Archive for novembro de 2010

Primeiro os alicerces

Como combinado na fundação do Movimento Cultura Digital, a primeira ação concreta dos coletivos envolvidos será a sistematização dos serviços que realizam. Com a composição das planilhas de serviços estaremos avançando tanto no sentido de nos conhecermos melhor, sabendo mais o que cada um tem capacidade de fazer, quanto nas perspectivas de aproximação e trocas entre nossos fazeres.

O Coletivo Puraqué, de Santarém – PA, já postou sua planilha de serviços na lista do GTCD. Agora é a hora dos demais coletivos interessados fazerem também a sua parte. Movimentem-se!!!

Pelo que combinamos até o fim dessa semana todos deveriam produzir e divulgar suas planilhas de serviço. Vamo que vamo, transformar a palavra em ação!

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Pontões de Cultura unidos no II Fórum de Cultura Digital

Pontões de Cultura Digital Dada a largada para o II Fórum de Cultura Digital que aconteceu de 14 a 17 de Novembro na cidade de São Paulo, de uma forma bem descontraída representantes de todos os pontões de cultura e alguns projetos ligados a cultura digital reuniram-se no último dia (16) na arena BNDES, montada na cinemateca, para um retrospecto do que foi positivo e o que foi negativo, atendendo a pauta criada de forma colaborativa, a reunião baseava-se em quatro propostas que tinham como base atender as necessidades da cultura digital no pais afim de que a próxima gestão entende-se e reconhece-se o trabalho realizado por Pontões e Pontos de Cultura do nosso país.

A primeira tarefa era sistematizar as prioridades que cada um tinha de acordo com a realidade e serviço oferecido, que pudessem conversar de forma mais direta suprindo necessidades como: formação continuada dentro da comunidade, formação a distância, rede de servidores livres, cultura tradicional usando ferramentas digitais, cada um dos pontões explanou um pouco de sua realidade.

Foi então que um novo debate surgiu:

“Como dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado sem depender somente de uma Secretaria? Como conversar com os vários segmentos culturais sem estar preso a situações como a vivenciada durante o processo político onde alguns Pontões tiveram seus trabalhos estagnados devido a não liberação de verba?”

Nasce então à próxima pauta onde todos perceberam que este é momento de nos tornarmos independentes, que possamos fazer isso através de serviços realizados pelos pontões e que este é o momento de conversarmos com o Governo de uma forma mais unida. Agora, como um movimento de Pontões e não mais como um setor.

É chegada a hora de iniciarmos um debate com os governos estaduais e municipais além de criar uma política de dentro para fora, conhecendo cada ponto de cultura presente em nossa região para que possamos atender muito mais do que está estipulado hoje. Seja por meio de serviços, consultoria ou simplesmente entendendo a realidade de cada um ao nosso redor. Passamos do estágio de sermos somente um segmento social, agora podemos ser reconhecidos como movimento de cultura digital e como movimento unido, coeso e assim a sociedade como um todo nos reconhecerá de forma muito mais coerente.

A Cultura Digital avançou muito, já conseguimos conversar com outros setores antes pouco comentados. O fato da criação e apropriação do conceito de Pontões mostra o reconhecimento social de que os grupos realizam trabalhos dentro de cada comunidade e agora só nos resta “linkarmos” estes serviços com cada realidade para começar a consumir nossos próprios serviços. Temos dentro desta rede programadores, tutores, consultores, especialistas nas diversas áreas. Realizar a troca destes serviços nos torna cada vez mais independentes de verba pública.

O conceito de economia solidária é uma realidade presente em nosso dia-a-dia, o que falta é a apropriação deste por nós mesmos a fim de apropriarmos cada vez mais de espaços dentro da sociedade, provocar o Governo para mais debates. Isso precisa acontecer de forma unida, mais do que nunca este é o momento, já que estamos em transição, temos que mostrar que podemos fazer cultura  sim, sem depender somente de verba pública.

Somente assim é que o Governo poderá realmente entender o que somos, pois encontros como este mostram que somos reconhecidos e trabalhamos de forma conjunta. É chegada a hora de pararmos de pedir, não podemos mais usar encontros como este para choramingar e sim, para trocarmos experiências, mostrando a todos o que estamos fazendo dentro de cada comunidade.

Por Anderson Monstrinho – Pontão Ação Cultural em Rede
Fonte: www.acaocultural.org [19/11/2010]

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Um Movimento Autônomo para a Cultura Digital

Muitos ativistas, Pontos e Pontões de Cultura Digital reuniram-se no dia 16 de Novembro de 2010 no Fórum da Cultura Digital para tratar de questões como o relacionamento e as propostas do próximo mandato federal para o setor e o planejamento de ações autônomas.

Entre os encaminhamentos, a criação de um (ou seria mais um?) Movimento Autônomo de Cultura Digital foi aprovada.

