Raça & Classe – Partido dos Trabalhadores (PT)

Raça & Classe é o órgão de informação e divulgação da comissão do negro do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal. Este nome tem como finalidade mostrar a linha política dos militantes negros do PT. Esta comissão foi criada em 1984 juntando-se ao Movimento Negro na luta contra o racismo. O boletim informativo Raça & Classe surgiu em 1987, possuindo uma tiragem de 3.000 exemplares.  O editor responsável era Edson Cardoso. O boletim apresentado nesta postagem contém 8 páginas.

  • Raça & Classe – Ano I, Nº1, Junho/Julho de 1987.

A edição de estreia do boletim procura mostrar os objetivos desta comissão e a proposta do informativo.  Em sua segunda página o boletim apresenta a história do Raça & Classe, mostrando que antes de vir a público o jornal já contava com 400 assinantes, e a importância deste título que remete a relação entre a presença do negro na história e o trabalho.

Ainda nesta página o jornal traz um aviso para os leitores assinarem o Raça & Classe como objetivo de fortalecer a imprensa negra. Pode-se destacar também a matéria da Deputada Benedita da Silva do PT do Rio de Janeiro, que faz um pronunciamento sobre o controle da produção mineral brasileira por grupos estrangeiros.

A quarta página do jornal traz uma reportagem e entrevista sobre a Pastoral do Negro. O jornal destaca também notas sobre livros e música. É válido destacar a matéria que se encontra na quinta página e que trata sobre a verdade da abolição através de um debate dos militantes da comissão. O debate contou com a presença de Benedita da Silva, Lourdes Teodoro (professor da Universidade de Brasília), Edson Cardoso (Comissão Regional do Negro) e contou com a presença de 150 pessoas.

É importante comentar sobre a matéria de Edson Cardoso “Publicidade e Racismo”, sobre o papel da propaganda para reforçar a discriminação e o racismo na sociedade brasileira. O jornal traz ainda outras matérias relevantes como a “Vila Paranoá: da Senzala ao Quilombo”, sobre o grupo negro presente na vila Paranoá, em Brasília.

Nº1:

Jornal Praia Verde

O Jornal Praia Verde é um jornal de Brasília, que tem como objetivo “divulgar e contribuir para a cultura afro-brasileira, inclusive os cultos de origem africana, e se colocar a favor dos povos injustiçados, buscando sempre transmitir otimismo e justiça”. O jornal tinha distribuição exclusiva para assinantes e logo após seu lançamento foi bem recebido pelas entidades negras. Esta edição não informa o ano de publicação deste número do jornal.

  • Jornal Praia Verde – Ano I, Nº02.

A segunda edição do Jornal Praia Verde foi lançada em Outubro, um mês após seu lançamento. Um dos assuntos em destaque neste número é o Apartheid, a principal matéria do jornal ganhou o título “Apartheid – o racismo assassino continua”, o texto aborda a situação da África do Sul e fala sobre figuras como Seretze Choabi e Sidney Moliti, membros do Congresso Nacional Africano, instituição voltada para a libertação nacional do povo africano. Outras matérias sobre o tema se encontram nas páginas 3 e 9.

O Editorial desta edição traz informações sobre os comentários acerca da primeira edição do jornal, além de comentar o objetivo do mesmo.

O jornal contém várias seções, entre elas a seção raízes que traz, na página 8, uma matéria sobre Clementina de Jesus, com texto de Teté Catalão, poeta e jornalista. A seção cultura apresenta uma matéria acerca do Projeto Zumbi, grande acontecimento para a cultura afro-brasileira. A terceira edição ocorreu em São Paulo e teve como homenageado Gilberto Gil. Essa seção conta com um texto de Chico Piauí, militante do Movimento Negro Unificado, para as comunidades e entidades negras.

A seção participação apresenta a matéria “As forças de um movimento” que fala sobre o Movimento Negro Unificado, sua história e sua força no cenário nacional. O texto fala sobre a presença do MNU nos estados pelo Brasil e o número de militantes na época. Ainda é abordada uma discussão sobre posição política do MNU e a violência policial, comentando o caso de agressão sofrida por Chico Piauí pelos seguranças da Câmara dos Deputados. Por fim, é levantada a questão do dia 20 de novembro e a importância da figura de Zumbi.

Esta edição contou com 12 páginas. O diretor geral do jornal era José Lucena de Araújo e o editor geral Alexandre Accioly, entre outros diretores e colaboradores. A gráfica responsável pelos exemplares é a Editora e Gráfica Ipiranga.

Nº2: