Jornal Negritude (2000 e 2002)

  • Ano 2000

No ano de 2000 é publicada uma espécie de edição especial, completamente diferente das anteriores, do Negritude que compreende os meses de janeiro e fevereiro. Esse número contém apenas duas páginas e traz como matéria principal um texto desconstruindo a imagem criada tanto pela historiografia oficial, quanto pela população de Chica da Silva, mostrando sua verdadeira história, registrando sua importância e homenageando o seu papel na sociedade e política de seu tempo.

Essa edição conta ainda com uma Agenda Cultural e uma nota sobre dados gerais sobre a população negra.

  • Ano 2002

N°001

Após anos sem publicar seu jornal, o MNU decide em 2002 trazer de volta o Negritude. Entretanto, as novas edições não seguem o mesmo padrão e são publicadas com um visual diferente dos anteriores. São publicados com apenas duas páginas e traz pequenos parágrafos abordando diversos assuntos.

O número 001 traz alguns temas em destaque como: a terça-negra, a pobreza no Brasil e a luta contra a discriminação racial no Brasil e nos EUA.

N°002

Em julho de 2002 foi publicado o Nº002 do Negritude. Essa edição traz um pequeno texto acerca do Movimento Negro Unificado, seus objetivos e o sua importância para a comunidade negra na atualidade.

Na segunda página deste número é abordado o tema das ações afirmativas e como elas são aplicadas em vários países do mundo.

N°003

A terceira edição do ano 2002 traz uma única matéria tratando sobre a questão da ALCA – Área de Livre Comércio das Américas. De acordo com o texto, essa aliança desejada constitui uma ameaça a países endividados, pois irá alargar os problemas sociais e, conforme a matéria, os mais prejudicados com essa situação seriam os negros, que sofrem com a pobreza, a discriminação, o racismo, entre outras questões. Nesse contexto, o jornal pede que no mês de setembro de 2002 os leitores participem de um plebiscito para se informarem e votarem contra a ALCA.

 

Jornal Negritude – Sétima e Oitava Edição

  • Jornal Negritude – Sétima Edição

O número 7 do Negritude compreende os meses de março e abril de 1994. A edição traz como matéria de capa uma reflexão sobre o Dia Internacional da Mulher. A matéria tem como objetivo destacar os problemas enfrentados cotidianamente pelas mulheres negras e a necessidade de se resgatar a história e as heroínas negras. O texto foi assinado por Alzenide Simões.

Entre outras matérias pode-se destacar a de Mônica Oliveira, membro da coordenação nacional do MNU, que aborda o seminário nacional de planejamento do MNU que ocorreu na cidade de Olinda em Pernambuco. A ação do Movimento Negro Unificado em comunidades negras rurais ou remanescentes de quilombos, autonomia financeira da entidade, entre outros, foram temas escolhidos para debate. A importância desse evento se encontra na contribuição decisiva do MNU de Pernambuco nas discussões e na realização do seminário.

Outra matéria relevante, assinada por Josafá Mota, faz uma crítica à esquerda brasileira e destaca o papel da dominação psicológica do poder branco, além da questão social e econômica.

N°7:

 

  • Jornal Negritude – Oitava Edição

A última edição publicada do Negritude em 1994 traz uma matéria sobre a luta das comunidades remanescentes pela legalização de suas terras, o texto traz diversas informações sobre essa questão e mostra o apoio do MNU e o trabalho da entidade com algumas comunidades no Brasil como a da Conceição das Crioulas em Pernambuco. O texto foi elaborado por Mônica Oliveira.

Outra matéria relevante diz respeito ao Haiti e a sua situação na década de 1990. No texto é destacada a importância desse país e de sua história para a militância negra de todo mundo. Quem assina o texto é um dos coordenadores do MNU – Nethio Benguela.

N°8:

Jornal Negritude – Sexta Edição e Número Especial

  • Jornal Negritude – Sexta Edição

O número 6 do Negritude foi lançado cinco anos após o último exemplar, no ano de 1993, com algumas alterações importantes. Até a edição anterior as matérias eram elaboradas por uma Comissão de Imprensa que representava o Movimento Negro Unificado, a partir desse número todas as matérias passam a ser assinadas e a comissão de imprensa nominalmente identificada. A tiragem também só foi identificada a partir do número 6, com 1.000 exemplares, que foram distribuídos gratuitamente nas reuniões do MNU e em eventos da comunidade negra (QUEIROZ, 2011, p. 540-541).

A matéria principal desta edição é sobre a comunidade Conceição das Crioulas, localizada a 42 km de Salgueiro, Sertão de Pernambuco. O texto traz informações acerca da história da comunidade e é assinado por Lindivaldo Júnior.

O Editorial comenta a volta do jornal, ressaltando suas novas conquistas, além de relembrar o objetivo do Negritude de ser um instrumento de informação para a comunidade negra.

A edição traz ainda uma matéria sobre os 15 anos do MNU assinada por Martha Rosa Figueira Queiroz, na época coordenadora da entidade. É fundamental mencionar a mudança na editoria ‘eventos’ que passou a ser chamada de “Espaço Azeviche”, entre outras mudanças visuais.

N°6:

  • Jornal Negritude – Edição Especial do Carnaval de 1994

No carnaval de 1994 o Negritude publicou uma edição extra, trazendo informações obre o carnaval de Pernambuco para a comunidade negra.

Primeiramente foi divulgado informações acerca do Arrastão Zumbi, bloco carnavalesco do MNU, que tinha como objetivo participar do evento, sem deixar de lado a luta pelo fim da Violência Racial. No texto ainda são abordadas as dificuldades enfrentadas pelas entidades comprometidas com a luta das comunidades negras. O texto foi assinado por Martha Rosa Figueira Queiroz.

Ainda na primeira página pode-se citar a matéria sobre a situação dos maracatus, principalmente do Maracatu Elefante, que sofrem com problemas financeiros e o descaso da prefeitura. De acordo com Mônica Oliveira, autora da matéria, os maracatus são verdadeiras comunidades negras de resistência. A edição conta ainda com a agenda dos blocos carnavalescos e outros eventos da semana de carnaval.

Edição Especial:


Referências:

  • Queiroz, M. R. F. 2011. Do Angola ao Djumbay: imprensa negra recifense. Cad. Pesq. Cdhis v. 24 n.2.

Jornal Negritude – Terceira, Quarta e Quinta Edição

  • Jornal Negritude – Terceira Edição

O número três do jornal Negritude foi publicado em 1987 e compreende os meses de maio, junho e julho. A principal matéria desta edição, denominada “13 de maio: dia da traição”, traz críticas à comemoração dessa data, fazendo uma análise do que significou de fato a abolição. Nessa perspectiva, é escolhido o dia 20 de novembro (dia da morte de Zumbi dos Palmares) como data símbolo de resistência (QUEIROZ, 2011, p. 543). O texto questiona, ainda, quem realmente foi beneficiado por essa lei e ressalta o papel do MNU no processo de valorização dos antepassados, considerados herois negros. Vale ressaltar que essas questões foram abordadas em diversos números do Negritude, mostrando a importância do debate e da divulgação desses temas.

Outra matéria que se pode destacar diz respeito à educação brasileira que, de acordo com o Negritude, é dirigida a uma classe definida e comete um erro ao reproduzir o modelo de cultura européia. Segundo a comissão do jornal, é preciso resgatar a cultura popular e trabalhar com os alunos diversos temas, como por exemplo: a escravidão, quem foi Zumbi, etc. Para que exista um debate entre os estudantes.

Essa edição traz também um artigo sobre a super valorização da moda e dos costumes europeus, além de uma matéria sobre o Morro da Conceição e sua comunidade.

Infelizmente, não consta no acervo do Movimento Negro Unificado de Pernambuco a versão integral desta edição.

N°3:

  • Jornal Negritude – Quarta Edição

A quarta edição do jornal Negritude abarca os meses novembro e dezembro de 1987. A matéria de capa traz novamente o tema da falsa abolição, destacando as estatísticas que mostram as dificuldades enfrentadas pelos negros no mercado de trabalho. O texto aborda também a campanha nacional de esterilização de 1982, que conforme o jornal do MNU-PE tinha como objetivo esterilizar as mulheres negras e índias. O Negritude alega ainda que a “campanha de esclarecimento” só existe para orientar os pobres a “não fabricarem futuros marginais”. Outros temas são destacados como a dificuldade enfrentada pelas organizações negras, além da violência policial.

Essa edição conta com notas sobre cursos para a comunidade, e traz comentários acerca do Encontro de Negros na cidade de Paulista em Pernambuco e do VII Encontro de Negros do Norte e Nordeste, que ocorreu no mês de julho em Belém do Pará.

Pode-se destacar ainda uma matéria sobre a capoeira e um artigo sobre o Maracatu Leão Coroado, seus 126 anos de resistência e sua relação com o Movimento Negro Unificado.

N°4:

  • Jornal Negritude – Quinta Edição

Em maio de 1988 o jornal Negritude publicou uma edição especial, que traz na capa uma foto de Zumbi dos Palmares com a legenda “Zumbi – o nosso abolicionista”. Nesse contexto, a principal matéria desta edição tem como objetivo promover personagens tidos como herois e heroínas na luta internacional contra o racismo, a matéria foi intitulada “heróis da resistência” e apresenta biografias sobre oito personalidades (QUEIROZ, 2011, p. 543).

Nesta edição o Editorial volta a citar os problemas financeiros enfrentados pela instituição que dificulta a publicação do jornal, entre outras questões. Pode-se destacar ainda a matéria “Tortura. Nunca mais?”, onde o jornal afirma que a tortura se confunde com a própria história do Brasil, além de questionar os usos da palavra ‘tortura’.

N°5:


Referências:

  • QUEIROZ, M. R. F. 2011. Do Angola ao Djumbay: imprensa negra recifense. Cad. Pesq. Cdhis v. 24 n.2.

 

Jornal Negritude – Segunda Edição

O número dois do jornal Negritude foi publicado em 1987 e compreende os meses de fevereiro, março e abril. A matéria principal dessa edição versa sobre o Maracatu Leão Coroado, foi fundado em dezembro de 1863 no bairro da Boa Vista e considerado o mais antigo maracatu da categoria baque virado do carnaval de Pernambuco. A matéria ressalta as dificuldades enfrentadas pelo maracatu e a revolta de seu presidente, Luís de França, com essa situação. A principal dificuldade diz respeito à falta de sede própria. Na matéria o Movimento Negro Unificado de Pernambuco demonstra seu apoio ao Maracatu Leão Coroado e ressalta a importância de uma sede para a conservação do mesmo e a obrigação do governo em auxiliar nessa questão.

Nessa edição o Editorial contempla a data 21 de março instituída pela ONU como dia mundial contra o racismo, em razão do massacre que ocorreu na cidade de Shapeville, na África do Sul, em 1960. Durante um protesto pacífico milhares de manifestantes foram reprimidos pela polícia sul-africana com violência, enquanto lutavam contra as leis do passe, que obrigava os negros a fazerem uso de uma caderneta onde estava escrito o seu destino; 69 pessoas foram assassinadas e cerca de 180 pessoas foram feridas. É aludido ainda o levante ocorrido em 16 de junho de 1976 na África do Sul, onde centenas de jovens negros foram assassinados, e que ficou conhecido como “Levante de Soweto”. O Editorial ressalta a importância dessa data, sem deixar de alegar que seria um equívoco acreditar que esses acontecimentos deixariam de ocorrer, em razão da denúncia. No Brasil essa data também é usada para denunciar o racismo e serve para lembrar que o Brasil é também um país racista.

Ainda na segunda página o Negritude traz uma matéria sobre a morte de Samora Machel revolucionário moçambicano, que liderou a guerra de Independência de Moçambique e se tornou o primeiro presidente da nação, em 1975. O texto ressalta a dedicação de Machel ao seu povo e afirma que o mito Samora irá sobreviver.

