O Mondo – Informativo do Bloco afro Ilê Aiyê

O boletim O Mondo é um informativo do bloco afro Ilê Aiyê, que procura informar acerca de questões relacionadas ao povo negro e atividades promovidas pelo bloco e outros grupos. A edição disponibilizada nesta postagem apresenta duas páginas.

O bloco Ilê Aiyê foi fundado em novembro de 1974, no bairro de Curuzu-Liberdade, em Salvador. O bloco conta com três mil associados e foi responsável por uma revolução na musicalidade do carnaval da Bahia. Pode-se afirmar que é um dos primeiros blocos afros do Brasil e foi desenvolvido, conforme sua página oficial, com o objetivo de “(…) preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira”. Além disso, a página afirma que, “O Ilê, ao longo de sua trajetória, vem homenageando países africanas e revoltas negras brasileiras, que contribuíram fortemente para o processo de identidade étnica e auto-estima do negro”. Além disso, o bloco, posteriormente, transformou-se em uma instituição que passou a realizar trabalhos com comunidades carentes, com o objetivo de conscientizar a população negra. Atualmente o Ilê Ayê continua trabalhando pelo desenvolvimento da cultura afro-brasileira.

Será disponibilizada nesta postagem a quarta edição do boletim, publicada em dezembro de 1992.

  • O Mondo – N°04

Em sua quarta edição, o boletim informativo O Mondo, apresenta em seu Editorial uma reflexão acerca das conquistas alcançadas em 19 anos de bloco, além de ressaltar a chegada de mais um carnaval. Esse número destaca ainda o papel de lideranças negras norte-americanas, trazendo pequenas biografias de Martin Luther King e Ângela Davis.

Esta publicação do O Mondo procura divulgar também informações sobre a preparação para o carnaval de 1993, um calendário para as atividades dos meses de janeiro e fevereiro, informações sobre fantasias para o bloco no próximo carnaval e, por fim, fragmentos de textos, na coluna “Pensando Negro”, de Malcolm X e de Marcus Garvey.

Nº4:


Referência:

 

Boletim Negração

O Negração é um boletim informativo do Afoxé Alafin Oyó, fundado em 1986 na cidade de Olinda, sendo este o quarto afoxé de Pernambuco. O boletim tinha como objetivo o fortalecimento do movimento negro, além de ser um veículo de denuncia contra o racismo. A primeira edição saiu no ano de 1988, ano de centenário da abolição. O boletim continha oito páginas e tamanho tablóide. Sua direção era composta por três mulheres: Márcia Diniz, Alzenide Simões e Martha Rosa, sendo estas duas últimas militantes do MNU. O boletim era um meio de trazer informações sobre a situação do negro no país, poemas de inspiração da luta negra, dicas de leituras e informações sobre elementos das religiões afro-brasileiras. As matérias eram assinadas pelas pessoas que não faziam parte da diretoria de imprensa, podemos destacar também a participação de pessoas que faziam parte da edição do Omnira, Negritude e do MNU de Pernambuco.

  • Boletim Negração – Primeira Edição

A primeira edição é marcada pela semana da consciência negra, trazendo na capa a imagem de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta e resistência negra no Brasil. Na primeira página, o editorial mostra as dificuldades de circulação, o objetivo do boletim e uma matéria escrita por Manoel Augusto dos Santos, diretor do Afoxé Alafin  Oyó, que denuncia na matéria de título,” O que diz nosso diretor político sobre a constituição”, as falhas que a constituição brasileira tem e os efeitos dessas falhas na população pobre e negra.

Na segunda página, o boletim mostra a matéria principal de título “Renasce Zumbí”, que aborda a história do Quilombo dos Palmares.

O boletim também nessa primeira edição destaca as mulheres na política, com as entrevistadas: Vera Baroni (militante petista) e Lúcia Crispriano (educadora). A página quatro, trás a primeira entrevistada Vera Baroni que foi presidente da Associação Profissional dos Atendentes, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem/ PE e Vice presidente do clube dos previdenciários, além de ser atuante de outros movimentos. Na página seguinte, a segunda entrevistada foi Lúcia Cipriano, presidente do Afoxé Alafin Oyó do ano de 1988.

N°1:

  • Boletim Negração – Segunda Edição

Nesta segunda edição, na página cinco, o destaque vai para o primeiro encontro de mulheres negras, que aconteceu em Valença no Rio de janeiro, entre os dias 2,3 e 4 de janeiro do ano anterior. O encontro contou com mulheres de todo o Brasil destacando as militantes do MNU entre elas Maria do Rosário Trindade dos Santos e Inaldete Pinheiro. O encontro teve como pauta, denunciar as desigualdades, as formas de resolver estas questões e a formas de organização do movimento das mulheres negras.

Nº2:

  • Boletim Negração – Terceira Edição

Essa edição  três do boletim no ano de 1990, vem trazendo na página três uma matéria especial que mostra a origem do nome do afoxé Alafin  Oyó, onde o Alafin seria o chefe político do povo Oyó. Esse grupo em questão fazia parte dos povos Iorubas, que residiam na atual Nigéria.

A página quatro é estampada pela matéria de título “20 de novembro”, dia nacional da consciência negra. Essa matéria mostra entrevistas com pessoas integrantes do afoxé e militantes do MNU, onde elas falam da imagem deixada pelo grande líder do Quilombo dos Palmares.

N°3:

  • Boletim Negração – Quarta Edição

Em seu terceiro ano, o Negração trás na página três, uma matéria que homenageia o militante afro-pernambucano, Francisco Solano Trindade, que também foi homenageado no carnaval pelo Afoxé Alafin  Oyó. O militante é natural do Recife, nasceu em 1908 e atuou com militância entre os anos 20 e 60.

N°4: