Boletim Sorriso Negro

O boletim Sorriso Negro é parte da marcha de mesmo nome organizada pela APEOESP e CUT – foi criada logo após a vitória ex-presidente nas Luís Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002. O objetivo era rememorar o 20 de novembro, dia da resistência negra no Brasil em homenagem a morte de Zumbi dos Palmares. Além disso, funcionava como uma forma de resgatar a cultura afro-brasileira, assim como: música, dança os princípios das religiões de matriz afro, e denunciar as condições do negro no Brasil.

  • Boletim Sorriso Negro – 2º Edição

A 2º edição do boletim foi lançada em dezembro de 2002, em homenagem aos 306 anos da morte de Zumbi dos Palmares. Com isso, na capa encontra-se um pequeno texto contando os atos de resistência dos escravizados e uma pequena introdução à organização dos quilombos, em especial o Quilombo dos Palmares. Mais adiante, no editorial assinado pela diretoria da APEOESP, o boletim se posiciona contra a discriminação sexual e racial. Sendo assim, são denunciadas as condições em que vivem essas pessoas, assim como: o desemprego, violências e exploração econômica.

Na seguinte página, apresenta-se um trecho retirado do encarte “Teoria & Debate” de título “306 anos de Zumbi e os Quilombos Contemporâneos”, falando sobre a resistência da comunidade quilombola Boa Vista localizada ao norte do Pará. Segundo a autora do texto, Lúcia M. M. de Andrade, a comunidade é fruto da fuga de escravizados de duas fazendas localizadas perto do rio Amazonas no século XIX – ganhando título de comunidade após a mobilização dos descendentes. Por final, são feitas algumas perguntas ao leitor relacionadas ao 20 de novembro e seu o reconhecimento como o dia da resistência negra. Ainda na mesma página são apresentados os conceitos de discriminação racial, preconceito, racismo, raça e mito. E por fim, são informados os dias mais importantes no calendário para a população negra.

A página dois, leva ao leitor uma pequena atividade, consistindo em pesquisar produtores negros, em espaços como música e literatura e logo seguida debater sobre o assunto. Abaixo da atividade, é discutida a construção de gangs e violência entre estes grupos formados – toda discussão é construída através de uma analogia feita com o “mito de Narciso” e a figura de Hitler.

A página três inicia com uma sobre uma das situações vividas por jovens negros cotidianamente, expresso no filme “Uma escola muito louca” do diretor Stive Miner. A cena descrita, mostra um jovem que se tornou negro entrando em um elevador, em sua presença encontrava-se uma senhora branca apertando sua bolsa contra o corpo. Após, está descrição o jornal faz uma análise sobre a cena e deixa questionamentos para o leitor.

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