Todos os interessados no fomento e articulação deste movimento estão convidados a se conectar!

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Relatoria Compartilhada – Reunião do dia 16/11/2010 no Fórum da Cultura Digital

Proposta para Reunião de Pontos e Pontões
Fórum Internacional da Cultura Digital Br 2010
Datas e horários:
16/11, das 11h às 13h
Pautas:
  • Pesquisa e Sistematização dos Pontos de cultura
  • >>Infra -estrutura e administração dos recursos (máquinas, bandas, etc) participação mais efetiva na RDSL.
  • Formação  (ampliando as temáticas da cultura digital do minc, rede de telecentros, parceria entre ministérios)
  • >> Rumos e políticas de Cultura Digital no novo governo;
>> o que queremos do governo
a) Governança e formulação da política de Cultura Digital no Ministério da Cultura: assento e representação  da CD no Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC)[1], formulação de um plano setorial mediante fundo de equalização destinado à cultura digital[2]
+ formação continuada em software livre e  acompanhamento dasa redes estaduais de pontos de cultura + ver TODAS AS CARTAS AO GOVERNO ATÉ AGORA + continuidade? – reformulação do espaço institucional para a cultura digital dentro do governo (SCC + SPC)
>> o que estamos e podemos fazer de forma independente
rede de servidores livres
enquanto movimento político de cultura digital, levar esta pauta para al[em da área da cultura
colocar o nosso trabalho na roda e estabelecer uma economia solidaria de fato na rede
contruir um movimento independente do governo, com nossos próprios recursos
ocupar os espaços formalmente constituidos de formulação e participação polític
sencanados”
[1] Com a II CNC, houve um importante desdobramento para nós da Cultura Digital. A pré-conferência setorial de arte digital aprovou uma moção indicando a necessidade de que a Cultura  Digital tivesse assento no CNPC. Esta moção foi aprovada na II CNC. Aqui está o conteúdo da referida moção.http://culturadigital.br/setorialartedigital/2010/03/16/155/ Sobre o CNPC:http://www.cultura.gov.br/cnpc/
== Presenças ==
  • Uirá Porã – MinC
  • Ivana Bentes – Escola de Comunicação da UFRJ, Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ
  • Fabiana Goa – Ministério do Meio Ambiente  / Pontão Junta Dados
  • Federico Vazquez – Nas ondas do Digital
  • Thiago Skarnio – Tuxaua / Pontão Ganesha / Alquimídia.org
  • Robson Sampaio – Tuxaua
  • Fabrício Solagna – Minuano / ASL
  • Daniel Marostegan e Carneiro – Teia Casa de Criação / Pontão Nós Digitais
  • Felipe Cabral – Teia Casa de Criação / Pontão Nós Digitais
  • Ricardo Ruiz – Tuxaua / Descentro
  • Cleodon Silva – Instituto Lidas / Casa dos Meninos
  • Alcione Carolina – Coord. de Cultura Digital MinC|SPC
  • Stela Cabral -Pontão Setecidades
  • Nádia Prestes – Pontão de Cultura Digital do Circo Voador
  • Francele Cocco – Pontão Convivência e Paz / TV Ovo
  • Lu Cachoeira
  • Zonda – MinC
  • Jader Gama – Puraque
  • Billy Blay – Iteia
  • Mariana Di Stella – Gsac
  • Josiane
  • Luiz Anderson ( Mostrinho) – Pontão Ação Cultural em Rede/ acaocultural.org
  • Relatoria compartilhada:
  • Leitura dos itens de pauta sugeridos: foram aprovados
Pauta 1 – Infra -estrutura e administração  dos recursos (máquinas, bandas, etc) participação mais efetiva na RDSL.
  • Informe sobre a rede de servidores livres:
  • Ontem aconteceu uma conversa longa sobre o estabelecimento/firmamento da RDSL.  Houve uma divisão em dois grupos. O primeiro deles discutiu infra para ser compartilhada e o outro questões relativas à política de uso. A pauta vem pra cá a fim de movimentar a participação dos pontos nessa rede.
  • Começa uma rodada de apresentações sobre possibilidades de serviços que cada pontão pode proporcionar dentro da rede.
  • Fuxu (ASL – Pontão Minuano), apresentou a disponibilidade da ASL em realizar formações em rádio e tv em SL, apresenta também a disponibilidade de uso de seus servidores para hospedar iniciativas afins.
  • Felipe Cabral (Nós Digitais) apresenta a rdsl: servidores tupiniquins para subir conteúdo. Aponta as dimensões dos usos comunitários, abertura dos protocolos, quais as máquinas disponíveis, quais aplicações devem rodar nessa rede.
Fuxu propõe que os pontos digam o que têm a oferecer para rede.
Uirá retoma o apontamento do skárnio, que rolou na lista, indicando que nossa pauta prioritária deveria ser a discussão de governabilidade/governança relativa às políticas de cultura digital para o próximo governo (dilma) ou próxima gestão do minc (com ou sem juca)
