Boletim Informativo do Núcleo de Consciência Negra na USP

Serão publicadas nesta postagem duas edições do boletim do Núcleo de Consciência Negra na USP. Conforme a página oficial do núcleo, esta entidade sem fins lucrativos e sem apoio institucional da USP foi fundada em 1987 a partir do trabalho de funcionários, estudantes e professores da USP. O grupo conseguiu a sua sede apenas no ano de 1993. Este núcleo tem como objetivo lutar contra o racismo e a discriminação, seja ela racial ou sexual.

O boletim informativo do núcleo foi criado em 1993, na cidade de São Paulo, e cada edição contém 8 páginas.

  • Boletim Informativo do Núcleo de Consciência Negra na USP – Ano I, Nº0/01, Abril/Maio e Junho/Julho de 1993

Estas edições de lançamento do boletim informativo do Núcleo de Consciência Negra na USP apresentam os resultados de uma pesquisa realizada com militantes de diversas entidades negras no I Encontro Nacional de Entidades Negras (ENEN). Esta pesquisa tem como finalidade traçar um perfil da militância negra brasileira. O texto que aborda as diversas questões avaliadas, com base na pesquisa, é de Luiz Carlos Santos.

Na publicação nº0, que foi lançada em abril/maio do mesmo ano, o boletim traz o resultando parcial deste trabalho, que levou mais de um ano para ficar pronto.

Esta pesquisa pretende ajudar a coordenação do ENEN e as entidades presentes no I Encontro. Todo o conteúdo, das duas edições, é voltado para análise e debate dos dados obtidos através dos questionários. Entre os vários pontos abordados, pode-se destacar perguntas sobre a idade, estado de origem, escolaridade dos militantes, acerca das entidades, sua natureza, preferência política, quem é ou não filiado a partidos políticos, entre outras questões fundamentais sobre o perfil dos movimentos negros do Brasil. Todos esses dados são frutos dos 241 questionários recolhidos e avaliados pelo NCN-USP. Outras informações relevantes são levantadas nesta edição, que tem como colaboradora Regina Nascimento.

Nº0/01:

 


Referência:

Boletim Informativo do Grupo Negro da PUC/SP

O Grupo Negro da PUC foi fundado em agosto de 1979 e se transformou em um importante representante dos Movimentos Negros no estado de São Paulo. Pode-se afirmar que esse grupo se destaca por atuar não somente na universidade (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) como fora dela.

Apesar das barreiras impostas ao grupo e de diversas dificuldades, assim como para outras entidades negras, o grupo conseguiu contribuir diretamente para a luta dos negros e criou, inclusive, um boletim informativo com o objetivo de divulgar sua posição com relação a diversas questões. O boletim contém 12 páginas e chama atenção para festas, encontros da população negra e temas importantes como questões políticas e a mulher negra.

  • Boletim Informativo do Grupo Negro da PUC/SP – Terceiro Ano, Segunda Edição.

No ano de 1982 foi publicada a segunda edição do boletim do Grupo Negro da PUC/SP. Como comenta os responsáveis em seu Editorial, o grupo estava passando neste período por grandes dificuldades e impasses políticos, o que acabou provocando a ideia de por fim ao grupo e, consequentemente, ao boletim. Entretanto, ao perceber o avanço da luta de outros segmentos da sociedade e de outras organizações contra o racismo, a discriminação e outros preconceitos, o grupo decidiu continuar na luta ao lado de todas essas pessoas e entidades.

Em sua terceira página o boletim trata sobre as festas e encontros do grupo, como por exemplo, o FECONEZU – Festival Comunitário Negro Zumbi. Este festival, segundo o boletim “representa a expressão histórico-cultural do negro no Brasil”, ou seja, é uma festa com o objetivo de retratar a arte afro-brasileira e de promover debates entres as entidades e grupos negros de São Paulo e do Brasil. O festival é realizado pela Associação Amigos do FECONEZU e é realizado no mês de novembro. O primeiro festival ocorreu no ano de 1978, na cidade de Araraquara, depois em Ribeirão Preto, São Carlos e Campinas. Em 1982 foi realizado o quinto ano do evento e se deu na cidade de Piracicaba.

Outros encontros que ganharam destaque nesta edição foram: o Encontro Estadual de Entidades Negras e o III Congresso de Cultura Negra das Américas.

Na página seguinte, o boletim apresenta uma discussão sobre “20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra”, na qual discute-se  a negação do dia 13 de maio e a parceria do grupo com outros grupos como o Movimento Negro Unificado de São Paulo, a Comissão de Negros do Partido dos Trabalhadores, entre outras entidades. Nessa perspectiva, o boletim traz um artigo de Wilson Santos, que fora publicado primeiramente no boletim informativo Nêgo do Movimento Negro Unificado da Bahia. O artigo discute exatamente o não reconhecimento do dia 13 de Maio e a escolha do dia 20 de Novembro.

Esta edição apresenta ainda um artigo destinado às mulheres negras. Primeiramente, o texto traz o significado de palavras como mulata/mulato e uma discussão sobre os estereótipos que perseguem as mulheres, sem deixar de comentar a imposição de determinado padrão de beleza as mulheres negras, a questão da prostituição, tráfico de mulheres negras e a sua luta por espaço, dignidade e liberdade.

Por fim, o boletim apresenta discussões sobre as eleições do ano de 1982, a história de “Seu Cunha”, figura importante para os Movimentos Negros e um poema que reflete sobre a questão da negritude.

Nº02:

 

A Quilombada – Boletim Informativo de Mulheres do FECONEZU

A Quilombada é o boletim informativo de mulheres do FECONEZU – Festival Comunitário Negro Zumbi, que ocorre no interior de São Paulo, com o objetivo de reunir diversas entidades e grupos negros do estado, para promover o debate de diversos temas, principalmente, a situação do negro na sociedade brasileira. O festival é realizado pela Associação Amigos do FECONEZU, mês de novembro. Sua primeira edição ocorreu em 1978, na cidade de Araraquara.

Conforme a primeira publicação do A Quilombada, o boletim surge com a finalidade de divulgar a história de luta das mulheres negras. O boletim conta com duas páginas e matérias escritas por mulheres militantes. A digitação, diagramação e impressão do boletim ficavam sob responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp.  A sede do Grupo de Trabalho – Mulher, responsável pela criação do A Quilombada, se encontrava na cidade de Campinas.

  • A Quilombada – Ano 01, N°0

Em sua primeira página o A Quilombada apresenta seu Editorial, que traz reflexões sobre o Festival Comunitário Negro Zumbi e outros eventos, como o I Seminário de Mulheres FECONEZU e o II Encontro de Mulheres Negras. Além de discutir brevemente sobre a vida da população negra no Brasil e a importância da luta das mulheres. Essa página apresenta também um poema.

O boletim contém um seção denominada “Informativo”, que mostra o processo de organização do II Encontro de Mulheres Negras do Interior de São Paulo.

Por fim, A Quilombada apresenta um texto sobre a discriminação da mulher no trabalho e o preconceito no esporte, ou seja, a relação entre a ignorância e a discriminação.

Nº0: