cyberwar


Ontem, aqui mesmo nessa terra a qual chamamos Brasil, um extensivo e intenso protesto se levantou na internet contra as medidas a serem aprovadas pelo congresso Estadunidense, medidas estas que tem como objetivo cada vez mais claro, criminalizar todo e qualquer internauta disposto a compartilhar conhecimentos e/ou conteúdos pela rede.
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Este vídeo exemplifica os jogos de interesse e o estado de conflitos que norteia esse assunto:

[youtube K3ORTCseHD8]

Não obstante a isso, também aqui nesta terra, ao final do ano que se passou e conforme já noticiado por este blog, o documento que norteará os próximos 10 anos de metas educacionais (Plano Nacional de Educação 2010-2020) prevê, em suma, indicativos de cyber-liberdades garantidas a professores e alunos através da adoção de software livre e Recursos Educacionais Abertos.

Por si só já teríamos aí um conflito de duas informações de rumos e intenções antagônicas. Mas essa história de conflito e antagonismo está apenas começando…

Enquanto aqui, quase as vésperas do Fórum Social Mundial 2012 (um outro mundo é possível?), as vésperas de um Festival Internacional de Cultura Livre (Conexões Globais 2.0 ) e bem perto de um grande evento de Internet (Campus Party 2012 ), lá, no outro pólo do globo, o site Megaupload, um dos maiores do mundo na área de compartilhamento de arquivos, foi tirado do ar por ordem do FBI e o fundador do site, Kim Dotcom, e outros três executivos da empresa foram presos. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos os acusa de violar as leis antipirataria nos Estados Unidos e acordos internacionais de copyright.

Após esse ato, o grupo hacker Anonymous derrubou sites da Universal Music, Justiça Federal Estadunidense,  o site do FBI, Associação das Gravadoras (RIAA) e Associação Cinematográfica (MPAA) dos Estados Unidos. A operação intitulada #OpMegaupload ou #OpPayback foi anunciada e comemorada pelo Twitter do grupo.

O site do departamento de direitos autorais do governo estadunidense também chegou a cair, mas agora se apresenta estável. Ao comemorar os ataques, o grupo citava o combate à SOPA e à PIPA, a lei antipirataria que tramita no Congresso americano e tem sido alvo de protestos por empresas de internet e coletivos que advogam pela liberdade na internet.

Serão estes são os prenúncios de uma cyberwar? Uma guerra virtual está sendo processada nesse exato momento?

Um  ponto que pode ser compreendido é este:  a cada passo que um grupo de poder hegemônico tenta dar nesse novo mundo conectado, mundo do futuro presente, mais resistência este grupo irá encontrar. Nós estamos aqui. Nós somos uma legião.  Podem derrubar nossas plataformas de compartilhamento, cercear nossos direitos e tentar destruir nosso acesso à informação e a conteúdos, mas jamais poderão tomar nossa liberdade.

  1. #1 by Adeptos da Tecnologia on 20 de janeiro de 2012 - 1:19

    Verdade jamais tomaram nossa liberdade!

(não será publicado)
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