Negra Voz

Negra Voz é um jornal, da cidade de João Pessoa, na Paraíba, coordenado pelo Padre Luiz Zadra. Este informativo da consciência negra foi criado pelos Agentes de Pastoral Negros (APNs) e tinha uma circulação mensal, com uma tiragem de 1.500 exemplares, distribuídos gratuitamente em escolas e outras entidades. Segundo o blog Valeu Zumbi Valeu, sua distribuição era feita na Paraíba e, ocasionalmente, em outros estados (VALEU ZUMBI VALEU, 2007).

O jornal não apresenta muitas informações sobre a entidade de origem, mas sabe-se que o coordenador geral da publicação era o Padre Luiz Zadra, que trabalhou diretamente com a questão da consciência negra, com o Negra Voz.

Será disponibilizada, nesta postagem, a trigésima primeira edição do jornal, publicada no ano de 2002.

  • Negra Voz – Outubro/Novembro de 2002 – N°31.

Em seu Editorial o jornal reflete sobre o dia 20 de Novembro, a importância de Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares, a experiência de Palmares e ainda comenta a luta diária do negro. Também nessa página o Negra Voz traz uma agenda com datas importantes para a história dos Movimentos Negros nos meses de outubro e novembro.

Na página seguinte, o jornal apresenta uma matéria sobre Zumbi, contando alguns fatos sobre o heroi negro. Nessa mesma página é narrada também a história de João Cândido e da Revolta da Chibata, que ocorreu no Rio de Janeiro, em 22 de Novembro de 1910.

O jornal traz ainda uma discussão sobre educação e discriminação, onde procura debater sobre fatos ocorridos em estabelecimentos educacionais da Paraíba, sobre o questionamento a livros didáticos, entre outros pontos.

Em sua sexta página o jornal apresenta algumas “expressões que a negritude precisa saber” como ação afirmativa, crimes de racismo e racismo. Por fim, o informativo faz um trabalho voltado a divulgação da cultura africana, trazendo uma fábula sobre Yámi, a mãe ancestral. Entre outras informações sobre o Dia de Combate à Violência Contra a Mulher – 25 de Novembro, sobre a cultura afro-brasileira e as divindades nos candomblés do Brasil.

Nº31:


Referências:

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