Em uma matéria intitulada “O racismo na Nova República” o jornal comenta sobre a proibição, pelo presidente José Sarney, dos templos religiosos de saudarem e ofertarem os orixás em via pública. Para o Negritude isso foi um ataque contra o maior pólo de resistência sócio/cultural da comunidade afro brasileira: o Candomblé.

A segunda página conta ainda com a seção Eventos, que nessa edição anuncia um encontro nacional do Partido dos Trabalhadores, em 19 de março na cidade de Brasília, sobre “O PT e a questão racial”.

A terceira página do jornal contém uma entrevista com Jorge Morais e Sidney Felipe, fundadores do Afoxé Alafin Oyó. Fundado na cidade de Olinda com o objetivo de resgatar, preservar e propagar a cultura afro-brasileira que há séculos vem sofrendo discriminações. Para falar sobre esse Afoxé o Negritude transcreveu uma entrevista com seus fundadores que aborda assuntos como o que é um Afoxé, o que significa Alafin Oyó, a relação desse Afoxé com outros grupos negros, além de dificuldades para conseguir uma sede definitiva.

A última página do jornal traz uma matéria sobre “Oito de Março: Dia da Mulher” com depoimentos de mulheres sobre a pergunta: como você vê o dia 8 de março – Dia da Internacional da Mulher?. Seis mulheres participaram da pesquisa, entre elas, uma militante do MNU-PE, a presidente da Associação das Empregadas Domésticas, a Vice-presidente da Associação dos Trabalhadores Previdenciários, uma participante do Grupo de Mulheres e da Associação de Moradores de Iputinga, além de uma estudante de 15 anos.

Em razão da aceitação da primeira relação de cursos profissionalizantes, divulgada no primeiro número do Negritude, essa edição traz mais informações sobre novos cursos que surgiram entre os meses de março e junho de 1987.

Por último, o jornal traz um aviso sobre as reuniões do MNU-PE, realizadas todos os sábados, às 18 horas, no DCE na Rua do Hospício.

N°2:

 

Jornal Negritude

Negritude é um boletim informativo do Movimento Negro Unificado de Pernambuco, instituição fundada no início da década de 1980, na cidade de Recife. O jornal tinha como função promover as atividades e o pensamento dessa entidade. Sua primeira edição foi publicada no ano de 1986, em papel jornal, com 4 páginas, impresso em offset e com tiragem de 1000 exemplares, distribuídos gratuitamente (QUEIROZ, 2011, p. 540) em reuniões e eventos do MNU-PE.

Sobre o MNU-PE pode-se afirmar que ele foi fundado com a intenção de se diferenciar de outras entidades de cultura negra já existentes, como grupos de dança, teatro, etc., pois defendia uma atuação de caráter mais político. O MNU-PE procurou, desde sua fundação, combater o mito da “democracia racial”, que promove a ideia de que devido às particularidades do povo brasileiro, não existem no país diferenças raciais. Notabilizou-se pela luta pela transformação do dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi, em Dia Nacional da Consciência Negra, combatendo assim, imagem de passividade do negro, representada pelo dia 13 de maio. O jornal publicou diversas matérias sobre esta temática.

No que se refere ao jornal, de acordo com Martha Rosa Figueira Queiroz, o Negritude era um propagador do pensamento do MNU-PE, em meio ao (quase) total silenciamento da voz negra na imprensa local (QUEIROZ, 2011, p. 544). Por ser um jornal gratuito o MNU-PE era responsável por todos os gastos, apesar do apoio de alguns colaboradores.

No ano de 1986 foi publicada a primeira edição do Negritude, e a única do ano. Em 1987 foram organizados três números, em 1988 foi publicada uma edição especial, em 1993 mais uma publicação e três números em 1994.

As matérias, primeiramente, eram elaboradas e assinadas pela Comissão de Imprensa, que representava o MNU. Entretanto, o projeto editorial do Negritude sofreu alterações e a partir do número 6, entre outras mudanças, as matérias passaram a ser assinadas pelos autores. Segundo Queiroz, o expediente passou a ter os seguintes créditos: Coordenação de Comunicação: Alzenide Simões (Leu); Redação: além da coordenadora de Comunicação, outros militantes: Mônica Oliveira, Vilma de Deus, José Alves Dias (Zeca); Marcelo Pedrosa, Martha Rosa. A diagramação e composição alternavam, porém a militante do MNU, Vilma de Deus, cumpriu essas funções em alguns números (QUEIROZ, 2011, p. 541).

O primeiro número do jornal Negritude compreende os meses de outubro e novembro de 1986. Sua primeira matéria de capa, como mostra o título “o negro e a constituinte”, chama atenção para as eleições do dia 15 de novembro de 1986, onde a população elegeria os representantes responsáveis pela elaboração da Constituição, fazendo uma crítica à exclusão dos negros, índios e pobres das instâncias legislativas (QUEIROZ, 2011, p. 541), ainda nessa matéria o MNU-PE apoia a candidatura avulsa, para que possam ser eleitos representantes que “veem a comunidade negra não só como elemento capaz de elegê-los, mas que tem interesses próprios a serem defendidos e que precisam de leis para punir severamente a prática racista existente em nosso país” (NEGRITUDE, nº1, ano I, out/nov/1986). Segundo Queiroz, que na época era colaboradora desse jornal teria sido exatamente nessas matérias que o Negritude se destacava, pois procurava discutir e noticiar a situação social do negro no país.

  • Negritude – Ano I/N°01 – Outubro e Novembro de 1986.

Essa primeira edição traz no Editorial os problemas que dificultaram a publicação desse boletim, além de desmascarar o mito de democracia racial apresentando dados importantes acerca da realidade do negro no país, dessa forma a Comissão afirma que é importante lutar para que possa existir uma verdadeira democracia racial.

Na segunda página do jornal temos uma matéria, “Debatendo problemas e avançando na luta”, sobre o VI Encontro de Negros do Norte e Nordeste, que ocorreu em maio de 1986, na cidade de Aracaju em Sergipe. É apontado que foi discutido nesse encontro o tema “Ancestralidade, participação e voz da comunidade negra”, além de debates sobre o Negro e o Poder, partidos políticos e a comunidade negra, Mulher Negra, entre outros temas. Ainda é divulgada a cidade do VII Encontro ­- Belém- PA.

Esse número conta com a editoria ‘eventos’, que traz informações sobre os ensaios do Afoxé Alafin Oyó, em Olinda, acerca das reuniões do MNU-PE na Livraria Síntese e sobre eventos realizados como o VII Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado.

Essa publicação também traz avisos sobre cursos profissionalizantes, a inscrição, a instituição que está oferecendo e os requisitos.

A terceira página é preenchida por uma entrevista com os militantes: Marcos e Adelaide, do MNU-PE. Eles abordam questões sobre a posição do MNU com relação a problemas sociais e políticos da comunidade negra, a respeito da fundação da seção Pernambuco, relação com partidos políticos, sobre a ideia de que os militantes do MNU-PE são intelectuais e burgueses e não deixam de mencionar a constituinte e a participação dos brancos no MNU.

Outra matéria relevante é sobre a situação da Mulher Negra, destacando o abandono social no pós-abolição, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho e os problemas de saúde, como o aborto. Além disto, é apontada a educação racista promovida pelos textos escolares, que deixam as mulheres negras fora das lutas históricas. Por último, a matéria pede uma reflexão sobre o verdadeiro papel da mulher negra no processo de libertação de todo o povo negro (NEGRITUDE, nº1, ano I, out/nov/1986).

Para finalizar a edição, o Negritude traz uma matéria sobre a História do Movimento Negro Unificado, que surgiu em 1978, e uma seção chamada “Dicas para leituras” que recomenda obras como: Tornar-se Negro, da psicóloga Neusa Santos, Raízes do Protesto Negro, ensaio do sociólogo Clovis Moura sobre a situação do negro, A Cor Púrpura, de Alice Walker, entre outras obras.

N°1:


Referências:

  • NEGRITUDE, nº1, ano I, out/nov/1986.
  • QUEIROZ, M. R. F. 2011. Do Angola ao Djumbay: imprensa negra recifense. Cad. Pesq. Cdhis v. 24 n.2.