entrevista com as mulheres do grupo Aqualltune, para discutir sobre a questão da mulher negra. Nesta entrevista conta-se a história deste grupo, que surgiu com o objetivo de reunir mulheres que já participaram de outras entidades e que queriam discutir sobre os problemas relacionados a mulher negra. O nome do grupo se refere à Aqualtune, mulher que foi trazida como escrava para Recife e que fugiu para Palmares e, posteriormente, teve uma filha que era a mãe de Zumbi dos Palmares.

As responsáveis por esta edição foram Helena Maria de Souza e Maria Martins Pereira, coma colaboração de Bárbara R. Costa e Cláudia Maria Pinto.

Nº3:

 

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