Jornal AfroReggae Notícias – Trigésima Quinta e Trigésima Sexta Edição

  • AfroReggae Notícias – Trigésima Quinta Edição

Nesta edição publicada em julho de 1999 o jornal AfroReggae Notícias fala sobre a luta política do povo negro, através da matéria da página quarto sobre Celso Athaíde e o seu projeto com o Partido Popular Poder para a Maioria, para Athaíde essa ideia surgiu pois a “melhor forma de lutar contra a desigualdade era formando o poder”. Ele ressalta ainda a participação do Rapper MV Bill na tentativa de criação do partido.

Ecio Salles traz uma matéria sobre o filme Orfeu do diretor Carlos Diegues, além disso, pontua ainda na coluna “missão do rio” que esse número do ARN foi publicado após o impacto da exibição do filme na favela de Vigário Geral.

N°35:

 

  • AfroReggae Notícias – Trigésima Sexta Edição

Em seu sétimo ano o AfroReggae Notícias lança em março de 2000 sua trigésima sexta edição, com informações sobre a comemoração de sete anos da entidade. O principal tema trabalhado nesse número é o processo de regeneração de um “bandido”, como fica visível em seu Editorial. Nesse sentido o jornal destaca a figura do Escadinha, José Carlos dos Reis Encina, um famoso traficante de drogas brasileiro. A matéria central dessa edição é uma entrevista com esse traficante, um dos fundadores da organização criminosa Falange Vermelha, que posteriormente se tornaria a famosa organização – Comando Vermelho. Nessa entrevista é abordado o desejo de Encina de trocar uma vida de violência pela música, principalmente, o Rap. A matéria é assinada por Tekko Rastafari.

Outra matéria relevante também é assinada por Tekko Rastafari aborda questões referentes ao Hip-Hop e ao Rap carioca e o seu papel na mídia.

Vale ressaltar ainda a matéria da página sete sobre jovens participantes do projeto empreendedores sociais desenvolvido pelo Grupo Cultural AfroReggae em Vigário Geral, Rio de Janeiro. O texto destaca as parcerias para a realização desse projeto e o seu objetivo com a comunidade.

A última página apresenta um texto de Zuenir Ventura, jornalista e escritor brasileiro. Ventura fala sobre sua admiração pelo trabalho feito no jornal e nos outros projetos de grupo, além de contar sobre a sua experiência ao conhecer a comunidade de Vigário Geral em 1993, o que mais tarde lhe rendeu um livro denominado “Cidade Partida”, a partir disso o autor fala sobre a dor presente na população da comunidade nessa época, sobre a importância do trabalho do AfroReggae e como conheceu jovens do grupo e se tornou “leitor assíduo do jornal”.

N°36:

Jornal AfroReggae Notícias – Trigésima Primeira e Trigésima Quarta Edição

  • AfroReggae Notícias – Trigésima Primeira Edição

Em seu quinto ano o AfroReggae Notícias lança sua trigésima primeira edição no mês de julho de 1998. Nesse número a capa traz uma legenda onde afirma que “Skank, AfroReggae e Rappa invadem a França”.

Essa edição conta com a coluna “Rapidinhas” sobre eventos e notícias relevantes sobre os temas abordados pelo grupo, a coluna “Abrindo a Boca”, que traz a participação dos jovens de Vigário Geral no jornal e a coluna “Lançamentos” de Tekko Rastafari, sobre álbuns em destaque.

É importante ressaltar a matéria de Rosane Heringer, doutora em sociologia, sobre a situação dos negros norte-americanos. Segundo a autora “o panorama do debate sobre a situação dos afro-americanos e das relações raciais no país é hoje um emaranhado de muitas posições e poucos consensos”. Ela destaca também a luta pela discussão do tema. O texto aborda ainda a ação afirmativa e mostra um breve quadro sobre a situação das minorias nos Estados Unidos da América.

No que se refere à música essa edição traz, na página, uma matéria de Athayde Motta sobre Berry Gordon, mostrando sua trajetória de sucesso e comentando os 40 anos da sua gravadora – Motown.

N°31:

  • AfroReggae Notícias – Trigésima Quarta Edição

Em março de 1999 o AfroReggae Notícias publica sua trigésima quarta edição. A principal matéria desse número se encontra nas páginas oito e nove e fala sobre o grupo musical Câmbio Negro.

Ainda no mundo da música o jornal traz uma matéria com Celso Athaíde, idealizador do famoso baile Black no Rio de Janeiro – Projeto Charme na Rua. A entrevista é de Tekko Rastafari e fala sobre o trabalho do Athaíde e sua relação com o Hip-Hop e a favela.