Skárnio retoma o cenário de influência política do Fórum, a carta que será construída e entregue ao Juca. Reitera que a pauta deva atender a essas necessidades.
Daniel (Nós Digitais) retoma que a pauta dos projetos vem sendo conversada entre os pontos a tempos, que executaram muito pouco porque os pontões estão sem recursos, que não foram repassados pelo MinC ainda. Reitera que esse momento a conversa deva ser de cunho de articulação e construção política.
Cleodon (SIlva) [Casa dos Meninos] Propõe a questão do reconhecimento inical desse coletivo como grupamento político, sem dependência do reconhecimento externo, do governo.
Felipe faz  a consideração de que “faremos outra carta”? No que isso resultará?
Lu Cachoeira gosta da fala do Cleodon.
Faz uma leitura do comportamento do governo, que vem estimulando a cultura digital via editais e verba para compra de equipamentos, entretanto,
Zonda propõe manifestação coletiva, no ato pela Cultura Digital, dia 17 às 10:00
Robson Sampaio questiona a objetividade de fazer uma carta de reivindicações e aponta a necessidade de um diálogo mais próximo entre ministérios (MinC + MEC + Ciência e Tecnologia)
Ceumar (Ouro Preto) aponta a necessidade de integrar mais a universidade com os Pontos de Cultura
Gama (Puraqué) diz: no fisl o presidente Lula disse que a palavra mais sexy do governo dele era “Inclusão Digital”, eu quero que no governo Dilma a palavra mais sexy seja “Cultura Digital”.
Aponta que a CD não deva ser assunto só pra Cultura, eles estão entrando nas escolas, a cultura digital é também assunto de educação, de outros ministérios como alguém falou anteriormente.
A movimentação deve ser política, e nós – pontos – somos atores principais nisso.
Goa, como vamos nos organizar, para além do MinC, para além dos editais?
Daniel fica feliz porque chegamos na pauta. O que vem sendo feito mais tem amortecido a voz dos pontos do que verdadeiramente empoderando os pontos. O que é o movimento dos pontos de cultura? Um grande pote, que decanta algo, é o que temos aqui. Depois abre mais, mistura mais e mais empatias precisam ser decantadas, um processo que não pára. Vamos sair desse pote. Vamos ficar com o que decantou, as empatias enlaçadas. Gestão compartilhada não tem sido possível, vai pedir informação pro MinC … Precisa ter voz.
“precisamos reestruturar essa estrutura, criando mais pontes, criando uma rede com uma cara que nos atenda de fato”
Skárnio retoma:
– há pontos em comum? quais?
cleodon: aponta a necessidade de nos enxergarmos com movimento, independente do governo.
Alcione propõe, a partir da reflexão de que os pontões são movimento político, um melhor olhar para a entrada da Cultura Digital no CNPC e a disputa por espaço nesse espaço de validação/legitimação.
dependência- independência? interdependência (Zonda)
independência ou morte (cleodon)
totalmente independente (paulo lima)
== Avaliação online – questões para reflexão do quadro de 2010 ==
  • Sistematização do trabalho dos Pontões:
  • Programação do Fórum cd.br 2010:
– Pontões 21:00
Movimento Pela Cultura Digital Livre
Eixos de articulação – Pressupostos Fundamentais
1 – Nos reconhecer como fazedores e reconhecer nossa potência
2 – A partir deste reconhecimento construir uma plataforma de atuação nossa
3 – Mobilização independende do governo e de seus recursos
4 – Construir uma articulação prática baseada em trocas e fortalecimento dos trabalhos
5 – Juntarmos, reunirmos nossos fazeres cinergicamente
6 – Fechar uma agenda de avanços, encontros, compromissos
7 – Criação de um fundo comum que viabilize as ações do coletivo
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Propostas de ação:
Lu Cachoeira – Mapeamento das demandas relacionadas à cultura digital nos pontos ligados à “base” dos coletivos presentes.
Uíra – Montagem de uma banco de proposta.
Daniel – Estabelecermos o prazo de 10 dias para estabelecermos as planilhas de serviços de todos os coletivos presentes.
Gama – Montar uma estrutura lógica que viabilize os trâmites burocráticos dos projetos.
Silva – Peitar a estrutura burocrática existente e apresentar uma nova cultura para a relação coletivos e governo.
Encaminhamentos:
  • Gama irá disponibilizar para todos a planilha de serviços do Puraqué.
  • Cada coletivo presente deve apresentar sua planilha de serviços em 10 dias.
  • Iremos realizar nossa comunicação inicialmente pelo culturadigital.br, num espaço próprio com o nome Movimento de Cultura Digital.
  • Skárnio irá montar o fórum no Culturadigital.br


Fonte: http://piratepad.net/forumCDBR2010-encontro-pontoes
Capturado  – 10h26min – dia 17/11/2010

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