São várias as colunas do jornal, entre elas a “Abrindo a Boca”, coluna pautada e redigida pelos jovens participantes do Grupo Cultural AfroReggae, nesta edição o jovem escreve sobre a oficina de capoeira e o seu papel no combate ao tráfico de drogas.

Vale destacar, sobretudo, a matéria de Rosana Heringer intitulada “A Costa Rica é aqui”, onde a autora fala sobre sua viagem ao país no ano de 1998 e relata sua curiosidade acerca da composição étnica e racial da população. A autora destaca ainda a ideia de democracia racial presente no país, assim como no Brasil.

N°34:

 

Jornal AfroReggae Notícias

O jornal AfroReggae Notícias é um informativo que faz parte do Grupo Cultural AfroReggae. Foi lançado no dia 21 de janeiro de 1993 e a data de publicação da edição zero do jornal é considerada o marco oficial da fundação do GCAR. De acordo com o próprio grupo o jornal “estampava em suas páginas cultura negra e o cotidiano da favela para dar voz aqueles calados pela opressão da pobreza e do preconceito”.

Conforme informações do site da entidade o jornal era distribuído de forma gratuita e voluntária pela sua equipe editorial. A tiragem era de 10.000 exemplares. Na sua quarta edição o jornal informa que passou a fazer parte do Grupo Cultural AfroReggae, que foi legalizado em 20 de julho de 1993 e passou a existir juridicamente. A partir dessa edição o AfroReggae Notícias foi reformado, trazendo um novo visual e cerca de 16 páginas por edição. No número 04 o jornal informa também que a sua sede se localiza no bairro da Tijuca no Rio de Janeiro e que a sua impressão era feita pela gráfica da UERJ.

No que se refere ao Grupo Cultural AfroReggae pode-se afirmar que ele tem como escopo “promover a inclusão e a justiça social, utilizando a arte, a cultura afro-brasileira e a educação como ferramentas para a criação de pontes capazes de unir as diferenças e que sirvam de alicerces para a sustentabilidade e o exercício da cidadania”. Um acontecimento importante na trajetória do GCAR foi a chacina que ocorreu em agosto de 1993 na favela de Vigário Central, Rio de Janeiro. Esse massacre motivou o grupo a iniciar outras atividades, como oficinas de capoeira, percussão, reciclagem e dança afro, com o intuito de ajudar a comunidade. O primeiro núcleo da entidade foi inaugurado nesta mesma favela em 1994, após isso a instituição se expandiu e foi para outras favelas e municípios. Hoje o GCAR possui quatro núcleos, mais de trinta projetos, nove grupos artísticos, programa de televisão, além das oficinas no estado de São Paulo e em vários países do mundo como a Índia, Colômbia, China, graças o convite e a parceria com a ONU.

Pode-se destacar José Pereira de Oliveira Junior e Luiz Fernando Lopes, mais conhecido como Tekko Rastafari, como os primeiros a defenderem o projeto do AfroReggae, com o objetivo de difundir a cultura afro e descriminalizar as ruas. Para José Junior a arte teria um papel fundamental na transformação das escolhas dos jovens. Nos jornais José Junior é apresentado como coordenador do jornal, coordenador executivo e Tekko Rastafari como diretor social e como membro da coordenação de promoção e eventos. Rastafari também contribuiu em diversas matérias e colunas para o jornal.

Serão disponibilizados no blog o número 04, 31, 34, 35, e uma edição especial do ARN.

  • AfroReggae Notícias – Quarta Edição

O número quatro do jornal AfroReggae Notícias foi publicado em novembro de 1993. A capa dessa edição traz a imagem de Carlinhos Brown, artista baiano, e anuncia as principais matérias com Brown e a Timbalada e outras bandas brasileiras e artistas brasileiros. De acordo com o Editorial a escolha de Carlinhos Brown para a capa ocorreu com o intuito de informar as pessoas “o que acontece na produção cultural contemporânea do Brasil e do mundo, sobretudo a afro-brasileira”. O Editorial destaca ainda o crescimento do ARN e a sua relação agora com a recém criada instituição “Grupo Cultural AfroReggae”. Sabe-se que o processo de produção desta edição sofreu com uma crise, em razão da falta de verba, entretanto os membros da entidade conseguiram contornar essa situação.

Uma matéria em destaque é uma entrevista com Leci Brandão, onde esta se afirma como cantora e compositora da música afro-brasileira. Outros pontos da entrevista estão relacionados a ruptura de Leci com a gravadora, que não aceitou gravar suas músicas por serem “políticas demais” e a sua luta em mostrar que o samba pode também falar sobre temas sociais.

Vale enfatizar a participação da mulher nessa edição do AfroReggae Notícias, tanto na elaboração das matérias, como nos temas abordados.

N°04: